É uma das grandes protagonistas da Montanha. Aos 18 anos, Gabriela Correia voltou a assinar uma época de grande nível, levando o seu Seat Leon Supercopa MKIII ao pódio absoluto da Categoria Turismo, vencendo ainda a Divisão 3.
Agora, a “Princesa da Montanha” faz o balanço da época, numa conversa com o jornalista Joaquim Amândio Santos, num episódio com imagens de José Bernardo Coelho e edição de Armando Leitão.
Piloto polivalente, tem assumido uma carreira bem sucedida na Montanha e nos Ralis, sendo ainda um dos líderes do projeto MNE Sport.Veio até ao Motorsport Hoje para conversar sobre a sua carreira com o jornalista Joaquim Amândio Santos, com especial destaque para o título de Vice-Campeão de. montanha entre os Legends.As imagens são de José Bernardo Coelho e a edição de Armando Leitão.
Fez uma época de 2020 simplesmente notável. No primeiro ano em que enfrentou a “tempo inteiro” o Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, António Rodrigues ousou exigir um papel entre os protagonistas principais e levou o seu BRC CM 05 Evo aos títulos de vice-campeão nacional absoluto e da categoria Protótipos.
O médico dentista de Santa Marta de Penaguião é o convidado de Joaquim Amândio Santos, num episódio com imagens de José Bernardo Coelho e edição de Armando Leitão.
Não há muitas mulheres no automobilismo e o Campeonato de Portugal de Montanha JC Group não é exceção. Gabriela Correia é porventura o rosto feminino mais conhecido da competição, mas há outra piloto a subir as rampas deste país. É Eva Laranjeira, originária de Setúbal mas a residir no norte.
Fomos conhecer melhor quem é esta ‘volante’ da MNE Sport, terceira na Taça de Portugal de Montanha 1300, após uma época conturbada devido à pandemia, mas “muito interessante e muito gratificante” para a própria. “Foi um desafio que me foi lançado”, começa por explica Eva, referindo-se à forma como chegou à modalidade. “Numa fase inicial fiquei um pouco apreensiva. E refleti se devia ‘abraçar’ o desafio ou não. E não podia estar mais feliz por ter aceite, e fiquei feliz. Embora o fecho da época tenha sido esta obra de arte ali exposta, foi muito positivo e estou obviamente muito feliz por ter terminado no terceiro lugar da Taça”, afirmou apontando para o capô do seu carro danificado na Rampa da Arrábida.
O marido da piloto da MNE Sport, José Carlos
Magalhães, foi quem ‘pegou o bichinho’ dos automóveis a Eva Laranjeira. “Fiz
umas experiências com o José ao lado. Umas ‘brincadeiras’ e desafiei-o a fazer
umas provas, umas super-especiais. E aquilo acabou por despertar em mim uma
curiosidade extra, que até à data não tinha. Depois com o desafio que ele me
lançou, foi o juntar de dois pontos que fez com que este ‘bichinho’ se tornasse
em algo mais, que me fez dar o passo para me sentar ao volante”,
explica.
Eva Laranjeira tomou alguns cuidados neste início
de carreira, pois “é muito fácil quem inicia se entusiasmar”. E
acentua: “Fui sempre recordando isso, tendo sempre o apoio da equipa,
porque tem mais experiência, para me dar uma linha de orientação, para
refrearmos um bocado aquilo que é o entusiasmo natural que possamos ter.
Obviamente que há sempre um trabalho contínuo que devemos ter. Há muitas
cautelas que temos que manter”.
A estreia em Murça
A Rampa Porca de Murça foi um momento marcante
para a piloto sadina, pois foi a sua estreia na Montanha. O nervosismo era
enorme, mas Eva não o mostrou: “Tenho uma capacidade de exteriorizar
pouco. Aparentemente estava calma. Mas obviamente que não estava. Foi um
turbilhão de emoções. Um nervoso miudinho. Quando saí da assistência, sentada
no carro e em direção à linha de partida , não pensei em nada. Ia com o
objetivo de chegar, arrancar e tudo mais. Quando me vi parada, a olhar para as
luzes vermelhas, a saber que iam passar para verde e tinha de arrancar, por
momentos pensei; o que é que estou aqui a fazer? Que loucura !”.
