Ao volante do seu Honda Civic, Hugo Branquinho foi um dos pilotos mais marcantes em pista no Campeonato Portugal Legend´s.
O piloto do carro nipónico deu sempre o seu máximo, conseguindo assim resultados de vulto ,que culminaram com o titulo de Campeão na categoria. Assim pedimos a Hugo Branquinho se nos fazia um balanço do que foi a época de 2020, na qual o simpático piloto começou por nos dizer “ O ano 2020 foi desafiante em todos os aspectos . Para 2020, fizemos algumas evoluções no carro, que obrigaram a uma adaptação até cerca de metade do época”.
Hugo Braquinho destacou ainda que “em todas as corridas, com exceção da corrida de Portimão, ganhamos à classe e fomos fazendo uma progressão positiva na classificação geral. contei com os patrocínios da EQS Global, Tomeifel, Alma Engenharia e Construção, AMP Caixas Automáticas, DNY Racing, Tecniverca, Moldacril Racer Design. Espero que em 2021 possa contar com o apoio destes e de outras marcas que queiram abraçar um projeto vencedor. O esforço da equipa técnica (Pedro Silva e João Mestre) foi fantástico para ter um verdadeiro carro de corrida!”
Antes de terminar acrescentou-nos uma novidade para 2021, “ Espero para 2021, conseguir evoluir mais o Honda Civic e eventualmente colocar um Clio 2 Cup em pista” conclui Hugo Branquinho.
Dois pontos separaram o piloto da conquista mais almejada. Ciente da grande época que fez, Rui Nunes assume alguma amargura por não ter podido lutar até ao fim pelo título, devido à anulação da última prova.
Depois da excelente época realizada em 2019, onde reclamou o 2º lugar no campeonato, Rui Nunes partia para a jornada inaugural do Campeonato de Portugal de Kartcross com aspirações a lutar pela vitória, assumindo que a conquista do título seria o objetivo máximo. Mas a prova de Sever do Vouga foi madrasta e o piloto enfrentou vários problemas mecânicos e outros tantos incidentes de corrida que o impediriam de assinar um bom resultado, almejando, no entanto, recolher alguns pontos.
Passado o longo interregno causado pelo combate ao surto pandémico, piloto e equipa apresentaram-se em Lousada, cenário do regresso à competição, com novidades de relevo: um novo Semog era a “arma” escolhida para retomar o caminho dos êxitos. Piloto e nova “montada” cedo demonstraram um forte entendimento. 3º nos treinos, assinou grandes exibições nas mangas e assegurou um lugar na fila da frente para a corrida de todas as decisões. Na Final, esteve sempre na luta e foi recompensado com um excelente 2º posto, que o recolocava na refrega pelo campeonato.
A competição rumou depois até Castelo Branco. À chegada à pista instalada na Beira Baixa, Rui Nunes tinha os olhos postos na repetição do pódio conquistado em Lousada. 5º nos treinos, o piloto de Montemor-o-Novo esteve sempre na batalha pela primazia em todas as mangas de qualificação, almejando sair da segunda fila da grelha de partida para a Final.
E foi com uma exibição notável e com um sentido de oportunidade perfeito que Rui Nunes chegou à primeira vitória da época. Saindo que nem um foguete, subiu a segundo logo na primeira curva e utilizou uma magnífica estratégia quanto ao momento em que escolheu fazer a “joker lap” para saltar para o comando, que já não largou mais até à bandeirada de xadrez. Com este triunfo na corrida da Escuderia, o piloto alentejano entrava cada vez mais na luta pelo título.
A quarta tirada da época foi disputada em Mação, onde a motivação do piloto e da equipa chegava no nível máximo, mercê do triunfo albicastrense. Mas cedo começaram a surgir algumas dificuldades. Nos treinos, o piloto sentiu dificuldades para afinar o Semog e nunca rodou como desejava. Já nas mangas de qualificação, voltou ao seu melhor nível e logrou garantir o 3º lugar na grelha de partida para a Final.
