Categoria: + Motores

  • Ricardo Porém e João Ferreira a caminho do Dakar

    Ricardo Porém e João Ferreira a caminho do Dakar

    A cidade de Leiria acolheu, neste início de noite, a Partida Simbólica do Dakar 2023 para a dupla de pilotos Ricardo Porém e João Ferreira. Os leirienses que iniciam, no dia 31 de Dezembro, a participação na maior maratona de TT do Mundo deram início a esta aventura bem no centro da cidade do Liz, com uma moldura humana impressionante que não quis perder a oportunidade de conhecer a decoração do X-raid YXZ1000R Turbo Prototype, da equipa germânica X-Raid Yamaha supported Team.

    Ricardo Porém, que nesta prova será navegado pelo argentino Augusto Sanz, não esconde a vontade de lutar por um bom resultado, nesta que é a sua quarta participação do Dakar Rally. “Em primeiro lugar queria agradecer a presença desta moldura humana incrível. É sempre bom sentir este apoio na nossa cidade de Leiria. Isto é um boost extra de energia para uma prova que esperamos que corra muito bem. A X-Raid fez um trabalho fantástico no desenvolvimento deste Yamaha. Claro que todos os pilotos sonham com vencer e não vou ser exceção à regra, mas terminar no Top-5 seria um excelente resultado e é por esse objetivo que vou lutar.”

    Já João Ferreira, Campeão Nacional e da Europa de Todo-o-Terreno, irá enfrentar pela primeira a vez esta prova com muita vontade de continuar a aprender e a disfrutar da maior aventura do Todo-o-Terreno. “A sensação de embarcar numa aventura como Dakar é surreal. Lembro-me de em criança assistir ao Dakar na TV e agora ter a oportunidade de participar é indiscritível. No que toca a objetivos, claro que quero continuar a evoluir e como prémio gostava mesmo de estar no pódio final a receber a medalha de participação e conclusão do meu primeiro Dakar.”

    A 45.ª edição da prova organizada pela Amaury Sport Organization (ASO), arranca no dia 31 de dezembro na orla do Mar Vermelho e conta com um total de 14 etapas e um prólogo (15 dias de competição). Serão mais de duas semanas de competição, algo que já não acontece desde 2012, ainda na América do Sul. As etapas serão mais longas (com várias a ultrapassarem os 450 quilómetros de extensão), com um total de cerca de cinco mil quilómetros cronometrados.

  • Jorge Machado: “dominamos e não merecíamos perder a Taça!”

    Jorge Machado: “dominamos e não merecíamos perder a Taça!”

    Mesmo já a frio e a alguma distância temporal do fim-de-semana em que Sever do Vouga recebeu a edição 2022 da Taça de Portugal de Ralicross, Jorge Machado não esconde o desalento que o assola. Depois de dominar por inteiro a prova da Divisão S1600 até à entrada da derradeira volta da Final, o lousadense foi forçado a abandonar com problemas no Citroen C2 S1600, vendo assim fugir um triunfo mais do justo.

    Melhor nos treinos cronometrados, duas vitórias em três corridas de qualificação, presença na linha da frente da grelha de partida para a corrida de todas as decisões   e liderança musculada dessa Final até uma volta do fim.

    Eis o recital de condução de Jorge Machado na edição 2022 da Taça de Portugal de Ralicross, que decorreu na Pista do Alto do Roçário, em Sever do Vouga. O piloto de Lousada foi claramente quase sempre o mais forte, colocando em sentido um plantel que, como sempre, apresentava um nível competitivo muito alto.

    O desfecho inglório provoca a Jorge Machado “uma profunda tristeza. A minha equipa não merece ter perdido a Taça de Portugal desta forma. Quero deixar uma palavra de apreço a todos que me tentaram consolar depois do grande azar que tivemos a uma volta do fim quando dominávamos por completo a final e já com uma vantagem tranquila, mais de dois segundos. Foi desolador, até porque o nosso domínio na prova não aconteceu sem muito sacrifício. Na terceira corrida de qualificação ficamos sem caixa de velocidades, perdendo a pole para a final. Mas nem isso nos demoveu. Ganhámos o arranque e destacámo-nos na frente sem mais olhar para trás, mas queria o destino que não pudéssemos revalidar o título!”.

