Autor: VMotores

  • Vogue Café Porto: o chá está servido

    A tradição inglesa impõe que seja servido às 5 da tarde, mas no Vogue Café o menu de lanche está disponível entre as 16h00 e as 18h30 para um final de tarde reconfortante, depois do bulício das compras de Natal. 

    O Vogue Café Porto tem uma novidade que promete aquecer as tardes de outono. O novo menu de chá, servido entre as 16h00 e as 18h30, é o pretexto perfeito para uma pausa depois das compras de Natal. 

    Localizado no epicentro da baixa portuense, o espaço mais trendy da cidade preparou um menu perfeito para partilhar. Entre os sabores de conforto então duas opções de sanduíches, uma de salmão e crème fraîche e outra de presunto bísaro, tomate e maionese de azeite, os tradicionais scones, servidos com manteiga e compota caseira e uma seleção de pastelaria fina. Para acompanhar, há uma variedade de bebidas quentes, entre café, cappuccino, latte e chás biológicos do Douro, que se complementam com sumo natural de laranja e um flute de espumante, para brindar ao momento.

    O menu tem o valor de 20€, sendo que acresce para os 24€, com a opção do flute de espumante.

    Além do menu de chá, o Vogue Café renovou também os sabores da sua carta, adaptados à estação. Mantendo o cruzamento entre a cozinha mediterrânea e paladares exóticos, as novidades apresentam, nas entradas, Dim Sum de borrego com molho de soja e citrinos (9€), ou Cocochas de bacalhau com cogumelos e molho de carne (12€). Nos pratos principais, destaque para o Robalo com puré de aipo fumado, cebolete e lentilhas (22€) e para o Salmão grelhado com risotto de alho francês, lima e açafrão (19€). Entre as novas tentações doces, estão o Cheesecake de manteiga de amendoim (7€) ou o Charlotte de morango e baunilha.

  • Gonçalo Figueiroa e José Janela Entrevista VMotores

    Gonçalo Figueiroa é considerado um dos mais espetaculares e rápidos pilotos de ralis da atualidade.
    A VMotores foi até Leiria para conhecer melhor a sua curta mas bem sucedida carreira.
    José Janela, o consagrado navegador que faz equipa com o piloto do oeste, juntou-se à conversa conduzida pelo jornalista Joaquim Amândio Santos e pelo editor de imagem Armando Leitão.

  • 250 Km do Estoril: Group 1 Portugal, emoções, alegrias e tristezas em duas horas de corrida

    O Group 1 Portugal encerrou este domingo a temporada de 2019 com os tradicionais 250 Km do Estoril, que já são uma tradição para equipas e pilotos desta competição. As duas horas de corrida promovem as incertezas no resultado até ao final, até porque os moldes da corrida fogem às regras daquilo a que os pilotos do Group 1 Portugal estão habituados.

    A sessão de qualificação desenrolou-se bem cedo, com uma bela manhã de sol e foi o Ford Escort RS 2000 do trio Diogo Lopes/Martins/Soares com o tempo de 2:05.303, a ser o mais rápido, seguido da dupla Dias Pedro/Pereira, com uma diferença de apenas 0,125 centésimas em Ford Escort idêntico. Não que isso interesse muito numa prova de duas horas, mas é a previsão para uma fantástica corrida. A terceira posição da grelha foi conseguida por outro Ford Escort RS 2000, com a dupla Vieira/Cruz e estas três equipas dominam também a categoria H81-2000.

    O primeiro dos H81-Max foi o atual líder da categoria, o potente Jaguar XJS V12 que habitualmente é pilotado apenas por André Castro Pinheiro, mas que desta vez tem o talentoso piloto Francisco Sande e Castro para dividir o volante, a ocupar a quinta posição da grelha. Francisco Sande e Castro que pilotou um carro similar nos anos 80 e é como um regresso ao passado para o piloto Sande e Castro. Nesta categoria, o segundo mais rápido na sessão de qualificação foi o Ford Capri MKIII V6 dos irmãos Fresco, que desta vez também trazem o companheiro Rui Salgado. Na terceira posição dos H81-Max estão Nunes/Dal Maso em Porsche 924 Turbo a apenas 0,28 centésimas dos seus precedentes.

    Nos H81-1600, são os Golf GTi a dominar os primeiros lugares, com os pilotos Carlos e Nuno Matos a serem os mais rápidos, em segundo a tripla Gaspar/Amara/Ferreira e no terceiro qualificaram-se Cerveira Pinto/Pedro Liberal, todos praticamente dentro do mesmo segundo.
    Na H71-1600, o mais rápido foi o Alfa Romeo Giulia de João e Miguel Ribeiro, mas terá o BMW 1600 Ti de Paulo Antunes/Pinto Abreu no seu encalço.

    Na Production Cup, dos nove Datsun 1200 a alinharem nesta prova, os mais rápidos foram Freitas/Magalhães, a dupla que leva o líder da categoria e em segundo surge a parelha Santos Mendonça/Neto, com os terceiros a serem Pinto Abreu/Rebelo Martins, prometendo uma corrida muito animada face aos tempos muito próximos.

    O Troféu Mini apresentava na “Pole Position” a tripla Sales/Salvada/Cavaleiro e Silva, seguido de Affonso/Veiga e de Rêgo/Leal mas a luta entre os sete magníficos Mini promete ser animada.
    Nota também para o Ford Escort RS 2000 do pai e filho Gaspar, que não rodou na qualificação por problemas técnicos, mas que é sempre um forte candidato aos lugares cimeiros e vai partir do último lugar da grelha.

    Corrida de duas horas decidida nos últimos 5 minutos 

    Depois de uma manhã solarenga, nada fazia prever o início da corrida para os 250 km do Estoril do Group 1 à chuva. A verdade é que na partida para a última corrida do ano, caía uma chuva miudinha que deixava antever um início complicado em termos de aderência, mas a mestria e o cuidado acrescido dos pilotos conscientes que estão no início de uma prova de duas horas, fez com que a partida corresse sem incidentes.

