João Pinheiro, piloto promissor da equipa JCP Racing, mostrou toda a sua habilidade durante o Open de Portugal de Ralicross – Kartcross, realizado no último fim-de-semana em Castelo Branco.
Antes da prova, João Pinheiro realizou uma pequena sessão de testes para garantir que o seu carro estivesse em condições ideais para a competição. No entanto, problemas surgiram durante os treinos cronometrados, quando o cabo do acelerador se partiu, deixando-o com a sensação de que o fim-de-semana poderia estar perdido.
Embora tenha sido impossibilitado de participar na Q1 devido ao problema com o carro, João Pinheiro manteve a determinação e conseguiu um resultado impressionante de P2 na Q2. Ele expressou a sua animação com este resultado, pois indicava boas perspetivas para o restante da prova.
Durante as corridas, especialmente na pista desafiadora de Castelo Branco, João Pinheiro demonstrou a sua habilidade ao pressionar os pilotos da frente, aproveitando as oportunidades nas idas à Joker para tentar ultrapassar. A sua vitória na Q3, liderando a corrida do início ao fim, demonstrou não apenas o seu talento como piloto, mas também a evolução do carro e da equipa JCP Racing.
Na final, João Pinheiro mostrou a sua determinação ao arrancar da segunda linha e lutar constantemente pela primeira posição, com a conquista da volta mais rápida a ser particularmente significativa Com o fim-de-semana em Castelo Branco concluído com sucesso, João Pinheiro e a equipa JCP Racing já estão a preparar-se para o início oficial da temporada em Mação, nos próximos dias 4 e 5 de maio.
Após dois anos de “jejum”, o Circuito do Lanço Grande voltou a acolher uma competição nacional, com esta 57ª edição do Ralicross de Castelo Branco a ter o estatuto de prova “Open”, candidata a integrar o Campeonato de Portugal de Ralicross em 2025.
Desde a sua tomada de posse que a nova Direção da Escuderia de Castelo Branco sempre colocou como um das suas prioridades ter de regresso à Beira Baixa o campeonato maior da modalidade. Tal desejo só seria possível se o clube albicastrense organizasse uma prova com o estatuto de candidata a tal regresso e, rapidamente dirigentes e equipa técnica meteram mãos ao trabalho, construindo o evento que, este fim-de-semana, marcou o início das hostilidades competitivas do Ralicross em 2024.
Para a posteridade ficam os nomes dos vencedores: o jovem local Tiago Ventura, impôs o seu Citroen Saxo nos Iniciados, João Oliveira (Peugeot 206) venceu na Divisão 1 da 2RM, com outro 206 da marca de Sochaux a impor-se na Divisão 2 – 2RM, pelas mãos de André Monteiro. Quanto às duas divisões inclusas na prova de Kartross, João Pinheiro e o seu LBS RX01 dominaram na 1 e Alexandre Borges (Semog Bravo Sport XC) fez o mesmo na 2. Já no Pop Cross reinou a Dyane tripulada por Manuel Ramos.
No rescaldo, João Lucas, Presidente da Escuderia de Castelo Branco, não escondia “o enorme orgulho na nossa equipa. Para nós, Direção de Prova e Comissão Organizadora, esta prova foi um enorme sucesso, sobretudo por representar, após dois anos de interregno, o regresso do Ralicross nacional à nossa pista e a Castelo Branco. Quanto à forma como decorreu, estamos muito felizes pois, atendendo às condições que enfrentámos, estamos convictos de que cumprimos por inteiro com o que nos era exigido e agora é aguardar o parecer final, sendo certo que o nosso objetivo é estar de regresso ao Campeonato de Portugal de Ralicross. Resta-nos esperar pelo final da época, para ver se este nossos esforço dará frutos para 2025”.
O líder da prestigiada agremiação albicastrense depositou ainda uma “palavra de profundo agradecimento aos patrocinadores, aos pilotos, às equipas, à comunicação social e, de forma muito particular, a todos os voluntários que nos ajudaram. A eles o nosso clube deve muito, porque sem eles não conseguiríamos dar a Castelo Branco e aos nossos sócios todo o programa de provas que, ano após ano, a Escuderia assume e, felizmente, tem sempre levado a bom porto, com organizações que, julgo, orgulham a nossa região”.
A Escuderia de Castelo Branco vira já agulhas para a preparação do Rali Alitém 2024, que decorrerá no concelho de Pombal, nos dias 4 e 5 de maio, contando para o Campeonato Start centro de Ralis.
A caravana do Campeonato de Portugal de Drift volta a visitar Sever do Vouga nos próximos dias 27 e 28 de Abril, para disputar a segunda ronda da presente época que iniciou no passado mês em Montemor-o-Velho.
É de esperar uma lista de inscritos superior a 50 participantes, que nestes dois dias vão certamente encher o Circuito Alto do Roçário de muita adrenalina e emoção, pois nesta altura todos dão o tudo por tudo para amealhar o máximo de pontos possíveis.
