Categoria: Montanha

  • Pedro Neves concretiza sonho na Gala dos Campeões FPAK no Casino do Estoril

    Pedro Neves concretiza sonho na Gala dos Campeões FPAK no Casino do Estoril

    Pedro Neves marcou presença na Gala dos Campeões da FPAK, realizada no emblemático Casino do Estoril, onde foi distinguido pelo desempenho alcançado no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group 2025.

    O piloto da Gafanha da Nazaré subiu ao palco para receber o troféu referente ao pódio na Divisão SC-C da categoria Super Challenge, resultado que considerou a concretização de um objetivo há muito traçado.

    “Estou muito feliz, isso porque terminar no pódio da Divisão SC-C da categoria Super Challenge foi o concretizar de um sonho, fruto do meu desempenho no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group de 2025. Quero agradecer todo o apoio dos meus patrocinadores, da equipa, da família, dos amigos e dos fãs. Para todos, este troféu também é vosso”, afirmou Pedro Neves.

    Ao volante de um Honda Civic com as cores da PJN Automóveis, o piloto protagonizou uma temporada consistente na Montanha, traduzida num resultado que agora ganha expressão pública com a distinção oficial na cerimónia que reuniu os principais protagonistas do automobilismo nacional.

  • Prémio Paulo Ramalho distingue Fernando Queiroga na 9.ª Gala do Campeonato de Portugal de Montanha

    Prémio Paulo Ramalho distingue Fernando Queiroga na 9.ª Gala do Campeonato de Portugal de Montanha

    O Prémio Paulo Ramalho foi atribuído a Fernando Eirão Queiroga durante a 9.ª Gala do Campeonato de Portugal de Montanha J.C. Group, numa cerimónia realizada no Pavilhão Multiusos de Boticas, que reuniu os principais protagonistas da época desportiva de 2025.

    Instituído pela APPAM, o Prémio Paulo Ramalho distingue anualmente uma personalidade que se tenha destacado de forma excecional pelo seu trabalho, dedicação e contributo em prol do Campeonato de Portugal de Montanha, valorizando quem, fora da pista, desempenha um papel determinante no crescimento, prestígio e sustentabilidade da competição.

    A distinção atribuída em 2025 a Fernando Queiroga reconhece o seu papel absolutamente decisivo na criação, desenvolvimento e consolidação da Rampa Internacional de Boticas, hoje amplamente reconhecida como uma das melhores provas do campeonato nacional, nomeadamente nas áreas da segurança, organização e acolhimento a equipas e pilotos.

    Joaquim Teixeira, presidente da APPAM, sublinha que a decisão foi tomada por unanimidade: “A atribuição do Prémio Paulo Ramalho este ano foi considerada um verdadeiro prémio de mérito, atribuído a Fernando Queiroga, em resultado de tudo aquilo que fez pelo Campeonato de Portugal de Montanha, concretamente na prova de Boticas. Desde a primeira hora conseguiu criar um traçado com todas as condições de segurança, tornando-o um dos melhores a nível europeu, garantindo sempre excelentes condições à organização e aos pilotos.”

    Joaquim Teixeira destacou ainda a filosofia subjacente ao galardão, que vai além do reconhecimento desportivo: “Na APPAM entendemos que devemos premiar não apenas pilotos ou presidentes de clubes, mas sobretudo pessoas que deram um contributo verdadeiramente relevante para o desporto automóvel. Fernando Queiroga foi um autarca exemplar, que tudo fez para que a Rampa de Boticas se tornasse uma realidade sólida e hoje uma das principais provas do campeonato, capaz de atrair milhares de pessoas, equipas e pilotos, e até integrar um campeonato europeu.”

    O presidente da APPAM concluiu reforçando o simbolismo do prémio: “É um prémio simbólico, mas mais do que merecido. Na APPAM não somos ingratos e gostamos de reconhecer quem, com inovação, imaginação e vontade de criar, contribuiu de forma decisiva para a valorização da Montanha.”

    No seu discurso de agradecimento, Fernando Queiroga sublinhou o significado pessoal e coletivo da distinção: “Este prémio tem um significado muito especial para mim, desde logo pelo nome que carrega. Paulo Ramalho foi um lutador até ao fim e identifico-me muito com esse espírito de sacrifício e de construção passo a passo. Sinto um enorme orgulho por ter contribuído, através do desporto automóvel, para promover Boticas, a Rampa de Boticas e o próprio Campeonato de Portugal de Montanha.”

