Ricardo Gomes e o Team Acrescentar revelaram, o seu projeto desportivo com o Tesla P100D Electric GT, o primeiro carro de competição elétrico da marca norte-americana. O carro foi construído e desenvolvido pela SPV Racing, liderada por Lars Lindberg e Raul Garcia.
Ricardo Gomes e o Team Acrescentar foram escolhidos para a estreia mundial do Tesla P100D EGT, viatura de motorização totalmente elétrica, com uma potência de 778cv, transmissão integral automática e uma impressionante capacidade de aceleração que o leva dos 0 aos 100 Km/h em apenas 2,1 segundos.
Depois de ter iniciado a sua carreira nos ralis em 2005 e de ter conseguido diversas vitórias e pódios nos circuitos e nas rampas, a versatilidade de Ricardo Gomes foi fator crucial para este novo projeto no Campeonato de Portugal de Montanha, onde o Tesla P100D EGT vai ser uma das grandes novidades.
“É um momento muito especial na minha carreira e desde já agradeço ao Grupo Acrescentar pelo arrojo e pela confiança que deposita neste projeto único”, começou por referir Ricardo Gomes, que em 2019 venceu a Rampa da Penha e a Rampa Serra da Estrela na Divisão Turismos 1. “Somos pioneiros no panorama do desporto automóvel mundial e a aposta da SPV Racing é algo que também nos deixa bastante satisfeitos, pois o Lars (Lindberg) e o Raul (Garcia) perceberam que terão aqui uma excelente plataforma para mostrarem o trabalho que fizeram com o Tesla. O conceito de um GT elétrico de alta performance para competição é algo completamente novo e que, obviamente, me vai obrigar a descobrir todo um novo estilo de pilotagem. Mas também acredito que podemos redefinir o automobilismo profissional, pois este é o primeiro passo real para um desporto verdadeiramente sustentável – movido a energia elétrica e com carros de produção”, analisou o piloto bracarense, antecipando já o esperado confronto entre uma viatura exótica e singular como o Tesla P100D EGT e os tradicionais carros de competição com motor de combustão interna.
“Com o apoio incondicional da Acrescentar e do Circuito do Sol, o nosso programa desportivo engloba as oito provas do Campeonato de Portugal de Montanha e a participação no FIA Hill Climb Masters 2020, que este ano se realizará em Portugal, na cidade de Braga, na mítica Rampa Internacional da Falperra”, recordou Ricardo Gomes.
O piloto transmontano do Bompiso Racing Team confirma a sua presença no Campeonato de Portugal de Montanha JC GRoup 2020. Em aberto está o carro que vai utilizar.
A sua carreira já vai longa e recheada, mas nem por isso Joaquim Teixeira está menos motivado. O piloto transmontano prepara-se já para os “combates” na arena que mais gosta: o Campeonato de Portugal de Montanha JC Group. Os seus objectivos continuam altos, assumindo, desde já, que “volto a entrar o campeonato para vencer!”. Após o “tri” alcançado em 2019, na Divisão Turismo 3 e nova presença no pódio absoluto da Categoria Turismo, assume “que vou lutar por nova vitória na divisão e pelo pódio da categoria onde estiver inscrito”.
E aqui começam as possíveis novidades. Depois de dois anos e que foi praticamente invencível aos comandos do Seat Leon, Joaquim Teixeira não “abre o jogo”, referindo que “ainda não tenho a certeza com que carro vou competir. Até pode ser que mantenha o Seat mas estão em cima da mesa outras possibilidades e, algumas delas, bem aliciantes por trazerem novos desafios à minha condução, o que me entusiasma”. O piloto assume como “deadline” tomar “uma decisão final nos próximos dias, sendo certo que, como tenho o Seat, estarei em Murça motivado e com capacidade para lutar pelos lugares de topo!”.
2020 vai corresponder ao 25º ano consecutivo a competir. É um marco para Joaquim Teixeira, que se orgulha “de uma carreira que já vai longa, embora a tenha iniciado tarde. São já duas décadas e meia de competição. Fiz campeonatos de velocidade e de montanha, tendo esporadicamente participado em corridas de ralicross e em super-especiais”.