Para além dos pilotos da região (João Salvador, Samuel Vergas e José Magalhães) também os nomes mais conhecidos da modalidade não vão faltar, como é o exemplo de Pedro Sousa, Rafael Dinis, Marcos Vieira, Miguel Peixoto entre outros. Confirmada está também a participação de dois pilotos de peso que muito têm dado que falar, o bielorusso Raman Kandratsenka e o ucraniano Kostiantyn Shchurenko, que com as suas potentes máquinas vão certamente levar o público ao delírio.
Os bilhetes estão já há venda pelas redes sociais do Campeonato de Portugal de Drift, com os preços a variarem entre os 7.50€ e o 13€ por pessoas. No sábado os treinos iniciam pelas 09.30h e as qualificações terão inicio às 15.30h para a categoria Semi-Pro, e às 16.45h para a categoria Pro. No domingo o dia iniciará com o Warm-Up às 08.30h e de seguida será disputado o Top32 da Semi-Pro. Às 14h as batalhas continuam com o TOP 32 da Pro, sendo as finais de ambas as categorias disputadas a partir das 15.35h, com a entrega de prémios prevista para as 17.30h.
Oliveira de Frades acolheu no passado fim de semana de 6 e 7 de Abril primeira prova da edição de 2024 do Challenge Ibérico Super Extreme Trial 4×4 (CISET 4×4), regressando assim a caravana do Trial4x4 região de Lafões para disputar muito animada uma prova organizada pela APTE, e que teve no Município de Oliveira de Frades o sue principal parceiro do evento.
Uma vez mais o Aeródromo de Pedra da Broa, em Oliveira de Frades foi eleito como o palco privilegiado para a realização de uma prova do Challenge Ibérico Super Extreme Trial 4×4, com as pistas a receberem melhorias e uma reformulação dos obstáculos que foram do agrado generalizado dos pilotos e também do muito público que se deslocou até ao local para assistir á prova.
O programa do CISET 4×4 Oliveira de Frades arrancou no sábado dia 6, sendo que neste dia apenas se realizaram as habituais verificações técnicas e administrativas, libertando assim mais tempo no domingo para a parte competitiva.
No domingo, e ainda antes de se ligarem os motores, houve tempo para a iniciativa “Floresta CISET”, uma iniciativa de cariz ambiental que pretende sensibilizar publico e participantes para a importância de mitigar os impactos que as provas têm nos locais onde se disputam, bem como incentivar a todos uma atitude mais sustentável e responsável no vivência do dia-a-dia, quer seja por uma melhor utilização de recursos, quer através da reciclagem.
Esta primeira prova do ano foi dividida em duas fases bem distintas: Em primeiro lugar um prólogo de velocidade pura com poucas dificuldades em que os concorrentes tinham que dar duas voltas a um traçado desenhado em redor do aeródromo, e depois as duras provas de resistência com os concorrentes a percorrem o percurso já repleto de obstáculos, sobretudo na fachada rochosa do aeródromo, proporcionando imagens muito espetaculares ás muitas pessoas que aproveitaram para assistir ao desenrolar da prova.
Para arrancar em grande, os primeiros concorrentes a percorrer o Prólogo foram os concorrentes da cada vez mais espetacular classe Super Proto, seguindo-se os da a classe Proto e finalmente os da classe Promoção. Começando pela classe mais baixa, ou seja a classe Promoção, duas equipas ficaram praticamente coladas, mas foi a dupla composta por Joaquim Pinheiro e João Moreira (Team Qzito Pinheiro) que saboreou o primeiro triunfo graças á magra margem de 2 décimas de segundo sobre a equipa Albersteel composta por Pedro Marques e André Moreira.
Na classe Proto o GS Team / Boop, regressado á competição depois de pausa realizou uma passagem tranquila para cumprir os objetivos de conquista a primeira vitoria do ano.
Já na classe Super Proto temos assistido a uma melhoria muito significativa do parque de viaturas, tanto em quantidade mas também em qualidade, traduzindo-se num incremento de competitividade das provas, tendo isso ficado bem patente logo no prólogo de Oliveira de Frades. Entre o primeiro e o ultimo classificado a diferença não chegou a 21 segundos, e os três primeiros ficaram todos agrupados num horizonte temporal de cerca de 4 segundos. A liderança provisória da prova foi conquistada pelo Team Ediprova composto por Nuno Santos e Gonçalo Mesquita que precisou apenas de 1:28.879 para dar as duas voltas ao traçado com o Crawler LS1, um ritmo verdadeiramente diabólico considerando as caraterísticas e extensão da pista.
Depois de uma pausa para o repor energias em homens e máquinas seguiram-se já depois a hora de almoço as provas de resistência, com os Super Proto a entrarem em ação em primeiro lugar, seguindo-se a classe Proto e finalmente a classe Promoção. A prova de resistência da classe Super Proto foi particularmente bem disputada, e durante grande parte da prova houve incerteza sobre quem poderia vir a ser vencedor, uma vez que nenhuma equipa ganhou vantagem que lhe pudesse dar o conforto de olhar para a vitória final, nem os que vinham um pouco mais atrás estavam distantes a ponto de poderem deixar de ambicionar o triunfo. Cumpridas as duas horas e trinta de duração da prova de resistência, foi novamente o Team Ediprova que sobressaiu com 20 voltas cumpridas, sendo que logo colado a sua traseira estava o Team Lucrofusão de Antonio Henriques e Miguel Costa com igual numero de voltas e apenas 13 segundos de desvantagem. Com menos três voltas terminou o Team TrialCars.pt, de João Rebelo e Miguel Duarte.
