Autor: VMotores

  • Rali das Camélias alterado para 19 e 20 de fevereiro de 2021

    A prova do Clube de de Motorismo de Setúbal será candidata a integrar o Campeonato Sul de Ralis em 2022.

    O Rali das Camélias, marcado para os dias 30 de novembro e 1 de Dezembro de 2020, vai ter a nova data, estando agora marcado para os dias 19 e 20 de Fevereiro de 2021, com o acordo de todas as entidades envolvidas na sua organização.

    Para a organização, a atual situação pandémica em que estamos mergulhados e as recentes restrições impostas pelo governo, que deverão ser prolongadas e até agravadas por mais algum tempo, impõem que sejamos prudentes e não coloquemos em risco a saúde pública, com a realização de uma prova desportiva federada, ainda que a mesma estivesse, perfeitamente enquadrada nos planos de restrição atualmente em vigor, emanados pelo governo português.

    Com o acordo dos responsáveis das três Câmaras Municipais envolvidas (Mafra, Sintra e Cascais) dos respetivos responsáveis de saúde local e com a FPAK, o Clube de Motorismo de Setúbal e o Promotor da prova, decidiram marcar nova data para prova, inscrevendo-a desde logo no Calendário FPAK 2021, nos dias 19 e 20 de Fevereiro. Em termos logísticos e desportivos, todos os inscritos na prova de 2020 estão automaticamente inscritos no Rali das Camélias de 2021 e caso não possam participar por razões de força maior, a sua situação será tratada caso a caso para que ninguém fique prejudicado.

    O Rali das Camélias 2021, terá um formato em tudo idêntico ao de 2020, sendo no entanto a quilometragem de troços adaptada à candidatura ao Campeonato Regional Sul de Ralis, que para o ano tem a quilometragem de Provas de Classificação reduzida de 70 para 60 Km. De qualquer forma o esquema da prova, será rigorosamente o mesmo, apenas com pequenos acertos na partida e/ou chegada de cada Prova de Classificação.

  • Final do PTRX adiada pelo COVID-19

    A actual situação sanitária obrigou ao adiamento da prova que encerraria a época de 2020, sendo prevista a realização da mesma para Dezembro, ou Janeiro próximos.

    O Vouga Sport Clube foi forçado a adiar última jornada da época, agendada para o próximo fim-de-semana de 14 e 15 de Novembro. Este adiamento deve-se à implementação do actual estado de emergência e ao parecer desfavorável, emitido pela Camara Municipal de Sever do Vouga, após a Autoridade de Saúde local, ter considerado elevado o risco de propagação da doença.

    Segundo comunicado do Vouga Sport Clube:

    “Certos da gravidade da situação e enquanto instituição de Utilidade Publica, cabe também ao Vouga Sport Clube a responsabilidade social de cumprir e fazer cumprir as recomendações da DGS e das Autoridades Concelhias. Desta forma, a FPAK e o Vouga Sport Clube estão já a trabalhar no sentido de reagendar a prova para os meses de Dezembro de 2020 ou Janeiro de 2021, para que o Campeonato de Portugal de Ralicross, Kartcross e Super Buggy se possa cumprir, como inicialmente previsto.”

    A pista do Alto do Roçário mantém-se assim como o palco de decisão da maioria dos títulos em jogo, restando esperar pela evolução positiva da situação sanitária, que permitirá a realização da derradeira jornada do PTRX 2020.

  • COVID cancela Rampa de Boticas

    A prova de encerramento do Campeonato de Portugal de Montanha, prevista para 21 e 22 de Novembro, foi cancelada devido ao COVID-19.

    A actual situação de combate ao COVID-19 obrigou o Demporto, clube organizador da quarta e última prova do CPM2020, em concomitância com a Câmara Municipal de Boticas, a cancelar a realização da prova.

    A segurança de todos, pilotos, assistências e organizadores, falou mais alto, neste tempo de combate à pandemia.

  • Rampa PÊQUÊPÊ Arrábida: António Rodrigues continua a mostrar as garras e a caçar pódios!

    Que época de sonho está a protagonizar o piloto do NJ Racing Team! 3 provas realizadas no Campeonato de Portugal de Montanha, 2 pódios absolutos, 3 pódios entre os protótipos e 2 vitórias na Divisão B. tudo isto na primeira época que faz a tempo inteiro.

