A anulação da edição de 2026 do Rali de Mesão Frio, prova integrada no Campeonato Norte de Ralis e organizada pelo Clube Automóvel da Régua, está a provocar forte reação no meio automobilístico, com várias vozes a manifestarem desagrado face à decisão.
Ao que foi possível apurar, o cancelamento da prova resulta do corte de apoio por parte do Município de Mesão Frio, uma decisão comunicada já com a temporada desportiva em andamento, deixando organização, equipas e pilotos perante um cenário inesperado.
Entre as reações mais contundentes está a do piloto local Celso Fonseca, que não escondeu a sua indignação perante o desfecho. O mesãofriense considera a decisão “difícil de compreender” e aponta para uma “falta de sensibilidade” relativamente ao impacto do evento no concelho.
“O rally não era apenas mais um evento. Era um acontecimento reconhecido, que trazia participantes de vários pontos do país e que dava visibilidade, movimento e vida a Mesão Frio”, sublinhou o piloto, destacando ainda o esforço acumulado ao longo dos anos para consolidar a prova no calendário.
Celso Fonseca lamenta igualmente o que considera ser uma inversão de prioridades por parte do executivo municipal, defendendo que o rali representava um investimento com retorno efetivo na promoção do território. “Acabar com ele desta forma é desvalorizar todo o trabalho e dedicação de quem construiu este evento ao longo de muitos anos”, afirmou.
A decisão levanta agora dúvidas quanto ao futuro da presença de Mesão Frio no panorama dos ralis nacionais, deixando em aberto o impacto que esta ausência poderá ter na dinâmica desportiva e promocional da região.
A Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK) anunciou os quatro pilotos que vão integrar o FPAK Júnior Team na vertente de Velocidade para a temporada de 2026, reforçando a aposta na formação e progressão de jovens talentos no panorama nacional.
Depois de um exigente processo de seleção, que avaliou as capacidades técnicas e o potencial competitivo dos candidatos, foram escolhidos Diego Sirgado, Bernardo Passanha, Nathan Corbet e Gonçalo Moura para representar o projeto nesta nova época.
O quarteto terá como principal desafio a participação no cada vez mais competitivo Campeonato de Portugal de Velocidade e no Iberian Supercars, enfrentando algumas das grelhas mais exigentes da Península Ibérica. O objetivo do programa mantém-se claro: garantir uma transição estruturada das categorias de formação para os automóveis de Turismo, proporcionando condições reais de evolução desportiva.
Para 2026, o projeto dá também um passo importante ao nível técnico, com a introdução do novo BMW M2, modelo desenvolvido pela BMW Motorsport como carro de iniciação à velocidade. Uma escolha que promete oferecer aos jovens pilotos um equilíbrio ideal entre performance e controlo, aproximando-os das exigências da competição moderna.
Segundo Ni Amorim, esta escolha reflete a confiança no potencial da nova geração: “Estes quatro pilotos demonstraram não apenas rapidez, mas também maturidade e capacidade de aprendizagem. Estamos muito otimistas para a temporada e certos de que será um ano bastante competitivo.”
Além da componente desportiva, o projeto continua a apostar numa lógica de progressão sustentada, com a BMW M2 Cup Iberia a disponibilizar prémios monetários aos melhores classificados, permitindo aos jovens pilotos acumularem orçamento com vista à época seguinte.
Desenvolvido pela Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting em parceria com a Race Ready, o FPAK Júnior Team mantém-se como uma das principais plataformas de lançamento de novos talentos no automobilismo nacional, contribuindo para reduzir barreiras de acesso e preparar o futuro da modalidade.
A Sports&You prepara-se para marcar um momento histórico no panorama dos ralis nacionais ao estrear em Portugal o novo Lancia Ypsilon Rally2 HF Integrale, modelo que assinala o regresso da mítica assinatura Lancia Corse à competição.
O projeto desportivo aponta ao Campeonato de Portugal de Ralis de 2026, com presença em todas as provas do calendário, complementada com participações pontuais noutros eventos. A primeira aparição em solo nacional acontece já no Rali Serra da Cabreira, este fim de semana, numa espécie de estreia dinâmica perante os adeptos portugueses. A introdução do novo modelo Rally2 representa também o regresso de uma marca com forte tradição no “Nacional”, mais de três décadas depois dos títulos conquistados pelos irmãos Carlos e Jorge Bica, ao volante dos lendários Lancia Delta Integrale.
