Categoria: Montanha

  • Rampa Porca de Murça arranca com organização exemplar e lutas intensas

    Rampa Porca de Murça arranca com organização exemplar e lutas intensas

    Arrancou sob os melhores auspícios a época 2026 do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, com a realização do primeiro dia competitivo da Rampa Porca de Murça. A prova organizada pelo CAMI Motorsport, com o apoio institucional da Câmara Municipal de Murça, confirmou em pleno as expectativas, quer do ponto de vista organizativo, quer no plano desportivo.

    Num sábado marcado por condições meteorológicas ideais sol, temperaturas amenas e pista em excelentes condições, o público respondeu de forma expressiva, acorrendo em grande número ao traçado transmontano com cerca de 4,2 quilómetros de extensão, naquela que foi também a oportunidade de matar o jejum competitivo de vários meses na disciplina de montanha. Em paralelo, a organização voltou a demonstrar um elevado nível de competência, cumprindo praticamente na íntegra o programa previsto, com a realização das duas subidas de treinos oficiais e da primeira subida de prova.

    Hélder Silva lidera, mas margem é mínima

    Em termos desportivos, o primeiro dia ficou marcado por um equilíbrio assinalável na luta pela geral. Hélder Silva, pentacampeão nacional absoluto em título, terminou o dia na liderança, ao impor a sua Norma FC20 na primeira subida oficial, onde registou um tempo de 2m07,495s.

    No entanto, a margem para a concorrência é praticamente residual: José Correia, aos comandos da Osella P.A30 da JC Group Racing Team, está a apenas 138 milésimos de segundo, depois de ter sido, inclusive, o mais rápido na primeira subida de treinos oficiais da temporada. Um dado que deixa antever um segundo dia de elevada intensidade na discussão pela vitória absoluta.

    Tomás Pinto confirma estatuto e brilha na geral

    Outro dos grandes destaques do dia vai para Tomás Pinto. O jovem piloto de Peso da Régua confirmou o estatuto de valor seguro da nova geração ao colocar o seu BRC CM05 Evo da Famaconcret no terceiro lugar da geral, com um tempo de 2m10,979s.

    Um resultado de enorme relevo, tendo em conta que compete com um protótipo da Divisão B, tecnicamente menos competitivo do que as barquetas da frente. Pinto não só dominou claramente a sua categoria, como chegou a aproximar-se da luta pelos melhores tempos absolutos, reforçando o seu estatuto de candidato destacado à vitória entre os Protótipos B.

    GT com luta ao décimo e top 10 muito competitivo

    Na quarta posição da geral surge o melhor GT do dia, José Rodrigues. O campeão nacional em título, agora ao volante de um Porsche 992 GT3 Cup preparado pela RACAR Motorsport, voltou a apostar numa abordagem estratégica, utilizando as subidas de treinos para afinação e concentrando o ataque na subida oficial.

    A diferença para André Fernandes, em Porsche 991.2 GT3 R, foi mínima, na ordem de um décimo de segundo, mantendo em aberto a luta pela liderança da categoria. Carlos Vieira, também em Porsche 992 GT3 Cup, encerra o trio da frente entre os GT, ocupando simultaneamente a sétima posição da geral.

    Ainda no top 10 absoluto, referência para Nuno Guimarães, atual detentor do título nos Protótipos B, que foi quinto classificado, e para Luís Nunes, que dominou sem oposição a categoria Super Challenge. O multicampeão nacional levou o Skoda Fabia R5 até ao oitavo posto da geral, beneficiando também do abandono prematuro do seu principal rival, José Lameiro (Skoda Fabia MKIII), após um toque na fase de treinos.

    Carlos Gonçalves (Osella PA21/S) foi nono classificado, enquanto Sérgio Nogueira (Silver Car S3) fechou o top 10, reforçando a presença dos protótipos nas posições cimeiras.

    Na categoria Turismo, domínio claro de Daniel Teixeira

    O piloto, com ligações a Murça, aproveitou o fator casa para impor o Hyundai Elantra TCR da JT59 Racing Team, terminando o dia como melhor Turismo e vencedor da Divisão Turismo 2, além de assegurar o 12.º lugar da geral.

