Gonçalo Inácio estará presente na Rampa Pêquêpê Arrábida 2020 já no próximo fim-de-semana o volante de um Peugeot 208 R2 da equipa atual líder das duas rodas motrizes (2RM) do Campeonato Nacional de Ralis, Inside Motor.
Este é um regresso especial para o piloto de Lisboa, pois foi nesta mesma rampa que se estreou no desporto automóvel em 2002 ao volante de um Datsun 1200 e também pelo facto da mesma, quando pontuou pela primeira vez para um campeonato nacional, foi vencida pelo seu pai Carlos Inácio em Ford Sierra Cosworth.
“É um regresso muito desejado à Rampa da Arrábida, não só pelo facto de voltar a participar na prova onde me estreei no desporto automóvel, como também pelo facto de poder competir nas proximidades dos meus atuais patrocinadores”, disse Gonçalo Inácio.
Quanto à viatura a utilizar, “estou muito contente por voltar ao Peugeot 208 R2 da equipa Inside Motor, esperando aproveitar ao máximo esta oportunidade ao volante deste pequeno leão”. No que diz respeito aos objetivos desta participação, o piloto adianta ainda, “espero divertir-me ao máximo e claro lutar pela vitória na classe”. Por fim, o piloto quis deixar “um agradecimento a todos os patrocinadores e amigos que tornaram este regresso possível, esperando corresponder às expectativas”, sendo de esperar que esteja em destaque na luta pela primazia na Divisão Turismo 1.
A mítica Serra da Arrábida recebe já no próximo fim-de-semana a terceira jornada do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group. Será um fim-de-semana fulcral para as contas finais do campeonato, numa época encurtada e em que cada prova se transforma numa autêntica final.
O
evento apresenta um programa ambicioso, juntando às lides do CPM JC Group, uma
Rampa Regional e a estreia do Desafio Kumho Solo Escort e representa um autêntico
feito hercúleo dos organizadores que tem feito das tripas coração para
conseguirem ultrapassar todos os problemas e limitações que a pandemia
provocada pelo COVID-19 tem provocado.
Numa época em que o calendário se viu reduzido a metade das oito provas previstas, a Rampa PÊQUÊPÊ Arrábida assume-se como muito importante para as contas finais do ano, podendo mesmo ser decisiva para atribuição de alguns títulos, sendo também motivo de interesse perceber se teremos repetição quanto à obtenção do triunfo ou terceiro vencedor absoluto diferente em outras tantas provas. Lembremos que José Correia, atual líder do campeonato absoluto, saiu vitorioso do arranque da época em Murça, enquanto João Fonseca reclamou o trono na Serra da Estrela. Serão de certeza também muito “quentes” as lutas pela primazia na discussão dos cetros entre os Turismos, os Legends e os Clássicos, sendo também a Arrábida momento importante para as contas das taças para os 1300cc. Fora da competição pura e dura, destaque para a presença de Armindo Araújo, que tripulará o carro de segurança que abrirá cada uma das subidas da prova.
E
quando estamos então prestes a ver acontecer o evento, Fernando Matias, líder
do CMS, realça “os longos dias de trabalho dos fantásticos elementos
deste clube, no terreno, em reuniões com as autoridades e com os parceiros,
para podermos levar a bom porto esta terceira tentativa de realizar a Rampa PÊQUÊPÊ
Arrábida 202. Felizmente e de momento, contamos com o parecer positivo das
autoridades de saúde e o total apoio do município e, caso não haja nenhuma
situação de enorme emergência pública, está tudo reunido para que a rampa se
realize”.
A crise socioeconómica tem afetado algumas listas de inscritos das provas de desporto motorizado que se têm realizado. O dirigente setubalense destaca “a lista de inscritos muito satisfatória que foi possível reunir e que rondará os 40 pilotos, distribuídos por todas as competições que a rampa vai promover”. As diretrizes da DGS e o necessário plano de contingência que tem de ser aplicado na prova deixou para outra altura “todo um programa de animação que tínhamos preparado para esta edição, mas a situação grave que no país atravessa merece de nós todo o respeito e toda a dedicação a fazer com que a segurança de todos seja protegida”. Aliás, são essas restrições que fazem com que “infelizmente a rampa seja feita sem público e com os acessos a todas as zonas do evento muito controlados para que não haja qualquer problema”. Como tal, Fernando Matias destaca a aposta forte que a organização fez “em levar a rampa até aos aficionados que não vão poder marcar presença, estando preparada uma emissão nas redes sociais do clube em live streaming, que, ao longo dos dois dias, vai transmitir durante cerca de dez horas”.
