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  • Luís Fernandes e Flávio Sainhas triunfam em Mêda!

    A 4ª edição da rampa organizada pelo Guarda Unida proporcionou um espetáculo animado ao muito público que se deslocou ao concelho do planalto beirão. Luís Fernandes impôs o seu Peugeot na competição regional, enquanto o consagrado Flávio Sainhas, navegado por Miguel Sainhas, levou o Ford Escort MKI ao triunfo na Regularidade Sport.

    Dezena e meia de equipas corresponderam ao desafio do clube Guarda Unida, neste regresso da agremiação às organizações, após um interregno superior a um ano, mercê do surto pandémico que atravessamos. À sua espera estava um interessante traçado de pouco mais de três quilómetros e meio, entre Longroiva e a cidade de Mêda, que registou uma excelente moldura humana, apesar do intenso calor que se fez sentir ao longo de toda a jornada de domingo.

    A organização decidiu aumentar o número de subidas previstas, de três para cinco. A manhã foi aproveitada para uma sessão inaugural de “warm-up”, seguida da 1ª sessão oficial de treinos. Durante a tarde e mercê de um bom ritmo organizativo, decorram mais três subidas, todas a contar para a Regularidade Sport e, no que concerne à Rampa Regional, a primeira a ser mais uma sessão de treinos, com as duas últimas a serem realmente “a doer”, escalonando a classificação final.

    Um nome se destacou claramente na refrega da Rampa Regional: Luís Miguel Fernandes. Sempre muito rápido e eficaz aos comandos de um bem preparado Peugeot 106, o piloto rodou sempre num patamar demasiado alto para os adversários.

    Depois de já ter sido o mais rápido na subida inicial de prova, melhorou a sua marca na segunda e derradeira vez que enfrentou a contar o percurso de Mêda, estabelecendo como melhor marca da rampa 2:22,319 e terminando com 4 segundos de vantagem sobre Bruno Carvalho (Citroen Saxo). Este por sua vez, garantiu o 2º posto depois de um duelo aceso com Tiago Ferreira (Honda Civic Type R), com este a ser melhor que o adversário na 1ª subida, mas a claudicar por apenas 38 centésimas na subida final!

    No fecho, o vencedor assumia que “foi mais difícil do que aparenta a diferença entre mim e os meus mais diretos adversários. As subidas correram-me bem, fui sempre muito certo na abordagem das curvas e, felizmente, consegui vencer”. Luís Miguel Fernandes assumia que estava “muito feliz e gostaria também de dar os parabéns à organização, que esteve muito bem”.

    O naipe de pilotos presentes na 4ª Rampa da Mêda, apresentou um bom nível incluindo alguns nomes que normalmente participam no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, tais como Ricardo Miguel (Peugeot 106), 4º colocado, ou do atual campeão nacional de Clássicos Flávio Sainhas, que se inscreveu nas duas frentes competitivas desta prova, onde diz que “gosto muito de participar. Tem um traçado muito interessante, muito técnico, mas também rápido e escorregadio. Gosto muito desta rampa e sou sempre muito bem recebido aqui”.

    O craque do Ford Escort MKI alinhou tendo Miguel Sainhas a seu lado, competindo também na prova de Regularidade Sport, onde venceu de forma clara, numa participação que assumiu “como pura diversão, servindo ainda para manter a atividade e o ritmo. Não arrisquei nada, até porque dentro de uma semana vou estar no caramulo e tudo farei para conseguir mais uma vitória nos Clássicos”, nessa que será a sexta prova da temporada do campeonato maior de Montanha.

    Em Mêda, a dupla foi secundada no pódio da Regularidade Sport por Fernando Pereira (Citroen DS3), 2º colocado e Marco Daniel Costa, que colocou o seu Seat Ibiza na terceira posição final.

    Destaque para a presença de pilotos locais, com especial destaque para os irmãos Rui e Daniela Loureiro, respetivamente, 5º e 8ª na competição regional.

