Categoria: + Motores

  • Team Consilcar faz estreia absoluta na Baja da Polónia

    A Taça do Mundo FIA de Todo-o-Terreno Bajas volta a estar na rota do Team Consilcar. Após a presença na icónica Baja España Aragón, em julho, a equipa tem na Baja da Polónia o próximo desafio do calendário da competição, disputado entre os dias 26 e 29 de agosto.

    “Estamos muito entusiasmados por alinhar neste evento e por mais uma vez estarmos inseridos numa comitiva que junta algumas das melhores equipas, carros e pilotos da atualidade. Estas participações são muito importantes para nos desafiarmos e mantermos a chama das corridas constantemente acesa”, afirmou Edgar Condenso, que terá a seu lado António Serrão.

    Pela frente, três dias e 412.00 quilómetros ao cronómetro, divididos por sete Setores Seletivos. “É a primeira vez em muito tempo que estaremos presentes numa prova que é uma total folha em branco para nós. Nunca competimos na Polónia e a expectativa é grande sobre o que poderemos encontrar. Será uma estreia absoluta, o que aguça a curiosidade e nos deixa por isso bastante satisfeitos.”

    Um contexto em que a meta é só uma: “Queremos divertir-nos. É esse o objetivo. Encaramos esta participação como mais um capítulo de evolução e aprendizagem no nosso percurso no TT, mas, sobretudo, com uma grande aventura. É com esse espírito que iremos arrancar para cada troço e acreditamos que será uma experiência para mais tarde recordar”, refere o piloto, que acrescenta: “Mas claro que queremos imprimir um bom ritmo desde início e gostaríamos de levar a Ford Ranger a um lugar dentro do top 10. Estamos confiantes, mas também conscientes dos imprevistos que são parte das corridas de todo-o-terreno. Estamos empenhados e logo veremos como tudo se desenrola.”

    Por seu lado, Nuno Silva, a acompanhar equipa do lado de fora, reforça o agradecimento a todos os que estão com o Team Consilcar em cada desafio: “Estas são sempre apostas arrojadas, que fazem parte do nosso ADN e felizmente temos connosco uma fantástica estrutura, que está sempre ao nosso lado. Por isso, o nosso muito obrigado a todos os nossos parceiros, pela confiança, à nossa equipa, pelo trabalho, e às nossas famílias, amigos e adeptos por todo o apoio. Esta é, mais uma vez, uma aventura de todos. Muito obrigado por tudo.”

  • Os melhores do Drift em Pinhel

    O Campeonato de Portugal de Drift está de regresso a Pinhel nos dias 21 e 22 de agosto, numa organização da Câmara Municipal de Pinhel e do Clube Escape Livre. Será o quinto ano que a cidade falcão recebe a caravana do Drift, terceiro a contar para a competição nacional tendo como embaixador o piloto Rui Pinto e o incentivo extra da presença de pilotos estrangeiros a disputar a Taça Internacional.

    O epíteto de “Capital do Drift” não foi outorgado de forma leviana: o Circuito de Pinhel é das provas mais desejadas pelos pilotos e depois da ausência em 2020, a ansiedade é grande para voltar a ter na cidade falcão o ronco dos motores e o cheiro a borracha queimada.

    O Circuito de Pinhel será a terceira prova do Campeonato de Portugal de Drift e acolherá, também, os pilotos da Taça Internacional, demonstração da disciplina à margem do campeonato. E com a presença sempre importante do público. Na verdade, e no respeito de todas as regras da Direção Geral da Saúde, Pinhel acolherá o público entusiasta da modalidade, obrigando, nomeadamente, a distanciamento e uso de máscara e circulação de sentido único.

    O programa de dois dias ocupará o sábado e o domingo, sendo o arranque com o habitual briefing a todas as equipas, logo pela manhã. As verificações técnicas darão lugar aos treinos livres e às qualificações, realizadas depois do almoço.

