O Team Hyundai Portugal apresentou a sua estrutura para o Campeonato de Portugal de Ralis 2026, apostando na continuidade e na evolução natural do trabalho desenvolvido nas últimas temporadas.
A equipa tricampeã nacional confia agora a defesa do título às duplas Gonçalo Henriques / Inês Veiga e Hugo Lopes / Magda Oliveira, dois pilotos que já integravam o projeto Hyundai na época passada através do Hyundai FPAK Júnior Team e que deram provas claras do seu potencial competitivo.
A escolha representa uma aposta na nova geração de pilotos nacionais, mas longe de ser um salto no desconhecido. Depois de um programa parcial em 2025 ao volante do Hyundai i20 N Rally2, ambos os pilotos demonstraram evolução consistente e maturidade competitiva, razões que levaram a marca a confiar-lhes agora um programa completo na luta pelo título.
Na sua oitava temporada no Campeonato de Portugal de Ralis, o Team Hyundai Portugal apresenta um palmarés impressionante recente, com 11 vitórias e três títulos consecutivos, reforçando o estatuto de referência no panorama dos ralis nacionais.
Para 2026, a equipa contará ainda com a evolução técnica do Hyundai i20 N Rally2, que recebe atualizações importantes no chamado pacote Step2, incluindo novas opções de diferencial, relações de caixa mais curtas e alterações na geometria da suspensão, melhorias que prometem elevar ainda mais o nível competitivo do conjunto.
Segundo Jorge Costa, COO da Hyundai Portugal, a nova temporada representa mais um passo na consolidação do projeto desportivo da marca: a experiência acumulada da equipa, aliada ao talento dos jovens pilotos e às evoluções técnicas do carro, cria confiança na capacidade de continuar a lutar pelos títulos.
Do lado dos pilotos, o objetivo é claro. Gonçalo Henriques assume a ambição de lutar por vitórias e pódios ao longo da época, enquanto Hugo Lopes encara a nova fase como um passo natural depois do ano de aprendizagem ao volante do Rally2, apontando diretamente à luta pelo campeonato.
Com duas duplas jovens, mas já com títulos e experiência relevante no currículo, o Team Hyundai Portugal inicia assim uma nova fase do seu projeto desportivo — mantendo intacta a ambição de continuar a escrever páginas de sucesso no Campeonato de Portugal de Ralis.
Durante dois dias, o exigente traçado transmontano voltou a atrair milhares de espectadores que acompanharam uma prova marcada por grande emoção competitiva, muitas lutas intensas e um altíssimo nível organizativo.
A prova, organizada pelo CAMI Motorsport com o apoio institucional do Município de Murça, voltou a afirmar-se como um arranque de época à altura da dimensão que o campeonato tem vindo a assumir. Ao longo das seis subidas disputadas, três de treinos e três oficiais, não faltaram batalhas renhidas, muitas vezes decididas por diferenças de apenas décimas de segundo, confirmando uma vez mais a excelente saúde competitiva do Campeonato de Portugal de Montanha.
Hélder Silva dominou e começou a defesa do título com autoridade
Na luta pela vitória absoluta, o fim de semana acabou por confirmar o favoritismo de Hélder Silva. O pentacampeão nacional absoluto em título, aos comandos do seu Norma FC20 M20FC, impôs um ritmo simplesmente avassalador nas duas subidas oficiais disputadas no domingo, afastando qualquer dúvida quanto ao vencedor.
O piloto da Powerhouse rodou por duas vezes abaixo da marca de 2m02s, estabelecendo tempos de 2:01.977 e 2:01.910, registos que ficaram muito próximos do recorde da rampa. Na melhor das suas subidas, Hélder Silva ficou a apenas 1,4 segundos desse recorde, deixando a sensação de que, com maior oposição direta, a marca poderia mesmo ter sido ameaçada.
A segunda posição da classificação geral ficou nas mãos de José Correia. O piloto e patrão da JC Group Racing Team levou o seu Osella PA30 até ao segundo lugar final, terminando a prova a 9,9 segundos do vencedor. Correia esteve particularmente competitivo nas sessões de treinos e na primeira subida de prova realizada no sábado, demonstrando que à medida que se adapta ao potencial do Osella poderá aproximar-se ainda mais de Hélder Silva ao longo da temporada.
