Categoria: Montanha

  • Daniela Ferreira pronta para a estreia em Murça

    A piloto da Covilhã sente-se muito motivada para iniciar a sua primeira época “a tempo inteiro” na Montanha. Novamente aos comandos do Citroen C1 da FR Power, Daniela Ferreira quer mostrar mais rapidez e mostra-se pronta para enfrentar o plantel do novo Campeonato de Portugal de Montanha 1300 JC Group.

    É jovem, irreverente e intensa. Em 2021, Daniela Ferreira assumiu o volante do Citroen C1 da FR Power, tornando-se “a 1° mulher covilhanense na Montanha, alcançando logo aí a minha primeira conquista”. A covilhanense sente-se também “muito orgulhosa por fazer parte de um bom naipe de pilotos femininas na Montanha. Fomos 4 em 2021 e seremos, pelo menos oito em 2022. O caminho é este. Temos de trazer mais mulheres para o desporto motorizado!”.

    Foram 3 provas em 2021, então integrada na agora extinta Taça de Portugal de Montanha 1300 e sempre a protagonizar exibições sólidas e num crescendo de competitividade.

    Agora, na nova época e num novo campeonato, teoricamente ainda mais competitivo, Daniela Ferreira espera que “2022 me traga um ano de muitas conquistas e sucesso, mas acima de tudo de muita aprendizagem. É para isso que eu luto sempre que me sento ao volante do Citroen C1 da FRPOWER”.

    Ciente das limitações competitivas do “pequeno” C1 face aos melhores 1300, a piloto da FR POWER tem um desejo: “espero que venham para a Montanha mais C1. Era espetacular ver a competitividade entre estes carros que todos sabemos não terem muita potência”.

    É grande a ansiedade para começar a Rampa Porca de Murça. A prova transmontana representa um novo desafio: “confesso que começar numa rampa que não conheço dificulta as coisas, mas vamos ao longo das subidas aperfeiçoar, decorar o traçado e melhorar os resultados”. Daniela Ferreira lembra ainda que “2022 só é possível graças à Câmara Municipal da Covilhã e aos meus patrocinadores, Moto clube Covilhã Lobos da Neve, Create by JF Autopeças, Valvoline, Energy-Bullets, Tupperware e Graph&co. Estamos ainda a procura de mais patrocínios para época 2022, de modo assegurar o campeonato completo”.

  • Alexandra Rino entusiasmada com a estreia em Murça!

    A 2ª geração do clã Rino vai a jogo no tabuleiro mais importante da Montanha lusitana. Alexandra Rino está pronta e entusiasmada para a sua estreia na Rampa Porca de Murça.

    Aos 26 anos de idade, Alexandra Rino vai ser uma “rookie” no palco mais importante da modalidade. Aos comandos de um VW Golf, preparado pela FR Power, a piloto da Articimentos integrará o plantel do Campeonato de Portugal Legends de Montanha 2022

    A jovem piloto que não esconde o orgulho que sente por seguir as pisadas desportivas de Joaquim Rino, seu pai, hoje um dos consagrados da Montanha, lembra como tudo começou: “sempre fui apaixonada pelo desporto automóvel, mas só em 2016 surgiu a oportunidade de participar na rampa de Porto de Mós e é onde tenho participado até agora, desde há 6 anos, portanto e sempre com muito entusiasmo pois cada vez mais gosto de competir!”.

    Alexandra Rino, espera agora que “com a entrada para o CPM JC Group, possa ter uma presença mais assídua nas competições de Montanha e por muitos e bons anos!”.

    Em 2022, o seu calendário passa “por fazer o máximo de provas possíveis do campeonato, todas penso que será difícil devido aos elevados custos para mim. Quero ainda fazer uma prova extracampeonato que é a minha rampa, em Porto de Mós”.

    A piloto da Articimentos está ciente de que “este é realmente um desafio que acarreta outro tipo de responsabilidade, mas estou muito entusiasmada, muito feliz mesmo e espero que corra tudo pelo melhor”, assumindo que “tendo bem ciente a minha falta de experiência e o facto de ir enfrentar excelentes pilotos, quero dar o meu máximo e tirar o melhor partido do Golf em cada prova e lutar sempre por boas classificações”.

    A Rampa Porca de Murça arrancará pelas 13:30 de sábado, com a 1ª subida de treinos oficiais. Segue-se a 2ª subida de treinos, pelas 14:15, com o primeiro dia de competição a terminar com a 1ª subida oficial de prova, previsivelmente, pelas três e meia da tarde.

