O Rider – Passeio de Automóveis e Motos Clássicas regressa à estrada entre os dias 19 e 21 de Junho, voltando a reunir apaixonados pelos veículos históricos num dos encontros mais emblemáticos do calendário nacional. Promovido pelo Museu do Caramulo, o evento continua a afirmar-se como uma celebração da condução clássica, aliando paisagens únicas, património motorizado e espírito de convivência.
A edição de 2026 arranca na sexta-feira, 19 de Junho, com a receção dos participantes no Hotel SJ, em Tondela, seguida de um jantar cultural no restaurante ACERT. O ponto alto chega no sábado, com a caravana de automóveis e motos clássicas a partir do Largo Dr. Anselmo Ferraz de Carvalho, em Tondela, rumo a Lobão da Beira e Beijós.
O percurso levará depois os participantes até à Serra da Estrela, incluindo passagens pela Lagoa Comprida e pela Torre, o ponto mais alto de Portugal Continental. Após almoço na Covilhã, a tarde será dedicada às paisagens da EN230, com paragem prevista na Cascata do Poço da Broca, terminando o dia com jantar no emblemático Solar do Vilar. No domingo, os participantes enfrentarão as estradas sinuosas da Serra do Caramulo, antes da chegada ao Museu do Caramulo para um coffee break e visita exclusiva às exposições temporárias.
Entre os destaques estará a mostra “White Box #1 – Intervalos”, bem como a apresentação, em primeira mão, de uma moto muito especial recentemente integrada na coleção permanente do museu. O encerramento do Rider 2026 acontecerá com um almoço-convívio na Quinta Vale Minhoto, em Tondela.
Ao longo de três dias, o Rider volta a apostar na diversidade de modelos, no cruzamento de gerações e no prazer da condução em algumas das melhores estradas secundárias da região centro. A mistura entre automóveis e motos clássicas, aliada ao ambiente descontraído e à forte componente cultural, continua a fazer deste evento uma referência para os entusiastas do património motorizado em Portugal.
Thierry Neuville venceu este domingo a 59.ª edição do Vodafone Rally de Portugal, conquistando a primeira vitória da temporada 2026 e o segundo triunfo da carreira em território português. Ao volante do Hyundai i20 N Rally1, o piloto belga aproveitou da melhor forma os problemas sofridos por Sébastien Ogier na fase final da prova para colocar a Hyundai novamente no topo do Mundial de Ralis.
Depois de uma prova marcada por seis mudanças de líder, tudo indicava que Sébastien Ogier caminhava para o oitavo triunfo em Portugal. No entanto, um furo no Toyota GR Yaris Rally1 do francês, sofrido na penúltima classificativa do rali, acabou por destruir as suas aspirações à vitória.
Sempre consistente e pronto para aproveitar qualquer oportunidade, Neuville herdou a liderança e segurou-a até final, vencendo ainda após terminar segundo na Power Stage de Fafe, apenas a 0,6 segundos de Adrien Fourmaux, o mais rápido na derradeira especial.
“Foi uma prova especial e esta vitória veio na altura certa. Dececionei na Croácia, mas nunca desistimos neste rali e sempre estivemos no sítio certo, caso acontecesse algo de anormal aos nossos adversários, sobretudo ao Sébastien”, afirmou Neuville.
Uma das grandes figuras da prova foi Oliver Solberg, que confirmou todo o potencial demonstrado ao longo do fim de semana ao garantir um brilhante segundo lugar absoluto com o Toyota GR Yaris Rally1. O sueco terminou à frente de Elfyn Evans, que fechou o pódio e manteve a liderança do Campeonato do Mundo de Ralis.
Com o terceiro lugar em Portugal, Elfyn Evans reforçou a liderança do campeonato, passando a somar 123 pontos. O galês dispõe agora de 12 pontos de vantagem sobre o japonês Takamoto Katsuta, enquanto Oliver Solberg ascendeu ao terceiro lugar do campeonato com 92 pontos. Entre os construtores, a Toyota mantém vantagem confortável, liderando com 311 pontos contra os 218 da Hyundai.
