Categoria: + Motores

  • Drift: Lousada recebe quarta ronda do campeonato este fim de semana

    O Eurocircuito de Lousada recebe este fim de semana a quarta ronda do Campeonato de Portugal Unlock Energy Drift, depois da prova de Melgaço que estava marcada para a mesma data ter sido adiada.

    Esta visita à catedral do drift estava prevista apenas para Outubro, para a realização de uma prova extra campeonato, mas o adiamento da ronda de Melgaço antecipou a visita da caravana do drift ao mítico circuito de Lousada. De salientar que este plano B foi todo ele preparado em tempo recorde, sendo o motivo do adiamento de Melgaço os incêndios que nas últimas semanas têm fustigado toda a região, e por consequência as autoridades de forma preventiva não garantiam a presença de meios na prova, o que inviabilizou a sua realização. Até ao momento, a nova data para a prova de Melgaço não é ainda conhecida.

    Lousada entra assim no calendário e promete dois dias de intensa adrenalina e muito espectáculo, num cenário bem conhecido e do agrado de todos, estando inscritos perto de 40 pilotos divididos pelas três categorias: Iniciados, Semi-Pro e Pro.

    No sábado serão realizadas as sessões de treinos e a entrada de público terá o custo de 5€, sendo o preço dos ingressos para domingo de 7.50€ e de 10€ para quem pretender ir os dois dias e não perder um segundo de toda a emoção. O domingo como habitual será o dia das decisões com o Warm-Up a ter início às 9.30h, seguindo-se as Qualificações a partir das 10.30h e a fase de Batalhas às 14.30h. As finais terão lugar pelas 16.20h e a entrega de prémios está prevista para perto das 18h.

    Com a festa do drift a ser realizada em simultâneo com as festas Grandiosas do Sr dos Aflitos de Lousada, é de prever uma forte afluência de público às bancadas do Circuito da Costilha.

  • Perícias: Jorge Almeida dominou em Castelo Rodrigo

    Chegar, ver e vencer! Jorge Almeida é um nome incontornável das provas de perícia em Portugal e já conquistou o coração dos figueirenses e um enorme respeito pelos adversários que com ele procuram estabelecer o melhor registo. Com recorde de inscritos, milhares de pessoas a assistir e competição nas várias categorias, Figueira de Castelo Rodrigo esteve ao seu melhor nível com a habitual organização do Clube Escape Livre em parceria com o Município.

    Quando no sábado o sol desapareceu por entre as muralhas de Castelo Rodrigo, foram os pilotos que voltaram a brilhar perante uma moldura humana que encheu por completo as bancadas do Estádio Municipal para assistir à sexta prova do Campeonato de Portugal de Perícias. Os motores deram os primeiros acordes no traçado improvisado do estádio numa prova marcada pelo extraordinário acolhimento por parte do Município aos pilotos, obsequiando-os com um jantar de boas-vindas.

    Uma festa que juntou 40 equipas para celebrar a paixão pelo automobilismo com carros das mais diferentes belezas e estéticas que fazem parte do imaginário de muitos adeptos. A título de curiosidade refira-se que a organização realizou um desfile das viaturas pelo centro da vila de Figueira de Castelo Rodrigo, ao fim da tarde, para chamar a atenção da prova noturna que se revelou um estrondoso sucesso. Numa prova em que todos pretendem alinhar à partida a edição deste ano foi a mais concorrida de sempre até porque o Clube Escape livre e o Município de Figueira de Castelo Rodrigo oferecem hospitalidade e naturalmente maior visibilidade para a carreira dos pilotos e das respetivas equipas.

    No sábado Jorge Almeida conquistou um triunfo suado com o tempo de 1m13,238s, depois de esgrimir argumentos com António Borges. Um duelo titânico em que foi necessário esperar pelo derradeiro “tira-teimas”, já de madrugada, com vantagem do primeiro, por míseros 0,263 segundos.