    O galardoado recordou ainda um dos momentos mais difíceis vividos pelo concelho e pela prova: “Houve um ano em que Boticas foi fortemente atingida por um grande incêndio na zona da rampa. 15 dias antes disseram-nos que não seria possível realizar a prova. Em apenas duas semanas conseguimos reunir as condições e fizemos uma rampa espetacular. Essa é a força do povo de Boticas e é essa imagem que aqui represento.”

    Com a atribuição do Prémio Paulo Ramalho, a APPAM e a organização do Campeonato de Portugal de Montanha J.C. Group reforçam a importância do compromisso institucional, da visão estratégica e do envolvimento das autarquias como pilares fundamentais para o crescimento e afirmação contínua da Montanha nacional.

  • 9.ª Gala do Campeonato de Portugal de Montanha J.C. Group celebrou uma época histórica em Boticas

    9.ª Gala do Campeonato de Portugal de Montanha J.C. Group celebrou uma época histórica em Boticas

    O Campeonato de Portugal de Montanha J.C. Group viveu uma noite de celebração e reconhecimento na sua 9.ª Gala, realizada no Pavilhão Multiusos de Boticas, num ambiente marcado pela emoção e pela valorização de todos os que constroem este campeonato.

    Mais do que uma cerimónia de entrega de prémios relativos à época 2025, a gala afirmou-se como um verdadeiro pódio de histórias, onde se celebraram não apenas vitórias e títulos, mas também valores fundamentais do desporto: dedicação, resiliência, espírito de equipa e paixão. Clubes, pilotos, equipas, famílias e comunicação social encheram o recinto para assinalar uma temporada que ficará na história da Montanha nacional.

    O desporto, por natureza, reflete a própria vida: ensina que as derrotas são aprendizagens, que a vitória é fruto de trabalho árduo e que o verdadeiro campeão é aquele que nunca desiste. Foi neste espírito que, para além dos protagonistas em pista, foram também reconhecidos todos os que, longe dos holofotes, contribuem para o crescimento do campeonato, dirigentes, voluntários, patrocinadores, autarquias e parceiros institucionais.

    Retorno mediático e crescimento sustentado

    A época de 2025 revelou-se excecional em todos os indicadores, superando largamente as expectativas iniciais. O Campeonato de Portugal de Montanha J.C. Group atingiu um retorno mediático global de 11.105.522,00 euros, um crescimento expressivo face aos 4.151.307,00 euros registados em 2023, confirmando a força do campeonato enquanto plataforma de visibilidade, networking e geração de oportunidades.

    Ao longo da temporada foram contabilizadas 2.769 notícias, provenientes de 297 fontes diferentes, com um AVV (Advertising Value Equivalent) superior a 11,1 milhões de euros. As provas do campeonato atraíram mais de 500.000 espectadores presenciais, despertaram o interesse de 1.650 meios de comunicação social e registaram mais de 18 horas de tempo total de emissão televisiva.

    A cobertura mediática passou por 16 canais de televisão, incluindo ABOLA TV, RTP Madeira, RTP3, RTP Notícias, RTP2, Porto Canal, Sporting TV, TVI, SIC, SIC Notícias, CNN, CMTV, NOW e os seis canais Sport TV+, além de uma forte presença radiofónica na Antena 1, Rádio Comercial e TSF, e digital, com cerca de 1.058 sites a acompanharem o campeonato.

    Também em pista o crescimento foi evidente. Em 2025, o campeonato registou uma média de 88 pilotos por prova, um aumento muito significativo face à média de 49,3 pilotos por prova em 2019, demonstrando a vitalidade, atratividade e confiança crescente dos concorrentes.

    Reconhecimento institucional

    Durante a cerimónia, Ni Amorim, presidente da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting, destacou “o crescimento notável e sustentado deste campeonato, fruto do excelente trabalho do promotor, formado pela APPAM e pelos clubes organizadores, contando sempre com o imprescindível apoio das autarquias, parceiros indispensáveis para a Montanha em particular e para o desporto automóvel em geral”. O dirigente felicitou ainda pilotos e equipas, mostrando-se confiante de que 2026 será mais uma época de crescimento.