Por razões de segurança relacionadas com as contingências gerais provocadas pelo surto pandémico, será este ano utilizado o chamado “traçado antigo”, com uma extensão de 3,1 kms, uma inclinação média de 6,2% e um desnível acumulado de 185 metros de ascensão, continuando a ser tecnicamente muito desafiante, para além de ser todo realizado perante uma paisagem deslumbrante, no interior da área protegida de uma das mais icónicas serras de Portugal.
Uma das grandes novidades passa pelos horários do programa competitivo. Levando em linha de conta que já estamos sob a égide do horário de inverno, com a noite a começar a cair cedo, o Clube de Motorismo de Setúbal optou por colocar o início das subidas bem cedo.
No sábado,
o semáforo verde ligar-se-á pela primeira vez às 9 da manhã, com duas subidas
de treinos da rampa regional. O pelotão do CPM JC Group enfrentará a pista por
duas vezes, a partir das 11.00 horas, para a sessão de warm-up e dos 1ºs
treinos oficiais, antes de um pequeno intervalo para almoço. As lides serão
retomadas por volta das duas da tarde, com a 2ª sessão de treinos oficiais,
estando a única subida oficial de prova deste primeiro dia aprazada para as 15.00
horas.
O dia de domingo também tem arranque previsto para as 9.00 horas. No período matinal vão realizar-se mais duas subidas do CPM JC Group, correspondentes à 2ª sessão de warm-up do fim-de-semana e à 3ª de treinos oficiais. Também será neste período que se resolverão as contas da rampa regional, com duas subidas a contar para a classificação particular dessa competição. A tarde de domingo será o ponto algo do programa, transformando-se no palco das duas subidas “tira-teimas”. O pelotão do CPM JC Group dará tudo na 2ª e 3ª subidas oficiais de prova que resolverão todas as contas quando à geral e às classificações particulares das categorias, dos grupos e das classes.
Num traçado pouco favorável às características do seu Cupra TCR, o piloto do Bompiso Racing Team rubricou na Rampa Serra da Estrela Covilhã mais uma exibição forte, dominando por completo na Divisão Turismo 4 e garantindo um excelente 2º posto na categoria, continuando na liderança pontual nessas duas frentes do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.
O piloto e a sua equipa chegaram à Covilhã
cientes das dificuldades que iriam encontrar. Os 5,2 quilómetros da rampa
montada na montanha mais alta de Portuga Continental têm características que
penalizam o Cupra TCR do Bompiso Racing Team face aos carros dos principais
adversários da equipa nas diferentes frentes de batalha onde compete.
Mas nem esse facto fez Joaquim Teixeira
baixar os braços e o piloto desde cedo que se entregou à tarefa de estar entre
os mais rápidos e as tabelas de tempos foram refletindo a sua garra e o seu
talento em extrair todo o potencial do Cupra TCR. Foi paulatinamente melhorando
as suas marcas e cedo se percebeu que os objetivos traçados iriam ser
cumpridos.
O piloto refere que tentou “andar o melhor possível e realizar boas marcas. Queria muito estar dentro do Top 10 absoluto e garantir a vitória na minha divisão e, pelo menos, o 2º posto na categoria. Foi o resultado possível face ao potencial técnico do meu Cupra e estou muito satisfeito pois consegui manter a liderança na categoria e na divisão. Assim os títulos continuam em aberto e estaremos na luta até final!”.
No final, Joaquim Teixeira destacou ainda “o excelente trabalho da MartinsSpeed que me entregou novamente o Cupra nas melhores condições. A nossa equipa técnica tem sido fantástica e os resultados também a eles os devo”.
Ao sair da Covilhã, o piloto estava já focado
“em lutar por regressar aos triunfos na categoria já na Rampa da Penha,
que se disputaria no próximo fim-de-semana. Para nosso choque e indignação, A Câmara
Municipal de Guimarães e a Delegada de Saúde do concelho anularam a prova, numa
total falta de respeito por pilotos, equipas e todos os intervenientes neste
campeonato, devido a um erro grosseiro que praticaram ao autorizar um espetáculo
com centenas de pessoas no Multiusos da cidade, no passado dia 10 de outubro”.
Para Joaquim Teixeira, esta decisão é “uma autêntica vergonha e uma irresponsabilidade. São atitudes destas que estão a matar o desporto automóvel no país!”. O piloto espera que “a Rampa da Arrábida se concretize, para salvaguarda do nosso campeonato. É uma rampa de que gosto muito e tudo farei para regressar aos triunfos entre os Turismo”.
Naquela que é a sua primeira época a “tempo inteiro” no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, o piloto da NJ Racing está a demonstrar uma competitividade fora de série e, logo na segunda prova, leva o seu BRC CM 05 EVO ao 3º lugar e conquista pela primeira vez um pódio absoluto.