O Seat Leon foi a “arma” que levou Joaquim Teixeira aos triunfos em 2019
O piloto do Bompiso Racing Team tem sido um dos nomes fortes entre os Turismos. Questionado sobre a razão de nunca ter apostado em viaturas que lhe permitissem lutar pelo título absoluto, Joaquim Teixeira diz que “nunca o fiz e não é agora que o vou fazer. Sempre achei que a minha praia são os Turismos, onde luto sempre pela vitoria em todas as provas que participe”. Realça ainda que “ao contrário de muita gente, não acho que o título absoluto na montanha seja mais importante que o dos turismos. Basta ver a competitividade e quantidade de adversários de uns e de outros, embora, nos últimos anos, os protótipos têm vindo a crescer em quantidade e qualidade, mas na categoria em que estou a competir são mais os pilotos e os carros competitivos. É uma questão de opção, que nem sempre a comunicação social entende, dando sempre maior destaque à vitória absoluta, esquecendo que as armas são totalmente diferentes!”.
Como tal, Joaquim Teixeira é defensor de que “o
campeonato só deveria ter campeões por categorias, porque aí premiaria a luta
com armas idênticas, sem existir o título absoluto”.
E quanto a uma carreira internacional? O piloto reconhece que “já tive essa ambição, mas julgo que a minha janela de oportunidade já passou. No entanto, gostaria de fazer algumas corridas internacionais em montanha e velocidade, mas pontualmente e essa é uma possibilidade que está em cima da mesa”.
“O Campeonato está cada vez melhor”!
Joaquim Teixeira alia ao prestígio de ser um dos mais
antigos e respeitados pilotos de Montanha, a condição de dirigente com funções
de grande importância para os seus pares e para a organização do campeonato.
Na condição de presidente da Direção da APPAM – Associação
dos Pilotos Portugueses de Automóveis de Montanha, Joaquim Teixeira faz parte
da direção do Promotor do CPM JC Group, formado pela associação de pilotos e
pelos clubes organizadores de provas, entidade que, nos últimos anos, teve o mérito
de transformar a modalidade num caso de sucesso.
Joaquim Teixeira considera ser “muito
gratificante ver, enquanto presidente da APPAM, que o campeonato está em
crescendo e que a temporada de 2020 se anuncia como mais um salto significativo.
É maior o número de pilotos que demonstram interesse em participar e, estamos
crentes que em 2020, vamos ter a maior participação de sempre na Montanha, com
o bónus de vermos o nível competitivo das viaturas também a aumentar, isto num
parque automóvel já com muita qualidade e quantidade”.
O dirigente tem a convicção que “o público vai
de certeza aderir a este campeonato, porque a competitividade e a emoção vão
ser uma constante nas provas de montanha!”.
O piloto volta a apostar no Peugeot 206 RC e continuará a defender as cores do Team NJ Racing no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.
João Guimarães já se prepara para ser, uma vez mais, um dos
protagonistas do CPM JC Group na época que já se avizinha. O reguense voltará a
apostar – pelo 11º ano consecutivo! – no sólido Peugeot 206 RC, continuando a integrar
a equipa NJ Racing que, aliás, ajudou a fundar.
Em jeito de antevisão, o piloto prevê “mais um ano de acesas lutas com o meu colega de equipa Nuno Pinto, já que andamos sempre taco a taco”. João Guimarães gostaria que “aparecessem mais viaturas do meu grupo, para que as lutas fossem ainda mais acesas”, colocando como objetivos primordiais “repetir as vitórias de 2019, no grupoE1-C e na classe 7, tentando ainda terminar nos lugares cimeiros da Divisão 2, melhorando o 4º lugar de 2019, mesmo sabendo que vou aí enfrentar carros muito superiores ao meu e conduzidos por grandes pilotos”. Uma certeza ele tem. Vão ser “mais oito fins de semana fantásticos entre amigos e família, que vou saborear por inteiro!”.