    O Ford Escort RS 2000 de Dias Pedro/Pereira ganha a dianteira ao Ford idêntico de Diogo Lopes/Martins/Soares, que saía da Pole Position, com outro Ford Escort RS 2000, da dupla Vieria/Cruz logo atrás. O Golf Gti do trio Gaspar/Amaral/Ferreira faz um bom arranque e sobe ao quarto lugar, afirmando-se ainda mais líder da categoria H81-1600 e relegando o Ford Escort RS 2000 de Macedo/Gago para quinto e o Jaguar XJS V12 de Castro Pinheiro/Sande e Castro para sexto, este último que continuava a liderar a categoria H81-Max. Logo de seguida vinham dois VW Golf GTi, os segundo e terceiro da categoria H81-1600, o primeiro de Carlos Matos/Nuno Matos e o outro de Cerveira Pinto/Pedro Liberal. Os dois gladiadores da H71-1600 arrancavam juntos, o Alfa Romeo Giulia de João e Miguel Ribeiro e o BMW 1600 Ti de Paulo Antunes/Pinto Abreu e seguiam em luta direta, enquanto na Production Cup, o Datsun 1200 conduzido por Freitas/Magalhães mantinha-se líder da categoria, mas com outro Datsun de Posser/Guedes no seu encalço, sendo Santos Mendonça/Neto os terceiros. No Troféu Mini, o equilíbrio era o que se esperava, com o modelo de Affonso/Beirão da Veiga na frente da luta a três com Dal Maso/Carvalhosa e Sales/Salavada/Cavaleiro e Silva, com constantes trocas de posições até este último se atrasar nesta luta e deixar os outros dois sozinhos, mas sempre com o Mini de Rego/Leal à espreita, que aos 20 minutos de corrida já rodava junto dos dois primeiros. Mais atrás, o trio Sales/Salvada/Cavaleiro e Silva fazia o Mini recuperar posições depois do deslize em pista e na Production Cup o Datsun 1200 de Posser/Guedes ascendia à liderança da categoria. Lá na frente, tudo igual, com o Ford Escort RS 2000 de Dias Pedro/Pereira a liderar, o Golf GTi de Gaspar/Amaral/Ferreira em quarto a liderar a categoria H81-1600 e o Jaguar XJS V12 de Castro Pinheiro/Sande e Castro a comandar os H81-Max.

    Depois da primeira paragem e quando ainda faltava mais de uma hora para o final da corrida, o Ford Escort RS de Diogo Lopes/Martins/Soares assalta a liderança da prova e remete o Ford Escort idêntico de Dias Pedro/Pereira para o segundo posto. O VW Golf Gti de Gaspar/Amaral/Ferreira beneficiava das condições meteorológicas adversas para subir a um fantástico 3º lugar da geral e consolidar a posição de líder na categoria H81-1600. O Jaguar XJS V12 de Castro Pinheiro/Sande e Castro mantinha-se no sexto lugar a liderar a categoria H81-Max, com o Porsche 924 Turbo de Nunes/Dal Maso em segundo e o Ford Capri MKIII V6 dos irmãos Fresco em terceiro. É por esta altura que o Golf Gti de Carlos e Nuno Matos entra nas boxes, quando era 3º dos H81-1600 para abandonar a corrida. Na Production Cup, o líder mantinha-se o Datsun 1200 de Posser/Guedes, agora com Santos Mendonça/Neto no seu encalço e Pinto Abreu/Rebelo Martins no terceiro lugar. Na animada luta entre os Mini, a dupla Rego/Leal era agora líder, com Affonso/Beirão da Veiga logo atrás, seguidos por Dal Maso/Carvalhosa sempre muitos junto. Enquanto isso, nesta altura o Mini de Borreguero/Ferrão/Marques perseguia-os. Mais atrás, a dupla Neves/Santos e Sales/Salavada/Cavaleiro e Silva digladiava-se pela melhor posição entre eles.

    A abertura da segunda janela para troca de pilotos cria uma azáfama incrível nas boxes e o líder do momento Ford Escort RS 2000 de Dias Pedro/Pereira são os primeiros a parar. Com tanta ocorrência ao pit lane gera-se trânsito para os reabastecimentos, numa altura em que o Jaguar XJS V12 de Castro Pinheiro/Sande e Castro, líder da categoria H81-Max entra nas boxes e não volta a sair devido a ao sobreaquecimento dos travões. O Datsun 1200 do líder da classificação da Production Cup, Francisco Freitas, também entra nas boxes e um problema elétrico não o deixa regressar à pista, deitando por terra a vitória final na categoria.

    No final desta segunda janela o Ford Escort RS 2000 de Dias Pedro/Pereira mantém-se a liderar o pelotão, com o suspeito do costume, o outro Ford Escort idêntico de Diogo Lopes/Pereira em sua perseguição. O terceiro desta categoria H81-2000 era mais um Ford Escort RS 2000 de Vieira/Cruz que seguia agora na quinta posição. O Porsche 924 Turbo de Nunes/Dal Maso assume a liderança da categoria H81-Max e segue em sexto lugar, com o Ford Capri MKIII V6 dos irmãos Fresco/Salgado em segundo da categoria, mas a sensação do momento é o Golf GTi de Gaspar/Amaral/Ferreira que ocupa a terceira posição e lidera a categoria H81-1600, com o outro Golf Gti de Cerveira Pinto/Pedro Liberal em segundo da categoria, ainda que mais atrasado.

    Na Production Cup é o Datsun 1200 de Santos Mendonça/Neto que passa a ser o líder, com a dupla Pinto Abreu/Rebelo Martins na segunda posição e Mourato Gordo/Rodrigues a surgirem no terceiro posto desta disputada categoria. Nos Mini, o líder passava a ser a parelha Affonso/Beirão da Veiga, que não podia relaxar já que continuava a ter em sua perseguição duas duplas: Rego/Leal e Dal Maso/Carvalhosa, sempre com parcas diferenças entre si.

