Autor: VMotores

  • Rallye Casinos do Algarve será sem público

    O Algarve vai receber o derradeiro duelo do Campeonato de Portugal de Ralis de 2020, numa época desportiva marcada pela pandemia que assola a nossa sociedade. O Rallye Casinos do Algarve terá, por isso, fortes medidas de contingência a que foi sujeito e onde se inclui a interdição de público nas classificativas e a consequente não-criação de zonas espetáculo nem de disponibilização de mapas do percurso.

    Tendo mais uma vez como palco os exigentes troços de asfalto do barlavento algarvio, a prova arranca no dia 14 de Novembro, sábado, com o shakedown/qualifying na parte da manhã no município de Lagoa, de onde se fará também a partida oficial, a ter lugar no recinto da FATACIL, onde estará também o parque de assistência. De seguida, os concorrentes irão fazer duas passagens pelas provas especiais de classificação de Portimão e Lagos.

    No dia seguinte é a vez da Serra de Monchique assumir o protagonismo, com duas passagens pelos troços de Chilrão e Monchique. O pódio final, sem a habitual festa, será defronte do Hotel Algarve Casino na Praia da Rocha. Para além de ser decisiva para o Campeonato de Portugal de Ralis e para o FIA Iberian Rally Trophy, esta prova também será fulcral para as contas finais nas vertentes GT, Clássicos e Iniciados, assim para o Campeonato Sul de Ralis, que disputará a totalidade da prova, com os concorrentes a serem pontuados no final de cada dia de prova.

    Toda a informação essencial da prova será comunicada ao momento, quer através de uma rádio online criada para o efeitos, através da atualizações constantes nas contas de Facebook, Twitter e Instagram do Clube Automóvel do Algarve e com os tempos online disponibilizados em cpr.cronobandeira.com e na aplicação Rally4Now, com a informação base a estar centralizada em www.clubeautomovelalgarve.pt.

    O Rallye Casinos do Algarve 2020 é uma organização do Clube Automóvel do Algarve (CAAL) sob a égide da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting. Conta com os apoios da Solverde Casinos e Hotéis, dos municípios de Lagoa, Lagos, Monchique e Portimão e ainda do Medronhito do Caldeirão e Acrimolde.

  • António Sousa esteve soberbo em Montalegre

    Se fosse supersticioso, o lousadense estaria preparado para consultar um vidente ou uma bruxa, tal a dose de infortúnio que o tem assolado desde o início da época. Em Montalegre, um incidente na final tirou-lhe uma vitória praticamente “cantada”, depois de ter sido o piloto mais forte dos S1600 durante praticamente todo o fim-de-semana.

    Ausente na prova anterior, António Sousa regressava ao PTRX com a motivação em alta, depois de ter aproveitado o período que editou desde a sua última participação até este Ralicross de Montalegre para rever o Peugeot 208 S1600 e introduzir algumas alterações que, depois de testadas, lhe davam garantias de que seria competitivo no traçado montalegrense.

    Bem, mesmo sem ter saído de lá com o resultado que almejava e que tudo fez para alcançar, António Sousa tem tudo para “se sentir orgulhoso de si e da sua equipa”. O piloto destaca “o andamento incrível que impusemos desde os treinos até às mangas de qualificação. O carro esteve fantástico e eu senti-me sempre seguro para atacar e para andar a fundo!”, transformando esse andamento infernal num domínio avassalador da qualificação, onde venceu as duas mangas de sábado e um no domingo, colocando o seu marco no espaço reservado ao detentor da “pole position”, com todo o mérito.

    Chegado o momento da verdade, o lousadense transformou o Peugeot num míssil, saindo disparado na reação ao semáforo e abordando a primeira curva na liderança e a salvo de qualquer incidente. Rapidamente, construiu uma vantagem e um domínio sobre os demais que atrevia uma vitória clara e natural, mas a sorte nada quis com ele. Aproveitando o seu avanço, o piloto decidiu cumprir a “joker lap” e, no regresso ao traçado habitual, foi vítima de “um toque que me foi dado por um adversário e que julgo que seria perfeitamente evitável. A minha corrida ficou aí arruinada”. O abandono da corrida colocaria António Sousa num inglório 7º lugar final, que em nada recompensa a colossal exibição do craque da SRT Motorsport.

    No fecho, era enorme a “desolação que sentimos. Mas, apesar deste desfecho sabemos que a vitória seria nossa, em circunstâncias normais. mostramos que estamos fortes e que temos talento e potencial para estar sempre na luta pelos triunfos. Vamos tentar seja já em Sever do Vouga!”, na última prova do PTRX 2020, que se realiza nos dias 14 e 15 de novembro.