Amor
pela Montanha já dura há uma década
Foi em 2005 que João Guimarães começou a sua carreira de piloto. O seu primeiro palco aconteceu nos ralis, modalidade que é “uma grande paixão minha. Comecei no Regional Norte, no famoso Rali de Famalicão em pisos de terra”. A sua presença na modalidade continuou até “2009, no Open de Ralis, sempre com o meu grande amigo e navegador Luís Rodrigues, com poucos meios, mas, felizmente beneficiando de o carro nunca avariar!”.
Em 2010 dá-se uma enorme mudança na sua atividade desportiva. João Guimarães adquire o Peugeot 206 RC e “influenciado pelo meu irmão Nuno, transitei para a Montanha e já lá vão 10 épocas seguidas, o que me transforma, julgo, num dos mais antigos pilotos do campeonato em atividade”. Uma década “cheia de histórias e aventuras e com resultados que considero muito positivos”.
Em 2010 foi vice-campeão da Categoria 1, logo atrás do Porsche 911 GT2 de António Nogueira, no que foi o seu resultado mais forte dos primeiros anos na modalidade. João Guimarães destaca “a época de 2017 como a minha melhor até ao momento. Ganhei a primeira prova na Divisão 1 e mantive uma luta pelo campeonato com o Pedro Coelho Saraiva até à última rampa, em Boticas, tendo me sagrado vice-campeão, ganhando ainda o grupo e a classe nesse ano. Um ano fantástico!”.
Na época seguinte, o duriense foi em terceiro da divisão atrás “do
Pedro Coelho e do Parcídio Summavielle, dois grandes pilotos e dois gentlemen
dos automóveis, que muito respeito e admiro”.
Dez anos de fidelidade a um campeonato e a um carro. O piloto considera que tem “vivido anos de enorme prazer num campeonato que adoro e com um fiel companheiro, o meu Peugeot 206 RC que não me deixa ficar mal. A satisfação imensa que tenho tirado vem sobretudo da família da NJ Racing, que nos acompanha para todo o lado e nos apoia de uma forma fantástica!”.
A longevidade da sua presença no CPM JC Group, permite-lhe ter uma visão clara e profunda da evolução do campeonato. João Guimarães destaca “o magnífico trabalho de promoção que tem vindo a ser feito pela APPAM e pelos clubes. Desde que tomaram conta do campeonato, este revigorou-se e tornou-se cada vez mais apelativo”.
O Campeonato de Portugal de Montanha JC Group arranca já a 7 e 8
de março, com a Rampa Porca de Murça, organizada pelo CAMI.
É a segunda confirmação da NJ Racing para o Campeonato de Portugal de Montanha JC Group. Nuno Pinto vai voltar a encantar o público com o espetacular Mazda MX5.
Aos 43 anos de idade, o piloto de Peso da Régua entra na sua sétima época. Iniciou a sua saga como piloto em 2014 e, claro, na “sua” Rampa de Santa Marta. A carreira pode ser ainda curta, mas já foi mais do que suficiente para lhe granjear um lugar entre os pilotos carismáticos do CPM JC Group, mercê da sua forma de estar dentro e fora do carro. Também não é alheiro ao seu “lugar ao sol” a paixão que o seu Mazda MX5 provoca no público, a cada passagem nas rampas, inebriados com o “roncar” do motor e as linhas agressivas do carro nipónico.
O amor aos automóveis apareceu cedo, até porque as influências vieram dos laços de amizade. Nuno Pinto recorda que “a minha amizade com os irmãos Nuno e João Guimarães vem desde os seis anos de idade e, obviamente, em conjunto fomos desenvolvendo uma enorme paixão pelos automóveis. Também desde os meus 15 anos, fui colaborando na organização de provas, tendo começado no Targa Clube, como fiscal de pista, comissário e membro das direções de prova, tendo mesmo sido diretor adjunto de um evento”. Daí, deu o salto para a condição de “patrocinador do Nuno e do João e não tardou muito até eles me desafiarem a saltar para trás do volante e aqui estou!”.