    Os dois são filhos do malogrado Duarte “Tito” Loureiro, personalidade medense que ficou indelevelmente ligado ao nascimento da Rampa da Mêda. Como tal, a Câmara Municipal de Mêda decidiu homenagear a família desse munícipe e funcionário autárquico durante esta edição, perante a emoção e o aplaudo de todos os intervenientes.

    Quanto ao rescaldo desta 4ª Rampa da Mêda, Anselmo de Sousa, Presidente da Câmara Municipal de Mêda, considera que “correu tudo de forma muito positiva. Estamos contentes por ter este evento de regresso, dando assim mais um sinal do esforço que estamos a fazer por regressar ao normal, depois de tudo quanto Mêda e os medenses têm sofrido com a pandemia.” O autarca destacou ainda “o excelente espetáculo, a boa organização e o muito público presente. É fundamental para o nosso concelho, como para muitos outros do interior, promover as nossas riquezas naturais, patrimoniais, gastronómicas e vinícolas e apostar em eventos que impulsionem a nossa economia”, assumindo ainda que “temos muita ambição quanto a esta prova. No futuro queremos que a mesma suba um patamar e venha a pertencer ao campeonato principal da modalidade”.

    Já António Pissarra, Presidente do Guarda Unida, destacou “a alegria que sentimos por estar de regresso às organizações depois de tanto tempo parados. Saímos de Mêda satisfeitos e convictos de que conseguimos estar bem na organização e termos proporcionado ao muito público um bom espetáculo, quer com os pilotos que estiveram nas lutas nas duas competições, quer ainda pelo show fantástico que os pilotos convidados do drift e do kartcross conseguiram colocar em todas as ocasiões em que foram à pista”.

  • A Rampa Regional da Mêda está de volta!

    Na edição IV deste evento organizado pelo Guarda Unida Sport Clube com o apoio do Município de Mêda, a prova atinge um novo estágio, em que pretende dar o ‘salto’ do seu estatuto regional. O evento só agora regressa, após um hiato de um ano, devido à crise pandémica.

    São 3568 desafiantes metros que estão à espera da dezena e meia de inscritos nesta edição 2021 da Rampa Regional da Mêda. O traçado tem início à saída da aldeia templária de Longroiva, passa pelas vinhas de Vale D’Aldeia e termina junto ao perímetro urbano da cidade de Mêda. Técnico, mas rápido, com um declive médio de 6,7% e um máximo de 18,9 %, é um desafio tão belo quanto arrojado para os concorrentes.

    Como cabeça de cartaz um campeão nacional em título. Trata-se de Flávio Sainhas, atual detentor do cetro do Campeonato de Portugal de Clássicos de Montanha JC Group. Vindo da Covilhã, o denominado “Diabo Amarelo” vai tripular o seu habitual Ford Escort MKI, competindo em duas frentes: na Rampa Regional e na Rampa Regularidade Sport. Será navegado por por Miguel Sainhas. Na regularidade, Flávio Sainhas enfrentará as duplas Daniel Firmino/André da Cruz (Opel Corsa) e Fábio Cruz/Gonçalo da Cruz (BMW E30).

    Já na competição regional, uma dúzia de pilotos estão já confirmados como adversários do campeão, embora as inscrições possam ainda acontecer praticamente até ao arranque do evento. O naipe é cheio de qualidade, sendo claro que tudo aponta para uma luta muito equilibrada na discussão da primazia absoluta e nas lutas particulares nas classes e grupos.

    Na Classe 11, um trio estará em ação: Bruno Carvalho (Citroen Saxo), Tiago Prata (BMW 316i) e Rui Loureiro num Peugeot 205 2.0. Já a Classe 10 conta com as presenças do Honda Civic Type R de Tiago Ferreira e do Opel Astra OPC conduzido por Jorge Almeida. Por sua vez, a Classe 9 é responsável pelo grosso de inscritos em Mêda, com 5 pilotos a medirem forças, a saber, Luís Fernandes, Daniela Loureiro, única presença feminina no evento, Pedro Almeida, Luís Santos e Ricardo Miguel. Todos estarão ao volante dos endiabrados Peugeot 106.

