Numa altura em que todos estamos já com saudades da competição, vale bem a pena ver a o filme oficial da edição 2019 das 24 horas de Le Mans. Em 77 minutos muito bem realizados, conseguimos saborear toda a emoção e as peripécias que construíram mais um episódio da saga desta prova única.
O jornalista Joaquim Amândio Santos parte à conversa com Manuel Castro, piloto e líder da equipa Racing 4 You.
Num programa com edição de imagem a cargo de Armando Leitão e com Paulo Seabra no comando da sonoplastia, vamos conhecer melhor um dos craques do pelotão nacional de ralis.
O 8º episódio da primeira temporada do programa Motorsport Hoje, tem como convidado Gil Antunes. Em destaque, na conversa com o jornalista Joaquim Amândio Santos, estiveram a sua carreira nos ralis e o seu novo projeto com o Dacia Sandero R4. A edição de imagem é de Armando Leitão e a sonoplastia de Paulo Seabra.
O 7º Episódio do programa Motorsport Hoje tem como convidado Miguel Barbosa.
O talentoso piloto fala com Joaquim Amândio Santos sobre o seu regresso ao Todo-o-Terreno e faz o balanço dos 3 anos de competição nos ralis.
Esta produção conjunta VMotores/Golo FM tem edição de imagem de Armando Leitão e sonoplastia a cargo de Paulo Seabra.
Lançado em 1978, o desportivo de referência com motor
rotativo estava destinado a tornar-se num clássico de culto. O motor rotativo
poderá regressar em modelos Mazda equipados com baterias eléctricas
Logo desde o início, o uivo característico do propulsor bi-rotor do Mazda RX-7 ecoou nos circuitos de toda a Europa e mesmo mais além, vencendo a classe reservada a viaturas com motores entre os 1.600 e 2.300 cm³ do BSCC (British Saloon Car Championship) em 1980 e 1981, e demonstrando, neste último ano, a sua fiabilidade ao arrebatar a bandeira de xadrez nas 24 Horas de SPA-Francorchamps, prova de resistência belga para carros de turismo.
Esta era dourada alargou-se a outros pontos do globo, como nos EUA, país onde o RX-7 venceu mais de 100 corridas do Campeonato IMSA, mais do que qualquer outro modelo de qualquer outra marca, dominando a classe GTU (reservada a carros com motores com cilindrada inferior a 2.500 cm³), incluindo as míticas 24 Horas de Daytona, ao longo de 12 anos consecutivos (1982 a 1993). O RX-7 também deu provas no Campeonato Australiano de Resistência, vencendo os campeonatos de 1982 a 1984, complementando os louros com a vitória nas 12 Horas de Bathurst, icónica prova de resistência australiana, de 1992 a 1995.
Comprovado
em pista
Esta vasta experiência adquirida pelo RX-7 em competição iria transitar
para o Mazda 787B de quatro rotores e 710 CV, que, em 1991, abalou o denominado
poder instituído dos motores
convencionais (movidos a pistões), reclamando a vitória nas famosíssimas e híper-disputadas
24 Horas de Le Mans, em França. O 787B continua a ser o único carro com motor
rotativo a ter vencido a mais mítica das provas de resistência, naquele que é,
sem dúvida, um dos maiores momentos na história dos propulsores rotativos.
Este feito torna-se ainda mais surpreendente considerando que, aquando do
início do desenvolvimento do RX-7, o futuro do motor rotativo estava em risco.
A marca dispunha de motores rotativos na maioria de seus modelos até à crise
petrolífera de 1973-74, a qual originou o aumento em flecha do preço dos
combustíveis. Os motores rotativos da Mazda ofereciam excelentes performances
mas tinham consumos elevados, pelo que, nessa conjuntura, tornaram-se menos
atractivos para o mercado. A Mazda decidiu abdicar dos motores rotativos na
maioria dos seus modelos (berlinas, hatchbacks
e carrinhas), e poderia tê-los abandonado por completo, tal como outros
construtores, mas Kenichi Yamamoto, o então responsável de Pesquisa &
Desenvolvimento resistiu à decisão, argumentando que um motor rotativo era
fundamental na diferenciação da Mazda.