  • PTRX: toques condicionam resultado de Joaquim Machado

    O Circuito Internacional de Montalegre recebeu, no passado fim de semana, a penúltima prova dos Campeonatos de Ralicross. A que é considerada a divisão rainha, a Super 1600, esteve ao rubro. Em jogo está o título de Campeão de Portugal. Joaquim Machado é um dos candidatos ao primeiro lugar.

    O fim de semana começou com azar no sorteio, a sorte insiste em dar ao piloto lousadense um lugar no final da grelha. Mesmo assim, Machado foi amealhando pontos. No sábado, o terceiro e segundo lugares, obtidos nas duas qualificações, eram suficientes.

    Dada a partida para a terceira corrida de qualificação, Machado ocupa o primeiro lugar na série. Estava bem encaminhado para a vitória. No entanto, toques durante a corrida levaram a que o Peugeot 208 ficasse sem travões“. Foi uma sensação desesperante. Não me apercebi, continuei a andar ao máximo, sempre a defender a primeira posição”, comentou Machado. “Quando precisei de travar, simplesmente os travões não estavam lá, reduzi ao máximo. Nem sei como o motor aguentou. Os corretores foram fatais e não havia como evitar o capotanço”.

    Com a viatura danificada, a Kaxa & Motor teve muito trabalho pela frente. Havia agora que trocar o tubo do travão, danificado devido aos toques. E, acima de tudo verificar os estragos no motor. Uma corrida contra o tempo, onde até a eletrónica teve de ser revista. Tudo pronto para a final, o lugar, ocupado na grelha, não era dos melhores, fruto da ausência na quarta manga. Mas, como sempre, Machado lutou pelo melhor lugar possivel. Conquistou o terceiro lugar na final, o lugar possível e que serve os objetivos.

    A decisão sobre o Campeonato foi adiada para a última prova, que será em Sever do Vouga a 14 e 15 de novembro.

  • PTRX: A sorte nada quis com Frederico Santos em Montalegre

    O regresso do piloto do Mitsubishi EVO VI ao PTRX ficou marcado pela grande exibição que assinou na pista montalegrense e pela “malapata” que parece continuar a querer impedir Frederico Santos de brilhar. Um toque provocou danos no carro e colocou o piloto fora da final.

    Em Lousada, um incidente de corrida arruinou as pretensões de Frederico Santos e, já então, após uma exibição em pista que o estava a colocar entre os candidatos ao pódio ou esmo ao triunfo. Agora e num regresso feito com todo o cuidado e muita ambição, o piloto voltou a não ter o favor divino do seu lado.

    Mas a história da presença de Frederico Santos no Ralicross de Montalegre vai muito mais além do que o desfecho negativo. O piloto, nada receoso por ter de enfrentar carros muito mais potentes do que o seu, rubricou mais uma exibição de fino recorte. Ao longo dos treinos, procedeu “ao teste do carro, que já não conduzia em competição há quase três meses e cedo percebemos que estava ótimo. Fizemos as afinações que entendemos importantes para esta pista e enfrentámos as mangas de qualificação muito motivados”.

    E isso viu-se em pista, nas três primeiras mangas, jogou forte, bateu-se com os fortes SuperCar e dominou as contas da sua divisão, mostrando-se capaz de ombrear com os adversários melhor equipados, sem qualquer receio.

    Mas a sorte quis que ainda não fosse desta vez que Frederico Santos construía o resultado relevante que já merece. Na quarta manga de qualificação, sofre um toque que “danificou uma peça do meu Mitsubishi. A sua substituição em tempo útil revelou-se muito difícil e, perante tal cenário, tivemos que optar por abandonar e começar, de imediato a preparar a prova de Sever do Vouga”. Aí, o piloto quer “voltar a dar tudo e, esperamos nós, vamos acreditar que conseguiremos te ruma prova sem incidentes que nos impeçam de ir à final e aí lutar pelos lugares cimeiros”.

    A jornada final do PTRX vai ter lugar em Sever do Vouga, nos dias 14 e 15 de novembro.