    Fecha-se o primeiro dia de competição com o habitual jantar oferecido pela Câmara Municipal de Pinhel a toda a caravana do Drift presente, tendo como objetivo proporcionar, com todas as condições de segurança, um momento de confraternização. Às 21H00 inicia-se a Taça Internacional com pilotos portugueses, espanhóis, franceses e suiços: Michaël Perrottet, Laurent Cousin, Marcos Correa, Rui Pinto, Pedro Sousa, João Salvador, Marcos Vieira, Nuno Ferreira, Gonçalo Minderico, Leandro Crivelaro, Victor Dias, e o atual campeão nacional de drift e representante de Portugal no FIA Motorsport Drift Games, em Itália, Diogo Correia, são alguns que já confirmaram a sua presença.

  • Infortúnio afasta Rui Nunes da final em Montalegre

    O piloto alentejano esteve mais uma vez muito rápido, mas diversas circunstâncias concorreram para que não alcançasse a ambicionada corrida decisiva do Campeonato de Portugal de Kartcross by Diatosta na segunda visita do ano da disciplina à pista transmontana.

    Rui Nunes chegou a Montalegre apostado em prosseguir a série de bons resultados, que nas três primeiras jornadas da temporada lhe permitiu lutar pelas posições cimeiras, colocando-o entre os candidatos ao título. Mas no regresso à ‘capital’ transmontana do Rallycross a sorte não quis nada consigo. O piloto alentejano tinha assumido que neste fim-de-semana o objetivo era chegar o mais longe possível e procurar recuperar pontos aos primeiros classificados do campeonato, admitindo que o nível do mesmo está altíssimo. O que não contava é que a prova para si tivesse tantas vicissitudes.

    Apesar de nem tudo ter corrido mal a Rui Nunes em Montalegre, a verdade é que os resultados foram piorando.  Começou o fim-de-semana a mostrar a sua rapidez, conseguindo o quinto posto nos treinos. Para as mangas de qualificação atacou forte e conseguiu após as quatro mangas o segundo lugar o que abria boas perspetivas para a semi e final.

    Mas a sorte nada quis com o piloto alentejano e vários azares e conjunturas acabaram com as esperanças do piloto em ir a final. “São corridas e não conseguimos prever algumas situações. Estivemos rápidos o fim-de-semana, mas tudo se desmoronou na semifinal”, começa por confessar, algo desanimado. Rui Nunes salienta que “a muita chuva e lama prejudicou a nossa prestação, pois em algumas situações ficamos sem travões ou apenas travava uma roda o que nos levou a efetuar alguns piões e a perder tempo o que nos levou a ficar de fora da final por uma posição”.

    Embora desalentado, o piloto alentejano conforma-se à realidade ‘crua’ de que o automobilismo é pródigo. Mas já pensa em ‘levantar a cabeça’ e em voltar à ‘carga’ na próxima prova do Campeonato de Portugal de Kartcross by Diatosta: “São corridas, mas continuamos na luta, e vamos para Mação para discutir a vitória!”.

  • Pedro Dias da Silva e José Sá Pires disputam Hungarian Baja

    Cerca de duas semanas depois terem estado em Espanha a disputar a Baja Aragon, a dupla do PRK Sport Rally Team está de regresso à atividade, agora para disputar mais uma prova da Taça do Mundo FIA de Bajas, a Baja da Hungria.

    Esta é uma estreia que a PRK Sport Rally Team, liderada pelo piloto de Tomar, aguarda com expectativa. Por se tratar de uma prova totalmente desconhecida, é com naturais cautelas que Pedro Dias da Silva encara este desafio onde o objetivo de ganhar conhecimento e rodar o máximo possível se sobrepõe a um resultado final de relevo.

    “Para nós, esta é uma jornada de aprendizagem e isso é o que mais nos preocupa. Para já, a única coisa que sabemos é que devemos encontrar tempo instável, principalmente com alguma chuva. É tudo novo para nós. Por um lado, é desafiante, mas, por outro, faz-nos encarar a prova sem a pressão do resultado. Queremos rodar sem problemas e chegar ao final, a classificação final não é uma prioridade. Sabemos que temos um carro competitivo, fiável e muito robusto o que nos permite encarar mais esta jornada com confiança”, destaca o piloto.