    A serra da Arrábida recebeu a 3ª prova da temporada 2020 do CPM JC Group. Estando nós já nos meses do ocaso deste atribulado ano, a prova assumia uma importância extrema para as contas do campeonato, sendo uma espécie de “mata mata” no que concerne às contas dos títulos em discussão.

    António Rodrigues apresentava-se “a combate” com o habitual BRC CM 05 Evo da NJ Racing Team e preparado pela FR Power, pronto para dar continuidade ao excelente campeonato que tem ostentado. O piloto dentista chegava a Setúbal com o foco na defesa dos lugares ocupados nas diversas frentes pontuais em que está envolvido: 2º na tabela classificativa dos campeonatos absoluto e de Protótipos e líder da Divisão Protótipos B.

    O traçado da Rampa PÊQUÊPÊ Arrábida voltava a ser para o piloto “uma novidade e a mudança constante que se deu nas condições meteorológicas ainda dificultou mais a aprendizagem do percurso, mas, curiosamente, senti-me bem logo desde a primeira subida. Gostei do desenho da rampa e rapidamente cheguei a uma afinação que me deu garantias para poder rodar forte”.

    E foi exatamente isso que o piloto da NJ Racing fez. Ao longo da jornada inaugural de sábado, rodou consistentemente entre os três primeiros e, quando chegou a hora de atacar os 3100 metros do percurso na primeira das três subidas a contar para a classificação, António Rodrigues esteve muito rápido e colocou na tabela de tempos o segundo melhor registo absoluto, ficando também logo na liderança da Divisão Protótipos B.

    No domingo, o piloto ainda apanhou um susto. Nas subidas de treinos, tentou “arrancar sem acelerar em demasia, para as rodas não patinarem e o carro foi abaixo nas duas ocasiões. Felizmente, corrigi essa forma de partir e nas duas subidas de prova já não voltaria a suceder!”. Na segunda subida, com a pista completamente molhada, voltou a rubricar o 2º melhor registo e cedo se percebeu que seria praticamente impossível desalojar António Rodrigues desse lugar de honra no que concerne à classificação final. O piloto até passou para o comando da classificação geral provisória, mas não valorizou tal porque era fruto “da desistência nessa subida do José Correia, devido a um toque. Tinha perfeita noção que se o Zé colocasse a Osella pronta para a terceira subida, voltaria ao comando, tal é a diferença competitiva entre a barchetta dele e o meu BRC, para além dele também ser um excelente piloto”.

    Este segundo pódio absoluto da carreira deixou António Rodrigues “sem palavras. Quando comecei esta primeira época a tempo inteiro neste fantástico campeonato, jamais me passou pela cabeça que estaria agora a comemorar esta sucessão de grandes resultados. O meu objetivo passava por conhecer as rampas, ganhar experiência e desfrutar da condução de um protótipo, sem enjeitar dar o meu melhor”. A realidade encarregar-se-ia de colocar o piloto duriense perante outros voos e agora “tudo pode acontecer. Estou numa excelente posição para acabar o campeonato no pódio absoluto e dos protótipos e para vencer a Divisão B. Fica a faltar a Rampa de Boticas que, espero eu, se irá realizar e quero dar à minha equipa, à minha família e aos meus patrocinadores esta tripla prenda. Será uma recompensa que eles merecem e que coroará esta época que jamais esquecerei!”.

    O Campeonato de Portugal de Montanha JC Group tem ainda mais uma prova aprazada para a corrente época. Se tudo correr normalmente, apesar das restrições que vão ser impostas pelo estado de emergência, Boticas receberá o epílogo competitivo do ano, nos próximos dias 21 e 22 de novembro.

  • Quanta Terra: o Douro em espelho num pack especial de Natal

    Lado a lado pela primeira vez, o Quanta Terra Gold Edition 2012 e o Quanta Terra Manifesto 2016 são uma espécie de fantasia tornada real para qualquer apreciador de vinho. O pack já se encontra disponível, em quantidades muito limitadas.

    Os dois “pesos pesados” do produtor Quanta Terra, projeto com assinatura dos enólogos (e amigos) Celso Pereira e Jorge Alves, vão juntar-se num pack especial criado para celebrar a época festiva que se aproxima. Este inédito conjunto promete estadia curta nas principais garrafeiras nacionais, já que conta com apenas 600 exemplares e um PVP recomendado de 112,98€. 

