Categoria: Montanha

  • Caramulo Racing Team soma dois resultados positivos na Rampa do CAR

    Caramulo Racing Team soma dois resultados positivos na Rampa do CAR

    O Caramulo Racing Team fechou a participação na Rampa do CAR com um balanço positivo, colocando os dois Ford Escort MKII no Top 6 do Campeonato de Portugal Clássicos de Montanha JC Group.

    Fernando Salgueiro enfrentou problemas mecânicos no sábado, situação que o impediu de cumprir a primeira Subida de Prova. No entanto, o experiente piloto reagiu de forma muito positiva no domingo, recuperou posições e terminou num meritório 5.º lugar da classificação geral. Depois do pódio conquistado na Serra da Estrela, Salgueiro volta assim a assinar uma exibição consistente, somando um Top 5 e confirmando um arranque de temporada muito competitivo, com dois bons resultados em duas participações.

    Também Ricardo Loureiro rubricou uma atuação muito sólida ao volante do seu Ford Escort MKII. O piloto concluiu a prova no 6.º lugar da geral, resultado que lhe permitiu cumprir o principal objetivo traçado para Santa Marta de Penaguião: manter a liderança do campeonato.

    Consciente de que enfrentava adversários equipados com viaturas mais competitivas, Loureiro apostou na regularidade, na eficácia e numa gestão inteligente da prova, somando pontos importantes para as contas do título. Com este resultado, Ricardo Loureiro encerra da melhor forma a primeira parte da temporada, conservando o comando da tabela pontual e reforçando a sua posição como um dos principais candidatos ao título nacional.

    O Caramulo Racing Team sai, assim, da Rampa do CAR com dois resultados consistentes, confirmando a competitividade dos seus pilotos e dos dois Ford Escort MKII num campeonato cada vez mais exigente.

  • José Carlos Magalhães: “Não desisto. Em Paços de Ferreira vamos lutar pela vitória”

    José Carlos Magalhães: “Não desisto. Em Paços de Ferreira vamos lutar pela vitória”

    José Carlos Magalhães viveu um fim de semana particularmente difícil na Rampa do CAR, quarta jornada do Campeonato de Portugal de Montanha 1300 JC Group. Apontado como um dos principais candidatos à vitória, o piloto da MNE Sport viu os problemas mecânicos condicionarem fortemente a sua prestação, terminando a prova no 5º lugar.

    Depois da extraordinária exibição protagonizada na Rampa Serra da Estrela-Covilhã, onde ficou a apenas 0,584 segundos do triunfo, José Carlos Magalhães chegou a Santa Marta de Penaguião determinado a voltar a discutir o lugar mais alto do pódio. Contudo, as dificuldades começaram logo na primeira subida do programa. “Cheguei à Rampa do CAR com a expectativa de lutar pelo primeiro lugar e trabalhei bastante para isso. Infelizmente, logo na primeira subida, o disco de embraiagem partiu no arranque e fiquei imediatamente com a prestação comprometida”, explicou José Carlos Magalhães.

    A MNE Sport respondeu prontamente ao contratempo, realizando uma rápida substituição do componente. Contudo, não estando disponível uma embraiagem de competição, foi necessário instalar uma solução de origem, menos eficaz em contexto competitivo: “Conseguimos fazer a substituição muito rapidamente, mas tivemos de utilizar uma embraiagem original. Naturalmente, essa solução condicionou sobretudo as passagens de caixa e o arranque, momentos muito importantes numa prova de montanha”.

    Mesmo com estas limitações, José Carlos Magalhães não baixou os braços. Na subida oficial de sábado, assinou o segundo melhor tempo do Campeonato de Portugal de Montanha 1300 JC Group, demonstrando que continuava a possuir andamento para discutir os primeiros lugares. A equipa introduziu novas afinações no Peugeot 205 Rallye para a jornada decisiva e os resultados começaram a surgir logo no primeiro treino de domingo, durante o qual o piloto estabeleceu uma marca bastante competitiva.