António Rodrigues jamais esquecerá a sua estreia competitiva na rampa erguida no “teto” de Portugal Continental. O piloto duriense assinou uma exibição exímia e sem falhas ao longo de todo o fim-de-semana da Rampa Serra da Estrela Covilhã, estando desde a primeira até à última subida sempre na luta pelo pódio absoluto, feito que conquistou com todo o mérito e naturalidade.
O traçado de 5200 metros proposto pelo CAMI para a segunda prova do CPM JC Group 2020 exige um profundo conhecimento e António Rodrigues chegou à Covilhã ciente de que “teria de me focar e aproveitar todas as subidas de treino para conhecer e me adaptar à pista pois, rodar de fora competitiva com um protótipo num traçado longo e rápido exige estarmos sempre próximos da perfeição e só o conhecimento de cada metro da pista nos dá a confiança profunda de que necessitamos”. Seguro da competitividade do BRC CM 05 EVO pois sabe que “a nossa equipa de assistência tem feito um trabalho incrível a preparar o BRC que, para além de estar forte, está fiável e tem me dado garantias de que posso andar rápido”.
Semáforo
ligado e António Rodrigues começou o seu trabalho. Subida após subida, foi
melhorando os seus tempos e rapidamente se tornou um dos poucos pilotos a
conseguir rodar abaixo dos três minutos. Fê-lo numa das sessões de treinos, que
venceu e voltou a repetir esse feito na última subida de prova.
No
fecho, foi com toda a justiça que reclamou para si o 3º lugar na geral, vencendo
ainda a Divisão B dos Protótipos, chegando assim ao primeiro pódio absoluto da
sua carreira, enriquecendo o seu palmarés e o registo da equipa e recolhendo preciosos
pontos nas duas frentes de campeonato em que está envolvido.
Uma jornada me cheio que levou António Rodrigues a sentir-se “muito feliz por este fantástico resultado. É um prémio para mim, para a equipa e para a minha família. Sinto-me muito apoiado por todos e isso motiva-me a tentar sempre ser mais rápido. O fim-de-semana foi quase perfeito. Não cometi erros e cedo percebi que conseguia ser competitivo. Dei tudo nas subias de prova e o pódio na geral e a vitória na minha divisão foram o prémio que julgo ter merecido!”. Agora, o piloto sente que “tenho condições para poder lutar por este pódio absoluto nas contas finais do campeonato. Tudo farei para o conseguir”.
O CPM tem a sua próxima prova marcada para 7 e 8 de novembro, com a realização da Rampa da Arrábida PêQuêPê.
A próxima prova do Campeonato de Portugal de Montanha, a Rampa da Penha, prevista para o próximo fim-de-semana de 17 e 18 de Outubro em Guimarães, foi anulada devido à actual situação pandémica.
Foi com surpresa que o DEMOPORTO e a
Confraria de Nossa Senhora da Penha, organizadores da Rampa da Penha,
receberam a decisão. Num comunicado emitido pelas autoridades
competentes, foi informado que não seria autorizada a realização da
prova.
Nesse documento pode ler-se que:
“Por razões de saúde pública,
tendo em conta a situação epidemiológica que se verifica na Região Norte
e em particular no concelho de Guimarães, em resultado da pandemia da
doença COVID-19 e acatando principio da precaução em saúde, é
impreterível que sejam adoptadas a título preventivo medidas mais
restritivas, sendo assim o nosso parecer para a realização da “Rampa da
Penha” nos próximo dias 17 e 18 de Outubro de 2020, é desfavorável
(…).”
Por parte do DEMOPORTO e da Confraria de
Nossa Senhora da Penha, a reacção foi de compreensão, realçando, no
entanto, que estava previsto todo um plano de prevenção e contenção da
doença, de acordo com as regras estabelecidas pela FPAK, juntamente com a
DGS.
“No DEMOPORTO estamos cientes
dos riscos e da necessidade de implementar medidas de segurança e
procedimentos de acordo com a actual situação pandémica. Na Penha
pretendíamos implementar uma serie de procedimentos de segurança que iam
de encontro às medidas de contenção necessárias, de acordo com a nossa
experiência de provas prévias.” Declarou Carlos Cruz, o Presidente o DEMOPORTO.
Recorde-se que há apenas duas semanas, o mesmo DEMOPORTO realizou o Rally Montelongo, pontuável para o Campeonato da Europa, prova que se pautou pelo sucesso, tendo decorrido sem quaisquer incidentes sanitários. Para a Rampa da Penha, o mesmo clube pretendia implementar um plano de contingência semelhante.
Num regresso esporádico ao campeonato, João Fonseca (SilverCar EF10) dominou a seu belo prazer a segunda prova da temporada 2020 do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group. A jogar em casa, não deu veleidades à forte concorrência que enfrentou e foi sempre o mais rápido nas subidas a contar para a classificação final.