    Mas é na entrada na terceira e última janela de troca de pilotos que continua a haver mais surpresas. A corrida às boxes dá-se novamente em grande número ao mesmo tempo e a azáfama entusiasma todos os que observam os movimentos de carros e equipas no pit lane. Quando se fecha o tempo desta última janela de oportunidade, as condições atmosféricas, com a chuva que teima em não parar de cair, deixam a pista com algumas armadilhas e com uma condução difícil. É notória a luta dos pilotos com os bólides e também que alguns aumentam os seus tempos por volta, mas o Ford Escort RS 2000 de Dias Pedro/Pereira é cada vez mais líder. Esperava-se um desfecho tranquilo para os dois pilotos, mas uma penalidade de Stop & Go por incumprimento do tempo de paragem, a 10 minutos do final da corrida faz com que, a apenas 4 minutos do final e depois do cumprimento do castigo por parte  desta dupla, o Ford Escort RS 2000 de Diogo Lopes/Martins/Soares assuma a liderança da prova e as duas últimas voltas foram de tirar o fôlego, com os dois Ford Escort RS 2000 a disputar a prova até ao último metro. Acabou por ser o trio Lopes/Martins/Soares a levar a bandeira de xadrez em primeiro mas com uma vantagem de menos de dois segundos para Dias Pedro/Pereira. Com este resultado, Diogo Lopes e Filipe Martins sagram-se vencedores da categoria H81-2000 do Group 1 Portugal. Os terceiros a cortar a meta e também terceiros da categoria H81-2000 foram Vieira/Cruz e logo atrás cruza a meta o Golf Gti de Cerveira Pinto/Pedro Liberal, que num volte de face na categoria H81-1600, acabam por vencer por apenas um ponto esta categoria com a vantagem de apenas um ponto para Madalena Gaspar, que corta a meta em segundo.

    Na H81-Max é o eficaz Porsche 924 Turbo de Nunes/Dal Maso a vencer, com o espetacular Ford Capri MKIII V6 dos irmãos Fresco e Rui Salgado a ser segundo, mas o título desta categoria já não fugiu a André Castro Pinheiro com o seu Jaguar XJS V12. Enquanto isso, o Alfa Romeo Giulia de João e Miguel Ribeiro acabam por vencer a luta com o BMW 1600 Ti de Paulo Antunes/Pinto Abreu na categoria H71-1600 e levam também a coroa desta categoria.

    Na concorrida Production Cup, Santos Mendonça/Neto vencem de forma consolidada a prova, mas é a dupla Pinto Abreu/Rebelo Martins, que corta a meta em segundo lugar a fazer a maior festa, já que Tomás Pinto Abreu se sagra vencedor da categoria com este resultado, mas não sem antes apanharem um susto quando o vidro do seu Datsun 1200 se começa a embaciar e levam um Drive Through na fase final devido a tempos de paragem, o que fez aproximar perigosamente a dupla Posser/Guedes que cruza a meta em terceiro lugar da categoria.

    No competitivo Troféu Mini, a emoção também esteve ao rubro até ao final. Os vencedores da corrida foram Affonso/Beirão da Veiga, embora os segundos classificados na prova Rego/Leal, tenham vendido caro este triunfo, mas quem mais sorriu foi a dupla Dal Maso/Carvalhosa, que foram os terceiros a cortar a meta, mas que com este resultado levam o titulo de vencedor do Troféu ao jovem Guilherme Dal Maso.
    À parte do Troféu Mini, o Mini Cooper do trio Maciel/Aniceto/Lourenço terminou em 23º lugar, no meio da comitiva do Troféu e venceu a categoria 1052.

    Para Diogo Ferrão “é um orgulho ter pilotos e equipas tão bem preparadas como as que temos no Group 1 Portugal, pois mesmo com estas condições climatéricas adversas não houve situações complicadas em pista. Nada fazia prever este desfecho depois de uma manhã de sol, mas só veio provar a excelente qualidade de pilotos que temos. Também não posso deixar de frisar que praticamente todas as categorias entraram para a última corrida com a classificação final em aberto e quase todas tiveram um desfecho diferente do que se esperava nos últimos cinquenta minutos de corrida, o que não deixa de ser fantástico e prova, mais uma vez, a competitividade desta grelha. No final, é um prazer enorme ver a satisfação dos pilotos e que mostram vontade de regressar para mais uma edição dos 250 km do Estoril, que este ano foi uma montanha russa de emoções”.

  • GT4 South European Series : fim de festa molhado com vencedor habitual e últimos títulos atribuídos

    A primeira temporada das GT4 South European Series chegou ao fim este domingo no Autódromo do Estoril, com duas corridas bastante disputadas, em que as condições atmosféricas tiveram um papel relevante e em que a dupla Miguel Cristóvão/Francisco Abreu voltou a estar intocável. Este final de festa serviu também à celebração da Veloso Motorsport como Campeã de Equipas e de Francisco Carvalho como Campeão da categoria AM Cup.

    A primeira corrida da competição apoiada pela Betano Portugal foi disputada logo pela manhã, estando a pista ainda húmida da noite, mas isso não impediu Francisco Carvalho de realizar um arranque fulgurante, ascendendo ao comando ao passar pelo meio dos Mercedes-AMG GT4 da Bullitt Racing, pilotados por Stephen Pattrick, que alinhou na pole-position, e Ian Loggie, segunda posição da grelha de partida.

    Entretanto, Miguel Cristóvão iniciava a sua recuperação, ganhando uma posição a Mariano Pires, debilitado fisicamente devido a uma amigdalite, terminando a primeira volta na terceira posição a pressionar o segundo lugar de Ian Loggie, passando-o na travagem para a Curva 1, na segunda volta. Francisco Carvalho tinha já uma vantagem de mais de dois segundos sobre o piloto do Mercedes-AMG GT4, evidenciando um ritmo fortíssimo aos comandos do seu Porsche Cayman GT4 da Veloso Motorsport.