    O craque lousadense desabafa ainda que “tenho pena que não tivesse havido transmissão em Livestreaming. Só quem esteve na pista e assistiu a tudo pode descrever todo o nosso recital que demos desde os treinos à final e, moralmente, só existiu um vencedor e foi a minha equipa”.

    Jorge Machado tece ainda duras críticas a essa ausência de transmissão em direto: “foi desagradável, até porque foi deselegante a forma como nos foi comunicado, o que ainda me dececiona mais. Julgo que merecíamos muito mais pois a entrega e dedicação foi sempre máxima da nossa parte. Depois queixam se que os inscritos são poucos!”. A terminar, deixou “uma palavra para a minha equipa, que é uma autêntica família. Vocês são os melhores do mundo!”.

  • Sérgio Castro conquistou pódio na Taça de Portugal de Kartcross

    Sérgio Castro conquistou pódio na Taça de Portugal de Kartcross

    Na pista do Alto do Roçário, em Sever do Vouga, o piloto de Figueiró esteve sempre na luta pelo troféu, lutando taco-a-taco até ao fim, almejando terminar a época com um saboroso 3º lugar.

    Nos treinos cronometrados, Sérgio Castro estabeleceu a 5ª melhor marca, mas apenas a dois décimos de segundo da melhor marca, ficando desde logo patente que, a exemplo de todas as outras provas, a decisão da Taça seria muito “quente”.

    Nas mangas de qualificação, o craque pacense voltou a provar todo o seu talento. Venceu a Q1, foi 2º na Q2 e 3º na Q3, saindo desta fase da prova na liderança, conquistando assim a “pole position” para a Final.

    Na partida para a corrida decisiva, Sérgio Castro caiu para terceiro, depois da habitual “molhada” na abordagem à primeira curva, voltando a estar entre os pilotos que foram prejudicados por uma mostragem de bandeira vermelha, que seria anulada.

    Os incidentes limitaram a ambição do pacense em discutir a vitória, mas conseguiu segurar o terceiro posto final e um lugar no pódio da Taça de Portugal de Kartcross.

    “Saio desta Taça de Portugal com um sentimento agridoce. Por um lado, sinto muito orgulho em mim e na minha equipa por termos dominado a Qualificação. Mas, por outro, as confusões na Final, sobretudo com a bandeira vermelha mal mostrada por parte dos comissários de pista, prejudicaram-me, assim como a outros pilotos, impedindo um melhor resultado”.

    Sérgio Castro vê cair assim o pano sobre uma época que considera ter sido “muito positiva. Andamos sempre entre os melhores e fomos conquistando um naipe de resultados de topo. Quero agradecer a todos os que me apoiaram, principalmente à minha família e aos patrocinadores, deixando aqui uma palavra muito especial aos meus assistentes Pedro Ferreira, Hélder Ribeiro e Luís Miguel Leão. Foram incansáveis, dedicados, pacientes e amigos. Muito obrigado a todos!”.

  • Troféu do Rally Taça “Joaquim Santos” recebe lugar de destaque em Penafiel

    Troféu do Rally Taça “Joaquim Santos” recebe lugar de destaque em Penafiel

    A Câmara Municipal de Penafiel e a CDDC.CRL (Cooperativa para o Desenvolvimento Desportivo e Cultural) apresentaram o expositor da Taça Joaquim Santos, que fica agora localizado no Posto de Turismo de Penafiel, e disponível à comunidade. 

    O expositor foi concebido pelo atelier penafidelense Maionese. O conceito da peça é suportado por três pilares: as seis modalidades do festival, o famoso salto dado por Joaquim Santos e Miguel Oliveira no Rali de Portugal de 1990 e como terceiro mote as cores da maioria dos carros e as formas do logótipo da Diabolique Motorsport.

    O primeiro, dá forma à peça. São seis lados ligeiramente inclinados no sentido ascendente que transmitem o caminho de glória do homenageado. O segundo, eleva a peça e é reforçado com retroiluminação. O terceiro dá a cor e o grafismo. As cores (branco, vermelho, preto e a barra dourada) são a base e o suporte do conteúdo. As formas vêm do logótipo da Diabolique.

    As três faces da peça têm descrições. Na frontal, uma breve descrição do festival, ao lado direito os vencedores da prova nos respetivos anos e à esquerda uma biografia do homenageado.