A história desta Rampa da Serra da Estrela Covilhã merece ser contada de
forma mito mais alargada do que apenas remetendo para os excelentes contornos
competitivos que ostentou. Realizada debaixo de fortes restrições, impostas
pelo plano de contingência da prova e em obediência estrita à diretrizes da
DGS, a rampa revelou o melhor da cidadania por parte das centenas de pessoas
envolvidas no evento e dos milhares de espetadores que não quiseram perder o
regresso do campeonato. O comportamento do público, ao longo dos dois dias de
competição, tocou as raias do irrepreensível, colaborando com o CAMI, clube organizador,
que, por seu lado, esteve ao mais alto nível, erguendo uma prova exemplar.
Na entrevista relâmpago que concedeu após ter feito a descida de
consagração, entre o topo da rampa e o parque fechado, debaixo de fortes e contínuos
aplausos, João Fonseca não conseguiu conter a emoção. O piloto do Sporting
Clube da Covilhã tinha acabado não só de voltar a vencer “em casa”, mas também
de ter assinado uma exibição colossal, estando sempre uns furos acima da sua
forte concorrência na luta pelo triunfo absoluto, a que juntou a vitória na
Divisão A dos Protótipos.
Os 3 tempos obtidos nas subidas oficiais de prova pelo piloto do SilverCar EF10 foram todos muito abaixo daquilo que os restantes candidatos ousaram alcançar, terminando a rampa com um avanço muito significativo e, por isso mesmo, João Fonseca assumia que “estou a viver um momento de profunda emoção. Este ano tinha decidido estar parado, por motivos pessoais e profissionais, mas o chamamento para correr em casa foi demasiado forte. Nas primeiras subidas tivemos alguns percalços com o SilverCar mas depois consegui rodar forte e chegar a mais uma vitória muito saborosa na minha carreira”. O piloto, que não está inscrito no CPM JC Group para poder pontuar, não tem planos para correr mais este ano, mas não enjeita “voltar em 2021, se conseguir apoios para montar um projeto credível e competitivo. Pode ser que esta vitória agite as águas!”.
José Correia chegava à Serra da Estrela muito motivado com a vitória de Murça e a consequente liderança absoluta do campeonato. O piloto do Osella PA2000 EVO2 enfrentou problemas na bateria da “barchetta” durante a jornada de sábado, mas conseguiu recuperar no domingo, registando excelentes tempos nas duas subidas de prova do programa e reclamando o 2º lugar da geral na prova, que correspondeu à competição máxima para o campeonato, sendo agora o grande candidato aos títulos absoluto e de protótipos.
O pódio ficou fechado com António Rodrigues (BRC CM EVO 05). O piloto que
está a fazer a sua primeira época a tempo inteiro na Montanha, esteve sempre
forte e competitivo, sem demonstrar qualquer fragilidade por nunca ter competido
na Serra da Estrela. A sua presença no pódio e o triunfo na Divisão B dos protótipos,
foram a merecida recompensa para a sua exibição.
Logo atrás de si, Joaquim Rino (BRC CM EVO 05) conseguiu juntar ao 5º
lugar da geral o 2º posto na Divisão B e voltou a provar que continua muito
competitivo.
Ausente da jornada de sábado, devido à sua participação no Rali Vidreiro,
Vítor Pascoal (Porsche 991 GT3 CUP) nãos e sentiu pressionado por ter de assinar
dois tempos nas únicas duas subidas de prova que poderia realizar e cedo se
percebeu que, em condições normais, assinaria mais uma vitória na sua categoria,
o que viria a acontecer e de forma imperial. O piloto, que também garantiu o 5º
lugar da geral, chegou ao fecho da prova com uma vantagem de 8,4 segundos sobre
o seu colega de equipa Pedro Silva (Porsche 997 GT3), piloto que também participou
com as mesmas limitações de Pascoal, porque também alinhou no Vidreiro. O pódio
dos GT ficou completo com Pedro Marques Porsche 991 GT3 CUP).
Ricardo Gomes (Tesla P100D) continuou a evoluir a sua máquina americana e
está a realizar tempos cada vez mais interessantes com o único GT elétrico a
competir em Montanha, inscrito numa categoria própria, designada VEM.
Nos Turismos, destaque para as vitórias de Luís Nunes (Ford Fiesta ST R5) na categoria e na Divisão 2, com o piloto de Valpaços a coroar a sua exibição com um excelente 6º lugar à geral.
Já Joaquim Teixeira (Cupra TCR) triunfou na Divisão 4, sendo ainda 2º da Categoria e 7º da geral, realizando uma excelente prestação e num traçado menos vantajoso para o seu bólide espanhol.