    Sobreaquecimento terminou com as aspirações ao pódio

    Quando tudo parecia encaminhado para uma recuperação e para uma possível subida aos lugares do pódio, um novo problema mecânico voltou a condicionar a prestação do conjunto. Durante a primeira subida oficial de domingo, José Carlos Magalhães sentiu uma perda progressiva de rendimento na zona do Miradouro. O Peugeot 205 Rallye começou a sobreaquecer, obrigando o piloto a reduzir drasticamente o ritmo para evitar danos mais graves.

    “Estava tudo a correr muitíssimo bem, mas, quando cheguei à zona do Miradouro, reparei que o carro estava a perder rendimento. Percebemos depois que estava a sobreaquecer. Tive de levantar completamente o pé e seguir devagar para não provocar danos mais profundos”, descreveu.

    Depois de o carro regressar à assistência, a MNE Sport concluiu que a origem do problema necessitava de uma intervenção mais profunda, optando por não arriscar a integridade mecânica do Peugeot: “Na assistência percebemos que não valia a pena tentar resolver o problema no local. É algo que será devidamente reparado antes da próxima prova. Felizmente, conseguimos evitar danos maiores, mas foi uma pena porque ficámos novamente sem a possibilidade de demonstrar o verdadeiro potencial do carro e do piloto”, lamentou.

    O quinto lugar ficou muito aquém das ambições de José Carlos Magalhães, sobretudo depois de ter demonstrado, tanto na Serra da Estrela como nos momentos em que o Peugeot esteve em pleno rendimento na Rampa do CAR, que possui argumentos para discutir as vitórias.

    Apesar dos contratempos, o piloto e líder da MNE Sport recusa baixar os braços e aponta já todas as atenções para a Rampa Capital do Móvel, próxima jornada do campeonato, que se disputa em Paços de Ferreira: “Não desisto. Vamos continuar com a mesma determinação e com o mesmo objetivo de melhorar, sermos mais consistentes e lutar pela vitória. A próxima prova será em Paços de Ferreira e lá estaremos, com o problema resolvido, preparados para dar o nosso melhor”.

    José Carlos Magalhães deixa ainda uma mensagem clara para os seus adversários e para todos os que acompanham o Campeonato de Portugal de Montanha 1300 JC Group: “Queremos continuar a ser uma certeza na luta pelos lugares do pódio e pelas vitórias. Este resultado não traduz aquilo que poderíamos ter feito na Rampa do CAR. Vamos preparar a próxima prova com todo o rigor e regressar ainda mais fortes”.

  • Rampa do CAR encerra edição memorável e Clube Automóvel da Régua agradece contributo de todos os protagonistas

    Rampa do CAR encerra edição memorável e Clube Automóvel da Régua agradece contributo de todos os protagonistas

    Terminada mais uma edição da Rampa do CAR, o Clube Automóvel da Régua fez um balanço extremamente positivo daquela que voltou a afirmar-se como uma das mais emblemáticas jornadas do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, deixando uma mensagem pública de agradecimento a todos quantos contribuíram para o êxito da competição. Organização destaca o elevado nível competitivo, a forte adesão do público e o trabalho conjunto que permitiu o sucesso da prova.

    Num comunicado divulgado após a prova, a organização destacou o papel determinante dos pilotos e equipas, responsáveis por um espetáculo desportivo de grande qualidade ao longo das desafiantes curvas da rampa duriense. “O nosso mais sincero agradecimento a todos os pilotos e equipas por aceitarem este desafio e por proporcionarem um espetáculo de enorme qualidade, elevando o nível competitivo da prova”, refere o Clube Automóvel da Régua.