    As autarquias e instituições que ao longo dos anos têm apoiado de forma decisiva o campeonato foram igualmente homenageadas, sublinhando-se que estas provas são muito mais do que eventos desportivos. São reflexo da união entre territórios e o automobilismo.

    O promotorForam distinguidos a Irmandade da Penha e Autarquia de Guimarães, Município da Covilhã, Município de Santa Marta de Penaguião, Município de Murça, Município de Boticas, Município de Tondela e Município de Setúbal.

    Prémios de Mérito e Prestígio

    Um dos momentos mais marcantes da 9.ª Gala do Campeonato de Portugal de Montanha J.C. Group foi a atribuição do Prémio Paulo Ramalho, distinção instituída pela APPAM e que visa homenagear, anualmente, uma personalidade que se tenha destacado pelo seu trabalho, dedicação e contributo relevante em prol do Campeonato de Portugal de Montanha.

    O Prémio Paulo Ramalho 2025 foi atribuído a Fernando Eirão Queiroga, pelo seu papel fundamental no apoio continuado à Rampa Internacional de Boticas, enquanto presidente da Câmara Municipal, função que exerceu desde 2013 e durante vários mandatos, sendo atualmente deputado à Assembleia da República.

    O Galardão Prestígio 2025 foi entregue aos patrocinadores J.C. Group (Naming Sponsor do campeonato) e Diatosta, num reconhecimento claro do papel determinante que desempenharam no sucesso da época. O apoio destes parceiros foi descrito como “combustível essencial para acelerar o campeonato rumo ao sucesso”, permitindo proporcionar aos pilotos, equipas e público uma temporada memorável.

    A 9.ª Gala do Campeonato de Portugal de Montanha J.C. Group encerrou assim uma época histórica, marcada por crescimento, profissionalismo e união, deixando o caminho traçado para 2026, que se antevê ainda mais ambiciosa e consolidada como referência do desporto automóvel nacional.

  • Luís Fernandes fechou época 2025 na Montanha com Top 2 entre os SC-C: “cumprimos o máximo com o que tínhamos”

    Luís Fernandes fechou época 2025 na Montanha com Top 2 entre os SC-C: “cumprimos o máximo com o que tínhamos”

    Luís Fernandes foi um dos pilotos em maior evidência na temporada de 2025 do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, protagonizando uma das lutas mais intensas da época na Divisão SC-C da categoria Super Challenge. Aos comandos de um competitivo Peugeot 106 XSi, o piloto terminou o campeonato num sólido 2.º lugar, sendo o principal opositor de Bruno Carvalho na discussão pelo título.

    Depois de vários anos a competir em provas regionais, 2025 marcou a estreia de Luís Fernandes a tempo inteiro no Campeonato Nacional de Montanha, uma decisão amadurecida ao longo das épocas anteriores. “Sabia que ia para uma classe muito forte, com carros mais potentes e pilotos com muito conhecimento dos traçados. O meu grande objetivo era terminar sempre no top-3 e trazer um troféu para casa, especialmente para os meus filhos”, explica.

    A preparação para a época foi meticulosa e exigente. Consciente da menor experiência em muitos dos percursos, o piloto apostou fortemente no estudo prévio: “Passei muitas noites a ver vídeos onboard das rampas. Era a forma que tinha de minimizar a desvantagem de não conhecer os traçados. Confesso que ajudou bastante”.

    O arranque da época não foi fácil. Em Murça, logo na primeira jornada, um problema mecânico impediu-o de alinhar na primeira subida de prova. Ainda assim, com esforço da equipa, conseguiu regressar à competição no domingo e garantir o terceiro lugar da classe. “Foi talvez o maior desafio da época, porque vinha de mais de um ano sem conduzir o carro. Conseguir subir ao pódio deu-me confiança para o resto do campeonato”.

    Ao longo do ano, Luís Fernandes foi acumulando bons resultados, apesar das dificuldades impostas por condições meteorológicas instáveis e pela exigência técnica de algumas rampas. A Serra da Estrela revelou-se particularmente desafiante: “Só na última subida consegui perceber realmente os limites do percurso. Pelo menos fica a aprendizagem para 2026”.