No momento da verdade, Rui Nunes não tremeu e voltou a estar a um nível excecional, subindo logo ao 2º posto, onde terminaria, mas não sem antes dar muita luta ao vencedor. O resultado cimentava ainda mais as aspirações do alentejano.
Rui Nunes seguiu então para Montalegre, com a pista mundialista a ser o traçado da 5ª prova da temporada. E ao longo do fim-de-semana, o piloto alentejano esteve sempre ao seu mais alto nível, rodando sempre entre os melhores e estando no “olho do furacão” da luta pela primazia. 4º classificado nos treinos cronometrados, Rui Nunes almejou ser forte nas mangas de qualificação, garantindo, uma vez mais, um lugar na primeira fila da grelha de partida para a final.
Na confusão normal da primeira viragem, dentro de um pelotão farto e feroz, Rui Nunes caiu algumas posições, mas encetou uma enorme recuperação que o colocou na luta pelo pódio, que esteve ao seu alcance, não fosse alguma confusão na penúltima volta, que o forçou a corrigir trajetória e a perder velocidade, caindo para um 4º lugar final. Não sendo o resultado ideal, permitiu ao piloto cimentar o 2º lugar na geral do campeonato, mantendo bem firmes as suas aspirações ao título, a uma porva do fim, caso o calendário se cumprisse.
Mas veio então o momento da desilusão, com o anúncio por parte da FPAK da última prova prevista, que se realizaria em Sever do Vouga, dando a entidade federativa o campeonato por concluído, forçando assim Rui Nunes a ter de se contentar com o 2º lugar final, repetindo o resultado de 2019.
Mesmo sendo uma posição excelente, este vice-campeonato não tem para o piloto alentejano “o mesmo sabor que o da época de 2019. Sentia-me capaz de lutar em Sever pelo título e ver essa possibilidade esfumar-se desta forma, abala-nos bastante, pois ficará sempre um sabor amargo pela ausência de competição até ao fim, isto sem qualquer crítica para com o campeão, a quem dou os parabéns!”.
Quanto à sua prestação ao longo da época de 2020, Rui Nunes faz um rescaldo “muito positivo. Fomos sempre muito competitivos e, mesmo tendo alcançado a vitória apenas em Mação, somamos mais dois pódios e estamos perfeitamente cientes de que poderíamos ter ganho mais vezes. A equipa fez um magnífico trabalho ao longo de todo o campeonato. Demos o máximo!”, realçando ainda que “a aposta no novo Semog compensou. Tivemos as dificuldades naturais de adaptação e, por vezes, não foi fácil chegar às melhores afinações, mas conseguimos ser competitivos e voltar a provar que conseguimos sempre estar na luta pelos títulos!”.
Rui Nunes deixa uma palavra final “para os patrocinadores e para as nossas famílias, que nunca nos regatearam um apoio indispensável”, prometendo que “tudo faremos em 2021 para os recompensar com vitórias, num ano em que queremos estar, uma vez mais, na discussão do título nacional”.
Jorge Santos fez a época de 2020 ao dum competitivo Alfa Romeo, tendo estado sempre na luta pelos pódios, ao longo de toda a temporada.
Como tal, o piloto faz um balanço da época “muito positivo. O ano de 2020 fui um ano atípico e como tal o meu programa desportivo também o foi. Tinha um programa de cinco provas, começando por Valência e terminando em Jarama ( Madrid ), mas a incerteza das datas fez abortar o programa inicial. Neste contexto, a minha primeira prova, onde tive a companhia do Alcides Petiz, foi Valência, circuito que nos brindou com um sol fantástico e corridas muito bem disputadas, pouco antes do confinamento“.
Na corrida inicial assinaram “o 3º Lugar nos H71. Lutamos sempre com o Porsche do Dal Maso. Levei um chega para lá do Porsche 914 do Manuel de la Torre, quando o ultrapassava numa disputa entre o Paulo Rompante e o Sousa Ribeiro. Na 2º corrida saímos com uma roda mal apertada e fui obrigado a parar no final da 1º volta, iniciando uma recuperação secundada pelo Alcides Petiz até ao 4º lugar dos H71”.
