Autor: Joaquim Amândio Santos

  • Mazda6e percorre mais de 5.000 km pela Europa em roadtrip elétrica

    Mazda6e percorre mais de 5.000 km pela Europa em roadtrip elétrica

    A versão Standard Range de 258 cv ligou o Estoril a Augsburg, na Alemanha, e regressou a Portugal numa viagem de sete dias destinada a avaliar autonomia, carregamentos, eficiência e conforto em utilização real.

    Um Mazda6e EV percorreu mais de 5.000 quilómetros entre Portugal e a Alemanha numa roadtrip destinada a demonstrar a evolução da mobilidade elétrica em viagens de longa distância. A iniciativa foi promovida pela World Shopper, através do projeto Viver Elétrico, e decorreu entre 12 e 18 de julho. O percurso começou no Estoril, atravessou Espanha e França e teve como destino o Mazda Classic Automobil Museum Frey, em Augsburg, antes do regresso a Portugal.

    A viatura utilizada foi um Mazda6e EV 258 cv Standard Range, com tração traseira, bateria LFP de 68,8 kWh e uma autonomia homologada de até 479 quilómetros. Ao longo da viagem, o automóvel enfrentou autoestradas, percursos urbanos, diferentes condições meteorológicas e variados perfis de condução, permitindo avaliar o seu comportamento num contexto de utilização intensiva.

    Ricardo Oliveira e Cristina Ferreira, da World Shopper, cumpriram uma média diária de cerca de 865 quilómetros, incluindo paragens para carregamento e produção de conteúdos: “Optámos pelo Mazda6e EV 258 cv Standard Range porque queríamos demonstrar que nem sempre é a maior bateria que faz a diferença. Muitas vezes, o segredo está no equilíbrio entre eficiência e rapidez de carregamento”, explicou Ricardo Oliveira.

    Segundo o responsável pelo projeto Viver Elétrico, a combinação entre a rede europeia de carregamento, o planeamento das etapas e a evolução tecnológica dos veículos permitiu realizar a viagem “com toda a confiança”.

    Gestão térmica e carregamento rápido em destaque

    Entre os aspetos avaliados estiveram a gestão térmica da bateria, a estabilidade dos tempos de carregamento, a eficiência em autoestrada e o conforto proporcionado pelo nível de equipamento Takumi Plus. O Mazda6e utilizado dispõe de um motor elétrico com 190 kW, equivalentes a 258 cv, e 320 Nm de binário. A Mazda destaca ainda a compatibilidade com carregamento rápido em corrente contínua, a navegação com planeamento de pontos de carregamento e os sistemas de assistência ao condutor.

    “Esta roadtrip demonstrou de forma clara a evolução da mobilidade elétrica e confirmou que o Mazda6e não é apenas um veículo para utilização urbana ou suburbana”, afirmou Luís Morais, diretor-geral da Mazda Motor de Portugal.

    “É um automóvel capaz de viajar pela Europa, mantendo a experiência de condução que nos distingue e reforçando a confiança dos clientes na mobilidade elétrica”, acrescentou.

    Duas versões disponíveis em Portugal

    O Mazda6e está disponível no mercado nacional nas versões Standard Range, com 258 cv e até 479 quilómetros de autonomia, e Long Range, com 245 cv, bateria de 80 kWh e autonomia anunciada de até 552 quilómetros. Ambas apresentam tração traseira, 320 Nm de binário, aceleração dos 0 aos 100 km/h em menos de oito segundos e velocidade máxima de 175 km/h.

    Até ao final de setembro, a Mazda propõe as duas versões pelo mesmo preço: 38.829,50 euros com equipamento Takumi e 41.329,50 euros no nível Takumi Plus. A campanha inclui ainda ofertas em acessórios, carregamentos e primeira manutenção.

  • Transmissão trava Vítor Pascoal quando lutava pela vitória na Taça Rally Series

    Transmissão trava Vítor Pascoal quando lutava pela vitória na Taça Rally Series

    Vítor Pascoal viu escapar de forma inglória um resultado de grande nível no APCAR Rally Series Stars, disputado em Vale de Cambra. Navegado por João Vieira, o piloto do Baião Rallye Team protagonizou uma exibição de elevado recorte ao volante do Porsche 991.2 GT3 Cup, discutindo a vitória absoluta até à derradeira classificativa da prova.