Ao volante do novo Ypsilon Rally2 HF Integrale estará José Pedro Fontes, que volta a formar dupla com Inês Ponte. O piloto lisboeta, bicampeão nacional absoluto (2015 e 2016), assume desde já uma postura ambiciosa: lutar pelas vitórias desde o arranque da temporada.
Antes disso, o Rali Serra da Cabreira servirá como primeiro teste em condições reais de competição, permitindo à dupla adaptar-se às características do novo carro e avaliar o seu potencial competitivo em troços exigentes.
Além de José Pedro Fontes, o projeto contará também com a continuidade de Francisco Fontes, navegado por Nuno Rodrigues da Silva, que volta a representar a marca italiana no CPR, dando sequência ao trabalho iniciado na época passada.
Distribuidora oficial da Stellantis Motorsport para Portugal e Espanha, a Sports&You assume o suporte técnico da operação, que terá a sua apresentação formal em abril, antes do arranque do campeonato no Rali Terras d’Aboboreira. Com um programa ambicioso, um carro novo e o peso da história da marca, o regresso da Lancia ao panorama nacional promete ser um dos grandes pontos de interesse da temporada de 2026.
As sempre desafiantes curvas da Rampa Porca de Murça, ao longo dos 4.200 metros do exigente traçado transmontano voltam a assumir-se como o cenário perfeito para o arranque da temporada 2026 do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.
O programa desportivo da Rampa Porca de Murça inclui seis subidas, distribuídas entre treinos e subidas oficiais ao longo de dois dias. No sábado, 28 de março, realizam-se três subidas: a 1.ª de treinos às 10h00, a 2.ª de treinos às 12h30 e a 1.ª subida oficial, agendada para as 14h30. No domingo, 29 de março, completam-se as restantes três subidas, com a 3.ª subida de treinos às 10h00, seguida das duas decisivas subidas oficiais: a 2.ª às 12h30 e a derradeira, às 14h30.
E a época arranca sob enorme expectativa, até porque, desde que a APPAM e os clubes organizadores avançaram com um modelo de promoção conjunto, o campeonato tem conhecido um crescimento sustentado e consistente. Cresceu em visibilidade mediática, cresceu em notoriedade junto do público – que já ultrapassa, de forma consistente, a fasquia dos 500 mil espectadores ao longo das oito provas – mas, acima de tudo, cresceu em qualidade competitiva. Hoje o Campeonato de Portugal de Montanha é um dos mais fortes a nível europeu, pela quantidade e pela qualidade do parque automóvel.
Murça volta a ser o ponto de partida. Com cerca de sete dezenas de participantes inscritos, a prova organizada pelo CAMI Motorsport apresenta uma lista que impressiona não só pelo número, muito sólido para a primeira ronda, mas, sobretudo, pela qualidade dos protagonistas.
Protótipos: hegemonia em causa ou continuidade do domínio?
Se há categoria onde, à partida, se decide a luta pela vitória absoluta, ela é, como habitualmente, a dos Protótipos. E neste arranque de época há uma evidência difícil de contornar: Hélder Silva. O piloto da Power House, pentacampeão nacional absoluto em título, regressa aos comandos da sua Norma FC20 M20FC como o homem a bater. Não apenas na categoria, mas claramente na luta pela vitória à geral. O domínio que tem exercido nos últimos anos na Montanha portuguesa coloca-o num patamar de favoritismo evidente e Murça pode muito bem ser o primeiro passo de mais uma campanha de defesa de título.
Mas se o favoritismo é claro, a oposição é tudo menos simbólica, com o duelo a ganhar contornos de verdadeiro confronto entre estruturas. De um lado, a Power House, com Hélder Silva e um cada vez mais competitivo Nuno Caetano, que aos comandos da Osella PA2000 EVO2 tem vindo a mostrar uma evolução muito consistente e assume ambições claras de se intrometer na luta pelos primeiros lugares. Do outro, a JC Group Racing Team, liderada por José Correia, que volta a apostar na Osella PA.30 e que, pela progressão evidenciada, surge como o principal opositor direto ao campeão. A acompanhar, Carlos Gonçalves, em Osella PA21/S, é mais um nome a ter em conta numa categoria onde o pódio promete ser altamente disputado.