    Um dos grandes destaques da edição de 2026 foi também a expressiva adesão do público, que voltou a preencher as encostas do traçado, criando uma impressionante moldura humana e confirmando a enorme paixão que a região do Douro continua a demonstrar pelo desporto automóvel. A organização fez igualmente questão de enaltecer o comportamento exemplar dos milhares de espectadores presentes durante todo o fim de semana, agradecendo o apoio, entusiasmo e respeito pelas normas de segurança.

    No rescaldo do evento, o Clube Automóvel da Régua dirigiu ainda uma palavra de especial reconhecimento aos patrocinadores e parceiros institucionais, sublinhando que o seu apoio foi decisivo para tornar possível a realização da prova. O agradecimento estendeu-se também a todos os oficiais de prova, bombeiros, forças de segurança, equipas médicas, comissários, voluntários e colaboradores, cujo profissionalismo, dedicação e empenho garantiram que a competição decorresse com elevados padrões de organização e segurança.

    “Foi graças ao esforço conjunto de todos que voltámos a viver um fim de semana memorável de automobilismo no coração do Douro”, sublinha a organização, que encerra o balanço deixando já uma promessa aos aficionados da modalidade: “Obrigado por fazerem parte desta história. Até à próxima edição.”

  • Nuno Caetano volta a desafiar Pikes Peak e leva Porsche Cayman GT4 ao Top 4 da categoria Open

    Nuno Caetano volta a desafiar Pikes Peak e leva Porsche Cayman GT4 ao Top 4 da categoria Open

    Nuno Caetano voltou a levar as cores de Portugal à mais famosa rampa do mundo. O piloto português, radicado em Londres e um verdadeiro “globetrotter” do automobilismo nacional, marcou presença na edição de 2026 da Pikes Peak International Hill Climb, terminando num meritório quarto lugar da categoria Open, aos comandos de um Porsche Cayman GT4 profundamente modificado.

    Considerada uma das mais míticas e exigentes competições do desporto automóvel mundial, a Pikes Peak International Hill Climb realiza-se desde 1916 no estado norte-americano do Colorado, sendo conhecida como a “Race to the Clouds”. Ao longo de 19,99 quilómetros e 156 curvas, os pilotos enfrentam uma subida que liga os 2.862 metros de altitude da partida aos 4.302 metros do cume de Pikes Peak, num percurso onde a rarefação do oxigénio, as mudanças de aderência e a elevada exigência técnica tornam cada participação num enorme desafio.

    Depois de não ter competido em 2025, Nuno Caetano regressou com um projeto preparado praticamente à última hora, recorrendo a um Porsche Cayman GT4 que já não se enquadrava na regulamentação da categoria GT4. A solução passou por adaptar a viatura para a classe Open, com a instalação de um turbocompressor e diversas alterações aerodinâmicas, entrando numa categoria onde competem alguns dos automóveis mais extremos da prova.

    Apesar das dificuldades e da forte concorrência, o piloto português voltou a demonstrar toda a sua capacidade de adaptação, concluindo a subida no Top 4 da categoria.

    “A prova foi positiva. O mais importante era voltar a participar para continuar a ganhar memória e experiência nesta rampa. A escolha do carro aconteceu praticamente à última hora e tivemos de o adaptar à categoria Open, que é uma classe muito competitiva, onde aparecem carros extremamente rápidos. Sabíamos que este Porsche nunca conseguiria repetir os tempos do carro que utilizei anteriormente, mas terminar apenas cerca de dez segundos acima do meu melhor registo, numa subida de aproximadamente dez minutos, deixa-nos muito satisfeitos”, explicou Nuno Caetano.

    O piloto português olha agora para o futuro e pretende regressar ainda mais competitivo: “Agora é tempo de preparar 2027 com mais antecedência e de forma mais estruturada. Ainda não sei se voltaremos à categoria GT4 ou se optaremos por outro projeto, mas o objetivo mantém-se. Quero lutar por um grande resultado e, acima de tudo, concretizar a ambição de descer abaixo da barreira dos dez minutos em Pikes Peak. Esse continua a ser o meu grande desafio a médio prazo”.