Depois de uma época de 2019 que
considera ter sido “positiva e com bons resultados, mas afetada por uma
lesão que me afastou mesmo de algumas corridas”. Pela positiva, destaca
a maior adaptação ao Mazda, sentindo-se “mais confortável com o carro. Destaco
o meu duelo com um adversário muito especial, o meu colega de equipa e amigo João
Guimarães. Estivemos sempre taco a taco na discussão dos lugares e isso é o que
de melhor pode acontecer nas corridas”.
Quanto a objetivos para 2020, o piloto
quer “continuar a evoluir e conseguir superar os meus resultados da época
transata. Mas o principal é estar com a minha equipa, família, com os meus
amigos e divertir-me em cada fim de semana de competição.”
Nuno Pinto e o Maxda MX5. Uma dupla
inseparável desde o primeiro quilómetro de competição do piloto-arquiteto. E
assim vai continuar a ser no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group 2020,
defendendo as cores da NJ Racing. Vamos voltar a ouvir soar o “rugido” do motor
feito no país do sol nascente.
O
Campeonato de Portugal de Montanha JC Group arranca já a 7 e 8 de março, com a
Rampa Porca de Murça, organizada pelo CAMI.
A 21ª edição do Xantar – Salão Internacional de Turismo Gastronómico organizado pela Expourense recebeu a Comunidade Intermunicipal do Alto Tâmega (CIMAT), tendo ao longo dos cinco apresentado um vasto leque de eventos e iniciativas que vão decorrer no território. A prova internacional em Boticas esteve em destaque.
Na passada sexta-feira, a CIMAT juntamente com o Município de Boticas e o Clube “organizador”, a DEMOPORTO, respetivamente com a vereadora Maria do Céu Fernandes, o presidente Carlos Cruz, juntamente com o presidente da APPAM e piloto fortemente ligado a Boticas, Joaquim Teixeira, apresentaram a Rampa Internacional de Boticas, evento que se realizará nos próximos dias 8, 9 e 10 de maio, integrando o Campeonato Europeu de Montanha 2020.
Carlos Cruz deu a conhecer todo o percurso e evolução para a entrada este ano no Europeu de Montanha, destacando “o rigor das melhorias nas condições do traçado, desde o piso à segurança, assim como todo o acolhimento que vai ser proporcionado à “elite” dos Pilotos Europeus.”
Joaquim Teixeira ressaltou “toda a mais valia de Portugal oferecer mais uma Rampa para um Campeonato Internacional, assim como Boticas ser um verdadeiro “circuito” de Montanha!”
Esta ação reflete uma postura e iniciativa que se espera
venha a atrair milhares de pessoas à região, em particular amantes do desporto
automóvel, provenientes de vários países europeus, sobretudo da vizinha Galiza
– Espanha, onde o desporto automóvel reúne um conjunto muito significativo de
seguidores.
Já a vereadora Maria do Céu Fernandes aproveitou a ocasião para deixar a todos “o convite para visitarem Boticas e a região do Alto Tâmega e para se deixarem “seduzir” pelos encantos desta região do Interior Norte de Portugal.”
O rápido “capitão” da Montanha “despediu-se do BRC e vai alinhar no campeonato de Portugal de Montanha JC Group com nova “arma” e ambições redobradas.
Vem de terras durienses, uma das grandes novidades para a Montanha 2020. Após 11 épocas (!) aos comandos do BRC CM 02, que levou mesmo o saudoso Paulo Ramalho a afirmar que “qualquer dia Nuno Guimarães correria com o BRC nos clássicos!”, Nuno Guimarães foi a Barcelona adquirir um Silver Car S2.
A história desta compra é uma verdadeira saga. O piloto conta que “tudo começou quando em Dezembro vendi o BRC para a Madeira. Nessa altura ponderei se iria ou não adquirir nova viatura, mas os meus filhos quase que me obrigaram a comprar novo carro. Como sempre gostei do Silver Car S2, foi uma questão de procurar em Espanha e há cerca de 15 dias, surgiu esta possibilidade de negócio que, felizmente se concretizou”.