Na categoria WRC2, o triunfo sorriu ao finlandês Teemu Suninen, em Toyota, que superou Nikolay Gryazin (Lancia) e Roope Korhonen (Toyota). O estónio Robert Virves foi um dos homens mais rápidos no derradeiro dia, chegando mesmo a ser o mais veloz absoluto na primeira passagem por Fafe, mas uma penalização de 30 minutos após abandono anterior afastou-o das posições cimeiras. Já Jan Solans, que esteve na luta pelo pódio, viu tudo escapar após uma saída de estrada na penúltima classificativa.
No campeonato WRC2, Yohan Rossell, Léo Rossell e Roope Korhonen estão agora empatados na liderança com 52 pontos. Entre os WRC3, o italiano Matteo Fontana levou a melhor, enquanto o turco Ali Türkkan triunfou na categoria Júnior.
Apesar de o Vodafone Rally de Portugal já não contar, nesta fase, para as contas do Campeonato de Portugal de Ralis, Armindo Araújo continua focado em cumprir os objetivos definidos para a prova portuguesa do Mundial.
Ao volante do Škoda Fabia RS Rally2, o piloto de Santo Tirso protagonizou este sábado uma recuperação consistente, assumindo a liderança entre os pilotos portugueses após a especial de Cabeceiras de Basto 1, segunda classificativa da etapa.
Armindo Araújo foi o mais rápido em todas as especiais do dia no confronto direto entre as equipas nacionais, conseguindo recuperar a desvantagem que trazia das jornadas anteriores e posicionando-se favoravelmente para terminar como melhor português.
Depois de assumir essa liderança particular, o piloto da The Racing Factory optou por uma abordagem equilibrada nas classificativas restantes, sobretudo devido às difíceis condições meteorológicas. “A partir daí fomos mantendo uma toada rápida, mas com uma boa margem de segurança, uma vez que a chuva acabou por trazer algumas dificuldades e um pequeno erro poderia custar caro”, explicou Armindo Araújo.
A edição 2026 do Vodafone Rally de Portugal termina este domingo com dupla passagem pelas especiais de Vieira do Minho e Fafe, incluindo a tradicional Power Stage, disputada na segunda passagem pela classificativa fafense.
A Porsche Sprint Challenge Ibérica viveu este sábado mais um importante capítulo competitivo da ronda do Estoril, num dia marcado por forte adesão do público, elevado ambiente internacional e duas sessões de qualificação intensamente disputadas no histórico traçado de Cascais.
Ao longo de todo o dia, o Autódromo do Estoril recebeu uma verdadeira “casa cheia”, com forte presença de amantes e proprietários de automóveis Porsche que corresponderam de forma expressiva ao desafio lançado pela organização para abrilhantarem o fim de semana da competição. Entre o paddock e o VIP Village Lounge, viveu-se um ambiente de grande nível internacional, onde glamour, lifestyle, animação e paixão pelo universo Porsche conviveram de forma muito natural, reforçando a identidade premium da Porsche Sprint Challenge Ibérica.
Em pista, o programa competitivo confirmou igualmente o elevado equilíbrio que caracteriza a temporada de 2026, com condições meteorológicas distintas entre as duas sessões a acrescentarem ainda mais desafio técnico a pilotos e equipas.
Borja García conquista “poles” para as Corridas 1 e 3 em qualificação disputada à chuva
A Qualificação 1 ficou marcada por condições particularmente difíceis, com pista integralmente molhada e níveis de aderência reduzidos ao longo de toda a sessão.
Ao abrigo do regulamento desportivo da temporada 2026, os melhores tempos da Qualificação 1 definem a grelha de partida para a Corrida 1 de domingo, enquanto os segundos melhores tempos de cada piloto estabelecem a ordem de partida para a Corrida 3, acrescentando uma importante componente estratégica à gestão da sessão.
Na luta pela pole position para a Corrida 1, Borja García (GT Corse) voltou a confirmar o forte andamento demonstrado desde Monteblanco, assinando a melhor volta da sessão em 1:55.657. O piloto espanhol bateu José Barros (AF Motorsport) por 2,226 segundos, enquanto Patrick Cunha (Veloso Motorsport) assegurou o terceiro lugar absoluto e a melhor posição entre os pilotos Bronze. Chloe Grant (AF Motorsport), melhor representante da Ladies Cup, e João Macedo Silva (RGB Racing Team) completaram o Top 5.