    Depois de muito porfiar, Nelson Aguiar acelerou já com um clima ameno e conduziu a sua viatura ao degrau mais baixo do pódio, a 1,444 segundos, numa ação bastante festejada pelo clã Aguiar, deslocando-se a Figueira de Castelo Rodrigo pai, filho e neto, respetivamente Francisco Aguiar (10.º), Nelson Aguiar (3.º) e Filipe Aguiar (6.º).

    Também Miguel e Pedro Vicente, duas gerações do mesmo agregado familiar, não desperdiçaram a oportunidade para evidenciar as suas aventuras e peripécias na vila raiana do distrito da cidade mais alta de Portugal, fazendo tributo ao patriarca da família que correu nos anos 90 do século passado.

    Em termos desportivos, Jorge Almeida foi o vencedor absoluto e do Grupo 1, António Borges venceu a classe B. No Grupo 2 vitória de António Pinto na Classe A e de Dino Almeida na Classe B. Rui Loureiro venceu a Classe A e Francisco Carvalho a Classe B, ambos no Grupo 3. 

    Num fim-de-semana de dupla jornada do Campeonato Portugal, Jorge Almeida não deu a mínima oportunidade e depois de vencer no sábado apresentou-se no domingo no traçado urbano para responder com mais uma vitória, desta feita com o Nelson Aguiar a ser segundo classificado à frente de António Borges. Já nos restantes grupos e classes e apesar da luta renhida ao longo das várias tentativas, António Pinto, Dino Almeida, Rui Loureiro e Francisco Carvalho repetiram as vitórias do dia anterior.

    Com todos os pódios a celebrar com o reputado espumante da Adega de Castelo Rodrigo e a sua garrafa Magnum e com o trofeu SPAL para marcar a classificação neste evento, já se pensa na edição de 2023.

    Para o presidente da Câmara Carlos Condesso: “a aposta no desporto automóvel com o Slalom de Castelo Rodrigo está ganha e com o Clube Escape Livre traduz-se no motor de desenvolvimento social e económico valorizando as potencialidades turísticas do concelho”. Já o presidente do Escape Livre salientou que: “é uma enorme satisfação termos correspondido com duas provas magníficas, com muito público e a confirmação de que os pilotos gostam de vir correr a Figueira”.

  • Leonel Sampaio “Montalegre foi um bom teste para a prova do Europeu”

    Almejando voltar a demonstrar toda a rapidez que alcança aos comandos do seu Skoda Fabia S1600, Leonel Sampaio voltou a rubricar uma exibição positiva nesta segunda passagem pela pista montalegrense, logrando ficar dentro do Top 10 final oficioso da atribulada e polémica quarta jornada da Divisão S1600 do Campeonato de Portugal de Ralicross by Transwhite.

    O fim-de-semana de Montalegre ficará para a história como um momento em que o manancial de situações polémicas foi enorme. No entanto, em termos desportivos, o Ralicross de Montalegre II transformou-se numa boa operação para Leonel Sampaio, sem que o piloto de Lousada passasse incólume às peripécias.

    Muito confiante aos comandos do Skoda Fabia muito bem preparado pela Kaxa & Motor, Leonel Sampaio foi o 5º mais lesto nos treinos cronometrados, logrando terminar a Q1 no 4º posto, sendo 8º na Q2 e na Q3.

    Com esta performance, o lousadense terminou a fase de qualificação na 7ª posição, garantindo um lugar na 2ª fila da grelha para a sua meia-final, corrida em que alguns toques lhe limitariam a ambição, concluindo-a no 5º lugar, ficando assim fora da final e terminando assim no 9º lugar da geral, estando esta suspensa, mais de uma semana após a conclusão da prova.

    O epílogo foi, para o craque de Lousada, o “que nos permitiram fazer. Saímos prejudicados na meia-final, no meio dos toques dados por outros pilotos, mas voltamos a provar que temos andamento para andar nos lugares cimeiros e tudo faremos para que isso aconteça na segunda parte da época”. No entanto, Leonel Sampaio considera que “esta segunda passagem em Montalegre foi positiva. O nosso andamento foi positivo e conseguimos evoluir, sendo muito importante para recolher dados pata a corrida que vamos fazer do Europeu”.