    O vencedor da Pro-Am Cup, na companhia de Francisco Abreu, apontou o seu objectivo para o carro de Zuffenhausen e foi-se aproximando lentamente do líder da corrida, alcançando-o quando estavam decorridas nove voltas. Na seguinte, o piloto de Cascais saiu bem da Parabólica, assumindo o comando na travagem para a Curva 1.

    Miguel Cristóvão passou a ganhar vantagem para Francisco Carvalho, entregando o Mercedes-AMG GT4 número oitenta e oito a Francisco Abreu com uma liderança muito confortável para os seus perseguidores. O piloto da Madeira imprimiu um ritmo avassalador, assinando pelo caminho a volta mais rápida da corrida, para assegurar a sexta vitória da temporada do duo.

    O Porsche Cayman GT4 acabaria por se atrasar na classificação geral, devido a um problema com o limite de velocidade na via das boxes quando Fábio Mota entrou em pista, mas ainda assim, o piloto de Vila Nova de Gaia levaria o carro germânico até ao quinto lugar da geral, vencendo entre os concorrentes da Am Cup.

    A luta pelos restantes lugares do pódio da Pro-Am Cup foi uma questão entre os homens da Bullitt Racing, uma vez que o Ginetta G55 GT4 da ABM Grand Prix sofreu uma penalização de um Stop & Go de três segundos devido uma infracção no seu Pit-Stop, tendo César Machado visto a bandeira de xadrez no quarto lugar.

    Andy Meyrick, no Mercedes-AMG GT4 #33, saiu das boxes no terceiro posto, lançando-se na perseguição ao seu companheiro de equipa, Callum McLeod. Os dois carros da formação espanhola lutaram ao longo de diversas voltas pelo segundo lugar, acabando Andy Meyrick, que faz equipa com Stephen Pattrick, por subir a segundo a três voltas do final, ficando Callum McLeod, juntamente com Callum Illott, no degrau mais baixo do pódio.

    Na GTC Cup, Marmaduke Hall e Edward Moore sentiram problemas no motor do seu Ginetta G50 GT4, que falhava, acabando por ser Jemma Moore a vencedora, estreando-se no degrau mais alto do pódio e afirmando-se como a mais jovem triunfadora na ainda curta história das GT4 South European Series.

    Pela parte da tarde disputou-se a segunda corrida do fim-de-semana e última da temporada. Com a chuva e o nevoeiro a fazerem-se sentir no Autódromo do Estoril, o pelotão saiu para a pista atrás do Safety-Car. Porém, visto que as condições de segurança não estavam reunidas, a direcção de corrida chamou todos os carros ao pitlane e aguardou que melhores condições atmosféricas se fizessem sentir. A troca de pilotos foi feita sob bandeira vermelhas e apenas houve treze minutos de tempo de qualidade de corrida. Pouco depois do recomeço o Ginetta G55 GT4 da ABM Grand Prix, o carro que tinha saído da pole-position, foi forçado a abandonar com problemas técnicos.

    Para o último “sprint” da temporada, Cristóvão, que herdou momentaneamente a liderança, perdeu dois lugares, um para o Mercedes-AMG de Pattrick e outro o Tockwith Motorsports de Hall, mas o piloto local recuperou logo de seguida o lugar perdido e fugiu rumo ao sétimo triunfo consecutivo da temporada.

    Num final de corrida realizado sob condições muito difíceis, Loggie e Pattrick viram as bandeiras de xadrez no segundo e terceiro posto da classe Pro-Am.

    O triunfo na AM Cup voltou a ficar nas mãos da dupla Carvalho/Mota que teve a particularidade da dupla do Porsche da Veloso Motorsport ter terminado a corrida no segundo posto da geral. Esta dupla vitória permitiu a Francisco Carvalho superar na tabela de pontos da categoria AM Cup o rival CO Jones, tornando campeão da categoria no cair do pano.

    Resolvidos os problemas no seu carro, os campeões da classe GTC, Moore e Hall, celebraram mais um triunfo na categoria GTC, superando a jovem piloto Jemma Moore que arrancou do pitlane e já com uma volta de atraso.

    Com os resultados deste fim-de-semana, a portuguesa Veloso Motorsport sagrou-se Campeã de Equipas, com 111 pontos, contra 79 pontos da britânica Tockwith Motorsports e 58 pontos da francesa ABM Grand Prix.

  • Luis Nunes Entrevista VMotores

    https://www.youtube.com/watch?v=JbRaZQ6umHU

    Luís Nunes foi um dos grandes protagonistas do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group 2019. O piloto transmontano levou o seu Ford Fiesta R5+ ao título de Turismos, numa época em que esteve sempre forte e competitivo. A VMotores fez o rescaldo da época, numa entrevista de Joaquim Amândio Santos, com edição de imagem de Armando Leitão.

  • Português brilha no PEUGEOT Drone Film Festival 2019

    As filmagens aéreas, de cortar a respiração, do filme “Calçada Portuguesa”, do jovem cineasta Bernardo Bacalhau, com o contributo de Matthias Dandois, performer francês de BMX, suplantaram 800 concorrentes e conquistaram o júri do “PEUGEOT Drone Film Festival 2019”.

    Foi conhecido ontem à noite o nome do vencedor da edição 2019 do “PEUGEOT Drone Film Festival”. Nas finais realizadas no luxuoso hotel de Jumeirah, em Frankfurt (Alemanha), o júri escolheu o filme “Calçada Portuguesa”, do português Bernardo Bacalhau.

    O jovem realizador bateu, assim, na corrida ao galardão os mais de 800 participantes, conquistando o Grande Prémio, composto por equipamento de elevado teor tecnológico da DJI, no valor de 2.500 euros, a possibilidade de utilizar 2 PEUGEOT Traveller durante 6 semanas e mais 5.000 euros de fundo de viagens. A DJI, líder mundial em drones civis e tecnologia de captação de imagens aéreas, e o hotel de luxo Jumeirah Frankfurt foram co-patrocinadores deste festival, juntando-se à PEUGEOT, a entidade principal responsável pelo festival.

