Autor: Joaquim Amândio Santos

  • “Que seja desta”: Rui Madeira chega ao Luso-Bussaco para lutar pelo triunfo

    “Que seja desta”: Rui Madeira chega ao Luso-Bussaco para lutar pelo triunfo

    É já a partir de amanhã que Rui Madeira e Paula Madeira regressam à competição para disputar a 10.ª edição do Rally Legends Luso-Bussaco, uma das provas de referência do panorama nacional dedicado aos automóveis históricos e Legends.

    A grande novidade para esta participação será a estreia competitiva da dupla aos comandos de um Mitsubishi Lancer EVO X da MPRO Professionals, máquina que Rui Madeira teve oportunidade de testar esta quinta-feira na Serra da Freita, num primeiro contacto que deixou excelentes indicações.

    “O nosso primeiro contacto na Serra da Freita correu muito bem e tanto eu como a Paula achámos que este Lancer tem muito potencial. As afinações utilizadas são uma excelente base e, sinceramente, o carro superou as nossas expectativas”, destaca o piloto.

    Apesar dos poucos quilómetros efetuados com a nova máquina, Rui Madeira não esconde a ambição com que parte para o rali. Depois de anteriores participações de grande nível, o objetivo passa por voltar a discutir os lugares cimeiros e, se possível, alcançar finalmente a vitória.

    “Estamos com esperança de que seja desta que podemos vencer o Rally Legends Luso-Bussaco, naquela que é já a 10.ª edição deste simpático e muito bem organizado evento. É evidente que temos poucos quilómetros de testes com o Lancer EVO X da MPRO e vamos aproveitar as primeiras classificativas para perceber melhor o carro e extrair todas as suas potencialidades”, explica.

    O traçado da edição de 2026 agrada particularmente à dupla, sobretudo nas etapas de sábado e domingo, onde a variedade de pisos e as constantes mudanças de ritmo prometem proporcionar um desafio particularmente interessante.

    “As classificativas de sábado e domingo são as nossas favoritas pela variedade e mudanças de ritmo, destacando-se naturalmente a especial do Bussaco. Estamos convencidos de que nos vamos divertir muito e, ao mesmo tempo, proporcionar algum espetáculo aos muitos aficionados que acompanham esta prova”, sublinha Rui Madeira.

    A ação competitiva arranca na sexta-feira, depois das verificações técnicas e documentais realizadas no Luso. A apresentação e partida simbólica das equipas terá lugar às 15h00, na Avenida Emídio Navarro, seguindo-se a dupla passagem pela classificativa Carapinhal-Mortágua, antes da super-especial noturna de Mortágua.

    No sábado, o programa inclui passagens por Cerdeira-Bussaco e Penacova-Bussaco, esta última recuperando estradas historicamente ligadas ao Rali de Portugal. À noite, o espetáculo regressa ao Luso com a Boucle “Alfredo César Torres”, disputada sem tomada de tempos.

    A prova termina no domingo, com a dupla passagem pela especial Trezói-Luso, antes da chegada junto ao Palace Hotel do Bussaco e da posterior cerimónia de entrega de prémios.

  • Nissan Kicks chega à Europa com tecnologia híbrida e-POWER

    Nissan Kicks chega à Europa com tecnologia híbrida e-POWER

    Crossover do segmento B será produzido em Sunderland, num investimento de cerca de 200 milhões de euros

    A Nissan vai lançar o Kicks no mercado europeu, trazendo pela primeira vez para o Velho Continente o crossover compacto do segmento B que já ultrapassou 1,8 milhões de unidades vendidas em mais de 70 países. A versão europeia contará com a mais recente geração da tecnologia híbrida e-POWER.

    A chegada do Kicks à Europa será acompanhada por um investimento de 170 milhões de libras, cerca de 200 milhões de euros, destinado à sua produção na fábrica britânica de Sunderland, onde passará a partilhar as linhas com Qashqai, Juke e LEAF.