Gabriela Correia está cada vez mais forte e “trata por tu” o seu Seat Leon
Supercopa MK3. Desta feita e mercê de um fim-de-semana sempre em crescendo,
dominou a Divisão 3, foi 3ª da Categoria e reclamou um lugar dentro do Top 10
absoluto, terminando no 10º lugar. Notável.
Igual a si próprio, Parcídio Summavielle (Renault Clio R3) saiu da Serra
da Estrela com mais uma vitória na Divisão 1 e, mesmo limitado face a adversários
com carros muito mais competitivos, voltou a provar todo o seu talento,
terminando bem perto dos dez primeiros. Já merece aparecer com outros
argumentos, leia-se, outro carro mais competitvo.
Quem também brilhou na Serra da Estrela, foi Alberto Pereira e o seu Honda Integra Type R. O edil de Mesão Frio foi sempre muito rápido e venceu com naturalidade a Categoria Legends, saltando para o comando do campeonato e mostrando ser um dos grandes candidatos ao título.
Nesta prova, foi secundado por José Carlos Magalhães (BMW M3) e por Raúl Delgado (Alfa Romeo 156 Twin Spark), 2º e 3º respetivamente e autores de prestações muito positivas e sem erros ao longo de todo o fim-de-semana.
Nos Clássicos, não existiu qualquer dúvida quanto ao triunfo. Flávio Sainhas
(Ford Escort MKI) dominou de fio a pavio e continua invicto no comando da geral
particular deste campeonato. Foi secundado por Carlos Fava, num VW 1303.
Quem está cada vez mais seguro e solto na condução do seu Peugeot 106 é o jovem vimaranense Francisco Milheiro. Foi rei e senhor da taça reservada aos 1300cc, rodando muito acima do ritmo de Rui Gama (Peugeot 106), 2ºclassificado e de Eva Laranjeira, autora de uma corrida muito interessante, aos comandos do seu Fiat Uno 45S, que lhe granjeou uma ida ao pódio, mercê do 3º lugar alcançado. Na competição dos clássicos com cilindrada igual, José Pedro Figueiredo (Datsun 1200) venceu com toda a naturalidade, na frente de Domingos Fernandes (Autobianchi A122 Abarth).
Uma palavra para o gesto da organização e de todos os presentes no início
da cerimónia de pódio, ao respeitar um minuto de silêncio em memória da malograda
co-piloto Laura Salvo, vítima de um acidente durante o Rali Vidreiro.
Os sete meses de “fome” competitiva dão agora lugar a uma pequena “fartura”, pois o Campeonato de Portugal de Montanha JC Group vai ter a sua terceira prova da época já no próximo fim-de-semana, com o Demoporto a assumir as rédeas da edição 2020 da Rampa da Penha Paisagem Protegida.
O campeão absoluto em título regressou esporadicamente às lides e demonstrou uma forma ímpar. Foi aumentando de ritmo ao longo da tarde de sábado e terminou o dia num patamar muito acima da concorrência, neste regresso do CPM JC Group.
Foi um dia tranquilo em termos organizativos
o que foi vivido pelo CAMI neste regresso do Campeonato de Portugal de Montanha
JC Group às lides competitivas, após mais de sete meses de interregno.
O clube implementou um eficaz plano de contingência que foi cumprido de forma plena por todos quantos estiveram hoje a competir ou em funções e pelo muito público que acorreu à jornada e cujo comportamento foi exemplar, sendo de destacar o cumprimento do uso de máscara e do distanciamento social e foi também visível o cuidado com a higienização regular das mãos.
Em termos competitivos, o destaque vai para a exibição de João Fonseca. O campeão nacional absoluto aproveitou a Rampa Serra da Estrela para uma aparição pontual, voltando a não faltar à chamada da prova que decorre na sua terra natal.
O piloto do Sporting Clube da Covilhã só não
impôs o seu SilverCar EF 10 na sessão inaugural de “warm-up”, onde foi batido
pelo Osella PA2000 EVO2 de José Correia, sendo depois sempre o mais rápido nas
três restantes subidas do programa do primeiro dia, correspondentes às duas
sessões de treinos oficiais e à única subida de prova a ser cumprida nesta
jornada.
Foi paulatinamente melhorando as suas marcas, até estabelecer o “tempo canhão” de 2m45s947, à espantosa média horária de 113,6 kms/h. O tempo é tão relevante quanto a diferença que lhe permitiu ter sobre o mais direto adversário que, após esta primeira subida de prova, está a 15,5 segundos do campeão nacional, num traçado com 5200 metros de extensão.
Para esta diferença, também contribuiu a
circunstância de José Correia que, pelos tempos realizados nas duas primeiras subidas
do dia, fez saber que seria o piloto mais preparado para dar luta a Fonseca,
mas viu-se forçado a abandonar nas duas subidas seguintes, incluindo na única a
contar para a classificação final da prova, com problemas mecânicos na sua “barchetta”.