Seguiu-se o interregno causado pelo combate ao surto pandémico e o pioto decidiu “parar até 2021.Mas o bichinho não me deixou e logo que a FPAK e a DGS autorizaram o HE a deslocar-se ao Algarve, correspondi afirmativamente do meu amigo Roberto Rincón, para alinhar no seu Alfa Romeo GTAm. Foi um fim-de-semana fantástico, que nos deu na 1º corrida um 2º lugar dos H71, posição que voltaríamos a obter na Corrida 2. Terminei a época no Estoril Classic, onde fiquei apeado nos treino cronometrados devido a um toque do meu filho com o Bernardo Sá Nogueira. Venha 2021 com muita saúde para poder desfrutar novamente da companhia dos amigos neste ambiente fantástico que são as corridas de resistência” conclui Jorge Santos.
É uma das grandes protagonistas da Montanha. Aos 18 anos, Gabriela Correia voltou a assinar uma época de grande nível, levando o seu Seat Leon Supercopa MKIII ao pódio absoluto da Categoria Turismo, vencendo ainda a Divisão 3.
Agora, a “Princesa da Montanha” faz o balanço da época, numa conversa com o jornalista Joaquim Amândio Santos, num episódio com imagens de José Bernardo Coelho e edição de Armando Leitão.
O nosso programa foi até Vila Real, às instalações da JC Motorsport, conversar com José Nelson Silva. O piloto vianense conseguiu estar em três frentes ao longo de 2020: ralis, velocidade e ralicross, rubricando sempre grandes exibições, com resultados condizentes, incluindo um título nacional. O jornalista Joaquim Amândio Santos conduziu esta emissão, numa conversa que incluiu ainda o consagrado navegador José Janela. As imagens foram asseguradas por José Bernardo Coelho e a edição esteve a cargo de Armando Leitão.
Nuno Mateus fala da sua temporada ‘coroada’ com o título nacional de Clássicos de Ralis 2020 aos comandos do Mitsubishi Evo VI e também com o seu habitual navegador Roberto Santos, ‘obreiro’ de grande parte da temporada, numa época encurtada pelas restrições sanitárias mas servida pelos pneus da KUMHO.
A dupla campeã nacional está agora em destaque em mais um episódio do nosso programa especial, conduzido desta feita pelo jornalista Nuno Barreto Costa, com edição de imagem de Armando Leitão. Abordadas as provas, a época e a carreira do piloto aveirense, que tem já uma carreira interessante, iniciada com carros de duas rodas motrizes.
Lourenço Rosa será um dos nomes nacionais a marcar presença na edição do Dakar Rally 2021, e terá a seu lado o navegador Joaquim Dias, formando a única equipa que irá defender as cores lusas na categoria SSV Series T4.Encontram-se já em Jeddah, na Arábia Saudita, o ponto de partida para a edição deste ano do Dakar que se irá desenrolar de acordo com diversas medidas relativas à mitigação dos riscos associados à atual pandemia.
A dupla apoiada pela Enerre Pharma participou na Baja Hail,
prova de Todo-o-Terreno que se disputou á duas semanas atrás também na
Arábia Saudita, em condições muito semelhantes ao que vão encontrar no
Dakar, inclusivamente com percurso comum em alguns setores, e isso
permitiu à equipa testar em condições reais preparando-se para o desafio
que se aproxima. Lourenço Rosa e Joaquim Dias tentaram aproveitar ao
máximo todos os momentos de que dispuseram ma Baja Hail, para amealhar
experiência através da partilha de dados com outras equipas, mais
experientes em provas com as características do Dakar e desta Baja Hail,
tendo inclusivamente terminado na terceira posição da categoria T4, um
resultado que veio aumentar os níveis de confiança da equipa.