    Às dez da manhã de domingo arrancará o segundo e decisivo dia de competição com o treino Livre (warm up). 15 minutos após as onze será tempo para 3ª Subida de treinos oficiais. A duas subidas oficiais de prova (2ª e 3ª do fim-de-semana) que encerrarão a competição e serão decisivas para as classificações finais, têm horários previstos para as 12.30 e as 13.45 horas respetivamente.

  • Joaquim Rino quer vencer em Murça

    Depois da época muito positiva em 2021, o consagrado piloto de Porto de Mós está ainda mais ambicioso e aponta à luta pelo triunfo nos Protótipos B na Rampa Porca de Murça, prova inaugural da temporada do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.

    Tudo pronto para o arranque da época 2022 do CPM JC Group. Uma vez mais, Joaquim Rino estará à partida da competição, assumindo-se como um dos “senadores” da modalidade, com muitos anos de dedicação à Montanha.

    O piloto da Articimentos chega a Murça com “As expectativas bastante altas. O objetivo é o 1º lugar no grupo CM e nos Protótipos B. Quanto à geral, este ano temos um campeonato ainda mais competitivo e vamos lutar para conseguir a melhor classificação possível”.

    Quanto ao traçado da prova organizada pelo CAMI Motorsport, Joaquim Rino considera que é “bastante técnico, exigindo muita concentração, mas que se adapta muito bem aos protótipos. Tendo em conta que não me sento ao volante do BRC há alguns meses, esta prova será realizada com alguma cautela e com o objetivo principal de chegar ao fim, mas sem enjeitar lutar pelo triunfo”.

    O seu calendário poderá não ser tão completo quanto o piloto desejaria: “infelizmente, os meus compromissos empresariais não me permitirão estar em todas as provas. Penso que terei disponibilidade apenas para 4 ou 5 provas, estando ainda prevista a participação, extracampeonato, na Rampa de Porto de Mós. Mas, a ver vamos, pode ser que, consiga articular a agenda profissional e familiar de forma a poder estar nas restantes”.

    O belo BRC BR49 EVO continua a ser a “arma” de Joaquim Rino. O protótipo “não sofreu alterações. Nas últimas provas de 2021, o BRC estava já perfeitamente afinado e por isso não realizamos qualquer alteração. Foi apenas efetuada uma revisão geral pela FR POWER, que continua a fazer um excelente trabalho com o carro”.

    A Rampa Porca de Murça arrancará pelas 13:30 de sábado, com a 1ª subida de treinos oficiais. Segue-se a 2ª subida de treinos, pelas 14:15, com o primeiro dia de competição a terminar com a 1ª subida oficial de prova, previsivelmente, pelas três e meia da tarde.

    Às dez da manhã de domingo arrancará o segundo e decisivo dia de competição com o treino Livre (warm up). 15 minutos após as onze será tempo para 3ª Subida de treinos oficiais. A duas subidas oficiais de prova (2ª e 3ª do fim-de-semana) que encerrarão a competição e serão decisivas para as classificações finais, têm horários previstos para as 12.30 e as 13.45 horas respetivamente.

  • Joaquim Teixeira inicia em Murça ataque ao título da Categoria Turismos

    Será a “jogar em casa” que o piloto e patrão do JT59 Racing Team/Bompiso iniciará mais uma época de Montanha. Novamente aos comandos do Cupra TCR, Joaquim Teixeira tem dois alvos bem definidos: o título nacional nos Turismos e a vitória na Divisão 2.

    Acabou o defeso e agora é tempo de votarmos a saborear todas as emoções do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group. O próximo fim-de-semana será palco do arranque da época 2022 e a Rampa Porca de Murça terá honras de abertura, regressando ao calendário dois anos depois.

    Entre os grandes favoritos à vitoria na prova e ao título nos Turismos estará, uma vez mais, Joaquim Teixeira.

    O “Demolidor de Trás-os-Montes” volta a confiar no Cupra TCR e assume claramente a ambição musculada para a prova e para o campeonato: “o meu objetivo para Murça é lutar pela vitória na Categoria Turismos e, obviamente ganhar na minha Divisão, para começar da melhor forma a temporada, onde estar na luta é o nosso foco”, confessando ainda que no seu radar está também “tentar intrometer-me em todas as provas no meio de alguns protótipos e GT, para alcançar um bom resultado em termos absolutos”.

    O piloto do JT59 Racing Team/Bompiso tem no traçado de Murça um dos seus preferidos. Aliás, Joaquim Teixeira lembra que “em 2020, obtive o melhor tempo de sempre de um TCR e também de um carro da Categoria Turismos. É uma rampa que me agrada e onde sou sempre muito rápido” afirmando ainda que “que não será fácil se no fim-de-semana estiver a chover, mas com pista seca podem contar comigo para lutar pelo triunfo até à última subida!”.