    Gilberto Pinto está a solo entre os Clássicos, com o seu Mini Cooper S, enquanto José Gomes da Silva será o único representante dos kartcross, aos comandos de um Semog JRS1000.

    Para Anselmo de Sousa, Presidente da Câmara Municipal de Mêda, o regresso da prova é motivo “de enorme satisfação para o Município e para os medenses. Para além de ser mais um sinal de que estamos a voltar progressivamente e com todo o cuidado à normalidade possível, traz animação ao nosso concelho, sendo ainda mais uma oportunidade de divulgação regional e nacional do nosso concelho, mexendo com a economia e criando riqueza. Somos um concelho onde o turismo terá de se tornar cada vez mais forte e mais presente na nossa vida e na nossa economia e, a exemplo do que acontece com todo o interior, para além das nossas riquezas naturais, patrimoniais e gastronómicas, os eventos serão sempre importantes como fator de atração”.

    O edil medense não esconde a ambição de “no futuro encetarmos contactos e negociações para que este traçado possa ser palco de uma prova candidata ao Campeonato de Portuga de Montanha, passo necessário para, depois, integrar esse que é o campeonato maior da modalidade e um dos mais prestigiados do desporto automóvel nacional”.

    Já António Pissarra, Presidente do Guarda Unida, está convicto de que “cá estaremos para proporcionar a todas as pessoas, que se queiram deslocar a esse magnifico anfiteatro um domingo diferente, com as várias subidas, que irão ser feitas pelos diversos pilotos, tanto da Regularidade, como da rampa. Haverá também espetáculo proporcionado por carros de drift e também Kartcross. Por isso para quem gosta de desportos motorizados e quer passar um dia diferente, o próximo domingo é a escolha certa!”

    Tendo como centro nevrálgico o Parque de Campismo de Mêda, junto ao qual estará instalado o parque de Assistência, a prova terá um especial cuidado com a situação sanitária atual, ainda a requer uma grande exigência de segurança.

    Esta 4ª Rampa Regional de Mêda cumprirá com todos os protocolos vigentes, tomando medidas de acordo, como são, por exemplo, as verificações documentais online, verificações técnicas equipa a equipa, ao início da manhã do dia de prova e o cumprimento das normas de distanciamento e uso constante de máscara e álcool gel desinfetante. Em termos competitivos, o programa incluiu uma subida de treinos às 10 da manhã, com as duas subidas oficiais de prova a estarem previstas, respetivamente, para as 15 e 17 horas. A entrega de prémios decorrerá às 7 da tarde.

  • Miguel Correia venceu Guarda Racing Days

    Foi a todo o gás que a cidade mais alta conheceu dois dias de corridas no último fim de semana, com vários tipos de carros de competição a evoluir no traçado misto de 1,5 km. Com a presença permitida de um milhar de espectadores na orla do muito interessante e competitivo traçado de terra e asfalto, as mangas finais foram verdadeiramente competitivas. Fernando Teotónio ganhou nos Ralis, António Matias foi o melhor nos “Off Road”, Manuel Correia superou-se entre os Todo Terreno e Miguel Correia entre os SSV. Miguel Correia que ao volante do Can-Am Maverick X3 seria mesmo o vencedor absoluto desta competição organizada pela Câmara Municipal da Guarda e Clube Escape Livre.

    Temperaturas elevadas marcaram o Guarda Racing Days, formatado pela pandemia de Covid-19 num horário compacto, com o dia de sábado a receber as sessões de treinos livres e o domingo a acolher o “warm up”, duas mangas de competição, mais as finais e a Super Final. Esta encontraria o vencedor absoluto, o mais rápido após três voltas ao traçado de 1,5 km. Quatro categorias estiveram em competição: Ralis, Off Road, Todo Terreno e SSV.