    “Uma infinidade de cineastas de todo o mundo participou na edição deste ano do PEUGEOT Drone Film Festival”, afirmou Steffen Raschig, Diretor Geral da PEUGEOT Alemanha. “Foi simplesmente esmagador e estamos muito satisfeitos com o resultado. Escolher uma das mais de 800 candidaturas foi um desafio para os jurados, mas eles encontraram um digno vencedor na ‘Calçada Portuguesa’ de Bernardo Bacalhau.”

    Um vencedor que vem de Portugal

    A “Calçada Portuguesa”, oficío e expressão artística dos típicos passeios portugueses, foi brilhantemente captada pela lente de Bernardo Bacalhau. O filme também coloca em destaque o performer de BMX Matthias Dandois, com acrobacias de cortar a respiração, realizadas em diversos pontos de Lisboa.

    Com a conquista deste Grande Prémio, o vencedor pode, agora, abraçar novas aventuras para obter imagens ainda mais impressionantes, com recurso a drones. As finais do PEUGEOT Drone Film Festival tiveram, entre a sua assistência, 12 dos melhores cineastas da competição. Como apreço pelas suas realizações, a DJI ali realizou um workshop criativo demostrando as mais recentes tecnologias de drones, bem como uma variedade de gimbals (apoios para câmaras que permitem a sua rotação num eixo único) e outros equipamentos de filmagem.

    Uma elevada participação

    O prazo para inscrições para este concurso de âmbito internacional terminou no início de setembro último. O júri avaliou mais de 800 candidaturas, oriundas de 30 países, competindo em quatro categorias distintas: “Paisagem”, “Desporto”, “Experimental” e “Contar uma História”. As três primeiras exigiam que 50 por cento das imagens usadas no filme fossem recolhidas por drones, exigência que se reduzia a 30 por cento na última.

    O painel de jurados integrou Barbara Stelzner, Diretora de Marketing e Comunicação Corporativa da DJI Europe, Daniela Fette-Rakowski, Diretora do hotel Jumeirah Frankfurt, a atriz Lisa Maria Potthoff, os atores Simon Schwarz, Matthias Brandt e August Zirner, e ainda Stephan Wagner e Florian Festl, respetivamente Diretor e Editor da plataforma Focus Online. Os principais critérios de avaliação abrangeram a utilização de imagens de drones e a qualidade geral e o conteúdo dos filmes.

  • Filme “I’m Unstoppable” da IVECO duplamente premiado em Itália nos ADCI Awards 2019

    O ADCI – Clube Italiano dos Diretores de Arte (Italian Art Directors Club) premiou a campanha de vídeo da IVECO, desenvolvida pela agência de comunicação global Ogilvy, com as distinções Prata e Bronze, no âmbito da edição deste ano destes prestigiados prémios que, anualmente, reconhecem os melhores trabalhos de criatividade publicitária em Itália.

    A campanha de vídeo “I’m Unstoppable”, criada pela Ogilvy Itália (subsidiária da rede criativa mundial da Ogilvy) e integrada no lançamento do novo camião pesado de estrada IVECO S-Way, recebeu duas distinções no âmbito dos ADCI Awards 2019: Prata na categoria Filme/Conteúdo de Marca – subcategoria Outros Meios, e Bronze na categoria Indústria/Arte Industrial – subcategoria Som, Música e Efeitos Sonos.

    Cada categoria foi apreciada por um júri composto por membros do Italian Art Directors Club, um representante de um cliente da agência, e um profissional criativo independente, os quais selecionaram as propostas mais criativas.

    A campanha baseia-se no conceito “I’m Unstoppable” (“Sou Imparável”), focado no motorista do IVECO S-Way e na sua mentalidade. Muito dinâmico e enérgico, o filme está centrado nos motoristas, acompanhando-os nas suas viagens para destacar as fortes características de conforto e conectividade do novo modelo, e a forma como os seus serviços melhoram a vida na estrada, fazendo-os sentir verdadeiramente imparáveis.

    O vídeo mostra os condutores a acompanhar a canção “Don’t Stop Me Now” dos Queen em diferentes momentos do dia: na preparação para o trabalho, ao volante, durante as pausas para descanso e, à noite, no seu beliche. A campanha, aspiracional e dinâmica, rompe com a abordagem tradicional na promoção de um veículo pesado, e coloca o motorista no centro da acção, convidando o espectador a juntar-se à IVECO numa emocionante jornada de descoberta, que termina com a mensagem forte: “IVECO. DRIVE THE NEW WAY”.

    Maria Laura Iascone, Directota de Brand Marketing da IVECO declarou: “Estamos verdadeiramente satisfeitos com a atribuição deste importante prémio ao nosso filme. É um reconhecimento importante do nosso trabalho, e creio que é inteiramente merecido. Esta excitante campanha de vídeo causou um forte impacto, transmitindo eficazmente a nossa abordagem de design centrada no motorista no novo IVECO S-Way. Conseguiu criar um forte impacto no lançamento do novo veículo nos diversos mercados.”

    Criados em 1985, os ADCI Awards distinguem os melhores trabalhos em criatividade e qualidade lançados na comunicação publicitária em Itália, e constituem uma referência na indústria. As categorias abrangem todas as áreas do setor, incluindo imprensa escrita, televisão, rádio, publicidade digital, outdoors, Relações Públicas e Marketing Direto.

  • 2 novos campeões e 3 grandes corridas marcam 2º dia do Super Seven by Toyo Tires no Estoril Racing Festival

    Apesar dos triunfos de J.J. Magalhães e Francisco Villar, Pedro Salvador sagrou-se campeão entre os 420R, enquanto Bernardo Bello arrebatou em pista a S1600 Pro

    Num dia impróprio para cardíacos, os pilotos do pelotão nacional e da 7 Race Series viveram três corridas (duas para os 420R e duas para os S1600 portugueses, que numa ocasião cada dividiram o espaço em pista com o plantel da 7 Race Series) muito contestadas que voltaram a demonstrar a excelente fase vivida pelo Troféu.