Na definição da grelha para a Corrida 3, através dos segundos melhores tempos da sessão, Borja García voltou a assumir o comando, demonstrando elevada consistência em condições particularmente exigentes. Patrick Cunha voltou a destacar-se ao garantir o segundo lugar da grelha, seguido por José Barros. Chloe Grant voltou igualmente a ser a melhor piloto da Ladies Cup, repetindo o 4º lugar, enquanto Duarte Camelo (LOB Motorsport) completou o Top 5.
Jorge Rodrigues e Álvaro Bajo repartem poles numa Qualificação 2 extremamente equilibrada
A Qualificação 2 apresentou um cenário bastante distinto, já com pista seca e níveis de aderência significativamente superiores, permitindo uma descida acentuada dos tempos por volta e diferenças mínimas entre os pilotos da frente.
Tal como previsto no regulamento desportivo da temporada 2026, os melhores tempos da sessão definiram a grelha da Corrida 2, enquanto os segundos melhores tempos determinaram a ordem de partida para a Corrida 4.
Na luta pela pole position para a Corrida 2, Jorge Rodrigues (Veloso Motorsport) destacou-se ao assinar a melhor volta do dia até ao momento no Estoril, em 1:53.755. O piloto português superou Henrique Cruz (LOB Motorsport) por apenas 0,142 segundos, com José Barros (AF Motorsport) a garantir o terceiro lugar. Álvaro Bajo e Alejandro Barambio, ambos da GT Corse, completaram o Top 5.
Na definição da grelha da Corrida 4, através dos segundos melhores tempos da sessão, Álvaro Bajo assegurou a pole position batendo Jorge Rodrigues por apenas 32 milésimos de segundo, numa demonstração clara do elevado equilíbrio competitivo existente no pelotão. José Barros voltou a colocar-se entre os mais rápidos, seguido por Henrique Cruz e Alejandro Barambio.
A Ladies Cup voltou igualmente a assumir forte protagonismo competitivo, com Francisca Queiroz a reservar o 7º lugar na grelha da Corrida 2 e Arikkala Flame a fazer o mesmo em relação à Corrida 4.
O programa competitivo prossegue este domingo com quatro corridas Sprint de 20 minutos mais uma volta, duas com saída parada e duas com saída lançada, num formato particularmente intenso que promete manter o elevado nível competitivo e o espetáculo demonstrado ao longo deste primeiro dia de ação no Estoril.
Sébastien Ogier voltou este sábado a demonstrar porque continua a ser uma das grandes referências do Mundial de Ralis, terminando a penúltima etapa do Vodafone Rally de Portugal mais perto de nova vitória na prova portuguesa.
Aos comandos do Toyota GR Yaris Rally1, o francês aumentou a vantagem sobre a concorrência graças a uma exibição extremamente sólida nas classificativas do norte do país, sobretudo na segunda passagem por Paredes, onde aproveitou na perfeição as difíceis condições atmosféricas.
O início do dia ficou marcado pelo forte andamento de Oliver Solberg, que surpreendeu tudo e todos na primeira passagem por Paredes, ao ponto de deixar o próprio Ogier impressionado com o tempo realizado pelo sueco.
O piloto nórdico chegou mesmo a assumir a liderança provisória da prova, colocando pressão direta sobre o oito vezes campeão do mundo. Mas a ida ao parque de assistência da Exponor mudou completamente o cenário. Alertado para as condições que iria encontrar na segunda metade da etapa, Ogier e a Toyota fizeram alterações importantes no carro para responder à chuva que começou a cair com intensidade.
O resultado foi imediato. Com os pisos extremamente escorregadios, Ogier utilizou toda a sua experiência para impor um andamento demolidor, cavando uma vantagem importante para os seus adversários diretos. “Foi um dia marcado com muita incerteza, sobretudo no momento das decisões. Confesso que não estivemos tão bem na parte da manhã, mas com a chuva tudo se alterou e muita coisa ainda pode acontecer”, explicou o francês. “Naturalmente que terminámos o dia bastante satisfeitos, até porque fizemos bastantes alterações no período da tarde, sobretudo ao nível do acerto para a chuva que acabou por funcionar na perfeição”, acrescentou.
A dupla da Hyundai Shell Mobis WRT, Thierry Neuville / Martijn Wydaeghe, foi quem mais conseguiu acompanhar o ritmo de Ogier, mantendo os Toyota de Sami Pajari e Oliver Solberg atrás de si. O belga termina assim o dia na segunda posição da geral, ainda que já a 21,9 segundos da liderança.