    A prova húngara, pontuável para o Taça do Mundo FIA de Bajas arranca esta Sexta-feira com o Shakedon, Cerimónia Protocolar de Partida e ainda o Prólogo, com 7,38 Kms, pelas 17h00 locais. Para Sábado estão reservados dois sectores seletivos, cumpridos por duas vezes, respetivamente, com 82,38 Km e 57,84. Esta segunda etapa terminará pelas 17h40. O derradeiro dia de prova será composto por uma dupla passagem por um Sector Seletivo de 83,30. Desta forma, esta edição da Hungarian Baja contará com quase 450 quilómetros ao cronómetro.

  • Campeonato e Taça Internacional na capital do Drift

    Pinhel recebe a 21 e 22 agosto a terceira prova do Campeonato de Portugal de DRIFT e a terceira Taça Internacional da modalidade com pilotos de várias nacionalidades. O Município de Pinhel e o Clube Escape Livre organizam a prova que até hoje mais tem contribuído para a visibilidade e o crescimento do Drift em Portugal.

    Em 2016 o Município de Pinhel e o Clube Escape Livre organizaram a Taça de Portugal de Drift que consistiu num assinalável êxito. Público e pilotos aderiram entusiasticamente e em 2017 surgia a Taça Ibérica com a presença de pilotos espanhóis, para em 2018 a primeira Taça Internacional receber espanhóis e franceses a que se juntaram, em 2019, pilotos suíços.

    Para Luís Celinio, presidente do Clube Escape Livre: “a visibilidade alcançada pelo trabalho sério e empenhado que realizámos com o Município de Pinhel, não temos dúvida, esteve na origem da constituição do Campeonato de Portugal. E, claro, o circuito de Pinhel foi dos primeiros a integrar este novo desafio da FPAK.”  

    Já para o presidente do Município de Pinhel, Rui Ventura: “aguardamos já com muita expectativa o regresso do Drift a Pinhel que garante sempre um fim de semana de muita emoção. O Campeonato e a Taça Internacional de Drift são já incontornáveis na programação do Município de Pinhel. Esperamos que todos os adeptos da modalidade possam desfrutar de um fim de semana de muita velocidade e de muita adrenalina, na capital do Drift.” Após um ano de interregno, devido à pandemia, o Drift está de regresso a Pinhel e será apresentado oficialmente a 12 de agosto com todos os pormenores sobre o traçado, o público admissível e os pilotos que vão marcar presença.

  • Motofil conquista mais um pódio em Montalegre

    A equipa esteve em destaque na segunda visita do ano do Campeonato de Portugal de Rallycross by Diatosta à pista transmontana, com Gonçalo Novo a alcançar um brilhante segundo lugar na categoria de Iniciação, enquanto João Novo foi um pouco menos feliz, obtendo apenas o sétimo posto na competitiva Divisão Super 1600.

    Esta quarta prova da temporada conheceu desfechos bem diferentes para os dois pilotos da Motofil, pois, em Montalegre, o “lobo” mais jovem Gonçalo Novo conseguiu concretizar o pódio que lhe tinha fugido em Sever do Vouga, com um fim-de-semana onde mostrou do que era capaz aos comandos do Toyota Starlet.

    O piloto que representa a Motofil na categoria de Iniciação teve uma exibição de luxo, rodando sempre nas posições cimeiras ao longo das mangas de qualificação e nas semifinais. A sua performance continuou alta na corrida decisiva e a recompensa chegou, com o 2º lugar final. O resultado revelou-se uma excelente operação pontual, pois permitiu encurtar a diferença para o líder do campeonato.

    “Contrariamente a Sever, desta vez consegui exprimir em resultados todo o meu potencial, e sair de Montalegre com um resultado mais consentâneo com o meu valor. E isso deixa-me satisfeito, comigo e com a minha equipa”, referiu, sublinhando que “o carro esteve perfeito, não dando qualquer problema ao longo de toda a prova”. O desejo de Gonçalo Novo é que na próxima prova “possa manter este nível de resultados, discutir a vitória e dessa forma poder lutar pelo campeonato. Acho que temos condições para o fazer”.