Na classe Proto o Team GS / Boop, a braços com um problema no seu veículo cumpriu o suficiente da prova para poder amealhar os pontos da vitória e minimizar as possibilidades de uma avaria mais grave.
A Classe Promoção, rejuvenescida com a entrada de algumas equipas teve também uma prova de resistência disputada, muito embora a dureza do percurso tenha feito sentir a sua força. O Team Qzito Pinheiro ao conseguir realizar 9 voltas ao percurso foi o vencedor da prova de resistência, consolidando assim a sua posição como líder da corrida. Em segundo lugar terminou o Team Evolution, de Ricardo e Alexandra Pereira, que uma vez mais comprovaram que a regularidade é um fator primordial para alcançar um bom resultado. O terceiro a chegar á meta foi o Team BS Auto de Bruno Sousa e Tiago Cardoso, a três voltas de distância do vencedor
Conjugando os resultados do Prologo com as provas de Resistência, temos como vencedores da prova de abertura do CISET 4×4 2024 na classe Promoção o Team QZito Pinheiro, no classe Proto o Team GS / Boop e na classe Super Proto o Team Ediprova. No que diz respeito ás subclasses Super Proto, na reservada ás viaturas com motorização a gasolina, o vencedor foi uma vez mais o Team Ediprova, enquanto nos diesel o vencedor foi o Team Lucrofusão .
Para além do que os resultados demonstram, a prova de Oliveira de Frades ficou marcada por uma prova excecional a todos os níveis realizada pela generalidade dos navegadores. A configuração da pista e dos obstáculos deixava antever que estes homens e mulheres iram ser os grandes heróis da corrida e assim aconteceu. Para além disso, a proximidade dos resultados finais, revela que praticamente todos eles tiveram um desempenho de exceção. Nas palavras de Luís Pirralho, diretor da prova: “É um orgulho poder ter estes participantes connosco. Estas equipas estiveram todas elas a um nível muito elevado, mas quero demonstrar o meu particular apreço pelos navegadores. Foi muito duro para eles, muito exigente fisicamente e até mentalmente dado o elevado nível de competitividade e o tipo de obstáculos que tiveram de superar. Quero dar os parabéns a todos eles.” Para terminar, e em jeito de balanço desta primeira prova revelou-nos a sua satisfação: “Que grande arranque de temporada! Não poderia pedir mais. Uma excelente lista de inscritos, uma pista e um recinto fabulosos, a uma moldura humana muito boa. Até o clima nos ajudou. Foi um trabalho de equipa que levou bastante tempo, mas resultou num evento que deixa todos cheios de orgulho e motivados para o restante da temporada.”
O CISET 4×4 regressa ás pistas a 22 e 23 de Junho, em Chã de Tavares, Município de Mangualde, para a segunda prova do ano. Será um novo desafio, numa pista bastante diferente da de Oliveira de Frades e que promete uma vez mais um fim de semana cheio de competição, adrenalina e convívio entre todos.
O CISET 4×4 Oliveira de Frades foi organizado pela APTE, com o apoio do Município de Oliveira de Frades, Promolafões, Clube Autmóvel de Viseu, Race4eco, da Target Road, dos Bombeiros Municipais de Oliveira de Frades, do ICNF e do IPDJ. O CISET4x4 é promovido pela X-Adventure, e organizado pela APTE, sob a égide da FPAK – Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting, e como apoio da Lucrofusão, da Euro4x4parts, da Motorin, da Mundimat, da Mundilimpa, da Rafael & Gomes e da Ziggaworks, e conta como parceiros com o Todoterreno.pt, o Guia Rural e o Imagensdesportivas.com.
Chegou a fim o Rally TT Jaen Mar de Olivos, prova de abertura do Campeonato de Espanha de Ralis TT, na qual o Team Motivo JCP rubricou uma performance assinalável. Num evento onde os SSV reinaram, muito devido ao tipo de traçado escolhido para os Setores Seletivos, a dupla Maria Luís Gameiro/José Marques esteve em evidência de início a fim, terminando num espetacular sétimo lugar da geral, segundos na categoria Ultimate (T1 e T1+), conseguindo ainda o melhor lugar entre os portugueses.
A etapa de hoje era curta – apenas 120 quilómetros – mas acabou por resultar numa relevante subida de lugares face à ronda de Sábado. Depois do 21º lugar no Prólogo, posição na estrada que prejudicou de sobremaneira a dupla do Mini JCW Plus, Maria Luís Gameiro, conseguiu – nos dois sectores da tarde de ontem recuperar até ao 15º lugar. Hoje, uma vez mais com tempo seco e quente e ainda algum pó, a equipa liderada pela piloto de Cascais voltou a brilhar, chegando a aproximar-se dos cinco mais rápidos na cronometragem Parcial.
