Simplício Taveira, esteve em grande destaque no passado fim de semana ao vencer entre os 1300 na 1.ª edição do Caramulo Sprint, aos comandos do seu eficaz Citroën C1, preparado pela ST Car.
Na primeira subida oficial de treinos, Simplício Taveira registou o tempo de 2m25,086s, à média de 70,71 km/h, colocando-se de imediato na 2.ª posição entre os 1300. Na segunda subida, melhorou significativamente, completando os 3,5 km da Rampa do Caramulo em 2m16,436s (média de 75,20 km/h), mantendo o 2.º lugar da categoria. Já na primeira subida oficial de prova, o piloto da ST Car voltou a ser consistente, com 2m21,357s à média de 75,29 km/h, conservando a vice-liderança.
Após uma noite de descanso, o domingo começou da melhor forma: logo na subida de “warm up”, Simplício Taveira estabeleceu um registo de 2m05,450s, à média de 81,78 km/h, mantendo o 2.º posto. Na derradeira subida de treinos, o piloto vilarealense “passou ao ataque” e conseguiu o seu melhor tempo até então, com 2m04,122s (média de 82,66 km/h). Na segunda subida oficial de prova, Simplício Taveira não baixou os braços e surpreendeu tudo e todos com um “crono canhão” de 2m02,637s, à média de 83,66 km/h, saltando assim para nos 1300. Na última subida oficial, o piloto da ST Car voltou a superar-se, fixando o tempo de 2m01,412s, à média de 84,50 km/h, que lhe garantiu a vitória na categoria 1300.
No final, já com o troféu nas mãos e visivelmente satisfeito, o piloto declarou:
“Estou muito feliz. O carro esteve impecável — custou um pouco a encontrar os acertos certos, mas depois foi sempre a melhorar. Não tivemos contratempos técnicos, foi quase só meter combustível e andar para a frente! Quero dedicar este resultado a todos os meus patrocinadores, à minha família, à equipa, aos amigos e aos fãs. Este resultado também é vosso. Muito obrigado pelo apoio.”
O piloto Cosmipneus – Jorge Costela esteve em evidência no passado fim de semana, ao subir ao pódio na 1.ª edição do Caramulo Sprint, prova integrada no Campeonato de Portugal de Montanha, aos comandos do seu competitivo Citroën Saxo.
Logo na primeira subida oficial de treinos, o simpático e determinado piloto da Gafanha da Nazaré registou 2m02,775s à média de 83,56 km/h, ocupando o 6.º lugar na classificação geral. Na segunda subida de treinos, melhorou de forma expressiva, completando os 3,5 km da Rampa do Caramulo em 1m56,656s (média de 87,95 km/h), subindo à 7.ª posição da geral. Na primeira subida oficial de prova, Jorge Costela voltou a destacar-se com um tempo de 1m57,485s à média de 87,33 km/h, mantendo a consistência no top 7.
Depois de uma noite de descanso, o domingo começou da melhor forma: na subida de “warm up”, Costela registou 1m46,360s à média de 96,46 km/h, ascendendo à 6.ª posição. Na derradeira subida de treinos, manteve o ritmo forte e impressionou com 1m40,680s, à média de 101,90 km/h. Seguiu-se a segunda subida oficial de prova, onde fez 1m41,768s (média de 100,81 km/h), e finalmente, na última subida oficial, assinou o seu melhor tempo do fim de semana: 1m40,525s, à média de 102,06 km/h, garantindo o 7.º lugar absoluto .
Além da excelente performance geral, o piloto Cosmipneus foi vencedor na Divisão Super Challenge C e alcançou ainda um fantástico 3.º lugar na categoria Super Challenge. No final, já com o troféu nas mãos, Jorge Costela mostrava-se visivelmente satisfeito:
“Estou muito contente. A evolução do meu Citroën Saxo continua a ser notória — custou um pouco a encontrar o ‘setup’ certo, mas depois foi sempre a melhorar os tempos. Em termos de classificação geral era difícil fazer melhor, porque à minha frente ficaram verdadeiros ‘aviões’. Dedico este resultado à minha equipa, aos patrocinadores, à família que me acompanha sempre, aos amigos e a todos os espetadores que marcaram presença nesta prova. A todos, o meu muito obrigado.”
O piloto de Águeda, Fernando Francisco, marcou presença no passado fim de semana na 1.ª edição do Caramulo Sprint, onde viria a conquistar um excelente 2.º lugar entre os Clássicos, ao volante do seu inconfundível Ford Escort verde.