“Mas no momento em que a luz passa a verde… não
sei. Há algo em nós que nos munimos de uma concentração. E foi o que eu fiz.
Pensei no objetivo final. Quis chegar ao fim naquela primeira subida. Pensei em
tudo o que o José me tinha dito quando nós passamos na rampa para treinar, em
todas as linhas de orientação que ele também me tinha dado. Aqueles pequenos
detalhes…. No poste metes aquela mudança… Aqui travas… Aqui aceleras. Portanto
tinha tudo isso na cabeça. Aquela questão de nós decorarmos a rampa. Um
principiante, por mais que possa acreditar que consiga decorar, ao fim da
segunda curva já não sabia onde estava. Eram aqueles pontos de referência…e
quando cheguei ao fim era um sentimento de adrenalina e de missão cumprida.
Ficará sempre gravado para mim aquela rampa, porque foi a primeira. Digo sempre
que aquela rampa é a minha preferida, embora não tenha feito muitas. Foi o início
de um desafio, de um projeto e nunca me esquecerei desse primeiro dia”, recorda a piloto da MNE Sport.
A segunda prova de Eva Laranjeira foi a Rampa
Serra da Estrela, onde foi encontrar o ponto mais alto de Portugal Continental
e também um percurso extenso: “Foi uma prova muito positiva. Tivemos
muito tempo parados entre a primeira rampa e a segunda e isso, para mim que era
uma estreante, não ajudou muito. Por isso o sentimento na primeira subida era
quase como se estivesse a começar outra vez. Era como fosse tudo novo. A rampa
é lindíssima. O percurso é fantástico. Adorei a rampa. Gostei do facto de ser
um pouco mais longa do que as outras. Foi muito desafiante. Senti-me muito bem
com aquilo que fiz. Avalio-me muito pessoalmente. Muito mais do que olhar propriamente
para o ‘ranking’ e para os tempos. Desafio-me a melhorar em cada subida. E isso
foi um objetivo que consegui atingir na Serra da Estrela. Foi superar-me sempre
em cada subida. Terminei a rampa muito satisfeita com aquilo que tinha feito”.
Correr em casa e acidente
Depois competir na terra que a viu ‘nascer’ no
final do campeonato, na Rampa Pêquêpê Arrábida, acabou por ser especial para
Eva. “Foi muito gratificante ter a possibilidade de correr. Com a
diminuição de provas sei que o Clube de Motorismo de Setúbal fez um esforço
enorme para conseguir levar avante a realização da rampa. E fiquei muito feliz
quando percebi que efetivamente a rampa ia existir e que ia à minha
terra-natal, a um sítio que eu conheço, fazer aquilo que hoje em dia é uma paixão,
que é correr na montanha”, sublinha. O evento começou bem: “Tive no primeiro
dia de prova um misto de sentimentos. O que prevalecia era o facto de estar em
casa. Estava muito feliz por estar a fazer aquela rampa”.
Depois uma saída de pista deixou as suas marcas,
sobretudo nos rails, já que a piloto saiu ilesa do seu Fiat Uno, cujo capô
amolgado acabou por ser um ‘souvenir’ do acidente. “Foi logo na primeira
subida de domingo. Obviamente que as condições atmosféricas estavam diferentes.
Ia com alguma cautela, porque o piso estava molhado. E numa das curvas, já
quase no final, quase a chegar à meta, tive uma pequena distração de
trajetória, e ao tentar corrigir o carro fugiu-me de traseira, fiz ‘chicote’.
Não tive margem para qualquer reação e embati nas barreiras de cimento que ali
existiam. E terminou assim a minha subida nessa curva número 16 do percurso”.