O nono lugar final representa uma “enorme alegria para mim e para toda a equipa. Este não era, definitivamente, um rali para carros com a característica do nosso, mas a verdade é que conseguimos dar uma luta incrível, principalmente aos SSV. Sinto que o nosso andamento esteve sempre condicionado, por um lado pelo tipo de troços da prova, muito apertados e enrolados, e, por outro, por à nossa frente termos uma comitiva de SSV que cavava trilhos estreitos, onde o nosso Mini, muito mais largo, não ‘encaixa’…” afirmou a piloto.
Maria Luís Gameiro acrescentou “foi mais um desafio, ainda que bem diferente do que superámos na semana passada. Na verdade, cada prova, cada obstáculo que se nos depara representa mais uma etapa de aprendizagem e, uma vez mais, conseguimos superar todas as dificuldades, desta feita coim um resultado muito animado! Que venha o próximo…”
E o próximo “embate” para o Team Motivo JCB é daqui a menos de um mês, a disputar na região da Andaluzia, tendo como base a cidade de Badajoz. A Baja TT Dehesa Extremadua está na estrada entre os dias 4 e 5 de Maio, este ano pontuando apenas para o Campeonato Espanhol.
Menos de uma semana depois de terem disputado o duríssimo BP Ultimate Rally Raid Portugal – desafio ultrapassado com distinção e que merece um sublinhado ainda maior, dada a exigência do evento, com cinco etapas e mais um milhar de quilómetros cronometrados – a dupla Maria Luís Gameiro/José Marques regressa este fim-de-semana aos comandos do Mini JCW Plus da equipa Motivo JCB, para disputar o VI Rally TT Jaen Mar de Olivos, prova de abertura do CERTT (Campeonato de Espanha de Rali Todo-o-Terreno).
Sem programa fechado relativamente à competição espanhola, a piloto de Cascais está, acima de tudo apostada em fazer quilómetros com o novo carro e dar maior consistência à sua performance, tentando, sempre, o melhor lugar possível, não apenas na categoria, mas também à geral. Recorde-se que em 2023, Maria Luís Gameiro assegurou no CERTT o vice-campeonato da categoria T1, terminando num fantástico sétimo lugar à geral.
Assim, a piloto esclarece que “acima de tudo estou expectante relativamente a um resultado. Não estabeleci metas. Quero fazer quilómetros, chegar ao final e depois logo se vê. Estamos numa fase da temporada em que há que consolidar o andamento, perceber onde estão as nossas fraquezas e tentar contornar os obstáculos. É uma fase de aprendizagem que assume uma importância fulcral porque terá reflexos diretos no resultado global da época. Estamos focados, animados como sempre, e é assim que rumamos para este primeiro embate em Espanha. Reconheço que o tempo de descanso após o Rally raid Portugal não foi muito, mas sei que vou estar em condições ótimas para esta segunda prova da época. Para mim, correr em Espanha é sempre muito agradável. Temos uma ‘feed back’ do público, que nos aborda e acarinha muito. É muito giro!”
A prova espanhola, disputar no Sábado e Domingo, 13 e 14 de Abril, conta com um Prólogo, que alinhará as equipas para o primeiro de dois setores seletivos que totalizam 345,97 quilómetros ao cronómetro, a disputar em cada um dos dias.
No próximo fim de semana, dias 13 e 14 de abril, o Parque de Desportos Motorizados de Castelo Branco será o palco do emocionante 57º Ralicross de Castelo Branco. Organizado pela Escuderia Castelo Branco, este evento, no ano em que se comemora o 60º aniversário desta associação, será a montra para os pilotos, antes do início do Campeonato.
Após dois anos sem sediar o Campeonato de Portugal de Ralicross, o evento marca o aguardado retorno dos pilotos nacionais ao Circuito do Lanço Grande. Este ano, o campeonato contará com as principais categorias do Campeonato de Portugal de Ralicross, e do Campeonato de Portugal de Kartcross, além da participação dos PopCross e CamiãoCross, prometendo oferecer corridas emocionantes para os entusiastas do automobilismo.
Entre os pilotos proeminentes confirmados para competir neste evento estão o jovem piloto albicastrense João Pinheiro, o vencedor do Troféu de Rookies de Kartcross em 2023, Gustavo Henriques, o vencedor do Troféu Junior de Kartcross em 2023 e João Dinis, bem como Rogério Sousa, vice-campeão em 2023 na Divisão S1600. Também marcando a sua presença, estará Alexandre Borges, que irá fazer a sua estreia na novíssima divisão 2 de kartcross, e Tiago Ventura, jovem piloto local, que fará a sua estreia ao volante de um Citroen Saxo.
A prova marca ainda o regresso do jovem piloto André Monteiro, que foi campeão nacional Legends de Velocidade e que alinhará num Peugeot 206 da Divisão 2RM.
Além das corridas principais, o evento também contará com emocionantes provas de suporte, incluindo PopCross e CamiãoCross, que certamente manterão os espetadores na ponta de seus assentos.