A super especial no Circuito de Lousada voltou a proporcionar espetáculo, mas também muitas dificuldades devido à chuva intensa que deixou o traçado extremamente escorregadio. Uma das principais vítimas foi Josh McErlean, que falhou uma travagem e acabou por bater violentamente no muro de proteção, sendo forçado ao abandono.
Já Oliver Solberg conseguiu adaptar-se melhor às difíceis condições e venceu a especial, recuperando mais de três segundos a Ogier, embora sem impedir o francês de aumentar a margem global. Na categoria WRC2, o finlandês Teemu Suninen ascendeu à liderança depois da passagem por Lousada, dispondo agora de apenas 0,9 segundos de vantagem sobre o espanhol Jan Solans.
O também finlandês Roope Korhonen segue na terceira posição, mas já bastante mais distante dos dois primeiros.
A PEUGEOT TotalEnergies viveu este sábado um momento histórico no FIA World Endurance Championship ao conquistar, em Spa-Francorchamps, a primeira pole position da marca na era Hypercar do campeonato, graças a uma extraordinária prestação de Malthe Jakobsen ao volante do PEUGEOT 9X8 #94.
Numa sessão intensa e repleta de emoção no mítico “Toboggan des Ardennes”, o jovem dinamarquês superou todas as adversidades para colocar o protótipo francês no topo da grelha. A sessão começou da pior forma para Jakobsen, que sofreu uma derrapagem no topo do Raidillon logo na volta de saída para pista, surpreendido pelos pneus ainda frios.
Apesar do susto, o PEUGEOT 9X8 conseguiu regressar às boxes sem danos significativos, permitindo à equipa montar um novo jogo de pneus e relançar a tentativa de qualificação. Com apenas uma verdadeira oportunidade para atacar, Jakobsen respondeu de forma brilhante, assinando o segundo melhor tempo da sessão de qualificação com 2m01,023s e garantindo o acesso à Hyperpole. No outro carro da equipa, Stoffel Vandoorne também assegurou presença entre os melhores, colocando o PEUGEOT #93 no top cinco provisório.
Na Hyperpole, disputada em apenas 12 minutos, Jakobsen voltou a demonstrar enorme sangue-frio. Após um cuidadoso aquecimento dos pneus médios novos, o dinamarquês lançou-se para uma volta absolutamente decisiva. O resultado foi um impressionante 2m00,653s, marca que nenhum outro Hypercar conseguiu bater até ao final da sessão.
A pole position acabaria por ser celebrada efusivamente pela estrutura francesa, numa conquista simbólica após anos de desenvolvimento intenso do programa Hypercar. O diretor da equipa, Emmanuel Esnault, destacou o trabalho coletivo desenvolvido ao longo dos últimos anos: “Parabéns e obrigado a toda o Team Peugeot TotalEnergies por este desempenho de hoje. Não é uma vitória, amanhã será outra história, mas esta noite estamos com um sorriso no rosto.”
“Queria agradecer a todos nesta equipa porque, nos últimos quatro anos, mesmo nos momentos difíceis, ninguém desistiu. Pilotos, engenheiros, mecânicos, todos se mantiveram firmes e mantiveram o ânimo. É essa a força de uma grande equipa”, acrescentou.
Visivelmente emocionado, Malthe Jakobsen destacou o significado do resultado: “Estou orgulhoso por ter conquistado a primeira pole position para a PEUGEOT no FIA WEC; é também a primeira da minha carreira no campeonato. Começou mal, com a minha derrapagem no topo do Raidillon. Tive de voltar às boxes e o tempo era curto para entrar no top-10, mas consegui. Já na Hyperpole, foi puro prazer ao volante deste PEUGEOT 9X8 em modo ‘low fuel’ e com pneus novos”, explicou.
Já Stoffel Vandoorne terminou a Hyperpole no nono lugar: “Foram excelentes qualificações para a equipa, com dois carros na Hyperpole e a pole position para o 9X8 n.º 94. Fizemos um bom trabalho hoje. Pela minha parte, senti-me bem na primeira sessão de qualificação. Depois, não consegui aumentar o ritmo na Hyperpole.”