    Com mais uma participação concluída na lendária “Race to the Clouds”, Nuno Caetano reforça a presença portuguesa numa das competições mais prestigiadas e desafiantes do automobilismo internacional, continuando a escrever o seu nome entre os pilotos que ousam enfrentar uma montanha onde terminar já representa uma conquista.

  • Tomás Pinto faz história e leva um Protótipo B ao triunfo absoluto na Rampa do CAR

    Tomás Pinto faz história e leva um Protótipo B ao triunfo absoluto na Rampa do CAR

    O jovem duriense, de apenas 18 anos, venceu as seis subidas do fim de semana, pulverizou sucessivamente o recorde da “Serpente do Douro” e tornou-se no mais jovem vencedor absoluto de sempre do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.

    A Rampa do CAR 2026 ficará para sempre gravada na história do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group. Não apenas pelo espetáculo proporcionado pelos 81 pilotos presentes ou pelo muito público que, ao longo dos dois dias, voltou a encher a mítica “Serpente do Douro”, em Santa Marta de Penaguião, mas sobretudo porque assistiu ao nascimento definitivo de uma nova estrela da Montanha portuguesa.

    O Clube Automóvel da Régua concluiu a organização da quarta prova da temporada com um justificado sentimento de missão cumprida. Num fim de semana marcado por vários acidentes e problemas mecânicos, a organização respondeu sempre com rapidez, rigor e enorme eficácia, cumprindo escrupulosamente os horários e assegurando que a competição decorresse com elevados padrões de segurança e qualidade organizativa.

    Mas a grande história do fim de semana teve um único protagonista. Aos 18 anos, Tomás Pinto escreveu uma das páginas mais marcantes da história recente da modalidade. O jovem piloto da Famaconcret Racing Team, tripulando um BRC CM05 Evo preparado pela FR Power, venceu absolutamente tudo o que havia para vencer. Foi o mais rápido nas três subidas de treinos oficiais, repetiu o feito nas três Subidas Oficiais de Prova, pulverizou sucessivamente o recorde dos Protótipos B da Rampa CAR, fixando-o em 1.43,201, curiosamente durante uma subida de treinos, e tornou-se no mais jovem vencedor absoluto de sempre de uma prova do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.

    Mais impressionante ainda foi a forma como conquistou o triunfo. Num campeonato onde a discussão da vitória absoluta costuma estar reservada aos muito mais competitivos Protótipos A, Tomás Pinto levou o seu Protótipo B ao lugar mais alto do pódio, vencendo com 3,357 segundos de vantagem e demonstrando uma combinação impressionante de velocidade, talento, maturidade competitiva e enorme autoridade. A Montanha portuguesa ganhou definitivamente uma nova estrela.

    Protótipos B dominaram por completo a geral

    O triunfo de Tomás Pinto foi apenas o ponto mais alto de um fim de semana absolutamente extraordinário para os Protótipos B. Apenas Nuno Caetano (Osella PA2000 EVO2-PA30) conseguiu impedir um domínio absoluto da divisão. O piloto apoiado pela PowerHouse foi melhorando subida após subida até assegurar um brilhante segundo lugar absoluto, terminando a 2,831 segundos do vencedor e conquistando naturalmente o triunfo entre os Protótipos A.

    O terceiro lugar absoluto pertenceu a Gonçalo Inácio (BRC B49). O piloto da Diatosta, igualmente assistido pela PowerHouse, confirmou toda a evolução evidenciada desde o início da temporada e alcançou o primeiro pódio absoluto da carreira, terminando a apenas 3,357 segundos de Tomás Pinto. Também Nuno Guimarães (Silver Car S2) voltou a demonstrar toda a competitividade que habitualmente apresenta na prova disputada praticamente “em casa”, concluindo no quarto lugar absoluto, a 3,786 segundos, enquanto Sérgio Nogueira (Silver Car S3) fechou o Top 5, a 6,553 segundos do vencedor.