    Nos Ralis, apesar do esforço de Gil Antunes ao volante do muito interessante Dacia Sandero R4, o poderoso Mitsubishi Lancer Evolution X de Fernando Teotónio acabou por vencer a categoria com um tempo total de 4m24,411s. O terceiro lugar ficou na posse de Paulo Domingos (Mitsubishi Lancer Evo), seguido de Eduardo Santos (Peugeot 208 R2) e Diogo Mil Homens (Fiat Uno), Flávio Alves (VW Bora) e Fernando Pereira (Citroen DS3), fechando a classificação o Toyota Starlet de Fernando Morgado.

    A categoria Off Road foi ganha por um filho da Guarda, António Matias, no seu Mitsubishi Lancer Evo perante os muitos aplausos dos seus conterrâneos. Matias registou um tempo final de 4m48,072s. Com carros de potência e características bem diferentes, a categoria de Todo Terreno contou com a ISUZU D Max do antigo campeão de Todo Terreno, Rui Sousa, e do Mitsubishi de Manuel Correia que, sem surpresa, foi sempre não só o mais rápido, mas também o mais espetacular.

    A categoria SSV é uma das que maior e mais rápido desenvolvimento tem experimentado e no Guarda Racing Days os pequenos modelos todo-o-terreno deram espetáculo. O Guarda Racing Days foi o palco para a estreia, em competição, de Miguel Correia ao volante de um SSV. E se o pai deu espetáculo no Todo Terreno, o filho não ficou atrás e com o prémio final da vitória na categoria, ao rubricar o tempo de 4m23,317s. Seguiram-se Luca Tavares (Can-Am) e Filipe Campos (Rage), outro ex-campeão nacional de TT a render-se à prova do Clube Escape Livre, com Bruno Martins a ficar com o derradeiro lugar.

    Encontrados os vencedores das diversas categorias, as semifinais e a final encarregaram-se de fazer brotar o vencedor da edição 2021 do Guarda Racing Days. A primeira semifinal, foi discutida entre Fernando Teotónio e o piloto da Guarda António Matias. Com um tempo de 4m27,506s, Teotónio superiorizou-se ao piloto egitaniense o que lhe deu o passaporte para a final.

    A luta entre pai e filho na segunda semifinal foi um dos momentos altos destes Guarda Racing Days. Vencedores das categorias Todo-o-Terreno e SSV, Manuel e Miguel Correia lançaram-se para a meia-final com desejo de alcançar o troféu. O filho Miguel não deu hipóteses ao pai Manuel, com os dois Correia a oferecerem um grande espetáculo ao público.

    Ficava marcado o encontro para a Grande Final entre o poderoso Mitsubishi Lancer Evo X de Fernando Teotónio e o ágil e veloz Can-Am SSV de Miguel Correia. Levou a melhor o jovem Miguel Correia, por uma margem inferior a cinco segundos, face a Fernando Teotónio, tornando-se no segundo vencedor do Guarda Racing Days, sucedendo a Alexandre Borges, o primeiro vencedor da competição ao volante de um “kartcross”.

    Carlos Monteiro, presidente da Câmara da Guarda, que teve a oportunidade de estar no recinto e andar ao lado de pilotos com a craveira de Rui Sousa em ISUZU ou Manuel Correia em Mitsubishi, salientou: “o Guarda Racing Days é um projeto vencedor e a prova  é a qualidade dos pilotos e das suas máquinas que vêm até à cidade da Guarda competir numa pista única onde o público se sente verdadeiramente parte deste espetáculo.”

    Já Luís Celínio, presidente do Clube Escape Livre afirmou: “Não posso deixar de respirar fundo e mostrar a minha felicidade no final desta edição 2021 do Guarda Racing Days. Tudo correu segundo o planeado e tivemos uma competição compacta, mas muito bem disputada. Foi magnífico voltar a ter público que, espalhado pelas encostas do recinto, assistiu em segurança às provas com o respeito das normas sanitárias. Parabéns ao Miguel Correia, fez uma prova espetacular e ganhou na sua estreia com o SSV, o que deixará o Guarda Racing Days gravado a letras de ouro no seu palmarés.” No final, todos os pilotos receberam o troféu SPAL alusivo ao evento e uma lembrança da Câmara Municipal da Guarda.