Tripulando um Can-Am Maverick construído e preparado de raiz para este Dakar pela estrutura técnica da South Racing, estão a postos para arrancar no dia 2 de Janeiro para o prólogo, ao que se seguirão doze etapas cronometradas com a habitual exigência e dificuldade características do Dakar Rally, antes do final previsto para dia 15 de Janeiro.
Lourenço Rosa afirma sobre esta sua estreia numa das mais emblemáticas provas de desporto motorizado a nível mundial que “desde que comecei a correr em todo-o-terreno, com o meu pai Nuno Rosa, que o Dakar era um objetivo. Este ano surgiu a oportunidade e cá estamos prontos para o tornar realidade. É muito diferente correr no Dakar face ás provas que temos em Portugal, muita areia, o desafio das dunas e a extensão e dureza das etapas é algo a ter em conta e para ir aprendendo esperando que a adaptação seja o mais rápida possível.”
“A adrenalina das corridas é algo de que gosto bastante, da competição, da luta contra o cronómetro, e embora o faça para me divertir, quando corro estou sempre a tentar dar o meu melhor e é isso que vamos fazer também neste Dakar, ciente que as dificuldades e a curva de aprendizagem necessária para se obter resultados é normalmente longa. Vou com muita vontade, e logo veremos o resultado.”
“O objetivo principal passa por dignificar as cores nacionais nesta prova tão dura quanto emblemática, queremos obter uma boa classificação, vamos ajudarmo-nos mutuamente entre todas as equipas, nomeadamente no grupo dos restantes portugueses que vão estar presentes neste Dakar, e agradeço desde já todo o apoio que nos tem sido manifestado nestes dias que antecederam a nossa vinda até à Arábia Saudita para esta aventura. Estamos a postos para dar o nosso melhor”
O Dakar Rally é a maior competição mundial de Todo-o-Terreno e disputa-se este ano na Arábia Saudita de 2 a 15 de Janeiro.
O Renault TWINGO Electric está a escassas semanas de chegar à Rede de Concessionários. O automóvel elétrico mais acessível à venda em Portugal será comercializado com os níveis de equipamento Zen e Intens. O primeiro, pelo valor de 22.200€ e pouco mais de 18.000€ para clientes empresariais, que beneficiam da dedução integral do valor do IVA. Com mais equipamento, a versão Intens custa mais 1.000€. Sublinhe-se que a aquisição da bateria está incluída nos preços.
Há quase 30 anos que o Renault TWINGO não para de se reinventar e o lançamento de uma versão 100% elétrica é a mais recente novidade. Chega à Rede de Concessionários já no próximo mês de janeiro de 2021 e com o estatuto do mais barato automóvel elétrico à venda em Portugal. Uma proposta que que beneficia da experiência de mais de uma década da Renault na mobilidade zero emissões.
O nível de equipamento ZEN integra, entre outros itens, o ar condicionado automático, os bancos traseiros com rebatimento 50/50, o elevador de vidro elétrico com função impulsional do lado do condutor, o limitador de velocidade, o porta luvas fechado, o sistema multimédia Easy Link de 7 polegadas com replicação smartphone, os retrovisores elétricos da cor da carroçaria, os sensores de chuva e luminosidade ou o volante em couro regulável em altura. Por mais 1.000€ em relação à versão entrada de gama, o Renault TWINGO Electric Intens é enriquecido com equipamentos como o sistema Easy Link 7 de 7 polegadas com navegação, o sistema de ajuda ao estacionamento traseiro + câmara de marcha-atrás, o regulador e limitador de velocidade, o banco do passageiro rebatível “one touch“, a bagageira modulável, os vidros traseiros sobreescurecidos e as jantes em liga leve de 15 polegadas.
Sublinhe-se que a versão zero emissões do Renault TWINGO não resulta de uma mera adaptação da proposta com motor a gasolina. Na realidade, desde a sua conceção, que a atual geração do icónico modelo foi desenvolvida a pensar em receber uma motorização 100% elétricas.
Exteriormente, mas igualmente no habitáculo, são vários
os pormenores que caraterizam a gama elétrica da Renault. No entanto, a
irreverência, a personalidade cativante, o sentido prático e a diversão ao
volante são as que fazem a história de sucesso do Twingo há quase três décadas.