    Ao longo de um rali marcado por forte competitividade, Pascoal mostrou desde cedo que estava entre os principais candidatos ao triunfo, venceu duas provas especiais de classificação e manteve uma luta intensa pelos primeiros lugares, chegando à segunda passagem pela mítica Serra da Freita plenamente envolvido na discussão pela vitória.

    Contudo, logo nos primeiros metros da derradeira especial, uma transmissão do Porsche cedeu, forçando a desistência quando tudo apontava para um resultado de enorme relevo. “É um desfecho muito duro de aceitar. Fizemos um rali excelente, estivemos sempre na luta pelos primeiros lugares e sentíamos que podíamos vencer. A vitória na Categoria Sideways estava praticamente assegurada, tal como no R-GT, e iríamos dar tudo para tentar conquistar a vitória absoluta. No mínimo, o segundo lugar da geral estava perfeitamente ao nosso alcance. Não merecíamos terminar assim“, lamentou Vítor Pascoal.

    Apesar da desilusão, o piloto de Baião fez questão de enaltecer, uma vez mais, a qualidade do evento promovido pelo Rally Series. “Quero dar os parabéns à organização. Voltaram a fazer um evento simplesmente incrível. Foi das maiores multidões que alguma vez vi, quer nas classificativas, quer na Arena e na Funzone. É impressionante a forma como conseguem aproximar o público da competição. Assim deviam ser todos os ralis e acredito sinceramente que muitos dos principais campeonatos têm muito a aprender com o Rally Series”, destacou.

    Vítor Pascoal mostrou-se igualmente satisfeito pelo resultado alcançado pelo Baião Rallye Team, felicitando os companheiros Pedro Silva e Alexandre Rodrigues, que beneficiaram da desistência da dupla para alcançarem um brilhante terceiro lugar da geral, juntando-lhe ainda as vitórias nas categorias Sideways e R-GT: “Fico naturalmente muito feliz pela equipa. O Pedro e o Alexandre fizeram um excelente rali e merecem plenamente este resultado. Infelizmente não conseguimos estar com eles até ao fim, mas o Baião Rallye Team voltou a demonstrar toda a sua competitividade e isso deixa-nos muito orgulhosos.”

    Apesar da infelicidade em Vale de Cambra, Vítor Pascoal sai da prova com a certeza de que voltou a demonstrar um andamento de referência, medindo forças de igual para igual com os principais candidatos ao triunfo absoluto e reforçando a convicção de que continuará a ser um dos protagonistas da temporada.

  • Adão Pinto regressa ao pódio em Montalegre e reforça candidatura aos títulos

    Adão Pinto regressa ao pódio em Montalegre e reforça candidatura aos títulos

    Adão Pinto voltou a demonstrar todo o seu potencial na quinta jornada do Campeonato de Portugal de Ralicross, disputada no Circuito Internacional de Montalegre. O piloto de Abragão (Penafiel) assinou uma exibição de elevado nível, conquistando um excelente 2.º lugar à geral na Nacional 2RM e a vitória na Divisão 2, resultado que o mantém plenamente na luta pelos títulos da temporada.

    Depois do infortúnio vivido em Sever do Vouga, a resposta da equipa não podia ter sido mais convincente. O Opel Astra OPC apresentou-se extremamente competitivo e Adão Pinto voltou a discutir a vitória numa categoria onde a concorrência continua a revelar-se extremamente equilibrada.

    O sábado terminou com sinais muito positivos. O piloto venceu a sua série na primeira manga, alcançando o 5.º lugar da geral, seguindo-se um 4.º posto absoluto na segunda manga. No final do primeiro dia ocupava a 4.ª posição da classificação geral, deixando tudo em aberto para as decisões de domingo: “O carro esteve impecável desde o primeiro momento. Sabíamos que o nível da concorrência era muito elevado, mas também sentíamos que tínhamos andamento para discutir os primeiros lugares.”

    No domingo, Adão Pinto manteve a consistência, terminando a 3.ª manga no 4.º lugar da geral e a 4.ª manga em 5.º, resultados que lhe garantiram um sólido 4.º posto após todas as mangas de qualificação, assegurando uma posição privilegiada na grelha da semifinal. Na semifinal, um arranque menos conseguido obrigou o piloto penafidelense a uma corrida de recuperação, conseguindo ainda assim terminar na 3.ª posição e assegurar a presença na final: “O arranque da semifinal não correu como queríamos, mas nunca desistimos. Conseguimos recuperar posições e garantir a passagem à final, que era o mais importante.”