    Já João Novo teve um fim-de-semana algo complicado aos comandos do Citroën C2 S1600, apesar de saber que o nível competitivo da divisão ‘rainha’ do rallycross nacional é muitíssimo alto e exigente. “Vinha para Montalegre com a esperança de ter uma prova mais positiva que anterior, depois dos azares que tivemos e que nos tinham impedido de alcançar a final. E a verdade é que isso aconteceu, apesar das condições difíceis que tivemos no domingo e que transformaram as corridas numa espécie de lotaria”, começa por assinalar.

    De facto, o piloto da Motofil andou a um ritmo muito constantes nas posições da frente, apesar se envolver num toque na quarta manga de qualificação, já com a chuva a fazer-se sentir. O carro foi recuperado para semifinal, onde as condições da pista eram terríveis, mas onde alcançou o quarto lugar e se apurou para o confronto decisivo.

    O objetivo na final era tudo fazer para alcançar o almejado pódio. Mas com o Citroën C2 S1600 a ressentir-se dos problemas resultantes do toque na quarta manga João Novo teve de ficar-se pela sétima posição.  Um resultado que “não é o desejado”, mas que deixa ‘no ar’ “a sensação de que em condições normais posso estar a discutir as primeiras posições. Fico contente com o ritmo demonstrado. Por isso tudo irei fazer para que na próxima prova o desfecho seja diferente”.

    O Campeonato de Portugal de Ralicross by Diatosta entra agora nas férias de verão, regressando apenas nos dias 3, 4 e 5 de setembro, com o 56º Mação Verde Horizonte.

  • Continuou “série negra” de Sérgio Dias em Montalegre

    O piloto do Renault Twingo S1600 saiu frustrado desta segunda visita do Campeonato de Portugal de Rallycross by Diatosta a Montalegre, já que apesar de ser um dos mais rápidos da Divisão S1600 acabou por ser ‘travado’ por um toque inaudito de um adversário.

    Sérgio Dias conheceu mesmo uma prova complicada na pista transmontana, marcada por altos e baixos, sendo que logo na primeira manga de qualificação sofreu um toque que lhe condicionou a prestação, terminando em 13º. O piloto do Renault Twingo S1600 esperava que na segunda manga as coisas corressem melhor. E foi o que aconteceu. Apostado em recuperar posições fez um ‘forcing’ que o levaria ao quarto posto. Isso deu-lhe um moral reforçado para o resto do fim-de-semana competitivo.

    As expetativas para domingo eram as melhores, mas com a chuva a aparecer as condições da pista também se alteraram. Mas a lama não fez Sérgio Dias ‘baixar os braços’, pelo que foi à luta e na terceira manga conseguiria o 9.º lugar. Mas um problema mecânico não o deixaria depois participar na quarta manga, o que o fez perder várias posições na classificação geral após as qualificações.

    Obrigado a arrancar de último para a semifinal, o piloto empenhou-se, deu o tudo por tudo e acabaria por se impor. “Foi uma semifinal de muita emoção, onde dei tudo e felizmente consegui ultrapassar as dificuldades, chegando ao triunfo”, que o colocou de novo na rota da luta pela vitória, pois na corrida decisiva arrancava da primeira linha da grelha de partida.

    Sérgio Dias até arrancou bem, mas na travagem para a primeira curva um adversário abalroou o seu Renault Twing S1600 por trás, estragando-lhe a corrida. O incidente fê-lo entrar em pião e descer para último. Mas tal como no confronto anterior, voltou a dar tudo para recuperar.

    “Lutei novamente com tudo, mas já não dava para mais e acabei em quinto. Ficamos frustrados, pois após a semifinal era dos pilotos mais fortes em pistas à chuva. E fomos literalmente arrumados, o que nos tirou pelo menos um lugar do pódio”, desabafou o piloto após a prova.

    Sérgio Dias não aceita a conduta de certos adversários, muito embora o rallycross seja um desporto de contacto. Mas sente que já basta de tantos ‘chega pra lá’: “Penso que não mereço este tipo de conduta, pois não é assim que se ganham corridas. Há que ser ‘mais limpo’ e correto em pista”.“Foi pena o que aconteceu, pois, o meu andamento à chuva estava muito bom. Espero que este tipo de ‘azares’ não se repita na próxima prova. Temos andamento para lutar pelas vitórias e queremos lá chegar!”, acrescentou o piloto do Renault Twingo S1600.