Na primeira subida oficial de treinos, Fernando Francisco começou logo em bom ritmo, registando 2m15,667s à média de 75,62 km/h, o que lhe valeu a 2.ª posição entre os Clássicos. Já na segunda subida de treinos, o piloto melhorou substancialmente, completando os 3,5 km da Rampa do Caramulo em 2m09,982s (média de 78,93 km/h), mantendo o mesmo lugar no topo da classificação. Na primeira subida oficial de prova, continuou a evoluir e estabeleceu um novo registo de 2m07,397s, à média de 80,53 km/h.
Após uma noite de descanso para pilotos e máquinas, o domingo começou da melhor forma. Logo na subida de “warm up”, Fernando Francisco assinou o seu melhor tempo até então, com 1m56,005s, consolidando o 2.º posto entre os Clássicos. Na derradeira subida oficial de treinos, voltou a surpreender ao baixar o cronómetro para 1m52,844s (média de 91,16 km/h). Já na segunda subida oficial de prova, “a doer”, o piloto de Águeda foi simplesmente brilhante, com um registo de 1m50,470s, à média de 92,87 km/h, reforçando a 2.ª posição. Na última subida oficial de prova, ficou a escassos milésimos do seu melhor tempo, com 1m50,479s (média de 92,86 km/h), confirmando assim um consistente e merecido 2.º lugar final no Campeonato de Portugal de Montanha Clássicos.
No final, já com o troféu nas mãos, Fernando Francisco mostrava-se satisfeito com o resultado:
“Correu muito bem. Fui melhorando os meus tempos ao longo de todas as subidas e terminar em 2.º lugar é excelente para mim. Quero dedicar este resultado a todos os meus patrocinadores, à equipa e à minha família. Muito obrigado por tudo — agora é tempo de começar a focar-me na época de 2026.”
Foi uma das histórias mais incríveis da temporada de 2025. Pedro Alves, um dos nomes mais respeitados do automobilismo nacional, iniciou o ano ao volante de um Kia Ceed, integrado na categoria Super Challenge. Mas a meio da época, tudo mudou: na quarta prova, adquiriu um Cupra TCR, integrou a Befast Motorsport e começou uma sequência perfeita – seis provas, seis vitórias – que o levou a sagrar-se campeão nacional da categoria Turismo no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.
“A época de 2025 foi uma das mais duras da minha carreira”, admite o piloto de Vila Real. “Fez-me recordar 2019, quando lutei até à última prova pelo título do Kia Picanto GT Cup com o Manuel Gião, um grande piloto português que dispensa apresentações.”
Mas, tal como nessa época memorável, o esforço voltou a ser recompensado com o sabor da vitória. “Este título foi, sem dúvida, um dos mais saborosos da minha carreira.”
Com 13 anos de competição, Pedro Alves soma um impressionante palmarés: títulos no Campeonato de Portugal de Rallycross, no Campeonato de Portugal de Velocidade Legends, no Troféu Kia GT Cup, no Troféu C1 Eurocup e no Campeonato de Portugal de Montanha. Ao todo, são 12 títulos — sete de Campeão Nacional e cinco de Vencedor de Troféu — e ainda três vice-campeonatos, um no Rallycross, um no Kia GT Cup e outro na Montanha.
Do Kia Ceed ao Cupra TCR
“O ano começou de forma tranquila, ao volante do Kia Ceed (ex-troféu) que tínhamos vindo a desenvolver aos poucos”, recorda Pedro Alves.Em Murça, primeira prova do campeonato, o resultado surpreendeu: “Conseguimos rodar no Top 5 à geral, à chuva, com o Kia — um resultado acima das expectativas.”
Na Rampa da Penha, prova seguinte do campeonato, o destino começou a desenhar a história que se seguiria. “Numa conversa informal com o Parcídio Summavielle, percebemos que o seu Cupra TCR poderia ser uma boa aposta. Suspendemos o desenvolvimento do Kia e o negócio concretizou-se. No espaço de um mês, parámos a nossa caminhada… para a relançar noutro patamar.”
O novo capítulo começou na Rampa Internacional da Falperra, com uma nova casa: “A minha equipa, T3 Racing, estabeleceu uma parceria com a Befast Motorsport. Fomos recebidos de braços abertos. Encontrámos uma estrutura sólida, bem liderada e com pessoas excecionais. Tornaram-se uma verdadeira família.”
As expectativas eram cautelosas. “Entrávamos no campeonato à terceira prova, sem grande pressão”, mas o Cupra mostrou-se à altura do desafio e o piloto também. Logo na Falperra, a vitória chegou. E repetiu-se nas rampas da Serra da Estrela, Santa Marta e Caramulo. “As quatro vitórias consecutivas colocaram-nos a apenas cinco pontos da liderança do campeonato. Estávamos definitivamente na luta.”
A Rampa de Boticas seria decisiva para manter o título em aberto até à última prova. “Foi uma corrida intensíssima. Cumprimos o objetivo, por apenas três décimos de segundo!”