Com tudo isto, o 2º posto provisório da geral
está nas mãos de António Rodrigues. O piloto da NJ Racing que está a fazer a
sua primeira época inteira no campeonato, mostrou talento e rapidez aos comandos
de um BRC CM 05 EVO e está em condições de chegar ao primeiro pódio absoluto da
sua carreira.
Tem, no momento, uma vantagem de 2 segundos
exatos sobre Joaquim Rino, também num BRC CM EVO 05, terceiro colocado da
geral.
No 4º posto da geral encontramos Luís Nunes e
o seu Ford Fiesta ST R5+. O piloto de Valpaços é, no fecho do dia 1, líder da
Categoria Turismos, ao vencer um interessante duelo travado com Joaquim Teixeira
(Cupra TCR) que está a rodar muito forte e é segundo da categoria, a apenas 1,8
segundos de Nunes.
Autora de uma exibição muito positiva neste sábado,
a jovem Gabriela Correia colocou o seu Seat Leon Supercopa MK3 no 3º posto dos
Turismos e tem tudo para registar mais um resultado de grande nível.
Por seu lado, Pedro Marques (Porsche 991 GT3
CUP) lidera nos GT, tendo alcançado um excelente 6º registo à geral e Ricardo Gomes
está a mostrar que o seu Tesla P100D evoluiu muito desde a prova de Murça. Para
além de ser o líder dos VEM, está no 12º posto entre todos os participantes.
Na Categoria Legends, Alberto Pereira (Honda
Integra Type R) está a dominar, tendo, após a 1ª subida de prova, um avanço de
2,6 segundos sobre o BMW M3 de José Carlos Magalhães, enquanto o 3º lugar está
nas mãos de Raúl Delgado, num Alfa Romeo 156.
Nas lides dos Clássicos, Flávio Saínhas (Ford
Escort MKI) lidera de forma tranquila. Também a jogar em casa, está claramente
a caminho de uma segunda vitória na temporada.
Nas contas das taças para motores até 1300cc,
Francisco Milheiro é já líder incontestado na TPM 1300, depois de um dia em que
esteve imperial e justo rápido aos comandos do Peugeot 106, estabelecendo o 15º
tempo absoluto e batendo carros bem mais potentes.
José Pedro Figueiredo (Datsun 1200) regressou
ao campeonato, para dominar o primeiro dia entre os clássicos com essa
motorização.
O dia de domingo, segundo e decisivo para o desenrolar da prova, começará às 10.30 horas. Terá mais uma sessão de “warm-up” e outra de treinos cronometrados, a anteceder as duas subidas finais de prova, que decidirão a história desta segunda prova da temporada.
O piloto chega à 2ªprova do CPM JC Group com a motivação em alta, depois de um arranque de época bem-sucedido. Quer dar continuidade aos bons resultados, nesta época em que, pela primeira vez, fará todo o campeonato.
Finalmente o regresso. Após um interregno de sete meses, o Campeonato de Portugal de Montanha regressa já este fim-de-semana, com a Rampa Serra da Estrela, organizada pelo CAMI. E entre os bravos do pelotão que vão enfrentar o “teto” de Portugal Continental, vai estar António Rodrigues, aos comandos do BRC CM 05 EVO da NJ Racing.
Chega
à Serra da Estrela com a motivação que trouxe a conquista em Murça, na abertura
de época, do pódio na Categoria Protótipos, depois de ter assinado uma
excelente exibição ao longo de toda essa primeira prova da temporada.
No
entanto, o piloto dentista está ciente das dificuldades acrescidas que advêm do
facto de esta ser a sua primeira época a “tempo inteiro” na Montanha. Uma vez
mais, vai “conhecer mais uma rampa e, neste caso em que o traçado é o
mais extenso, com 5200 metros, será obviamente mais difícil atingir um apuro de
confiança para rodar nos limites, mas também, por outro lado, representa mais tempo
de diversão ao volante!”. Como tal, vai “tentar dar o meu melhor,
adaptar-me ainda mais ao BRC, tentando melhorar os tempos subida após subida, sempre
de forma segura e eficaz”.
Mas
nem por isso António Rodrigues deixa de assumir que “tudo farei para
conseguir mais um pódio. Enfrento adversários fortes, muito bem apetrechados tecnicamente,
com viaturas muito competitivas, mas isso não quebra a nossa confiança de que,
tal como em Murça, possamos estar na luta e atingir esse objetivo. Sabemos ser
difícil, mas não impossível”.