    Entre os momentos altos da temporada, o piloto destaca Boticas e, sobretudo, a Rampa da Arrábida. “Foi a prova que me deu maior satisfação. Era a única onde eu e os meus adversários estávamos em igualdade no conhecimento do traçado. Fui com tudo para tentar vencer, cheguei a fazer o melhor tempo numa subida e terminei em segundo por diferenças mínimas. Foi uma luta incrível”, recorda.

    Com o balanço de 2025 claramente positivo, Luís Fernandes já aponta o olhar para o futuro. “Depois de viver este sonho no Nacional, estou a trabalhar para estar presente em 2026 de forma mais consciente e menos emocional. A vontade é lutar pelo título. Com algumas evoluções no carro e maior conhecimento dos percursos, acredito que posso ser ainda mais competitivo”.

    O piloto faz ainda questão de sublinhar o papel determinante da família, amigos e equipa ao longo da época. “Nada disto teria sido possível sem o apoio incondicional da minha família, dos amigos e de todos os que estiveram comigo em cada prova. Foram eles que me permitiram focar apenas em conduzir”.

    Depois de um ano de afirmação no Campeonato de Portugal de Montanha, Luís Fernandes deixa uma certeza: 2026 já começou a ser preparado.

  • Pedro Marques faz balanço positivo de 2025 após estreia do Silver Car na Montanha

    Pedro Marques faz balanço positivo de 2025 após estreia do Silver Car na Montanha

    A temporada de 2025 ficou marcada como um ano especial para o piloto bracarense Pedro Marques, que regressou à competição após duas épocas de paragem para se estrear aos comandos de um Silver Car no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group. A estreia aconteceu na emblemática Rampa da Falperra, uma das provas mais mediáticas e exigentes do calendário nacional.

    O regresso à Montanha coincidiu com um ano particularmente competitivo na divisão de Protótipos B, que registou a entrada de novos carros e um significativo aumento do nível de andamento. Para Pedro Marques, isso traduziu-se num desafio acrescido desde a primeira prova.

    “Foi, sem dúvida, uma época muito desafiante, num campeonato pujante e com um nível competitivo bastante elevado. A adaptação ao Silver Car não foi fácil, até porque vinha de um Porsche GT3 Cup, um carro completamente diferente. Além disso, depois de duas épocas parado, não foi simples encontrar o ritmo certo”, explicou o piloto.

    Ao longo da temporada, a afinação do carro revelou-se um dos maiores desafios. “O trabalho de ‘setup’ foi complexo e exigiu muito tempo e dedicação para conseguir extrair o máximo potencial do Silver Car. Foi um processo de aprendizagem constante”, acrescentou.

    A participação de Pedro Marques acabou por ser interrompida a meio da época devido a compromissos profissionais que o obrigaram a ausências prolongadas fora de Portugal. Perante essa realidade, o piloto decidiu ceder o Silver Car a Hélder Silva, tetracampeão nacional absoluto em título, que alinhou nas duas provas finais do campeonato, alcançando lugares de pódio.

    “Apesar de todas as dificuldades, considero que foi uma época positiva. Houve muito trabalho, muita aprendizagem e uma evolução clara, tanto minha como do projeto em si”, sublinhou o piloto de Braga.

    Quanto a 2026, Pedro Marques mantém alguma cautela relativamente ao futuro: “Ainda não sei como será a próxima época. Tudo depende dos meus compromissos profissionais, mas mais à frente poderão surgir notícias mais concretas”.

  • Fernando Francisco prossegue evolução na Montanha e aponta a 2026 com expectativa

    Fernando Francisco prossegue evolução na Montanha e aponta a 2026 com expectativa

    O piloto de Águeda, Fernando Francisco, que defende as cores do Caramulo Racing Team, esteve presente em várias jornadas do Campeonato de Portugal Clássicos de Montanha JC Group 2025, aos comandos do seu inconfundível Ford Escort MKI verde.

    Apesar de não ter alinhado em todas as provas do calendário, o balanço da temporada é positivo. O próprio piloto explica que a época ficou marcada por uma participação seletiva, mas produtiva: “Por diferentes razões não consegui disputar a totalidade das provas, mas considero que foi uma participação positiva. Consegui continuar a evolução técnica do Ford Escort e também melhorar a minha condução, alcançando posições interessantes no Campeonato de Portugal de Clássicos de Montanha”, sublinhou Fernando Francisco.