A dupla Rúben Rodrigues / Rui Raimundo, em Toyota GR Yaris Rally2, venceu esta sexta-feira a prova do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR) integrada no Vodafone Rally de Portugal, reforçando o comando da temporada com o segundo triunfo consecutivo em 2026.
O piloto açoriano terminou a prova com 9,6 segundos de vantagem sobre Gonçalo Henriques (Hyundai i20 N Rally2), numa exibição sólida e controlada desde os primeiros quilómetros, apesar da estreia absoluta nas classificativas portuguesas do Mundial. Depois de assumir a liderança logo no primeiro dia, Rúben Rodrigues manteve um andamento consistente ao longo da exigente jornada de sexta-feira, conseguindo gerir a pressão dos adversários e consolidar a vitória.
“Foi uma experiência fantástica competir pela primeira vez no Rally de Portugal e estou muito feliz por obter a segunda vitória da temporada no CPR. Preparámos muito bem a prova, trabalhando de forma afincada, tal como a equipa, e só posso sentir-me orgulhoso pelo resultado”, afirmou o piloto da Auto Açoreana Racing.
O grande golpe do dia aconteceu ainda antes da primeira especial de sexta-feira, quando Armindo Araújo sofreu um problema elétrico no Skoda Fabia RS Rally2 durante a ligação para Mortágua. Um cabo desligado originou um atraso de 16 minutos e consequente penalização de 2m16s, afastando imediatamente o piloto de Santo Tirso da luta pelas primeiras posições. O contratempo fez Armindo cair de terceiro para 12.º classificado, praticamente hipotecando qualquer hipótese de discutir o triunfo.
Com Araújo fora da equação, a luta pelo segundo posto passou a envolver Gonçalo Henriques e Pedro Almeida, ambos aos comandos de Toyota e Hyundai Rally2 de última geração. Apesar de alguns problemas de suspensão no Hyundai i20 N Rally2, Henriques conseguiu resistir à pressão e garantiu o segundo lugar final, terminando com 16,6 segundos de vantagem sobre Pedro Almeida. O piloto do Toyota GR Yaris Rally2 voltou a demonstrar uma evolução consistente na adaptação ao carro japonês.
Mais atrás, José Pedro Fontes viu escapar o quarto lugar após uma penalização de um minuto por passagem antecipada num controlo horário — decisão contestada pelo piloto do Lancia Ypsilon HF Rally2. Com isso, Pedro Meireles herdou a quarta posição, superiorizando-se a Ricardo Teodósio, que continua em fase de adaptação ao Citroën C3 Rally2.
Lisboa marca regresso ao asfalto
A próxima ronda do Campeonato de Portugal de Ralis 2026 será o Rally de Lisboa, agendado para os dias 29 e 30 de maio, prova que marcará a estreia da temporada em pisos de asfalto.
Sébastien Ogier terminou esta sexta-feira no comando da 59.ª edição do Vodafone Rally de Portugal, depois de um dia intenso e marcado por furos, saídas de estrada e muitas mudanças na classificação.
Ao volante do Toyota GR Yaris Rally1, o francês fechou a primeira grande etapa da prova com o tempo total de 1h28m25,2s, dispondo de apenas 3,7 segundos de vantagem sobre Thierry Neuville (Hyundai i20 N Rally1), enquanto Sami Pajari ocupa a terceira posição a 15,2 segundos do líder.
Depois de uma manhã complicada, marcada por dificuldades de visibilidade devido ao pó, Ogier conseguiu encontrar o equilíbrio ideal para o Toyota e assumiu o comando da prova durante a tarde, vencendo três das quatro classificativas disputadas. “Naturalmente que estou muito satisfeito por ter terminado o dia na liderança. Amanhã começa um novo rali e acho que podemos ficar satisfeitos com o que fizemos esta tarde, até porque a manhã foi extremamente complicada, em que tive de reduzir a velocidade por causa do pó”, afirmou o francês.
Até então líder da prova, Adrien Fourmaux viu as suas aspirações sofrerem um duro golpe ao furar dois pneus do lado direito do Hyundai i20 N Rally1, acabando por perder perto de meio minuto.