Já entre os Protótipos B, o cenário é de incerteza total. Nuno Guimarães, em SilverCar S2, e Sérgio Nogueira, em SilverCar S3, trazem experiência e consistência, mas terão pela frente o jovem Tomás Pinto, em BRC CM 05 EVO, que em 2025 mostrou capacidade para discutir vitórias em praticamente todas as provas onde marcou presença. Aqui, tudo pode acontecer.
GT: qualidade, profundidade… e ambição pela geral
A categoria GT apresenta-se, uma vez mais, como uma das grandes atrações do fim de semana. E não apenas pela qualidade individual dos pilotos, mas também pelo nível das máquinas em presença — que, como já se viu no passado recente, podem perfeitamente intrometer-se na luta pela vitória absoluta.
André Fernandes eleva a fasquia competitiva ao apresentar-se com um Porsche 991.2 GT3 R, um carro claramente mais evoluído e com argumentos para discutir a geral.
Mas a oposição é vasta e de enorme qualidade. José Rodrigues, campeão nacional da categoria, surge agora com um Porsche 992 GT3 Cup, numa clara evolução face à época passada. Com o mesmo tipo de máquina estará Carlos Vieira, outro dos nomes a ter em conta nesta luta.
A lista completa-se com Gabriela Correia, Daniel Vilaça e Fernando Rodrigues — todos em Porsche 911 GT3 Cup e ainda com o espanhol Antonio Gutierrez, também em Porsche GT3 Cup. Beatriz Correia deixa os Turismos e aparece em Murça aos comandos de um Porsche 992 GT3 Cup, acrescentando mais um nome à discussão.
Turismos: diversidade, equilíbrio e novas dinâmicas
Nos Turismos, o cenário é de enorme diversidade e equilíbrio. Na divisão Turismo 1, reservada aos carros de tração integral, o confronto coloca frente a frente dois perfis distintos: Luís Silva Jr., em Mitsubishi Lancer EVO, e Parcídio Summavielle, em Ford Fiesta R5, ambos com máquinas capazes de discutir não só a categoria, mas também posições relevantes na classificação geral.
Na divisão Turismo 2, o equilíbrio é total. Daniel Teixeira, em Hyundai Elantra TCR, joga em casa e conhece bem o traçado. Guilherme Silva, em Audi RS3 LMS, dá continuidade a um projeto competitivo sólido. Paulo Cardoso, em Cupra TCR, surge igualmente como candidato aos lugares da frente.
Já nos Turismo 3, há uma clara mudança geracional. Aníbal Pinto, em Renault Clio RS, e Marcos Gonçalves, também em Renault Clio, representam a experiência, mas terão pela frente três jovens extremamente competitivos – Nuno Guimarães, André Brás e Ruben Campos – todos aos comandos dos evoluídos Ginetta G40 GT5, que lhes conferem um claro estatuto de favoritos nesta divisão.
Super Challenge: potência, espetáculo e lutas abertas
Na categoria Super Challenge, o espetáculo está garantido. Na SC-A, os “monstros” de tração integral voltam a dominar. O multicampeão Luís Nunes, em Skoda Fabia R5, parte como principal referência da categoria, mas terá forte oposição de José Lameiro, em Skoda Fabia MK3, que terminou 2025 em alta, e ainda de José Pedro Gomes (Opel Astra) e Manuel Rocha e Sousa (Ford Focus).
Na SC-B, a luta promete ser intensa e equilibrada entre Pedro Cardoso (Seat Leon Cupra), Bruno Gonçalves (Volkswagen Golf GTI), João Monteiro (BMW 323i), José Salgado (Mini Cooper S) e Simplicio Taveira (Peugeot 207 RC). Na SC-C, Bruno Carvalho, em Citroën Saxo, defende o título perante um lote muito competitivo, onde se destacam Luís Fernandes (Peugeot 106), Alberto Pereira (Honda Civic), Gonçalo Macedo (Citroen Saxo), Francisco Vieira Leite (Toyota Corolla), Abílio Aparício (Peugeot 205), Pedro Dias (Toyota Corolla), Leandro Macedo (Citroen Saxo) e Nuno Carvalho (Honda Civic) e na SC-D, o duelo é direto: Bruno Gomes, em Fiat Punto, frente a Tiago Teixeira, em Peugeot 106 XSI.