    Elétrico nas rodas, gasolina para produzir energia

    Um dos principais argumentos do novo Kicks será a nova geração do e-POWER, sistema lançado em 2025 e desenvolvido para melhorar a eficiência energética, reduzir emissões e aumentar o conforto e refinamento.

    Ao contrário de um híbrido convencional, no e-POWER as rodas são acionadas exclusivamente pelo motor elétrico. O motor a gasolina não está ligado à tração, sendo utilizado para gerar eletricidade e recarregar a bateria. A solução pretende, assim, proporcionar uma resposta e uma condução próximas de um automóvel elétrico, mantendo a facilidade de abastecimento de um modelo a gasolina.

    O Kicks será o décimo modelo produzido em Sunderland desde a abertura da unidade em 1986. A fábrica, que celebra 40 anos, já produziu 12 milhões de automóveis e emprega diretamente cerca de 6.000 pessoas.

    A Nissan ainda não revelou a data de chegada do Kicks aos mercados europeus, preços ou especificações para cada país, informações que serão divulgadas posteriormente.

  • Lista de luxo na Baja TT Sharish Gin

    Lista de luxo na Baja TT Sharish Gin

    A 38.ª edição da Baja TT Sharish Gin-Reguengos de Monsaraz-Mourão apresenta uma das listas de inscritos mais fortes dos últimos anos, com dez T1+ no evento FIA e nomes como João Ferreira, Guillaume de Mévius, João Ramos, Maria Luís Gameiro, Tiago Reis, Gonçalo Guerreiro, Miguel Barbosa ou Luís Cidade.

    Estão já definidos os principais protagonistas da 38.ª Baja TT Sharish Gin-Reguengos de Monsaraz-Mourão, competição organizada pela Secção de Motorismo da Sociedade Artística Reguenguense e que, entre 18 e 20 de setembro, volta a colocar o Alentejo no centro das atenções do Todo-o-Terreno nacional e internacional.

    O grande destaque da lista FIA vai para a presença de dez T1+, numa representação que reúne três Toyota, três Mini, três Ford e um DKR, juntando-se ainda um Red Line inscrito no evento nacional.

    Entre os Toyota surge João Ferreira, recente vencedor da Baja Aragón e triunfador da edição de 2025 da prova alentejana, novamente integrado na Toyota Gazoo Racing. A marca japonesa estará ainda representada por João Ramos e pela polaca Magdalena Zając.

    Nos Mini, a X-Raid apresenta Guillaume de Mévius e Maria Luís Gameiro, juntando-se Alejandro Martins. Já entre os Ford surgem o checo Karel Trněný, o polaco Mariusz Wiatr e José Rogeira.

    Pim Klaassen compete com o DKR EVO GTR, enquanto no evento nacional Steven Rotsaert apresenta um Red Line.

    Challenger e SSV com forte presença portuguesa

    Na categoria Challenger, Dinis Rogeira chega ao Alentejo na liderança da competição FIA, aos comandos de um Can-Am, ocupando igualmente o primeiro lugar entre os Juniores.

    A concorrência promete ser intensa, com os Taurus de Marek Kubiczek, Paul Spierings e Henk Klaassen, os MMP de Tiago Reis, Daniel Silva, Edgar Reis e Luís Carneiro, além do Can-Am de Mário Franco.

    Também em destaque estarão os Kaizen conduzidos por Alexandre Franco e Edgar Condenso, o Volkswagen Amarok de Nuno Matos e o Bairons de Pedro Dias da Silva.

    Nos SSV, a luta promete igualmente ser muito forte. Paulo Rodrigues, em Can-Am, lidera a classificação FIA da categoria e ocupa ainda o segundo lugar absoluto entre os pilotos na Taça da Europa FIA de Bajas, enquanto a Rio Seco Racing comanda a competição por equipas.

    No plano nacional, Luís Cidade, também em Can-Am, chega como líder absoluto do CPTT e da categoria SSV.

    Outro dos nomes incontornáveis é Gonçalo Guerreiro, em Polaris. O campeão nacional absoluto e SSV vem de uma vitória entre os Challenger na Baja Aragón e volta a integrar um pelotão particularmente competitivo.