  • Horizon: Um percurso dedicado à descoberta do design do Nissan ARIYA

    Para homenagear os criadores que tornaram possível o crossover coupé totalmente elétrico Nissan ARIYA, a Nissan revela o seu percurso de descoberta com a história não contada sobre o design do ARIYA: Horizon. Uma revista digital personalizada repleta de histórias, fotografias e vídeos exclusivos, a Horizon oferece uma perspetiva sem precedentes sobre a conceção de um automóvel verdadeiramente revolucionário. Contando as histórias de design do ARIYA com detalhes até agora nunca revelados, traça o início do processo de design pela lente das equipas de design altamente qualificadas da Nissan.

    Mergulhando bem no centro da Nissan Design Europe, o foco da Horizon vai desde designers e gestores de cores, a moldadores de argila e modeladores digitais. As piadas pessoais partilhadas por estas equipas revelam as paixões, inspirações e criatividade que deram origem à conceção do ARIYA, desvendado com exatidão a forma como o primeiro esboço foi transformado num conceito de design detalhado. Desde a estreia mundial do ARIYA, em julho, os clientes espalhados pela Europa mostraram um grande entusiamo pelo automóvel, sendo que mais de 10.000 pessoas registaram já o seu interesse.

    «A inovação é definida olhando para além do horizonte, explorando os limites da tecnologia e da criatividade para criar algo novo e entusiasmante. É precisamente isso que o design do Nissan ARIYA representa», explicou Matthew Weaver, Vice-presidente da Nissan Design Europe.

    Reveladas ao longo de uma série de seis histórias exclusivas, as funcionalidades oferecem aos leitores detalhes sobre como o conceito de design do ARIYA ganhou vida, incluindo conversas fascinantes entre designers, diários de design dos artesãos por detrás do automóvel e uma exploração dedicada à influência da arte japonesa. Cada história oferece um olhar mais atento para o trabalho de equipa, dedicação e paixão que ajudaram a definir o ARIYA como o novo ícone de Mobilidade Inteligente da Nissan e um automóvel que superará as expectativas do cliente.

    As histórias cativantes que se podem ler na Horizon ganham ainda mais vida graças a uma empolgante série de vídeos, disponíveis em toda a revista digital e no canal do YouTube da Nissan. A revista estará disponível em formato impresso com uma tiragem limitada e digitalmente.

    Weaver acrescenta: «O ARIYA abre um novo capítulo para a Nissan. Representa a nossa nova linguagem distinta de design: Futurismo Japonês Intemporal. Esta filosofia honra o ADN japonês da Nissan com uma perícia requintada, mas integra também uma perspetiva inovadora em torno da nossa visão para um futuro mais ligado e elétrico». O trabalho árduo, a dedicação e a paixão que as equipas da Nissan Design Europe e de todo o mundo depositaram no ARIYA deram vida a esta visão. Através da Horizon, podemos partilhar as nossas próprias experiências sobre como essa visão está a ser totalmente concretizada com o ARIYA e o que isso significa para todos aqueles que estiveram envolvidos na sua conceção. Esperamos que a nossa história permita que as pessoas mergulhem totalmente num mundo novo e emocionante do design de automóveis elétricos», conclui Weaver.

    Também pode juntar-se às 10.000 pessoas que já registaram o seu interesse e ser o primeiro a receber atualizações exclusivas sobre o ARIYA visitando o site da Nissan em Portugal. A e-zine Horizon está disponível aqui. A Horizon tem uma funcionalidade de partilha no canto superior direito da versão digital para que possa ser partilhada com outras pessoas e a série de vídeos no YouTube pode ser vista aqui.

  • PTRX: João Novo dá nova vitória às cores da Motofil

    O jovem craque esteve imparável entre os SuperCar em Montalegre e conquistou a vitória que tem vindo a perseguir. Já Gonçalo Novo registou mais um pódio entre os iniciados, depois de uma corrida de grande nível que o levou até ao segundo posto.

    O Ralicross de Montalegre, penúltima prova da temporada 2020 do PTRX, revelou-se uma jornada onde a equipa Motofil voltou a provar todos os seus pergaminhos e a sua demanda constante pela primazia. Novamente apostando numa dupla frente, ao inscrever João Novo e o Peugeot 206 SuperCar na divisão mais 2musculada e Gonçalo Novo e o Toyota Starlet na Iniciação, a Motofil apresentou-se no circuito raiano ao Gerês com o propósito firme de brilhar.

    E se bem o fez e preparou, melhor o executou. A jornada viria a revelar-se um recital de condução e capacidade técnica dos pilotos e da equipa, acrescentando ao palmarés mais um fantástico resultado de conjunto.