    A Rampa Porca de Murça arrancará pelas 13:30 de sábado, com a 1ª subida de treinos oficiais. Segue-se a 2ª subida de treinos, pelas 14:15, com o primeiro dia de competição a terminar com a 1ª subida oficial de prova, previsivelmente, pelas três e meia da tarde.

    Às dez da manhã de domingo arrancará o segundo e decisivo dia de competição com o treino Livre (warm up). 15 minutos após as onze será tempo para 3ª Subida de treinos oficiais. A duas subidas oficiais de prova (2ª e 3ª do fim-de-semana) que encerrarão a competição e serão decisivas para as classificações finais, têm horários previstos para as 12.30 e as 13.45 horas respetivamente.

  • 5ª Gala da Montanha encerrou em festa 2021 e anuncia novidades para a nova época

    A Fundação Dr. António Cupertino De Miranda recebeu quase duas centenas para a festa da “Família da Montanha”. A Gala distribuiu os prémios anuais promovidos pelo Promotor do Campeonato de Portugal JC Group e apresentou as novidades para a época 2022.

    Sala cheia com a “Família da Montanha” a “matar saudades” neste tempo de defeso. Pela quinta vez, o Promotor do Campeonato de Portugal JC Group, constituído pela APPAM e pelos clubes organizadores das provas do campeonato (CAMI, Clube Automóvel da Régua, Clube Automóvel do Minho, Clube de Motorismo de Setúbal, Demoporto e Targa Clube), organizou a Gala da Montanha, com esta edição a ser dedicada à consagração da época de 2021, ano em que o CPM JC Group voltou a ver aumentado o seu impacto.

    Com uma média de 62 pilotos por prova, o que representa um aumento substancial quando comparado com as épocas anteriores “normais” (40,3 em 2019, 41,7 em 2018 e 41 em 2017). De registar ainda o quase meio milhão de espetadores que estiveram presentes nas provas e o impacto mediático medido pela CISION que representou um valor publicitário equivalente a mais de seis milhões de euros.

    O sucesso consolidado do CPM JC Group sob a batuta do atual Promotor é reconhecido pela entidade federativa. No seu discurso que abriu a cerimónia de entrega de prémios da Gala, Ni Amorim, presidente da FPAK, referiu que “a Federação está muito satisfeita pelo trabalho que tem sido feito pelos clubes e pela APPAM, enquanto promotores do campeonato. O crescente número de participantes, as organizações de grande nível, o impacto junto do público e o crescente retorno mediático, provam que estamos no caminho certo”, salientando ainda que “tudo indica que em 2022 o campeonato ainda será melhor. Os dados que temos apontam para um aumento de participantes nas provas e isso irá, certamente, fazer crescer o impacto da modalidade!”.

    Os prémios foram distribuídos a todos os pilotos que se classificaram nos diferentes campeonatos incluídos na competição maior da modalidade em 2021 e que tenham feito, pelo menos, quatro provas. CPM, Legends, Clássicos e Taças para as cilindradas até 1300cc. Foram ainda atribuídos prémios de participação aos pilotos com pelo menos três participações.

    O Promotor do CPM JC GROUP dá sempre um especial destaque aos galardões especiais que distribuiu na Gala.

    O Prémio “Paulo Ramalho”, atribuído pela APPAM e que homenageia o saudoso piloto e team manager e é atribuído todos os anos a entidades, pilotos, Clubes, autarquias ou outras individualidades a quem a associação representativa dos pilotos da modalidade reconheça a mérito para essa receber essa distinção, foi atribuído, nesta 5ª Gala, a Fernando Batista, Presidente do Targa Clube, premiando a sua longa e rica carreira de dirigente no desporto automóvel, principalmente no CPM.

    O “Galardão de Mérito para o Desporto Automóvel” foi atribuído à Irmandade da Penha e aos Municípios de Braga, Boticas, Covilhã, Murça, Santa Marta de Penaguião, Setúbal e Tondela, pelo seu papel fundamental na realização das provas do campeonato.

    Já o Prémio “Dedicação ao Campeonato de Portugal JC Group 2021” louvou a excelência do trabalho efetuado pelos comissários que colaboram com os clubes. A sua dedicação e resiliência ao longo das muitas horas de preparação e realização das provas, tornam-nos indispensáveis ao campeonato e a distinção assentam-lhes como uma luva.