    A lista inclui ainda Rúben Rodrigues, segundo classificado na FIA European Baja Cup SSV, bem como os pilotos Polaris Miguel Barbosa, Herlander Araújo, João Dias e Pedro Carvalho, entre outros.

    Fernando Barreiros defende liderança entre os Stock

    A representação portuguesa assume igualmente protagonismo na categoria Stock, em que Fernando Barreiros lidera a FIA European Baja Cup.

    O piloto português chega a Reguengos depois de vencer a categoria na Baja Aragón e volta a alinhar aos comandos da Isuzu, tendo como um dos principais adversários o bielorrusso Andrei Halabarodzka, em Toyota.

    Entre os T1 presentes no evento FIA surgem ainda César Sequeira, em Mercedes, e Johannes Senders, em Toyota.

    No evento nacional, Jorge Cardoso e Lino Carapeta, ambos em Ford, e Sérgio Matos, em Toyota, estão entre os pilotos com ambições na categoria T1.

    Nos T8, Marco Cardoso, em Mercedes, chega na liderança do CPTT, à frente de Richard Timmerman, em Toyota, e Cláudio Carapeta, em Bowler.

    Entre os T2, Américo Santos, em Nissan, ocupa a primeira posição do campeonato, seguido por Jorge Franco, igualmente em Nissan. A categoria contará também com Leonor Barreto, em Isuzu, segunda classificada entre as senhoras no CPTT.

    Destaque ainda para a participação da dupla feminina Filipa e Tânia Sequeira, aos comandos de um Can-Am T3.

    Mais de 400 quilómetros competitivos no Alentejo

    A competição destinada aos participantes FIA/FPAK começa na sexta-feira, 18 de setembro, com um prólogo de 6,2 quilómetros, seguindo-se o primeiro setor seletivo, com 62 quilómetros.

    No sábado disputa-se o SS2, composto por uma dupla passagem por um setor de 170 quilómetros, antes do encerramento, no domingo, com um derradeiro setor seletivo de 62 quilómetros.

    A Baja TT Sharish Gin volta assim a percorrer os concelhos de Reguengos de Monsaraz e Mourão, tendo como cenário as paisagens alentejanas e o Grande Lago Alqueva, numa edição que reúne qualidade, quantidade e algumas das principais figuras do Todo-o-Terreno nacional e europeu.

  • Rally Legends Luso-Bussaco celebra 10.ª edição com cerca de 70 máquinas em estrada

    Rally Legends Luso-Bussaco celebra 10.ª edição com cerca de 70 máquinas em estrada

    A décima edição do Rally Legends Luso-Bussaco vai para a estrada entre esta sexta-feira e o próximo domingo, reunindo cerca de sete dezenas de viaturas e equipas provenientes de Portugal, Espanha, Inglaterra, Itália e Holanda. Mealhada, Mortágua e Penacova voltam a receber um verdadeiro desfile de máquinas que marcaram diferentes épocas da história dos ralis.

    O Rally Legends Luso-Bussaco prepara-se para celebrar a sua 10.ª edição com uma das listas de participantes mais internacionais da sua história. Organizada pelo Clube Luso-Clássicos, a prova decorre entre 18 e 20 de setembro e volta a levar algumas das mais emblemáticas máquinas de competição às estradas da Serra do Bussaco.

    São cerca de 70 viaturas inscritas, com pilotos provenientes de cinco países, numa edição que reforça a dimensão alcançada pelo evento ao longo da última década. Só de Espanha são esperadas dez equipas.

    Entre os nomes portugueses em destaque encontram-se Rui Madeira e Paula Madeira, que estarão presentes aos comandos de um Mitsubishi Lancer Evo X da equipa MPRO.

    A prova volta a decorrer sob a chancela turística Mondego-Bussaco, projeto que reúne os municípios da Mealhada, Mortágua e Penacova, contando igualmente com o apoio do Turismo Centro de Portugal.