    Partindo da terceira fila da grelha para a corrida decisiva, Adão Pinto voltou a mostrar porque é um dos grandes protagonistas da Nacional 2RM. Um arranque perfeito colocou-o imediatamente entre os primeiros, apostando depois numa passagem precoce pela Joker Lap, estratégia que se revelou decisiva para a luta pelas posições cimeiras.

    Num duelo intenso até à bandeira de xadrez, o piloto conquistou um magnífico 2.º lugar à geral, somando ainda nova vitória na Divisão 2: “Na final fomos de faca nos dentes. Fizemos um excelente arranque, a estratégia resultou na perfeição e conseguimos um resultado fantástico. Depois do que aconteceu na prova anterior, voltar ao pódio desta forma sabe ainda melhor.”

    Com este resultado, Adão Pinto reforça a sua candidatura aos títulos da Nacional 2RM e da Divisão 2, entrando na fase decisiva da temporada entre os principais candidatos às coroas nacionais: “Este pódio é fruto do enorme trabalho de toda a equipa. O campeonato continua completamente em aberto e vamos continuar a lutar com tudo até à última corrida. Ainda há muito para decidir e acreditamos plenamente nas nossas possibilidades.”

    Depois da brilhante vitória em Mação e deste novo pódio absoluto em Montalegre, Adão Pinto confirma um início de temporada de grande nível e segue para as derradeiras jornadas do Campeonato de Portugal de Ralicross determinado em discutir cada ponto na emocionante corrida pelos títulos nacionais.

  • Afonso Santos brilha na Taça Rally Series em Vale de Cambra e conquista Top 2 nas 2RM

    Afonso Santos brilha na Taça Rally Series em Vale de Cambra e conquista Top 2 nas 2RM

    Acompanhado pela irmã Mafalda, o jovem piloto poveiro venceu cinco especiais entre os pilotos que disputaram a categoria 2RM e terminou a primeira Taça Rally Series no 2.º lugar.

    Afonso Santos voltou a estar em grande plano no APCAR Rallye Series Stars, evento disputado em Vale de Cambra e onde esteve em jogo a primeira Taça Rally Series. O jovem piloto da Póvoa de Varzim assinou uma exibição de elevado nível, discutindo taco-a-taco a vitória entre os 2RM e confirmando novamente o seu potencial ao volante do Peugeot 208 Rally4 preparado pela PT Racing.

    Nesta participação, o “Pocket Rocket da Póvoa” voltou a ter a seu lado a irmã, Mafalda Santos, reeditando uma dupla que já tinha competido junta em 2025, no Rally Series disputado em Lousada. A experiência voltou a revelar-se muito positiva, com ambos a demonstrarem forte entendimento competitivo ao longo de uma prova marcada por ritmo elevado, grande envolvimento do público e um formato organizativo elogiado pelo jovem piloto poveiro.

    Afonso Santos entrou fortíssimo em Vale de Cambra, vencendo nas quatro primeiras classificativas e fechando a secção matinal numa liderança clara perante uma concorrência muito forte. Com confiança, ritmo e autoridade, o piloto da Póvoa de Varzim mostrou argumentos para lutar pela vitória até final.

    Na secção da tarde, a escolha por pneus duros acabou por condicionar a luta pelo triunfo. Logo na primeira passagem pela Arena, um erro na primeira curva fez a dupla perder tempo importante e, com isso, a liderança da categoria. Ainda assim, Afonso Santos e Mafalda Santos reagiram, mantiveram um andamento competitivo e terminaram a prova no 2.º lugar entre os 2RM, a escassos segundos da vitória.

    Mais do que o resultado, a exibição deixou indicadores muito positivos para os objetivos traçados para a segunda metade da temporada. O rali permitiu recuperar confiança, limpar alguns dos sustos sentidos nas últimas provas e confirmar que Afonso Santos tem um ritmo de grande qualidade quando encontra as condições certas para atacar.

    “Foi um rali muito positivo, quer para mim, quer para a minha irmã. Tiramos muito bom proveito das classificativas e de toda a logística das Rally Series em Vale de Cambra. Quero dar os parabéns a toda a organização e a todos os envolvidos que permitiram tornar esta prova realidade. Foi algo diferente do normal, também em termos de organização e de público, e surpreendeu-me muito pela positiva”, começou por afirmar Afonso Santos.