    Para Antonino de Sousa, a cerimónia e a nova “casa” do troféu oficial honram “a carreira notável do nosso conterrâneo, a quem o Município atribui com toda a justiça, em 2017 a medalha de ouro do Concelho de Penafiel. O Joaquim Santos é uma referência no desporto nacional e internacional, um exemplo para todos e claramente precursor do enorme naipe de grandes pilotos penafidelenses que têm brilhado nas mais diversas modalidades do desporto motorizado”.

    O edil penafidelense aproveitou a cerimónia para confirmar “a realização da 5ª edição do Penafiel Racing Fest. É um evento único e que já assumiu um papel muito importante na promoção do concelho e no estímulo à economia, sendo por isso para a Câmara Municipal natural renovar o apoio que damos à organização”.

    O Penafiel Racing Fest é um dos mais ecléticos festivais de desporto motorizado da Europa. Incluiu eventos competitivos de seis modalidades diferentes, incluindo duas provas a contarem para campeonatos nacionais.

    O tributo ao tetracampeão nacional nascido em Penafiel é feito através de um Rali de Asfalto denominado “Taça Joaquim Santos” e que, ao longo das suas 4 edições já consagrou João Barros por duas vezes, Vítor Ribeiro e Marco Oliveira.

    Ao rali juntam-se corridas de Super-Enduro Urbano, Drag Racing, Trial 4×4 Urbano, Rally Regularidade de Clássicos e Motos Clássicas 50cc &85cc e conta também com a Fun Zone com programa de entretenimento, concertos, dj’s, desportos radicais, zona de exposição automotiva, Radiomodelismo, Mc Donald’s Rally Kids e muita animação. 

    O evento, que terá a sua quinta edição nos dias 16,17 e 18 de junho de 2023. Óscar Coelho, um dos líderes do evento, considera que “a confirmação por parte do Município de Penafiel do apoio à 5ª edição deixou-nos muito felizes. Recuperamos novamente a colocação do festival no mês de Junho como é tradição. Penso que temos agora todas as condições para trabalhar arduamente para conseguir que o próximo festival seja ainda mais forte”.

    O responsável enfatizou ainda que “continuaremos a ter as 6 modalidades âncora do festival, mas pretendemos continuar a inovar, trazendo novas modalidades fora do desporto motorizado, mas ligadas aos desportos de adrenalina e emoções fortes. Para fazer do 5º Penafiel Racing Fest mais um evento ímpar, contamos com os cerca de 250 pilotos nas modalidades motorizadas e um aumento exponencial de atletas nas novas modalidades radicais que pretendemos incluir e serão anunciadas a seu tempo. O palco com artes performativas, bandas e djs continuará a primar pela excelência dos nomes dos artistas e o radiomodelismo de inclusão, depois do sucesso do seu 1º ano, terá ainda mais destaque no nosso evento. A FunZone e o parque expositivo continuarão a ser um local aprazível para ser ver os expositores auto motivos e para fazer a festa à moda de Penafiel como já é esperado por quem nos visita e participa neste evento”.

  • Com dois títulos conquistados Fernando Barreiros encerra temporada de TT 2022 de forma muito positiva

    Com dois títulos conquistados Fernando Barreiros encerra temporada de TT 2022 de forma muito positiva

    Fernando Barreiros concluiu a temporada desportiva de 2022 com um saldo muito positivo. Foi um ano em que reconquistou o título de Campeão Ibérico e bisou no Troféu Terras do Grande Lago Alqueva. Foi ainda Vice-Campeão Nacional tendo triunfado na 36ª Baja Portalegre 500 e etapa portuguesa da Taça do Mundo de Bajas. Conquistas todas elas alcançadas na Categoria T2 onde se insere a sua excelente Isuzu D-Max.

    A época começou da melhor forma para Fernando Barreiros ao triunfar na Baja Monte Alentejanos, a primeira prova do calendário do Nacional de TT. Também em Espanha a temporada começou de feição na Baja TT Dehesa Extremadura onde alcançou mais uma vitória e neste caso numa jornada da Taça da Europa de Cross Country Bajas.

    Ao longo do ano conquistou ainda um excelente 2º lugar na Baja Loulé, posição em que se colocou no final do primeiro dia de uma corrida disputada nas belas pistas da serra algarvia.