A consagração na Arrábida
Chegados à Rampa da Arrábida, Pedro Alves e Gonçalo Inácio estavam empatados em pontos, transformando a prova do Clube de Motorismo de Setúbal num verdadeiro “mata-mata”. “A pressão era enorme, mas apostámos tudo. No sábado, errámos o setup. No domingo, um problema na bomba de gasolina complicou ainda mais.”
A entrar para a última subida de prova, o cenário era adverso: “Estávamos a um segundo da liderança. Tudo parecia inalcançável. Mas quem me conhece sabe que, se acredito que é possível, luto até ao último metro cronometrado”. E assim foi.
“Quando vimos os tempos, estavam tão próximos que nem conseguíamos fazer contas de cabeça. O que se sente num momento desses é indescritível, uma mistura de incerteza e certeza de que dei tudo o que tinha.” No final, a confirmação: vitória na prova e título conquistado por uma décima de segundo!
“Foi uma loucura. Apesar de termos vencido seis provas seguidas, qualquer um dos candidatos merecia vencer. O Gonçalo Inácio foi um adversário exemplar e contribuiu muito para tornar este campeonato numa verdadeira competição.”
Olhar para 2026
Para Pedro Alves, o plano para a próxima temporada é claro: “Queremos repetir a aposta, com foco redobrado no desenvolvimento do setup do carro, adaptando-o a cada traçado. O objetivo é lutar novamente pelas vitórias e pela revalidação do título.”
E, como sempre, há espaço para agradecimentos: “Nada disto seria possível sem o apoio essencial do meu Pai, dos meus patrocinadores, da minha família T3 Racing, da grande família Befast Motorsport e de todos aqueles que acreditaram em mim até à última subida. A todos, o meu enorme obrigado.”
Pedro Alves encerra 2025 com o estatuto de um dos grandes protagonistas da Montanha portuguesa. A sua história é a prova de que, mesmo a meio da época, a coragem de mudar pode ser o primeiro passo para conquistar tudo.
Foi um dos nomes em destaque na época de 2025 do Campeonato de Portugal Legends de Montanha JC Group. Aos comandos de um Citroën Saxo Cup bem preparado, Telmo Costa foi presença constante entre os mais fortes e terminou o campeonato como vice-campeão nacional, selando a temporada com a sua primeira vitória absoluta entre os Legends, alcançada na mítica Rampa da Arrábida.
A participação de Telmo Costa na Montanha está diretamente ligada ao nascimento da sua equipa, a TéMotorSport — um projeto há muito sonhado: “Confesso que não era a modalidade que mais me aliciava”, admite. “Mas o impacto mediático da Montanha, aliado à possibilidade de ser simultaneamente piloto e team manager, tornava este o caminho mais lógico e, diga-se de passagem, em boa hora o escolhi. Inicialmente, a ideia era fazer apenas uma participação esporádica. “Era mais para estar próximo dos meus ‘campeões, só que não!”, brinca. A paixão falou mais alto.
Da perícia às rampas
A ligação de Telmo Costa ao desporto motorizado começou há mais de uma década. “Em 2011, eu era um apaixonado por motos e achava que para ser piloto de automóveis era preciso passar uns testes na NASA”, conta com humor. O destino, porém, encarregou-se de mostrar-lhe o contrário. “Trabalhava com um desses sortudos e percebi que afinal não era bem assim. Pouco tempo depois, já participava e vencia provas de perícia amadora em pisos de terra e acabei por organizar algumas delas.”
O gosto cresceu. “Comprei o meu primeiro ‘carro de corridas’ com os olhos postos no Troféu de Autocross do Team Baia. As minhas noites passaram a ser na Mecanik Competições, onde se começou a fabricar o sonho.”
A partir daí, a carreira diversificou-se: Ralis, Ralicross, algumas passagens como navegador e vários trabalhos de bastidores em equipas de referência como a A. Miranda, A. Pereira ou MNE Sport. “De todos esses sítios trouxe aprendizagens que levo para a vida e que hoje aplico na TéMotorSport.”
2025: o Ano Zero da TéMotorSport
A estreia oficial na Montanha não podia ser mais simbólica: “Murça é um dos meus traçados preferidos, mas é também dos que mais exige reconhecimento — e no meu caso, esse trabalho começou… na subida de Warm-Up”, ri-se. Mesmo assim, conseguiu um 4.º lugar entre um plantel de luxo.
Na Penha, veio o primeiro pódio absoluto: “É um tipo de traçado técnico, com grip variável e a experiência no Rallycross ajudou. Fizemos o reconhecimento de carrinha e reboque atrelado, por isso não esperava milagres”, conta. “Mas conseguimos o pódio.”