    O Sargento Carlos Fernandes, Comandante do Subagrupamento de Montanha do Grupo de Intervenção e Socorro da Unidade de Intervenção da GNR, foi distinguido com o “Galardão de Mérito e Colaboração com o Campeonato de Portugal JC Group 2021”, pela disponibilidade e colaboração total no trabalho desenvolvido na Rampa da Covilhã Serra da Estrela.

    A JC Group recebeu com toda a justiça o “O Galardão de Mérito Empresarial no Desporto Automóvel”. “naming Sponsor” do campeonato, o grupo empresarial sediado em Braga esteve disponível para apoiar o CPM e, muitas vezes, superou o que estava acordado inicialmente, com o Promotor a considerar que sem o seu apoio o CPM não conseguiria ser cada vez mais uma referência no panorama do desporto automóvel em Portugal.

    Joaquim Amândio Santos, “speaker” oficial e responsável pela comunicação do campeonato, recebeu o “Prémio Melhor Comunicador do Ano”, destacando-se na promoção e dinamização do CPM ao longo dos últimos 3 anos.

    O “Prémio para a Melhor Claque do Campeonato de Portugal JC Group 2021” foi para a NJ Racing, pelo número de pessoas que a constituem, pela sua organização, entusiasmo, desportivismo, alegria e respeito para com todos os pilotos e equipas e ainda porque já são uma imagem indispensável no CPM.

    Campeonato de Portugal de Montanha 1300 é novidade em 2022

    A finalizar o evento, houve tempo para serem apresentadas algumas novidades para a época que está prestes a começar.

    O principal destaque vai para a criação do Campeonato de Portugal de Montanha 1300 JC Group, que junta e sucede às taças de Portugal 1300 para automóveis modernos e clássicos.

    O CPM 1300 JC Group terá duas Divisões diferenciadas, Divisão Modernos e Divisão Clássicos. A primeira englobará os carros 1300 Legends (H85 a H99, Categoria Especial, Categoria Livre, FEUP e Turismos após 1999). Já a Divisão Clássicos, vai agrupar os 1300 H65 a H 81 e os Grupos 5.

    Quando à estrutura das provas, saliência para algumas alterações no alinhamento e nos horários. Em 2022, as subidas oficiais de prova terão início às 10 da manhã, seja no sábado, seja no domingo, se os treinos foram na sexta-feira.

    Já no caso dos treinos se realizarem ao sábado, mantém-se o início de todas as subidas às 13 horas de sábado e às 10 de domingo.

    CALENDÁRIO 2022

    19 e 20 de Março – Rampa de Murça

    2 e 3 de Abril – Rampa da Penha Paisagem Protegida

    23 e 24 de Abril – Rampa PÊQUÊPÊ Arrábida

    6 a 8 de Maio – Rampa Internacional da Falperra (Europeu)

    28 e 29 de Maio – Rampa Da Covilhã Serra da Estrela

    11 e 12 de Junho – Rampa de Sta. Marta Penaguião

    16 e 17 Julho – Rampa do Caramulo

    24 e 25 de Setembro – Rampa de Boticas

  • Rápido e eficaz, Isaac Portela assinou uma boa exibição nas Camélias

    Isaac Portela e Duarte Susano andaram sempre rápido ao longo do Rali das Camélias 2022. O top 15 absoluto alcançado, a que juntou um sétimo posto entre os 2RM, numa prova com 75 concorrentes e 48 equipas no final, são resultados positivos num rali sem pressões pontuais e que serviu sobretudo para ganhar ritmo para a temporada.  

    Aliás, é isso mesmo que o piloto destaca: “fomos para esta prova com o intuito de perceber o nosso nível competitivo, testar soluções no que diz respeito a pressões dos pneus, algo que temos tido muitas dificuldades ao longo dos ralis anteriores e sem dúvida para voltar a ganhar mão no carro”, isto sem enjeitar “gozar ao máximo toda a envolvência desta prova incrível, com troços épicos e um público fantástico!”.

    7 especiais de classificação, incluindo uma já de noite, algo raro nos ralis atuais, tornaram-se um desafio árduo, mas que viria a ser suplantado com mérito pela dupla do Citroen C2 R2. Não sem que tivessem de enfrentar alguns percalços: “foi um rali extremamente difícil. Foi nos dado um número muito alto e isso veio a revelar-se muito penalizador. Em três especiais apanhámos o concorrente da frente e, como é lógico, perdemos muito tempo. Depois, por partirmos na posição que nos deram, lá tivemos uma PEC anulada e o consequente tempo atribuído que, não tenho dúvidas, em nada se coaduna com o que conseguiríamos obter”.