    O domínio dos Protótipos B foi simplesmente esmagador: quatro dos cinco primeiros classificados da geral pertencem a esta divisão.

    Luís Nunes continua imparável nos Super Challenge

    Primeiro dos “não protótipos” voltou a surgir Luís Nunes (Škoda Fabia R5). O sete vezes campeão nacional rubricou mais uma exibição de enorme consistência, terminou no sexto lugar absoluto e voltou a dominar completamente a Categoria Super Challenge, vencendo com 16,345 segundos de vantagem sobre Manuel Pereira (Mitsubishi Lancer Evolution VI). O terceiro lugar da categoria ficou para Bruno Carvalho (Citroën Saxo S1600), a 18,338 segundos do vencedor.

    Luís Nunes (Škoda Fabia R5) venceu naturalmente entre os SC-A, com Manuel Pereira no segundo posto e João Simões a fechar o pódio, Pedro Cardoso (SEAT Leon Cupra) impôs-se nos SC-B, após duelo intenso com Miguel Gonçalves (BMW E36 Coupé), enquanto Simplício Taveira (Peugeot 207 RC) conquistava o último degrau do pódio. Bruno Carvalho (Citroën Saxo S1600) voltou a dominar os SC-C, na frente de Alberto Pereira (Honda Civic) e Luís Fernandes (Peugeot 106). Já Bruno Gomes (Fiat Punto 85 Sport) confirmou o favoritismo nos SC-D, triunfando na frente de Tiago Teixeira (Peugeot 106) e Filipe Borges (Citroen AX).

    José Carlos pouca Sorte conquista a primeira vitória nos GT

    A ausência de José Rodrigues abriu novas perspetivas na Categoria GT e quem melhor aproveitou foi José Carlos Pouca Sorte (Porsche 991 GT3 Cup). O piloto de Resende da Megamotors rubricou uma exibição extremamente sólida e conquistou finalmente a primeira vitória da carreira na categoria, terminando ainda no sétimo lugar da classificação absoluta.

    A luta pelo triunfo foi intensa praticamente até à derradeira subida oficial, com Beatriz Correia (Porsche 911 GT3 Cup) a realizar provavelmente a melhor exibição da temporada. A jovem piloto da JC Group Racing Team terminou a apenas 4,308 segundos do vencedor e levou ainda o seu Porsche ao décimo lugar absoluto. O pódio ficou completo com Daniel Vilaça (Porsche 911 GT3 Cup), que voltou a confirmar toda a regularidade que vem demonstrando esta época.

    Uma palavra para Martim Magalhães (PRM Fun Boost GT). O jovem piloto alcançou o melhor resultado absoluto da carreira ao terminar na oitava posição da geral, colocando um quinto Protótipo B entre os dez primeiros classificados e confirmando igualmente a enorme competitividade desta divisão.

    Logo atrás surgiu Pedro Alves (Cupra Leon TCR). O campeão nacional em título voltou a impor a sua lei na Categoria Turismo, conquistando o terceiro triunfo consecutivo da temporada e reforçando claramente a candidatura à renovação do título nacional.

    Atrás do piloto transmontano terminaram Daniel Pacheco (Mitsubishi Lancer Evo X), vencedor da Divisão Turismo 1, a 3,312 segundos, e Parcídio Summavielle (Ford Fiesta R5), a 6,247 segundos de Pedro Alves, que, também foi, sem contestação, também vencedor na Divisão 2, aqui secundado por Paulo Cardoso (Cupra TCR) e Joel Silva (Seat Ibiza). Já Pacheco e Summavielle ocuparam os dois primeiros lugares na Divisão 1, com Luís Silva Jr, (Mitsubishi Lancer) a fechar o pódio.