Chegava então a prova de casa — a Falperra. “As responsabilidades eram acrescidas, mas na TéMotorSport as prioridades são sempre os clientes. Nem aqui houve um bom trabalho de casa nos reconhecimentos”, confessa. “Uma transmissão cedeu na subida oficial, mas estávamos no ritmo dos da frente. Ainda assim, repetimos o pódio absoluto.”
Entre altos, baixos e superação
A Serra da Estrela prometia ser um ponto alto, com tempo para dois reconhecimentos na sexta-feira e um carro em forma. Mas o destino trocou-lhe as voltas: “A mecânica cedeu logo no primeiro dia. Se fosse o carro de um cliente, a minha equipa teria o carro de volta à estrada. Mas, por decisão minha, concentramo-nos nos meus dois ‘vices’, que estiveram fantásticos.”
Em Santa Marta de Penaguião, a história voltou a sorrir. “Que bela organização! E que traçado técnico. Trabalhámos no comportamento do carro e adaptámo-nos. Fui mais ‘ralizeiro’, escolhendo sempre o caminho mais curto… que o digam os rails”, brinca. O resultado? Mais um pódio nos Legends.
No Caramulo, veio a prova mais amarga. “Sabíamos que não era um traçado favorável, e a falta de tempo complicou tudo. Foi a minha ‘nódoa negra’ do campeonato. Prometo vingar-me, Caramulo!”, atira com humor. Terminou em 5.º lugar, o pior resultado da época.
Mas Boticas trouxe o renascer. “Desta vez fizemos reconhecimentos! E até experimentámos o luxo de dois pneus novos… incrível”, conta entre risos. “Sabíamos que tínhamos de lutar até ao fim pelo vice, e voltámos ao pódio.”
Arrábida: o sonho da vitória
O desfecho perfeito chegou na Rampa da Arrábida. “Entrámos na prova em 4.º lugar absoluto dos Legends. Trocámos finalmente a velha caixa sincronizada por uma de crabots devidamente escalonada. Parecia que o Saxo tinha ganho mais 100 cv!”
Mas o azar não desistiu. “A caixa cedeu ainda no sábado. A equipa, incansável, voltou a montar a antiga durante a noite. No domingo, fiz uma subida limpa e, contra todas as adversidades, conseguimos a primeira vitória absoluta entre os Legends. Foi o resultado que a minha equipa merecia.”
Um vice-campeonato com sabor a vitória
“Só assim podia ser vice-campeão. Este título é da minha família TéMotorSport”, diz com emoção. “No ano zero da equipa conseguimos superar todas as metas e fazer três vice-campeões. Sei que o politicamente correto diz que só eu o sou, mas para mim o Bruno e o Horácio são os meus campeões.”
Telmo Costa não esquece ninguém: “Isto é fruto de uma equipa fantástica, que se tornou família. O meu muito obrigado a todos e aos nossos parceiros: TéPneus, Origem Mobiliária & Decoração, Paulo dos Amortecedores, Kimso, Xpower, Miguel Pereira Elect. Auto, RaceWash, Drogaria N14 e Sequeirauto. Um obrigado especial à minha família de casa e aos meus colegas de trabalho, que tanto sofrem com esta minha loucura.” Também não falta o fair play: “Parabéns ao bicampeão António Barros e ao Filipe Macedo que também seria um excelente vice. Concorrente não é sinónimo de inimigo. É um prazer partilhar a pista convosco.”
Sobre o futuro, mantém os pés no chão. “Ainda não sei o que me espera em 2026. Sou péssimo a pedir apoios, e sem eles será difícil voltar a tempo inteiro. Mas vamos tentar.”
Telmo Costa fecha a temporada com a serenidade de quem construiu muito mais do que resultados: formou uma equipa, fez campeões e encontrou o seu lugar na montanha. No ano zero da TéMotorSport, o vice-campeão nacional dos Legends provou que, quando a paixão é genuína, liderar é também acelerar com o coração.
Aos comandos do seu Citroën Saxo Cup, o bracarense Filipe Macedo encerrou a temporada de 2025 do Campeonato de Portugal Legends de Montanha JC Group com um notável 3.º lugar absoluto, a escasso meio ponto do vice-campeonato. Rápido, consistente e determinado, o piloto da By Dias & Paulo Duarte Racing Team teve em Boticas o ponto mais alto da época, conquistando a sua primeira vitória e batendo o até então invicto campeão nacional.
“Podemos dizer que foi o carro que fez o piloto”, admite Filipe Macedo com humor e sinceridade. O Citroën Saxo Cup que hoje o leva aos pódio nasceu sem grandes ambições: “Comprei-o em plena pandemia, apenas para fazer alguns track days. Mas a falta de dopamina que todos sentimos nesses tempos levou-me a ir fazendo Upgrades… e o carro começou a exigir algo mais sério.”