Criar um
motor rotativo icónico
Comercializada no Japão em 1978 antes de chegar à Europa no ano seguinte, a
primeira geração do RX-7 (nome de código “FB”) foi um êxito imediato. Com pouco
mais de uma tonelada de peso (a seco) e equipado com o motor 12A, com uma
potência entre os 100 e os 135 CV (consoante o mercado), representou um grande
avanço em termos de performance. A sua colocação frontal/central – o compacto
motor estava posicionado atrás do eixo dianteiro – aliada à tracção traseira
(propulsão), permitiram uma distribuição de peso quase perfeita e um excelente
comportamento dinâmico. O aerodinâmico RX-7 superava, largamente, as
expectativas dos modelos da sua classe, em termos de preço, e era extremamente
divertido de conduzir, proporcionando uma ligação especial entre o condutor e o
automóvel. Mais tarde, o motor 12A de dois rotores e 1.146 cm³ foi
complementado por uma versão turbo de 160 CV para o mercado japonês, enquanto o
norte-americano recebeu uma versão com maior cilindrada (13B) e injecção de
combustível.
Lançada em 1985, a segunda geração do RX-7 de (“FC”) contou com um design
inspirado na Porsche e integrou uma série de melhorias em termos de
performance, adoptando o sistema Mazda DTSS (Dynamic Tracking Suspension
System) e a sobrealimentação (turbo). Ficou também comprovado que a indução
forçada é uma solução adequada para os motores rotativos, graças às suas
características de fluxos de escape, sendo bastante eficaz em gerar binário nos
regimes intermédios. O motor 13B de 1,3 litros estava, agora, disponível em
todos os mercados e, embora o RX-7 tenha sido inicialmente comercializado na
Europa com um motor de 150 CV naturalmente aspirado, surgiram depois versões
com 180 e 200 CV com dois turbos em paralelo (twin scroll). A versão mais potente conseguia acelerar dos 0 aos
100 km /h em 6 segundos e atingir uma velocidade máxima de 240km/h.
A terceira e última geração (“FD”) chegou em 1992 e traduziu-se num genuíno
performance car. Um novo sistema bi-turbo
sequencial aumentou para 239 CV a potência da mais recente geração do motor 13B,
na versão para o mercado europeu. Eleito pelos fãs como sendo o melhor RX-7 de
sempre em termos dinâmicos – 0 a 100 km/h em 5,3 segundos e 250km/h de velocidade
máxima (limitada) – o RX-7 “FD” de dois lugares e 1.300 kg integrou um restrito
lote de modelos desportivos topo de gama, um estatuto perfeito para uma marca
que acabara de triunfar em Le Mans.
Infelizmente, em 1996, devido às normas de controlo de emissões, o RX-7 viria
a ser descontinuado em grande parte dos mercados da Europa, embora a Mazda o continuasse
a produzir para mercados com volante à direita. Nas últimas unidades destinadas
ao mercado japonês, a potência podia chegar aos 280 CV.
Recordes
atrás de recordes
O ano de 2002 marcou o fim de carreira para um dos mais excepcionais
modelos desportivos da história. Com um volume de produção total de 811.634
unidades, entre 1978 e 2002, o RX-7 tornou-se no modelo com motor rotativo mais
produzido de sempre. Ao longo desse período, para além das versões de produção,
construíram-se versões modificadas de todas as gerações, que estabeleceram
recordes de velocidade terrestre, nas respectivas classes. No deserto salgado
de Bonneville Salt Flats (EUA), um “FB” alcançou os 296 km/h (1978), um “FC”
chegou aos 383,7 km/h (1986) e um “FD” aumentou a marca para 389 km/h (1995).
Mas o espírito do Mazda RX-7 manteve-se vivo. O Mazda RX-8, lançado em
2003, foi a rampa de lançamento de muitas inovações de engenharia que se
seguiram, destacando-se os modelos Mazda com motor rotativo a hidrogénio, como
o RX-8 Hydrogen RE, que funcionava a H2 ou a gasolina, e o Mazda Premacy
Hydrogen RE Hybrid, um MPV com um motor elétrico e um motor rotativo bi-fuel.
Mais tarde, a Mazda desenvolveria um protótipo Mazda2 EV com um pequeno motor
de um só rotor, utilizado como extensor de autonomia. Um sistema semelhante viria
a ser, agora, aplicado no Mazda MX-30, um novo SUV crossover com bateria elétrico,
que chegará ao mercado no final do presente ano.
Principalmente entre os entusiastas, o RX-7 continua a ser o ícone dos
desportivos com motor rotativo e até mesmo entre todos os modelos de produção com
esse tipo de mecânica. A Mazda fez enormes progressos com o RX-7 em termos de
engenharia de baixo peso, design desportivo e prazer de condução, competências
que tem vindo a aplicar e a melhorar em todos os modelos actualmente em
comercialização.
Sendo, possivelmente, o modelo que melhor incorpora a reputação e a dedicação da Mazda aos conceitos do sector que se afastam do que é convencional, o RX-7 continua a influenciar os designers e engenheiros que trabalham nos modelos Mazda do futuro.