A fechar o pódio absoluto esteve novamente um dos grandes destaques emergentes da Montanha portuguesa: Tomás Pinto. O jovem piloto, aos comandos do BRC CM 05 EVO, realizou uma exibição notável ao garantir o 3º lugar da geral, dominando por completo a divisão Protótipos B. Nesta refrega, Tomás Pinto impôs-se perante dois pilotos muito experientes, Nuno Guimarães (SilverCar S2) e Sérgio Nogueira (SilverCar S3), que terminaram respetivamente nas posições seguintes da categoria e ainda dentro do top 10 da classificação geral.
André Fernandes impôs a sua lei nos GT
A categoria GT confirmou plenamente as expectativas de competitividade no arranque da temporada do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, disputado na Rampa Porca de Murça.
O favoritismo inicial recaía naturalmente sobre André Fernandes, que tripulava o único Porsche 991.2 GT3 R presente em prova, o modelo mais competitivo entre os Porsche habitualmente utilizados nesta categoria.
Se durante o dia de sábado José Rodrigues, na estreia do seu Porsche 992 GT3 Cup preparado pela RACAR Motorsport, conseguiu surpreender ao registar tempos mais rápidos que o GT3 R, no domingo André Fernandes respondeu de forma categórica. O piloto da AF Motorsport venceu ambas as subidas oficiais disputadas no segundo dia de prova, garantindo assim a vitória entre os GT e um excelente quarto lugar da classificação geral.
Atrás de si terminou precisamente José Rodrigues, atual campeão nacional da categoria, que começou a defesa do título com um resultado extremamente positivo e a pontuação máxima para o campeonato, até porque, ao que tudo indica, André Fernandes não deverá cumprir a totalidade da temporada. Rodrigues demonstrou ainda uma grande consistência ao longo das subidas, registando tempos muito equilibrados que confirmam que será novamente um dos principais candidatos ao título nacional.
O terceiro lugar da categoria GT foi conquistado por Carlos Vieira (Porsche 992 GT3 Cup), que deixou excelentes indicações neste arranque de época e poderá tornar-se um dos protagonistas na luta pelo campeonato ao longo da temporada.
Super Challenge: Luís Nunes regressa às vitórias
O piloto de Valpaços, aos comandos do Skoda Fabia R5 da Nunes Sport, preparado pela ARC Sport, dominou claramente a divisão SC-A e voltou aos triunfos depois de ter visto a sua longa invencibilidade interrompida na última prova da temporada passada. Desta vez, Nunes não deu qualquer hipótese à concorrência e somou um duplo triunfo na categoria Super Challenge e na divisão SC-A. Além da vitória, o piloto confirmou ainda a competitividade do conjunto que forma com o Skoda Fabia ao terminar dentro do top-10 absoluto da prova.
Na segunda posição da categoria e também entre os SC-A terminou Manuel Rocha e Sousa, aos comandos de um Ford Focus Supercar, enquanto José Pedro Gomes iniciou a temporada com uma prestação muito positiva ao levar o seu Opel Astra OPC Supercar ao terceiro lugar da divisão e ao último degrau do pódio da categoria.
A fechar o pódio dos Super Challenge ficou Bruno Carvalho, vencedor da divisão SC-C com o seu rápido Citroën Saxo. O piloto da LX Sport voltou a demonstrar todo o seu talento e a competitividade do carro francês, sendo acompanhado no pódio da divisão por Luís Fernandes, em Peugeot 106 XSI, e Alberto Pereira, em Honda Civic Type R.
Nas restantes divisões da categoria também não faltou emoção. Na SC-B, o jovem piloto de Vila Pouca de Aguiar Pedro Cardoso venceu na estreia do seu novo SEAT Leon Cupra da Autocardoso, impondo-se com cerca de nove segundos de vantagem sobre Miguel Gonçalves, em BMW E36 Coupé. Gonçalves, que este ano transitou do Campeonato de Legends para o Super Challenge, iniciou assim a temporada com um excelente resultado. Bruno Gonçalves, em Volkswagen Golf GTI R35, terminou na terceira posição, a apenas 63 milésimos de segundo do segundo classificado.
Já na divisão SC-D, o triunfo ficou em casa. O piloto de Murça Tiago Santos venceu aos comandos do Citroën AX Sport da LBR, depois de um duelo muito intenso com Bruno Gomes, em Fiat Punto 85 Sport, que terminou a apenas meio segundo do vencedor. Tiago Teixeira, em Peugeot 106 XSi, completou o pódio da divisão.