Numa viagem-relâmpago, o piloto da NJ Racing viajou “no domingo,
dia 2 de fevereiro, a Barcelona para testar o carro e, com o negocio realizado,
fomos novamente na quarta-feira, dia 5, lá buscar o carro, numa viagem de
loucos, onde eu e os meus “manos de guerra”, João Guimarães e Nuno Pinto, fizemos
2000km, em 25 horas, mas valeu a pena!”
O SilverCar S2 agora de Nuno Guimarães, está equipado com um motor
Suzuki K8, caixa sequencial (não precisa de embraiagem), direção com upgrade
S3, tendo um peso a rondar os 450kg, para uma potência perto dos 200cv. A tudo
isto, junta uma aerodinâmica bastante eficaz, sendo ainda um protótipo com
linhas belas e agressivas. Este exemplar oficial, conduzido então por Pedro
Roca. Atualmente estava em Barcelona, a fazer o Campeonato de Montanha da
Catalunha, com o jovem Toni Arrufat Jr.
Para o piloto de Peso da Régua, que ostenta no seu currículo a
nomeação como “capitão” da equipa nacional na edição 2018 do FIA Hil Clim
Masters, agora é tempo de “adaptação a uma máquina infernal, quando
comparada com o meu anterior BRC”. Como tal, as suas expectativas para
a época 2020 são “um pouco reservadas, visto que há muitos anos que não
estreio um carro novo, pelo que este vai ser um ano de adaptação ao Silver Car,
sendo o principal objetivo evoluir de forma positiva ao longo do ano e ganhar
confiança no carro, para que na segunda metade do campeonato possa almejar a
chegar à luta pelos pódios”, não enjeitando que “mesmo com essa
reserva, quero chegar ao fim da época bem colocado na tabela absoluta”.
Bem-humorado, Nuno Guimarães diz esperar “evoluir como piloto e usar esta
bomba para andar mais perto dos outros protótipos e, principalmente, conseguir
afastar-me dos turismos mais rápidos. Com o BRC já me era difícil segurá-los!”
A finalizar um balanço e um desejo.
Lembrando 2019, considera que “a época foi positiva, visto
que cheguei ao fim com o carro inteiro e diverti-me em todas as provas. Foram
fins de semana com a família e amigos, com grandes convívios. Desportivamente
as provas são mais animadas para mim quando o Joaquim Rino também participa,
umas vezes ganha ele outras vezes ganho eu, e em 2019 não foi diferente. Agora,
que venha 2020!”.
O Campeonato de Portugal de Montanha JC Group arranca já a 7 e 8
de março, com a Rampa Porca de Murça, organizada pelo CAMI.
O Campeonato de Portugal de Montanha JC Group será o objetivo principal de José Pedro Gomes em 2020. Senhor de uma longa e farta carreira, o piloto quer brilhar no ataque às montanhas míticas lusitanas.
Se em 2018 chegou à glória, vencendo o título
nacional absoluto no Campeonato de Portugal de Clássicos de Montanha JC Group,
então aos comandos de um Ford Escort, a época de 2019 revelou-se difícil e
mesmo amarga para José Pedro Gomes.
Depois de uma primeira prova positiva,
usando um KIA alugado na Rampa da Penha Paisagem Protegida, o piloto apresentou-se
a combate com um Opel Astra que, ao longo do ano, seja nas poucas provas de montanha
e ralicross que viria a fazer, apresentou alguns problemas que o impediram de
lutar por resultados de relevo.
Dessa forma, a época passada
transformou-se num ano de testes para José Pedro Gomes, que reconheceu não ter
sido “fácil acertar o carro, mas foi um processo que
encarei de forma positiva”. A diferença entre o Opel Astra e os Ford
Escort que conduziu no passado, é “brutal, pois o Opel Astra é
uma montra de tecnologia. Por isso obrigou-me a adaptar a minha condução. Este
é um carro oriundo do ralicross, que teve de ser adaptado para provas de
Montanha”.
Pedro Gomes destaque o facto do Opel Astranão ser “fácil de conduzir, nem de afinar, mas, o trabalho feito em 2019 vai permitir evoluir e lutar em 2020 pelos lugares da frente!”, apontando, como objetivos, à luta “pelas vitórias na minha divisão e pelos lugares de topo entre os Turismo”.