    Seja para desfrutar em casa ou para oferecer a alguém especial, o desafio é servir ambos os vinhos à mesa. O objetivo é promover uma experiência que comprove a emergente dualidade da região do Douro na produção de grandes vinhos: por um lado, o perfil clássico dos seus tintos, por outro, a ousadia dos seus brancos. 

    A ombrear estarão o Quanta Terra Manifesto 2016, a segunda edição do vinho que pretende recordar, simbolicamente, a tradição de “manifestar” as uvas à antiga Casa do Douro, e o Quanta Terra Gold Edition 2012, um branco “contra a corrente”, como gosta de lhe chamar Celso Pereira. Em comum partilham o terroir: o planalto de Alijó, no Douro Superior, em vinhas com cerca de 650 metros de altitude em solos de transição entre xisto e granito. 

    O Quanta Terra Manifesto 2016 é feito a partir das castas Touriga Nacional (65%) e Touriga Franca (35%). Em destaque está um estágio de 14 meses a que é submetido o que lhe confere um perfil muito estruturado, complexo e aromático. Revela todo o seu potencial à mesa, sobretudo quando acompanhado por pratos como cabrito assado no forno, rabo de boi estufado ou bife com molho de pimenta. No ano em que se estreou, com a colheita de 2015, este vinho recebeu 94 pontos do provador Mark Squires (Robert Parker).  

    Já o Quanta Terra Gold Edition 2012 é produzido à base das castas Gouveio (50%) e Dorinto, Donzelinho e Boal (50%), é apenas a segunda edição de um vinho que nasceu de um (feliz) acaso. Desde 2011 que os enólogos Celso e Jorge resistem à pressão do mercado e reservam as suas melhores barricas (cerca de mil litros do vinho destinado à produção dos brancos) para testar a sua evolução no tempo. Esta, que é apenas a segunda partilha com o mercado (depois da colheita de 2011) já mereceu 92 pontos da Wine Spectator, uma das mais importantes publicações do setor. 

    O segredo está mesmo no estágio de 6 anos, em barricas usadas de carvalho francês, com capacidade para 228 litros, que potenciou um vinho marcado pela complexidade de aromas, mineralidade e frescura intensa. Desenhado para resistir ao tempo, pode ser desde já consumido, recomendando-se a companhia de pratos de aves de capoeira ou queijos curados e de pasta mole. O Pack de Natal Quanta Terra já se encontra disponível nas principais garrafeiras do país e pode também ser encontrado online através do www.onwine.pt.

  • Desafio Kumho Solo Escort arrancou e entusiasmou na Arrábida

    O icónico cenário da Serra da Arrábida recebeu a prova inaugural do Desafio Kumho Solo Escort Portugal (DKSE). Hélder Cordeiro foi o mais rápido e venceu a Divisão 2, enquanto Diogo Ferrão arrecadava a Divisão 1.

    No fecho do terceiro ano de vida do Desafio Kumho Portugal, nasceu uma competição reservada aos Ford Escort. Esta nova proposta da ASR Tyres, importador dos pneus de competição da marca coreana, visa incentivar a presença dos míticos Escort MKI e MKII, nas suas diversas gamas e níveis de preparação, trazendo assim de volta à competição muitos exemplares que se sabe estarem parados e permitindo aos que já brilham, sobretudo nos ralis e nas provas de montanha, disputar mais um troféu anualmente.

    Esta competição arrancará em força na época de 2021, com este fecho da época presente a permitir uma primeira aparição do DKSE, divulgando a proposta junto dos pilotos, media e aficionados.

    Sendo o Desafio Kumho Portugal uma competição talhada para os ralis, o lançamento do DKSE deu-se obedecendo à tipologia regulamentar dessa modalidade, embora integrando esta prova de arranque no programa oficial da Rampa PÊQUÊPÊ Arrábida 2020. As equipas utilizaram o mesmo traçado da prova do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group e que se desenrolava ao longo de 3,1 quilómetros, tendo enfrentado condições meteorológicas muito diferenciadas que foram do sol reinante à chuva intensa. Cada subida correspondeu a uma PEC e o pelotão Kumho efetuou 7 passagens ao longo dos dois dias de competição: 4 no sábado e as restantes no domingo.