Nota ainda para a estreia da jovem piloto murcense Beatriz Brás, que aos comandos de um Citroën AX Sport revelou grande segurança ao longo do fim de semana, concluindo a prova num interessante quarto lugar da divisão.
Murça: Daniel Teixeira dominou entre os Turismos
Entre os concorrentes da categoria Turismos, o grande protagonista do fim de semana na Rampa Porca de Murça foi Daniel Teixeira. O piloto transmontano, com raízes em Murça, regressou à Montanha aos comandos do Hyundai Elantra TCR da JT59 Racing Team e voltou a demonstrar porque é uma referência na velocidade ibérica e nas competições internacionais reservadas aos carros da categoria TCR. Apesar de já não competir há largos meses, Daniel Teixeira realizou uma exibição extremamente sólida e dominou de forma clara tanto a categoria Turismos como a divisão Turismo 2, terminando ainda numa meritória 11.ª posição da classificação geral.
Aliás, a divisão Turismo 2 ocupou todos os lugares do pódio da categoria. Guilherme Silva estreou-se com sucesso aos comandos do Audi RS3 LMS do Grupo PDAuto, garantindo o segundo lugar, enquanto o piloto de Vila Pouca de Aguiar Paulo Cardoso, em Cupra TCR, completou o pódio da categoria. A luta pelo segundo lugar foi bastante equilibrada, com Cardoso a terminar a apenas 1,9 segundos de Guilherme Silva.
Na divisão Turismo 1, marcada pelo regresso dos carros de tração integral, Parcídio Summavielle impôs o seu Ford Fiesta R5, preparado pela Befast Motorsport, levando a melhor sobre o jovem Luís Silva Jr., que continua em fase de adaptação ao seu novo Mitsubishi Lancer EVO da Famaconcret Racing Team.
Já na divisão Turismo 3, o espetáculo ficou marcado por um duelo empolgante entre dois jovens talentos da nova geração da Montanha portuguesa. André Brás Jr. e Nuno Guimarães Jr., ambos provenientes da FPAK Júnior Team de Montanha 2024, revelaram uma impressionante maturidade competitiva e uma adaptação praticamente imediata aos exigentes Ginetta G40 GT5, superando inclusive alguns dos pilotos mais experientes da divisão.
A batalha entre os dois foi intensa até ao final, com André Brás Jr. a conquistar a vitória por uma margem mínima de 711 milésimos de segundo sobre Nuno Guimarães Jr. O terceiro lugar da divisão foi ocupado pelo experiente piloto bracarense Aníbal Pinto, em Renault Clio RS, que terminou a 6,8 segundos do vencedor.
Depois do espetáculo proporcionado pela Rampa Porca de Murça, o Campeonato de Portugal de Montanha JC Group prossegue agora com a segunda prova da temporada. A competição regressa já nos dias 25 e 26 de abril, com a disputa da Rampa da Penha Paisagem Protegida, prova organizada pelo Demoporto.
Adão Pinto iniciou da melhor forma a nova temporada do Campeonato Nacional de Ralicross, ao conquistar o 2.º lugar da classificação geral e a vitória na sua Divisão na prova de abertura disputada no Circuito Internacional de Lousada.
Num fim de semana exigente, marcado pela elevada competitividade da Categoria Nacional 2RM, o piloto demonstrou consistência e capacidade de reação ao longo de todas as fases da prova, conseguindo garantir um lugar na final e lutar pelos lugares do pódio. Depois de um sábado com alguns contratempos, o domingo começou com um 5.º lugar na 3.ª manga e um 7.º posto na 4.ª manga, resultado de uma escolha de pneus que não se revelou a mais eficaz para as condições da pista.
“Sabíamos que ia ser um fim de semana muito duro, porque a Nacional 2RM é uma das categorias mais competitivas do ralicross português. Tivemos alguns momentos difíceis, mas a equipa manteve sempre o foco e conseguimos reagir”,afirmou Adão Pinto.
Na semifinal, o piloto voltou a demonstrar competitividade, terminando no 3.º lugar da sua corrida e 5.º da geral, resultado que lhe permitiu garantir presença na corrida decisiva. Já na final, Adão Pinto partiu determinado a recuperar posições e conseguiu realizar uma corrida ao ataque, alcançando o 2.º lugar à geral e confirmando o domínio na sua Divisão, naquele que foi um início de época bastante positivo.