  • Jorge Machado: “Não entendo as decisões do colégio. Existe muita dualidade de critérios nas decisões importantes!”

    Do céu ao inferno. Assim foi a jornada vivida por Jorge Machado na quarta prova do Campeonato de Portugal de Ralicross by Transwhite 2022. Dominador na qualificação, o lousadense viu-se forçado a abandonar na sua meia-final, depois de um acidente.

    O Ralicross de Montalegre II continua na ordem do dia, passado que está mais do que uma semana sobre o evento.

    Os incidentes e a polémica marcaram a prova, particularmente na Divisão S1600 e Jorge Machado não escapou ao longo rol de pilotos que sofreram com os mesmos, juntando-se ao coro dos que lamentam e alertam para o sucedido.

    A prova montalegrense até começou da melhor forma para o piloto do Citroen C2 S1600 que, depois de ter sido o 6º mais rápido nos treinos cronometrados, rubricou uma “faena” notável e em crescendo nas mangas de qualificação. 3º na Q1, 2ª na Q2, venceu a Q3 e terminou essa fase na liderança, conquistando a pole-position para a sua meia-final e provando que estava em Montalegre para lutar pelo triunfo.

    Mas, o infortúnio estava prestes a bater à porta.

    “A nossa participação em Montalegre estava a ser brilhante. Após as 3 corridas de qualificação estávamos em primeiro à geral e tínhamos conquistado a pole para a meia-final. A equipa colocou-me o C2 simplesmente perfeito e eu estava a saborear cada segundo a conduzir. Infelizmente. um acidente na meia-final logo na primeira volta deitou tudo a perder”, resumiu Jorge Machado.

    O incidente e outras peripécias ao longo do fim-de-semana fazem o piloto assumir um tom muito critico quanto à forma como decorreu a prova:

    “Não se entende o critério que preside às decisões do colégio de comissários. Existe muita dualidade de critérios na hora das decisões importantes e, pelo que estou a acompanhar foi em todas as divisões, havendo já desistências em algumas categorias. Algo tem que mudar!”, salientando ainda que “pilotos e equipas fazem um enorme esforço técnico e financeiro para transformar este campeonato no sucesso que hoje tem junto do público, com o promotor do campeonato a também estar a fazer um trabalho positivo. Como tal, as organizações e a tutela têm claramente de fazer uma reflexão para melhorarem a qualidade organizativa e a defesa da verdade desportiva”.

    O lousadense não desarma e afirma que “não me deixo abalar facilmente e já só penso em Mação para dar uma resposta à minha equipa que merece muito mais. Os objetivos continuam a ser os mesmos, nada mudou, queremos estar na luta pelo título até ao fim. Ainda nada sabemos sobre o que vai acontecer com a homologação desta prova, pois a classificação continua suspensa, mas, a ficar tudo como está, até não foi uma operação má de todo, pois encurtamos a distância para a primeira posição. mesmo não somando pontos na final. Acreditamos no nosso trabalho e ser campeões é o nosso objetivo e sem complexos em assumir!”.

  • 24H C1 Portimão: edição memorável com vitória decidida na penúltima volta

    G-Tech/RPMotorsport (PRO), Razão Automóvel (AM), Oestkart 2 (BE|NL) e Emax Motor Sport 1 (UK|IE) foram os grandes vencedores . Dois primeiros terminam corrida de 24H separados por escassos 4,3s 

    O Autódromo Internacional do Algarve recebeu, no último fim de semana, uma jornada memorável das 24H C1 Portimão. A prova, ronda inaugural do novo troféu Endurance e prova rainha do Troféu C1 Learn & Drive, competição icónica organizada pela Motor Sponsor que reúne em pista os emocionantes e irreverentes C1, juntou no traçado algarvio uma comitiva de 34 C1, mais de 150 pilotos e colocou ao cronómetro 5 nacionalidades em duelo: Portugal, Bélgica, Irlanda, Países Baixos e Reino Unido. 