  • Toques arruínam aspirações de Pedro Rosário em Montalegre

    Apesar de se cotar como um dos mais rápidos durante o fim-de-semana na pista transmontana, o piloto de Coimbra acabou por não conseguir traduzir isso em resultado na quarta prova do Campeonato de Portugal de Kartcross by Diatosta devido a dois incidentes na final.

    Pedro Rosário queria aproveitar o ‘balanço’ de Sever do Vouga e em Montalegre ter uma exibição semelhante à demonstrada na pista do Alto Roçário. E as coisas até pareciam bem encaminhadas, pois nos treinos esteve entre os seis mais rápidos, o que o deixava confiante para as mangas de qualificação de sábado. Logo na primeira qualificação o piloto conimbricense arrecadou um terceiro lugar, demonstrativo do seu grande andamento. E na segunda manga foi ainda mais veloz e logrou o segundo posto, dando boas indicações para o dia seguinte.

    O que é facto é que domingo amanheceu chuvoso e a intempérie deixou o traçado de Montalegre bastante enlameado. Não era um bom pronúncio, para o que se seguiria nas terceira e quarta mangas de qualificação, onde vários toques prejudicaram Pedro Rosário e o fizeram descer na tabela classificativa, ‘caindo’ para a sexta posição.

    Na semifinal o piloto de Coimbra atacou forte e conseguiu terminar no terceiro posto, apurando-se para uma final onde estava determinado a terminar no pódio. O excelente arranque deixou-o no segundo lugar, mas por pouco tempo, pois um toque no final da reta atrasou-o, fazendo perder várias posições. O ‘golpe de misericórdia’ nas suas aspirações aconteceria na segunda volta, com um segundo toque que fez ruir por completo a sua exibição, atirando-o para o nono lugar final.

    “Foi uma final de loucos, tínhamos andamento, reagimos rápidos ao semáforo, mas no final da reta um toque na traseira atira o kartcross para fora da trajetória fazendo-me perder alguns lugares”, conta Pedro Rosário sobre o sucedido. Referindo ainda que, “posteriormente, e no mesmo sítio, um outro piloto veio literalmente para cima de nós e arruinou de vez a nossa final”.

    O piloto conimbricense ainda tentou “recuperar, mas era impossível subir mais posições”. Por isso o desfecho esteve muito longe do que aspirava e se sentia capaz de alcançar, “como se viu pelas exibições que nas mangas de qualificação e na semifinal. Penso que era difícil terminar pior o fim-de-semana. Um desfecho que está longe de espelhar o andamento e o ritmo que tivemos ao longo dos dois dias. Agora resta-nos olhar em frente e aproveitar as férias para tentar melhorar o kartcross e aparecer em setembro na máxima força!”.

  • A sorte não quis nada com Nuno Araújo em Montalegre

    Depois de ter mostrado andamento para ganhar nas qualificações, o piloto de Penafiel não conseguiu materializar a sua rapidez num resultado de topo na quarta jornada do Campeonato de Portugal de Rallycross by Diatosta. As condições extremas com que disputou a meia-final prejudicou a sua perfomance e afastou-o da ambicionada e justificada corrida decisiva.

    Uma vez a sorte nada quis com Nuno Araújo, o piloto do Audi A1 S1600 da equipa ENI/EQS Racing Team. Chegado a Montalegre – uma pista onde o piloto sempre foi muito rápido –, e estando muito motivado pelo facto de ter o carro nas melhores condições, debelados que foram os problemas técnicos que o tinham forçado a uma desistência precoce na corrida anterior, em Sever do Vouga, Nuno Araújo cedo mostrou ao que ia.

    O piloto de Penafiel andou sempre muito rápido, a rodar claramente no top três. E deu um verdadeiro recital de condução nas duas mangas de qualificação. Mesmo com uma penalização, acabou a jornada inaugural da segunda passagem do Campeonato de Portugal de Rallycross by Diatosta a discutir a liderança da tabela. No domingo, e perante a lotaria das condições meteorológicas – ora chovendo, ora com tempo seco, mas com a pista cada vez mais degradada e mais enlameada – Nuno Araújo logrou, mesmo assim, terminar as duas mangas de qualificação finais de forma a estar entre os três primeiros antes de abordar a semifinal.