A estreia aconteceu na Rampa da Falperra, com uma performance positiva que rapidamente acendeu o entusiasmo. “Fomos consistentes e percebi logo que podia ir mais longe.” Seguiu-se Santa Marta, onde surgiram as primeiras dificuldades. “Tive várias avarias e até um acidente. Foi aí que percebi que havia muita vida fora da Falperra.”
Com o carro reparado, Filipe ainda experimentou a velocidade em circuito. “Em quatro corridas fiz dois terceiros e um segundo lugar. Foi fatal — fiquei com o vício”, brinca.
O regresso ao espírito da montanha
Em 2025, decidiu trocar definitivamente a pista pela montanha. “Queria voltar ao ambiente de entreajuda e simpatia que sempre admirei.” A Rampa de Murça marcou o arranque da época. “Chegámos com muito tempo sem andar no carro, mas mesmo assim conseguimos um sólido 3.º lugar, num fim de semana com condições meteorológicas muito complicadas.”
A Penha, por outro lado, trouxe um revés. “Andámos bem, mas cometi um erro crasso — um valente prego, como se costuma dizer e deitou tudo a perder. Pensei até em desistir.” Mas a paixão falou mais alto. “A próxima prova era em casa, a Falperra. Arranjámos o motor, montámos uma caixa nova… e foi precisamente a caixa nova que cedeu. Tive de abandonar.”
Na Serra da Estrela, Filipe voltou a sentir-se em sintonia com o carro e conquistou um excelente 2.º lugar. Seguiu-se o regresso a Santa Marta, onde tinha batido no ano anterior. “Voltámos determinados a resolver os problemas e mostrar que podíamos mais.Estivemos muito competentes e percebi que, finalmente, estava a encontrar o carro e a mim próprio. Ficámos segundos, muito próximos do primeiro. A motivação disparou.”
O Caramulo tornou-se, nas suas palavras, “a rampa do acreditar”: “Acreditei até ao fim e consegui o melhor tempo. Foi ali que percebi que o objetivo estava ao nosso alcance.” E a confirmação chegou em Boticas, com a tão desejada vitória: “O carro esteve impecável e consegui finalmente vencer. Foi um momento muito especial para mim e para toda a equipa By Dias & Paulo Duarte, que foram incansáveis com o carro e pacientes com o piloto.”
Mesmo com menos uma prova disputada do que os seus adversários diretos, Filipe decidiu alinhar na Rampa da Arrábida para discutir o vice-campeonato: “Foi uma prova difícil, a que senti menos adaptação. O traçado técnico e o baixo nível de aderência não favoreciam a caixa de circuito. No sábado estivemos consistentes, mas no domingo uma travagem demasiado ambiciosa custou-nos caro.”
O piloto reconhece o mérito dos rivais: “O vice-campeonato foi bem entregue ao Telmo, que foi muito sólido e consistente. E o António Barros é um campeão indiscutível.”
Um balanço de crescimento e paixão
“No global, adorei esta primeira experiência a fazer um campeonato. Nunca o tinha feito, em nenhuma modalidade. Foi uma época de grande aprendizagem e de enorme satisfação”, afirma.
Para 2026, Filipe Macedo quer continuar a evoluir. “O Saxo vai receber uma caixa adaptada à montanha, e devo deixar de vez a velocidade. Talvez ainda faça uma prova na Divisão SC-C com o Honda Civic que era do pedro J. Neves, assim que esteja preparado para ser competitivo.”
Antes de terminar, o piloto deixa uma mensagem de gratidão: “Quero agradecer a todos os que tornaram este campeonato possível, à Federação, aos clubes organizadores, aos patrocinadores e, claro, a todos os bravos da montanha. Foi um prazer partilhar a estrada convosco.”
Filipe Macedo encerra a sua primeira temporada completa na montanha com o brilho de quem descobriu o verdadeiro prazer de competir: a comunhão entre o piloto, a máquina e a montanha. De Braga para os pódios nacionais, o homem que começou por acaso nos track days provou que, afinal, às vezes é mesmo o carro que faz o piloto.
Piloto da Diatosta em grande forma na prova candidata ao Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.
O piloto aveirense José Lameiro encerrou da melhor forma a sua temporada de 2025, conquistando o segundo lugar absoluto e a vitória na Categoria Superchallenge na edição inaugural do Caramulo Sprint, prova organizada pelo Caramulo Racing Team e candidata a integrar o Campeonato de Portugal de Montanha JC Group já em 2026.
