Autor: VMotores

  • FPAK Júnior Team: seis histórias de quem sonha ser alguém nos ralis

    FPAK Júnior Team: seis histórias de quem sonha ser alguém nos ralis

    Era uma vez seis miúdos que ansiavam um dia vir a fazer carreira nos ralis e, um bom par de anos mais tarde, encontraram a porta aberta para tentarem lá chegar, através do FPAK Júnior Team, o projeto inédito desenhado pela Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting para apoiar e dinamizar a carreira de jovens pilotos.

    Nesta época de 2024 são seis os “eleitos”, oriundos de diferentes regiões do país, e cada um deles tem a sua história, alicerçada nos seus antecedentes familiares nos desportos motorizados ou na forte identidade desportiva da região em que nasceram.

    Dois engenheiros mecânicos, dois técnicos especializados da área automóvel, um comercial também das quatro rodas e um estudante de Direito formam a “turma” do FPAK Júnior Team 2024 que iniciou a sua época em junho, no Rali de Castelo Branco. Este foi o primeiro de cinco “exames” para se saber quem será, em finais de outubro, o sucessor de Pedro Pereira, cumpridas as cinco provas calendarizadas. A segunda e próxima etapa (31 agosto/1 setembro), dentro de pouco tempo, é o 11º Constálica Rallye Vouzela e Viseu.

    “Tinha 12 anos quando comecei a seguir o meu pai [Rui Santos], que competia em ralis regionais. Eu era o fotógrafo da equipa e depois também o responsável pelos vídeos, porque o meu irmão [Francisco Santos], que tinha cursado multimédia, entretanto passou a ser navegador do nosso pai”, conta EDUARDO SANTOS (24 anos), o jovem piloto de Leiria. Mais tarde, ele próprio mudou-se para o volante, mas… de carrinhos de rolamentos, de cujo campeonato nacional foi vice-campeão em 2015 e campeão no ano seguinte. Já mais tarde, em 2018, rumou a Inglaterra para cursar engenharia automóvel durante quatro anos. Foi co-piloto do pai em alguns ralis e também se estreou como piloto. Agora, no FPAK Júnior Team, tem outros horizontes: “A minha ambição é tentar, depois, sair de Portugal para disputar provas internacionais, sejam campeonatos ou troféus, se possível com um carro de topo”, diz este jovem engenheiro mecânico que já hoje presta serviços na área dos ralis através da sua estrutura Racing Together.

    PEDRO SILVA (23 anos), nativo de Vila Nova de Gaia e estudante de Direito, é outro dos jovens cuja opção pelos ralis foi influenciada pelas “aventuras” do pai, também Pedro Silva de seu nome, ao volante de um Ford Escort MK II. Além do progenitor, um dos seus conselheiros e amigos que o ajuda nos ralis é António Pintado, ex-piloto nos Troféus Seat Marbella e Citroen AX nos anos 90 e há várias décadas radicado na Corunha. “O meu propósito é chegar o mais longe possível, mas isso apenas poderá ser uma realidade caso ganhe um troféu, abrindo caminho para ficar mais perto dos meus sonhos. Guiar um Rally2 seria o objetivo máximo… mais concretizável”, confessa o gaiense.

    Especialista em mobilidade híbrida no ramo automóvel, AFONSO COSTA (22 anos) nasceu em Famalicão, terra de numerosos pilotos e desde que vivenciou o entusiasmo pelos ralis tanto do pai como do avô ficou contagiado. Pilotos como João Silva ou José Araújo fazerem parte do seu leque de amigos. “Vou fazer tudo para tentar chegar, em termos de futuro, ao patamar mais alto do CPR, que é competir com um Rally2. O grande sonho era mesmo correr no WRC, embora, muito realisticamente, seja bastante difícil…”, assegura.