  • Dupla da Motofil esteve muito forte ‘em casa’

    Os dois pilotos da equipa Motofil estiveram em destaque em Sever do Vouga, rodando sempre forte na segunda prova do Campeonato de Portugal de Rallycross by Diatosta, com Gonçalo Novo a conseguir novo pódio na categoria de Iniciação, apesar de uma penalização, e João Novo a sofrer um toque na Super 1600, que o impediu de chegar à final.

    Para Gonçalo Novo, este terceiro desafio da época foi um autêntico carrossel de emoções, com o piloto a viver uma jornada marcada pela polémica. Depois do pódio conquistado em Montalegre, o piloto do Toyota Starlet tinha fundadas espetativas de estar de novo na luta pelos lugares cimeiros na sua categoria na pista do Alto Roçário.

    E foi exatamente isso que sucedeu. Gonçalo Novo foi dos pilotos mais fortes durante o fim-de-semana, mostrando que têm de contar com ele para os lugares do pódio: “Como tínhamos previsto, andamos sempre a discutir os lugares da frente, provando ter condições ara chegar à vitória e acabei por ser segundo na final, depois de uma árdua batalha”, diz o piloto da Motofil, que posteriormente, recebeu um balde de água fria, ao ser penalizado, descendo para terceiro. Uma punição que considera “bastante injusta”, dada a forma como se bateu em pista, até porque “no rallycross há um certo contacto, sempre o houve e sempre haverá, sem maldade”.

    Já João Novo alinhou na categoria ‘rainha’ novamente aos comandos do Citroën C2 S1600 e, como sucedera nas duas provas anteriores, voltou a bater-se pelas posições cimeiras. Foi sempre rápido e consistente, lutando por chegar à ambicionada final: “Na semifinal arranquei dos últimos lugares, andei sempre a fundo e consegui estar em posição de acesso à final. Mas um toque na última curva do circuito acabou com as minhas aspirações, fazendo o meu fim-de-semana terminar precocemente e de forma inglória”, contou o jovem piloto da Motofil.

    “Tínhamos tudo para estar na luta até pelo pódio, mas o toque na deitou tudo a perder. Fica no entanto e uma vez mais, a certeza de que somos competitivos”, lamenta ainda João Novo, focando já “na vontade ainda maior de brilhar em Montalegre, já na próxima prova”, que acontecerá no último fim-de-semana de julho.

  • Tiago Ferreira assina boa exibição em Sever do Vouga

    O piloto do Peugeot 208 S1600 mostra-se cada vez mais adaptado à sua ‘montada’ e, não fosse um pequeno problema e teria carimbado o ‘passaporte’ para a final da Divisão S1600 nesta terceira jornada do Campeonato de Portugal de Rallycross by Diatosta. É notória a sua evolução neste ano de estreia entre os “leões”.

    À partida para o Campeonato de Portugal de Ralicross by Diatosta 2021, Tiago Ferreira estava bem ciente da tarefa tremenda que tinha pela frente: defrontar o naipe alargado de pilotos e máquinas da Divisão S1600. O lousadense nem por um simples momento tremeu ou hesitou, ciente de todo o talento que ostenta e que o tem feito ser sempre competitivo ao longo da sua carreira. E o ano tem sido positivo, como positiva foi a sua presença na terceira jornada da temporada.

    Tiago Ferreira mostrou-se sempre muito rápido na pista do Alto Roçário, nesta edição do Ralicross de Sever do Vouga, realizando sempre bons tempos, “numa pista que é muito do meu agrado”. Mas, apesar da competitividade evidenciada, sentiu alguns problemas no seu carro, afirmando que “andei sempre depressa, mas o Peugeot acabou por evidenciar dificuldades, que não me permitiram extrair todo o seu potencial. A equipa esforçou-se muito ao longo dos dois dias de competição, mas o carro teimou em não ficar totalmente eficaz. Mesmo assim, fomos lutando nas mangas e pontuando de forma a estar na semifinal de olhos postos numa possível ida à corrida decisiva”, salientou o piloto de Lousada, que está no seu ano de estreia na classe ‘rainha’ do rallycros nacional.