    Três dias entre troços históricos

    A ação começa na sexta-feira, depois das verificações técnicas e documentais realizadas no Luso.

    Às 15h00 terá lugar a apresentação e partida simbólica das equipas na Avenida Emídio Navarro, seguindo-se, a partir das 15h30, a dupla passagem pela classificativa Carapinhal-Mortágua. A jornada termina à noite com a super-especial de Mortágua, disputada a partir das 20h00.

    No sábado, o programa prossegue com duas passagens por Cerdeira-Bussaco, antes da deslocação para Penacova. À tarde chega um dos momentos mais aguardados da edição, com a dupla passagem por Penacova-Bussaco, num traçado que recupera estradas utilizadas pelo Rali de Portugal.

    Já à noite, o espetáculo muda-se novamente para o Luso, onde se realiza a Boucle “Alfredo César Torres”, com duas passagens sem tomada de tempos.

    O Rally Legends Luso-Bussaco termina no domingo com a dupla passagem pela especial Trezói-Luso, estando a chegada prevista para as 12h25, junto ao Palace Hotel do Bussaco. A entrega de prémios decorrerá às 16h30, na Avenida Emídio Navarro.

    História dos ralis volta às estradas do Bussaco

    Mais do que uma competição, o Rally Legends Luso-Bussaco volta a assumir-se como uma viagem por diferentes gerações do desporto automóvel.

    Entre as máquinas previstas encontram-se modelos de marcas como Datsun, Toyota, Fiat, Citroën, Ford e NSU, aos quais se juntam nomes incontornáveis da história dos ralis, como os Lancia e Audi Quattro.

    O regulamento contempla quatro grandes grupos de viaturas: Legends Históricos, para modelos homologados até ao final de 1987; Legends Míticos, entre 1988 e 1999; Sport, para automóveis homologados a partir de 2000; e Open/Show, destinado a máquinas com características técnicas fora das categorias anteriores, mediante aprovação da organização.

    Ao completar uma década de existência, o Rally Legends Luso-Bussaco reforça igualmente a ligação entre o desporto automóvel e a promoção dos territórios de Mealhada, Mortágua e Penacova, utilizando o evento como montra para o património, gastronomia, cultura e paisagem da região do Bussaco.

  • Project Rally One acelera desenvolvimento do WRC27 para estrear no Monte-Carlo 2027

    Project Rally One acelera desenvolvimento do WRC27 para estrear no Monte-Carlo 2027

    O novo projeto belga que prepara a entrada na era WRC27 já colocou o primeiro carro em testes e trabalha contra o relógio para estar à partida do Rallye Monte-Carlo 2027. Jean-Claude Vaucard, antigo engenheiro-chefe da Peugeot Sport e Citroën Racing, revelou ao Rallye-Sport.fr que o desenvolvimento decorre sem problemas de maior, apesar dos meios reduzidos e de um calendário particularmente apertado.

    As informações foram reveladas por Jean-Claude Vaucard, Special Advisor do Project Rally One, numa entrevista concedida a Julien Rabusseau, do Rallye-Sport.fr, na qual o experiente técnico detalhou o estado atual do projeto, os primeiros testes e os desafios que a pequena equipa enfrenta até à homologação.

    Prestes a completar 85 anos, Vaucard continua profundamente ligado aos ralis. Antigo engenheiro-chefe da Peugeot Sport e Citroën Racing, trabalha há cerca de sete meses no desenvolvimento do novo carro, sobretudo nas áreas do chassis, suspensões e comportamento dinâmico.

    “Estou envolvido no estudo de desenvolvimento do carro ao nível do chassis, suspensões e comportamento”, explicou Vaucard ao Rallye-Sport.fr, revelando que chegou a trabalhar aos sábados e domingos nas primeiras semanas perante a exigência dos prazos.

    Primeiros testes já realizados nos Vosges

    O primeiro WRC27 do Project Rally One já saiu para a estrada. Segundo Vaucard, os primeiros três dias de testes decorreram nos Vosges, em França, sem que tenham surgido problemas significativos de fiabilidade.