Clássicos, Legends e 1300: tradição viva
Nos Clássicos, Ricardo Pereira, em Ford Escort, é o único representante, mas é nos Legends que se encontra um dos pelotões mais interessantes. O bicampeão António Barros, em BMW E36 M3, inicia a defesa do título perante forte oposição de João Pires (BMW M3), Joaquim Soares (BMW M3), Carlos Alberto Oliveira (Ford Sierra Cosworth) e Filipe Macedo (Citroën Saxo Cup), sem esquecer António Silva (Honda Civic), Carlos Manuel Delgado (Mercedes 190), Miguel Gonçalves (BMW), Mário Barroso (Citroen AX) e José Carlos Magalhães (Mitsubishi Lancer Evo).
Nos 1300, o tricampeão nacional Armando Freitas, em Toyota Starlet, volta a assumir o papel de referência, mas terá pela frente o piloto “da casa” Tiago Santos (Citroen AX Sport), que joga em casa, bem como Salvador Coelho (Toyota Yaris), Rui Monteiro (FIAT Punto), a estreante Beatriz Brás (Citroen AX), Diogo Marques (Citroen C1) e Domingos Fernandes (Autobianchi A112).
Na Taça de Portugal de Kartcross, António Alves (AG AG/S) enfrenta Jesus Otero (AG Sport) e Márcio Araújo (Semog), numa lista ainda curta, mas em crescimento face a 2025. Já na FPAK Junior Team, três jovens – Rafael Jorge, António Lopes e Simão Nunes – alinham agora aos comandos dos Peugeot 108, numa nova fase de um projeto essencial para o futuro da modalidade.
Com um traçado exigente, um pelotão de luxo e múltiplas lutas em aberto, a Rampa Porca de Murça volta a afirmar-se como muito mais do que uma prova de abertura. É o primeiro grande teste e o primeiro capítulo de uma época que promete, desde já, ser memorável.
José Lameiro dá início à temporada 2026 do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group na Rampa Porca de Murça com um objetivo assumido sem rodeios: lutar pelo título nacional da Categoria Super Challenge.
O piloto da Diatosta volta a apresentar-se aos comandos do seu habitual Skoda Fabia MKIII Supercar, preparado pela DM Motorsport, um carro que tem vindo a evoluir de forma consistente e que surge agora ainda mais afinado para enfrentar uma época que se antevê altamente competitiva. Depois de uma temporada de 2025 em crescendo, coroada com o estatuto de vice-campeão nacional, Lameiro chega a Murça motivado e confiante. A primeira vitória na categoria, conquistada na derradeira prova do campeonato, na Rampa da Arrábida, marcou um momento decisivo no seu percurso na Montanha.
“Foi uma vitória muito importante para mim, porque confirmou que estávamos no caminho certo. Chegar ao fim da época a ganhar deu-nos uma motivação enorme para preparar 2026”, começa por referir.
Agora, com mais experiência, maior entrosamento com a equipa e um carro mais competitivo, o piloto não esconde a ambição: “Quero lutar pelo título nacional. Sei que não vai ser fácil, mas sinto que este ano reunimos melhores condições para discutir o campeonato até ao fim.” A concorrência, essa, é assumida com realismo: “Há pilotos muito fortes na categoria, e naturalmente o Luís Nunes, como atual campeão, é uma grande referência. Vai ser, sem dúvida, o principal adversário, mas há mais nomes que podem estar na luta.”
Ainda assim, Lameiro acredita no seu crescimento competitivo, fruto da transição bem-sucedida do Ralicross, onde foi por duas vezes campeão nacional, para a Montanha: “A adaptação à Montanha foi exigente, mas sinto que evoluí muito nas últimas épocas. Hoje estou mais confortável, mais consistente e mais preparado para este tipo de desafios.”
Também o Skoda Fabia MKIII Supercar tem acompanhado essa evolução: “O carro tem sido alvo de um trabalho contínuo de desenvolvimento. Temos vindo a melhorar vários aspetos e isso dá-nos outra confiança. Sabemos que temos um pacote competitivo.”
Para a Rampa Porca de Murça, o foco está bem definido: “O objetivo é começar bem a época, andar nos lugares da frente e, se possível, lutar pela vitória. É importante somar bons pontos desde início.”
A prova organizada pelo CAMI Motorsport marca o arranque oficial da temporada e será disputada ao longo de dois dias, com um total de seis subidas – três de treinos e três de prova – num traçado exigente que tradicionalmente começa a definir as primeiras hierarquias do campeonato.
Fábio Santos prepara-se para dar início a uma nova etapa no seu percurso desportivo com a estreia no Campeonato Centro de Ralis 2RM, já no próximo fim de semana, no Rali Cidade Termal. O piloto de Leiria será navegado por Luís Ribeiro, mantendo-se aos comandos do seu habitual Citroën Saxo, numa participação que marca o arranque da época de 2026.