    Um evento que se assumiu como uma grande experiência, ao reservar a todos os concorrentes 27H ao cronómetro (3H de treinos cronometrados e corrida de 24H), disputadas sob intenso calor, e onde desportivismo e competitividade foram os barómetros de um fim de semana memorável em pista e no paddock. Uma jornada que colocou no traçado algarvio um total de 4 classes na discussão pela vitória: PRO e AM (Portugal); BE|NL (Bélgica e Países Baixos) e UK|IE (Reino Unido e Irlanda).

    Um fim de semana que teve nas duas sessões de treinos cronometrados o primeiro momento oficial em pista. Na PRO, a pole position foi assinada pela G-Tech/RPMotorsport, com a Casiraghi Cars 88 a carimbar o melhor tempo na AM. Entre as equipas estrangeiras, a Oestkart 2 foi a melhor da classe BE|NL e a Emax Motor Sport 1 replicou o feito na classe UK|IE.

    Estavam assim lançados os primeiros indicadores para aquela que viria a ser uma memorável jornada de 24H no Autódromo Internacional do Algarve. Uma corrida que foi antecedida por um momento simbólico de grande importância, uma  homenagem a Paulo Alves, membro da direção da ANPAC, recentemente falecido. Um momento que juntou em pista uma moldura de amigos, pilotos, equipas e adeptos para um minuto de silêncio em sua memória.

    Após o que, os olhares voltaram a centrar-se na contagem decrescente para o início da icónica corrida de resistência, com a tensão a juntar-se ao muito calor que se fez sentir e que elevou os níveis de exigência destas 24H C1 Portimão a novos patamares.

    Em prova, as 34 equipas levaram os C1 ao limite, numa empolgante corrida que teve na G-Tech/RPMotorsport e na Oestkart 2 as equipas que dominaram as operações na frente. Estruturas que, embora de classes diferentes, protagonizaram um fabuloso duelo ao longo das 24H, marcado pelas várias trocas de posição e respetiva liderança. Uma salutar e memorável disputa em pista que teve um final escrito a emoção, quando, na penúltima volta das 24H C1 Portimão, a G-Tech/RPMotorsport superou a Oestkart 2 em plena reta da meta, num desfecho de nervos, com as equipas a cruzarem a bandeira de xadrez separadas por meros 4,364s, após uma ‘viagem’ de 24H ao cronómetro.

    Com este desfecho, a G-Tech/RPMotorsport, de Fernando Mayer Gaspar, Ricardo Pereira, Diogo Lopes, Diogo Matos e André Pardal, foi a primeira das 34 formações a passar a linha de meta, numa prova em que a equipa venceu a classe PRO e totalizou 518 voltas ao Autódromo Internacional do Algarve. Uma marca que constitui um novo recorde, ao superar as 506 voltas realizadas pela Termolan na edição de 2019. Na segunda posição da PRO, e a 4 voltas dos vencedores, terminou a WallUp Woodlab, de Jorge Passanha, Pedro Antunes, Gonçalo Gaivão e João Baptista. O terceiro lugar da classe foi alcançado pela Tzi Designs Racing Team, de António Ferreira, Tiago Carvalho, João Oliveira, Tiago Mesquita e João Moreira.

    Para Fernando Mayer Gaspar, da G-Tech/RPMotorsport, este foi um grande triunfo de equipa: “Estou sem palavras. O objetivo era tentar ganhar a classe e acabámos por cruzar a meta em primeiro, depois de uma grande luta com Oestkart 2 durante a prova, com um stint final que foi uma loucura, no qual os ultrapassámos na penúltima volta.  O carro esteve muito bom, fizemos uma boa gestão de boxes, funcionámos sempre como equipa, e acho que esse equilíbrio foi o segredo.”