O facto de, mesmo apesar do acidente, levar para
casa o troféu de terceira classificada da Taça 1300 significa para Eva
Laranjeira “o dever cumprido”. Pois aceitou o desafio que lhe foi
colocado e ainda por cima no pódio do campeonato. “Por isso não podia
deixar de me sentir extremamente feliz. Obviamente que isso me traz muito
alento para 2021, que me traz mais determinação. Claro que é uma satisfação
enorme partilhar este sucesso com o resto da equipa. Sei que para ela também é
gratificante, porque me apoiaram muito, me incentivaram muito, porque me
ajudaram muito neste percurso. E obviamente que este resultado não é mérito só
meu. É mérito de um conjunto de pessoas, que faz parte da equipa MNE Sport”.
Mudar para o Grande Punto
Para próxima época a piloto sadina vai fazer um
‘upgrade’, mudando para um mais moderno Fiat Grande Punto. Levando a ‘brincar’
um pouco com o acidente da Rampa da Arrábida. “Por acaso não”,
responde sobre a provocação de que teria sido uma forma de pedir a José Carlos
Magalhães um carro novo. “O plano traçado – até porque este ano
deveríamos ter oito rampas – era de continuar em 2021 com o Uno. Para ter a
evolução gradual. A evolução que para mim faz sentido, e seria lógica. Com o
que aconteceu na Rampa da Arrábida tivemos que reestruturar aquele que era o
nosso plano inicial. E tivemos de decidir o que iríamos fazer em 2021. E
efetivamente o carro vai ser diferente, e vai ser um novo desafio, uma nova
aprendizagem, mas na qual estou extremamente confiante”, explica Eva
Laranjeira.
Sobre o Grande Punto a utilizar na próxima época a
piloto da MNE Sport diz tratar-se de “um carro mais robusto, muito bem
preparado, tem uma ‘coque’ Abarth. É um carro que correu com a equipa italiana,
vem muito bem preparado, tem excelentes travões. Tem tudo aquilo que
consideramos necessário e fundamental em termos de segurança”. Sendo que Eva
reconhece que “traz alguns desafios, porque é mais pesado”. Também
salienta: “Vou correr nos 1300 e isto acresce o desafio, porque vai ser
uma aprendizagem. Mas é um carro que nós já conhecemos bem. Com um chassis
fantástico, que me vai ajudar, garantidamente, a evoluir, espero eu, com alguma
rapidez”.
O facto de cada vez mais mulheres ‘abraçarem’ o
automobilismo é visto por Eva Laranjeira como uma situação natural. “Acho
muito positivo. Não existe nada que seja só de homens nem que seja só de
mulheres. O automobilismo na minha opinião não é diferente”, frisa a
piloto. Que refere também: “Obviamente que vemos uma esmagadora maioria
de homens neste desporto, mas vão aparecendo cada vez mais mulheres. Fui muito
bem recebida neste meio. Fui muito acarinhada por todas as pessoas. Em todas as
provas em que estivemos tive sempre o privilégio de me darem muito apoio, muito
entusiasmo, sempre com uma energia muito positiva. E isso também destaca a
‘família’ da montanha, em que temos uma proximidade um bocado diferente. Quando
cheguei senti isso ‘na pele’. Algo de que ouvia falar, mas que não tinha
sentido antes, mas que efetivamente este ano senti”.
Mãe, gestora, piloto e a MNE Sport W
Ser mãe, gestora e piloto é algo que Eva aprendeu
a conciliar ao longo deste conturbado ano de 2020. Algo que admite nem sempre
ser fácil. “É um desafio. É preciso um ritmo muito elevado. É preciso
sermos muito focados, muito organizados. Conciliar a vida profissional com a
vida familiar, com o desporto automóvel é uma gestão minuciosa de minutos ao
longo do dia. Mas em termos profissionais tenho uma realidade muito positiva,
que me permite de alguma forma facilitar esta gestão em termos de tempo.
Familiarmente somos um furacão, com uma energia muito própria e é isso que
efetivamente nos alavanca para conseguirmos ter disponibilidade, energia e
vontade de nos dedicarmos a esta paixão do desporto automóvel”,
observa.