O francês caiu para fora do top cinco e encerrou o dia já a 34,3 segundos da liderança. “Estávamos a fazer uma prova bastante positiva, mas tivemos a infelicidade de sair ligeiramente de estrada e furámos dois pneus. Ainda tentámos andar depressa, mas ficámos sem pneus suplentes e não podíamos correr riscos. O rali é muito longo, pelo que temos de nos concentrar até domingo”, explicou Fourmaux.
Sami Pajari começou o dia ao ataque e venceu as especiais de Mortágua e Arganil, mas também perdeu tempo devido a um furo. Ainda assim, conseguiu segurar o terceiro lugar provisório. Já Oliver Solberg sofreu uma saída de estrada em Góis — precisamente na mesma zona onde Fourmaux teve problemas — terminando a etapa na quarta posição, a 16,4 segundos de Ogier.
O líder do campeonato, Elfyn Evans, fecha o top cinco depois de um dia difícil a abrir estrada nas classificativas portuguesas, estando agora a 32,5 segundos da liderança.
Na M-Sport Ford, Jon Armstrong conseguiu sobreviver a problemas de direção assistida no Ford Puma Rally1, enquanto Mārtiņš Sesks perdeu mais de quatro minutos após um duplo furo na segunda passagem por Mortágua, tendo mesmo de parar para trocar pneus.
No WRC2, a luta continua extremamente equilibrada. Nikolay Gryazin lidera com apenas 2,5 segundos de vantagem sobre Jan Solans, enquanto Roope Korhonen ocupa o terceiro posto. O líder do campeonato, Yohan Rossel, segue muito perto, apenas a 0,2 segundos do pódio provisório. Entre os juniores, Calle Carlberg lidera no JWRC, enquanto Matteo Fontana está na frente do WRC3.
Depois de um arranque de temporada altamente competitivo em Monteblanco, a Porsche Sprint Challenge Ibérica ruma ao Autódromo do Estoril para a segunda ronda da época de 2026, num fim de semana onde performance, estratégia e capacidade de adaptação voltarão a ser levadas ao limite.
O histórico circuito recebe uma grelha composta por 14 carros e 21 pilotos, em representação de sete equipas e cinco nacionalidades, reforçando o posicionamento internacional da competição organizada pela P21 Motorsport com chancela oficial da Porsche Motorsport.
Em pista, a Categoria 2, reservada aos Porsche 992 GT3 Cup, volta a assumir o protagonismo com um pelotão extremamente competitivo e equilibrado, onde vários pilotos chegam ao Estoril claramente posicionados na luta pelas vitórias e pelos lugares cimeiros do campeonato.
Depois de dividirem os triunfos em Monteblanco, José Barros (AF Motorsport) e Borja García (GT Corse) surgem naturalmente como os principais favoritos para esta ronda. A GT Corse volta a apresentar uma das formações mais fortes do pelotão, pois, para além de Garcia, faz alinhar Alejandro Barambio, Álvaro Bajo, Gildardo Herrera, Asier Gorostiza e Diego Carrascal a reforçarem o poder coletivo da estrutura espanhola.
A oposição promete ser intensa. Para além de Barros pela AF Motorsport, outras equipas entram na equação da luta pela supremacia. A LOB Motorsport alinha novamente uma combinação muito forte entre juventude e velocidade, com Henrique Cruz e Duarte Camelo, enquanto o luso-americano Mário Reyford Ferreira regressa pela RGB Racing Team depois de uma estreia positiva em Monteblanco, desta feita acompanhado pelo regressado Alexandre Fonseca.
Também Patrick Cunha e Jorge Rodrigues, pela Veloso Motorsport, João Macedo Silva e Filipe Carvalho, na RGB Racing Team, Rui Miritta e Henk Van Zoest, que defendem as cores da Skualo Competition, Pablo Hernández (Fenix Racing) e Kevin King e Tiago Madeira, que se estreiam pela NACentE Racing, prometem aumentar ainda mais a competitividade no pelotão, onde as diferenças se têm revelado particularmente reduzidas.
A Ladies Cup volta igualmente a assumir papel de destaque. Francisca “Kika” Queiroz (LOB Motorsport) estará determinada em continuar a discutir vitórias, enfrentando novamente a forte concorrência da britânica Chloe Grant e da finlandesa Flame Airikkala, dupla apoiada pela AF Motorsport, numa luta feminina que tem vindo a afirmar-se como um dos focos competitivos da temporada.