    Ao longo de 2025, o foco esteve claramente no desenvolvimento do carro e na progressão competitiva, objetivos que foram sendo cumpridos prova após prova, mesmo com um programa desportivo reduzido.

    Com a temporada agora encerrada, as atenções viram-se para o futuro. Sobre 2026, Fernando Francisco mantém uma postura cautelosa, mas otimista: “Ainda estou a analisar em que provas irei participar. Estou a conversar com os patrocinadores e só depois de tudo definido poderei fechar a época. Gostava que fosse semelhante a 2025, mas vamos ver como evoluem as coisas”, concluiu o piloto do Caramulo Racing Team.

    A expectativa é que, confirmando-se a continuidade do projeto, Fernando Francisco volte a ser presença assídua nas rampas nacionais, reforçando a competitividade e o espetáculo dos Clássicos de Montanha.

  • Ricardo Gonçalves faz balanço positivo de 2025

    Ricardo Gonçalves faz balanço positivo de 2025

    O piloto vimaranense Ricardo Gonçalves concluiu a temporada de 2025 do Campeonato Portugal Legends de Montanha JC Group na quarta posição da classificação final, aos comandos do seu BMW E36, num campeonato novamente dominado por António Barros.

    Apesar de não ter alcançado o objectivo de subir ao pódio, Ricardo Gonçalves faz um balanço positivo de uma época marcada por elevado nível competitivo e grandes duelos em pista.

    “Fez-se o que foi possível. Gostava, naturalmente, de ter terminado numa posição de pódio, mas isso não foi possível. Bater o António Barros era muito difícil”, começou por afirmar o piloto de Guimarães, sublinhando a intensidade do campeonato de 2025.

    Ricardo destacou ainda o crescimento competitivo registado ao longo da temporada, em especial com a forte prestação dos Citroën Saxo de Filipe Macedo e Telmo Costa. “A partir de certa altura, começaram a ter um andamento fabuloso, o que deu origem a grandes despiques. Confesso que me diverti bastante com essas lutas”, admitiu.

    No entanto, nem tudo correu como desejado. Alguns problemas mecânicos ao longo da época acabaram por condicionar os resultados finais. “Debati-me com alguns percalços mecânicos que em nada ajudaram. Esta quarta posição foi o melhor que conseguimos. Dou os meus parabéns aos pilotos que ocuparam os lugares do pódio”, acrescentou.

    Quanto à temporada de 2026, o piloto prefere manter alguma reserva. “Estamos ainda a falar com os patrocinadores. Assim que existirem novidades, serão anunciadas. Seria prematuro adiantar algo neste momento. Vamos ter de esperar mais um pouco”, concluiu Ricardo Gonçalves.

  • Campeonato de Portugal de Montanha JC Group apresenta calendário 2026

    Campeonato de Portugal de Montanha JC Group apresenta calendário 2026

    O Campeonato de Portugal de Montanha JC Group apresenta em 2026 um calendário renovado, que passa a contar com sete provas pontuáveis, reforçando a consistência competitiva do campeonato e a sua implantação territorial a nível nacional.

    A temporada arranca nos dias 28 e 29 de março, com a Rampa de Murça, seguindo-se a Rampa da Penha, agendada para 25 e 26 de abril. O mês de junho concentra dois momentos importantes do calendário, com a Rampa Serra da Estrela, a 6 e 7 de junho, e a Rampa de Santa Marta, nos dias 27 e 28 de junho.

    A grande novidade da época de 2026 é a entrada da Rampa Capital do Móvel, em Paços de Ferreira, que regressa assim ao Campeonato de Portugal de Montanha. A prova está marcada para 18 e 19 de julho.

    Após a pausa de verão, a competição regressa com a Rampa Internacional de Boticas, nos dias 5 e 6 de setembro, antes do encerramento da temporada, que terá lugar a 3 e 4 de outubro, com a realização da Rampa da Arrábida.

    Nos últimos anos, o Campeonato de Portugal de Montanha JC Group tem registado um crescimento consistente no número médio de participantes por prova, bem como um aumento significativo do impacto mediático, refletindo o interesse crescente de pilotos, equipas, patrocinadores e público. Este percurso de afirmação tem contribuído para reforçar o estatuto do campeonato como uma das competições mais dinâmicas e atrativas do panorama do desporto automóvel nacional.