    O piloto poveiro destacou também a importância desportiva desta participação: “Foi um rali muito importante para nós. Conseguimos limpar um pouco os sustos que temos vindo a ter nas provas do Nacional e também no Rallye Rías Baixas, na Peugeot Rally Cup Ibérica. Conseguimos impor um ritmo forte, começámos o primeiro setor a liderar com uma boa margem, mas depois, no setor da tarde, decidimos trocar para pneus duros porque as classificativas iam ser um pouco mais compridas. Logo na primeira passagem pela Arena, na primeira curva, cometemos um erro, quase fizemos um peão e acabámos por perder a liderança”.

    Mesmo condicionado por esse contratempo, Afonso Santos manteve-se na discussão e fechou a prova com sinais muito encorajadores: “Ainda fomos tentando recuperar, mas não foi suficiente. Acabámos a cerca de quatro segundos do primeiro lugar nos Rally4 e duas rodas motrizes e fizemos um positivo 5.º lugar à geral. Na última classificativa tivemos ainda uma boa surpresa, ao fazer o 2.º lugar à geral na especial, o que foi muito bom. A Mafalda esteve cinco estrelas, a um nível mesmo muito bom, e isso deixa-me muito orgulhoso e ansioso pela próxima”.

    Com mais uma prestação de fino recorte, Afonso Santos sai de Vale de Cambra reforçado em confiança e motivação, num momento importante da temporada e com a certeza de que o trabalho desenvolvido continua a produzir resultados sólidos e competitivos.

  • Tiago Ribeiro esteve muito forte em Vila Real

    Tiago Ribeiro esteve muito forte em Vila Real

    Piloto Midas colocou o Honda Integra entre os mais rápidos do fim de semana, terminou as corridas nos sexto e quinto lugares absolutos e venceu a respetiva categoria nos dois dias.

    Tiago Ribeiro esteve em plano de evidência entre os Legends no Circuito Internacional de Vila Real, assinando uma exibição marcada pela rapidez e pela competitividade aos comandos do Honda Integra. O piloto transmontano começou por registar 2m33,985s nos treinos livres, à média de 111,9 km/h. Na qualificação, protagonizou uma melhoria expressiva, completando a sua melhor volta em 2m22,886s, à média de 119,1 km/h, resultado que lhe garantiu o quarto lugar da grelha.

    Na primeira corrida, disputada no sábado, Tiago Ribeiro realizou um bom arranque e integrou desde cedo a luta pelas posições cimeiras. O piloto Midas recebeu a bandeira de xadrez no sexto lugar da classificação geral, com uma volta mais rápida de 2m22,380s, à média de 120,2 km/h. No domingo, voltou a arrancar de forma eficaz e melhorou a classificação absoluta, concluindo a segunda corrida no quinto posto. O melhor registo foi de 2m22,370s, novamente à média de 120,2 km/h.

    Segundo o balanço do próprio piloto, a jornada ficou ainda marcada pelo primeiro lugar da sua categoria nas duas corridas e pela volta mais rápida em ambas.

    “Foi mais um fim de semana divertido no Circuito de Vila Real. Fomos mais rápidos nos cronometrados, conquistámos o primeiro lugar no sábado e no domingo e fizemos a volta mais rápida nas duas corridas”, destacou Tiago Ribeiro.

    Apesar de reconhecer que nem tudo decorreu de forma perfeita, o piloto valorizou o trabalho desenvolvido por toda a estrutura: “Estou muito grato por tudo, especialmente pelo trabalho de toda a equipa. Ao Nuno VcBoost, aos manos Pedro e Hugo Lisboa e a todos os que integraram a equipa, o meu muito obrigado”, afirmou. Tiago Ribeiro deixou ainda uma palavra especial para quem se deslocou de longe para o apoiar: “Agradeço especialmente a quem veio de longe simplesmente porque acreditamos que me dá sorte… e talvez dê mesmo”.

  • Montalegre incendeia luta pelos títulos no Nacional de Ralicross e Kartcross

    Montalegre incendeia luta pelos títulos no Nacional de Ralicross e Kartcross

    Hélder Ribeiro e André Monteiro estrearam-se a vencer em 2026, enquanto Sérgio Dias, Sérgio Castro e Lourenço Rocha reforçaram o protagonismo na quinta e antepenúltima jornada da temporada.