Ao volante do Skoda Fabia MK3 Super Car com as cores da Diatosta, José Lameiro foi uma das figuras em destaque ao longo de todo o fim de semana. Consistente e rápido em todas as subidas, o piloto mostrou um excelente nível de competitividade, protagonizando uma luta emocionante com Carlos Gonçalves (Osella PA21S Evo) pela segunda posição da geral. No final, apenas 64 milésimos de segundo separaram ambos, com Lameiro a garantir o segundo lugar absoluto e o triunfo categórico nos Super Challenge.
“Foi uma excelente forma de encerrar a temporada de 2025, nesta edição inaugural do Caramulo Sprint. O traçado do Caramulo tem para mim um significado muito especial, pois foi aqui que comecei a minha carreira nas rampas, depois de alguns anos no Campeonato de Portugal de Rallycross, onde conquistei por duas vezes o título nacional. Por isso, é sempre um enorme prazer voltar a competir aqui. Estivemos muito fortes durante todo o fim de semana, sempre rápidos e consistentes, e conseguimos um grande segundo lugar da geral, numa luta incrível com o Carlos Gonçalves, decidida à milésima de segundo”, sublinha José Lameiro.
O piloto da Diatosta assumiu ainda a sua enorme satisfação “com a época que termina, especialmente por ter conseguido o meu primeiro triunfo nos Super Challenge na Rampa da Arrábida, e agora esta vitória aqui no Caramulo Sprint. É, sem dúvida, a melhor forma de fechar o ano. Quero agradecer ao Caramulo Racing Team pelo excelente nível organizativo, e também à DM Motorsport e à Ignition Victory pelo extraordinário trabalho no Skoda Fabia MK3 Supercar. Agora é altura de começar a preparar 2026, onde o meu objetivo é claro: lutar pelo título nacional na categoria.”
Com este resultado, José Lameiro encerra uma época de grande consistência e crescimento competitivo, confirmando-se como uma das principais referências da categoria Super Challenge e um dos candidatos naturais ao título nacional em 2026.
Já depois de receber o Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, o tradicional e mítico traçado de 2.850 metros do Caramulo acolheu, este fim de semana, o Caramulo Sprint, prova organizada pelo Caramulo Racing Team e candidata a integrar o campeonato maior da modalidade já em 2026.
Esta foi a primeira organização a solo do Caramulo Racing Team enquanto entidade principal organizadora de uma prova federada de montanha, um teste de avaliação da sua capacidade técnica, logística e de segurança. O resultado não podia ser mais positivo: fim de semana exemplar em termos organizativos, com horários cumpridos com grande rigor, segurança irrepreensível e público ao longo das duas jornadas, mesmo com o outono a fazer-se sentir com chuva no sábado e sol radiante no domingo.
Domínio absoluto de José Correia
Em termos desportivos, o destaque foi total para José Correia e a sua espetacular Osella PA30 do JC Group Racing Team. O vice-campeão nacional absoluto de 2025 venceu todas as sete subidas realizadas ao longo dos dois dias, dominando tanto no sábado, com a pista molhada, condição especialmente difícil para os protótipos abertos, como no domingo, já com piso seco e excelentes condições de aderência.
Correia confirmou o favoritismo com uma exibição sólida, terminando com 9,8 segundos de vantagem sobre o segundo classificado, e tempos muito próximos dos que já tinha registado na Rampa do Caramulo quando esta recebeu o campeonato nacional.
A luta pela segunda posição absoluta foi uma das mais emocionantes do fim de semana, envolvendo José Lameiro (Skoda Fabia Supercar) e Carlos Gonçalves (Osella PA21S Evo,). No final, apenas 64 milésimos de segundo separaram ambos, com Lameiro a levar a melhor e a garantir também o triunfo na Categoria Super Challenge, lides onde o piloto aveirense da Diatosta foi claramente superior ao longo da prova, impondo-se a Daniel Pacheco, que levou o seu Renault Clio Supercar ao segundo lugar da categoria e ao 4.º lugar da geral. O pódio da Superchallenge ficou completo com Jorge Costela (Citroën Saxo), que venceu a divisão SC-C, foi o melhor entre os carros de duas rodas motrizes e terminou em 8.º da geral.
Equilíbrio entre os GT e sucesso dos pilotos da casa
Entre os GT, o destaque foi para a dupla da AMSport. José Cruz, ao volante de um Porsche 991 GT3 Cup, foi o mais forte e fechou o top 5 da geral, superando por sete décimos de segundo o Porsche 997 GT3 Cup do seu filho Rúben Oliveira Lopes.
Nos Clássicos, o protagonismo foi do Caramulo Racing Team, com os “pilotos da casa” em excelente plano. Ricardo Loureiro, em Ford Escort Mk2, venceu e terminou em 7.º da geral, enquanto Fernando Francisco, no Ford Escort Mk1, foi segundo entre os Clássicos e 9.º absoluto.