    Na Divisão Turismo 3, a vitória pertenceu a Nuno Guimarães (Ginetta G40 GT5), autor de uma exibição a toda a prova. Rápido e consistente, o jovem duriense impôs-se perante o seu colega de equipa André Brás Jr., com este a revelar enorme garra e foco ao ultrapassar um despiste aparatoso na 1ª Subida de Prova, recuperando nas duas seguintes até ao degrau intermédio do pódio. Aníbal Pinto (Renault Clio R3), foi um justo terceiro classificado, numa prova em que o seu carro finalmente não lhe deu problemas.

    Com a Rampa do CAR concluída, o Campeonato de Portugal de Montanha JC Group entra agora na segunda metade da temporada ainda mais competitivo. O espetáculo continua a crescer, o público responde em massa e uma nova geração de pilotos começa a escrever algumas das páginas mais belas da história recente da Montanha portuguesa.

  • Rui Costa leva a melhor grande duelo com Ricardo Pereira e vence Clássicos na Rampa do CAR

    Rui Costa leva a melhor grande duelo com Ricardo Pereira e vence Clássicos na Rampa do CAR

    O Campeonato de Portugal Clássicos de Montanha JC Group proporcionou, na Rampa do CAR, uma das mais interessantes corridas da temporada. Beneficiando de um dos melhores alinhamentos de pilotos de 2026, ofereceu um duelo de elevado nível entre dois dos seus principais protagonistas.

    No final, a vitória sorriu a Rui Costa (Ford Escort RS1600). Depois de concluir a jornada de sábado atrás do rival, o piloto aumentou significativamente o ritmo durante o domingo, respondeu da melhor forma ao desafio lançado pela concorrência e acabou por conquistar mais um triunfo na presente temporada, terminando com 4,392 segundos de vantagem.

    O grande adversário foi Ricardo Pereira (Ford Escort RS2000). O piloto começou o fim de semana da melhor forma, impondo-se na primeira Subida Oficial de Prova disputada no sábado e encerrando a jornada inaugural na liderança. No entanto, Rui Costa respondeu de forma categórica no domingo e acabou por inverter a classificação, relegando Ricardo Pereira para uma meritória segunda posição, depois de um duelo de grande qualidade entre dois Ford Escort preparados ao mais alto nível.

    O pódio ficou completo com o atual campeão nacional Flávio Sainhas (Ford Escort MK I). Apesar de em 2026 não disputar o campeonato a tempo inteiro, o piloto da Covilhã voltou a demonstrar toda a sua qualidade, terminando a 7,880 segundos do vencedor e garantindo mais uma presença no pódio.

    A luta pelo terceiro lugar foi, aliás, uma das mais equilibradas da categoria. Flávio Sainhas teve de aplicar-se até final para bater o regressado Pedro Silva (Volkswagen Golf 16S), conseguindo assegurar a última posição do pódio por apenas oito décimos de segundo, num duelo que manteve o interesse competitivo até à derradeira subida.

  • Mário Barbosa e Tiago Ventura em destaque numa jornada emocionante em Sever do Vouga

    Mário Barbosa e Tiago Ventura em destaque numa jornada emocionante em Sever do Vouga

    O Circuito do Alto do Roçário, em Sever do Vouga, recebeu mais uma vibrante jornada do Campeonato de Portugal de Ralicross/Kartcross, com a quarta ronda da temporada a confirmar o enorme equilíbrio da competição. Entre os grandes protagonistas estiveram Tiago Ventura, que se tornou no quarto vencedor diferente da época na Nacional 2RM, e Mário Barbosa, que regressou em grande para triunfar na Super 1600.

    Na sempre disputada Nacional 2RM, Tiago Ventura (Citroën Saxo) conquistou a sua primeira vitória da temporada, impondo-se perante Hélder Ribeiro e o regressado Pedro Tiago, ambos também em Citroën Saxo. A jornada ficou ainda marcada pelo azar de Bruno Lima, um dos favoritos, que ficou afastado da final devido a problemas mecânicos.