    Como tal, Isaac Portela considera que “a não terem sucedido estes incidentes, estamos certos de que o resultado final teria sido ainda melhor”. Quanto à competição pura e dura, o piloto relata que “fizemos as três classificativas da manhã com um andamento forte e seguro e, mesmo com os incidentes que referi, conseguimos chegar ao fecho dessa fase já dentro do top 20. Para a secção da tarde conseguimos que nos dessem 2 minutos de diferença para o carro da frente, uma opção excelente, mas que mesmo assim não evitou que na última PEC, feita a noite, tivesse de dobrar os dois carros da frente!”.

    Isto, numa fase final em que Isaac Portela e Duarte Susano colocaram “toda a carne no assador”: “apostei forte na dupla passagem pelos Capuchos, tendo montado pneus novos a frente, já com pressões corretas, o que se viria a mostrar acertado, pois fiz um tempo muitíssimo bom na passagem inicial. Já na segunda ronda pelos Capuchos, não consegui voltar a andar rápido. a noite de Sintra não foi meiga para mim e não consegui ser rápido, alterei trajetórias a meio, travei por vezes demasiado cedo e ainda tive de ultrapassar dois concorrentes de uma só vez. Queria agradecer a ambos por não me dificultarem a vida, pois respeitaram as minhas luzes e não me fizeram a mínima oposição. Mas, obviamente, perdemos tempo e alguma concentração”.

    No fecho e em jeito de rescaldo, Isaac Portela afirmou que “posso dizer de coração cheio que foi uma opção acertadíssima, pois conseguimos atingir todos os objetivos. Saímos das Camélias de coração cheio, sentimento de dever cumprido e vontade de voltar, desta vez com um número na porta mais pequeno!”. Felicitou “os meus colegas de equipa Hélder Cordeiro e Bruno Pereira, foram verdadeiros heróis ao volante do M3” e não se esqueceu de agradecer “à minha família e a do meu navegador que tantos nos apoiam e a todos os patrocinadores!”.

    Isaac Portela dedica a exibição nas Camélia “ao meu amigo Nuno Martins que nos deixou em dezembro último. A vida é cruel. Partir aos 49 anos de idade. Só a entrada do rali soube e aqui lhe presto a minha sentida homenagem. Era um grande piloto e uma excelente pessoa!”.

  • José Correia aposta num Norma para recuperar o título absoluto

    José Correia e Gabriela Correia voltam a defender as cores da JC Group entre a elite das rampas nacionais em 2022. Campeão absoluto em 2020 e 2º classificado no ano transacto, o piloto e “patrão” da equipa quer recuperar o título na estreia com o Norma M20 FC. Já Gabriela Correia é forte candidata às vitórias na categoria GT ao volante do Mercedes AMG GT4.

    Pai e filha, José e Gabriela Correia são já dois nomes que dispensam apresentações no panorama do automobilismo nacional. Seja nas pistas de Velocidade ou nas rampas da Montanha, a dupla da JC Group Racing Team é sempre candidata aos primeiros lugares e a época de 2022 não será exceção.

    A aposta da equipa foca-se no Campeonato de Portugal de Montanha, a competição onde José Correia se sagrou campeão nacional absoluto em 2020 e vice-campeão em 2021. Para a nova época, o piloto de Braga vai trocar o Osella com que competiu nos últimos anos por um mais evoluído Norma M20 FC. “Sentimos que o potencial de evolução do Osella já estava próximo do limite e decidimos apostar no Norma, que é um protótipo que normalmente discute as vitórias e os campeonatos um pouco por toda a Europa”, afirmou José Correia. “O nosso objetivo é sempre o mesmo: tentar ganhar. A concorrência deve voltar a estar forte, por isso temos de dar o nosso máximo já a partir de Murça”, apontou o piloto e fundador da JC Group.

    Em cima da mesa está também a possibilidade de uma ou duas participações em corridas de clássicos, aos comandos do Lola apresentado como uma das novas “pérolas” ao serviço da equipa.

    Por outro lado, Gabriela Correia continua a ser a jovem ‘Princesa da Montanha’ e talento que já demonstrou ao volante do espetacular Mercedes AMG GT4 tornam-na uma natural candidata ao título da categoria GT. “O Mercedes é naturalmente um carro muito diferente do SEAT que guiei no início da minha carreira. Senti-me bem sempre que corri com o GT4, por isso acredito que tenho condições para evoluir ainda mais em 2022 e lutar pelas vitórias nos GT”, referiu a jovem bracarense. Para além da Montanha, Gabriela Correira quer tripular o Mercedes numa das pistas do Campoeonato Europeu de GT4.