Com um legado de 60 anos de história no desporto motorizado, e uma responsabilidade social de dimensão equivalente, a Escuderia Castelo Branco celebrou um importante acordo com um parceiro local, o qual irá permitir levar às escolas entradas gratuitas, às crianças que pretendam vir assistir à emoção do Ralicross. Acreditando que elas são o futuro das associações, esta parceria, é o passo natural a dar.
Os bilhetes para o evento podem ser adquiridos online no site https://e.3cket.com/57-ralicross-de-castelo-branco ou no local, na bilheteira, por um preço de 5€ para o fim-de-semana completo. O estacionamento é grátis e os menores de 12 anos têm entrada gratuita.
O parceiro institucional do evento é o Município de Castelo Branco, cujo apoio é fundamental para o sucesso do evento. Para mais informações sobre o 57º Ralicross de Castelo Branco, os interessados podem visitar o site da Escuderia em https://escuderiacastelobranco.pt/prova/open-ralicross-cb ou utilizar o código RXCB24 na aplicação Sportity.
A dupla de Coimbra mostrou raça da primeira à derradeira etapa do bp Ultimate Rally Raid Portugal e terminou na condição de vencedora da categoria stock no Mundial e segunda no T2 no Campeonato de Portugal da especialidade.
A pessoa resiliente não desaprendeu a lutar nem desiste de encontrar uma saída para as adversidades. Carlos Jorge (Cajó) Mendes e Rui Silva estiveram pertinazes numa competição de cinco dias desgastantes, numa viatura de série e que, paulatinamente, foram auferindo “forma”, física e anímica.
«Objetivo cumprido. Enfrentámos uma prova excelentemente bem organizada, com etapas de excelência, marcadas pela variedade de piso, com muito público que nunca arredou pé da primeira à última viatura», começou por referir Cajó Mendes, que competiu com os melhores pilotos do mundo de todo-o-terreno
JOAO DA FRANCA
«Foram cinco dias inesquecíveis, de muito trabalho, mas também divertimo-nos imenso. Obrigado ao público, que foi excecional à nossa passagem, sobretudo pela injeção de apoio e alento que muito nos orgulhou. Um obrigado à organização por criar esta grande prova que elevou o nosso país além-fronteiras», acrescentou o piloto de Coimbra.
Cajó Mendes destacou também a Prolama – Competição e Aventura, «por nos entregar, imaculadamente, a Isuzu D-Max todas as manhãs, após um trabalho auspicioso da equipa, assim como um agradecimento muito especial ao Rui (Silva) por ter estado impecavelmente ao meu lado e à minha família, assim como ao CJM, Grupótico, Associação Académica de Coimbra/Secção de Desportos Motorizados (AAC/SDM), Isuzu Portugal, P1, XCUT – Printing Solutions e autolook.pt».
Carlos Jorge Mendes e Rui Silva conquistaram, além do primeiro lugar da classe Stock em termos mundiais, a júbilo do público e 47.º lugar à geral do bp Ultimate Rally Raid Portugal, terceira etapa do Campeonato do Mundo de Rally Raid, que terminou em Grândola perante milhares de pessoas para presenciar o “Dakar” lusitano.
Nasser Al-Attiyah (carros) e Tosha Schareina (motos) foram os brilhantes vencedores da edição de estreia do bp Ultimate Rally-Raid Portugal. Mais uma organização de sucesso do Automóvel Club de Portugal (W2RC), com a terceira prova do calendário do Campeonato do Mundo de Rally-Raid Portugal a confirmar o talento dos pilotos portugueses: nos carros, João Ferreira terminou num brilhante 2º lugar da geral; João Monteiro venceu entre os SSV; Armindo Araújo e Ricardo Porém terminaram nos derradeiros lugares do pódio da categoria Challenger; enquanto, nas motos, Bruno Santos triunfou na categoria Rally2 e subiu ao derradeiro lugar do pódio à geral; e Gonçalo Amaral ganhou entre os Rally3.
Portugal teve as honras de receber a única prova europeia do calendário do Campeonato do Mundo de Rally-Raid e que estreia: uma lista de inscritos com muitas das “estrelas” do Dakar; muito público; e uma prova pródiga em emoção e animação nas diferentes categorias.
Mais um grande e prestigiado evento desportivo com organização do Automóvel Club de Portugal que, durante praticamente uma semana, comunicou o país e, em particular, as regiões do Alentejo, Ribatejo e Estremadura espanhola, mas que também contribuiu com um significativo impacto económico.
O vencedor, nos carros, do bp Ultimate Rally-Raid Portugal é uma personalidade ímpar. Com 53 anos e confesso apaixonado por Portugal, o príncipe do Catar é medalhista olímpico na modalidade de tiro e um dos mais bem-sucedidos pilotos de todo-o-terreno, com uma mão cheia de vitórias no Dakar. À chegada a Grândola, depois de cinco dias de competição e de cerca de 1.000 quilómetros disputados ao cronómetro, o piloto da Prodrive afirmou: “Portugal é quase a minha segunda casa. Tenho muitos amigos aqui e estou mesmo muito feliz por ganhar esta prova fantástica! Obrigado a todos os fãs e obrigado à organização. Foi uma corrida muito técnica e tivemos de ser inteligentes. Depois da vitória em Abu Dhabi, ganhar aqui é muito importante porque permite-nos passar para a frente do Mundial.”