O Renault Twingo Electric para além de ser uma proposta
imbatível nos custos de utilização, também reivindica o melhor raio de viragem
do mercado (uma caraterística tão importante nas manobras na cidade) e graças à
bateria de 22 kWh oferece uma autonomia de 270 quilómetros em ciclo WLTP City e
de 190 quilómetros no ciclo WLTP Completo (225 quilómetros com utilização do
modo Eco). O suficiente para uma semana de utilização sem carregamentos, para
quem percorre uma média de 30 quilómetros diários.
Mas para além da autonomia perfeitamente suficientes para
as deslocações do dia a dia na cidade, destaque para a rapidez de carregamento.
Na realidade, o Renault TWINGO Electric, devido ao carregador Camaleão idêntico
ao do Zoe pode carregar até quatro vezes mais depressa do que os seus
concorrentes, nos postos de carregamento mais frequentemente encontrados no
espaço público.
Uma referência final para o facto dos mais recentes serviços conectados da Renault também estarem disponíveis no TWINGO Electric, incluindo funções específicas dos automóveis elétricos da marca que facilitam a vida do condutor.
Na chegada à última prova da temporada realizada no Autódromo do Estoril o campeonato ainda não estava decidido. Nuno Figueiredo podia matematicamente ser Campeão, mas estaria sempre dependente de terceiros. No final, o piloto alcançaria o grande objetivo da época.
O primeiro contacto com a pista decorreu na sessão de treinos livres, com Nuno Figueiredo e a sua carrinha Volvo 850 a rubricarem o oitavo melhor tempo da sessão, em 2.12.090 à média de 113,5 km/h. Já na sessão de treinos cronometrados, Nuno Figueiredo e a sua sueca endiabrada conseguiram melhorar de forma acentuada, fazendo a sua melhor volta ao autódromo do Estoril em 2.08.695 à média de 116,5 km/h, garantindo assim o sétimo melhor tempo na geral, o qual determinaria a posição na grelha de partida.
Na primeira corrida do fim-de-semana, realizada sábado de manhã e disputada debaixo de chuva intensa, Nuno Figueiredo fez uma boa largada recuperando de imediato algumas posições, Ao longo da corrida sempre com piso muito escorregadio e visibilidade reduzida, Nuno Figueiredo imprimiu um ritmo bastante forte que lhe permitiu ver a bandeira de xadrez na 3ª posição à Geral e 1ª posição na Classe L99, um resultado garantido à entrada para a última volta da corrida, conseguindo também a volta mais rápida na classe com 2.04.518 à média de 120,4 km/h.
Na segunda corrida, com condições atmosféricas muito semelhantes à primeira, Nuno Figueiredo repetiria o 3º lugar à Geral e 1º lugar entre os L99, rubricando novamente a volta mais rápida da corrida da L99 com 2.05.753 à média de 119,2 km/h.
Após a subida ao pódio para receber o troféu, o piloto disse-nos “com a diferença pontual existente à entrada para esta última prova, as perspectivas de vencer o campeonato estavam muito dependentes dos resultados dos meus adversários directos. Arranquei para as duas provas sem qualquer pressão e focado apenas em fazer o melhor resultado possível. Felizmente à medida que as corridas iam decorrendo o cenário também ia mudando a meu favor, e no final da segunda corrida, com alguma surpresa à mistura, consegui renovar o título. Foram duas corridas muito difíceis, em condições muito adversas e com piso muito escorregadio, tendo apanhado alguns sustos na segunda corrida, mas consegui levar a “sueca endiabrada” até ao final das duas corridas e assim tornar-me Bicampeão”. O piloto de Lisboa concluiu: “Dedico este título à minha equipa Monteiros Competição que sempre me entregou a Volvo nas melhores condições, a toda a minha família e a todos os patrocinadores que acreditaram e renovaram a confiança neste projecto.”