    Para já existe apenas um carro disponível, circunstância que limita inevitavelmente o programa de desenvolvimento: “Tudo está a decorrer normalmente e não tivemos problemas importantes. A fiabilidade está boa, mas ainda estamos apenas no início do desenvolvimento”, explicou.

    A equipa terá agora mais três dias de testes em asfalto na Bélgica, antes de iniciar rapidamente trabalho em pisos de terra. O calendário é apertado porque, segundo Vaucard, vários componentes terão de estar homologados até ao final de outubro.

    Stéphane Lefebvre continuará envolvido nos testes, embora Vaucard tenha deixado no ar que poderão surgir novidades relativamente aos pilotos que participarão no desenvolvimento.

    Motor e caixa do Škoda Fabia ajudam a encurtar prazos

    O grande desafio é o tempo. Vaucard estima que o desenvolvimento convencional de um verdadeiro WRC exigiria aproximadamente 16 meses, muito acima do período disponível para o Project Rally One.

    A vantagem do conceito WRC27 está na possibilidade de recorrer a componentes já existentes e comprovados.

    No caso deste projeto, motor e caixa de velocidades têm origem no Škoda Fabia, permitindo concentrar grande parte do trabalho no chassis, suspensões e integração do conjunto: “Com este WRC27 já temos elementos importantes disponíveis, como o motor e a caixa do Škoda Fabia. Assim, em seis ou sete meses é possível desenvolver o chassis e as suspensões”, explicou o técnico francês.

    Ainda assim, não esconde a diferença de escala para uma estrutura como a Toyota: o Project Rally One funciona atualmente com uma equipa de cerca de dez pessoas.

    “Gostaríamos, evidentemente, de ter tido mais tempo para enfrentar a Toyota”, reconheceu Vaucard.

    Experiência Peugeot e Citroën aplicada ao WRC27

    Vaucard recordou igualmente alguns dos métodos utilizados durante os grandes programas de fábrica em que participou.

    Na sua perspetiva, o cenário ideal para desenvolver um novo carro seria levá-lo muito cedo para condições extremamente exigentes, como as encontradas no Quénia, permitindo identificar fragilidades estruturais e acelerar a evolução.

    Foi uma filosofia utilizada no desenvolvimento do Peugeot 205 T16 e, anos mais tarde, do Citroën Xsara WRC, projetos em que os recursos disponíveis permitiam programas de testes incomparavelmente mais extensos.

    “Com grandes meios conseguimos desenvolver um carro a uma velocidade incrível”, recordou.

    Vaucard alerta para mistura entre WRC27 e Rally2

    O experiente engenheiro mostrou-se globalmente favorável à nova regulamentação WRC27, sobretudo à utilização de chassis tubulares e à tentativa de reduzir os custos.

    Há, contudo, um ponto que lhe levanta reservas: a possibilidade de diferentes conceitos técnicos competirem diretamente.

    Vaucard considera particularmente delicada uma eventual convivência entre WRC27, Rally2 e Rally2+, receando que seja necessário recorrer a mecanismos de Balance of Performance (BoP) para equilibrar prestações.

    Para o francês, a mudança para chassis tubulares faz sentido também perante a transformação das gamas dos construtores, que apresentam cada vez menos modelos urbanos adequados à filosofia atualmente utilizada nos Rally2.

    «É incompreensível que a Hyundai esteja a sair»

    Vaucard abordou igualmente a situação dos construtores no Mundial e não escondeu a surpresa perante a saída da Hyundai do projeto WRC.

    Na sua opinião, a nova regulamentação precisaria de pelo menos mais um fabricante para arrancar com maior força: “É completamente incompreensível para mim que a Hyundai esteja a parar”, afirmou, recordando que a marca participou durante meses na discussão das futuras regras antes de decidir abandonar o campeonato.

    Pneus Hankook também preocupam Vaucard

    Outro dos temas abordados foi a atual situação dos pneus no Mundial de Ralis. Vaucard considera que os problemas registados com os Hankook têm influência demasiado significativa no desenrolar das provas e defende uma reação rápida.