    Paralelamente ao campeonato, a Rampa Internacional da Falperra passa, em 2026, a ser a prova onde se discutirá a Taça de Portugal de Montanha, mantendo, em simultâneo, o seu estatuto consagrado como prova pontuável para o Campeonato da Europa de Montanha. A emblemática rampa bracarense realiza-se entre 15 e 17 de maio, continuando a afirmar-se como uma das mais prestigiadas competições de montanha do panorama europeu.

    Com um calendário equilibrado, a introdução de uma nova prova e a consolidação de indicadores de crescimento sustentado, o Campeonato de Portugal de Montanha JC Group reforça, em 2026, a sua ambição competitiva e o seu papel central no desporto automóvel nacional.

  • Bruno Gomes: da família às rampas, o percurso de um vencedor

    Bruno Gomes: da família às rampas, o percurso de um vencedor

    Com uma equipa construída em família e um Fiat Punto preparado em casa, Bruno Gomes surpreendeu o Campeonato de Portugal de Montanha ao dominar a Divisão SC-D da Super Challenge e conquistar um título que poucos previam.

    Natural de Lousada, Bruno Gomes cresceu rodeado pelo mundo do desporto automóvel e cedo percebeu que a sua vida iria passar pelas pistas. A primeira experiência competitiva aconteceu em 2016, no karting, numa fase em que o objetivo era apenas divertir-se. Contudo, problemas de saúde obrigaram-no a interromper essa fase, num momento que acabaria por ser decisivo para o rumo da sua carreira.

    No mesmo dia em que se despediu do kart, trouxe para casa aquele que viria a ser o centro de toda a sua história desportiva: um Fiat Punto 85 Sport, já preparado para competição. “Foi quase caricato. Fui entregar o kart e voltei com o Punto, sem imaginar tudo o que aquele carro ainda me iria dar”, recorda.

    Dos ralis ao espírito de equipa: a construção de um projeto familiar

    O Punto rapidamente se tornou no instrumento de uma nova aventura. Em 2018, Bruno entrou nos Ralis do Campeonato Norte, dando início a uma fase intensa da sua vida desportiva. Decidiu que só fazia sentido competir se fosse acompanhado pela esposa, Georgina Pires, como navegadora, e juntos lançaram-se à descoberta do mundo dos ralis, ainda sem grande experiência, mas com enorme vontade de aprender. Com o apoio dos amigos Celso Moura e Nuno Queirós, estrearam-se no Rali de Santo Tirso, dando início a uma sequência de participações regulares e pódios de classe, tanto nos ralis como no Troféu das Super Especiais, com especial destaque para a sua participação habitual no Rali Taça Joaquim Santos, integrado no Penafiel Racing Fest.

    A dupla manteve-se ativa até 2021, quando optou por terminar a sua participação no Rali de Fafe Montelongo, numa fase em que a família crescia e novas prioridades surgiam. A ligação aos ralis, no entanto, manteve-se viva, com a entrada de novos navegadores como Pedro Cardoso, cuja organização e dedicação foram fundamentais para a continuidade do projeto, e mais tarde Rita Faria, que mostrou garra e espírito competitivo logo nas primeiras provas, culminando numa vitória de classe em Murça. Em 2024, Bruno voltou a alinhar com Cátia Dias, conterrânea lousadense, que rapidamente se afirmou como uma navegadora resiliente e incansável, mesmo perante as dificuldades mecânicas que marcaram o início da época.

    A viragem estratégica: o Campeonato de Portugal de Montanha

    No final de 2024, Bruno Gomes percebeu que, para continuar competitivo nos ralis, seria necessário um investimento muito superior. Foi então que surgiu a ideia de mudar de cenário. Já acompanhava o Campeonato de Portugal de Montanha como espetador e sempre se sentira atraído pelo ambiente e pela diversidade de carros e pilotos. “Falámos em família e decidimos arriscar. O objetivo não era ganhar, era aprender, evoluir e perceber se nos sentíamos em casa”, explica.