    Fernando Barreiros que ao longo da temporada foi navegado por Sérgio Cerveira, Fernando Miguel e Ruben Pedroso e contou com a assistência da Prolama, mostra-se satisfeito com os títulos alcançados e com o trabalho desenvolvido em 2022: “foi um ano muito positivo. Nem tudo foi perfeito porque tivemos algumas corridas menos boas. Mas, acima de tudo estamos felizes porque cumprimos os objetivos que delineamos no início da temporada. Trabalhámos muito para conseguir atingir as nossas metas e a ajuda dos nossos patrocinadores foi essencial na obtenção destes resultados. Por isso agradeço a todas as marcas que nos acompanharam e continuam a apostar no nosso projeto desportivo. Sem eles nada disto seria possível” revelou o piloto.

  • Joaquim Machado “recebi a bandeira de xadrez em primeiro e isso para mim chega!…”

    Joaquim Machado “recebi a bandeira de xadrez em primeiro e isso para mim chega!…”

    Joaquim Machado levou ao Peugeot 208 S1600 da Kispo a cortar a meta no comando da prova da Divisão S1600 na Taça de Portugal de Ralicross. Depois, uma penalização fê-lo baixar para segundo, numa decisão que o lousadense considera injusta.

    O seu ataque ao cetro mais desejado começou bem. Nos treinos, o piloto da Kispo foi o terceiro mais lesto, provando que o Peugeot 208 preparado pela Kaxa & Motor estava competitivo.

    Um quinto e dois quartos lugares nas três corridas da fase de qualificação, colocaram Joaquim Machado na segunda fila da grelha de partida para a Final.

    Aí chegado, o talentoso lousadense  rubricou uma exibição notável, que o fez guindar-se já na parte final, até ao comando da prova, suplantando acesos e musculados duelos ao longo das 7 voltas da corrida decisiva. Realce para a sua excelente opção em ir à “Joker Lap” muito cedo, estratégia que seria fundamental para a  sua recuperação.

    Para desalento do piloto e da equipa, uma penalização já após o términos da corrida, retirou a vitória na Taça de Portugal a Joaquim Machado, tendo, no entanto, garantido o 2º lugar.

    Nas suas declarações o consagrado piloto de Lousada assumiu que “foi um fim-de-semana de altos e baixos, pois senti que não estava no meu melhor. Mas, na final, apesar de arrancar na 4ª posição, fiz uma excelente prova e consegui vencer, mas cheguei a conclusão que quem manda está a desvirtuar o Rallycross. Não entendo nem aceito que tenham transformado uma discussão de posição com um adversário completamente normal e legal num ato de prevaricação por minha parte. A penalização que me deram e que me fez baixar a segundo é totalmente injusta. Recebi a bandeira de xadrez em primeiro e isso para mim e para a minha equipa chega!…”.

  • Sérgio Dias: “quebrei o enguiço. A Taça de Portugal é nossa!”

    Sérgio Dias: “quebrei o enguiço. A Taça de Portugal é nossa!”

    Sérgio Dias levou o seu Renault Twingo S1600 a um dos melhores resultados da sua carreira, conquistando em Sever do Vouga a Taça de Portugal de Ralicross na Divisão S1600.

    Não poderia ter acontecido melhor final para uma época tão atribulada como a que o piloto de Lousada sofreu e que o retirou muito cedo da luta pelo título de campeão nacional.

    Sérgio Dias apresentou-se na Pista do Alto do Roçário completamente focado em discutir o troféu. Começou por assinar a 4ª melhor marca nos treinos e, depois, elevou a fasquia de tal forma durante as três mangas de qualificação, que garantiu a “pole-position” para a Final.

    No momento de todas as decisões, arrancou bem, assumiu a segunda posição, pressionando sempre o piloto que seguia à sua frente, estando sempre na luta pelo triunfo. No fecho da jornada, Sérgio Dias acabaria por ser coroado como vencedor, subir assim ao pódio para erguer o desejado troféu.

    “Foi um fim de semana muito duro, com grandes batalhas em pista. Estive sempre muito concentrado e andei sempre entre os mais rápidos, conseguimos garantir a primeira posição da grelha para a Final. Aí, no arranque, o Jorge Machado foi mais forte, mas nunca desisti e exerci muita pressão sobre ele, quando assumi a liderança acreditei até ao último metro e quebrei o enguiço, estava feito, a Taça de Portugal é nossa!”, resumiu Sérgio Dias, que considera ser “este troféu uma justa recompensa para todos os sacrifícios que eu e a minha equipa fizemos ao longo da temporada”.