Uma das novidades para o futuro da MNE Sport é o
facto do projeto poder vir a contemplar mais senhoras. Uma ideia que piloto de
Setúbal explicou: “Delineei e partilhei a ideia com a equipa, que a
‘abraçou. Eu, enquanto mulher que entrou no automobilismo, penso muito e estou
sempre a magicar uma série de coisas e surgiu a ideia de criar uma equipa
feminina. Porque não ‘abraçar uma fação que está desequilibrada, entre homens e
mulheres, e acho muito interessante que eu sendo mulher desenvolver um projeto
– e ele está definido, inclusive no tempo, porque não é algo que se consiga
fazer de um dia para o outro – que é criar a MNE Sport W, de Women. E isso será
a base de todo o trabalho”. “Nós temos os meios para que isso
aconteça. E o objetivo é buscar senhoras/meninas que já tenham alguma noção de
automobilismo, do karting, por exemplo, e trazê-las para a nossa equipa. E até
2025 eu quero ter efetivamente a MNE Sport W, com uma equipa constituída por
mulheres”, refere também.
Eva Laranjeira está para já a competir na Montanha, mas acredita que no futuro poderá “dar uma perninha” noutra especialidade do automobilismo. “A minha rampa de lançamento foi a Montanha. Há outras modalidades que me suscitam alguma curiosidade, que gostava de experimentar. Por isso sim, sem dúvida, que no futuro irei experimentar algo mais”.
Com mais uma magnífica exibição, o piloto fafense conseguiu ainda garantir o Top 5 final do campeonato na Categoria Turismos.
E a terceira prova do Campeonato de
Portugal de Montanha JC Group até começou com um momento de grande tensão para
o piloto e a sua equipa. No sábado de manhã, pouco tempo antes da subida
inaugural de warm-up, o motor do Renault Clio R3 recusou-se a funcionar.
A equipa tentou tudo e parecia que o problema não ia ter mesmo solução até que,
após muito trabalho lá se ouviu o rugir do carro francês, mesmo a tempo de
alinhar. Parcídio Summavielle falou do episódio no final, afirmando que “num
momento particularmente difícil quando pensávamos que só nos restava
desistir, depois de tanta luta e sacrifício, mm piloto amigo, o José Carlos
Magalhães, envolveu-me num abraço que ocultou a todos as lágrimas que me
desciam as faces. Foi quando nos agarramos com mais empenho ainda ao trabalho
que tínhamos pela frente e lá conseguimos colocar o carro a funcionar!”.
E ao longo do fim-de-semana, Parcídio
Summavielle foi sempre subindo “com aquela desconfiança de que algo
poderia suceder. Sabia que tinha de terminar e pontuar para assegurar o título
na minha Divisão e tentar ainda um resultado que me mantivesse no Top 5 entre
os Turismos. Isso condicionou um pouco a vontade de atacar e acabamos por fazer
refletir alguma prudência nos tempos realizados”.
No fecho da prova, o 5º lugar na categoria e o 2º na divisão foram claramente mais do que suficientes para assegurar os objetivos da época. Já mais aliviado, o piloto fafense assumiu que “foi uma prova muito difícil e muito emotiva. Estava em um título, o terceiro seguido e felizmente conseguimos!”. Parcídio realçou que “fizemos bem o nosso trabalho, desta vez sem a colaboração da PT Racing, o que dificultou mais um pouco as coisas, mas o Rui Lopes foi enorme, fantástico e, com a sua chama gigante, lá foi dando conta do enorme desafio de ter sempre o Clio em condições. O Tri já cá canta!”.
Parcídio Summavielle testou
pneus Kumho
A rampa de encerramento do CPM JC Group
marcou também o que poderá ser o início de uma parceria. A convite da ASR Tyres, importador dos pneus
de competição Kumho para a Península Ibérica, Parcídio Summavielle “calçou” o
Renault Clio com os pneumáticos da marca coreana. Para o fafense este “foi
um convite irrecusável e quero agradecer à Kumho e à ASR Tyres, na pessoa do
Alfonso Salgueiro, por me terem concedido o privilégio de testar os Kumho e
logo com o desafio de enfrentar as condições que tivemos aqui na Arrábida”.
Ao longo do fim-de-semana, Parcídio
Summavielle utilizou vários compostos e ficou “muito impressionado com a
evolução que os Kumho estão a ter. As misturas utilizadas são mais próprias
para ralis, mas revelaram estar já a um nível muito alto, dando confiança para
rodarmos a fundo, independentemente das condições do piso. Adorei!”.