A fechar o Top 10 absoluto, Simplício Taveira, em Citroën C1, brilhou entre os 1300, somando a vitória nessa frente.
Desafio superado com nota alta
A edição inaugural do Caramulo Sprint 2025 demonstrou, uma vez mais, que o Caramulo Racing Team tem competência e estrutura ao nível do que é exigido às provas que integram o Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, reforça a candidatura do clube a integrar já em 2026 o calendário.
“Felicito o Caramulo Racing Team pelo sucesso organizativo deste Caramulo Sprint. Para o Município de Tondela é muito importante apoiar eventos como este, que ajudam a manter o traçado do Caramulo e a nossa montanha como uma das grandes referências no panorama da modalidade. Queremos, naturalmente, que esta prova venha a integrar o Campeonato de Portugal de Montanha JC Group. O Caramulo Racing Team tem feito um percurso exemplar desde o início da sua história, razão pela qual merece, e continuará a merecer, o total apoio da Câmara Municipal de Tondela”, afirmou Francisco Fonseca, vereador do Desporto da Câmara Municipal de Tondela.
Já Nuno Pinto, presidente do Caramulo Racing Team, sublinhou “a satisfação que sentimos com o nível organizativo que conseguimos atingir e quero deixar um agradecimento especial aos pilotos pela confiança que depositaram no nosso clube ao estarem presentes nesta prova candidata e a todos os que colaboraram com o Caramulo Racing Team, em particular ao Clube de Motorismo de Setúbal. Tínhamos plena noção da responsabilidade que era organizar uma prova candidata e, felizmente, tudo correu pelo melhor. Estamos totalmente preparados para assumir a responsabilidade de ter uma prova integrada no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group já em 2026”.
A montanha mágica voltou, assim, a provar que é um palco de excelência para o desporto automóvel português e tudo aponta para que, já em 2026, o Caramulo Sprint possa integrar, com todo o mérito, o calendário oficial do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.
O Caramulo Sprint, prova organizada pelo Caramulo Racing Team iniciou-se este sábado sob condições meteorológicas desafiantes, mas com uma organização exemplar, que cumpriu o programa previsto com total rigor e pontualidade e reforçou a candidatura da rampa ao Campeonato de Portugal de Montanha JC Group 2026.
A chuva que caiu nos últimos dias manteve a pista molhada durante as duas subidas inaugurais de treinos cronometrados, voltando a intensificar-se na única Subida de Prova que encerrou o programa competitivo deste primeiro dia.
Apesar das condições adversas, os pilotos não deixaram de atacar os tempos. O vice-campeão nacional José Correia esteve em grande destaque, ao ser o mais rápido em todas as subidas do dia. Aos comandos da sua Osella PA30 do JC Group Racing Team, o piloto bracarense estabeleceu na Subida de Prova o melhor tempo, com 1m31,839s, alcançando uma média impressionante de 111,7 km/h à chuva.
O segundo lugar da geral ficou nas mãos de José Lameiro, que explorou com mestria as quatro rodas motrizes do seu Skoda Fabia MKIII Super Car da Diatosta, terminando a apenas 3,7 segundos de Correia. Além do 2.º posto absoluto, Lameiro lidera destacado entre os Super Challenge.
A fechar o pódio provisório, Daniel Pacheco (Renault Clio Super Car) garantiu o 3.º lugar, com uma margem mínima de apenas 0,5 segundos sobre Carlos Gonçalves, ao volante de uma Osella PA21s Evo.
Entre os GT, a luta ficou reservada aos dois pilotos da AMSport. José Cruz, em Porsche 991 GT3 Cup, levou a melhor sobre Rúben Lopes (Porsche 997 GT3 Cup) por escassos 7 décimos de segundo, ocupando o 5.º e 6.º lugar da classificação geral, respetivamente.
A jogar em casa, Ricardo Loureiro fez jus à tradição do Caramulo, impondo o seu Ford Escort MKII do Caramulo Racing Team entre os Clássicos, conseguindo ainda um excelente 8.º tempo absoluto. Nos 1300, Diogo Salvador mostrou-se imbatível ao volante do seu sempre espetacular Fiat 127, dominando a categoria e assinando o 10.º melhor tempo da geral. Já Simplício Taveira, em Citroën C1, foi o mais rápido entre os Turismo 1300.
Para domingo, o programa reserva quatro subidas: a primeira de treinos livres, marcada para as 10 da manhã, seguida da derradeira sessão de treinos oficiais e, finalmente, duas subidas de prova decisivas. As previsões meteorológicas apontam para melhoria das condições, prometendo uma jornada final de grande competitividade e espetáculo na montanha mágica do Caramulo.