    Quanto à história competitiva deste arranque do DKSE, o destaque vai inteiramente para o domínio absoluto da equipa Hélder Cordeiro/Bruno Pereira (Ford Escort MKII) que dominaram em termos absolutos a tabela de tempos nas 7 classificativas, assinando o pleno e vencendo a Divisão 2.

    Habituados às particularidades dos ralis e aos pneus Kumho, pois são parte integrante da “armada” Kumho que compete nos ralis, principalmente a centro, Cordeiro e Pereira foram sempre mais fortes e mereceram não só a vitória na sua divisão, mas o destaque por terem sido os mais fortes em termos de rapidez global.

    Regularidade Leva Diogo Ferrão/Tiago Almeida ao triunfo na Divisão 1

    Já na Divisão II, a regularidade foi a arma que levou Diogo Ferrão e Tiago Almeida à vitória, utilizando um belo Ford Escort RS 1800 MKII. Ferrão e Almeida chegaram ao comando da divisão na 5ª PEC, cabendo à dupla Luís Moutinho/Luís Cavaleiro (Ford Escort RS 1800 MKII), liderar durante as 4 primeiras especiais. Desceram um lugar durante o domingo, terminando no 2º lugar da Divisão 2, na frente do dueto formado por Nicolas Stuerken e Nuno Madeira, que arrecadaram a 3ª posição desta Divisão.

    Uma palavra para o impacto que teve em todos quantos estiveram na rampa a presença dos Escort do DKSE. Não apenas o andamento espetacular encantou quem pode ver no local ou através dos diretos da transmissão oficial do evento, mas também foi motivo de grande entusiasmo as decorações míticas de alguns dos carros, remetendo para as equipas oficiais da Ford dos idos anos 70 e 80 e ainda para a equipa portuguesa da Rodam. Um verdadeiro regalo para os olhos!

  • Regresso vitorioso de Gonçalo Inácio à Rampa Pêquêpê Arrábida 2020 em Peugeot 208 R2.

    Gonçalo Inácio regressou ao palco onde se estreou no desporto automóvel em 2002 e não podia ter desejado um retorno mais positivo.

    Com uma rápida adaptação ao traçado da Serra da Arrábida e ao pequeno Peugeot 208 R2, o piloto conseguiu sair vitorioso na Divisão Turismos 1 mostrando-se assim entusiasmado por  “ter regressado à Arrábida, conseguir ficar no top 10 e sair vitorioso na Divisão Turismos 1, alcançando um resultado que é fantástico!”. O piloto destaca “o excelente trabalho de afinação do Peugeot que consegui fazer, em conjunto com a Inside Motor,. O caro esteve sempre eficaz, quer quando tivemos que rodar em chuva, quer com o asfalto seco”.

    O piloto de Lisboa conseguiu ainda numa das subidas com condições climatéricas adversas colocar o Peugeot num honroso 3º lugar da geral o que o deixou muito satisfeito, “sim de facto na terceira subida de treinos com muita chuva, água a atravessar a estrada e muito nevoeiro, consegui impor um ritmo forte e fazer o 3º tempo da geral a 2 segundos do primeiro classificado ”.

    Um ingresso do jovem piloto de Lisboa no Campeonato Nacional de Montanha, não está posto de parte, pois  “gosto muito do ambiente da Montanha, gosto de competir contra o cronómetro e de me desafiar subida após subida. A Montanha pode de facto ser uma hipótese para o ano de 2021”.

    Por fim quis agradecer “ a todos os patrocinadores, amigos e à equipa Inside Motor, pois foram todos eles que tornaram esta participação possível, como também um agradecimento muito especial ao meu pai pelas dicas que me deu antes da prova, não tivesse sido ele o primeiro vencedor da Rampa da Arrábida quando esta pontuou pela primeira vez para um campeonato.”

  • Triunfo na Arrábida coloca José Correia na senda do título absoluto

    O piloto do JC Group Racing Team ainda passou por um enorme susto, depois de um toque numa sessão de treinos, não conseguindo participar na primeira das duas subidas de prova do programa de domingo. Mas, na última e decisiva vez em que enfrentou os 3,1 kms da Rampa PÊQUÊPÊ Arrábida, não cedeu à pressão e selou uma justa vitória que alarga a sua vantagem no campeonato, a uma prova do fecho da época.