    E aqui, o destaque vai para João Novo. Cada vez mais sólido na sua condução e na adaptação aos SuperCar, o piloto da Motofil não deu veleidades à forte concorrência que enfrentou e dominou a seu belo prazer as mangas de qualificação, garantindo a pole position para a corrida de todas as decisões. Aí, a luta foi árdua, transformando a corrida num fantástico espetáculo e, apesar da forte oposição que só valoriza a sua exibição, João Novo resistiu e chegou solidamente à bandeirada de xadrez no comando, reclamando um triunfo tão justo quanto brilhantemente alcançado.

    No fecho da prova, o piloto estava “muito feliz por ter chegado a esta vitória, que vinha perseguindo e que só não aconteceu ontem por pequenos incidentes. Estou a evoluir e sinto-me muito capaz de discutir os triunfos em todas as circunstâncias. Vamos a Sever do Vouga para tentar vencer de novo”.

    Gonçalo Novo conquista mais um pódio

    Por seu lado Gonçalo Novo voltou a rubricar uma exibição bem conseguida nas lides da Iniciação. Desde o início do programa do fim-de-semana, que conseguiu colocar o seu Toyota Starlet na luta pelos lugares cimeiros, chegando à final em condições de garantir o pódio, feito que alcançou com talento e naturalidade, registando mais um excelente 2º lugar, que se transforma numa boa operação pontual para as contas finais do campeonato. O piloto sentiu-se “sempre muito bem, ao longo de toda a prova. Não cometi erros, o carro esteve excelente e consegui sempre estar na luta. Saio de Montalegre muito motivado para terminar em beleza o campeonato”.

    A jornada final do PTRX 2020 vai ter lugar em Sever do Vouga, nos dias 14 e 15 de novembro.

  • E vão duas vitórias consecutivas para Jorge Machado!

    Que final de época para o lousadense! Verdadeiramente endiabrado e a tocar as raias da perfeição, Jorge Machado alcançou em Montalegre a segunda vitória consecutiva e é agora um dos mais fortes candidatos ao título na Divisão S1600.

    Primeiro Mação e agora Montalegre. Jorge Machado está a revelar todo o seu talento e, principalmente, toda a sua capacidade estratégica para ler de forma perfeita cada momento em cada corrida.

    Iniciou a sua “faena” com uma utilização assertiva dos treinos onde “quis sobretudo afinar bem o Citroen C2 para um fim-de-semana que eu previa ser difícil e muito competitivo. A pista de Montalegre é muito desafiante e exige muito rigor na abordagem a cada curva. Saímos dos treinos satisfeitos com a afinação do Citroen e, felizmente, a mesma revelou-se perfeita para as qualificações, onde rodamos sempre fortes e a conseguir evitar as confusões próprias das corridas nesta divisão tão forte e tão espetacular!”. O craque lousadense esteve sempre na luta pelos lugares cimeiros e conseguiu um lugar na segunda fila da grelha de partida para a corrida decisiva.

    E, no momento da verdade, veio ao de cima a concentração e a experiência de Jorge Machado. Sai que nem uma bala e sobe ao terceiro lugar, onde roda a salvo dos toques e respondendo a rodas as pressões dos pilotos que vinham atrás. Na reta final da corrida, a sua consistência deu fruto e, perante um toque entre os dois primeiros, subiu ao comando da corrida e não mais o largou até à bandeirada de xadrez, conquistando, com todo o mérito, a segunda vitória consecutiva da temporada!

    Já com a Citroen C2 S1600 no parque fechado e com o capacete no braço, Jorge Machado não escondia a alegria nascida “de mais uma vitória incrível, que vem recompensar todo o esforço que eu e a equipa fizemos ao longo da temporada. Passamos por momentos difíceis, onde o azar nos bateu à porta, mas agora tudo está a ficar alinhado e somos os únicos a termos conseguido repetir um triunfo nesta temporada!”, coroando “da melhor forma este regresso à competição, após vários anos parado. Estou muito feliz!”.

    A merecida comemoração terá de ser breve porque, com mais esta vitória, Jorge Machado está agora numa posição privilegiada para atacar o título nacional e promete “dar tudo em Sever do Vouga para ser campeão!”. O campeonato terá a sua última e decisiva corrida nos dias 14 e 15 de novembro.

  • Desafio Kumho: Fernando Peres dá lição em Vila do Bispo sobre a arte de dominar um rali!

    Passam os anos, mas a arte e o talento continuam lá. O piloto portuense, acompanhado por José Pedro Silva, foi ao rali Vila do Bispo vencer e convencer. 5 especiais, outras tantas vitórias e mais um triunfo, oferecendo assim mais uma vitória absoluta aos pneus Kumho.