Os motores começarão a “rugir” às 14.00 horas de sábado com a sessão inaugural de “warm-up”, será sucedida das habituais duas sessões de treinos cronometrados, fechando o primeiro dia de competição com a 1ª subida oficial de prova. No domingo, o programa é reatado às 10.30 horas, com nova sessão de “warm-up”. A terceira e última subida de treinos cronometrados do fim-de-semana antecederá as duas subidas finais “a doer”.
Líder da Categoria após Murça, o piloto do Bompiso Racing Team está ansioso por este recomeço do campeonato. Quer estar forte na da Serra da Estrela e reclamar um lugar ao sol entre os melhores.
Após uma paragem de largos, o Campeonato
Portugal Montanha, regressa, já no próximo fim de semana, na Rampa Serra da Estrela
e Joaquim Teixeira estará presente nesta segunda jornada com os olhos postos no
pódio nesta categoria.
O piloto transmontano disse-nos que “já estou
com saudades de participar numa prova de montanha, pois a última prova
realizou-se em Março. Vou para a Serra da Estrela com a motivação que sempre me
tem norteado e focado em estar na luta pelo pódio na categoria onde participo.
Este ano o campeonato será mais curto e temos de aproveitar todas as
oportunidades para podermos ficar no pódio dos Turismos e da Divisão TCR, continuando
assim a perseguir os objetivos traçados para a época”.
Na opinião de Joaquim Teixeira, esta rampa
que é muito bonita e segura, em condições normais permitia-lhe lutar mesmo pela
vitória na categoria, mas realizada nesta altura do ano onde a probabilidade de
chuva é enorme, “não é benéfica para mim pois, o meu Cupra TCR só tem duas rodas
motrizes e, que embora seja competitivo, está em desvantagem no duelo contra
viaturas de quatro rodas motrizes. Mas não deito a toalha ao chão. Não é essa a
minha essência, pois o meu lema sempre foi só desistir após a última subida de
prova!”.
Joaquim Teixeira apresenta-se na Covilhã depois de ter
realizado uma exibição fenomenal em Murça, nos idos de março, que o levou a
vencer a geral da Categoria Turismos e a pulverizar a sua melhor marca no
traçado transmontano. Aliás, o piloto quer utilizar o seu novo Cupra TCR para “se o
tempo o permitir, realizar uma melhor marca do que em 2019”.
Quanto à realização da prova nestes tempos
conturbados pela pandemia, o piloto considera que “esta é a oportunidade de
mostrarmos a quem manda neste país que o desporto automóvel pode realizar-se em
condições de segurança e que não é aceitável a desvantagem que a nossa
modalidade tem em relação a outras atividades que podem ter publico, como é o
caso dos eventos políticos, touradas, espetáculos e afins”, rematando que “ o
desporto automóvel não tem de andar a reboque do futebol, mas sei que só quando
o futebol puder ter publico os outros também irão ter”.
Joaquim Teixeira, não é aceitável que “várias modalidades e eventos que se têm realizado com publico, enquanto o nosso Campeonato continua a não poder ter. É uma tremenda injustiça!“. O piloto e líder da APPAM – Associação dos Pilotos de Automóveis de Montanha apela para que “todos cumpram as regras de segurança que nos foram impostas, porque só assim estamos todos em segurança, e podemos aspirar a que as restantes provas se venham a realizar”.
Após um longo interregno, o Campeonato de Portugal de Montanha JC Group reata atividade e logo no desafiante “teto” de Portugal Continental. Será sob a batuta do CAMI que a Serra da Estrela recebe um pelotão de cerca de 30 unidades, a prometer um fim-de-semana de acesa competição.
Os 5200 metros do
traçado da Rampa Serra da Estrela são o forte desafio que acolhe já no próximo
fim-de-semana o regresso das lides da Montanha, após a paragem forçada
provocada pelo surto pandémico e as dificuldades encontradas para reorganizar o
calendário desta época.
A rampa, que já teve foros de chancela europeia, vai integrar as comemorações dos 150 anos de elevação da Covilhã a cidade e apresenta-se com todos os condimentos para entregar um fim-de-semana de grande nível. Uma das novidades na edição deste ano, será a inclusão no programa de uma prova de Regularidade Sport, que será disputada no domingo e apresenta uma lista de inscritos com quase 20 concorrentes. Esta competição será dividida entre as categorias de Clássicos (para viaturas construídas entre 1961 e 1990) e Contemporâneos (a partir de 1991).
Mas um dos
destaques maiores vai para o regresso do campeão absoluto em título às lides do
CPM JC Group. João Fonseca, que esta época se decidiu por um ano sabático,
interrompeu felizmente essa paragem para competir na prova “de casa”.
Novamente aos
comandos do Silver Car EF10 que o guindou a uma época de sonho em 2019, onde
conquistou praticamente tudo quanto havia para conquistar, João Fonseca será um
osso duro de roer para os outros principais candidatos ao triunfo absoluto e
entre os Protótipos.