    Sem antecedentes familiares nos desportos motorizados, desde tenra idade que RICARDO ROCHA (24 anos), natural de Amarante, ouvia falar de ralis, muito por culpa do “Vinho do Porto”, a prova portuguesa do WRC que o seu pai tanto gostava de ver desde os tempos dos Grupo B e passava não muito longe de casa. “Aos 12 anos, por causa do Rali de Portugal fiquei fã dos VW Polo, na altura guiados pelo Ogier, o Latvala e o Mikkelsen”, recorda, confessando uma curiosidade: “Os carros com ferros no seu interior [arco de segurança] sempre mexeram comigo… É uma coisa que nasceu e vai morrer comigo”, diz este amarantino que se formou em engenharia mecânica e ainda como estudante da faculdade deu os primeiros passos, a nível profissional, no desporto automóvel como estagiário na Sports & You, sendo hoje freelancer da Racing 4 You. “Adorava, como piloto, chegar um dia ao WRC2, mas… tenho que ter os pés assentes na terra e primeiro necessito de vencer o FPAK Júnior Team para depois disputar a Peugeot Rally Cup em 2025. Quem me dera chegar ao Europeu ou ao Mundial… Toda a gente me achava maluco, mas a verdade é que este ano consegui entrar no FPAK Júnior Team, o que já foi ótimo”.

    Técnico especialista em tecnologia e gestão automóvel, TIAGO SANTOS (21 anos) nasceu na terra do atual campeão de Portugal de 2 RM (duas rodas motrizes), Gonçalo Henriques, de quem é amigo. “Há muitos pilotos de ralis em Vila Nova de Poiares, como o Armando Carvalho, o Jorge Carvalho e, mais recentemente, surgiu o Gonçalo Henriques, entre outros”, acentua o jovem conimbricense, que diz ter nascido já com “os automóveis no sangue”. Estreou-se nos ralis em 2021 (Citroen C1) e em 2023 já se ambientou ao KIA Picanto GT, antes da candidatura à iniciativa da FPAK. A ambição de Tiago é vir a sentar-se ao volante de um Rally2. “Era ótimo vencer o FPAK Júnior Team e depois chegar ao escalão máximo do CPR. Seria o concretizar de um sonho!”.

    Bastante mais comedido nos seus anseios, FRANCISCO CUSTÓDIO (23 anos), natural de Santa Comba Dão e comercial do setor automóvel e de mobiliário em empresas da família, decidiu seguir as pisadas do pai [Rui Custódio], depois de o ver participar na edição de 2019 do Rali de Mortágua. “Surgiu a oportunidade de eu experimentar e… gostei”, recorda Francisco, que se estreou o ano passado com um Citroen Saxo no Rali de Cantanhede. Amigo do viseense Hugo Lopes e grande fã de Armindo Araújo, que segue desde os tempos do P-WRC, o beirão já só pensa chegar ao patamar em que se encontra aquele seu conterrâneo: “Neste momento, o que eu mais desejava era, um dia, conseguir correr ao mais alto nível no CPR de 2RM. Já me chegava. Não tenho, sequer, ambições a nível internacional!”.

  • João Ribeiro: “nada nos desvia da luta pelo título, que sei poder ser nosso!”

    João Ribeiro: “nada nos desvia da luta pelo título, que sei poder ser nosso!”

    O fim-de-semana que se avizinha assume foros de importância máxima para as aspirações de João Ribeiro no Europeu de Ralicross. O piloto português e  seu Audi A1 S1600 alinham no World RX of Benelux com o firme propósito de chegar à primeira vitória da temporada.

    A 24 horas de enfrentar o mítico Circuito Jules Tacheny, na localidade belga de Mettet, palco da primeira de duas ‘finais’  da edição 2024 do EURO RX3, João Ribeiro assume que “o nosso foco é total e nada nos desvia da luta pelo título, que sei poder ser nosso!”.

