O piloto de Santa Marta de Penaguião chega à Rampa Serra da Estrela na liderança da Divisão Protótipos B do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group que pretende manter com mais um êxito no evento organizado pelo CAMI.
No topo de Portugal Continental António
Rodrigues quer mais uma vez ‘espremer todo o sumo’ do potencial do BRC CM05
preparado pela FR Power de modo a não apenas repetir o triunfo na sua divisão –
como sucedeu nas duas primeiras provas da época, na Arrábida em em Boticas – mas
também voltar a conquistar uma presença no pódio absoluto, nesta que é a
terceira etapa do Campeonato de Portugal de Montanha 2021.
“Espero conseguir um lugar o mais próximo possível do pódio absoluto, sendo que o meu principal objetivo é a vitória nos Protótipos B, amealhando mais pontos para o campeonato”, assume o piloto duriense que defende as cores da NJ Racing e da Lusimed em vésperas da prova do CAMI Motorsport. António Rodrigues tem boas recordações da Rampa Serra da Estrela, lembrando: “Neste traçado foi onde consegui o meu primeiro pódio absoluto, ficando por isso marcado na minha memória pois foi um resultado tremendo para quem estava a competir pela primeira vez neste traçado tão exigente”.
“É uma rampa que tem todo o tipo e curvas,
com zonas de maior velocidade e outras mais lentas, sendo muito importante
afinar o carro de forma eficaz e utilizar os treinos para perceber bem a
maneira de conseguirmos rodar perto dos limites. É uma rampa bastante completa
em termos de condução e que me agrada muito”, sublinha o piloto de Santa Marta de
Penaguião, pronto para atacar ainda com mais motivação a subida dos arredores
da Covilhã, que este ano tem ainda o ingrediente de ser a primeira prova da
temporada que conta com a presença de espetadores, apesar das restrições, que
impedem público no Parque de Assistência.
O dia de sábado terá início competitivo às 13:30 horas, com a sessão inaugural de warm up. Seguem-se duas sessões de treinos oficiais e a 1ª Subida Oficial de Prova, com início previsto para as 17 horas. No domingo, o arranque está previsto para as 10 da manhã, com mais uma sessão de warm up e outra de treinos oficiais. A partir da 1 da tarde começarão as decisões com 2ª e a 3ª subidas oficias de prova desta terceira jornada do CPM JC Group 2021.
O piloto da JT59 Racing Team/Bompiso quer repetir a vitória na Divisão Turismos 2 na terceira prova do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group e, quem sabe, tentar um triunfo na categoria que esteve tão perto em Boticas.
É com o pensamento num bom resultado que
Joaquim Teixeira ruma à Covilhã no próximo fim-de-semana para disputar uma das mais
duras provas da disciplina. A prova organizada mais uma vez pelo CAMI Motorsport
representa um grande desafio, que a maioria dos pilotos do Campeonato de
Montanha aprecia, incluindo o piloto transmontano do Cupra TCR.
A dias da Rampa Serra da Estrela Joaquim
Santos está motivado para manter a toada triunfante que traz das jornadas
anteriores, nomeadamente Boticas, onde esteve à beira de causar uma surpresa.
“Vou, como sempre, para ganhar a minha Divisão. Sou defensor das divisões nas diversas categorias para separar os carros de Turismo com motores acima dos 2,0 litros e tração à frente”, começa por referir o piloto da JT59 Racing Team/Bompiso em jeito de antevisão da prova do CAMI Motorsport. Joaquim Teixeira aponta baterias à sua Divisão, numa abordagem em tudo semelhante à que teve nas ronda anteriores; O meu objetivo na Serra da Estrela será tentar fazer o melhor na Divisão Turismos 2 e, depois, tentar ganhar a categoria. O que é bastante difícil, para não dizer quase impossível, pois trata-se de uma luta desigual, contra carros de tração integral com 400 ou 500 cv”.
O piloto transmontano recorda o que se passou
no começo da época e também algumas condicionantes que terá de ter em conta no
evento da Covilhã: “Nas provas anteriores estive perto de uma vitória
absoluta nos Turismos, mas, em Boticas, na prova anterior, cometi um erro no
sábado que comprometeu essa possibilidade. Mas estou sobretudo focado em ganhar
a Divisão Turismos 2, que é a minha principal prioridade”.