A Rampa Porca de Murça, organizada pelo CAMI Motorsport, que esta época, a 7 e 8 de Março, será a prova inaugural do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, apresenta duas novidades face às edições anteriores, com o objetivo de torná-la não só mais emblemática mas também mais confortável para os pilotos e respetivas equipas.
Assim, a
primeira alteração prende-se com a localização do Parque de Assistência, que
será transferido para uma zona mais ampla, de modo a proporcionar melhores
condições de trabalho a todos os intervenientes. Por outro lado, o início da
prova é antecipado em cerca de 50 metros, pelo que os pilotos percorrem a
icónica ponte de um só arco sobre o Rio Tinhela, na EN 15, já com o cronómetro
a contar. O perímetro do traçado totalizará 4250 metros.
“Entendemos que era importante fazer evoluir
a rampa, designadamente no sentido de melhorar, em todos os sentidos e na
medida do possível, o acolhimento aos pilotos e equipas. Um Parque de
Assistência mais espaçoso permitirá outra mobilidade e conforto, enquanto o
facto de os pilotos passarem a percorrer a ponte já em competição possibilita a
recolha de imagens com um enquadramento paisagístico fantástico”, sublinha
Nuno Loureiro, presidente do CAMI Motorsport.
A prova das
famosas “Curvas de Murça”, para a qual o CAMI Motorsport conta com o imprescindível
apoio da Câmara Municipal de Murça, poderá, nesta edição 2020, ter à partida
alguns pilotos que não disputam habitualmente o Campeonato de Portugal de
Montanha JC Group, atendendo a que nomes como Raul Delgado, Marcos Teixeira,
Joaquim Soares e José Cerqueira já solicitaram informações à organização. De
igual modo, também o piloto de ralis Vítor Pascoal manifestou interesse em
participar, com o seu Porsche 911 GT3, na primeira prova da época de montanha.
Um estudo da Cision sobre o impacto mediático do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group 2019 revelou que o mesmo gerou o equivalente a 5.100.168,00 Euros. O crescimento do impacto e do valor gerado cresce, ano após ano, sem parar.
A época de 2019 assinalou mais um aumento significativo
nos resultados globais, visível no relatório de impacto mediático que a Cision
elaborou para a FPAK, sobre a época passada.
O relatório de AAV (Automatic Advertising Value) assinado
pela Cision permite quantificar, em valores monetários, a cobertura mediática
na Imprensa, Televisão, Rádio e Internet, num determinado período de tempo. O
AAV (Automatic Advertising Value) é valor correspondente ao que seria gasto em
publicidade no espaço/tempo consagrado – no caso uma época – às notícias sobre
o campeonato.
Foram registadas 3244 notícias, distribuídas por cerca
de 1600 meios de imprensa, 15 canais de televisão (RTP 1, RTP 2, SIC, TVI, SIC
Notícias, RTP Informação, TVI 24, Sport TV 1, Sport TV 2, Sport TV 3, Sport TV
4, Porto Canal, RTP Madeira, RTP Açores e ETV), 5 estações de rádio (Antena 1,
Comercial, Renascença, TSF e Golo FM), bem como cerca de 600 sites.
João Fonseca foi o campeão absoluto em 2019 Foto – Antonio Silva | Zoom Motorsport
Os dados apresentados revelam um aumento significativo
do retorno alcançado, quando comparado com a época de 2018, mantendo assim o
crescimento sustentado que o campeonato ostenta nos últimos anos.
Aliás, para sustentar essa tese, basta analisar os números. Em 2016, o CPM JC Group registou um retorno de 2.487.844€, através de 2008 noticias. Em 2017, o valor subiu para 2.695.067€, com 2157 noticias, correspondente a um aumento de cerca de 11%.
Em 2018, os números foram
avassaladores: 4.177.019€, através de 2440 noticias, correspondendo assim a um incremento
de cerca de 65%, em comparação com a época anterior.