    O piloto português está a rubricar uma época fora-de-série no EURO RX3, tendo alcançado dois segundos lugares nas provas já realizadas, Suécia e Hungria, demonstrando sempre andamento para lutar pela vitória. E o triunfo só não aconteceu na tirada húngara por uma penalização na final que o relegou para o 2º posto, decisão que o paredense considera ter sido “completamente injusta e julgada por pessoas cuja imparcialidade é, no mínimo, discutível. Inclusive, a verificação técnica de que fomos alvo no final da corrida, foi feita de forma a ter algo para nos poder penalizar!…”

    A decisão transformou o que seria um empata o comando da tabela pontual entre João Ribeiro e Nils Volland, filho do ‘patrão’ da Volland Racing, estrutura que tem dominado o campeonato na última década, numa desvantagem de 8 pontos para o piloto português, o que, a duas provas do fim, transforma cada um dos embates num “mata-mata” onde João Ribeiro só tem interesse num resultado: “vencer na Bélgica e trazer para Montalegre a discussão do título, para o tentarmos conquistar em casa!”

    Apesar do sucedido, o balanço desta primeira parte da temporada é “obviamente muito positivo. Foram duas excelentes corridas a nível individual,  porque fomos sempre dos pilotos mais rápidos em pista. Julgo que as condições climatéricas em Holjes, na Suécia, ditaram um pouco a nossa sorte, pois, como em 2023, a posição da pole onde arrancamos fica com imensa água na trajetória de arranque e faz com que seja impossível efetuar boas partidas. Já na Hungria, depois de o acidente que todos viram e que nos destruiu o carro na parte frontal, conseguimos vencer todas as mangas , semifinal e final. Acho que a nível geral estamos bem posicionados como dos pilotos mais rápidos da grelha”.

    João Ribeiro é, assumidamente, um dos mais talentosos pilotos nacionais de Ralicross de sempre e, na sua carreira internacional sempre ostentou um forte índice competitivo.

    No entanto, nunca como o tem feito em 2024. Está na luta pelo título europeu e atribuiu este incremento de competitividade “a uma grande diferença em relação à nossa presença no campeonato em 2022. Este ano não estou sozinho. Tenho um grande amigo e grande piloto, com quem temos partilhado informação crucial, quer dentro, quer fora de pista e nos tem ajudado imenso na velocidade e performance em cada pista. De lembrar que o André Sousa é, muitas das vezes, o piloto mais rápido em pista em certos sectores. Acredito inclusive que poderá lutar por uma vitória num futuro próximo”.

  • Rali da Água Transibérico Eurocidade Chaves-Verín já “aquece”…

    Rali da Água Transibérico Eurocidade Chaves-Verín já “aquece”…

    Prova disputa-se dias 13 e 14 de setembro, com início na cidade galega de Verín. Luta pela liderança do CPR promete animar o rali

    O Rali da Água Transibérico Eurocidade Chaves-Verín, prova integrada no calendário do Campeonato Portugal de Ralis (CPR), disputa-se dias 13 e 14 de setembro, numa organização do CAMI Motorsport e com o importante apoio dos municípios de Chaves e Verín (Galiza, Espanha), bem como da Escuderia de Ourense.

    Com a liderança do campeonato ao rubro – matematicamente, só Armindo Araújo, atual líder, e Kris Meeke podem chegar ao título -, a única prova que salta fronteiras ganha maior importância e impacto nas contas finais do CPR.

    Este ano, o Rali da Água Transibérico Eurocidade Chaves-Verín tem o seu início na cidade galega, numa clara demonstração da consolidação do único projeto de internacionalização de um rali no panorama do automobilismo português. Para isso, muito contribui a parceria existente entre o CAMI Motorsport e a Escuderia de Ourense e o empenho dos municípios de Chaves e Verín, que apostam nesta prova.

    O percurso, considerado por muitos pilotos como um dos melhores ralis de asfalto do campeonato, está a ser preparado com todo o cuidado. Este ano, e para além do CPR, CPR 2RM, FPAK JÚNIOR TEAM DE RALIS, o Rali da Água Transibérico Eurocidade Chaves-Verín inclui os troféus monomarcas PEUGEOT RALLY CUP PORTUGAL/IBÉRICA (PRCP/I), CLIO TROPHY PORTUGAL (CTP) e KIA RALLY CUP.  