    O Campeonato de Portugal de Montanha será composto por oito provas em 2022, abrindo com a tradicional Rampa Porca de Murça, nos dias 19 e 20 de março.

  • Gonçalo Janeira: “ter ido ao pódio final dos Legends foi muito para lá das minhas expectativas!”

    O piloto do Fundão viveu em 2021 uma verdadeira época de sonho. Estreante absoluto nas lides do Campeonato de Portugal Legends de Montanha, levou o seu Citroen AX GTi a estar sempre entre os mais rápidos, vendo as suas exibições coroadas com o 3º posto final na geral do campeonato.

    E o arranque da temporada até foi em falso. Gonçalo Janeira não esteve à partida das duas primeiras provas da temporada, a Rampa PÊQUÊPÊ Arrábida e a Rampa Internacional de Boticas, algo que se transformou “num dos momentos menos bons da época. Por várias razões, foi-me impossível estar presente e, para além disso parecer que iria condicionar de vez quaisquer ambições que tivéssemos, ainda me desgostou mais por não poder alinhar em Boticas, numa prova internacional, ao lado dos craques do Europeu, o que muito me deixaria orgulhoso”.

    Já o facto de partir com duas pontuações “zeradas” não o preocupava pois “sinceramente, encarávamos esta primeira temporada como, logicamente, de aprendizagem, sabendo que íamos enfrentar bons pilotos, muito mais experientes e com excelentes carros”. Isto, sem que Gonçalo Janeira deixasse de ter clara noção de que “queríamos ser rápidos e competitivos. Só assim encaro competir e partimos para as restantes provas da temporada motivados em fazer o nosso melhor”.

    Para a estatística, ficam os resultados de grande nível e que também ostentam uma consistência exemplar. Gonçalo Janeira foi 4º na Serra da Estrela, 3º nas rampas da Penha e de Santa Marta, culminando uma época em crescendo com os segundos lugares no Caramulo e em Boticas.

    Instado a relembrar o “filme” da época, o piloto do Fundão assume que “aconteceram momentos que me marcaram e foram fundamentais. Logicamente, ter disputado a minha primeira rampa num campeonato nacional na Serra da Estrela, a rampa da casa, foi um momento emocionante na primeira subida. Acho que tive a maior descarga de adrenalina da minha vida!”. Mais a norte, na Penha, saboreou “o primeiro pódio. Perante uma concorrência de peso, discuti a prova até à última subida e no final assegurei um excelente 3º lugar!”, proeza que repetiria, em Santa Marta.

    Mas, Gonçalo Janeira tinha reservado o “melhor bocado” para o fecho da temporada. N Rampa do Caramulo, penúltima prova, disputada “com chuva, que me deu um gozo tremendo, andei sempre forte e alcancei um 2º lugar que soube a vitória, até porque, aí, comecei a perceber que o pódio final no campeonato era um objetivo que poderia ser alcançado”.

    E foi no coração de Trás-os-Montes, em Boticas que tudo se decidiu. Num palco que o piloto considera “simplesmente incrível. Boticas foi, sem dúvida, a rampa que me deu mais gozo, pelo traçado rápido, exigente e que fui conhecendo subida a subida, levando o AX GTi ao limite. No final, o 2º lugar e a conquista do 3° lugar na classificação geral final do campeonato, tornaram a prova inesquecível!”, tornando 2021 numa “temporada excelente, visto ter conseguido um resultado na classificação final muito além das minhas expectativas”.

    Época terminada, festejos concluídos e agora é hora de apontar baterias para 2022. Gonçalo Janeira confirma que “queremos estar à partida logo da primeira prova do Campeonato Portugal Legends de Montanha. Voltaremos a apostar no Citroen AX GTi, que está a sofrer uma profunda revisão e, com muito foco, vamos dar tudo prova a prova, para tentarmos, pelo menos, repetir 2021, dando visibilidade à nossa equipa e patrocinadores”.

  • JC Group continua como “naming sponsor” do Campeonato de Portugal de Montanha em 2022

    Será o sexto ano consecutivo da ligação entre o CPM e o conceituado grupo empresarial de Braga, representando o renovar da confiança num campeonato que, ano após ano, vê o seu impacto mediático aumentar.

    Foi assinado o contrato que renova para 2022 o patrocínio do JC Group ao Campeonato de Portugal de Montanha, com a “empresa mãe” a continuar a ser “naming sponsor” da competição, fazendo parte do acordo, a exemplo do que sucedeu em épocas anteriores, a presença publicitária da New Hope e do Solar da Pena, duas das chancelas empresariais JC Group.