Mais do que uma promessa, João Ferreira é já um dos maiores talentos mundiais da modalidade. A forma como se bateu com Nasser Al-Attiyah e como se impôs ao colega de equipa na Mini, o lendário Carlos Sainz, é bem revelador do seu talento. “É difícil explicar as emoções que vivi ao longo desta semana. Recebemos um apoio incrível deste público único no mundo, numa prova muito variada e bonita. A tensão era alta porque havia muita atenção à nossa volta, mas correu tudo muito bem e confesso que não imaginava terminar no segundo lugar, na estreia com este carro no W2RC.”
O brasileiro Lucas Moraes (Toyota) foi o vencedor da derradeira etapa, um resultado que lhe permitiu subir ao derradeiro lugar do pódio, por troca com Carlos Sainz. “Que grande luta! Em primeiro lugar, parabéns a toda a organização por ter conseguido montar esta prova. É muito importante termos o Mundial na Europa. Um pódio à geral e vitória nesta etapa são pontos importantes para o campeonato.”
Carlos Sainz (Mini), bicampeão do mundo de ralis e quatro vezes vencedor do Dakar, foi o quarto classificado. O espanhol que nunca esteve na luta pela vitória, admitiu: “Foi um rali difícil, mas positivo. É sempre um prazer vir a Portugal, fiquei satisfeito por participar e recolher uma experiência importante. Gostava que a prova começasse amanhã, para experimentar algumas coisas, mas estou contente.”
Depois do tempo perdido na fase inicial, o saudita Yazeed Al-Rajhi (Toyota)conseguiu recuperar até ao quinto lugar. “Apesar do azar que tivemos, fizemos um bom trabalho e divertimo-nos imenso. Obrigado ao público, que foi excecional, e obrigado à organização por criar esta grande prova!”
O lituano Rokas Baciuska (Can-Am) foi o sexto classificado e o primeiro da categoria Challenger, enquanto o brasileiro Cristian Baumgart Stroczynski (Toyota), Francisco Barreto (Toyota), Armindo Araújo (segundo entre os Challenger) e o argentino Nicolás Cavigliasso fecharam o top10.
Vitória espanhola nas motos, com portugueses a brilhar
Natural de Valência, com 27 anos, Tosha Schareina começou a correr de mota, ainda em criança, influenciado pelo tio que corria em motocross. Com uma carreira em ascensão, o piloto oficial da Honda conquistou, no bp Ultimate Rally-Raid Portugal, a segunda vitória da carreira numa prova do “Mundial”, depois de uma atuação imaculada nos cerca de 1.000 quilómetros de percurso disputados ao cronómetro. “É muito especial ganhar aqui, depois de uma grande prova. Estou muito contente com o que consegui ao longo destas cinco etapas e também fico feliz pela equipa, já que grande parte é de Portugal.”
Residente no concelho de Odemira desde os três anos de idade, o alemão Sebastian Bühler (Hero) foi o principal opositor de Tosha Schareina, tendo terminado a 4m38s do espanhol. “O segundo lugar numa prova do Mundial é muito bom. Depois de uma queda no Dakar, acho que este resultado é a melhor forma de ganhar confiança. Foi uma semana dura. Tive uma penalização de quatro minutos no primeiro dia e, sem isso, podia estar ainda mais próximo da luta pela vitória. O Tosha esteve muito forte, como sempre, parabéns para ele. Acho que a organização fez um trabalho muito bom, a conseguir fazer a corrida mesmo depois da chuva dos últimos dias.”
Com pilotos nas duas primeiras posições, está ao rubro a luta pelo título de construtores entre a Honda e a Hero.
Com 36 anos, Bruno Santos (Huskvarna) foi um dos heróis portugueses no bp Ultimate Rally-Raid Portugal. Vinte e quatro anos depois de ter a primeira mota, o piloto de Torres Vedras cometeu a proeza de se estrear a vencer na categoria Rally2 e de subir ao derradeiro lugar do pódio na classificação geral de uma prova do Campeonato do Mundo de Rally-Raid. “Foi uma prova espetacular, que superou todas as minhas expetativas. Cada dia foi um desafio diferente e claro que estou muito, mas mesmo muito satisfeito com o resultado.”
Com uma vitória na penúltima etapa, António Maio (Yamaha) conquistou um brilhante quarto lugar da geral, com o militar da GNR a afirmar: “Foi uma prova espetacular, em que apanhámos todo o tipo de terreno, mas onde procurei não cometer erros. A etapa de, ontem, em Espanha, foi fabulosa, muito ao meu estilo e foi onde consegui uma vitória histórica. Estou feliz com este quarto lugar da geral e com o pódio no RallyGP.”
Adrien Van Beveren (Honda) foi o vencedor da derradeira etapa e o quinto classificado da geral, destacando: “Adoro Portugal, não apenas para competir. Esta prova foi fantástica, com terrenos variados e muito público. Para mim, o início foi muito duro, com uma grande penalização que me atrasou bastante. Mas nestas últimas etapas vim sempre a recuperar e diverti-me imenso. É muito importante termos esta corrida do Mundial na Europa.”