    Depois da realidade meteorológica de sábado se ter mostrado muito mais benévola do que as previsões, o dia de domingo amanheceu chuvoso e, ao longo da manhã e em parte da tarde, a chuva ora foi uma ameaça, ora deu voz às previsões e caiu com intensidade. Como resultado, o Campeonato de Portugal de Montanha JC Group viveu o dia decisivo da terceira prova da temporada confrontado com esse handicap extra, que exigiu dos pilotos e das equipas uma enorme atenção e uma capacidade de acertar os carros e escolher bem os pneus, obrigando ainda a um cuidado acrescido na condução, para evitar erros nefastos.

    Líder à partida do pleito dominical, depois de ter sido o melhor na única subida de prova realizada na jornada de sábado, José Correia parecia, em condições normais, inalcançável pelos seus mais diretos adversários. Mas o anormal bate muitas vezes à porta e, como explica o piloto, na única sessão de treinos cronometrados de domingo, a “barchetta” Osella PA EVO2000 “voou literalmente após um salto, à saída de uma curva, fazendo-me bater nos rails e partir uma jante, danificando ainda a transmissão”. A reparação impediu o piloto de estar à partida da segunda subida de prova, colocando-o sobre enorme pressão. José Correia refere que “depois de ter tudo corrido tão bem no sábado, este toque forçou-nos a não alinhar na Subida 2 e, com isso, não só perdemos a liderança da prova, mas ficamos obrigados a ter de terminar a derradeira subida de prova para pode pontuar e defender a liderança do campeonato”.

    Num forcing, a sua equipa de assistência conseguiu “colocar o Osella minimamente em condições e alinhei. Fui num ritmo rápido, mas sem muita confiança no estado da barchetta. Felizmente tudo correu bem e consegui um tempo que, somado ao tempo da Subida 1 de sábado, me permitiu garantir a vitória. Estou aliviado e muito feliz. Julgo que venci com toda a justiça!” A uma prova do fecho da época, o “patrão” do JC Group Racing Team tem 3 pontuações máximas em outras tantas rampas, começando o título absoluto a pender para o piloto que confessa “ser este um sonho que tenho e que coroará a carreira de piloto que tenho construído. Tudo farei para o conseguir!”.

    Na segunda posição final ficou António Rodrigues (BRC CM Evo 05), depois de mais uma exibição notável do piloto do NJ Racing Team que, prova após prova, está a transformar sua primeira época a tempo inteiro na Montanha num percurso onde o sucesso é a consequência de performances sucessivas ao mais alto nível. Com os problemas de José Correia, chegou mesmo a liderar a classificação provisória da prova e esta sucessiva segunda posição absoluta numa prova do campeonato, deixa-o claramente entre os protagonistas a época.

    O resumo que aqui ostentamos sobre a prova de Rodrigues, serve a papel químico para descrever a prestação de Vítor Pascoal. O “rallyman” aderiu este ano ao CPM JC Group e tem estado sempre entre os melhores. Dominante de forma total nas contas da Categoria GT, que venceu sem contestação, o piloto do Porsche 991 GT3 Cup elevou, uma vez mais, a fasquia e conquistou mais um pódio absoluto no campeonato, reservando para si um brilhante 3º lugar.  Se o título nos GT já não lhe foge, agora o foco está em tentar terminar no pódio absoluto e é claramente piloto para isso.

    Nesta categoria, Pedro Marques, também num Porsche 991 GT3 Cup foi 2º e revela cada vez mais segurança na condução do seu bólide.

    Nas contas da categoria Turismo, a chuva veio ainda reforçar mais a candidatura de Luís Nunes a alcançar a segunda vitória consecutiva da temporada. O piloto de Valpaços, impôs o seu Ford Fiesta ST R5+ e reclamou mesmo uma vitória à geral na segunda subida oficial de prova, disputada com a pista encharcada e onde, tirando partido das quatro rodas motrizes do Fiesta, deu um recital de condução. Venceu ainda a Divisão Turismo 2 e, quanto ao título nacional da categoria passou agora para a liderança das contas, estando em excelente posição para renovar o cetro conquistado em 2019.

    Gabriela Correia voltou a mostrar todos os seus dotes de condução à chuva. A craque do JC Group Racing Team continua a provar merecer o cognome de “Princesa da Montanha” e rodou sempre com muita intensidade, reclamando um brilhante 2º lugar na categoria e triunfando na Divisão Turismo 3. No terceiro lugar entre os Turismos, ficou Joaquim Teixeira. O piloto do Cupra TCR do Bompiso Racing Team tudo tentou para chegar mais acima, mas uma transmissão partida, que lhe arruinou a segunda subida de prova, condicionou o seu resultado. Mesmo assim, continua dentro da luta pelo título nacional da categoria e tem argumentos para lá chegar.