    O antigo responsável técnico da Peugeot e Citroën chegou mesmo a deixar uma referência bem-humorada a um conhecido fabricante francês: “Na região de Auvergne conheço um fabricante de pneus que não é nada mau”, afirmou, numa evidente alusão à Michelin.

    Para Vaucard, a questão não deveria esperar pela evolução regulamentar posterior a 2027, defendendo que é necessário encontrar uma solução com maior rapidez.

    Enquanto essas discussões prosseguem, o Project Rally One mantém o foco num calendário apertadíssimo: mais testes, homologações até final de outubro e um objetivo claramente definido — colocar o seu novo WRC27 na estrada no Rallye Monte-Carlo 2027.

    Fonte: entrevista de Jean-Claude Vaucard a Julien Rabusseau, publicada pelo Rallye-Sport.fr.

  • TAD dá razão a Armindo Araújo: título nacional de Ralis 2025 é do piloto de Santo Tirso

    TAD dá razão a Armindo Araújo: título nacional de Ralis 2025 é do piloto de Santo Tirso

    Tribunal Arbitral do Desporto revogou a decisão da FPAK que atribuía o título a Dani Sordo e determinou que Armindo Araújo seja declarado Campeão de Portugal de Ralis 2025. O piloto português chega, assim, ao oitavo título nacional da carreira.

    Armindo Araújo é o Campeão de Portugal de Ralis absoluto de 2025. O Tribunal Arbitral do Desporto deu provimento à ação apresentada pelo piloto de Santo Tirso e determinou a atribuição do título nacional ao português, revogando a decisão da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting que tinha consagrado Dani Sordo.

    No acórdão do Processo n.º 50/2025, datado de 15 de setembro de 2026, o TAD conclui que o artigo 62.º, n.º 2, do Regime Jurídico das Federações Desportivas estabelece que, nas modalidades individuais, o título de campeão nacional só pode ser atribuído a cidadãos nacionais.

    A decisão surge depois de Armindo Araújo ter terminado o CPR 2025 no terceiro lugar da classificação, com 137 pontos, atrás do espanhol Dani Sordo, que somou 161, e do britânico Kris Meeke, com 154. O Tribunal deu como provado que nem Sordo nem Meeke residem em Portugal, enquanto Armindo Araújo é cidadão português e residente no país.

    TAD considera ilegal decisão da FPAK

    Um dos pontos centrais do acórdão prende-se com a decisão da FPAK de não aplicar aquela norma legal, apoiando-se em jurisprudência anterior que considerara a restrição incompatível com princípios constitucionais e europeus.

    O Colégio Arbitral entendeu, porém, que a Federação não tinha competência para deixar de aplicar uma norma legal em vigor por considerar que a mesma seria inconstitucional. Segundo o acórdão, essa apreciação cabe aos tribunais, estando a FPAK, enquanto entidade dotada de poderes públicos, vinculada ao princípio da legalidade.

    O Tribunal concluiu ainda que a decisão federativa de atribuir o título a Dani Sordo padecia de ilegalidade.

    Na análise de mérito, a maioria do Colégio Arbitral considerou que, no caso concreto do Campeonato de Portugal de Ralis, reservar o título a quem tenha uma ligação efetiva ao território nacional é compatível com a Constituição e com o Direito Europeu.

    O acórdão distingue igualmente entre vencer a competição e receber oficialmente o título de campeão nacional. Segundo o TAD, nada impede pilotos estrangeiros de participarem, serem classificados e até terminarem com mais pontos, mas o título nacional pode ficar reservado a quem cumpra o critério de conexão territorial.

    Decisão expressa: título para Armindo Araújo

    Na parte decisória, o TAD é inequívoco:

    “O Colégio Arbitral delibera julgar procedente o pedido arbitral apresentado pelo Demandante, revogando a Decisão Impugnada e determinando a atribuição do título de campeão nacional do Campeonato Nacional de Ralis 2025 ao Demandante.”