“Na semifinal já conseguimos mostrar que tínhamos andamento para lutar pelos lugares da frente. Na final fomos sempre ao ataque e chegar ao pódio logo na primeira prova da época é um excelente resultado”, destacou o piloto penafidelense. Para ele, este “é um grande começo de época. Este resultado dá-nos muita confiança e já estamos com enorme vontade de atacar a próxima prova e continuar a lutar pelas vitórias”, concluiu.
Depois de um arranque tão promissor, a equipa parte para as próximas provas com ambição reforçada e a determinação de continuar a lutar pelo título da Nacional 2RM ao longo da temporada.
Depois da vitória na abertura do Portugal Rally Series, Diogo Marujo voltou a evidenciar o seu momento de forma ao conquistar o terceiro lugar no Rali Serra da Cabreira, disputado em Vieira do Minho.
Aos comandos do Skoda Fabia Rally2 evo, navegado por Jorge Carvalho, o jovem piloto de 20 anos demonstrou uma evolução consistente ao longo do rali, num regresso aos pisos de terra após vários meses de ausência nesta superfície.
Depois de uma abordagem cautelosa no arranque, Marujo rapidamente encontrou o ritmo ideal, ascendendo ao terceiro lugar logo no primeiro troço de sábado. A partir daí, a dupla aliou rapidez e consistência, evitando erros e segurando um lugar no pódio, apenas atrás de dois nomes consagrados do panorama nacional: Ruben Rodrigues e José Pedro Fontes.
“Foi um rali muito importante, pois já não competia em terra desde o Rali de Portugal do ano passado e queríamos ganhar ritmo com o carro nestes pisos”, destacou Marujo. “Entrámos com algum cuidado na sexta-feira e depois conseguimos atacar mais no sábado, sempre sem cometer erros. Ficar atrás de dois pilotos tão experientes é muito motivador.”
Com este resultado, o piloto de Mafra reforça a confiança para os próximos desafios, apontando já ao trabalho de preparação para o Campeonato de Portugal de Ralis, com passagem pelo Rali Histórico de Fafe como próximo passo na evolução em pisos de terra.
O Rali Serra da Cabreira 2026 marcou o início de um novo ciclo para José Pedro Fontes e Inês Ponte e, simultaneamente, o regresso de uma marca histórica aos ralis nacionais. A dupla da Sports&You terminou a prova na segunda posição da geral, naquele que foi o primeiro teste competitivo do novo Lancia Ypsilon Rally2 HF Integrale em território português.
Mais do que o resultado, esta participação foi encarada como um momento-chave de adaptação e desenvolvimento, numa fase inicial da preparação para o Campeonato de Portugal de Ralis (CPR) 2026. Num rali exigente, com mais de 80 quilómetros cronometrados nos técnicos troços de Vieira do Minho, a abordagem foi clara: evoluir, compreender o carro e construir uma base sólida para a temporada.
Ao longo das especiais, a dupla foi ganhando ritmo e confiança, explorando progressivamente o potencial da nova máquina italiana. Essa evolução ficou evidente não só na consistência demonstrada, mas também na conquista de dois tempos mais rápidos, nas duas passagens por Senhora da Fé, sinais claros da competitividade do conjunto desde a estreia.
No final, José Pedro Fontes destacou o balanço francamente positivo deste primeiro contacto competitivo: “Foi um rali muito positivo, tendo em conta que ontem foram os primeiros quilómetros que fiz neste carro. Hoje já conseguimos andar a um ritmo muito interessante. O carro deu-me excelentes sinais e estou muito satisfeito. Acho que temos uma margem muito boa para evoluir, senti-me rapidamente à vontade.”
Com um pódio na estreia e indicadores encorajadores ao longo de toda a prova, a participação na Cabreira cumpriu plenamente o seu propósito. Fontes e Ponte saem com confiança reforçada e com bases sólidas para enfrentar uma época que se antevê exigente, mas onde o objetivo é claro: lutar pelas vitórias e voltar a colocar a Lancia no topo dos ralis nacionais.