  • Montalegre no Mundial em 2023

    Montalegre no Mundial em 2023

    Pela oitava vez, o Circuito Internacional de Montalegre vai receber o World RX, o Campeonato do Mundo FIA de Rallycross, que ontem apresentou o seu calendário para 2023, com várias novidades.

    A prova portuguesa, uma das mais emblemáticas do Mundial, vai disputar-se a 26 e 27 de agosto, voltando a contar com as estrelas do Campeonato do Mundo e também com os populares Campeonatos da Europa de RX1 (Supercars a gasolina) e RX3 (Super1600).

    O novo calendário vai passar por três continentes, Europa, África e Ásia. Históricas pistas europeias, como Lydden Hill (Reino Unido), Mettet (Bélgica) e Estering (Alemanha) estão de regresso ao Mundial, assim como a popular prova na Cidade do Cabo, na África do Sul. Um mês depois, o Mundial termina na Ásia, num evento que será brevemente anunciado.

  • Franceses (e muito público) foram os reis da festa em Fronteira

    Na 24.ª edição, a BPUltimate 24 Horas TT Vila de Fronteira voltou a ser um enorme sucesso popular e desportivo, confirmando o estatuto ímpar da prova organizada pelo Automóvel Club de Portugal. Largos milhares de espetadores proporcionaram um ambiente difícil de traduzir em palavras, numa vila alentejana engalanada para receber mais de 300 pilotos de diferentes nacionalidades. 

    Foram 1.440 minutos de luta contra o cronómetro, mas também contra os limites de homens e de máquinas, uma prova de superação que celebra o genuíno espírito do TT há quase um quarto de século. Em termos competitivos, quatro equipas passaram pelo comando da prova, e mais uma vez, os competitivos SSV da categoria T3 voltaram a incomodar os convencionais protótipos construídos em França, especificamente desenvolvidos para provas de TT de resistência. 

    Desde 2010 que uma equipa 100% portuguesa não sobe ao lugar mais alto do pódio. A edição deste ano não foi exceção, apesar dessa esperança ainda ter sido alimentada na fase inicial da corrida, quando a família Reis, liderada pelo ex-campeão nacional Tiago Reis, assumiu o comando do extenso pelotão de 65 concorrentes, ao volante da Toyota Hilux. 

    Mas quando o protótipo MMP X4 Turbo da equipa de Poletti, Cuisinier, Basso e Favarel assumiu o comando, sensivelmente a meio da corrida, começou a ficar evidente que só um problema grave os destronaria da liderança, até pelo facto dos grandes favoritos, a equipa luso-francesa liderada pela família Andrade, ter sofrido problemas no motor do Proto AC Nissan, falhando a nona vitória (quarta consecutiva) em Fronteira. 

    “Foi uma corrida muito boa e o carro esteve simplesmente perfeito, sem registar um único problema. Parabéns à MMP”, afirmou Laurent Poletti, que já participou 16 vezes nas 24 Horas TT de Fronteira. “Estou muito feliz com esta vitória, que já procurava há muito tempo. A prova de Fronteira é sempre especial. A pista é espetacular e muito dura, e a organização é sempre excecional”, destacou o piloto francês. 

    O Can-Am de Sébastien Guyette aproveitou a fase noturna e o início da manhã para consolidar o segundo lugar, terminando a quatro voltas dos vencedores… e com um estreante português em destaque. “Nunca tinha feito as 24 Horas, apenas as 4 Horas SSV, por isso é um resultado de sonho”, apontou Marco Pereira, que foi convidado por Guyette para integrar a equipa belga. “A noite foi difícil para mim, nunca tinha corrido à noite. Mas durante o dia desfrutei bastante, a pista estava espetacular, o tempo também esteve ótimo, por isso foi perfeito”, afirmou Marco Pereira, que venceu a categoria T3. 

    A família Reis conseguiu a melhor volta da corrida – em 9m46,070s, menos sete segundos do que a melhor volta dos vencedores -, mas a velocidade não é tudo em Fronteira e a equipa de Famalicão terminou no derradeiro lugar do pódio. “Correu muito bem, mas tivemos alguns azares pelo meio, infelizmente. À sexta volta, o carro começou a falhar depois de passar a ribeira, depois tivemos problemas com a caixa de direção durante a noite. Mas estamos contentes. Um pódio em Fronteira é sempre muito bom e fazê-lo em família é ainda mais importante. O meu pai é que impulsiona sempre esta prova, por isso, este pódio é dele”, dedicou Tiago Reis. 