Agora, analisada a época de 2019,
os números revelam que o crescimento do impacto continua sólido: 5.100.168€,
provenientes do valor atribuído a 3244 noticias. Isto corresponde a um aumento
de cerca de 22% em relação a 2018, número muito significativo, pois a base de comparação
apresentava já um retorno muito alto.
Para Joaquim Teixeira, presidente
da APPAM – Associação Portuguesa dos Pilotos de Automóveis de Montanha,
entidade que integra o Promotor do Campeonato, conjunta mente com os clubes
organizadores, os resultados traduzem ”o grande trabalho que tem sido
feito por todos, desde as entidades que fazem parte do promotor, às autarquias,
aos pilotos, clubes de fãs e, claro, a comunicação social, permitindo assim que
o campeonato venha a crescer de fora sustentada e que, seja hoje um caso de
sucesso quanto à popularidade, proporcionando assim um bom retorno aos
patrocinadores e a todos os protagonistas”.
O dirigente da APPAM salienta
ainda que “embora o estudo não integre a análise dos números obtidos pela
nossa presença online, sobre tudo nas redes sociais, é de destacar que, quer o
nosso site, quer a nossa página na rede Facebook, atingiu na época de 2019
dezenas de milhares de internautas e, se contabilizarmos esses números, o valor
do impacto ainda aumenta mais”.
Os responsáveis do Campeonato de Portugal
de Montanha JC Group têm como objetivo aumentar o impacto na época de 2020,
estando preparadas várias ações de ativação de marca em eventos paralelos, bem
como outras iniciativas de com8nicação que serão reveladas ao longo do ano.
A época arranca já no início de março,
com a Rampa Porca de Murça, que será disputada nos dias 7 e 8.
A 4ª Gala da Montanha levou até ao Fórum de Santa Marta de Penaguião três centenas de convivas, entre pilotos, equipas, personalidades e aficionados. O evento foi palco para premiar os protagonistas principais da época de 2019 e para anunciar as novidades para 2020.
Casa cheia para a noite de consagração. A 4ª Gala da Montanha foi, pela primeira vez, realizada em Santa Marta de Penaguião e, uma vez mais, resultou numa noite intensa e de festa.
A Gala da Montanha é organizada
pelo Promotor do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, constituído pela
APPAM e pelos clubes organizadores das provas integrantes do CPM.
A primeira parte do
evento foi integralmente dedicado a destacar a boa “performance” do CPM JC
Group, quanto ao impacto público e mediático, sendo apresentados os números
relacionados com a exposição nos meios de comunicação social, ressalvando a
subida exponencial de quantidade de notícias e do aumento do valor publicitário
inerente a essa exposição.
Logo depois, foi tempo de conhecer as novidades para 2020. O Campeonato de Portugal de Montanha JC Group arranca logo no início de março e desta feita por terras transmontanas, com a Rampa Porca de Murça. Ainda nos idos de Março, será tempo de rumarmos a sul, para voltarmos a Setúbal, com a Rampa PêQuêPê Arrábida, seguida da Rampa da Penha Paisagem Protegida, no início de Abril.
No começo de maio dá-se uma das grandes novidades. A rampa comum do CPM e do Europeu de Montanha muda-se de armas e bagagens para Boticas, já que, mercê de um acordo entre os clubes, o promotor, a FPAK e a FIA, Braga prescindiu, por esta época, do Europeu, recebendo o FIA Hill Climb Masters, em Outubro. Ainda em Maio, será tempo, no último fim-de-semana, de tocarmos no teto de Portugal Continental, com a realização da Rampa da Serra da Estrela, na Covilhã.
O CPM JC Group volta a
ter jornada dupla em Julho. Primeiro, será tempo de subirmos a Rampa de Santa
Marta e, quinze dias mais tarde, descemos ao centro, para encarar a mítica
montanha do Caramulo.
As férias de verão serão
um pouco maiores, pois a última prova do CPM JC Group decorrerá na reta final
de setembro, com nova jornada em Boticas.
Em termos regulamentares, o CPM JC Group tem algumas alterações relevantes. Quanto a títulos nacionais, estarão em jogo os títulos Absoluto, Protótipos, GT, Turismos, Clássicos e ainda de Legends.