    Já em 2019, a dupla da Peres Competições tinha logrado executar uma “faena” idêntica, então no Rali Alitém. Quando em pisos de terra, Fernando Peres eleva o seu nível a um patamar que fica ao alcance de poucos e, desta feita em Vila do Bispo, o portuense voltou a não dar veleidades, ganhando tudo o que havia para ganhar e construindo uma vitória mais do que justa. À vitória no rali, juntou obviamente o domínio na Divisão 1 do Desafio Kumho Portugal 2020, que aqui tinha uma tripla jornada, ao contar para os Desafios terra, Centro e Sul.

    O 2º lugar foi ocupado pela dupla formada por Daniel Ferreira e Rodrigo Pinheiro, num Mitsubishi Carisma GT preparado pela Domingos Sport. Estes foram autores de uma prova muito positiva, sendo sempre segundos nas contas da divisão e assegurando ainda no final um bom 6º posto na geral. Quase que a “papel químico”, Rui Rijo e Gonçalo Assunção rodaram sempre no 3º posto e foi aí que concluíram a prova, tendo ainda conseguido que o seu Mitsubishi Lancer EVO IX os levasse até ao Top 10 absoluto do rali.

    A discussão do 4º lugar deu-se com um interessante duelo entre os dois Subaru Impreza inscritos na Divisão 1 Kumho. E seria a equipa estreante entre a “armada” Kumho a superiorizar-se. Vasco Tintim e a sua filha Filipa Tintim controlaram os acontecimentos, terminando no 4º posto, amealhando no final um avanço de 25 segundos sobre José Batista e Jorge Rita, que, mesmo assim, garantiram um excelente quinto lugar.

    Rui Mendes resistiu e venceu a batalha da Divisão 2

    Com um Toyota Corola 2.0 a funcionar que nem um relógio suíço, Rui Mendes e Bruno Pedrosa foram os grandes vencedores em Vila do Bispo, no que respeita às contas da Divisão 2 Kumho.

    Rápidos, constantes e focados em não cometer erros nem forçar a mecânica, Mendes e Pedrosa foram quatros na especial inaugural, saltaram para o terceiro posto na 2ª PEC e chegaram ao comando na terceira classificativa, de onde mais não foram desalojados. O trinfo dá-lhes assim alento para lutar pelo troféu a Sul. Mas quem dominou no início da prova esta divisão foi a dupla formada por Marco Ferreira e Edgar Gonçalves, imperiais nas duas primeiras especiais, que venceram, mas, no 3º troço, uma ligeira saída de estrada afetou o seu Citroen Saxo VTS, levando-os ao abandono.

    O pódio ficou completo com Viana Martins/Vítor Viegas (Opel Astra GSI) no segundo posto, cabendo a Bonito Ramos/Florival Neto (Peugeot 207) subir ao último degrau do pódio. A virtude competitiva das duas duplas ditou-lhes essas recompensas para as exibições sem mácula que realizaram. Sempre regular e no passo certo, Jaime Falcão voltou a “entregar a carta a Garcia”, registando mais um rali terminado e logo com um bom quarto posto e voltando a amealhar preciosos pontos. A regularidade compensa sempre!

    Paulo Anselmo e Eduardo Gonçalves quase que não chegaram a aquecer, pois desistiram logo no segundo troço, quando estavam na luta pelo comando da Divisão 2, devido a problemas mecânicos no seu BMW 318i. A lista de desistentes incluiu ainda Filipe Silva e Ricardo Martins. Crónicos candidatos a lutar pelos lugares de topo na Divisão 2, ainda forma terceiros no primeiro troço, mas, a partir daí, o motor do Citroen Saxo VTS decidiu começar a falar até os forçar a desistir.

    O 3º Desafio Kumho Portugal volta às lides já nos próximos dias 30 e 31 de outubro. A norte, o Rali Terras D’Aboboreia acolhe uma jornada a contar para os Desafios Terra e Norte, enquanto a sul, será em Portimão que se disputará mais uma jornada dos Desafios Asfalto e Sul.

  • Vitória em Magny Cours reforça comando de Miguel Cristovão

    Miguel Cristóvão, na companhia dos seus colegas de equipa, venceu este sábado a terceira ronda da temporada deste ano das Ultimate Cup Series, realizada em Magny-Cours, estendendo a sua liderança no Campeonato de Pilotos.