    O Campeonato de Portugal de Ralicross/Kartcross entrou definitivamente na fase das grandes decisões, com a quinta jornada da temporada, disputada no Circuito Internacional de Montalegre, a proporcionar corridas intensas e vários resultados importantes para as contas dos títulos.

    Hélder Ribeiro, na Nacional 2RM, André Monteiro, na Super 1600, Sérgio Dias, nos SuperCars, Manuel Pinto, no Open RX, Tomás Almeida, nos Iniciados, Sérgio Castro, no Kartcross, e Lourenço Rocha, no Troféu Júnior de Kartcross, foram os vencedores da jornada barrosã. Com apenas duas provas por disputar, o campeonato permanece ao rubro, sobretudo depois de Hélder Ribeiro e André Monteiro terem conquistado os primeiros triunfos da época nas respetivas categorias.

    Na Nacional 2RM, categoria que voltou a apresentar o pelotão mais numeroso e competitivo, Hélder Ribeiro foi a grande figura do fim de semana. O piloto do Citroën Saxo discutiu os primeiros lugares desde o início, venceu duas das corridas anteriores à Final e não cometeu erros no momento decisivo. Manuel Tavares ficou afastado da discussão depois de um acidente na meia-final, enquanto Tiago Ventura foi condicionado por problemas mecânicos.

    Na Final, Hélder Ribeiro arrancou bem e conseguiu ganhar vantagem, deixando atrás de si uma luta extremamente equilibrada pelo segundo lugar. Adão Pinto, em Opel Astra, Bruno Lima e Pedro Tiago, ambos em Citroën Saxo, terminaram por esta ordem e separados dentro do mesmo segundo. André Marinho levou o BMW 328 ao quinto lugar, depois de um animado duelo com Andreia Sousa, em Peugeot 306. Luís Carvalho e Rui Silva completaram a classificação.

    Na Super 1600, André Monteiro protagonizou uma estreia de sonho aos comandos do novo Škoda Fabia, conquistando a primeira vitória da temporada. O piloto contrariou o favoritismo de Jorge Machado, campeão em título e líder do campeonato, impondo-se por 1,684 segundos. António Sousa terminou num mais distante terceiro lugar, enquanto Rafaela Barbosa não chegou a competir devido a problemas técnicos no seu Škoda Fabia.

    Sérgio Dias voltou a dominar entre os SuperCars, levando o Ford Fiesta a mais uma vitória confortável. António Sousa terminou no segundo lugar com o Peugeot 208 WRX. Leonel Sampaio e Joaquim Machado foram afetados por problemas técnicos e não completaram a totalidade das voltas da Final. No Open RX, Manuel Pinto conquistou o terceiro triunfo da temporada com o Citroën C2, terminando à frente de Hélder Ferreira e Artur Monteiro.

    Nos Iniciados, Tomás Almeida alcançou a primeira vitória do ano, depois de ter sido o piloto mais dominador ao longo da jornada. O jovem do Citroën Saxo venceu quatro das cinco corridas disputadas frente a Lucas Moura e confirmou a superioridade na Final, terminando com mais de três segundos de vantagem. Elísio Lopes completou o pódio, à frente de Michael Braun.

    Sérgio Castro soma terceira vitória no Kartcross

    Sérgio Castro reforçou a liderança no Kartcross ao conquistar o terceiro triunfo da temporada e o segundo consecutivo. O piloto do Semog White Shark bateu Gustavo Henriques na Final por 1,329 segundos. João Medina terminou no terceiro lugar, à frente de João Pinheiro.

    Fábio Machado, que tinha sido um dos principais protagonistas das corridas de qualificação, não conseguiu melhor do que a quinta posição na Final.

    No Troféu Júnior de Kartcross, Lourenço Rocha levou a melhor num intenso duelo com Santiago Henriques. Os dois dominaram praticamente toda a jornada, mas o piloto do Semog White Shark confirmou o triunfo na corrida decisiva. Afonso Couto completou o pódio, diante de Eduardo Soares.

    Com Montalegre concluído, restam apenas duas jornadas para o final de um Campeonato de Portugal de Ralicross/Kartcross cada vez mais imprevisível e competitivo.