“O campeonato é muito longo e além disso estou numa altura complicada da temporada, uma vez que corro na Serra da Estrela e oito dias depois o meu filho tem uma prova de circuito, para depois, passada mais uma semana eu voltar a correr com o Cupra na Montanha. Por isso tenho de ter cuidado para não danificar o carro”, remata Joaquim Teixeira, que como sempre persegue mais um título nacional a somar aos conquistados em temporadas anteriores.
O Campeonato de Portugal de Montanha JC Group está robusto e recomenda-se. Cinco dezenas de inscritos marcam novo recorde da prova do CAMI, fazendo antever uma jornada intensa e que, desta feita, já poderá ser saboreada pelo público.
Muitos e bons no “assalto” aos 5.240 metros do traçado da Rampa Serra da Estrela Covilhã, terceira tirada da época 2021 do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group. O alinhamento permite antever dois dias de árdua competição, que no que concerne à discussão da vitória absoluta, quer no que se pode esperar das “guerras” pelo triunfo nas categorias e divisões.
A Categoria Protótipos vai estar ao rubro. 7 inscritos
levam a prever um duelo sem tréguas pela primazia. José Correia (Osella PA2000
EVO2), chega à Serra na Estrela num sólido comando do campeonato, após duas pontuações
máximas e quererá dar seguimento a essa senda vitoriosa, mas vai ter oposição
reforçada: na divisão Protótipos A, ao BRC BR 53 de Hélder Silva, junta-se João
Fonseca (Silvercar EF109), num regresso pontual do covilhanense, que não poderia
faltar na rampa “da casa” e onde costuma ser difícil de desfeitear e o espanhol
Cesar Rodriguez (Osella PA21JRB).
Ao quarteto junta-se na refrega os três habituais
protagonistas da Divisão Protótipos B, liderados por António Rodrigues (BRC CM
05 EVO), que está a fazer um arranque de época notável, com dois pódios absolutos
e duas vitórias na Divisão. O seu colega de equipa Nuno Guimarães está cada vez
mais forte aos comandos do Silvercar S2, o mesmo acontecendo a Joaquim Rino que
encarará a prova serrana como mais um passo importante na adaptação ao seu novo
BRC BR49 EVO.
Nos GT, Pedro Marques (Porsche 991 GT3 Cup) será,
desta feita, o único concorrente em pista.
A “respirar” uma saúde de ferro está a Categoria Turismos, que apresenta 18 pilotos, distribuídos pelas 3 divisões. Na Divisão 1, serão cinco os quatro rodas motrizes prontos para devorar os quilómetros da serra, encabeçados por Luís Nunes (Ford Fiesta ST R5) que chega à Serra da Estrela invicto na liderança das tabelas da categoria e da divisão. A tentar contrariar o seu favoritismo estarão José Pedro Gomes (Opel Astra OPC), que tem tido um início de campeonato atribulado, António Cruz Monteiro, que fez uma excelente prova na Arrábida aos comandos do Peugeot 208T16 R5, a cada vez mais rápida Daniela Marques (Subaru Impreza WRX) e o regressado Francisco Morgado num Mitsubishi Lancer VII.
Já na Divisão 2, é Joaquim Teixeira o “alvo a abater”. O piloto do Cupra TCR não tem dado hipótese na divisão e tem sido um dos mais fortes na categoria, onde luta taco a taco pelos triunfos. A grande novidade é o ansiado regresso de Luís Silva e do espetacular BMW M3. Finalmente o famalicense está de volta e será certamente um dos mais rápidos em prova. A divisão conta ainda com o brilho das prestações de Manuel Sousa e Paulo Silva, ambos em Cupra TCR, José Carlos Pouca Sorte (BMW M3), Pedro Cerqueira (Peugeot 207 RC 1.6) e Leonel Brás tripulando um Peugeot 207 RC.