Integrado na marca termal Motorfest, o Rali Cidade Termal reúne 40 equipas em São Pedro do Sul, três das quais provenientes de Espanha, assumindo-se como uma das provas inaugurais da temporada de ralis em Portugal Continental. A competição será disputada ao longo de dois dias, com um total de 117,25 quilómetros, dos quais 54,12 km contra o cronómetro, distribuídos por seis especiais em pisos de asfalto.
Inicialmente com planos distintos para a temporada, Fábio Santos viu o seu calendário ser alterado, optando por uma abordagem mais flexível e centrada no Campeonato Centro de Ralis.
“A ideia passava por fazer o Nacional de Asfalto para evoluir ao máximo com o carro e com a equipa, mas devido à tempestade tivemos de ajustar os planos e decidimos encarar o Campeonato Centro prova a prova”, explica o piloto de Leiria.
Para esta estreia em São Pedro do Sul, o Citroën Saxo apresenta-se profundamente evoluído, fruto de um trabalho técnico significativo durante o defeso. Ainda assim, o piloto assume uma abordagem cautelosa para esta primeira prova:“O carro sofreu uma evolução muito grande e é capaz de tudo, mas eu ainda não estou no ritmo ideal para tirar todo o partido. O objetivo passa por fazer um rali sólido, perceber os limites e evoluir sem pressão de resultado.”
A participação no Rali Cidade Termal assume também um carácter de descoberta, já que Fábio Santos nunca competiu nesta prova: “Vai ser a minha primeira vez aqui, não conheço os troços. Dizem que são bastante interessantes e sinuosos, o que até pode ir ao encontro do meu estilo, mas vamos encarar com respeito e foco.”
Com um carro evoluído e uma abordagem estratégica centrada na consistência, Fábio Santos e Luís Ribeiro dão assim o primeiro passo numa temporada que será gerida prova a prova, com o foco na evolução e no crescimento competitivo ao longo do ano.
O Rotax Max Challenge Portugal arranca no próximo fim de semana no Kartódromo Internacional de Braga com um número recorde de 97 pilotos inscritos, a maior lista da temporada de 2026 no karting nacional.
Organizada pela Korridas e Kompanhia e pelo Motorsport Viana Clube, a prova minhota promete corridas intensas e grande espetáculo, numa competição que poderá ser acompanhada em direto através das plataformas digitais da FPAK.
Depois de uma Rotax Cup que reuniu 76 pilotos no mesmo circuito, o arranque do campeonato eleva ainda mais a fasquia, com um pelotão distribuído pelas categorias Micro Academy, Mini-Micro Max, Júnior Max, Sénior Max e DD2. Destaque para a categoria rainha Sénior Max, que conta com 31 inscritos, refletindo o elevado nível competitivo esperado para esta primeira jornada.
A prova terá também um forte cariz internacional, com pilotos oriundos de países como Espanha, França, Marrocos, Brasil, Ucrânia, Finlândia e Rússia, reforçando a crescente projeção das competições Rotax em Portugal.
Para além da luta pelas vitórias, está em jogo o acesso às Rotax Max Challenge Grand Finals, que este ano se realizam no Kartódromo Internacional do Algarve. Os vencedores das principais categorias garantem presença naquele que é considerado o maior evento mundial de karting, reunindo cerca de 400 pilotos de mais de 60 países.
Com um programa desportivo intenso ao longo de sábado e domingo, a jornada inaugural em Braga promete marcar o arranque de uma temporada altamente competitiva e confirmar o bom momento do karting nacional.
O NDML – Núcleo Desportos Motorizados de Leiria regressou à atividade desportiva em 2026 com um balanço claramente positivo, na 14.ª edição das Series by NDML – Regularidade Sport Plus, disputada na emblemática Rampa da Foz do Arelho.
Depois do cancelamento forçado do Rallye de Inverno, que deveria ter aberto a temporada, a prova marcou o verdadeiro arranque competitivo do ano para a estrutura leiriense, num fim de semana que confirmou a resiliência dos adeptos e participantes da modalidade, muitos deles também afetados pelas intempéries que atingiram a região Centro.
Com cerca de quatro dezenas de equipas em competição, divididas pelas categorias Clássicos, Desportivos e Protótipos, a prova decorreu com elevado nível competitivo e forte adesão do público, num cenário único onde a lagoa encontra o mar.