    CORRIDA 1

    Na primeira contenda, e a repartir o asfalto ainda húmido do Circuito do Estoril com os 420R britânicos, Bernardo Bello voltou a deixar em evidência a sua rapidez à chuva. Além de conseguir acompanhar alguns dos Caterham mais potentes, superou à geral os concorrentes ingleses da sua categoria, terminando também com isso à frente de Francisco Figueiredo, Luís Filipe Oliveira e Rodrigo Nunes Almeida.

    Apesar do erro de Pedro Lacerda que resultou no seu abandono e no pião de Miguel Couceiro, o piloto do Caterham nº 22 (Couceiro) conseguiu apanhar Pedro Falé e receber, à frente deste e por apenas 0,5s, a bandeirada de xadrez graças a uma corrida combativa. Falé, por seu turno, admitiu falta de confiança no carro perante as condições do piso.

    Na classe Business, Bruno Martins travou uma boa batalha com Frederico Brion Sanches, enquanto José Kol Almeida fez uma corrida de gestão a pensar nas contas do campeonato, ciente de que é mais forte quando a pista se encontra seca. Na estreia com as cores da Atomic-Mageltech, Fernando Costa terminou na 4ª posição.

    CORRIDA 2

    Deixando de fora os seus pares na S1600, a segunda corrida do dia ficou marcada por um combate sem tréguas entre os pilotos portugueses e britânicos da 420R. Em excelente forma ao longo de todo o fim-de-semana, Francisco Villar suportou durante muito tempo os ataques de Richard Ainscough, David Henderson, Lee Wiggins e Phil Jenkins, co-adjuvado por Diogo Tavares e J. J. Magalhães — três pilotos em grande forma.

    Mas um erro do piloto da Speedy Motorsport apoiado pela LxWay Auto na derradeira volta da corrida, admitido com grande fair-play pelo próprio, fez com que Villar perdesse o triunfo à geral, embora ainda tivesse cruzado a linha da meta no 1º posto.

    No entanto, a sua entrada em pista após esse momento foi considerada “perigosa” pelo Colégio de Comissários Desportivos, penalizando, assim, o piloto com a adição de 30 segundos ao seu tempo de corrida. Tal fez com que Villar perdesse o triunfo na ‘secretaria’, caindo para o 4º posto da geral e dando o triunfo a J.J. Magalhães, o 2º posto a Ricardo Rajani e elevando ao pódio Gonçalo Lobo do Vale — um prémio inesperado, mas merecido para três pilotos que deram espetáculo ao longo da corrida.

    No 5º posto entre os portugueses, Luís Calheiros Ferreira ficou à frente do regressado Luís Lisboa, com este a travar uma bonita luta com o irmão, Duarte, durante grande parte da corrida. Atrás dos pilotos terminou classificado Diogo Tavares, à frente de Paulo Costa, Tiago Sousa, Daniel González-Vallinas, Rui Silva e Nuno Afonso.

    CORRIDA 3

    Com o plantel de portugueses juntos em exclusivo pela 1ª vez, o Super Seven by Toyo Tires viveu a mais emocionante das corridas deste Sábado. Motivado pelo andamento evidenciado até esta fase e com vontade de recuperar o triunfo que podia ter sido seu na corrida anterior, Francisco Villar travou uma grande batalha com Diogo Tavares e José Carlos Pires na fase inicial da prova entre os 420R, sempre perante a ameaça de J.J. Magalhães e Ricardo Rajani.

    A entrada do safety-car, motivada por óleo espalhado na reta da meta e oriunda do carro Pedro Falé, que acabou por desistir — viria a agrupar ainda mais o pelotão. E foi no seu reinício, a cerca de 8 minutos do fim, que o piloto da Speedy Motorsport conseguiu amealhar uma pequena vantagem, decisiva para o 1º triunfo de 2019. Atrás de Villar, Diogo Tavares e José Carlos Pires protagonizaram um recital de ultrapassagens com vantagem para o primeiro, enquanto J.J. Magalhães teve de ‘suar’ muito para superar Ricardo Rajani, em ótima forma ao longo de todo o fim-de-semana.

    No 7º lugar, Luís Calheiros Ferreira terminou muito próximo deste grupo e à frente de Nuno Afonso e os irmãos Duarte e Luís Lisboa, que assim inverteram posições neste curioso despique familiar. Logo depois surgiram Daniel González-Vallinas, Tiago Sousa e Ricardo Guedes. Tal como o primo David, Sérgio Saraiva foi obrigado a desistir, resultado de um toque noutro concorrente.

    Apesar de não se encontrar ao volante nesta última ronda à conta de uma lombalgia, Pedro Salvador garantiu já o título nos 420R, coroando uma época de estreia ao mais alto nível no Super Seven by Toyo Tires.

    Nos S1600 Pro, a luta foi ainda mais emocionante, com um Luís Filipe Oliveira completamente desgastado fisicamente à conta de uma caída de moto a superar no photo-finish o novo campeão da categoria, Bernardo Bello. Uma luta bonita dentro e fora da pista, com muito respeito entre estes dois pilotos ao longo de toda a temporada, e que com este resultado contribuíram, também, para um final emotivo da tarde de Sábado.

    De regresso aos pódios após Jerez de La Frontera, Miguel Couceiro voltou a saborear o champanhe do 3º lugar, à frente de Francisco Figueiredo, Pedro Lacerda e António Nunes Almeida.

    Já na S1600 Business, volte-face também na parte final da corrida, com Frederico Brion Sanches a liderar durante muito tempo a prova, mas a ser superado nos instantes finais por José Kol Almeida. Bruno Martins completou o pódio, à frente de Fernando Costa e deixando tudo em aberto nesta categoria.