Na Categoria 1, reservada aos Porsche 991.1 e 991.2, João Posser volta ao campeonato, integrado na Veloso Motorsport, procurando capitalizar pontos importantes num contexto onde consistência e fiabilidade assumem papel decisivo.
O programa competitivo mantém o formato intenso que caracteriza a Porsche Sprint Challenge Ibérica. O sábado concentra duas horas de treino de adaptação, duas sessões de treinos livres e duas qualificações de 15 minutos. O domingo volta a assumir um formato particularmente exigente, com quatro corridas Sprint de 20 minutos mais uma volta disputadas ao longo do dia, duas com saída parada e duas com saída lançada, num verdadeiro teste à consistência física, técnica e estratégica de pilotos e equipas.
A ronda contará ainda com Pit Walk aberto ao público, reforçando a proximidade entre fãs, pilotos e equipas, num paddock onde o ambiente competitivo convive com a dimensão lifestyle e premium proporcionada pelo VIP Village Lounge e pelos parceiros do campeonato.
Todas as corridas terão transmissão em direto na V+ TVI, em sinal aberto, complementadas por livestreaming nas plataformas digitais da competição, garantindo uma ampla exposição mediática para pilotos, equipas e patrocinadores.
Para José Monroy, Series Manager da Porsche Sprint Challenge Ibérica, o Estoril representa mais um momento importante na consolidação do campeonato: “Monteblanco mostrou o nível competitivo que teremos esta temporada e acreditamos que o Estoril poderá elevar ainda mais essa intensidade. Temos uma grelha muito equilibrada, com pilotos rápidos, equipas fortes e várias lutas em aberto, quer pela geral quer pelas classes e Ladies Cup. Ao mesmo tempo, continuamos a reforçar a experiência global do campeonato, dentro e fora de pista, num ambiente muito alinhado com o ADN Porsche.”
Num dos circuitos mais emblemáticos do motorsport europeu, a Porsche Sprint Challenge Ibérica prepara-se assim para mais um fim de semana onde competição, espetáculo e experiência premium coexistem num ambiente cada vez mais internacional e competitivo.
O Gondomar Motorshow Racing – 20.º Rali de Gondomar foi oficialmente apresentado no passado dia 1 de maio, revelando uma edição especial que promete três dias de competição, espetáculo e animação entre 29 e 31 de maio.
A apresentação pública reuniu várias entidades, parceiros e patrocinadores, contando com a presença do presidente do Gondomar Automóvel Sport, Joaquim José Neves, do vereador do desporto da Câmara Municipal de Gondomar, José Fernando Moreira, e de representantes do Parque Nascente.
A edição de 2026 assinala um marco importante, celebrando as 20 edições do Rali de Gondomar e os quatro anos do Gondomar Motorshow Racing, numa evolução que consolidou o evento como uma referência no panorama nacional.
“Começámos com o objetivo de trazer o desporto motorizado para junto das pessoas. Hoje vemos um evento consolidado, com identidade própria e forte ligação à comunidade”, destacou Joaquim José Neves durante a cerimónia. Já o vereador José Fernando Moreira sublinhou o impacto económico, turístico e social do evento, considerando-o uma nova tradição do concelho.
O piloto gondomarense Paulo Roque foi escolhido como figura central do cartaz oficial, numa homenagem à ligação entre os pilotos locais e o rali ao longo das últimas duas décadas.
Além da vertente competitiva, o evento apresenta um programa alargado e gratuito, pensado para diferentes públicos. Entre os destaques estão:
City Stage D’Ouro
Show Drift
DJ Party
Noite de Fados solidária
Exposição de veículos
Passeio de Clássicos
Passeio dos Cão-Pilotos
Kids Fun Zone
Encontro Motard
Passeios de Buggy
Espaço Tattoo
A organização reforça também a componente solidária através de uma Noite de Fados destinada a apoiar o pequeno “Zezinho”.
Em termos desportivos, o rali será pontuável para o Campeonato Norte de Ralis e para o Campeonato Norte de Ralis 2RM, prometendo troços renovados, elevados padrões de segurança e uma lista de inscritos competitiva. Com um formato que cruza desporto, cultura e entretenimento, o Gondomar Motorshow Racing volta assim a posicionar Gondomar como palco de um dos grandes eventos motorizados do Norte do país.