Nos Desportivos, Pedro Duarte e Paula Balacó levaram o Porsche 911 GT3 ao triunfo, batendo Jorge Araújo / Rafaela Araújo (Peugeot 106) e Rúben Fialho / Inês Nunes (Toyota MR2), segundos e terceiros classificados, respetivamente.
Na categoria de Clássicos, a vitória sorriu à dupla Telmo Garcia / Mário Pereira, em Peugeot 309, com Carlos Valentim / Luís Ribeiro (Ford Escort MKII) a garantirem o segundo lugar e Rúben Fialho / Daniel Sousa (BMW E30) a completarem o pódio.
Já na categoria de Protótipos, o campeão de 2025, Pedro Gomes, confirmou o favoritismo ao vencer ao volante do Proto RPM Power, à frente de Sérgio Mateus (Semog Troféu) e Tiago Félix (Semog Revolution SR).
Com organização elogiada e um ambiente competitivo e entusiasta, o NDML assinala assim um regresso bem-sucedido à competição, deixando bons indicadores para o desenrolar da temporada 2026.
O Clube Escape Livre prepara-se para regressar ao Reino de Marrocos entre os dias 23 de abril e 3 de maio, com a Expedição Dacia / FirstStop Marrocos, uma das iniciativas mais emblemáticas do seu calendário de 2026.
Apresentado em Coimbra, o evento promete uma experiência mais ousada e exploratória, mantendo a combinação entre aventura, cultura e gastronomia que caracteriza estas viagens. A expedição contará com uma caravana de 26 viaturas e 57 participantes, que partirão de Tarifa rumo ao Norte de África para percorrer alguns dos cenários mais icónicos de Marrocos.
Entre os modelos que irão liderar a comitiva destacam-se o Dacia Duster e o novo Dacia Bigster 4×4, este último recentemente distinguido como Carro do Ano em Portugal. Equipados com motorizações mais eficientes, estes veículos serão utilizados pela organização, parceiros e jornalistas ao longo dos 11 dias de aventura.
O percurso inclui locais emblemáticos como Chefchaouen, Fez, Erfoud, Merzouga, Zagora, Ait Benhadou, Marrakesh e Rabat, terminando em Larache antes do regresso a Portugal. Um itinerário que reforça o espírito de descoberta e o contacto com paisagens únicas, características que continuam a atrair os participantes às expedições do Escape Livre.
Com o apoio da Dacia, da Litocar e da FirstStop, esta iniciativa volta a afirmar-se como uma referência no universo das viagens automóveis de aventura, celebrando também os 40 anos de atividade do Clube Escape Livre.
A Energy Corse voltou a afirmar-se entre a elite internacional do karting ao conquistar o título da categoria OK na WSK Super Master Series, graças à consistência e competitividade de Lev Krutogolov ao longo das cinco rondas da temporada.
O piloto ucraniano assinou uma campanha de grande nível, somando três pódios, incluindo duas vitórias, começando com um triunfo em La Conca. Ao longo da época, manteve sempre um ritmo elevado, destacando-se também em Sarno e Viterbo, onde voltou a vencer e a demonstrar domínio, reforçado por voltas mais rápidas em momentos decisivos.
Mesmo perante forte concorrência, Krutogolov mostrou consistência em todos os tipos de traçado, incluindo uma recuperação impressionante em Lonato, onde subiu 14 posições até ao pódio. Na ronda final, em Franciacorta, geriu a vantagem acumulada, vencendo a Super Heat e garantindo o quarto lugar na Final, resultado suficiente para assegurar o título na mais prestigiada competição promovida pela WSK.
Na categoria OK-Junior, a equipa também esteve em evidência. Jarlath Sayer terminou a temporada no quarto lugar após uma campanha consistente, apesar de um incidente numa das mangas. Já Matvei Dergunov foi uma das revelações da fase final do campeonato, com destaque para a vitória numa manga e na Super Heat, terminando no oitavo posto da geral.
A Energy Corse confirmou assim a sua competitividade em várias frentes, com desempenhos sólidos também dos restantes pilotos, reforçando a sua posição como uma das estruturas de referência no karting internacional.
Com o título já assegurado, a equipa prepara agora os próximos desafios, incluindo a Champions of the Future Euro Series e os Campeonatos FIA de Karting, com o objetivo claro de manter o nível competitivo demonstrado ao longo desta temporada.