  • André Cabeças vence APCAR Rally Series Stars após duelo ao segundo em Vale de Cambra

    André Cabeças vence APCAR Rally Series Stars após duelo ao segundo em Vale de Cambra

    Dupla formada por André Cabeças e Miguel Castro levou o Citroën C3 Rally2 ao triunfo na primeira edição do APCAR Rally Series Stars, marcada por milhares de adeptos e por uma decisão dramática na derradeira classificativa.

    André Cabeças e Miguel Castro foram os grandes vencedores do APCAR Rally Series Stars Vale de Cambra, depois de uma intensa luta ao segundo com Vítor Pascoal e João Vieira.

    A decisão ficou reservada para a última classificativa, Freita 2, onde a dupla do Porsche GT3 Cup acabou por abandonar quando permanecia na discussão pela vitória. André Cabeças e Miguel Castro aproveitaram para confirmar o triunfo, numa jornada que terminou em ambiente de festa na APCAR Arena Vale de Cambra Show.

    Miguel Carvalho e António Reis, aos comandos do Hyundai i20 N5, beneficiaram dos problemas sofridos pelos adversários e terminaram no segundo lugar da classificação geral. O resultado marcou o regresso da dupla ao pódio nas provas do Portugal Rally Series, sendo acompanhado pelas vitórias na Taça N5 e entre as viaturas de quatro rodas motrizes.

    Pedro Silva e Alexandre Rodrigues completaram o pódio absoluto, aproveitando também os problemas de Fernando Peres. A dupla alcançou, assim, o primeiro pódio à geral numa prova do Portugal Rally Series.

    Nuno Coelho vence duelo nas duas rodas motrizes

    Entre as viaturas de duas rodas motrizes, Nuno Coelho e Rafael Paiva foram os mais fortes, depois de uma luta prolongada até ao final com Afonso Santos e Mafalda Santos.

    Uma escolha de pneus menos conseguida condicionou a prestação da jovem dupla, mas não impediu que a discussão permanecesse aberta até às últimas classificativas. No final, a experiência de Nuno Coelho e Rafael Paiva prevaleceu sobre a irreverência dos adversários.

    Henrique Correia e Tiago Barata terminaram no terceiro lugar com o sempre espetacular Ford Escort Mk2, conquistando igualmente as vitórias entre os FIA Históricos e na categoria 2WD.

    António Dias e Paulo Amorim, protagonistas de várias passagens de condução espetáculo ao longo da prova, venceram a categoria Gentlemen e foram alguns dos concorrentes mais aplaudidos pelos milhares de adeptos presentes.

    Na competição Júnior, André Almeida e João Filipe Lima impuseram o Suzuki Swift, alcançando um resultado que poderá representar um ponto de viragem numa temporada até agora marcada por várias dificuldades.

    Primeira edição termina com balanço positivo

    A primeira edição do APCAR Rally Series Stars confirmou a capacidade do formato para combinar a vertente competitiva de um verdadeiro rali com uma forte componente de proximidade e entretenimento.

    Milhares de adeptos acompanharam as classificativas nas serras da região e encheram a APCAR Arena instalada no centro da cidade, num fim de semana marcado pelo contacto próximo entre público, pilotos, navegadores e equipas.

    O Portugal Rally Series regressa nos dias 5 e 6 de setembro, em Castanheira de Pera, com a quarta ronda da temporada e a primeira edição do Rally Series O Neveiro e a Lã.

  • Opel Corsa GSE estreia-se no Caramulo com 281 cv elétricos

    Opel Corsa GSE estreia-se no Caramulo com 281 cv elétricos

    O Corsa de produção mais potente de sempre fará a estreia mundial perante o público no Caramulo Motorfestival, entre 4 e 6 de setembro, recuperando a tradição desportiva dos GSi e OPC.

    A Opel prepara o regresso do Corsa ao universo dos hot hatch com o novo Corsa GSE, um modelo 100% elétrico capaz de desenvolver 281 cv e 345 Nm de binário. A nova versão de altas prestações acelera dos 0 aos 100 km/h em 5,5 segundos, assumindo-se como o Corsa de produção mais potente de sempre e como o automóvel de série com a aceleração mais rápida da atual gama Opel.