    A estrutura empresarial é liderada por José Correia, cujo amor pela Montanha é sobejamente conhecido, levando-o a patrocinar o campeonato e a inscrever uma das mais ambiciosas equipas no mesmo, sendo ele próprio um dos pilotos mais bem-sucedidos nos últimos anos, tendo logrado já alcançar 3 títulos nacionais, um deles absoluto em 2020.

    Torna-se por isso uma consequência lógica esta ligação que o CEO do JC Group considera ser “muito importante para o nosso grupo empresarial. A nossa aposta no CPM tem dado frutos na divulsão mediática e junto do público, aumentando de forma sólida a nossa notoriedade, justificando assim o investimento que temos vindo a fazer desde 2016”.

    Para o empresário e piloto bracarense, é motivo de “grande felicidade pessoal poder contribuir para que o Campeonato de Portugal de Montanha tenha meios para continuar a sua evolução, que já o transformou num dos mais importantes no desporto motorizado português”, assumindo José Correia que “o JC Group pretende apoiar esta modalidade enquanto nos for possível”.

    Já para o promotor do campeonato, formado pelos clubes organizadores (CAMI, Clube Automóvel do Minho, Clube Automóvel da Régua, Clube de Motorismo de Setúbal, Demoporto e Targa Clube) e pela APPAM-Associação dos Pilotos Portugueses de Automóveis de Montanha, a renovação do patrocínio do JC Group é, segundo Joaquim Teixeira, presidente da APPAM “extremamente importante. É um parceiro indispensável, que tem sido importante para que consigamos tornar este campeonato cada vez mais pujante e, por isso, fizemos todos os possíveis para podermos continuar a contar com este apoio importante”.

    O dirigente destaca ainda que “felizmente obtivemos a melhor recetividade e é para nós motivo de grande satisfação perceber que o nosso patrocinador principal está muito satisfeito com os frutos que têm recolhido e que justifica o investimento. Julgamos que esta é uma parceria boa para ambas as partes e agora tudo faremos para que em 2022 consigamos ainda proporcionar um maior impacto ao JC Group e a todos os patrocinadores do nosso campeonato”.

    Calendário 2022 já confirmado pela FPAK

    Campeonato de Portugal de Montanha JC Group arrancará em março, com Murça e ter novamente honras de abertura.

    Abril será um dos dois meses com dupla jornada. A Paisagem protegida da Serra da Penha, em Guimarães, será palco da 2ª prova da temporada, cabendo à Serra da Arrábida receber a terceira tirada.

    O campeonato regressa depois ao Minho, rumando à Cidade dos Arcebispos. Em Braga, Na Falperra, tem encontro marcado com o Europeu da modalidade, logo no início de maio, rumando depois, no fecho do mês, ao “teto” de Portugal Continental, com a quinta prova a decorrer assim na Serra da Estrela.

    Junho será mês da visita habitual ao Douro Vinhateiro, com Santa Marta de Penaguião a acolher a sexta prova. Em julho, a “Família da Montanha” assenta arraiais no Caramulo, antes do interregno de verão.

    O Campeonato de Portugal de Montanha JC Group terminará nos idos de setembro, em Boticas.

    Calendário 2022

    Campeonato Portugal Montanha JC Group

    19 e 20 março 2022 – Rampa Porca de Murça

    9 e 10 abril 2022 – Rampa da Penha

    23 e 24 abril 2022 – Rampa Arrábida

    6 a 8 maio 2022 – 41ª Rampa da Falperra

    28 e 29 maio 2022 – Rampa Serra da Estrela

    11 e 12 junho 2022 – 7ª Rampa de Santa Marta

    16 e 17 julho 2022 – Rampa do Caramulo

    24 e 25 setembro 2022 – Rampa de Boticas

  • Joaquim Teixeira: “2021 foi um ano de sucesso para mim e para a nossa equipa!”

    Esta é a avaliação do consagrado piloto que é também fundador e team manager da JT59 Racing Team/Bompiso que, em 2021, ganhou autonomia técnica e viu a aposta recompensada por mais um título e um pódio na Montanha e um vice-campeonato na Supercars Endurance Series.

    E é por essa “revolução” estratégica que Joaquim Teixeira inicia o rescaldo da época desportiva agora concluída. Para ele, 2021 assume-se como “um ano de total remodelação do nosso conceito de participação nas provas, porque passamos a ter uma equipa de assistência com toda a estrutura da nossa total responsabilidade, que nos permitiu apostar em dois campeonatos em full time e fazer assim crescer a JT59 Racing Team/Bompiso”.