    O piloto da ENI/EQS Racing Team partiu na liderança, mas perante uma pista plena de lama não teve a sorte do seu lado, e rapidamente se viu no meio de ‘molhadas’. O que imediatamente o atirou para fora dos lugares que desejava. Como tal acabou por apenas gerir as perdas, para que não fossem provocados danos no Audi A1 S1600, limitando-se a terminar a semifinal, ficando arredado da corrida decisiva.

    Nuno Araújo não escondeu a sua deceção: “Fico com um sentimento agridoce. Estou satisfeito por provar que tenho andamento pelas vitórias, e muito orgulhoso com o trabalho que a minha equipa técnica realizou, no período que mediou entre Sever do Vouga e Montalegre, para colocar o Audi A1 nas perfeitas condições. E por isso agradeço-lhes. Pois o carro estava simplesmente fantástico”.

    “Por outro lado, sinto alguma tristeza e frustração, porque a ausência da final me deixou com um grande amargo de boca”, admitiu o piloto penafidelense, que chamou a atenção para o facto de, “ao longo do fim-de-semana, ter provado que tinha andamento para lutar pela vitória. Mas na lotaria da ‘lama’ saiu-me a fava, em vez da sorte grande, e tive de me contentar apenas com a presença na semifinal”.

    Nuno Araújo remata dizendo que “esta prova de Montalegre deixa-nos muito motivados e cientes de que, piloto, equipa e carro têm condições para chegar às vitórias ainda esta época”, mesmo que a temporada de 2021 seja encarada como de aprendizagem na condução do Audi A1 S1600.

  • Jorge Machado brilha e conquista novo pódio em Montalegre

    Raça e talento estiveram na base de uma soberba exibição do pilOto lousadense nesta quarta prova do Campeonato de Portugal de Rallycross by Diatosta. Sempre capaz de superar as dificuldades do “lamaçal” em que, a espaços, se transformou a pista, o piloto do Citroen C2 S1600 conquistou um saboroso 2º lugar.

    Foi um fim-de-semana a tocar as rais da perfeição para Jorge Machado. Desde o começo da refrega que se percebeu que o piloto lousadense estava muito rápido e que o Citroen C2 S1600 se apresentava nas melhores condições. Como tal, o “aviso à navegação” deu-se nas duas mangas de qualificação realizadas, com Jorge Machado a ir para o descanso de sábado na liderança da tabela dos S1600, antevendo logo que o craque lousadense poderia sair de Montalegre com mais um grande resultado.

    Domingo foi dia de dureza meteorológica, com a chuva intensa a transformar a pista num lamaçal. Nada que fizesse Jorge Machado “levantar o pé” e o piloto almejou garantir nas duas mangas finais um lugar na primeira fila da grelha da semifinal. Aí, Arrancou que “nem uma bala”, mas não conseguiu evitar a “molhada” da primeira curva, atrasando-se, mas conseguindo, mesmo assim, andar sempre de forma rápida e garantir o 3º lugar. Na corrida decisiva voltou a arrancar de forma perfeita e rubricou uma exibição igual, saltando para o 2º lugar, onde permaneceu até à bandeirada de xadrez.

    No final, cansado, mas sorridente, Jorge Machado salientava que tinha sido “uma prova onde tive de dar tudo de mim e do carro. Lutamos e conseguimos terminar no pódio. Este 2º lugar aumenta as nossas aspirações no campeonato e vinga o azar sofrido na primeira jornada aqui realizada”. O resultado, que o lousadense dedica “à equipa, aos patrocinadores e à minha família”, dá “ainda mais alento para lutarmos pelo campeonato. Estamos fortes e queremos muito chegar à vitória numa corrida. Sentimos que pode acontecer a qualquer momento!”, quem sabe, já na próxima tirada, o 56º Ralicross Mação Verde Horizonte, a disputar nos dias 3, 4 e 5 de setembro.