    Portugal terá um papel central no lançamento do modelo. O Corsa GSE fará a sua estreia mundial perante o público no Caramulo Motorfestival, entre 4 e 6 de setembro, antes de seguir para o Salão Automóvel de Paris, em outubro. A chegada ao mercado está prevista ainda durante 2026.

    Tração dianteira e diferencial Torsen

    Apesar da motorização elétrica, a Opel procurou manter a arquitetura tradicional de um hot hatch, recorrendo à tração dianteira e a um diferencial autoblocante Torsen de discos múltiplos. O conjunto inclui ainda chassis rebaixado, eixos e barras estabilizadoras específicos, amortecedores hidráulicos desenvolvidos para esta versão e uma afinação própria da direção e dos pedais.

    A travagem fica a cargo de um sistema Alcon com pinças de quatro êmbolos, preparado para acompanhar o desempenho do modelo. No exterior, o Corsa GSE distingue-se pelas secções dianteira e traseira específicas e pelas jantes de 18 polegadas. O habitáculo recebe bancos desportivos, cintos de segurança amarelos e ecrãs digitais com informação de desempenho.

    Herdeiro dos GSi e OPC

    O novo Corsa GSE recupera uma tradição iniciada em 1988 com o primeiro Corsa GSi, equipado com um motor 1.6 de 100 cv e capaz de atingir 188 km/h. Seguiram-se os Corsa B e C GSi e, a partir de 2007, as versões OPC. Entre as mais marcantes esteve o Corsa OPC Nürburgring Edition, com 210 cv, bem como o Corsa E OPC, lançado em 2015 com 207 cv e uma velocidade máxima de 230 km/h.

    A designação GSE significa agora Grand Sport Electric, traduzindo a intenção da Opel de transportar o caráter das antigas versões desportivas para a era elétrica. Os dados técnicos divulgados são ainda provisórios, uma vez que o novo Opel Corsa GSE não se encontra homologado nem disponível para comercialização.

  • Kris Meeke lidera pelotão de luxo com 86 equipas no Rali da Madeira

    Kris Meeke lidera pelotão de luxo com 86 equipas no Rali da Madeira

    Britânico ostentará o número 1 no Toyota GR Yaris Rally2 numa edição que reúne 25 viaturas RC2, cinco RGT e 22 Rally4, além de antigos vencedores, campeões e alguns dos principais protagonistas dos ralis nacionais.

    Kris Meeke será o primeiro concorrente na estrada na 67.ª edição do Rali da Madeira. O piloto britânico ostentará o número 1 no Toyota GR Yaris Rally2, encabeçando uma lista de 86 equipas divulgada pelo Club Sports da Madeira.

    A relação de inscritos combina quantidade e qualidade, apresentando 25 viaturas RC2, entre Rally2 e R5, cinco RGT e 22 Rally4. Em condições normais, os espectadores poderão acompanhar durante cerca de uma hora a passagem de carros pertencentes a algumas das categorias mais competitivas dos ralis atuais.

    O pelotão reúne pilotos internacionais, os principais candidatos aos lugares cimeiros dos campeonatos nacionais e regionais e concorrentes das restantes competições que integram a prova madeirense.

    Basso e Ruiloba regressam à luta pela vitória

    Além de Kris Meeke, estarão presentes dois pilotos com um historial particularmente relevante na Madeira. Giandomenico Basso regressa depois de ter vencido a prova em quatro ocasiões, enquanto Diego Ruiloba procura prolongar o domínio demonstrado nas duas últimas edições.

    A luta pelos lugares da frente contará também com Armindo Araújo, Miguel Nunes, Rúben Rodrigues, Pedro Almeida, José Pedro Fontes, Alexandre Camacho, João Silva, Gonçalo Henriques, Miguel Caires, Ricardo Teodósio e Hugo Lopes. João Silva apresenta-se com o estatuto de recordista de vitórias no rali, integrando um grupo onde a discussão por um lugar entre os dez primeiros promete ser particularmente intensa.

    O grupo RC2 incluirá várias gerações do Škoda Fabia Rally2 e R5, Toyota GR Yaris Rally2, Citroën C3 Rally2, Hyundai i20 N Rally2 e o recente Lancia Ypsilon Rally2 HF Integrale. A diversidade de marcas e modelos deverá proporcionar diferentes equilíbrios competitivos ao longo das 15 classificativas previstas no programa.