Já na Divisão Turismos 3, a Serra da Estrela tem tudo para ser o terceiro capítulo do “filme de ação” protagonizado por Sérgio Nogueira e Parcídio Summavielle. Os dois experientes pilotos dos Renault Clio RS têm disputado à décima as vitórias e tudo indica que assim vai continuar a ser. Em carro idêntico, regressa Carlos Silva, sendo de esperar uma evolução no andamento do Honda Civic Type R de Alberto Pereira, bem como do jovem Carlos Batista (Citroen DS3 R1) e de Arlindo Beça, num Citroen Saxo.
As contas entre os Clássicos também vão ser alvo de uma discussão intensa. A terceira prova da temporada conta com 7 pilotos no alinhamento, naipe que revela uma evolução positiva. Protagonistas maiores das duas primeiras rampas da temporada Fernando Salgueiro e Ricardo Loureiro voltam a colocar os Ford Escort MKII na linha da gente na discussão do triunfo, mas vão ter na Serra da Estrela oposição reforçada, sobretudo por parte do regressado Flávio Sainhas que, aos comandos do Ford Escort MKI, é sempre um “osso duro de roer” e está a jogar num traçado que não tem segredos para ele. Ao trio juntam-se ainda os competitivos Luís Moutinho (Ford Escort), Fernando Francisco (Ford Escort MKI), José Dinis (Ford Escort) e Carlos Fava, aos comandos do belo Volkswagen 1303.
Recorde de inscritos no Campeonato Legends de Montanha. Serão 11 os “bravos” a baterem-se pela primazia, encabeçados pelo líder pontual do campeonato, José Carlos Magalhães, que estreará um novo Toyota Starlet KPL. Terá pela frente Manuel Pereira (Mitsubishi Lancer EVO VI), que venceu em Boticas, o regressado Carlos Oliveira (Ford Sierra Cosworth), os dois Alfa Romeo 156 dos rápidos irmãos transmontanos Luís e Raúl Delgado, João Macedo num BMW 328 is, Gonçalo Antunes (Citroen AX Gti), Bruno Gonçalves (Vauxhall Corsa Turbo), Joaquim Soares (BMW M3) e ainda Ricardo Miguel (Peugeot 106).
Na Taça de Portugal de Montanha 1300 está tudo em aberto, depois de se saber que, apesar de inscrito, Francisco Milheiro, líder e titular do cetro, não vai estar presente. Sendo assim, a luta vai ter como protagonistas Rui Gama (Peugeot 106), Tiago Santos (Citroen AX Sport), Marco Figueiredo em Toyota Starlet e a estreante Daniela Ferreira, no Citroen C1 da FR Power, com a piloto covilhanense a enfrentar a rampa frente aos seus conterrâneos.
Já nos Clássicos 1300, Eva Laranjeira confia no Peugeot
205 Rallye da MNE Sport para defender a liderança da tabela de pontos, frente
ao Datsun 1200 de José Pedro Figueiredo e ao Autobianchi A122 de Domingos
Fernandes.
A prova do CAMI será a primeira da temporada com a presença
de público, na sequência da autorização oficial, obtida esta última
quinta-feira, da autoridade de saúde local da Covilhã. A presença de
espetadores na Rampa da Serra da Estrela, vai obrigar ao cumprimento de um conjunto
alargado de regras, como o uso obrigatório de máscaras, manter sempre a
distância social (2 metros) e evitar a aglomeração de pessoas, utilizar apenas
os caminhos ou acessos autorizados e referenciados com sinalética e ainda a
interdição da venda e do consumo de bebidas alcoólicas no traçado da rampa. Outra
restrição passa pela proibição de acesso do público ao Parque de Assistência.
O dia de sábado terá início competitivo às 13.30 horas, com a sessão inaugural de warm up. Seguem-se duas sessões de treinos oficiais e a 1ª Subida Oficial de Prova, com início previsto para as 17 horas. No domingo, o arranque está previsto para as 10 da manhã, com mais uma sessão de warm up e outra de treinos oficiais. A partir da 1 da tarde começarão as decisões com 2ª e a 3ª subidas oficias de prova desta terceira jornada do CPM JC Group 2021.
Foi por unanimidade que a Assembleia Municipal do concelho madeirense aprovou o aplauso oficial ao piloto e “embaixador” da Pérola do Atlântico, reconhecendo o talento desportivo e o trabalho de Nelson Andrade na divulgação de Porto Moniz e da Madeira.