No fecho da prova e do campeonato, quis deixar uma palavra “de aplauso e agradecimento ao Clube Motorizado de Setúbal e à Câmara Municipal de Setúbal que tiveram a coragem, com o apoio da Secil, de realizar a Rampa PÊQUÊPÊ Arrábida. Foram magníficos e provaram que há um Portugal que resiste, que se empenha e sobretudo que trabalha em prol da comunidade!”. Quis ainda realçar que “fui testemunha que foram respeitadas todas as regras de segurança sanitária, até para lá do exigido. Muitos parabéns!”.
“Na próxima época gostaria
de competir com um GT!” – revela Parcídio Summavielle
3 títulos em 3 anos na sua Divisão, feito a que adicionou presenças nos lugares cimeiros da sua Categoria, mesmo tendo, na esmagadora maioria das provas competido com um carro muito limitado na competitividade face aos principais candidatos, fazem com que Parcídio Summavielle considere que “chegou a hora de tentar fechar este ciclo e partir para novos desafios. Com a ajuda dos amigos, estou a tentar montar um projeto ambicioso para 2021. Temos feito já contactos com equipas para aquilatar dos custos e das condições para poder atacar a Categoria GT no próximo Campeonato de Portugal de Montanha”. O piloto edil reconhece que “estamos numa altura muito difícil para conseguir patrocínios, mas vamos tentar com toda a alma. Uma coisa é certa, só abraçaremos esse desafio se tivermos condições para lutar pelo título!”.
O piloto de Resende enfrentou vários problemas mecânicos mas conseguiu terminar a sua primeira época no campeonato maior com mais um pódio na sua divisão.
Foi um fim-de-semana atribulado para José Carlos Pouca Sorte. O BMW M3 não quis colaborar e os problemas mecâncios que afetaram a máquina bávara condicionou o andamento do piloto.
Na 1ª subida do evento rodou em 2.16.581, para logo de seguida na 1ª subida de treinos, acaba por fazer um tempo excelente, fazendo toda a rampa da Arrábida em 2.13.218 à média de 83,7 km/h, sendo o 16ª na classificação geral. Mas na segunda subida de treinos um problema técnico impede que o piloto pudesse fazer esta subida. A equipa de assistência, tenta solucionar o problema e José Carlos Pouca Sorte vai para a largada para fazer a primeira subida oficial de prova, onde não consegue atingir o final.
Depois de algum tempo a tentar solucionar o problema, no domingo de manha, logo na subida da warm up 2, José Carlos Pouca Sorte, debaixo de chuva torrencial, acabaria por fazer o melhor tempo de todo o fim de semana com 2.12.984 à média de 86,6km/h, para na segunda subida oficial de prova, volta a melhorar os tempos anteriores, fazendo toda a extensão da rampa da Arrábida em 2.11.081 à média de 87,8 km/h, sendo o 11º melhor tempo na classificação geral. Para a derradeira subida, José Carlos Pouca Sorte, ao “ataque” acaba por fazer o melhor tempo de todo o fim de semana encerrando com “ chave de ouro “ a sua participação na Rampa da Arrábida, fazendo 2.10.577 à média de 88,2 km/h.
No final depois de estar na posse dos troféus disse-nos “ consegui chegar ao fim, cheguei a pensar que tal não fosse possível, mas felizmente que a minha equipa de assistência conseguiu resolver o problema e o melhor que eu podia fazer era andar depressa e melhorar os tempos, objectivo esse alcançado, por isso estou muito satisfeito, pois consegui o primeiro lugar na categoria E 1 B, e o segundo classificado nos Turismos 2.Agora há que começar a preparara a próxima época, pois infelizmente a Rampa de Boticas foi anulada”, conclui José Carlos Pouca Sorte.
Bernardo Sá Nogueira esteve em bom plano na Rampa Pêquêpê Arrábida, ronda do Campeonato de Portugal de Montanha, tendo subido ao pódio na sua primeira prova com a uma nova montada, o que deixa boas indicações para o futuro.