Skyler Howes (Honda), Ross Branch (Hero), Edgar Canet Ardevol (KTM), Bradley Cox (KTM) e Pablo Quintanilla (Honda) fecharam o top 10.
O português Gonçalo Amaral (Honda) foi o brilhante vencedor da categoria Rally3, confessando “estar muito feliz com a vitória.”
Já o polaco, Kamil Wisniewski, venceu entre os quads, com uma margem de 5m49s sobre o lituano Antanas Kanopkinas.
O balanço da prova por Carlos Barbosa presidente do Automóvel Club de Portugal
O presidente do ACP – Automóvel Club de Portugal, Carlos Barbosa, faz um balanço “extremamente positivo” do bp Ultimate Rally-Raid Portugal 2024, uma prova que considera “fundamental no Campeonato do Mundo, pela valorização competitiva que acrescenta ao habitual sobe e desce de dunas” e pela oportunidade de “dar aos pilotos europeus a oportunidade de correrem em casa”; destaca ainda a “capacidade de organização da equipa ACP Motorsport”, capaz de erguer uma prova “muito complexa devido às condições atmosféricas, que pode voltar a Portugal assim se confirme o interesse da A.S.O. e o equilíbrio das contas”; Carlos Barbosa realça ainda o“envolvimento e a segurança demonstrados pelos fãs portugueses ao longo das etapas, bem como os elogios manifestados pelas ´estrelas´ do Dakar, que ficaram radiantes”.
Entre os dias 1 e 6 de junho, o Desafío Ruta 40 é a prova que se segue do Campeonato do Mundo de Rally-Raid. Com o ADN das edições do Dakar disputadas na América do Sul, é percorrido em paisagens naturais deslumbrantes e numa enorme variedade de terrenos, desde pistas de ralis, rios secos, dunas, a salinas. O saudoso Paulo Gonçalves inscreveu o seu nome na galeria de vencedores, com um brilhante triunfo, nas motos, na edição de 2018.
O motard português António Maio foi o grande herói da penúltima etapa do bp Ultimate Rally-Raid Portugal, a terceira prova do calendário do Campeonato do Mundo de Rally-Raid. Totalmente disputada na Estremadura espanhola, a especial terminou com João Ferreira a aproximar-se do líder e cinco vezes vencedor do Dakar, Nasser Al-Attiyah, que ainda assim parte para os arenosos 100 quilómetros da derradeira etapa em boa posição para assegurar a vitória. Tosha Schareina também continua líder nas motos.
Amanhã, os concelhos de Grândola e de Alcácer do Sal prometem ser invadidos por uma multidão de entusiastas. É a derradeira oportunidade para verem muitas das estrelas que têm feito a história mais recente do Dakar, como Carlos Sainz, Nasser Al-Attiyah, Sébastien Loeb, nos carros, ou Ross Branch, Adrien van Beveren, Pablo Quintanilla, Skyler Howes, nas motos; ou ainda portugueses como João Ferreira, Armindo Araújo, António Maio e Bruno Santos, que têm rivalizado com os melhores do mundo.
Hoje, a penúltima etapa da prova organizada pelo Automóvel Club de Portugal (ACP) foi cumprida do outro lado da fronteira. Um percurso de 208 quilómetros cronometrados, desenhado a sul da cidade espanhola de Badajoz.
João Ferreira a 2m41s de Nasser Al-Attiyah. Pódio em aberto
À partida da derradeira etapa e quase 1.000 quilómetros ao cronómetro depois, escassos 2m41s separam Nasser Al-Attiyah (Prodrive) de João Ferreira (Mini), os dois primeiros classificados da classificação. Hoje, o português foi o quinto mais rápido da especial, recuperando 1m58s ao piloto do Catar. “Conseguimos imprimir um ritmo forte e ganhar tempo ao Nasser, que é o nosso adversário direto. Por outro lado, a vantagem que temos para o Carlos não é nada… porque é o Carlos Sainz! Mas estou muito contente”, resumiu o leiriense.
Já Nasser Al-Attiyah, o oitavo mais rápido do dia, admitiu: “Abrimos a estrada e tentámos não perder muito tempo. Por isso, foi um dia OK e estamos satisfeitos por terminar a etapa sem problemas. Vamos ver como será amanhã.”
Com o quarto melhor do tempo, Carlos Sainz ascendeu ao derradeiro lugar do pódio, a escassos 59 segundos do colega de equipa da Mini, João Ferreira. O espanhol, bicampeão do mundo de ralis e quatro vezes vencedor do Dakar, afirmou“Foi um bom dia. Atacámos o máximo que era possível.”