    A classe AM foi marcada pela forte discussão dos lugares cimeiros, com várias trocas de líder na fase inicial da corrida. Um primeiro lugar pelo qual passaram Casiraghi Cars 88, Casa da Eira, Razão Automóvel e CRC/Imotion/Novimed. No entanto, seria a partir das 7H de corrida que a vitória se começaria a desenhar, quando a Razão Automóvel, de Diogo Teixeira, João Reis, Diogo Salvador e Nuno Antunes, assumiria em definitivo o comando da classe que viria a vencer. O segundo posto foi alcançado pela CRC/Imotion/Novimed, de Pedro Pinha, Rodrigo Cordeiro, Ricardo Cordeiro, João Pinha, Hugo Antão e Nuno Villar Gomes, com a Bugaparts Motorsport, de Rui Nunes, Samuel Eufrásia, Mário Rato e Pedro Palma, a fechar o pódio da AM.

    Um triunfo em que Diogo Teixeira, da Razão Automóvel, aponta: “O principal foi conseguirmos estar devidamente coordenados e organizados enquanto equipa e ao nível do trabalho nas boxes, para prevenir ao máximo quaisquer erros. Objetivos alcançados, que nos permitiram, inclusivamente, fazer face ao facto de não termos tido comunicação com o carro durante mais de 20H. No final, fica o sentimento de total missão cumprida e de termos alcançado um feito espetacular.”

    Na classe BE|NL, a vitória ficou nas mãos da Oestkart 2, de Tristan Foldesi, Calvin de Groot, Mathias Ronzani e Fabrice Cornelis, seguida da MotorSportOlie.NL, de Jochem Mentjox, Ramon Wolf, Rianne Bergman e Niels Molkenboer, segunda classificada, e da Oestkart 1, de Yentl Baert, Maarten Bijnens, Lenz de Vlaeminck e Sepp Peters, equipa que terminou na terceira posição.

    Uma vitória com um final de nervos para a Oestkart 2, conforme refere Calvin de Groot: “Foi um fim de semana difícil e exigente para os pilotos, mas também para os carros. No último stint da corrida tivemos um problema de caixa de velocidades e ficámos sem embraiagem, o que nos fez perder bastante tempo. No entanto, conseguimos terminar e vencemos a classe, o que é fantástico. Foi uma fabulosa corrida, embora complicada de gerir e marcada pelo muito calor, mas sabemos que isso faz parte do desafio.”

    Já entre a comitiva da classe UK|IE, o triunfo sorriu à Emax Motor Sport 1, de James Little, Jake Little, Stuart Ratcliff e Max Finn, com a segunda posição a ser ocupada pela Emax Motor Sport 3, de John Proctor, Andy Ferady, James Page, James Taylor, Ashley Carter e Glen Finn, e o terceiro posto a ficar nas mãos da Flat Shtick Racing, de Kevin Kilgarriff, Myles Redmond e Stephen Gallagher.

    Para Glen Finn, responsável pelas três formações da Emax Motor Sport presentes em prova, o pensamento está já em 2023: “Foi um enorme prazer estarmos nas 24H C1 Portimão. Em termos humanos, adoramos os portugueses e o espírito de camaradagem que existe. Por outro lado, o circuito é fantástico e os níveis de pilotagem aqui são fabulosos. Queremos sem dúvida voltar já no próximo ano e, se possível, com um maior número de carros e também com mais pilotos. É esse o desejo.”

    Uma edição memorável que o responsável máximo da Motor Sponsor, André Marques, sublinha: “Desde o primeiro momento que quisemos desenhar uma edição inesquecível para pilotos, equipas e adeptos. Para tal, a par da competição em pista ser só por si uma experiência única, com 27H ao cronómetro, criámos prémios monetários para os 7 melhores classificados das classes PRO e AM, prémios de fair play destinados a todos os concorrentes, e classes exclusivas para as equipas estrangeiras. No final, reunir mais de 150 pilotos, juntar 5 nacionalidades e 34 C1 num único evento é um marco no desporto automóvel nacional que muito nos orgulha. Uma prova que decorreu sem incidências e que refletiu na perfeição o espírito do Troféu C1 Learn & Drive, com muita competitividade e um excelente ambiente, dentro e fora de pista. Os C1 mostraram mais uma vez toda a sua fiabilidade e que o troféu constitui uma verdadeira opção para competir em Portugal a custos realmente controlados, mesmo numa prova de longa duração. Muito obrigado a toda a minha equipa e a todos os que contribuíram para o sucesso desta edição e, em particular, uma palavra para o Paulo Alves, pessoa a quem este troféu estará eternamente grato por tudo aquilo que fez para podermos estar aqui hoje. Muito obrigado, Paulo, e até sempre!”