O piloto de Santarém chegava à prova organizada pelo Clube de Motorismo de Setúbal com um Alfa Romeo 156 TS inscrito na categoria Legends que marcava o seu regresso à competição de montanha.
Logo no primeiro dia Bernardo Sá Nogueira registou um bom andamento frente a uma oposição forte, o que evidenciava o seu à-vontade no selectivo traçado da rampa da Serra da Arrábida. Apesar de não ter os pneus mais indicado para chuva, o escalabitano, no domingo, com a pista molhada, contrariou as dificuldades, registando tempos competitivos.
No final, Bernardo Sá Nogueira garantia a subida ao pódio, ao afirmar-se como o terceiro mais rápido na categoria Legends. “O Alfa Romeo 156 TS é muito divertido de pilotar, muito equilibrado e com uma performance em curva notável, graças ao seu fantástico chassis. Mas temos ainda margem de progressão e vamos continuar a evoluí-lo. Esperava mais dificuldades, mas correu tudo muito bem, sem problemas dignos de nota. Os nossos adversários eram muito fortes, mas conseguimos um bom resultado, o que acaba por ser uma boa recompensa para um trabalho bem realizado tanto na preparação do automóvel como na execução de todo o fim-de-semana, contando para isso com apoio da Veiga Motorsport”, sublinhou o piloto de Santarém.
Para Bernardo Sá Nogueira este foi um bom ponto de partida para o futuro, desejando continuar a trabalhar para que o projecto tenha continuidade a médio-longo prazo. “Esta foi uma prova muito importante, dado que nos mostrou que podemos conquistar resultados de relevo e que temos no Alfa Romeo uma arma com potencial. Vamos trabalhar para voltar a competir o quanto antes, sendo o objectivo regressar ao Campeonato de Portugal de Montanha ou ingressar no Campeonato de Portugal de Velocidade de Legends. Para o bom resultado deste fim-de-semana foi absolutamente determinante a confiança da Magos e de todos que me apoiaram decisivamente. Quero também dar uma palavra à organização pelo seu fantástico trabalho na edificação do evento e no apoio que deu aos concorrentes, algo que deve ser sublinhado. Agora é preciso olhar a para o futuro e continuar a trabalhar”, concluiu o escalabitano.
O domingo passado foi um dia importante para o jovem Francisco Milheiro, que se sagrou Vencedor na Taça de Portugal 1300, após concluir a Rampa PÊQUÊPÊ Arrábida 2020.
Logo na manha de sábado, na warm up 1, Francisco Milheiro seria o autor do 18º melhor tempo na classificação geral, tendo feito toda a extensão da Rampa da Arrábida em 2.18.412 à média de 80,6 km/h, para logo na primeira subida oficial de treinos acabar por conseguir melhorar um pouco mais tendo feito 2.17.993 à média de 80,8 km/h. Logo na segunda subida oficial de treinos o jovem piloto de Guimarães piora um pouco mais em relação à subida anterior com 2.40.925 à média de 69,3km/h. Chegados à primeira subida oficial de prova, Francisco Milheiro não se fez rogado e rubrica o melhor tempo de todo o fim de semana até esta altura, fazendo um excelente crono de 2.13.842 à média de 83,3 km/h.
Após uma noite de descanso, no domingo de manhã, Francisco Milheiro debateu-se com condições atmosféricas adversas, com muita chuva e o piso encharcado. Na subida da warm-up 2 faria 2.30.318, à média de 76, 6 km/h, para na derradeira subida de treinos acabar por melhorar um pouco mais, registando 2.28.958, à média de 77, 3 km/h. Nas duas subidas oficiais, Francisco Milheiro foi sempre o mais rápido, reclamando mais uma vitória segura nesta época.
Depois de estar na posse do troféu, Francisco Milheiro, falou-nos um pouco desta prova dizendo “que de fácil não teve nada, no sábado andou-se bem, e consegui aquele tempo de 2.13, mas depois no domingo tudo se complicou com a chuva e o piso molhado. As dificuldades aumentaram e por isso tive de tomar alguns cuidados. Em termos de resultado atingimos o objectivo, que era ser ganhar a prova e sagrar-me Vencedor da Taça Nacional de Montanha 1300. Dedico este título a toda a minha família e aos patrocinadores que acreditaram no meu projecto. Agora há que começar a pensar na próxima época”, conclui Francisco Milheiro.