    Se a velocidade ficou a cargo de Daniel Teixeira, já o piloto e team manager reservou para si, como habitualmente, a responsabilidade de ser o “ponta de lança” da equipa no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group. Em comum, os dois pilotos tiveram a utilização do Cupra TCR, facto que, por vezes e devido ao calendário apertado, forçou-os “a cuidados extra para não danificar nada no carro pois, com provas muito perto umas das outras, era essencial preservar o Cupra para podermos alinhar nas melhores condições”, lembra Joaquim Teixeira.

    Em termos desportivos, 2021 foi “uma época de grande sucesso para nós. Mantendo o mesmo alinhamento de pilotos, consegui renovar o título na Divisão Turismos 2, vencendo todas as provas, e voltei a terminar no pódio absoluto da Categoria Turismos, enquanto o Daniel, que pela primeira vez disputou todas as provas da Supercars Endurance Series, na categoria TCR, foi vice-campeão. Podemos concluir que atingimos e superamos os nossos objetivos neste ano de arranque da nossa equipa. Um grande sucesso!”.

    Dissecando um pouco mais o desenrolar da sua época em particular, Joaquim Teixeira sente que “uma vez mais, chegamos aos objetivos que tínhamos traçado e que eram passíveis de alcançar. Na Montanha, sabíamos que poderíamos novamente lutar pelo lugar intermédio do pódio absoluto dos Turismos, mas tínhamos também plena consciência que conquistar o título seria quase totalmente impossível porque não dispúnhamos das mesmas armas que o nosso adversário direto. Já quanto à Divisão 2, ter renovado o título e lograr vencer todas as corridas, prova que em igualdade de circunstâncias, temos sérias possibilidades de lutar sempre pelo título!”

    Desafiado a destacar um momento-chave da sua época, o denominado “Demolidor de Trás-os-Montes” afirma que “sinceramente não tive nenhum momento que possa considerar o mais brilhante ou melhor porque a minha prestação foi sempre no limite em todas as provas, mesmo sabendo que chegar à vitória absoluta nos Turismos seria quase impossível. Todas as provas foram especiais, mas talvez deva relevar o pódio que obtive na prova do Europeu em Boticas”.

    Por outro lado, sente como mito positivo “não poder falar de qualquer momento mais negativo. A minha equipa conseguiu sempre entregar-me o Cupra nas melhores condições. Acho que todas as provas foram bem disputadas e só por uma vez tive um problema mecânico que me impediu de manter o mesmo ritmo, mas mesmo assim me permitiu concluir a prova com uma vitória”.

    Agora é tempo de recarregar energia e começar a planear a época de 2022. E o que esperar da JT59 Racing Team/Bompiso na próxima época quanto a calendários e ambições?

    Sendo o Cupra TCR novamente a “arma” para todas as frentes de ação, “em 2022 a equipa planeia nova participação no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group. Aí, o objetivo passará por vencer novamente a Divisão 2 de Turismos e tentar chegar ao título de campeão absoluto de Turismos, que já conquistei em 2016, mas, para isso acontecer, espero que a categoria tenha viaturas mais equivalentes a nível de performances, pois lutar na posição de David contra Golias não é fácil”.

    Segundo o “patrão” da equipa, “está ainda em cima da mesa a participação no Campeonato de Portugal de Velocidade, desde que consiga apoios suficientes para fazermos os dois campeonatos. Senão, daremos preferência só ao CPM e pontualmente a uma prova do CPV que poderá ser Vila Real”, assume Joaquim Teixeira que tem esperança de “conseguirmos os apoios suficientes para que o Daniel possa repetir ainda a presença na Supercars Endurance Series”.

    Esta vontade de estarem a “tempo inteiro” na nova era do Campeonato de Portugal de Velocidade prende-se coma convicção que Joaquim Teixeira tem de que “o novo promotor, liderado pelo Paulo Ferreira e pelo Diogo Ferrão, vai fazer um excelente trabalho. Os dois já deram provas da sua competência e estou certo de que teremos um CPV novamente pujante, com muita disputa competitiva em pista, pois eles sabem a importância de isso se verificar, por isso tentam nivelar os andamentos, com a introdução de um BOP justo entre todas as viaturas, ao contrário do que se verificou anteriormente”.

    Sejam quantas e quais venham a ser as “batalhas”, a equipa e o piloto assumem que estrão sempre com o foco “nas vitórias em toda as provas em que estejamos presentes e na conquista dos títulos que venhamos a assumir como objetivo”.