    Nessa semifinal, quando Tiago Ferreira “lutava pelos lugares de acesso à final, os problemas no carro começaram a agravar-se e só me restou dosear o andamento, de forma a não causar danos”. A partir dessa altura “já nada pude fazer para atingir a tão ambicionada final, tendo de me contentar com o resultado possível” da competitiva Divisão S1600, apesar de estar cada vez mais próximo desse objetivo, sentindo o lousadense que “temos vindo a ser competitivos e tenho plena consciência que, mais cedo ou mais tarde, vamos fazer um resultado de topo!”.

    O Campeonato de Portugal de Ralicross by Diatosta 2021 volta à ação no final do mês, com a realização de mais uma prova em Montalegre.

  • António Sousa brilha e garante pódio em Sever do Vouga!

    O piloto da SRT Motorsport alcançou o seu melhor resultado da época na terceira prova do Campeonato de Portugal de Rallycross by Diatosta ao conseguir um excelente 2º lugar na Divisão Super 1600.

    Apesar de alguns toques no seu percurso para a final da competição ‘rainha’ da modalidade, a exibição de António Sousa com o Peugeot 208 S1600 na pista do Alto Roçário foi notável, fazendo esquecer os muitos azares nas duas provas anteriores.

    Desta feita, o carro francês colaborou e foi possível ao piloto de Lousada a efetuar uma prova que refletiu o seu real valor, apesar de não ter sido isenta de alguns percalços, como faz questão de recordar: “No primeiro dia sofri toque na primeira curva, que condicionou a nossa prestação. No domingo, no ‘warm-up’, um problema nas suspensões quase deitava tudo a perder. Conseguimos resolvê-lo em tempo recorde, com uma ida a Lousada, podendo alinhar na Q3 e na Q4, onde conseguimos começar a encetar a recuperação”.

    António Sousa pôde assim alinhar na semifinal, onde reclamaria o tão almejado ‘passaporte’ para a corrida decisiva. “Após uma semifinal bem conseguida que encaramos com muito foco, ficamos apurados para a final”, conta o piloto da SRT, que no confronto decisivo fez “uma prova em que fomos com tudo, dando o litro de início a fim. Só assim foi possível, no meio de um pelotão tão competitivo, estar na luta e fazer todo o nosso esforço culminar com um excelente 2º lugar!”. Para o consagrado lousadense, este é “um resultado que vem animar a nossa equipa de assistência para o resto da época. As classificações encontram-se em suspenso, mas em pista o segundo lugar é nosso e com muita garra e mérito!”, remata o lousadense, que vê este desempenho com um ‘boost’ para o que falta disputar do Campeonato de Portugal de Rallycross by Diatosta, estando preparado para tentar repetir a “dose” no final deste mês, em Montalegre, na próxima prova do calendário.

  • Jorge Machado com fim-de-semana para esquecer

    Não correu como o lousadense desejava a sua participação na terceira tirada do Campeonato de Portugal de Rallycross by Diatosta, que teve lugar em Sever do Vouga. Uma penalização retirou a possibilidade ao piloto do Citroën C2 S1600 de alinhar na final da Divisão S1600.

    Depois do andamento evidenciado em Montalegre, Jorge Machado chegava à pista do Alto do Roçário com justificadas expetativas num bom resultado, que acabou por não se materializar. Várias razões contribuíram para o desfecho desfavorável após as quatros mangas de qualificação. Uma delas foi o andamento menos conseguido em determinados momentos do fim-de-semana e outra, que acabou por ser decisiva, uma inconveniente penalização, que decisivamente o arredou da final.