    O piloto de Cascais e a sua equipa tinham um intenso desafio pela frente, uma vez que para além da oposição, tinham de lidar com uma corrida realizada maioritariamente à noite, uma vez que a prova de quatro horas teve o seu início às 17h40 e o Sol pôr-se-ia às 18h54, o que deixava quase três horas de prova disputadas na obscuridade do traçado situado no centro de França.

    No entanto, o dia começou bem para Miguel Cristóvão, Julian Wagg e Alessandro Ghiretti que conquistaram da parte da manhã a pole-position para a corrida do final da tarde, elevando as expetactivas do trio do Ligier JS P3 número oitenta e oito da Team Virage. O piloto português voltou a ser o responsável pelo primeiro turno de condução e, depois de um bom arranque, começou a cavar uma vantagem para os seus perseguidores que ultrapassou os doze segundos, quando estavam cumpridas vinte e quatro voltas.

    No entanto, uma situação de Safety-Car acabaria por anular o esforço de Miguel Cristóvão, decidindo a equipa chamá-lo à boxe para realizar uma primeira paragem. Numa estratégia diferente da dos seus rivais, o piloto de Cascais passou a adoptar um ritmo intenso, no que foi seguido pelos seus colegas de equipa, acabando o trio do carro oitenta e oito por cruzar a linha no primeiro lugar com uma volta de vantagem para o segundo, vencendo pela segunda vez este ano em três corridas.

    “Fomos competitivos ao longo de todo o fim-de-semana e sabíamos que poderíamos vencer, mas as condicionantes de uma prova tão longa e disputada à noite poderiam jogar contra nós. Imprimimos um ritmo forte desde o início para podermos estar ao abrigo de qualquer contrariedade e o Safety-Car no meu turno mostrou que tudo podia acontecer. Contudo, a equipa reagiu muito bem, mudando a estratégia e, depois, com um ritmo forte, conseguimos colocar-nos ao abrigo de problemas e vencer confortavelmente”, afirmou o português.

    Com o resultado de Magny-Cours, Miguel Cristóvão estenderam a sua liderança no Campeonato de Pilotos das Ultimate Cup Series, quando metade da temporada está realizada, deixando o português confiante para as restantes corridas, duas delas realizadas em Portugal. “Com esta vitória temos uma vantagem mais alargada no comando do campeonato precisamente quando estamos na viragem da época. Os nossos adversários não nos vão dar facilidades, mas temos mostrado um nível competitivo muito elevado, o que nos deixa optimistas na luta pelo título. Para além disso, vamos terminar o campeonato no nosso país, o que me deixa ainda mais entusiasmado”, concluiu o português.

    A próxima prova da Ultimate Cup Series disputa-se também em Navarra, Espanha, nos próximos dias 13 – 15 de Novembro.

    CALENDÁRIO 2020
    3 a 6 de Setembro  – Dijon – França
    24 a 27 de Setembro  – Magny-Cours – França
    15 a 18 de Outubro – Magny-Cours – França
    12 a 15 de Novembro  – Navarra – Espanha
    26 a 29 de Novembro – Algarve – Portugal
    10 a 13 de Dezembro – Estoril – Portugal

  • João Vieira saiu satisfeito do Estoril Classic Festival

    João Carlos Vieira ao volante do seu bonito Porsche 914, esteve presente no Estoril Classic Festival, que teve lugar no autódromo do Estoril, onde demonstrou logo as suas intenções, tendo sido autor de grandes prestações. 

    O piloto que defende as cores da Jocavi e utiliza um 914 da marca de Estugarda, saiu do Autódromo do Estoril com a certeza de que tinha realizado uma prestação muito positiva na edição 2020 do Estoril Classic Festival.

    No fecho, João Vieira falou-nos um pouco do que foi esta prova, começando por nos dizer que “estou uito satisfeito por ter concluído dentro do Top 20 a corrida dos Historic Endurance e isto entre quarenta  participantes e onde o nível é muito alto”. O piloto refere, no entanto, que o resultado poderia ter sido melhor porque “fiz dois  piões que me retiraram cinco ou seis posições à geral, ao que acresceu uma penalização de trinta segundos por não ter cumprido o tempo obrigatório de paragem”.

    Por outro lado, como utilizou “pneus usados e por ter feito uma má escolha de pressões, começaram a aquecer demais na segunda parte da corrida e fui obrigado a levantar o pé. Só tenho a queixar-me de mim mesmo por ter falhado duas vezes e por não ter pensado da melhor forma para uma corrida de 50 minutos.