A dupla da Liber Jeans, Mário Castro / Ricardo Cunha, iniciou a temporada 2026 com um resultado encorajador no Rali Serra da Cabreira, prova inaugural do Campeonato Norte de Ralis. Aos comandos do Renault Clio R3T, a equipa garantiu o 5.º lugar da geral do campeonato e um sólido 2.º posto nas Duas Rodas Motrizes.
Num rali marcado por exigentes condições em pisos de terra, a equipa fafense enfrentou desafios acrescidos na adaptação ao Clio R3T neste tipo de superfície, numa estreia que exigiu uma abordagem cautelosa, mas eficaz em termos pontuais.
“No final, foi um rali difícil para nós, mas com um resultado muito positivo para o campeonato. Apesar de ser o nosso primeiro rali em terra com o Clio, não escondo que gostaria de ter lutado pela vitória, mas rapidamente percebemos que isso não seria possível”, referiu Mário Castro.
O piloto destacou ainda as dificuldades sentidas ao nível da afinação do carro e da confiança ao volante: “O Clio não é um carro fácil na terra e nunca conseguimos um acerto que me transmitisse a confiança necessária para andar ao nível que pretendíamos. Percebemos cedo que vencer seria muito difícil e tivemos de ajustar a estratégia para garantir o melhor resultado possível.”
Com foco na consistência e na pontuação, a dupla acabou por assegurar um importante segundo lugar nas 2RM, um resultado que deixa boas indicações para o restante campeonato.
“Saímos da Cabreira com a certeza de que, para lutar pelas vitórias em terra, teremos de trabalhar bastante no carro e também na minha condução. É exatamente isso que vamos fazer para estarmos mais fortes já no próximo rali, em Fafe”, acrescentou.
Mário Castro fez ainda questão de enaltecer o trabalho da organização e dos adversários, deixando uma palavra especial à dupla vencedora das 2RM: “Parabéns ao Motor Clube de Guimarães pela excelente prova e a todos os vencedores, em especial ao Rafael e ao Gonçalo Cunha, que fizeram um rali muito bom e mereceram claramente a vitória.”
O piloto destacou também o papel fundamental da sua equipa: “Um agradecimento especial ao meu navegador Ricardo Cunha, que esteve irrepreensível, e à Auto Docim pelo excelente trabalho na preparação do carro.”
O arranque da temporada deixa assim a equipa da Liber Jeans bem posicionada no Campeonato Norte de Ralis, com margem de progressão evidente e ambição renovada para as próximas provas.
Nicolo Bulega voltou a mostrar toda a sua superioridade no Campeonato do Mundo de Superbike ao vencer a Corrida 1 em Portimão, ampliando para oito vitórias consecutivas a sua impressionante série na temporada 2026.
O piloto da Ducati dominou desde a pole position no Autódromo Internacional do Algarve, controlando sempre a vantagem sobre o seu perseguidor direto, Iker Lecuona, que garantiu o segundo lugar e regressou aos pódios mais de um ano depois.
Mas o grande destaque da jornada foi mesmo Miguel Oliveira. O piloto português levou ao rubro o público em Portimão ao conquistar um brilhante terceiro lugar, garantindo assim o seu primeiro pódio no Mundial de Superbike e entrando para a história como apenas o segundo português a subir ao pódio na categoria.
A corrida ganhou contornos decisivos após a queda de Yari Montella, que abriu caminho para Oliveira chegar aos lugares de pódio. A partir daí, o piloto da BMW geriu com inteligência a pressão e segurou um resultado histórico em casa.
Atrás do trio da frente, Alex Lowes terminou em quarto, seguido do irmão Sam Lowes, enquanto Xavi Vierge levou a melhor sobre Garrett Gerloff numa das lutas mais intensas da fase final da corrida.
Mais atrás, Alvaro Bautista protagonizou uma recuperação notável após uma saída de pista na primeira curva, terminando no nono lugar, à frente de Danilo Petrucci.
Com este triunfo, Bulega continua a escrever uma temporada de domínio absoluto, enquanto Portimão celebrou um dos momentos mais marcantes do motociclismo nacional, com Miguel Oliveira a conquistar um pódio histórico perante o público português.
Kimi Antonelli assinou uma exibição autoritária no Grande Prémio do Japão, conquistando a vitória em Suzuka e assumindo a liderança do campeonato, tornando-se o piloto mais jovem de sempre a liderar a classificação.