    “Lutamos arduamente e demos sempre o máximo dentro da pista”, começou por dizer o lousadense, explicando: “Estávamos confortáveis, mas estranhamente não conseguimos ‘andar’. Não conseguimos encontrar o ritmo necessário para lutar pelos lugares cimeiros, ao contrário do que tínhamos feito nas provas anteriores”.

    Jorge Machado afirmou ainda que “as condições da pista nunca foram as melhores. É um traçado complicado e, nesta prova, estava bastante demolidor. Conseguimos mostrar a nossa garra, mas após as quatro mangas não fomos além do 14º posto”. O que é natural em jornadas com os problemas já referidos, sobretudo se considerarmos que esta é uma divisão ultracompetitiva e qualquer percalço é a diferença entre um bom e um mau resultado.

    “Nas semifinais demos tudo e estávamos apurados para a final, pois terminamos no quarto posto. Mas o colégio de comissários decidiu atribuir uma penalização de 10 segundos e ficamos fora do final”, acrescentou o piloto do Citroën C2 S1600, naturalmente dececionado com o desfecho. Jorge Machado aponta já baterias para “a prova de Montalegre, no último fim-de-semana deste mês. Queremos andar mesmo forte e voltar a estar na final e nas decisões. Será uma jornada muito importante para as nossas aspirações no campeonato”.

  • Sérgio Dias azarado em Sever do Vouga

    O piloto de Lousada foi, uma vez mais, um dos mais rápidos durante o fim-de-semana, mas na pista do Alto Roçário a sorte voltou a não querer nada consigo, nesta terceira prova do Campeonato de Portugal de Rallycross by Diatosta.

    Em Sever do Vouga Sérgio Dias ambicionava pelo menos alcançar, senão mesmo superar, a sexta posição na hipercompetitiva Divisão Super 1600, feito que o craque lousadense ousou alcançar em Montalegre, na corrida anterior. Mas dois percalços no seu percurso, que tinha tudo para ser até á final, acabaram por gorar as fundadas expetativas que tinha.

    “Numa das mangas, logo após o arranque, levei um toque e fiz meio pião, que me atrasou e condicionou o andamento”, começa por o piloto do Renault Twingo S1600, explicando ainda: “Na semifinal voltou a acontecer o mesmo, o que me prejudicou ainda mais, pois fiquei arredado da final com o tempo perdido nesse incidente quando tinha demonstrado, ao longo de todo o fim-de-semana andamento para estar na corrida decisiva”.

    A frustração do piloto é compreensível, já que sente que está ao nível de se bater com os seus adversários, mas acredita que a qualquer altura a série de resultados menos bons pode mudar: “Estamos mais próximos dos nossos objetivos. Apenas me falta uma pontinha de sorte. Continuamos fortes e mostrei que sou um dos pilotos mais rápidos do campeonato”. Assim, “Foi um fim-de-semana ingrato, pois estávamos claramente entre os melhores. Mas as condições da pista estragaram a minha prestação”, lamenta Sérgio Dias, que não ‘baixa os braços’ e pensa já próxima ronda do campeonato.

    Como tal, agora quer “preparar com todo o afinco a ronda de Montalegre, fazendo uma revisão profunda ao Twingo e ganhando forças para voltar a ir à luta, tendo como claro objetivo chegar à final na próxima corrida e aí dar tudo para conseguir a melhor classificação da temporada!”, quarta tirada da temporada e que se irá disputar de 23 a 25 de julho.

  • José Lameiro vence e convence em Sever do Vouga!

    Revelou-se acertada a aposta do piloto da Diatosta no Citroen DS3 R5 para substituir o habitual Skoda Fabia SuperCar. Autor de uma exibição em que aliou a rapidez à eficácia, José Lameiro conquistou “em casa” a primeira vitória da temporada e voltou claramente a poder sonhar com a renovação do título.