    O público terá oportunidade de ver bons espetáculos, em total segurança, e com possibilidade de conviver de perto com os pilotos. Para isso, terá, brevemente, a possibilidade de consultar o Guia da Prova, na página oficial do CAMI Motorsport (www.cami.pt) e nas suas redes sociais.

    O Rali da Água Transibérico Eurocidade Chaves-Verín terá uma forte promoção transfronteiriça. A sua localização geográfica – proximidade com a Comunidade Autónoma da Galiza – e a marca Água são mais valias que a própria prova potencia, com impacto na comunicação social regional, nacional e do país vizinho, bem como dos fãs portugueses e galegos do automobilismo.

    O CAMI Motorsport está a desenvolver todos os esforços para que a edição de 2024 seja histórica e ainda mais atrativa.

  • Hungarian Baja: João Ferreira defende liderança da Taça da Europa

    Hungarian Baja: João Ferreira defende liderança da Taça da Europa

    João Ferreira e Filipe Palmeiro estão de regresso ao Mini John Cooper Works T1+ da X-Raid com o qual vão, já no próximo fim-de-semana, defender a liderança da Taça da Europa de Bajas Todo-o-Terreno na Hungarian Baja.

    Depois de em 2022, ano em que se tornou campeão da europa, ter subido ao pódio na prova húngara, João Ferreira parte para a prova com ambição e muita vontade de melhorar o terceiro lugar alcançado nessa data.

    “É sempre bom regressar a locais onde já fomos felizes e esta prova húngara fez parte de um percurso muito bonito que tivemos em 2022. Agora queremos mais. Queremos não só defender a liderança da Taça da Europa, como tentar dilatar a vantagem para os nossos mais diretos adversários. Sabemos que estamos bem posicionados para o fazer, mas as corridas são sempre imprevisíveis e por isso temos de nos manter focados a cada quilómetro e tentar impor um ritmo confortável que nos permita lutar pela vitória aqui na Hungria. Vamos com tudo para esta prova!”, garantiu o jovem piloto de Leiria que é navegado por Filipe Palmeiro.

    A prova magiar arranca no próximo dia 8 de Agosto, com a realização da cerimónia de partida pelas 20h locais. Para sexta e sábado estão agendados um prólogo e três setores seletivos, num total de 535km, 400km dos quais cronometrados. A Hungarian Baja disputa-se na região de Varpalota, a sul de Budapeste, capital da Hungria.

  • Rafael Cardeira nos FIA Motorsport Games

    Rafael Cardeira nos FIA Motorsport Games

    Numa altura em que Campeonato de Portugal de Ralis se aproxima da sua reta final, com apenas duas provas por cumprir no calendário, a dupla Rafael Cardeira e Luís Boiça desvenda que a sua época não irá encerrar após o Rali Vidreiro. A equipa irá representar as cores portuguesas nos FIA Motorsport Games, evento conhecido como os Jogos Olímpicos do Desporto Automóvel.

    Terão lugar em Valência de 23 a 27 de outubro e juntam mais de 25 disciplinas do Desporto Automóvel, são os FIA Motorsport Games e o piloto do Sporting Clube de Portugal irá competir na categoria Rally4 Tarmac com o Peugeot 208 Rally4. Com organização FIA e disciplinas que passam pela Fórmula 4, Carros GT ou Turismos, os Jogos Olimpicos do Desporto Automóvel juntam uma seleção de pilotos de vários países, que competem para arrecadar medalhas nas suas competições respetivas.

    Para Rafael Cardeira, esta é a oportunidade para fechar o ano com chave de ouro, uma vez que a competição irá ter lugar logo após a última prova do Campeonato de Portugal de Ralis: “Será uma honra poder representar Portugal nesta competição e claramente um dos pontos mais altos na minha carreira. Seguimos com o objetivo de voltar para casa de medalha ao peito, pois sabemos que somos fortes em asfalto e será positivo não só para nós como para o desporto automóvel nacional se conseguirmos alcançar o Top 3.”