    Na Super 1600, Mário Barbosa (Peugeot 208) regressou à competição da melhor forma, vencendo uma emocionante final decidida por menos de um segundo face ao campeão nacional Jorge Machado. Luís Pedro Ferreira completou o pódio, resistindo ao forte ataque de Rafaela Barbosa.

    Nos Supercars, Sérgio Dias voltou a confirmar o favoritismo, dominando todas as corridas de qualificação e vencendo a final com autoridade, à frente de António Sousa e Leonel Sampaio.

    Também Manuel Pinto manteve o domínio no Open RX, alcançando em Sever do Vouga a sua terceira vitória da temporada, enquanto Lucas Moura herdou o triunfo entre os Iniciados, após Michael Braun ser penalizado em dez segundos por um toque na final.

    No Kartcross, Sérgio Castro reforçou a liderança do campeonato ao conquistar a segunda vitória da época, batendo Fábio Machado e Gustavo Henriques numa final muito competitiva.

    O Campeonato de Portugal de Ralicross/Kartcross prossegue agora nos dias 25 e 26 de julho, com o regresso ao Circuito Internacional de Montalegre para a quinta jornada da temporada.

  • João Pires continua imperial e luta pelos restantes lugares do pódio marcou Legends na Rampa do CAR

    João Pires continua imperial e luta pelos restantes lugares do pódio marcou Legends na Rampa do CAR

    A Rampa do CAR voltou a confirmar o excelente momento competitivo do Campeonato de Portugal Legends de Montanha JC Group. Em Santa Marta de Penaguião, o muito público presente ao longo da “Serpente do Douro” assistiu a mais uma exibição autoritária de João Pires (BMW E36 M3), mas também a uma intensa batalha pelos restantes lugares do pódio que manteve a incerteza até à derradeira Subida Oficial de Prova.

    O piloto de Montalegre voltou a demonstrar porque é o líder isolado e invicto do campeonato. Extraindo uma vez mais todo o potencial competitivo do seu BMW E36 M3, João Pires dominou a categoria com enorme autoridade, venceu as três Subidas Oficiais de Prova do fim de semana e terminou a competição com 8,725 segundos de vantagem sobre o mais direto perseguidor, reforçando a liderança do campeonato e aproximando-se de mais um importante passo rumo ao título nacional.

    Atrás do líder, repetiu-se um duelo que já começa a se tornar um clássico desta temporada. Joaquim Soares (BMW E36 M3) voltou a terminar na segunda posição, resultado alcançado pela quarta prova consecutiva, mas desta vez teve de trabalhar intensamente para o conseguir. Alguns problemas na caixa de velocidades durante a jornada de sábado condicionaram-lhe o rendimento inicial, obrigando-o a uma recuperação muito forte no domingo para segurar o lugar intermédio do pódio.

    Essa recuperação revelou-se decisiva perante a fortíssima oposição de Filipe Macedo (Citroën Saxo Cup). O piloto bracarense voltou a confirmar a excelente evolução que tem evidenciado ao longo da época, protagonizando mais uma exibição de elevado nível e terminando a escassos 978 milésimos de segundo da segunda posição. Depois do triunfo alcançado recentemente na Taça de Portugal de Montanha, Filipe Macedo reforçou novamente a candidatura aos lugares cimeiros dos Legends.

    A luta pelo pódio contou ainda com outro protagonista de peso. No seu regresso pontual ao campeonato, José Coimbra (Opel Astra) rubricou uma prestação extremamente competitiva e ficou muito perto de subir ao pódio, terminando na quarta posição, a apenas quatro décimos de segundo de Filipe Macedo. Um duelo resolvido por margens mínimas e que constituiu um dos momentos mais emocionantes de toda a prova.