Entre eles, vai
estar certamente José Correia. O piloto e patrão do JC Group Racing team é o líder
do campeonato, após o triunfo na Rampa Porca de Murça, prova onde alcançou a sua
primeira vitória absoluta na modalidade. Cada vez mais confiante e, logo, cada
vez mais rápido, com a barchetta Osella PA2000 Evo2, José Correia tudo fará
para continuar na senda dos triunfos e defender da melhor forma a liderança
pontual.
Já Joaquim Rino
(BRC Evo 05) e António Rodrigues (BRC CM 05 Evo) vão querer dar continuidade às
excelentes exibições e resultados a condizer de Murça, enquanto Hélder Silva,
este ano melhor apetrechado com a aquisição de um BRC – BR53, quererá esquecer
o abandono na primeira prova e se imiscuir na luta pelo triunfo na Serra da
Estrela.
A categoria GT continua a ser um feudo Porsche. São 3 as máquinas da marca de Stuttgart e ao comando de uma delas, um 991 GT3 CUP, estará Vítor Pascoal que em Murça não só dominou os acontecimentos nesta categoria, mas ousou ser terceiro à geral.
É claramente favorito, tendo de medir forças com o seu colega de equipa Pedro Silva (997 GT3) e com Pedro Marques (991 GT3 CUP), que têm uma forte palavra a dizer na discussão da categoria.
Entre os Turismo, Joaquim
Teixeira, vencedor em Murça com o Cupra TCR e Luís Nunes (Ford Fiesta ST R5)
assumem claro favoritismo, numa categoria que conta ainda com Gabriela Correia
(Seat Leon Supercopa MK3), Manuel Rocha e Sousa (Cupra TCR), Parcídio
Summavielle (Renault Clio) e José Carlos Pouca Sorte (BMW M39 na luta por um
lugar no pódio final.
Ricardo Gomes
continua a sua saga carregada de pioneirismo, ao inscrever o Tesla P100 D EGT. Evoluir
este GT elétrico único no mundo e continuar a sua adaptação a um estilo de
condução totalmente diferente são os objetivos principais do rápido piloto
bracarense que está, nesta época, a desbravar caminhos tecnológicos na
Montanha.
Na nova categoria
Legends, são cinco os pilotos que corresponderam “à chamada” do CAMI.
Alberto Pereira
(Honda Integra Type R) e Carlos Oliveira (Ford Sierra RS Cosworth) quererão dar
continuidade às presenças no pódio que conquistaram em Murça, tendo de
enfrentar a esperada forte oposição de José Carlos Magalhães (BMW M3) e dos Alfa
Romeo 156 Twin Spark tripulados por Raúl e Luís Delgado. A luta entre os
Legends vai ser acesa!
Nos Clássicos,
favoritismo total para Flávio Saínhas (Ford Escort MKI) que terá de o
justificar em pista, frente ao VW 1303 de Carlos Fava.
Quanto às taças
1300, José Pedro Figueiredo (Datsun 1200) e Domingos Fernandes (Autoiachi A112)
discutirão a primazia entre os Clássicos, enquanto Francisco Milheiro (Peugeot
106) aparece como favorito na competição para os carros atuais. Enfrentará na
luta pela vitória Rui Gama (Peugeot 106) e Eva Laranjeira (Fiat Uno).
Extracampeonato,
estão ainda inscritos João Macedo (BMW 328 is) e Bruno Gonçalves (Vauxhall
Corsa Turbo).
O Parque de Assistência
da Rampa Serra da Estrela abrirá às 8 da manhã de sábado, 10 de outubro. As
verificações documentais decorrerão de forma exclusivamente eletrónica, em mais
uma medida de cumprimento do plano de contingência da prova, enquanto as
verificações técnicas decorrerão entre as 9.00 e as 11.00 horas, com escalonamento
horário diferenciado consoante as categorias, conforme aditamento publicado.
Os motores começarão
a “rugir” às 14.00 horas. A sessão inaugural de “warm-up”, será sucedida das
habituais duas sessões de treinos cronometrados, fechando o primeiro dia de
competição com a 1ª subida oficial de prova, aprazada para as 17.30.
No domingo, o
programa é reatado às 10.30 horas, com nova sessão de “warm-up”. A terceira e última
subida de treinos cronometrados do fim-de-semana decorrerá logo a seguir e
antecedendo as duas subidas finais “a doer”, que nos levarão ao fecho da história
competitiva da edição 2020 da Rampa Serra da Estrela.
O evento terminará com a entrega de prémios, que também decorrerá conforme o plano de contingência da FPAK, sendo por isso muito limitado em comparação ao protocolo habitual.