    A aposta revelou-se acertada. A entrada no CPM em 2025 foi marcada por um acolhimento caloroso por parte da chamada “Família da Montanha”, desde pilotos a equipas, clubes e populações locais. A própria estrutura de Bruno espelhava esse espírito: ele e o cunhado na mecânica, a esposa na logística e burocracia, a sogra e a cunhada nas refeições e no apoio. “Para nós, cada rampa é uma prova, mas também uma reunião de família”, sublinha.

    Aprender, evoluir… e conquistar

    Prova após prova, o Fiat Punto 85 Sport mostrou-se cada vez mais competitivo. Mesmo quando surgiram problemas, como na Falperra, onde foi necessário substituir a caixa de velocidades com a ajuda da esposa e da sogra, a equipa respondeu com união e eficácia. Esse espírito refletiu-se nos resultados e, contra todas as expectativas iniciais, Bruno Gomes acabaria por dominar a Divisão SC-D da Super Challenge, conquistando o título de Campeão Nacional com autoridade.

    Para o piloto lousadense, este triunfo tem um significado especial, não apenas pelo resultado, mas pelo caminho percorrido: “Foi um ano de aprendizagem e de evolução. Nunca partimos com a ideia de ganhar, mas com o apoio da equipa e dos patrocinadores fomos crescendo e os resultados acabaram por aparecer”.

    A paixão paralela: Rallycross

    Paralelamente à Montanha, Bruno nunca abandonou o Rallycross. Com Bruno Almeida (Moca), Rafael Pires e Filipe Machado, criou a Filauto Racing, preparando um segundo Fiat Punto para provas de resistência.

    Os resultados são notáveis, incluindo vitórias à geral em Lousada e Sever do Vouga, e vários pódios ao longo dos anos, mostrando que a competitividade do projeto vai muito além das rampas.

    Olhar para 2026 com ambição

    Depois de um ano coroado com o título, Bruno Gomes aponta agora a 2026 com a ambição de defender o número um e continuar a evoluir no CPM. “Este campeonato deu-nos muito e queremos continuar a crescer, sempre com a mesma paixão e espírito de equipa”, afirma.

    Faz questão de sublinhar que nada teria sido possível sem o apoio dos seus parceiros, deixando um agradecimento ao Município de Lousada, JP Rally Lousada, Telmo Partilhas RX, F3 Auto, Fruitart, Paulo Amortecedores, MocaCar, MKK Performance, Táxi Penafiel Salvador, Papelaria Folhas & Rabiscos, Filauto Pneus, Autogenial, Power Jantes, Rafa Racing Works, Saboaria – Lavandaria Self-Service e JRS Automóveis. “Este título também é deles. Sem este apoio, não estaríamos aqui.”

  • Suspensa a 52.ª Subida a Chantada em 2026

    Suspensa a 52.ª Subida a Chantada em 2026

    A Escudería Chantada anunciou oficialmente a suspensão da Subida a Chantada em 2026, prova que iria cumprir a sua 52.ª edição e que é uma das referências históricas das rampas em Espanha.

    De acordo com a organização, após uma análise aprofundada da situação atual, não se encontram reunidas as condições necessárias para assegurar o orçamento indispensável à realização de uma prova desta dimensão, garantindo os elevados padrões de qualidade e segurança que sempre caracterizaram o evento. A Escudería Chantada reconhece também o desgaste acumulado ao longo dos anos na procura de recursos, assumindo que este ciclo foi condicionado pela dificuldade em manter o nível de exigência que a competição sempre representou.

    Apesar da suspensão, a organização não encerra a possibilidade de um regresso no futuro. A vontade expressa passa por retomar a Subida a Chantada apenas quando estiverem reunidas as condições adequadas, mantendo a ambição de integrar novamente o Campeonato de España de Montaña e com o apoio da Real Federación Española de Automovilismo.

    No comunicado, a Escudería Chantada deixou ainda uma palavra de agradecimento às entidades institucionais, patrocinadores, empresas locais e ao setor da hotelaria e comércio dos concelhos de Chantada, Taboada, O Saviñao e A Barrela, bem como às equipas, pilotos, comissários, órgãos de comunicação social e ao público, cujo apoio ao longo dos anos foi determinante para o sucesso e a longevidade da prova.

    A suspensão da edição de 2026 representa uma pausa significativa numa competição com décadas de história, deixando em aberto a esperança de que “La Subida” possa regressar no futuro às estradas galegas.