A vitória de Nelson Andrade na Rampa PÊQUÊPÊ Arrábida
2021, primeira prova da história da presença dos kartcross no Campeonato de
Portugal de Montanha JC Group continua a dar brado e a elevar o reconhecimento
do piloto.
Por iniciativa de João Manuel Câmara, Presidente
da Câmara Municipal de Porto Moniz, coadjuvado pelos vereadores do OS, foi
levado a discussão na Assembleia Municipal um Voto de Louvor a Nelson Andrade
pelo feito alcançado. A proposta foi acolhida de forma plena, com a reunião
magna a aprovar o enunciado por unanimidade.
No texto, é realçado não só o feito desportivo do piloto, mas também o seu desportivismo e o papel que desempenha na promoção do Município de Porto Moniz e da Região Autónoma da Madeira. É ainda destacado o papel das equipas de assistência do piloto, designadamente a FR Power e a NA Motorsport. A distinção oficial deixou o Nelson Andrade “emocionado e agradecido. Ter este reconhecimento do meu Município é um momento marcante e que tudo farei para honrar no futuro. Para mim, levar o nome de Porto Moniz e da Madeira às provas que estou a disputar e Portugal Continental, é uma missão nobre que sempre farei com todo o entusiasmo!”.
O piloto patrocinado pela Equinócio prepara-se já para a 3ª prova da temporada, que vai decorrer a 29 e 30 de maio, na Rampa Serra da Estrela – Covilhã.
A Rampa da Serra da Estrela, terceira jornada do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group (29/30 maio), organizada pelo CAMI Motorsport com o grande apoio da Câmara Municipal da Covilhã, será a primeira prova da época com público, na sequência da autorização oficial, obtida esta última quinta-feira, da autoridade de saúde local da Covilhã.
“Atendendo ao momento atual que ainda vivemos, e às limitações que vão surgindo noutros eventos, dir-se-á que é um feito histórico conseguir ter público na Rampa da Serra da Estrela. Tivemos oportunidade de falar com os responsáveis de saúde locais e explicar todos os detalhes do nosso plano de contingência e, portanto, dizer-lhes que era possível garantir a segurança, em termos de saúde pública, de todos os intervenientes no evento. E o resultado final dessa reunião apenas traduz a qualidade do trabalho desenvolvido pelo CAMI Motorsport, contando, neste caso, com os apoios indispensáveis da Câmara da Covilhã, representada pelo seu vereador José Miguel Oliveira, da GNR, da PSP, da Proteção Civil, dos Bombeiros e ainda da FPAK”, enfatizou Nuno Loureiro, presidente do CAMI Motorsport, que em jeito de desabafo acrescentou: “Ficamos tristes quando as coisas correm mal, mas quando sucede o contrário poucos reconhecem o nosso esforço para superar as dificuldades que nos são colocadas em inúmeras situações…”
A presença de espetadores na Rampa da Serra da Estrela, dentro de duas semanas, impõe o cumprimento de um conjunto alargado de regras, como o uso obrigatório de máscaras, o cumprimento do distanciamento social ou ainda a interdição da venda e do consumo de bebidas alcoólicas no traçado da rampa. Ao contrário do sucedido em edições anteriores, desta vez o público não terá acesso ao Parque de Assistência. Por último, equipas e pilotos estão dispensados da apresentação de teste negativo à Covid-19.
Um problema técnico no Cupra TCR do piloto transmontano na segunda subida de treinos obrigou o piloto da JT59 Racing Team/Bompiso a um intenso esforço final para chegar à vitória na Divisão Turismos 2 e a mais um pódio na categoria.
Numa prova onde Joaquim Teixeira ia
completamente focado em discutir as posições cimeiras da categoria de Turismos
do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, o piloto de Murça entrou
completamente ao ataque, num duelo muito intenso pela primazia na sua Divisão.