    Para Tiago Raposo Magalhães, viveu-se no 2º dia do Estoril Racing Festival “um ambiente espetacular entre pilotos, equipas, familiares e amigos, com três corridas de cortar a respiração e muita adrenalina para o público presente”.

    “O formato sprint das corridas do Super Seven by Toyo Tires no Estoril Racing Festival tem sido um sucesso e é com o mesmo entusiasmo que encaramos as três corridas que se realizarão amanhã, convidando, desde já, o público a comparecer em massa no Circuito do Estoril”, completa o CEO da CRM Motorsport.

    Informamos ainda que pode acompanhar todas as informações a respeito desta prova em www.crm-motorsport.com, e igualmente no Facebook e Instagram, através dos endereços www.facebook.com/CRMMotorsportPT e www.instagram.com/crm_motorsport.

    Resultados Corridas 1, 2 e 3:

    http://circuitoestoril.alkamelsystems.com

    Programa Estoril Racing Festival, 22-24 Novembro 2019

    Domingo, 24 de Novembro 2019

    10H00-10H25: Corrida 4

    11H50-12H15: Corrida 5

    13H15-13H40: Corrida 6

  • PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA: Daniel Berdomás e David Rivero vencem Rally Comunidad de Madrid

    Após uma luta cerrada pela vitória ao longo de todo o o Rally Comunidad de Madrid (RACE), Daniel Berdomás/David Rivero, os já “Campeões” da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2019, bateram no derradeiro troço os portugueses Pedro Antunes/Paulo Lopes.

    Tudo se decidiu na última Especial desta 6ª prova da Temporada 2 da copa coorganizada pela Peugeot Portugal e Peugeot Espanha num rali em que os dois primeiros acabam separados por apenas 1,2 segundos. Atrás deles perfilaram-se 9 outras duplas que, aos comandos dos competitivos Peugeot 208 R2, deram um colorido muito especial a esta prova, a última de 6 ralis corridos na Península Ibérica, 3 em Portugal e outros tantas em Espanha. Quem teve, também, razões para festejar foi Carlos Fernandes, que com o 3º lugar em Madrid garante o vice-campeonato de Pilotos, enquanto o co-piloto Darren Garrod confirma o lugar de delfim entre os Navegadores, posição que já havia alcançado no Rali RACC Catalunha.

    Daniel Berdomás e David Rivera deram o seu golpe final na última Especial do Rally Comunidad de Madrid, impedindo que os portugueses Pedro Antunes/Paulo Lopes pudessem festejar uma vitória que lhes parecia (quase) entregue. Mas como nos ralis não existem “quases”, houve que esperar pelo derradeiro cronómetro, para se conhecer quem ocuparia o lugar mais alto do pódio final. Entregando-se a fundo na derradeira classificativa da prova, a dupla espanhola não só anulava os 6,3 segundos que tinha de atraso sobre os seus adversários lusos, como cifravam a diferença de tempos final em 1,2 segundos, garantindo, assim, uma vitória muito suada, mas saborosa. Os já virtuais “Campeões”da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2019 confirmaram e reforçaram esse estatuto com esta sua 4ª vitória no ano, em 6 possíveis, depois de vencerem os ralis Sierra Morena, Portugal, Terras d’Aboboreira e, agora este Comunidad de Madrid. Daniel Berdomás espelhava, assim, os sentimentos destes dois dias de rali e do conjunto da época: “Foi um rali fantástico, superpositivo, disputado ao décimo de segundo, com um ritmo muito elevado, face ao estado dos troços, e o facto de o termos ganho no final dá-nos uma enorme satisfação, pois reforça o título que conquistámos no RACC. Dedico mais esta vitória a – a 4ª em 2019, de 6 possíveis – à minha equipa e aos meus patrocinadores. Vamos agora festejar, esta vitória e os títulos”.

    Quanto à desalentada dupla portuguesa, a quem o 1º lugar assentaria, também na perfeição, foi assim o comentário de Pedro Antunes: “Estamos satisfeitos com a nossa prestação num rali onde, enquanto teve verdadeiras especiais, demonstrámos o nosso andamento, registando 3 melhores tempos em 4 possíveis. Já aqui em Jarama, considerando que esta estrutura do RACE não se coaduna com a essência dos rali, no final não conseguimos segurar a vantagem. Ainda assim, foi igual para todos e venceu o que melhor soube lidar com esta realidade. Foi, ainda assim, um bom 2º lugar para uma época repleta de situações que nos foram menos favoráveis”.

    O último lugar do pódio ficava para Carlos Fernandes/Valter Cardoso, eles que batiam por apenas 0,6 segundos os espanhóis Sergi Francolí/María Salvo, assegurando, com isso e em complemento, o estatuto de “Vice-Campeões”, batendo no processo Josep Bassas/Manuel Muñoz e Ruiari Bell/Darren Garrod, que terminariam o rali por esta ordem, com uma diferença de 1,8 segundos, nos 4º e 5º lugares.

    VITÒRIA DE BERDOMÁS/RIVERA DÁ TITULO À TRS RALLY TEAM

    Feitas as contas das diferentes categorias de que compõem a PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2019, na Copa de Pilotos e com este resultado, o já inalcançável Daniel Berdomás passa a somar 119,37 pontos válidos (de um total acumulado de 129,37 pontos), confirmando assim o título de “Campeão” e o acesso ao correspondente Prémio Final, a participação, ao volante de um carro de ralis do Groupe PSA (Classe R5), num rali escolhido pela organização, entre os que, em 2020, irão compor o Campeonato de Portugal de Ralis ou o Campeonato de Espanha de Ralis de Asfalto.

    Para o título de “Vice-Campeão” lutaram ainda, neste rali, 3 candidatos, sendo que após o mesmo e feita toda a contabilidade final, incluindo abdicar de uma pontuação – segundo o regulamento apenas contam as 5 melhores pontuações de um total de 6 ralis – seria Carlos Fernandes a alcançá-lo, com um total 81,67 pontos válidos, ele que não tinha qualquer resultado para descontar; Josep Bassas ficou com um acumulado (total e válidos) de 80,21 pontos e Ruiari Bell somou 73,0 pontos válidos (dos 75,0 acumulados). Pedro Antunes termina a temporada no 5º posto, com 54,32 pontos (total e válidos).