O craque de Lousada lutou até ao fim pelo título que, pelas exibições e vitórias, esteve perfeitamente ao seu alcance. Aos comandos do seu Citroen C2 S1600, provou, à saciedade, todo o seu talento e foca já na época de 2021, onde quer voltar a estar na luta pelo cetro nacional. Mesmo, assim logrou assegurar o pódio na divisão rainha da modalidade.
O arranque da época, ainda em fase pré pandemia,
foi atribulado para Jorge Machado. Em Sever do Vouga, um conjunto de pequenos
incidentes tirou o piloto da decisão da corrida, mas almejou garantir alguns
pontos, com um 10º lugar final.
Depois, o confinamento provocado pelo COVID-19 provocou um longo defeso e o regresso à competição seria remetido já para o início do Verão. Essa fase foi, segundo o piloto lousadense, aproveitada “para alguns testes que validaram uma profunda revisão que fizemos ao C2 e enfrentamos o recomeço com muita ambição, cientes de que poderíamos estar na luta pelos triunfos”.
No entanto, a sorte nada quis com Jorge
Machado. Em plena pista da Costilha, circuito de eleição e “da casa” para o
piloto, um problema mecânico forçou-o a baixar os braços na corrida decisiva,
quando estava na refrega pelo pódio, registando um 8º lugar final, nada consentâneo
com o ritmo que apresentou durante todo esse fim-de-semana.
O PTRX rumou depois a sul, até terras albicastrenses, com Castelo Branco a receber a terceira prova que foi palco de mais um momento aziago para Jorge Machado. Ao longo de todo o fim-de-semana, o craque de Lousada ostentou um nível competitivo verdadeiramente fora de serie, assegurando a 2ª posição na grelha de partida para a final. E no arranque, o piloto passou das palavras aos atos. Arrancou que nem um míssil, chegando ao final da reta a liderar, “com quase um carro de avanço sobre os outros. Então, pouco antes da abordagem à primeira curva, um toque de outro piloto atirou o C2 contra o muro e os danos levaram-me a abandonar”, recolhendo pontos com o 7º lugar final.
A série de infortúnios terminou mesmo aí porque Jorge Machado reservou para a fase decisiva da temporada o melhor de si, da equipa e do C2.
Mação e Montalegre, onde se disputaram, respectivamente, a 4º e a 5º prova do calendário, assistiram a verdadeiros recitais de condução do piloto, que suplantou toda a forte concorrência e colocou no seu palmarés duas fabulosas vitórias consecutivas que, para além de premiarem todo o seu talento e esforço, o recolocaram na luta pelo título nacional, a uma prova do fecho da temporada.
Mas o balde de água fria estava para ser
servido. Depois de indecisões e adiamentos, a FPAK anulou mesmo a última prova,
prevista para Sever do Vouga, dando o campeonato por concluído e remetendo Jorge
Machado a um positivo, mas agridoce, 3º lugar final no campeonato.
No rescaldo, o craque lousadense, sente-se “muito orgulhoso da época que conseguimos. Julgo que demonstrei em pista ter andamento para lutar pelas vitórias e pelo título. A equipa esteve fantástica ao longo de toda a época. Nunca virou a cara á luta e fomos sempre trabalhando para melhorar o C2, tendo atingido um excelente nível competitivo. Estou muito orgulhoso das nossas exibições, muito feliz pelas duas vitórias obtidas e pleno de convicção de que seremos ainda mais fortes no futuro!”.
No entanto, Jorge Machado não esconde alguma “desilusão com a anulação da última prova prevista no calendário. Estávamos em crescendo, a poucos pontos da liderança e tínhamos todas as condições para lutar pelo título. Julgo que a decisão poderia ter sido outra. No entanto, quero dar os parabéns ao Rogério que, pela excelente época que fez, é um campeão com mérito”.
O lousadense fechou a sua análise da época 2020 com “um profundo agradecimento aos meus patrocinadores, à minha família e à minha equipa. Sinto-me muito apoiado e acarinhado e tudo farei para poder premiar quem me apoia com uma magnífica época em 2021!”.