    Entre os RGT, Filipe Freitas, Gil Freitas e Paulo Mendes surgem como algumas das principais referências, aos comandos de modelos Porsche e Alpine conhecidos pelo desempenho e pelo espetáculo proporcionado nas estradas madeirenses.

    A competição entre as viaturas de tração dianteira será outro dos grandes pontos de interesse da prova. O equilíbrio entre os modelos RC4 e o ritmo dos principais pilotos nacionais e regionais prometem prolongar a discussão ao longo de toda a caravana. João Rodrigues, Hélder Miranda, Pedro Silva, Sandro Teixeira, Emanuel Martins, Nuno Ferreira, Carlos Ferreira, Tiago Nunes, Pedro Câmara e Martim Nunes estão entre os nomes apontados à luta pelos lugares de destaque nesta frente competitiva.

    A lista inclui ainda vários concorrentes com viaturas de gerações anteriores e máquinas particularmente apreciadas pelo público. Cláudio Nóbrega alinhará com um Datsun 1200, Miguel Gouveia com um BMW E36, José Jarimba com um Toyota Starlet e Mário Oliveira com um Ford Escort RS Mk II.

    Com 86 equipas, um pelotão RC2 de elevada qualidade, antigos vencedores e várias lutas distribuídas por diferentes categorias, o Rali da Madeira volta a apresentar argumentos para proporcionar competição e espetáculo ao longo de todas as 15 classificativas.

  • Vítor Pascoal aponta à conquista da Taça Rally Series em Vale de Cambra

    Vítor Pascoal aponta à conquista da Taça Rally Series em Vale de Cambra

    Depois de um arranque de temporada irrepreensível no Castrol Portugal Rally Series, com três vitórias consecutivas nas categorias Sideways e GT3 Rally Trophy, Vítor Pascoal enfrenta no próximo fim de semana um novo desafio: a Taça Rally Series, integrada na primeira edição do APCAR Rally Series Stars, que terá Vale de Cambra como palco entre os dias 24 e 26 de julho.

    A prova, independente do calendário do campeonato, mas organizada segundo a filosofia que tem marcado o sucesso do Rally Series, promete três dias de animação e proximidade entre pilotos e público, culminando no domingo com um intenso programa competitivo. Aos comandos do Porsche 991.2 GT3 Cup do Baião Rallye Team, novamente navegado por Ricardo Faria, o piloto de Baião assume ambições claras: “Queremos vencer. O objetivo passa por conquistar a Taça na Categoria Sideways e entre os GT. Sabemos que a concorrência será muito forte, mas vamos trabalhar para continuar o excelente momento que atravessamos. Se conseguirmos repetir o andamento das últimas provas, acredito que também poderemos lutar por um lugar no Top 5 da geral e, quem sabe, até pelo Top 3“, afirma Vítor Pascoal.

    O APCAR Rally Series Stars contará com nove provas especiais de classificação, incluindo cinco passagens pela espetacular APCAR Arena, instalada na Praça Álvaro Pinho da Costa Leite, em Vale de Cambra. O percurso será ainda composto pelas classificativas de Macieira de Cambra e da exigente Serra da Freita, com mais de 11 quilómetros de extensão, troço que se antevê decisivo na luta pelos lugares cimeiros.

    A prova distribuirá mais de 10 mil euros em prémios monetários, repartidos pelas diferentes classificações e acumuláveis entre categorias, reforçando ainda mais o interesse competitivo de um evento que promete atrair milhares de espectadores.

    Vítor Pascoal não esconde também a satisfação por ver o conceito Rally Series continuar a crescer: “Quero dar os parabéns ao promotor do Rally Series e ao Município de Vale de Cambra por terem acreditado neste projeto. Em pouco tempo, o Rally Series tornou-se uma referência no automobilismo nacional e este novo evento demonstra bem a capacidade de inovação e de criar provas diferentes, sempre muito próximas do público. Tenho a certeza de que será mais um fim de semana memorável para pilotos, equipas e adeptos.”

    Depois de dominar as três primeiras rondas do Castrol Portugal Rally Series e de reforçar a liderança nas categorias Sideways e GT3 Rally Trophy, Vítor Pascoal procura agora acrescentar mais um troféu à excelente temporada de 2026, confirmando o Porsche 991.2 GT3 Cup do Baião Rallye Team como uma das grandes referências do panorama nacional dos ralis.