Um problema de transmissão uma das subidas de prova condicionou o resultado final do piloto do Bompiso Racing Team. Mesmo assim, Joaquim Teixeira voltou a conquistar mais um pódio entre os Turismos naquela que, soube-se depois, viria a ser a última prova do ano.
No momento do
arranque da Rampa PÊQUÊPÊ Arrábida, terceira prova da temporada 2020 do Campeonato
de Portugal de Montanha JC Group, Joaquim Teixeira tinha dois grandes objetivos
em mente: tentar tudo para defender a liderança da tabela pontual entre os
Turismos e rematar a conquista do título na Divisão Turismos 4.
O piloto tinha consciência de que “a defesa da liderança na categoria seria muito difícil pois, mesmo não tendo chovido praticamente durante todo o dia de sábado, a pista estava molhada nas primeiras subidas e o Cupra TCR perde eficácia perante a concorrência nessas condições”. Mas, mesmo com esse handicap, Joaquim Teixeira não vivou cara à luta e foi progressivamente melhorando os seus tempos, acabando por conseguir “forçar o andamento na única subida de prova do primeiro dia e cravar no cronómetro uma marca dentro do minuto e 53 segundos, correspondendo ao segundo melhor tempo da categoria e ficando logo na liderança da minha divisão e do meu grupo”.
O domingo amanheceu
muito chuvoso e deu para perceber que seria um dia em que a pista estaria
sempre molhada. O piloto do Bompiso Racing Team abdicou da sessão inaugural de warm-up“porque os pneus de chuva já não estavam nas melhores condições e queria
poupa-los para as duas decisivas subidas de prova do programa”.
Mas a sorte nada quis com o craque transmontano. Na primeira dessas duas subidas decisivas e pouco depois de uma partida fulgurante, a transmissão do Cupra TCR cedeu, forçando o piloto a abandonar. Ficava com a necessidade de terminar a última subida de prova, para poder pontuar e isso “afetou o meu andamento. Tive de a realizar a pensar que não podia cometer erros e, terminada a prova, fica a sensação que podia ter feito mais. Com este resultado perdi a liderança na Categoria Turismos e passei a ficar a 5 pontos do primeiro lugar, mas que poderia ainda recuperar na última prova em Boticas”.
Mas com a
anulação da Rampa de Boticas, caiu por terra “a possibilidade de lutar
pelo título até ao fim. Termino a época como Vice-Campeão Nacional da Categoria
e como vencedor da Divisão 4, ganhando ainda o Grupo TCR. É a classificação
possível e tenho, mesmo com todos os condicionalismos que me afetaram, que me
sentir satisfeito até porque sou o único piloto que, nos últimos 4 anos, estive
sempre no pódio da Categoria turismos, vencendo um título e arrecadando por três
vezes a segunda posição”.
Joaquim Teixeira não quis deixar de “parabenizar todos os campeões das diversas categorias do CPM JC GROUP, bem como os vencedores das Taças e das divisões, a quem nada nem ninguém poderá tirar o mérito”. Quis ainda agradecer “aos meus patrocinadores Bompiso, Intermarche (Alijo e Valpaços), Jacinto M. Oliveira, Proef, Opticas Preguiça, Potauco, Pizzeria Pasta Fina, PDAuto CCT e Munícipio de Boticas. Mesmo num ano tão difícil para todos, mas principalmente para as empresas e instituições, continuaram a me apoiar e estou-lhes imensamente grato!”.
A
prova de encerramento do Campeonato de Portugal de Montanha, prevista
para 21 e 22 de Novembro, foi cancelada devido ao COVID-19.
A actual situação de combate ao COVID-19
obrigou o Demporto, clube organizador da quarta e última prova do
CPM2020, em concomitância com a Câmara Municipal de Boticas, a cancelar
a realização da prova.
A segurança de todos, pilotos, assistências e organizadores, falou mais alto, neste tempo de combate à pandemia.