    Para muitos pilotos, não há melhor pressão do que a que resulta de ser correr “em casa”. Mas para José Lameiro, colocar o capacete e galgar o exigente traçado da pista do Alto do Roçário, em Sever do Vouga, é sempre “um momento único, emocionante e que me motiva ainda mais. Gosto muito de poder correr bem perto de casa e só lamento que as condições atuais tenham impedido a presença do público, pois este é sempre fantástico!”.

    E foi um fim de semana inesquecível para o piloto de Aveiro. Em momento algum, a aposta no Citroen DS3 R5 teve laivos de “solução de recurso”. José Lameiro foi capaz de extrair “todo o potencial que este carro tem. Fiquei impressionado com o que um R5 bem preparado consegue desenvolver e entregar em pista. A Sports & You e a DM Motorsport estão de parabéns pois tem este DS3 R5 em excelentes condições, mesmo sendo um carro da primeira geração dos R5. Não deu problema algum ao longo de todo o fim-de-semana”.

    Destacou ainda o facto de “a menor potência que este carro tem quando comparado com um SuperCar é clara, mas o carro tem um excelente comportamento em curva, nas travagens e um motor muito redondo que dá gosto utilizar. É mesmo muito interessante!”.

    Depois de mangas de qualificação muito disputadas, José Lameior não deu veleidades à concorrência na final, que dominou, contruindo assim uma vitória que o deixa “muito feliz. Este resultado dá fim a um início de época atribulado e é uma recompensa para todo o nosso esforço, principalmente da equipa técnica da DM Motorsport. Sabíamos que eramos capazes e foi ainda melhor que este primeiro triunfo acontecesse em Sever”. Com esta vitoria, José Lameiro sente que “voltamos a estar na luta pela revalidação do título e vamos com tudo para as próximas provas”, não deixando o piloto de agradecer “à minha família, à nossa claque Mancha Negra e a todos os que me ajudaram a conseguir realizar esta prova”.

    O piloto e patrão da Diatosta não quis deixar de enviar “um forte abraço ao Oscar Ortfeldt. Foi muito aparatoso o acidente que sofreu, mas são coisas das corridas. Ele tem sido muito importante para a evolução da nossa Divisão SuperCar e espero que esqueça rapidamente o sucedido. Queremo-lo connosco nas próximas provas!”. O Campeonato de Portugal de Ralicross by Diatosta tem a sua quarta tirada aprazada para os dias 23,24 e 25 de julho. Pela segunda vez na temporada, a caravana vai rumar a Montalegre.

  • Rui Nunes com missão ambiciosa em Sever do Vouga

    A terceira jornada do Campeonato de Portugal de Kartcross Diatosta vai ter lugar na pista do Alto do Roçário. Rui Nunes chega a este fim-de-semana altamente motivado para dar continuidade aos bons resultados. O pódio é o objetivo principal.

    A viagem desde o Alentejo até Sever do Vouga vai ser feita por rui Nunes e a sua equipa sob o signo da motivação e da confiança.

    Vindos de um excelente resultado na prova anterior, querem dar continuidade a “esta bela campanha que temos feito em 2021. Estamos muito felizes quer pelo andamento muito competitivo que temos colocado nas pistas, quer pelos resultados muito positivos que temos alcançado. São fruto do trabalho que a equipa coloca na preparação das provas e é meu objetivo continuar a retribuir em pista o seu esforço”, com Rui Nunes a desejar que “em Sever do Vouga consiga ser rápido e consistente”.

    O piloto reconhece que a pista do centro do país não é “uma das minhas favoritas, mas isso não me vai impedir de dar o máximo para estar na luta pelos melhores lugares, a exemplo do que sucedeu na prova anterior, onde fomos quintos, mas com a sensação de que poderíamos ter alcançado um lugar no pódio”.

    Ora esse será “o nosso objetivo principal. Sentimos que é possível, mesmo sabendo que este campeonato é duro, com muitos pilotos a poderem terminar na frente”, com Rui Nunes a garantir que “estaremos na luta e sentimos que esta é a hora de aumentar o nível e atacar forte. O campeonato entra agora na sua fase decisiva”.