    Ainda entre os Turismo, realce para Gonçalo Inácio. Estreante nestas andanças, levou o seu Peugeot 208 VTI R2 à vitória na Divisão Turismos 1, na frente de Parcídio Summavielle (Renault Clio R3) que, mesmo sendo segundo, rematou as contas desta divisão, cujo título conquistou pelo terceiro ano consecutivo.

    Na batalha dos Legends, foi mais um estreante a brilhar. Pedro Lança (Citroen Saxo) esteve uns furos acima de toda a concorrência e chegou a uma vitória sem contestação.

    Já José Carlos Magalhães, rodou sempre rápido e sem falhas no BMW M3 e, ao ser 2º classificado, recolheu preciosos pontos na luta pelo título. Também de regresso à Montanha, Bernardo Sá Nogueira assegurou o último degrau do pódio desta categoria. Alberto Pereira, líder deste campeonato, correu na Arrábida com um Porsche Boxter cujo nível de preparação não era forte. Privado do seu habitual Honda, Alberto Pereira não passou do 5º lugar, mas conseguiu manter a liderança da tabela a uma prova do fecho da época.

    Ano após ano, Mário Silva faz regressos esporádicos ao CPM JC Group e a Arrábida é o palco que escolhe para esse matar de saudades. E se bem o deseja, melhor o executa, pois, quase sempre, a sua aparição leva-o a disputar os triunfos e a edição de 2020 não fugiu a regra.

    Trazendo desta feita um imponente Porsche Carrera RS, Mário Silva dominou a seu belo prazer a luta entre os participantes no Campeonato de Portugal de Clássicos de Montanha JC Group, sendo, de fio a pavio, o mais rápido e por larga margem. Triunfo brilhante.

    Luís Moutinho colocou o seu belo Ford Escort MKI no 2º lugar, que reclamou sem oposição, neste seu regresso às lides da Montanha. Carlos Fava assegurou o 3º posto e, para o piloto do VW 1303, esta colocação no pódio foi importante para o colocar na rota do título nacional de Clássicos, que já não lhe deve fugir.

    Nas duas competições reservadas aos carros com cilindrada até 1300cc, predomínio total de Daniel Rolo (Datsun 1200) entre os clássicos e de Francisco Milheiro (Peugeot 106) na refrega entre os carros mais modernos.

    Com esta vitória, o jovem vimaranense arrecadou a Taça de Portugal 1300, na segunda temporada que faz a tempo inteiro na Montanha. O Campeonato de Portugal de Montanha JC Group tem ainda mais uma prova aprazada para a corrente época. Se tudo correr normalmente, apesar das restrições que vão ser impostas pelo estado de emergência, Boticas receberá o epílogo competitivo do ano, nos próximos dias 21 e 22 de novembro.

  • Pedro Antunes e Pedro Alves campeões da Peugeot Rally Cup Ibérica!

    A dupla portuguesa acaba de conquistar os títulos de ‘Campeões 2020’ da Peugeot Rally Cup Ibérica no Rally La Nucía-Mediterráneo 2, prova arduamente disputada ao segundo e que encerrou a Temporada 3 da copa ibérica de ralis, que este ano assistiu à estreia do novo Peugeot 208 Rally 4.

    Pedro Antunes e Pedro Alves são os ‘Campeões‘ da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2020, numa decisão tirada a ferros e após um fecho de uma Temporada 3 que, por diferentes razões, assumiu uma estrutura e contornos no mínimo surpreendentes e inéditos, até na sua decisão final, encontrada no âmbito de um Rally La Nucía-Mediterráneo que, no seu todo, valeu duas pontuações distintas, um lote atribuído ao final da manhã e outro novo durante a tarde, numa espécie de 2 em 1.

    Se no cômputo das 4 especiais da manhã de uma prova desenhada a norte de Benidorm, na região de Alicante, foram Pedro Antunes e Pedro Alves quem conquistou o ouro, agora na secção da tarde e início da noite coube a Alejandre Cachón / Alejandre López sublinharem as suas valências, impondo o seu 208 Rally 4 no final dos 3 tropos cronometrados efetivamente corridos, não contando com a neutralização do derradeiro troço, devido a um acidente com uma viatura de outra categoria. Só que isso não foi suficiente para que a dupla espanhola alcançasse os títulos…!