  • Exibição de luxo levou Sérgio Castro à conquista de novo pódio em Montalegre

    A época de 2022 está a transformar-se num crescendo exibicional e de resultados para Sérgio Castro. Desta feita, o piloto de Figueiró foi até a Montalegre rubricar uma exibição musculada na quarta tirada do Campeonato de Portugal de Kartcross by Transwhite, colocando o seu ASK 18 novamente no pódio.

    E o resumo do fim-de-semana montalegrense de Sérgio Castro dá bem conta de que a prova fez jus ao que lhe tem acontecido no campeonato: ao longo dos dois dias a performance e os resultados foram sempre melhorando.

    Nos treinos cronometrados, foi sexto entre a dezena e meia de bravos de um pelotão sempre “feroz”, provando desde logo que “tínhamos realizado um bom trabalho e preparação do ASK 18 e conseguimos afinar bem o kartcross, percebendo, desde logo, que tínhamos tudo para ser competitivos”.

    E foi com ganas de estar entre os melhores que Sérgio castro atacou as três mangas de qualificação. E, nem o furo sofrido na Q1, que o atirou para um inglório 8º lugar. o fez desanimar.

    Na Q2 entrou com tudo e, não só venceu a sua série como venceu e convenceu na manga, tendo nessa mesma Q2 feito a volta mais rápida de todo o fim de semana, colocando no cronómetro 39.971, sendo assim o único piloto a lograr baixar dos 4º segundos, Notável!

    O infortúnio na Q1 forçava Sérgio Castro a voltar a atacar na Q3. E foi isso mesmo que aconteceu. Voltou a vencer a sua série e terminaria a derradeira manga no 3º lugar, almejando garantir um lugar na 1ª fila da grelha para a Final.

    Nesta, voltou a impor um andamento de grande nível, estando sempre na discussão pelos lugares do pódio, recebendo a bandeira de xadrez no 3º posto, conquistando assim o direito a subir ao terceiro degrau de um pódio pela segunda vez consecutiva na época.

    Para o piloto, exibição e resultado são uma espécie de “tira-teimas final para quem pudesse duvidar da nossa competitividade. Volta mais rápida, vitória numa manga e em duas séries, novo pódio e capacidade para estar sempre na discussão pela vitoria”.

    Sérgio Castro considera que “voltamos a provar que estamos aqui para lutar pelo top 3 em todas as corridas e estamos agora e condições de focar na luta pelo pódio final no campeonato. Temos a noção de que será difícil, mas encararemos uma corrida de cada vez e no final faz-se as contas!”.

    Mesmo feliz com a exibição e o resultado, o piloto não quis deixar de lamentar “algumas coisas muito negativas que aconteceram em Montalegre ao nível organizativo. As condições de pista foram péssimas, praticamente ao longo dos dois dias de competição. Na final então foi demais, com tanto pó que, em larga parte da corrida a visibilidade era nula, sendo enormes os riscos que corremos. Lamentável!”.

  • Joaquim Machado: “desta feita Montalegre transformou-se num pesadelo!”

    A passagem do piloto lousadense pelo Ralicross de Montalegre II foi curta e inglória. Um problema técnico no Peugeot 208 S1600 ainda na fase de qualificação impediu-o de alinhar na semifinal, transformando esta jornada num calvário pontual.