“No sábado a equipa tentou
fazer os treinos com um jogo de pneus muito usados, não conseguindo fazer
tempos em ritmo de competição como desejávamos”, explicou o piloto
transmontano, que na última subida de
sábado que foi a primeira de prova colocou um jogo de pneus usados, mas em
melhor estado. No entanto a falta de ritmo competitivo dos treinos
condicionou-lhe a subida de prova, tendo hipotecado conseguir um bom tempo
devido a dois erros que cometeu, ficando a uma distância grande para os seus
adversários.
No entanto, o desempenho do primeiro dia antevia
claramente que Joaquim Teixeira estaria na grande luta de domingo entre os
Turismos. Mas o que o piloto transmontano não contava era com um problema
técnico no Cupra TCR na segunda subida de prova, que já não conseguiu
completar. “No domingo retificamos o ‘set-up’ em função dos pneus que
tínhamos, e na segunda subida de treinos partimos a transmissão logo na
partida, quando nos preparávamos para tentar fazer uma boa subida, para poder
‘deitar fora’ o tempo de sábado”, explicou, salientando: “Com
este revés tivemos de arriscar tudo na última subida, onde conseguimos o melhor
tempo dos Turismos. Mas não chegou para vencer em termos absolutos, porque
tivemos de somar o tempo mau de sábado. Ficamos é com a clara convicção de que
temos tudo para vencer na categoria!”.
Isto significa que se o piloto da JT59
Racing/Bompiso não tivesse sofrido o percalço da segunda subida de prova
conseguiria obter em Boticas o seu melhor resultado da temporada. Mas valeu o
grande esforço colocado por Joaquim Teixeira e o empenho da equipa para colocar
o Cupra TCR nas melhores condições e ainda permitir a vitória na Divisão
Turismos 2. A que somou o segundo lugar na categoria de Turismos.
O piloto transmontano começa já a pensar na Rampa Covilhã Serra da Estrela, motivado pelo desempenho final na prova da Demoporto: “Vamos para a terceira prova da época, onde iremos lutar até à última subida por um melhor resultado, que nos permita vencer a Divisão Turismos e a categoria de Turismos. Sabemos que não será fácil, mas nunca desistimos. E sei que a equipa JT59 Racing Team/Bompiso me irá entregar o Cupra nas melhores condições para lutar pela vitória”.
O piloto de Fafe voltou a estar em plano de evidência ao ser
segundo na Divisão Turismos 3 do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group,
após intenso duelo com o seu grande rival, que bateu enquanto o piso da Rampa
Internacional de Boticas esteve molhado.
Parcídio Summavielle voltou a mostrar a sua grande rapidez ao longo do evento da Demoporto, aproveitando ao máximo o potencial do seu Renault Clio RS. “Tive um carro fantástico, ou melhor dois carros fantástico. E aí crédito para a minha equipa. Passo a explicar; tive um carro imbatível em piso seco e depois outro imbatível para o piso molhado. O que diz muito de como me prepararam o Clio”, avalia o piloto fafense sobre a máquina com a qual poderá não continuar num futuro muito próximo. Ainda assim em terras transmontanas Parcídio Summavielle procurou dar o seu melhor, ainda que não arriscando: “Tenho planos para passar a outra categoria, este ano ou no próximo, e por isso tenho o Clio à venda. Assim sendo não pude arriscar tanto como gostaria, pois não posso ter danos no carro quando quero vendê-lo. E isso condicionou-me”.
“Na competição direta com outros
adversários estou em desvantagem em piso seco devido ao peso, o que também
limitou o meu desempenho sempre que o traçado não se apresentou molhado”, assinalou o piloto minhoto, que mesmo
assim nunca ‘baixou os braços’ para tentar vencer a sua Divisão, considerando
no fnal que o resultado obtido foi “positivo, dento das circunstâncias e
condicionalismos e deixa-nos na luta pelo título”.
A passagem por Boticas também foi marcada
por um episódio extracompetição que deixou Parcício Summavielle bastante
agastado: “Quero aproveitar para repudiar certo tipo de intimidações,
ainda por cima numa prova com a organização do Demoporto. Reafirmo que não me
vergo nem me vergarei perante certo tipo de atitudes deselegantes e nada
condizentes com o saber estar e saber ser em competição”, considerando
existir “por parte de alguns oficiais uma atitude totalmente persecutória.