    O piloto da Marinha Grande acrescenta ainda: “Vamos fazer um bom trabalho de preparação nas próximas provas, o Rali da Água e o Rali Vidreiro, para levarmos um bom ritmo para chegarmos fortes aos FIA Motorsport Games.”

    Na última edição dos FIA Motorsport Games, realizada em Marselha em 2022, participaram um total de 475 atletas provenientes de 72 nações e a Itália foi o país mais medalhado entre as várias categorias. Este ano em Valência, prevê-se que este número de participantes seja ultrapassado nas 26 categorias que irão entrar em competição.

  • Bridgestone explica como evitar que as altas temperaturas afetem os seus pneus

    Bridgestone explica como evitar que as altas temperaturas afetem os seus pneus

    Com a chegada da época de verão, a Bridgestone, fabricante líder mundial de pneus premium e soluções de mobilidade sustentável, relembra a importância de verificar os pneus, com o objetivo de reforçar a segurança rodoviária, nestes meses em que se preveem milhares de deslocações no nosso país, para aproveitar o período de férias.

    Além disso, estão-se a viver semanas de altas temperaturas que se aproximam ou superam os 35 graus em alguns pontos da geografia Portuguesa, o que também afeta o desgaste dos pneus, o único ponto de contacto dos veículos com a estrada, e um dos principais elementos de segurança ativa do veículo.

    Calor extremo no verão: como preparar os seus pneus

    Os pneus, cujo valor ótimo de funcionamento está em torno dos 60 graus, se não dispuserem de uma manutenção adequada quanto à pressão de enchimento e outros fatores, podem perder desempenho e funcionar num intervalo de temperaturas inadequado. Dado que no verão a temperatura exterior é maior e a estrada está mais quente, esta falta de manutenção pode ser mais crítica, pois as condições de uso são mais severas.

    Em relação às pressões, é muito importante manter as recomendadas pelo fabricante do veículo (a frio). Também é importante saber que a pressão de enchimento dos pneus varia em função da temperatura. Portanto, um pneu em funcionamento irá aumentar a sua pressão de forma proporcional ao aumento da temperatura de trabalho.

    Um pneu com pressão acima da recomendada (a frio) sofrerá uma degradação prematura da sua área central de rodagem, aumentará o risco de rotura da carcaça por impacto (explosão) e perderá desempenho na aderência e capacidade de travagem.

    Por outro lado, num pneu com pressão abaixo da recomendada (a frio), os seus elementos irão flexionar mais e atingirá uma maior temperatura de trabalho, sofrendo uma degradação prematura, fadiga da carcaça, risco de explosão e um maior consumo energético.

    Também é importante fazer uma inspeção visual para procurar possíveis anomalias, tais como cortes, desgaste excessivo na banda de rodagem, impactos ou aparecimento de inchaços, pois quando aumenta a temperatura, e em condições de uso severas, pode crescer o risco de deterioração ou colapso. Em caso de dúvida, recomenda-se levar o veículo a uma oficina habilitada para que os pneus sejam inspecionados e verificados por especialistas.

    “Recomendamos verificar as pressões a cada três meses, embora o ideal seja fazê-lo uma vez por mês, e passar pela oficina quando os pneus estiverem aproximadamente a meio da vida útil para verificar o seu estado e fazer uma rotação, se necessário. O verão, e especialmente as ondas de calor, também afetam o desgaste dos pneus, uma vez que a transferência de calor com o exterior se minimiza. É fundamental verificar minuciosamente o seu estado e, além disso, planificar a sua escolha conforme o destino para onde nos deslocaremos no verão. Na Bridgestone, apostamos tanto na manutenção adequada dos pneus existentes, como na oferta de pneus adaptados para esta época do ano”, refere a Equipa de Engenharia Técnica da Bridgestone.

  • Constálica Rallye Vouzela e Viseu candidato ao CPR

    Constálica Rallye Vouzela e Viseu candidato ao CPR

    A prova organizada pelo Gondomar Automóvel Sport e promovida pela Promolafões vai para a estrada nos dias 31 de agosto e 1 de setembro, com a ambição de ascender ao Campeonato de Portugal de Ralis (CPR).