    Também na Copa de Navegadores as primeiras posições estavam definidas, com David Rivera a totalizar 119,37 pontos válidos (de um total acumulado de 129,37 pontos), à frente de Darren Garrod, com 73,0 pontos válidos (dos 75,0 acumulados). Paulo Lopes subiu ao 3º lugar final da copa, com 51,82 pontos válidos, à frente de María Salvo (46,08 pontos) e Axel Coronado (39,71 pontos).

    Na Copa de Equipas, troféu para que todas as equipas, entre as ainda candidatas ao título, se muniram de reforços adicionais para esta prova,a TRS Rally Team sagrou-se “Campeã”, com 128 pontos, ficando a 2ª posição para a Inside Motor, com 121 pontos, e a 3ª para a GC Motorsport, com um pecúlio de 102 pontos.

    O troféu final da Junior Cup ficou para Josep Bassas e a Ladies Cup para a britânica Nabila Tejpar.

  • Condições atmosféricas criam incerteza nas qualificações

    ronda do Autódromo do Estoril das GT4 South European Series, tendo as posições das grelhas de partida ficado definidas nos últimos instantes de cada uma das sessões.

    As equipas e pilotos encontraram a pista molhada da chuva que caiu durante a noite, mas com o vento e o sol a querer romper as nuvens, a tendência era para que o asfalto da histórica pista portuguesa secasse, levando a que todos os pilotos optassem por pneus slicks.

    Todos não, uma vez que os homens da Bullitt Racing montaram borrachas para chuva e acabou por ser a escolha certa na primeira sessão, dado que a pista demorou mais tempo a secar do que o antecipado. Stephen Pattrick acabou por aproveitar da melhor forma a boa escolha estratégica da sua equipa para colocar o seu Mercedes-AMG GT4 na pole-position, batendo Ian Loggie, que também beneficiou da decisão acertada da formação sediada em Espanha. Para Pattrick, esta pole deixou-o “Estou muito satisfeito com a pole-position. A pista estava molhada, mas a secar, no entanto, tomámos a decisão certa de colocar pneus de chuva. Apesar do asfalto estar muito escorregadio, conseguimos a pole-position e estou muito satisfeito.

    Penso que amanhã a pista estará seca, o que será muito bom. Temos um jogo novo de slicks, portanto, estamos ansiosos. É uma pista fantástica, é a primeira vez que aqui estamos, estivemos a aprender, estamos muito entusiasmados e esperamos ter corridas bem-sucedidas amanhã.”

    Francisco Carvalho foi um surpreendente terceiro mais rápido, apesar de ter montados pneus slicks no Porsche Cayman GT4 da Veloso Motorsport, assegurando igualmente a pole-position da Am Cup. Mariano Pires esteve em bom plano, colocando o Ginetta G55 GT4 da ABM Grand Prix na quarta posição, apesar das dificuldades, superiorizando-se a Miguel Cristóvão, que levou o Mercedes-AMG GT4 da Veloso Motorsport até ao quinto lugar da grelha de partida.

    Os dois carros da Tockwith Motorsports ficaram nas posições seguintes, tendo Marmaduke Hall levado a melhor face a Jemma Moore na luta pela pole-position da GTC Cup, apesar de não ter ficado satisfeito com a sua performance.

    A segunda qualificação disputou-se logo de seguida e as dúvidas quanto aos pneus a usar permaneceram.

    Os homens da Bullitt Racing mantiveram as borrachas de chuva, sendo acompanhados por Francisco Abreu, uma vez que a Veloso Motorsport resolveu mudar de estratégia no que diz respeito ao Mercedes-AMG GT4 da dupla que já conquistou o título da Pro-Am Cup.

    O piloto da Madeira liderou os acontecimentos nos momentos iniciais, mas a pista foi secando progressivamente e, nos instantes finais, César Machado, com pneus slicks no Ginetta G55 GT4 da ABM Grand Prix, assinou uma volta canhão, assegurando a pole-position ao bater o seu rival por quase dois segundos. Contente afirmou que “foi um pouco às escuras! A pista estava molhada tanto na Q1 como na Q2 e o Mariano (Pires) e eu arriscámos na perspectiva desta secar, dado que o tempo parecia estar a melhorar. Se a pista realmente secasse estaríamos em vantagem na parte final e assim foi. No início tive bastantes dificuldades, o asfalto ainda se encontrava muito molhado e quem estava com pneus de chuva estava bastante mais rápido, mas estava confiante de que, mais tarde poderia tender a nosso favor. Estou muito contente com mais uma pole-position, este ano.

    Para a corrida, prognósticos, só no fim do jogo (risos). Este circuito não é muito favorável ao Ginetta, perdemos muito para os Mercedes, mas vamos tentar minimizar a nossa desvantagem e tentar realizar bons turnos de condução, com boas trocas de pilotos. Vamos lutar pela vitória, sabemos que não será nada fácil, mas vamos tentar conquistar um triunfo no último fim-de-semana da temporada”.

    Andy Meyrick, em Mercedes-AMG GT4, assinou o terceiro crono, seguido de Edward Moore, Ginetta G50 GT4, que separou os dois carros da Bullitt Racing e garantiu uma vez mais a pole-position da GTC Cup. Fábio Mota levou o Porsche Cayman GT4 da Veloso Motorsport até ao sexto lugar, pole-position da Am Cup, superiorizando-se a Jemma Moore que ficou no sétimo posto.

    Ambas as corridas de amanhã terão transmissão no Porto Canal. Assim, a primeira será difundida a partir das 10h40 de domingo, em directo, e a segunda das 23h30, em diferido, do mesmo dia. Serão igualmente transmitidas em directo através do Facebook e do Youtube da competição, tendo a segundo o seu início às 16h15.