    Quarto nos treinos, apenas a cinco décimas da melhor volta, Joaquim Machado estava pronto para defender de forma firme a liderança pontual na luta pelo título da Divisão S1600 do Campeonato de Portugal de Ralicross by Transwhite, sabendo que “o fim-de-semana iria ser duro, com muitos candidatos aos lugares cimeiros”.

    Mas, rapidamente a jornada foi de dura a castigadora das pretensões do talento piloto de Lousada. Desde a primeira das mangas de qualificação que o Peugeot 208 S1600 começou a dar sinais de estar com uma debilidade técnica, que rapidamente lhe tirou competitividade.

    Assim, o 10º posto na Q1 e o 9º alcançado na Q2 eram resultados muito parcos para as ambições do líder do campeonato, estando ainda o pior para acontecer. Logo na fase inicial da Q3 os problemas mecânicos agravaram-se e Joaquim Machado foi forçado a encostar o carro francês, abandonando a manga.

    Regressado à zona técnica da Kaxa & Motor, o veredito foi fatal: “a equipa tentou tudo mas foi impossível quer perceber, quer resolver o problema e só nos restou abandonar a prova”, transformando esta segunda passagem por Montalegre “num autêntico pesadelo. Cheguei aqui à frente do campeonato, com uma vantagem confortável e poderei sair na segunda posição, embora por uma diferença mínima do primeiro, isto partindo do pressuposto que a classificação final será homologada”, garantindo Joaquim Machado que “vamos utilizar da melhor forma ao tempo que agora nos separa da quinta prova para trabalhar no Peugeot 208 e vamos com tudo para a fase decisiva. Estamos na luta e queremos o título!”.

  • Andreia Sousa: “Estamos no século XXI e uma mulher ainda não pode vencer ou andar na luta com os homens na competição!”

    2ª classificada na pista, Andreia Sousa viu o seu resultado em Montalegre ser arruinado na “secretaria”, devido a uma penalização de 5 segundos que a atirou para fora do pódio final. A vimaranense considerou injusta a decisão e pondera abandonar o campeonato.

    Mas até à desilusão, o caminho desportivo foi entusiasmante e de um nível fantástico. Andreia Sousa andou que nem uma “leoa” ao longo de todo o fim-de-semana, discutindo taco-a-taco a supremacia na Divisão Nacional 2RM do Campeonato de Portugal de Ralicross by Transwhite.

    “Fui para Montalegre focada em vencer, pois sabia da importância desta prova. O campeonato dobrava aqui o meio do calendário e o resultado final de Montalegre mostrava-se muito importante”, lembrava Andreia Sousa, com a vimaranense a também depositar muitas esperanças “no fantástico trabalho técnico que a minha equipa tem feito para evoluir o Peugeot 306, que agora já está ao nível dos carros dos nossos adversários”.

    Obteve o 3º tempo nos treinos cronometrados, almejando estar sempre na luta pela frente da corrida nas três mangas de qualificação, mesmo tendo de enfrentar alguns incidentes e toques sofridos, terminando a Q1 e a Q3 em 3ª e alcançando o 5º posto na Q2, resultados que a colocaram na primeira fila a grelha de partida para a final.

    E aqui, Andreia Sousa subiu ainda mais o nível exibicional, fazendo uma excelente partida e chegando “no “musculo” ao 2º lugar, que defendeu com unhas e dentes dos ataques até à bandeira de xadrez.

    “Foi uma final espetacular, renhida até ao fim. Estive na luta com um dos meus principais adversários, mas consegui manter me firme e segurar o 2º lugar, vindo mesmo o meu adversário felicitar-me pela minha exibição!”, recorda Andreia Sousa.

    Mas o pesadelo estava para acontecer. A piloto viu-se relegada para o 4º lugar, mercê de uma penalização imposta pelo Colégio de Comissários Desportivos, na sequência de um toque que, na opinião do colégio, teve responsabilidade da piloto do Peugeot 306.

    Andreia Sousa não esconde a sua revolta: “terminei a prova com os meus objetivos cumpridos,  mas infelizmente conseguiram estragar não apenas o resultado, mas também as minhas aspirações quanto ao título, atribuindo-me a culpa num toque que dou num carro de um adversário que vem descontrolado para a minha trajetória após ter tido uma saída de pista!”.