Estou, tal como está a PT Racing, totalmente pronto para ver o meu carro ser
alvo de qualquer verificação técnica, esperando que o mesmo critério seja
aplicado a todos os outros contendores. O meu carro foi alvo de uma profunda
verificação no final da prova, aliás foi o único (!) e só me posso sentir orgulhoso
por ter sido declarado completamente legal!”.
‘Desabafos’ à parte, o piloto de Fafe pretende prosseguir no mesmo nível que tem patenteado até aqui, ainda que admite que o possa fazer em moldes diferentes daqueles em que participou até agora: “Vou continuar a dar o meu melhor até ao final da temporada, sempre com o pressuposto de que tenho um projeto para mudar para outra categoria este ano ou no próximo”. A Serra da Estrela será o próximo desafio do fafense. A 3ª prova do campeonato vai decorrer na Covilhã, no último fim-de-semana de maio.
Não obstante os problemas de diferencial no seu BMW M3 Compact, o piloto nortenho acabou por garantir a segunda posição entre os Legends na Rampa Internacional de Boticas e reforçou a liderança no campeonato.
O resultado acabou por ser melhor do que o
desempenho do carro, pois desta vez a mecânica da máquina bávara decidiu não
colaborar e José Carlos Magalhães acabou por sair da prova da Demoporto um
pouco frustrado. Mas estes tipos de situação são imponderáveis próprios do
desporto automóvel.
“O carro não quis colaborar logo na
primeira subida, pois partiu um diferencial. Tentámos resolver o problema e a
nossa equipa deu o litro para tentar colocar o diferencial em condições. Tal
revelou-se impossível e restou fazer gestão de danos, a pensar no campeonato. Fomos
para as subidas de prova conscientes de que era impossível discutir com o
Manuel Pereira a vitória entre os Legends e o objetivo passou de imediato por terminar
as subidas de prova de domingo e garantir o 2º posto e preciosos pontos para a
conquista do título. Conseguimos assim obter um resultado positivo, que não é
aquele que queríamos, mas em termos de desfecho final é suficiente para a manter
a liderança”, explica
José Carlos Magalhães.
Mas o contratempo sofrido na prova transmontana tem consequências que vão para além do resultado nesta segunda ronda do Campeonato Legends de Montanha. Uma vez que o arranjo da transmissão do BMW não será fácil, como faz questão de salientar o piloto: “vamos ver se é possível resolver. Temos três semanas. Este diferencial não é feito cá, tem de ir para fora. Nós temos outro, mas tem uma relação muito longa. Vamos tentar arranjar o que é devido para lá e esperemos que a solução possa ser eficaz. De resto, o carro está perfeito, competitivo e a equipa já merece que tenhamos uma prova sem qualquer sobressalto. A Serra da Estrela é uma rampa que traz desafios diferentes de Boticas e da Arrábida e vamos utilizar as sessões de treino para tentar afinar o BMW e lutar pelo triunfo”. Fica a expetativa de perceber se José Carlos Magalhães poderá dispor do BMW M3 Compact nas condições ideais para a terceira prova da temporada.
Problemas mecânicos no BRC BR49 EVO limitaram o andamento do piloto da Articimentos. No entanto, a sua garra permitiu limitar perdas e garantir mais um pódio na Divisão Protótipos B.
À chegada à Rampa Internacional de Boticas,
o piloto de Porto de Mós estava muito focado em dar continuidade à adaptação ao
novo protótipo, ciente de que “a condução deste BR49 EVO é muito
diferente da do meu carro anterior. Não é apenas mais potente, mas também exige
um enorme conhecimento para se conseguir colocar as melhores afinações. Tenho a
perfeita noção de que esta será sempre uma época de evolução contínua, mas também
e como sempre, quero estar na discussão dos lugares cimeiros e dos títulos. Está
no meu ADN!”.
Mas, logo na jornada de sábado e após ter utilizado as subidas de treinos para a necessária adaptação, aconteceu o pior. Um dos veios do diferencial do BRC BR49 EVO partiu, mercê da quebra de dois parafusos que se meteram entre os carretos, já no decorrer da primeira subida de prova, forçando o piloto a parar de imediato. Uma viagem relâmpago a Braga, permitiu recolher um novo componente e depois coube à equipa técnica da FR Power “dar no duro” e trabalhar noite dentro, para conseguir que Joaquim Rino alinhasse no segundo e decisivo dia de competição.