O 6º Episódio do programa Motorsport Hoje recebeu o “jovem lobo” Miguel Correia. O bracarense teve um excelente arranque de época no Rali Serras de fafe e Felgueiras e vem até à Golo FM e à VMotores conversar com o jornalista Joaquim Amândio Santos sobre a sua carreira. Armando Leitão, assina, como sempre, a edição, enquanto Paulo Seabra volta a ser o responsável pela sonoplastia.
O piloto e patrão da Sports & You é o 4º convidado do programa Motorsport Hoje. Numa entrevista conduzida pelo jornalista Joaquim Amândio Santos, José Pedro Fontes aborda a atualidade do desporto motorizado, fazendo ainda um balanço do arranque da época. A edição de imagem é de Armando Leitão e a sonoplastia de Paulo Seabra.
A Hyundai Motor revelou novas imagens e detalhes do seu mais recente Concept EV “Prophecy”. As principais características incluem um mecanismo de condução através de um joystick, sistema exclusivo de filtragem de ar e uma plataforma EV específica.
A Hyundai Motor revelou mais
detalhes sobre o seu concept EV “Prophecy”. Num novo vídeo de apresentação, Luc
Donckerwolke, Chief Design Officer da Hyundai Motor Group, detalha algumas das
principais características no interiore exteriordo
veículo.
O Hyundai “Prophecy” foi apresentado digitalmente no mês passado. Para além de ser um concept, o nome refere-se ao facto deste veículo apresentar ideias e funcionalidades que a Hyundai desenvolverá no futuro. O “Prophecy” foi inspirado nos automóveis vintage das décadas de 1920 e 1930, com um design semelhante a um coupé. As suas linhas suaves e curvas expressivas diferenciam-no do concept “45” apresentado na IAA em 2019. Contudo, tal como o “45”, herda a assinatura de luz em formato pixel. O seu formato dinâmico e spoiler traseiro conferem-lhe uma aparência desportiva, e as jantes com formato de hélice reduzem a resistência do ar. Esta aparência está baseada na tipologia de design da Hyundai: “Sensuous Sportiness”.
No interior, o “Prophecy” transpira relaxamento, com cores escuras e materiais naturais que remetem à natureza. Destinado a criar uma experiência completamente nova no interior da viatura.
Uma das características mais exclusivas do “Prophecy” é o seu mecanismo de condução. Em vez de um volante de condução posicionado no painel em frente ao condutor, o “Prophecy” é controlado por dois joysticks localizados à esquerda e à direita do condutor: um na consola central e outro no revestimento da porta. Em combinação com um interior espaçoso, isso não permite apenas uma posição de condução mais confortável, como também liberta mais espaço no painel para outros equipamentos. Além disso, 90% das funcionalidades do veículo podem ser controladas através dos botões presentes nos joysticks, de forma a que não seja necessário que o condutor retire as mãos dos mesmos para alterar uma música. Esta configuração ergonómica é conhecida como Intuitive Human Interface. Tem como benefício o aumento da segurança dos passageiros, assim como um maior campo visual.
A instalação de joysticks não
é o único fator para o aumento da ergonomia da posição de condução. O novo
Smart Posture Care System (SPCS) permite que os condutores disfrutem de uma
posição de condução otimizada com base nas suas características físicas. O
condutor pode optar por ajustar o banco manualmente para atender às suas
preferências ou permitir que o carro sugira uma posição de condução “smart”. No
modo “smart”, o condutor insere a sua altura, altura estando sentado e o seu
peso, posto isto o veículo ajusta-se automaticamente às características físicas
do condutor. O SPCS controla o assento, o espelho retrovisor e o Head-up
Display, estando baseado em informações verificadas.
O sistema de
infotainment está integrado num ecrã que se estende por toda a parte da
dianteira do interior do veículo. Quando não se está a conduzir, o veículo pode
ser usado como um espaço de entretenimento, alterando para o Modo Relax. Neste
modo, os assentos reclinam e o painel de instrumentos sobe de posição, criando
uma posição ideal para se visualizar o conteúdo exibido no painel. Devido à
ausência de um volante de condução, os passageiros não possuem obstáculos
visuais. À medida que a tecnologia de condução autónoma evolui, o potencial dos
veículos serem utilizados como espaço de relaxamento e entretimento aumentará
significativamente de importância.