    O quarto lugar ficou para outra equipa totalmente portuguesa, formada por Amândio Alves, João Silva, Rogério Reis e Márcio Reis, com mais um protótipo da francesa MMP. O top 5 em Fronteira ficou completo com o Can-Am de Jorge Cardoso, Marco Cardoso, Alexandre Cardoso e João Oliveira. 

    Na categoria Promoção C, a vitória sorriu ao SEAT de Ismael Margarido, André Serrano, Filipe Galveias e Dino Canha, o mesmo acontecendo na Promoção A ao Suzuki Vitara de Joaquim Seiça, Paulo Soares, Luís Pedro Alves e Gonçalo Fernandes, e na Promoção B ao Citroën AX de Manuel Barreto, Rodrigo Daniel, Hugo Batista e João Paulo Oliveira.  

    O triunfo nos T2 ficou para os belgas Pieter Backere, Julien Demuynck, Pieter Cracco e Steve Backere (Isuzu D-Max), enquanto nos SSV do grupo T4, os vencedores foram Pascal Rollet, Delphine Crosse e Christophe Girard, num Can-Am.  

    Carla Gameiro, Cristela Marto, Paula Marto e Sílvia Reis formaram a equipa que arrecadou o troféu feminino, na segunda participação ao volante do Suzuky Jimny. Mas na aventura de Fronteira todos são vencedores, incluindo carros tão carismáticos como a Peugeot 504 Pick-up de Joaquim Serrão, que percorreu mais de 850 quilómetros (52 voltas), ou a Renault 4L de Samuel Lima, que também terminou a prova após duros 770 quilómetros no Terródromo de Fronteira. Uma festa de todos e para todos. 

  • Pedro Santinho Mendes estreia-se a vencer em Fronteira

    Com muitos milhares de espetadores e um sol radioso, a 10ª edição da BP Ultimate 4 Horas SSV Vila de Fronteira foi pródiga em emoção e viu Pedro Santinho Mendes estrear-se no lugar mais alto do pódio da prova.

    Depois de vários pilotos passarem pelo primeiro lugar, o sobrinho do pluricampeão nacional de ralis Santinho Mendes assumiu a liderança na derradeira meia hora da corrida e apesar de alguns problemas, foi o primeiro a ver a bandeira de xadrez. “Uma correia partiu-se, fizemos uma boa parte da corrida com a luz do motor acesa e com falta de rendimento, mas deu para ganhar”, sublinhou o piloto do Can-Am. Apesar de ainda ter passado pelo comando, a dupla Wilson Galo/Gonçalo Guerreiro foi a segunda classificada, precedendo João Monteiro, Marco Pereira (outro dos líderes) e Avelino Luís, que fechou o quinteto da frente.

    24H TT Vila de Fronteira, 24th to 27th November 2022 – Photo: Paulo Maria / ACP

    Menos sorte tiveram pilotos como Luís Cidade, o incontestado líder da fase inicial, até não conseguir evitar um toque num piloto acidentado, bem como Miguel Oliveira que, em tempo de regresso a Fronteira, depois da estreia na edição de 2017, terminou no 26º lugar. “Sofri alguns imprevistos, mas estou contente por terminar, que é sempre o primeiro objetivo. Gostei do carro, das diferentes condições da corrida (ndr: bem diferentes das do Moto GP) e da pista. Foi uma experiência gira, com muita gente a puxar por nós, mesmo nas zonas mais isoladas, por isso, é para repetir”, destacou o piloto de Almada, que disputou a prova com alguns problemas respiratórios.

    Às 14h00 começou a 24ª edição da BP Ultimate 24 Horas TT Vila de Fronteira, com transmissões em direto nas páginas de Facebook da prova e do Município de Fronteira.

    Classificação final:

    1º Pedro Santinho Mendes (BombardierCan-Am), em 23 voltas, 4h09m56,512s

    2º Wilson Galo/Gonçalo Guerreiro (Can-Am X3-RSS), a 1 volta

    3º João Monteiro (Can-Am X3), a 1 volta

    4º Marco Pereira (Can-Am Maverick XRS), a 1 volta

    5º Avelino Luís (Bombardier Maverick X3), a 2 voltas