A história de Bruno Rodrigues é daquelas que lembram porque o automobilismo português vive tanto da paixão como da perseverança.
Emigrante no País Basco francês, sem patrocínios e com longas viagens de 850 quilómetros para cada prova, o piloto conseguiu o impensável: terminou a época de 2025 como 2º classificado da Divisão Turismo 3 no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, ao volante do seu Honda Civic EP3, preparado e reparado quase exclusivamente pelas suas próprias mãos.
O sonho começou na Falperra
“Desde que nasci que vou ver a Falperra. Mesmo a viver em França, fazia questão de vir. O sonho era simples: correr lá, nem que fosse uma vez”, recorda Bruno Rodrigues.
Em 2023 concretizou o desejo, ao volante de um Ford Fiesta R2 de Hugo Lopes. A experiência correu bem e acendeu o desejo de mais. “Decidi que tinha de ter o meu próprio carro e fazer uma época completa.” Comprou um Honda Civic EP3 em França, fez algumas alterações e preparou-se para 2024. Mas a estreia foi dura: uma saída de estrada logo no warm-up da Falperra pôs fim antecipado à temporada.
“Sem apoios e com uma equipa pequena, trouxe o carro para França e arranjei-o com as minhas próprias mãos — chapa e pintura. Não sou mecânico, mas até ficou bonito”, brinca.
Um novo começo com a TE Motorsport
No final de 2024, o telefone tocou e tudo mudou. “Ligaram-me a perguntar se ia correr no ano seguinte. Em dez minutos estava tudo combinado com o Telmo Costa. Nasceu a TE Motorsport.” Foi o início de uma parceria decisiva. “Tornámo-nos uma família. Partilhamos a mesma visão e isso facilita tudo.”
O arranque de 2025 não foi fácil. Em Murça, o carro entrou em modo de segurança e só tinha metade da potência. “A pista era muito técnica e nem consegui fazer reconhecimentos. Foi uma das minhas piores provas.” Na Penha, um problema no autoblocante logo no arranque acabou por destruir a caixa de velocidades. “A equipa fez o impossível, mas não deu para continuar.”
Seguiu-se a Falperra — “a prova de amor e ódio” — marcada por mau tempo e subidas anuladas. Ainda assim, a equipa trabalhou toda a noite para ter o carro pronto às três da manhã, permitindo a Bruno Rodrigues subir ao pódio. A viragem continuou na Serra da Estrela. “O carro estava perfeito, o setup incrível. Fiz P3 e só não fui segundo por um erro meu.”
Depois, em Santa Marta, o desconhecimento total do traçado e problemas pessoais impediram um bom resultado, mas em Boticas tudo se alinhou. “É o traçado que mais gosto. A presença da minha mulher deu-me força, e os tempos confirmaram: foi a minha melhor prestação da época”, coroada com mais um pódio.
A Arrábida, por fim, trouxe o merecido prémio: o 2º lugar final no campeonato na Divisão Turismo 3. “Já só precisava de acabar. Dediquei o fim de semana a ajudar o Telmo Costa, e conseguimos ambos atingir os nossos objetivos.”
Uma vida entre dois países
Ser emigrante e piloto de montanha é uma prova de resistência extra. “Às vezes vou de avião, mas é complicado: deixo os filhos na escola às 8h, voo em Bilbao, chego ao Porto à tarde e nunca dá para chegar cedo às rampas. Outras vezes faço de carro — são 850 quilómetros para cada lado. É cansativo, mas não é isso que me vai parar.”
Apesar da conquista, Bruno não esconde críticas construtivas ao panorama nacional. “A FPAK podia simplificar regulamentos e ouvir mais os pilotos. Há falta de equidade entre categorias — na Turismo 3 corremos com carros muito diferentes em potência e peso. E a falta de apoios continua a ser o maior problema: corro sem qualquer sponsor.” Ainda assim, o balanço é positivo. “Ficam memórias e amizades para a vida. Isto é o concretizar de um sonho. Quem nunca viveu lá dentro não entende a sensação.”
Olhar para o futuro
O Honda Civic está agora à venda. “Se aparecerem sponsors, volto em 2026. Caso contrário, será impossível. Com a TE Motorsport estamos a avaliar opções para 2027 — talvez um novo projeto, ou evoluir o Civic para a categoria Gr.A. Vai depender de apoios.”
Bruno Rodrigues encerra o ano com a serenidade de quem venceu a luta mais difícil: a de não desistir. “Sem a minha companheira, o Telmo Costa, a equipa e o meu irmão, nada disto seria possível. Foram o meu pilar.”
De França a Portugal, entre noites de oficina e dias de montanha, Bruno Rodrigues provou que o sonho de correr na Falperra pode mesmo levar um emigrante ao pódio nacional.