    De facto, os 27,5 pontos alcançados (25 da vitória e 2,5 referentes a 2 melhores tempos em troços) foram superiores aos 17 pontos do 3º lugar da dupla portuguesa nesta prova, um total que, caso contassem todas as 4 pontuações de outros tantos ralis desta copa de 2020, garantiriam à equipa espanhola ambos os títulos de Pilotos e Navegadores. Só que o Regulamento Desportivo refere que apenas contam os 3 melhores resultados do ano, pelo que foram várias as equipas que tiveram de abrir mão de pontos somados em ralis anteriores.

    Feitas as contas, para o palmarés da Peugeot Rally Cup Ibéricaficarão os nomes de Pedro Antunes / Pedro Alves, com conquista dos títulos de ‘Campeões’ de 2020, os primeiros para Portugal, depois de duas séries vencidas por representantes do outro lado da fronteira, Daniel Berdomás / David Rivero em 2019 e Roberto Blach / José Murado em 2018 (nota: no ano inicial da copa só se atribuiu o título de Pilotos).

    “Estamos, eu e o Pedro Alves, naturalmente muito satisfeitos com os títulos que acabámos de garantir na copa 2020, alcançado com uma margem mínima e conseguido depois de uma temporada completamente atípica, decorrente da atual situação sanitária que vivemos”, referiu no final da prova um visivelmente satisfeito Pedro Antunes, o novo ‘Campeão’. “É sempre bom obter bons resultados em ralis espanhóis, onde estamos, em parte, em desvantagem face aos nossos adversários locais, dado o seu maior conhecimento do terreno, mas provámos que também conseguimos vencer deste lado da fronteira, assegurando o 1º lugar no Rally La Nucía 1 desta manhã, em que somámos preciosos pontos. No La Nucía 2 desta tarde estávamos simultaneamente a atacar e, também, a controlar o ritmo dos nossos adversários, sabendo que poderíamos não ter de vencer para chegar aos títulos. E foi, de facto, assim que aconteceu, pois um 3º lugar bastou-nos para alcançar os nossos objetivos de 2020, num resultado de conjunto que dedicamos a todos os elementos da nossa equipa PT Racing, aos familiares e amigos que, muitas vezes à distância, nos apoiaram ao longo da época, e aos fãs que nos seguem nas redes sociais e nos incentivam nos troços, quando tal é possível”, concluiu.

  • Rampa PÊQUÊPÊ Arrábida: José Correia domina e lidera após primeiro dia

    O líder pontual absoluto do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group dominou por inteiro o primeiro dia da terceira jornada desta época, sendo o mais rápido nas quatro subidas do programa. Apesar de prevista, chuva esteve sempre ausente, permitindo condições quase ideais para as duas dezenas e meia de contendores.

    Quanto mais roda e compete com a exigente “barchetta” Osella PA2000 Evo, mais José Correia revela grandes dotes como piloto. O “patrão” do JC Group Racing Team chegou ao primeiro triunfo absoluto da sua carreira na Rampa Porca de Murça e demonstrou durante o primeiro dia da Rampa PÊQUÊPÊ Arrábida que lhe ganhou o gosto, dominando a seu belo prazer a tabela de tempos deste primeiro dia da prova organizada pelo Clube de Motorismo de Setúbal, desde o warm-up até à única subida oficial a contar para a classificação.

    Nesta, já com o piso totalmente seco, passou a fotoelétrica da meta registando 1:42.650, à média de 108,72 Km/h, transformando-se no destacado líder provisório desta terceira prova da temporada e assumindo-se ainda mais como o grande favorito ao triunfo e mesmo aos títulos nacionais absoluto e de protótipos. No final de sábado, lidera ainda logicamente a sua categoria e a Divisão A.

    Logo atras de si, os outros dois protótipos estão a brindar os aficionados com um duelo aceso pelo 2º posto absoluto e pela liderança da Divisão B.

    Joaquim Rino (BRC CM 05 Evo) ainda foi melhor na subida de arranque da jornada, mas António Rodrigues voltou a revelar toda a sua rapidez, colocando o BRC CM 05 Evo da NJ Racing no 2º lugar, a 4,3 segundos de José Correia e com um avanço de outros 4 segundos sobre Rino.