    A 11.ª edição do Constálica Rallye Vouzela e Viseu foi apresentada com pompa e circunstância no Solar do Vinho do Dão, em que, ao longo dos últimos 10 anos, o selo da inovação esteve sempre presente e, em 2024, não foge à regra.

    A partir das estradas de asfalto da região do Interior Centro, palco de tantas batalhas épicas e que tem no Constálica Rallye Vouzela Viseu uma das melhores provas de competição a nível nacional, a estrutura organizativa e os seus parceiros reconhecem esse desiderato e eleva a fasquia. Ascender ao Campeonato de Portugal de Ralis, escalão primodivisionário da modalidade em território nacional.

    Carlos Oliveira, presidente da Câmara Municipal de Vouzela, reconhece que o rali «está em crescendo ano após ano, tirando também partido deste novo formato desta super municipalidade que vem permitir que possamos ter mais público, reafirmando os nossos territórios, não só de Vouzela e Viseu, mas também os concelhos vizinhos».

    A prova permite, de igual forma, alavancar a nossa economia, local e regional, e é nesse sentido que queremos continuar na senda do rali, uma referência e a super-especial noturna é um evento marcante com muita gente a assistir e a permanecer no nosso concelho», referiu ainda Carlos Oliveira.

    Fernando Ruas, presidente da Câmara Municipal de Viseu, destacou «a ligação muito forte com Vouzela e a Constálica e, na sequência das provas anteriores seja um êxito». Este evento é o contributo de dois municípios e de uma empresa de grande sucesso na região e que podem ajudar a alavancar o território».

     «O apoio que temos dado ao Constálica Rallye Vouzela e Viseu é, naturalmente, para termos outro tipo de ambições. Interessa-nos muito a forma como está organizada a prova, mas aspiramos a muito mais, o que não deixa de ser legítimo», confidenciou o autarca viseense.

    Raul Almeida, presidente de Turismo do Centro de Portugal, referiu que o Constálica Rallye Vouzela e Viseu «é um evento que acrescenta valor ao território e à economia, trazendo dimensão e notoriedade à nossa região, dinamizando-a e, no fim de semana da prova, as unidades hoteleiras e restauração ficam cheios, fazendo com que a economia tenha um crescimento acentuado». Além disso, a prova dinamiza pessoas, porque na Feira de S. Mateus vem milhares de pessoas para assistir à entrega de prémios, outras tantas para assistir às classificativas, o que também não deixa que essas pessoas sejam turistas».

    José Correia, da Promolafões, sustentou que «existe um enorme empenho de parceiros e autarquias para que o Constálica Rallye Vouzela e Viseu continue a trilhar os caminhos do sucesso, organizativo, social e desportivo, pelo que estão reunidas todas as condições para que possamos ser obsequiados com o Campeonato de Portugal de Ralis».

    O Constálica Rallye Vouzela e Viseu já vai na 11.ª edição e continua a crescer de forma desnatural e já é apontado para outros voos. O rali reúne todos os condimentos para o sucesso junto de participantes e público, beneficiando dois concelhos importantes com estradas a condizer.

    O Constálica Rallye Vouzela e Viseu, pontuável para o Campeonato de Portugal GT de Ralis, Campeonato Promo Ralis, Campeonato Start Centro Ralis, Campeonato Start 2RM Centro Ralis, FPAK Júnior Team, Clio Trophy Portugal e KIA Rally Cup.

    O “menu” da prova compreende 297,25 quilómetros, com as equipas a enfrentar 72,4 de classificativas disputadas ao cronómetro, entre sábado (31 de agosto) e domingo (1 de setembro). O primeiro dia privilegia duas passagens por Penoita (8,70 km – 16h13 e 18h19) e Vouzela/Castelo (7,10 km- 16h41 e 18h47) e super-especial noturna de Vouzela (2,60 km – 21h20 e 21h39), seguindo as equipas para o parque fechado, no Parque Urbano de Santiago, em Viseu, com a primeira a entrar às 23h15. Para o segundo dia serão disputadas também duplas passagens pelas classificativas de Povolide (7,10 km – 11h37 e 14h19) e Santa Eufémia (10,70 km – 12h02 e 14h44). Pelas 15h40, as equipas entram em parque fechado na Feira de S. Mateus, procedendo-se, posteriormente, a entrega de prémios no palco principal do certame.