    O Top 5 ficou completo com António Silva (Honda Civic), autor de mais uma prestação consistente que lhe permitiu somar importantes pontos para o campeonato.

  • Simão Nunes continua invicto e reforça liderança no FPAK Junior Team de Montanha

    Simão Nunes continua invicto e reforça liderança no FPAK Junior Team de Montanha

    A Rampa CAR confirmou aquilo que a temporada de 2026 tem vindo a demonstrar prova após prova: Simão Nunes continua a ser a grande referência do FPAK Junior Team de Montanha, competição promovida pela Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting e reservada aos jovens talentos da modalidade, todos aos comandos de idênticos Peugeot 108 preparados pela Befast Motorsport.

    Na quarta jornada da época, disputada na exigente “Serpente do Douro”, em Santa Marta de Penaguião, o jovem piloto voltou a exibir toda a sua velocidade e consistência, conquistando a quarta vitória consecutiva da temporada e mantendo intacta a invencibilidade em 2026.

    Depois de um primeiro dia muito sólido, Simão Nunes voltou a elevar o ritmo na decisiva jornada de domingo, impondo-se nas duas derradeiras Subidas Oficiais de Prova e terminando a competição com 3,964 segundos de vantagem sobre o seu mais direto adversário.

    Esse voltou a ser António Lopes, que confirmou novamente ser o piloto que mais perto consegue rodar do líder do campeonato. O jovem piloto rubricou mais um fim de semana de elevado nível competitivo, venceu mesmo uma das subidas de treinos, assegurando de forma meritória a segunda posição final.

    O pódio voltou a ficar completo com Rafael Ângelo, que prossegue o seu processo de evolução e aprendizagem, somando mais um resultado consistente numa competição que continua a cumprir plenamente o objetivo de formar e lançar novos valores para a Montanha nacional.

    Concluídas quatro provas, o FPAK Junior Team de Montanha mantém assim uma hierarquia muito bem definida, com Simão Nunes a assumir-se como a grande figura da temporada. Ainda assim, a evolução evidenciada por António Lopes deixa antever que a luta pelas vitórias poderá tornar-se cada vez mais intensa à medida que o campeonato entra na sua segunda metade.

  • Kartcross: Márcio Araújo continua imparável

    Kartcross: Márcio Araújo continua imparável

    A Taça de Portugal de Kartcross de Montanha voltou a ser um dos ingredientes mais espetaculares da Rampa CAR, proporcionando um verdadeiro festival de velocidade e espetáculo na sinuosa “Serpente do Douro”. As características destas máquinas, extremamente rápidas e ágeis, voltaram a conquistar o entusiasmo do muito público presente, que acompanhou com particular interesse cada subida.

    Em termos competitivos, a hierarquia da temporada voltou a confirmar-se. Márcio Araújo (AG Sport) dominou completamente a prova, impondo-se em todas as subidas realizadas e conquistando mais um triunfo, desta feita com 4,474 segundos de vantagem sobre o galego Jesús Alberto Otero (AG Super Buggy 1000 RR).

    O terceiro lugar absoluto pertenceu a António Alves (AG AG/S. O atual detentor da Taça regressou à competição e voltou a demonstrar toda a qualidade da sua condução, mas continua condicionado por uma clara desvantagem técnica perante os seus principais adversários, sendo o único concorrente a utilizar um motor de 600 cc, enquanto Araújo e Otero dispõem de máquinas equipadas com propulsores de 1000 cc.

    Apesar dessa diferença de potencial mecânico, António Alves rubricou uma prestação muito positiva, assegurando o terceiro lugar absoluto e o triunfo na sua divisão.

    Mais uma vez, a Taça de Portugal de Kartcross de Montanha confirmou ser um complemento de enorme qualidade ao programa competitivo do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, oferecendo espetáculo permanente e uma ligação muito especial com os aficionados presentes no Douro Vinhateiro.