O jovem italiano capitalizou um momento decisivo na corrida para construir o seu triunfo. Apesar de Oscar Piastri ter assumido a liderança na partida com um arranque fulgurante, e de George Russell ter pressionado o piloto da McLaren nas fases iniciais, o rumo da prova alterou-se após a entrada do Safety Car.
O incidente protagonizado por Oliver Bearman, que terminou com um forte acidente, levou à neutralização da corrida na volta 22. Antonelli, que ainda não tinha parado nas boxes, aproveitou a oportunidade para realizar o seu pit stop e regressar à pista na liderança.
A partir daí, o piloto da Mercedes controlou a corrida com maturidade, garantindo um relançamento limpo e construindo uma vantagem confortável até à bandeira de xadrez, cruzando a meta com mais de 13 segundos de vantagem sobre Piastri.
O australiano assegurou o segundo lugar, alcançando também o primeiro pódio da temporada para a McLaren, enquanto Charles Leclerc completou o pódio após resistir à pressão final de Russell.
Fora do pódio, Russell terminou na quarta posição, seguido de Lando Norris, que levou a melhor num duelo intenso com Lewis Hamilton nas voltas finais.
Com este resultado, Antonelli reforça o excelente arranque de temporada e entra definitivamente na luta pelo título, assinando um momento histórico na Fórmula 1.
Arrancou sob os melhores auspícios a época 2026 do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, com a realização do primeiro dia competitivo da Rampa Porca de Murça. A prova organizada pelo CAMI Motorsport, com o apoio institucional da Câmara Municipal de Murça, confirmou em pleno as expectativas, quer do ponto de vista organizativo, quer no plano desportivo.
Num sábado marcado por condições meteorológicas ideais sol, temperaturas amenas e pista em excelentes condições, o público respondeu de forma expressiva, acorrendo em grande número ao traçado transmontano com cerca de 4,2 quilómetros de extensão, naquela que foi também a oportunidade de matar o jejum competitivo de vários meses na disciplina de montanha. Em paralelo, a organização voltou a demonstrar um elevado nível de competência, cumprindo praticamente na íntegra o programa previsto, com a realização das duas subidas de treinos oficiais e da primeira subida de prova.
Hélder Silva lidera, mas margem é mínima
Em termos desportivos, o primeiro dia ficou marcado por um equilíbrio assinalável na luta pela geral. Hélder Silva, pentacampeão nacional absoluto em título, terminou o dia na liderança, ao impor a sua Norma FC20 na primeira subida oficial, onde registou um tempo de 2m07,495s.
No entanto, a margem para a concorrência é praticamente residual: José Correia, aos comandos da Osella P.A30 da JC Group Racing Team, está a apenas 138 milésimos de segundo, depois de ter sido, inclusive, o mais rápido na primeira subida de treinos oficiais da temporada. Um dado que deixa antever um segundo dia de elevada intensidade na discussão pela vitória absoluta.
Tomás Pinto confirma estatuto e brilha na geral
Outro dos grandes destaques do dia vai para Tomás Pinto. O jovem piloto de Peso da Régua confirmou o estatuto de valor seguro da nova geração ao colocar o seu BRC CM05 Evo da Famaconcret no terceiro lugar da geral, com um tempo de 2m10,979s.
Um resultado de enorme relevo, tendo em conta que compete com um protótipo da Divisão B, tecnicamente menos competitivo do que as barquetas da frente. Pinto não só dominou claramente a sua categoria, como chegou a aproximar-se da luta pelos melhores tempos absolutos, reforçando o seu estatuto de candidato destacado à vitória entre os Protótipos B.
GT com luta ao décimo e top 10 muito competitivo
Na quarta posição da geral surge o melhor GT do dia, José Rodrigues. O campeão nacional em título, agora ao volante de um Porsche 992 GT3 Cup preparado pela RACAR Motorsport, voltou a apostar numa abordagem estratégica, utilizando as subidas de treinos para afinação e concentrando o ataque na subida oficial.
A diferença para André Fernandes, em Porsche 991.2 GT3 R, foi mínima, na ordem de um décimo de segundo, mantendo em aberto a luta pela liderança da categoria. Carlos Vieira, também em Porsche 992 GT3 Cup, encerra o trio da frente entre os GT, ocupando simultaneamente a sétima posição da geral.