    Mas quem também esteve, como habitualmente, num nível muito alto foi Vítor Pascoal. O piloto do Porsche 991 GT3 CUP não só dominou a slides da Categoria GT mas ousou, como já fez em provas anteriores, reclamar um lugar na discussão do pódio absoluto.

    E na subida oficial de prova efetuada, voou até ao alto dos 3100 metros da rampa, para alcançar o 3º melhor tempo, estando assim claramente na luta por esse objetivo, não só na Arrábida mas também no campeonato.

    Entre os Turismo, Luís Nunes leva vantagem após este “1º assalto”. O atual campeão nacional desta categoria foi o mais lesto na subida oficial de prova, colocando inclusivamente o seu Ford Fiesta ST R5+ no quarto lugar absoluto. É ainda ao líder da Divisão Turismo 2.

    No entanto, a luta tem intensidade máxima já que Joaquim Teixeira (Cupra TCR) está muito forte. O líder das contas entre os Turismo, após as duas primeiras provas da época rodou a apenas 3 segundos de Nunes e os dois vão certamente assumir um grande duelo durante o dia de amanhã. O piloto do Bompiso Racing Team comanda a Divisão Turismo 4 e é 7º da geral.

    Logo atrás está Gabriela Correia. A jovem piloto do JC Racing apanhou um susto nos treinos oficiais, ao enfrentar problemas mecânicos no seu Seat Leon Supercopa MKIII. Na hora decisiva, tudo esteve perfeito com o carro espanhol e a jovem de 18 anos rodou muito rápido, alcançando o 8º lugar da geral, que correspondeu ao 3º posto na categoria e à liderança na Divisão Turismo 3.

    Ainda entre os Turismo, uma palavra merecida para o jovem Gonçalo Inácio. Estreante nestas lides, colocou o seu Peugeot 208 VTI R2 no comando da Divisão Turismo 1. Parcídio Summavielle é segundo, mas basta ao fafense do Renault Clio R3 terminar a segunda subida de prova de amanhã para arrecadar o título.

    É também um estreante no CPM JC Group 2020 que está a dominar a luta na Categoria Legends. A correr em casa, Pedro Lança está com 2 segundos de vantagem sobre um sólido José Carlos Magalhães (BMW M3), segundo classificado e este, por seu lado, possuiu quase 5 segundos de avanço sobre mais uma estreia esta época: Bernardo Sá Nogueira está de volta e foi 3º nos Legends, aos comandos de um Alfa Romeo 156 TS.

    Já entre os Clássicos, é um mestre galardoado do desporto motorizado português que, uma vez mais, aparece na Arrábida para brilhar. Mário Silva e um belo e imponente Porsche Carrera RS está a fazer uma prova totalmente à parte dos outros clássicos. Foi mesmo autor da 9ª marca absoluta na subida oficial de prova e tem tudo para vencer entre os concorrentes do CPCM JC Group.

    O regressado Luís Moutinho volto à “família” da Montanha para dar espetáculo ao volante do Ford Escort MKI, sendo 2º entre os Clássicos, na frente de Carlos Fava, que colocou o seu VW 1303 no 3º posto.

    Nas taças reservadas aos 1300, Daniel Rolo (Datsun 1200) é rei e senhor nos TPCM, enquanto Francisco Milheiro prossegue a sua senda vitoriosa para o título já quase “cantado”, tendo sido o mais rápido entre os TPM1300.

    O dia de amanhã, domingo, tem previsão de chuva desde a madrugada até, pelo menos, ao início da tarde, fator que poderá ser decisivo para as contas finais da prova.  O arranque está previsto para as 9.00 horas. No período matinal vão realizar-se mais duas subidas do CPM JC Group, correspondentes à 2ª sessão de warm-up do fim-de-semana e à 3ª de treinos oficiais. Também será neste período que se resolverão as contas da rampa regional, com duas subidas a contar para a classificação particular dessa competição. A tarde de domingo será o ponto algo do programa, transformando-se no palco das duas subidas “tira-teimas”. O pelotão do CPM JC Group dará tudo na 2ª e 3ª subidas oficiais de prova que resolverão todas as contas quando à geral e às classificações particulares das categorias, dos grupos e das classes.