  • André Sousa: “excedemos as expectativas e queremos fazer ainda melhor”

    André Sousa: “excedemos as expectativas e queremos fazer ainda melhor”

    A estreia a ‘tempo inteiro’ de André Sousa no Europeu de Ralicross (EURO RX3)está a ser muito acima daquilo que seria exigível ao piloto da TSL Racing. 5º na Suécia e 4º na Hungria, assume o quinto posto na tabela do campeonato, empatado com o 4º classificado a escassos 5 pontos do pódio.

    4º lugar no já icónico circuito húngaro onde se disputou a edição 2024 do Kária Trans World RX of Hungary. Eis a façanha de André Sousa aos comandos do seu Audi A1 S1600 da TSL Racing. O piloto de Beire, Paredes, alcançou assim a sua melhor posição de sempre numa prova do EURO RX3, provando que a equipa portuguesa está a demonstrar muito ‘músculo’ nesta estreia entre os grandes.

    O fim-de-semana na Hungria começou com “muita desvantagem sobre todos os adversários… praticamente todos treinaram antes e conseguiram contrariar a dificuldade de andar com estes novos pneus. No primeiro dia, perdíamos muito tempo para os mais rápidos, mas conseguimos trabalhar e fomos melhorando volta a volta, corrida após corrida, até que chegamos à meia-final onde consegui impor um bom ritmo, terminando no 2º posto, o que me dava a 3ª posição na grelha de partida”.

    Nesse momento, André Sousa e a equipa quase que viram o fim-de-semana virar um pesadelo quando “nos atribuíram uma penalização que nos retirava da final. A decisão saiu na hora de arrancar, os meus adversários não conseguiram chegar a tempo de alinhar e foi-me autorizado partir. Aí, foi dar tudo e o 4º posto é um prémio que considero muito justo!… eu e a minha grande equipa já sabemos o que é lutar contra muitas adversidades e não vamos desistir. Por isso, lá estaremos na próxima corrida, na Bélgica para mostrar o nosso valor”.

    Os resultados e a posição dentro do top 5 da tabela pontual do campeonato em nada mudam o foco de André Sousa: “não embandeiramos em arco, nem ficamos eufóricos. Estamos, como é óbvio, muito orgulhosos com os resultados e as exibições, principalmente porque o nível competitivo do campeonato é extraordinário. Mas, temos perfeita noção de que enfrentamos, pilotos de grande talento e com um profundo conhecimento das pistas, coisa que nos falta, com a exceção de Montalegre, continuando, por isso, a encarar esta época como de aprendizagem e adaptação. Agora, não escondo que a ambição cresce cada vez mais. Excedemos as expectativas e queremos fazer ainda melhor e tenho esperança de ainda este ano atingiremos o pódio!”.

    André Sousa tem ainda uma palavra de “profunda admiração e de apoio total ao meu grande amigo João Ribeiro. Uma decisão que temos de aceitar, mas que julgo ser injusta, retirou-lhe a vitória na Hungria. No entanto, sei bem a classe e o talento que ele tem e o triunfo vai aparecer, quiçá já na próxima ronda e só espero que nada exterior à competição o venha a impedir de lutar pelo título como bem merece!”.

    A 17 e 18 de Agosto a Bélgica recebe o World RX of Benelux, terceira prova da temporada.

  • Top 6 na Madeira fez Pedro Silva e Roberto Santos saltar para o pódio do campeonato!

    Top 6 na Madeira fez Pedro Silva e Roberto Santos saltar para o pódio do campeonato!