    O Tribunal justifica a decisão por Armindo Araújo ter sido “o melhor classificado em tal competição com conexão ao território nacional”.

    A decisão não foi, contudo, unânime. O árbitro Tiago Serrão apresentou uma declaração de voto vencido, defendendo que a norma em causa é inconstitucional e incompatível com o Direito da União Europeia e que a FPAK deveria ter mantido a atribuição do título a Dani Sordo.

    Com a decisão maioritária do TAD, Armindo Araújo acrescenta o oitavo título nacional absoluto de ralis ao seu palmarés, num campeonato de 2025 cuja definição acabou por prolongar-se muito para além da última classificativa.

    A decisão é ainda suscetível de recurso para o Tribunal Central Administrativo Sul.

  • André Ferreira e Estevão Oliveira dominam Type R Legacy Cup em Jerez

    André Ferreira e Estevão Oliveira dominam Type R Legacy Cup em Jerez

    Dupla da Ribas Motorsport conquistou a pole position e dividiu as vitórias nas duas corridas da quarta jornada da Type R Legacy Cup, reforçando a liderança antes da decisão final no Estoril.

    André Ferreira e Estevão Oliveira voltaram a estar em grande destaque na Type R Legacy Cup, desta vez no Circuito de Jerez Ángel Nieto, onde protagonizaram mais um fim de semana de domínio para a Ribas Motorsport.

    Depois de garantirem a pole position na qualificação, os dois pilotos dividiram entre si as vitórias nas duas corridas.

    Na Corrida 1, Estevão Oliveira assumiu a liderança logo desde o arranque e controlou a prova até à bandeira de xadrez, confirmando o excelente momento competitivo da dupla.

    Na Corrida 2, foi a vez de André Ferreira subir ao lugar mais alto do pódio. Na estreia absoluta em Jerez, o piloto impôs um ritmo muito forte desde os primeiros metros, construindo rapidamente uma vantagem confortável sobre a concorrência e assegurando uma vitória clara.

    Com mais este resultado, André Ferreira e Estevão Oliveira reforçaram a liderança do campeonato. A dupla tinha chegado a Espanha com 31 pontos de vantagem e sai de Jerez ainda mais perto de concretizar o objetivo traçado para a temporada.

    A Type R Legacy Cup entra agora na fase decisiva, com a última jornada agendada para o Circuito do Estoril.

  • Nuno Carvalho regressa em grande e fica à porta do pódio em Boticas

    Nuno Carvalho regressa em grande e fica à porta do pódio em Boticas

    Depois do violento acidente sofrido na Rampa da Penha, o piloto de Braga voltou à competição no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group e confirmou, aos comandos de um Honda Civic Type R, que mantém intacta a rapidez e a confiança.

    Nuno Carvalho regressou no passado fim de semana ao Campeonato de Portugal de Montanha JC Group 2026, na Rampa Internacional de Boticas, depois do grave acidente sofrido na linha de chegada da Rampa da Penha.

    Ao volante de um Honda Civic Type R, o piloto bracarense encarou a participação sobretudo como um teste às suas próprias sensações ao volante e ao nível de recuperação alcançado após o acidente.

    A resposta foi claramente positiva. Nuno Carvalho registou tempos de 3m06,143s, 3m05,027s e 3m05,277s, terminando muito próximo do pódio entre os Super Challenge C: “Correu muito bem, diverti-me bastante. É uma rampa muito rápida, dá muito gozo correr aqui, mas também não oferece grande margem para erros”, começou por referir.

    O piloto destacou sobretudo a evolução sentida ao longo do fim de semana: “Senti-me bem, fui melhorando os tempos e, como já tinha dito, esta participação servia para aquilatar o meu estado de condução. Graças a Deus está tudo bem e os tempos também o demonstram. Não cometi excessos nem erros e não fui ao pódio por muito pouco”, acrescentou.

    O balanço de Boticas deixou assim indicações muito positivas para o regresso definitivo de Nuno Carvalho à competição.