    Para Andreia Sousa é “inaceitável a dualidade de critérios. Sofri toques de vários adversários ao longo de todo o fim-de-semana e nada lhes aconteceu e num toque furtuito, sem culpa alguma, nem minha, nem do meu adversário, penalizaram-me injustamente. Conseguiram estragar-me o campeonato!”.

    A piloto saiu de Montalegre “muito magoada com quem manda neste desporto, porque vejo que sempre que termino nos lugares mais cimeiros do pódio existem polémicas. Não quero crer, mas parece que para alguns responsáveis e comissários da modalidade uma mulher vencer ou ir ao pódio é inaceitável, porque ainda dói a muita gente. Estamos no século XXI e uma mulher ainda não pode vencer ou andar na luta como os homens na competição!”.

    Andreia Sousa está “de cabeça erguida, mas, sem saber o rumo que irei tomar quanto ao campeonato. Não sei se irei continuar na luta e, se o fizer, será pelo respeito aos meus patrocinadores, pois a eles devo tudo. Foram eles que me colocaram onde estou hoje”.

  • Figueira de Castelo Rodrigo volta a ser a “capital” do slalom

    Este fim-de-semana o Slalom de Castelo Rodrigo com uma jornada dupla para o Campeonato de Portugal de Perícias vai reunir o extraordinário número de 40 pilotos oriundos de todo o país.

    O XXIII Slalom de Castelo Rodrigo tem lugar no Estádio Municipal, este sábado a partir das 21H00 e o público pode assistir às provas comodamente instalado nas bancadas e a 3ª Grande Perícia Automóvel da Figueira está prevista para domingo às 14H na Avenida Sá Carneiro no centro de Figueira de Castelo Rodrigo.

    Já considerada a prova rainha das Perícias, faz, de novo, jus ao seu nome apresentando os melhores pilotos nacionais e o maior número de participantes de uma prova do Campeonato de Portugal até ao momento realizada.

  • Pedro Rosário: “o que se passou em Montalegre é inaceitável. Não faremos mais nenhuma prova este ano!”

    O consagrado piloto conimbricense saiu bastante agastado e desiludido na quarta prova do Campeonato de Portugal de Kartcross by Transwhite 2022, considerando serem graves os erros sucessivos de gestão das provas do campeonato. Juntamente com a equipa decidiu terminar de imediato a sua época, apesar de estar na luta pelo pódio final.

    E a decisão em causa nada tem a ver com os aspetos puramente desportivos.

    Começando por estes, a história da presença de Pedro Rosário em Montalegre dá conta de que o piloto, como sempre demonstrou toda a sua competitividade. 3º mais rápido nos treinos cronometrados, Rosário foi 5º nas três mangas de qualificação, garantindo um lugar na segunda fila da grelha de partida para a Final.

    Aí, tudo piorou e Pedro Rosário assume que “embora estivéssemos no grupo dos mais rápidos a corrida final foi desastrosa”, recebendo a bandeirada de xadrez no 11º posto, resultado menos positivo, mas que em nada beliscava a presença de Pedro Rosário no reduzido naipe de pilotos com possibilidades de assegurar um lugar no pódio final do campeonato.

    Mas, para lá da competição, um conjunto de incidentes relacionados as condições da pista e a organização da prova provocaram a saturação do piloto: ”esta prova foi a viragem do campeonato, para mim e para a nossa equipa Energia Racing, Montalegre II ajudou-nos a tomar uma decisão que temos vindo a adiar. A incompetência de quem gere as corridas é gigante e não dá para tolerar mais. Assim, não iremos fazer mais nenhuma corrida este campeonato!”.

    A decisão provoca assim uma baixa de grande relevo no pelotão, querendo Pedro Rosário que esta decisão “possa ajudar, alertando a FPAK e todos os organizadores para a necessidade de termos uma mudança profunda na forma como está a modalidade”.