A aproximação aos regulamentos da velocidade é ainda mais alargada. As antigas Divisões 5 e 6, onde se enquadravam os concorrentes do Campeonato de Portugal de Clássicos de Montanha, são agora substituídas em Grupos, distribuídos pelos H65, H71, H75, H81, Gr. 1 e 3 Nacional e GR5. No campeonato reservado aos Legends existirão os Grupos 85, 90, 99, especial, Livre, Feup 2 e Feup 3.
Uma referência ainda à
Categoria Protótipos. Esta é agora dividida em duas Divisões, A e B, numa busca
pela maior equidade desportiva.
Honra e Glória aos bravos
do campeonato
Para além dos prémios para todos os participantes nas 8 provas do CPM JC Group 2019, incluindo não apenas os classificados, mas também aqueles cujas participações foram mais pontuais, foram ainda distinguidas, ao longo da noite, personalidades e instituições pelo papel que desempenharam na elevação do Campeonato de Portugal de Montanha.
Jose Correia, CEO do JC Group, recebeu, sob fortes aplausos o prémio “Dinamismo Empresarial no Desporto Automóvel”, que foi outorgado ao grupo empresarial sediado em Braga, pelo apoio que concede, enquanto patrocinador principal do Campeonato, através das marcas JC Group, New Hope e Solar da Pena.
Com a sala de pé, numa forte ovação, Jorge Meira subiu ao palco para receber o prémio “Paulo Ramalho”, das mãos de Isabel Ramalho e Joaquim teixeira. O piloto nortenho tem sido uma figura sempre presente entre os pilotos do CPM, somando mais de duas décadas de participações nas provas de montanha, sempre plenas de garra e fairplay. Uma carreira notável, agora alvo de uma homenagem merecida, recebendo o prémio que honra a memória do grande Paulo Ramalho.
O credenciado
fotojornalista Armindo Cerqueira foi granjeado com o prémio “Carreira no COM”.
O profissional da fotografia portuense tem devotado parte da sua carreira ao
CPM, já desde os primórdios do corrente seculo, merecendo agora o reconhecimento
por parte do promotor.
O grupo Portugal Hill
Climb Fans foi, uma vez mais e com a toda a justiça, premiado, levando, desta
feita, para casa o prémio “Simply The Best”, distinguindo a claque bracarense
como o melhor parceiro do CPM em 2019.
Outra claque da zona dos
arcebispos levou para casa o prémio “Melhor Claque do CPM JC Group”.
Entusiastas, apaixonados e dedicados ao campeonato, os membros da claque NSF
colocam agora na sua vitrine este troféu que honra os seus pergaminhos.
Afonso o “Fã nº1” da
Montanha
1744.86 euros. Eis o valor
angariado junto dos convidados da gala e que reverteu para os tratamentos do
Afonso.
O Afonso é uma criança
que, vítima de uma paralisia cerebral provocada por hemorragias no cérebro nos
primeiros dias de vida, sofre de tetraparesia, ou seja, além das dificuldades
cognitivas, as funções motoras dos braços e pernas apenas respondem
parcialmente.
É um de trigémeos (Bernardo, Afonso e Tomás) e
aquele que tem enfrentado um longo e caro processo de recuperação, para o qual
os recursos da sua família, residente em Santa Marta de Penaguião, não são
suficientes.
Na última edição da Rampa de Santa Marta, o
Afonso vibrou com a passagem de todos os “craques” do campeonato e, no final,
já na entrega de prémios, ficou eufórico quando Joaquim Teixeira, piloto e
presidente da APPAM lhe ofereceu o boné oficial do CPM e ainda um dos troféus
que tinha acabado de conquistar.
Agora e com a Gala a decorrer na sua terra
natal, foi tempo da “família” da Montanha se unir e dar o seu contributo, para que
este jovem ”guerreiro” possa ter um futuro melhor.
A angariação de donativos está ativa nas redes
sociais, através da página oficial no Facebook “Vamos ajudar o Afonso” e esta é
uma casa merecedora da ajuda de todos nós!