O Hyundai “Prophecy” não é
apenas um veículo elétrico com 0% de emissões – ele purifica o ar. Isto deve-se
ao sistema exclusivo de filtragem de ar embutido no veículo que possui um
sensor que deteta partículas. Quando os níveis de partículas no interior do
veículo ficam demasiado elevados, o sistema de ar é ativado, recorre a ar
fresco do exterior, filtra-o, de forma a obter ar puro a circular por todo o
veículo. Este sistema não funciona apenas enquanto se conduz, o “Prophecy”
continua a filtrar e purificar o ar mesmo quando está desligado ou a carregar e
mesmo que não esteja ninguém dentro do veículo.
Na maioria dos veículos, o condutor
ou passageiro abre a janela quando deseja um pouco de ar fresco. Com o Hyundai
“Prophecy”, o ar é sempre fresco, sendo que por este motivo as janelas que
contêm vidro duplo estão bloqueadas.
Depois do “45”, o “Prophecy” é o
segundo veículo da Hyundai a ser construído utilizando a Plataforma Modular
Elétrica Global ou “E-GMP” – a primeira plataforma EV exclusiva da Hyundai. Uma
plataforma EV exclusiva que abre um mundo de possibilidades para novos
elementos de design e conforto.
Os veículos elétricos são muito mais compactos que os de combustão interna, pois não têm necessidade de ter um capot dianteiro amplo ou de uma consola central volumosa. Isto permite que os designers recuperem este espaço para usufruto dos passageiros.
O 5º episódio do programa Motorsport Hoje, leva-nos até Detroit, a “capital automóvel” dos Estados Unidos. É de lá que nos fala Aloísio Monteiro, patrão e piloto da The Racing Factory, numa entrevista conduzida por Joaquim Amândio Santos, com edição de imagem de Armando Leitão e sonoplastia de Paulo Seabra, nesta produção conjunta Golo FM e VMotores.
Devido à pandemia mundial causada pelo Covid-19, os
pilotos Honda preparam a sua época no Esports WTCR Series. As corridas serão
exibidas nos meios de comunicação do WTCR.
Esteban Guerrieri, Nestor Girolami, Tiago Monteiro e Attila Tassi aceitaram o convite para competir numa minicompetição de quatro voltas, que também contará com pilotos profissionais de simuladores virtuais de corridas, tendo sido criado de forma a preencher o tardio início da época de 2020. Os quatro irão estar a competir em versões virtuais dos seus automóveis WTCR da época de 2019.
Tendo reunido oito vitórias de forma conjunta no WTCR nos
seus Honda Civic Type R TCR em 2019, os quatro pilotos estão conscientes de que
podem não estar à altura de desafiar a elite de pilotos de simuladores
virtuais, no entanto estão prontos para entrar no espírito competitivo contra
alguns dos seus concorrentes “reais” do WTCR.
Esta iniciativa foi desenvolvida pela Eurosport Events, em conjunto com o seu parceiro RaceRoom, tendo sido recebida pela Honda como uma forma de recompensar e se envolver com os fãs de WTCR durante uma espera sem precedentes devido à pandemia causada pelo Covid-19. A corrida de abertura decorrerá às hoje, segunda-feira (6 de abril), às 18h30 de Portugal através de uma sessão virtual no Hungaroring, onde deveria decorrer a abertura da época do WTCR. As corridas serão exibidas nos meios de comunicação do WTCR como Facebook e YouTube.
Nestor Girolami utiliza com regularidade o seu simulador de forma a preparar-se para os eventos do WTCR e, embora esteja atualmente Argentina, o seu país de origem, obteve um simulador no mês passado e treina em casa desde então. O seu compatriota e companheiro de equipa em 2019 do ALL-INKL.COM Münnich Motorsport, Esteban Guerrieri, vice-campeão do WTCR do ano passado, está determinado a aprender os “truques” da plataforma RaceRoom de forma a maximizar o seu desempenho.
A participação do piloto português, Tiago Monteiro, trata-se
de um salto para o mesmo, uma vez que disputou a sua primeira corrida de
Esports no mês passado. Para ele “neste momento, está é uma ótima
forma de entreter os fãs e é a razão pela qual eu quero participar. Esta
iniciativa será importante para os fãs, para o público e até para os
patrocinadores. Quero ser justo e entreter toda a gente pois acredito que isso
faz parte do meu trabalho. Nunca competi no RaceRoom e já me informaram que é
completamente diferente de outras plataformas. Não estou com expetativas
“loucas”, mas o importante não é estar lá para ganhar, apenas participar e
disfrutar. Posso ficar em último ou noutra posição, mas o que realmente importa
é mostrar o nosso compromisso.”.
Já o jovem piloto, de 20 anos, Attila Tassi, tal como Tiago, será enfrentado com algo desconhecido ao mesmo tempo que se tenta familiarizar, pela primeira vez, com a plataforma RaceRoom utilizada no Esports WTCR.