    Entretanto, o seu habitual Honda Civic continua em fase de reconstrução, sendo ainda uma incógnita a presença na próxima jornada: “O outro Honda Civic ainda está a acabar de ser reconstruído. Vamos ver se conseguimos estar na linha de partida da Rampa da Arrábida. Para já, o balanço desta participação em Boticas é muito positivo”, concluiu.

  • Xavier Lázaro fecha Champions Of The Future com melhor prestação da época

    Xavier Lázaro fecha Champions Of The Future com melhor prestação da época

    Jovem português de 13 anos mostrou consistência, ritmo e maturidade em Sarno, concluindo a temporada com a sua exibição mais sólida ao serviço da Parolin Motorsport.

    Xavier Lázaro encerrou a temporada dos Champions Of The Future com a sua melhor prestação global do ano, na quinta e última ronda disputada no Circuito Internazionale Napoli, em Sarno, Itália.

    Perante 54 pilotos de 25 países na categoria OKJ, o jovem português começou por alcançar o 16.º tempo no Qualifying, com 59,272 segundos, resultado que lhe permitiu partir sempre dentro dos oito primeiros nas três Eliminatórias.

    Ao serviço da Parolin Motorsport, Xavier confirmou a evolução evidenciada nas últimas jornadas, terminando as três corridas em sexto, sétimo e sétimo lugares. Mais do que os resultados, destacou-se pela consistência, gestão dos pneus e capacidade para se manter regularmente no grupo da frente, chegando mesmo a ocupar a quarta posição.

    Na Super-Heat B, partiu de quinto e, depois de uma primeira volta prudente que o fez cair para oitavo, protagonizou uma forte recuperação. Com excelente ritmo, subiu até ao quinto lugar e terminou muito próximo do grupo que discutia a segunda posição.

    O resultado garantiu-lhe o 11.º lugar na grelha da Final.

    Também na corrida decisiva, Xavier começou de forma positiva e chegou ao nono posto. A progressão acabou, contudo, condicionada por uma fase de intensa luta no pelotão, com vários contactos. O português terminou com danos no bico do kart e recebeu uma penalização de 10 segundos, caindo para o 19.º lugar final.

    Apesar do desfecho, Sarno confirmou a crescente adaptação de Xavier Lázaro à Parolin Motorsport e permitiu ao jovem da Várzea de Sintra fechar os Champions Of The Future com uma exibição marcada por ritmo, consistência e maturidade competitiva.

  • Alberto Pereira leva duelo com Bruno Carvalho até ao último metro em Boticas

    Alberto Pereira leva duelo com Bruno Carvalho até ao último metro em Boticas

    Piloto de Mesão Frio terminou a Rampa Internacional de Boticas no segundo lugar dos SC-C, depois de uma luta intensa com Bruno Carvalho, mantendo a pressão até final aos comandos do Honda Civic Type R.

    Alberto Pereira voltou a estar em destaque no Campeonato de Portugal de Montanha, protagonizando mais um intenso duelo com Bruno Carvalho na Rampa de Boticas.

    Ao volante do inconfundível Honda Civic Type R amarelo, o piloto de Mesão Frio manteve-se sempre na discussão pela vitória, numa das rampas mais rápidas do calendário.

    Nas três subidas de prova, Alberto Pereira registou os tempos de 2m47,816s, 2m47,420s e 2m48,645s, resultados que lhe permitiram terminar na segunda posição, muito próximo do vencedor: “Foi mais um fim de semana de grande duelo com o Bruno Carvalho. Dei o meu máximo, não tirei o pé nunca e lutei mesmo até ao último metro”, afirmou Alberto Pereira.

    O objetivo passava claramente pela vitória, mas o piloto reconheceu o mérito do adversário: “Queria ganhar, não consegui desta vez, fica para a próxima. O carro esteve bem, o piloto também, mas não deu”, acrescentou.

    Com Boticas concluído, Alberto Pereira vira agora as atenções para a próxima jornada, mantendo intacta a ambição de regressar ao lugar mais alto do pódio.