Ainda no top 10 absoluto, referência para Nuno Guimarães, atual detentor do título nos Protótipos B, que foi quinto classificado, e para Luís Nunes, que dominou sem oposição a categoria Super Challenge. O multicampeão nacional levou o Skoda Fabia R5 até ao oitavo posto da geral, beneficiando também do abandono prematuro do seu principal rival, José Lameiro (Skoda Fabia MKIII), após um toque na fase de treinos.
Carlos Gonçalves (Osella PA21/S) foi nono classificado, enquanto Sérgio Nogueira (Silver Car S3) fechou o top 10, reforçando a presença dos protótipos nas posições cimeiras.
Na categoria Turismo, domínio claro de Daniel Teixeira
O piloto, com ligações a Murça, aproveitou o fator casa para impor o Hyundai Elantra TCR da JT59 Racing Team, terminando o dia como melhor Turismo e vencedor da Divisão Turismo 2, além de assegurar o 12.º lugar da geral.
Atrás de si, Parcidio Summavielle destacou-se na estreia do Ford Fiesta R5, sendo o mais rápido na Divisão Turismo 1 e garantindo a segunda posição da categoria, com Paulo Cardoso a fechar o pódio em Cupra TCR.
Na Divisão Turismo 3, o protagonismo pertenceu a Nuno Guimarães Jr., que iniciou da melhor forma a sua campanha ao volante do Ginetta G40 GT5.
Legends: batalha titânica entre os M3
No Campeonato de Portugal Legends de Montanha JC Group, assistiu-se a um duelo particularmente interessante entre os BMW M3 de João Pires e Joaquim Soares. Depois de Soares ter sido mais forte nos treinos, Pires respondeu na subida oficial, garantindo a liderança provisória por uma margem de apenas quatro décimos de segundo. António Barros, bicampeão em título, surge na terceira posição, a 4,6 segundos.
Entre os Clássicos, Ricardo Pereira, único participante, lidera naturalmente a classificação.
1300, Kartcross e FPAK Júnior com arranque competitivo
No Campeonato de Portugal de Montanha 1300 JC Group, o regresso de Armando Freitas ficou marcado por um domínio absoluto. Ao volante do Toyota Starlet, o piloto construiu uma vantagem de 9,1 segundos sobre José Carlos Magalhães (Peugeot 205 Rallye), com Salvador Coelho (Toyota Yaris) a ocupar a terceira posição, já a 12,3 segundos.
Na Taça de Portugal de Kartcross de Montanha JC Group, liderança para o piloto galego Jesús Otero, em AG Super Buggy, com António Alves (AG AG/S) na segunda posição, separados por 7,7 segundos.
Destaque ainda para o arranque da terceira edição do FPAK Júnior Team de Montanha, onde Simão Nunes dominou por completo aos comandos dos novos Peugeot 108, deixando António Lopes a 6,2 segundos e Rafael Jorge a 20,6 segundos.
Decisões ficam guardadas para domingo
Concluído o primeiro dia, todas as decisões ficam agora reservadas para domingo. O programa, que arrancará às 10.00 horas, inclui a realização da terceira subida de treinos e das duas derradeiras subidas oficiais, momentos tradicionalmente decisivos que irão definir os vencedores desta edição da Rampa Porca de Murça e dar as primeiras indicações claras sobre a luta pelos títulos nacionais em 2026.
A edição de 2026 do Azores Rallye vai sofrer um adiamento significativo, estando agora prevista para o final da temporada, com o mês de novembro a surgir como uma das janelas mais prováveis para a sua realização.
Na origem desta alteração estará o convite da FPAK ao Grupo Desportivo Comercial (GDC), entidade organizadora da prova, para que o rali açoriano acolha este ano a Taça de Portugal de Ralis, substituindo o Rally de Lisboa no calendário.
Inicialmente agendado para os dias 1 e 2 de maio, o posicionamento do Azores Rallye no início da época — entre as primeiras provas do Campeonato de Portugal de Ralis — inviabilizaria a participação dos principais pilotos nacionais na Taça de Portugal, fator determinante para a decisão de adiamento.
Com esta mudança, a prova açoriana passa assim a integrar a fase final da temporada, num calendário que poderá ainda sofrer novos ajustes. A reorganização poderá refletir-se também no Campeonato dos Açores de Ralis, obrigando a uma redefinição das datas para evitar uma concentração excessiva de provas, tendo em conta os desafios logísticos característicos da competição no arquipélago.
A nova data oficial deverá ser confirmada nas próximas semanas.