Uma excelente luta em perspetiva, também com a companhia de Lucas Moraes. O brasileiro parte para a derradeira etapa de amanhã a apenas oito segundos de Sainz. Hoje, o piloto da Toyota reconheceu: “Especial bem legal, com menos água. Deu para andar bem. Claro que estamos na disputa pelo top 3 da geral, portanto não dá para exagerar. Vamos lá acelerar amanhã!”
during the Stage 4 of the 2024 BP Ultimate Rally-Raid Portugal, on April 6, 2024 between Badajoz, Spain and Grandola, Portugal – Photo Paulo Pacheco / ACP
Sem hipóteses de lutar por um lugar no pódio, Yazeed Al-Rajhi ocupa o 5º lugar da geral, tendo hoje somado importantes pontos para o W2RC, com a vitória na etapa. “Andámos 40 quilómetros a tentar ultrapassar outro piloto, que nunca facilitou a manobra. Quando finalmente conseguimos, aumentámos o ritmo e conseguimos ganhar a especial.”
Entre os Challenger, nova vitória de Rokas Baciuška, com o lituano a beneficiar de uma penalização de 5 minutos atribuída a Ghislain de Mévius. O piloto do Can-Am é o atual sexto classificado da geral e o líder da categoria, perseguido pelos portugueses Armindo Araújo e Ricardo Porém, ambos em Can-Am.
O jovem sul-africano Saood Variawa (Toyota) foi um dos primeiros a marcar o ritmo na categoria Ultimate, mas foi penalizado por três infrações por excesso de velocidade no terceiro dia. Os Comissários Desportivos decidiram impor uma penalização de duas horas e uma desclassificação suspensa, desde que não houvesse mais infrações, mas o sul-africano decidiu abandonar antes da partida, na sequência de problemas mecânicos.
Já João Monteiro aumentou a liderança nos SSV e manteve o 14º lugar da geral. Ainda na categoria, referência para os pilotos inscritos em W2RC, com o espanhol Ricardo Ramilo a continuar a ocupar o segundo lugar e a liderança no W2RC, depois dos problemas técnicos do líder do campeonato, Yasir Seaidan, na sexta-feira.
Vitória do português António Maio e Tosha Schareina reforça liderança
Nas motos, António Maio (Yamaha) estreou-se a vencer numa etapa do W2RC e tornou-se no primeiro português a vencer uma etapa do bp Ultimate Rally-Raid Portugal. O militar da GNR assumiu a liderança nos derradeiros quilómetros da especial, triunfando com 28 segundos de vantagem para o francês Adrien van Beveren. “Adorei o percurso. Nunca tinha andado em Espanha, mas foi uma etapa fantástica, rápida e escorregadia, ao meu gosto. Fiz uma boa escolha de pneus, andei sempre rápido, sem correr riscos e não cometi erros.” Uma vitória importante também para a Yamaha, que não vencia uma etapa desde o Abu Dhabi Desert Challenge, em 2021, por intermédio de Adrien van Beveren.
Mas se António Maio foi o herói do penúltimo dia da prova do Campeonato do Mundo de Rally-Raid, Tosha Schareina (Honda) foi o grande beneficiado da etapa. Apesar de ter sido o quinto mais rápido do setor seletivo, o espanhol aumentou para 4m33s a vantagem para o segundo classificado, que lhe permite encarar o dia de amanhã com relativa tranquilidade. “No início foi muito bom. Nos primeiros 100 km estávamos a liderar, mas depois disso, os pneus ficaram completamente destruídos e limitei-me a sobreviver nos últimos 150 km!”
O português Bruno Santos (Huskvarna) voltou a estar em evidência: estabeleceu o terceiro melhor tempo, conservou idêntica posição à geral e, mais importante do que isso, reforçou a liderança entre os Rally2. “Acho que ninguém estava à espera de um terreno tão abrasivo porque ao final de 100 km já não tínhamos ‘pneu’ traseiro. Acho que fiz uma boa segunda parte da etapa, que era mais ao meu estilo.”
O americano Skyler Howes (Honda) foi o quarto mais rápido do dia, à frente de Tosha Schareina (Honda), Bradley Cox (KTM) e de Sebastian Bühler (Hero), que manteve a vice-liderança entre as motos. “Foi uma etapa difícil, porque ao fim de 100 quilómetros os pneus estavam praticamente acabados. Tive de gerir bem a mousse dos pneus para conseguir terminar. Em alguns pontos, foi quase como um passeio de domingo”, sublinhou o luso-alemão.
Entre os Rally3, Gonçalo Amaral (Honda) voltou a impor-se à concorrência, reforçando a liderança da categoria.
Já entre os quads, Kamil Wisniewski foi a surpresa. O polaco venceu a etapa, beneficiando dos problemas de que foi vítima Manuel Andujar, e assumiu a liderança da categoria, com uma vantagem de 5min 49s sobre o francês Gaetan Martinez.
Hoje, é o dia de todas as decisões do bp Ultimate Rally-Raid Portugal. A última etapa é disputada em dois setores seletivos. O primeiro, de 98,18 quilómetros, é 90 por cento percorrido em estradões de areia rápidos, enquanto o segundo, com 3,05 quilómetros de extensão, é literalmente disputado ao lado do Parque de Feiras e Exposições de Grândola. Uma especial-espetáculo que vai consagrar os vencedores e onde são esperados milhares de espetadores, com transmissão direta pelo canal SportTV, a partir das 12h15. Para mais informações, visite o site oficial do bp Ultimate Rally-Raid Portugal.