    Missão cumprida para a dupla de embaixadores da Beira Baixa. Pedro Silva e Roberto Santos foram capazes de ultrapassar as inúmeros dificuldades colocadas por um dos mais exigentes ralis do ano. O 6º lugar nas contas particulares do Campeonato de Portugal de Ralis Duas Rodas Motrizes fez com que a equipa subisse ao 3º lugar da tabela pontual do campeonato, a duas provas do fim.

    Nada limitados por ser a estreia no icónico Rali Vinho da  Madeira, foram capazes de aproveitar os melhores momentos para intensificar o andamento, nunca se deixando vencer pelos momentos menos conseguidos, próprios de uma prova tao particular, tão extensa e tão exigente.

    Aliás, Pedro Silva destaca “a aprendizagem profunda em que se transformou esta nossa primeira participação no rali!… É um desafio único, onde qualquer erro se paga caro, sobretudo porque se anda sempre no máximo. Tudo tentamos, mas tivemos momentos na prova em que enfrentamos dificuldades e não deu para subir mais posições. Houve troços que estivemos nos três mais rápidos do CPR2RM, mas noutros não conseguimos. Tivemos ainda uma pequena saída de estrada, um troço que terminamos completamente sem travões e, claro que em alguns locais fizemos uma abordagem menos correta, por desconhecimento e perdemos algum tempo. Mas estamos muito satisfeitos com o Top 6 e, sobretudo, com a nossa exibição, sendo ainda de realçar que, uma vez mais, a Domingos Sport fez um trabalho incrível no nosso Peugeot 208 Rally4”.

    Pedro realça ainda o apoio intenso que sentiram na ilha, “desde parceiros, família, amigos e até madeirenses, tivemos muita gente na estrada a apoiar-nos, tal como no continente, a seguirem pela RTP Madeira. A todas as pessoas que estiveram connosco, um grande obrigado, com o vosso apoio tudo é mais fácil.” Para terminar em beleza, a equipa venceu o terceiro lugar de equipa mais sustentável do Rali, sendo que já tinham vencido este prémio no Rali de Castelo Branco e Vila Velha de Ródão.

    Quanto ao futuro, o jovem piloto de Vila Velha de Rodão assume que “saímos da Madeira com a motivação em alta. Faltam duas provas para o fecho da época e tudo faremos para defender esta nossa posição no pódio do CPR 2RM!”. A próxima prova será o Rali da Água Transibérico Eurocidade Chaves Verin, organizado pelo CAMI Motorsport, aprazado para os dias 13 e 14 de setembro.

  • Pódio para Filipe Albuquerque em Road America

    Pódio para Filipe Albuquerque em Road America

    Filipe Albuquerque e Ricky Taylor terminaram a jornada de Road America do Campeonato Norte Americano de Resistência na terceira posição do pódio.

    A dupla luso-americana esteve, até bem perto do final da corrida, na liderança. No entanto, uma situação de bandeira amarela perto do final da corrida e uma paragem nas boxes nessa altura, viria a condicionar o resultado final.

    “Um pódio é sempre um pódio, mas devíamos e merecíamos ter ganho. Estas corridas são sempre imprevisíveis e nunca podemos dar nada como adquirido. Eu e o Ricky fizemos as voltas mais rápidas da corrida e isso mostra o nosso andamento e a performance do carro. Infelizmente, a bandeira amarela no final da corrida veio comprometer todo o nosso trabalho. O Ricky ainda recuperou de último para terceiro em apenas oito voltas, uma verdadeira loucura. O terceiro lugar é um bom resultado, mas para nós tem sabor a derrota depois de tudo o que fizemos. Não há sentimento que explique perder assim”, disse Filipe Albuquerque.

    Importante agora é centrar atenções nas duas últimas jornadas da temporada e assegurar este andamento: “Vamos voltar a testar para a semana, a equipa tem trabalho a fazer porque não podemos sair derrotados desta forma. Temos de melhorar e focar no objectivo”, rematou o piloto de Coimbra insatisfeito com o desfecho de Road America.

    A próxima corrida do IMSA vai ter lugar a 22 de setembro em Indianapolis.