A
jornada de domingo foi feita com “especial cuidado. Sabia que tinha de
realizar dois tempos nas duas subidas de prova para conseguir pontuar. Depois,
a chuva, juntamente com alguma cautela para não voltar a danificar a mecânica, fizeram
com que eu rodasse sempre abaixo dos limites, garantindo assim o objetivo mínimo,
sempre a pensar nas contas do campeonato”, reconheceu Joaquim Rino.
O piloto sentiu ainda que “o carro não parecia ter ficado a 100%, estando com alguns barulhos no motor que poderá ter ficado danificado. Vamos ver. Agora, a FR Power vai envidar todos os esforços para verificar tudo e preparar o carro ao mais alto nível para a Covilhã, onde espero poder rodar forte, num traçado que me agrada”, realçando que “do mal o menos, já que conseguimos um pódio na Divisão Protótipos e continuamos assim na luta pelo título”. Agora será a jornada “em casa”. No último fim-de-semana de Maio, o CPM JC Group disputará a Rampa Covilhã Serra da Estrela e a FR Power vai dar tudo para dar continuidade a esta senda de sucesso.
O piloto da Régua tirou bom partido do seu SilverCar S2 e do seu conhecimento da Rampa Internacional de Boticas para conseguir a segunda posição na Divisão Protótipos e o terceiro do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group e na categoria Protótipos.
Foi
uma participação conseguida para Nuno Guimarães, que conseguiu abordar a prova
da Demoporto com uma confiança que não tinha na Rampa Pêquêpê Arrábida. O que
acabou por se refletir nos tempos conseguidos nas subidas e no resultado final.
“Vinha com a confiança em alta, pelo
conhecimento da prova e também gosto muito deste traçado. Empenhei-me ainda
mais e, felizmente, as coisas começaram a sair desde a primeira subida”, admite o piloto da NJ Racing,
enfatizando: “Não entrei tão cauteloso como em Setúbal. Entrei logo a
arriscar mais um bocado, apanhei o ritmo mais rápido e, por isso, consegui um
lugar no pódio da geral do campeonato em termos de pontos”.
Para além da exibição, o resultado conseguido nesta segunda prova da temporada serviu bem os propósitos de Nuno Guimarães no campeonato, e abre boas perspetivas para o resto do ano: “Foi uma exibição que a mim me agradou muito. Mesmo com esta mistura chuva/seco consegui manter sempre um ritmo muito perto do Toni (António Rodrigues), meu companheiro de equipa. Para a nossa equipa foi ótimo. Segundo e terceiro deixa-nos muito contentes e premeia, uma vez mais, o esforço da família incrível da NJ Racing!”, vinca o piloto duriense.
Nuno Guimarães destaca também o facto de se
ter sentido bastante mais à vontade na condução do SilverCar S2, não escondendo
que a sua ambição é conseguir ser sempre fazer mais e melhor: “Este ano,
e pela primeira vez, estou a ver as potencialidades do carro a sério. Começo a
ter cada vez mais confiança, a conhecer mais o carro. A ideia é continuar a
evoluir como tem acontecido até aqui”, assumindo que agora vai “muito
motivado até à Serra da Estrela, uma prova onde não me dou particularmente bem,
mas já que estamos num processo de aprendizagem”.
O piloto sente que “posso subir mais um degrau e ver se consigo até ao final da época ter uma vitória nos Protótipos B, sempre com os olhos no António (Rodrigues) e no (Joaquim) Rino, com respeito, porque somos companheiros de equipa e amigos. Mas estamos aqui para lutar uns com os outros. Uma luta saudável, mas estamos cá para isso mesmo”, acrescenta Nuno Guimarães, já com o pensamento na próxima prova. O Campeonato de Portugal de Montanha JC Group prosseguirá dentro de três semanas. Será no “teto” de Portugal Continental que decorrerá a edição 2021 da Rampa Covilhã Serra da Estrela, sob a égide organizativa do CAMI.