    Atrás de si, Parcidio Summavielle destacou-se na estreia do Ford Fiesta R5, sendo o mais rápido na Divisão Turismo 1 e garantindo a segunda posição da categoria, com Paulo Cardoso a fechar o pódio em Cupra TCR.

    Na Divisão Turismo 3, o protagonismo pertenceu a Nuno Guimarães Jr., que iniciou da melhor forma a sua campanha ao volante do Ginetta G40 GT5.

    Legends: batalha titânica entre os M3

    No Campeonato de Portugal Legends de Montanha JC Group, assistiu-se a um duelo particularmente interessante entre os BMW M3 de João Pires e Joaquim Soares. Depois de Soares ter sido mais forte nos treinos, Pires respondeu na subida oficial, garantindo a liderança provisória por uma margem de apenas quatro décimos de segundo. António Barros, bicampeão em título, surge na terceira posição, a 4,6 segundos.

    Entre os Clássicos, Ricardo Pereira, único participante, lidera naturalmente a classificação.

    1300, Kartcross e FPAK Júnior com arranque competitivo

    No Campeonato de Portugal de Montanha 1300 JC Group, o regresso de Armando Freitas ficou marcado por um domínio absoluto. Ao volante do Toyota Starlet, o piloto construiu uma vantagem de 9,1 segundos sobre José Carlos Magalhães (Peugeot 205 Rallye), com Salvador Coelho (Toyota Yaris) a ocupar a terceira posição, já a 12,3 segundos.

    Na Taça de Portugal de Kartcross de Montanha JC Group, liderança para o piloto galego Jesús Otero, em AG Super Buggy, com António Alves (AG AG/S) na segunda posição, separados por 7,7 segundos.

    Destaque ainda para o arranque da terceira edição do FPAK Júnior Team de Montanha, onde Simão Nunes dominou por completo aos comandos dos novos Peugeot 108, deixando António Lopes a 6,2 segundos e Rafael Jorge a 20,6 segundos.

    Decisões ficam guardadas para domingo

    Concluído o primeiro dia, todas as decisões ficam agora reservadas para domingo. O programa, que arrancará às 10.00 horas, inclui a realização da terceira subida de treinos e das duas derradeiras subidas oficiais, momentos tradicionalmente decisivos que irão definir os vencedores desta edição da Rampa Porca de Murça e dar as primeiras indicações claras sobre a luta pelos títulos nacionais em 2026.

  • Tudo começa em Murça: a Montanha está de volta!

    Tudo começa em Murça: a Montanha está de volta!

    As sempre desafiantes curvas da Rampa Porca de Murça, ao longo dos 4.200 metros do exigente traçado transmontano voltam a assumir-se como o cenário perfeito para o arranque da temporada 2026 do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.

    O programa desportivo da Rampa Porca de Murça inclui seis subidas, distribuídas entre treinos e subidas oficiais ao longo de dois dias. No sábado, 28 de março, realizam-se três subidas: a 1.ª de treinos às 10h00, a 2.ª de treinos às 12h30 e a 1.ª subida oficial, agendada para as 14h30. No domingo, 29 de março, completam-se as restantes três subidas, com a 3.ª subida de treinos às 10h00, seguida das duas decisivas subidas oficiais: a 2.ª às 12h30 e a derradeira, às 14h30.

    E a época arranca sob enorme expectativa, até porque, desde que a APPAM e os clubes organizadores avançaram com um modelo de promoção conjunto, o campeonato tem conhecido um crescimento sustentado e consistente. Cresceu em visibilidade mediática, cresceu em notoriedade junto do público – que já ultrapassa, de forma consistente, a fasquia dos 500 mil espectadores ao longo das oito provas – mas, acima de tudo, cresceu em qualidade competitiva. Hoje o Campeonato de Portugal de Montanha é um dos mais fortes a nível europeu, pela quantidade e pela qualidade do parque automóvel.

    Murça volta a ser o ponto de partida. Com cerca de sete dezenas de participantes inscritos, a prova organizada pelo CAMI Motorsport apresenta uma lista que impressiona não só pelo número, muito sólido para a primeira ronda, mas, sobretudo, pela qualidade dos protagonistas.

    Protótipos: hegemonia em causa ou continuidade do domínio?

    Se há categoria onde, à partida, se decide a luta pela vitória absoluta, ela é, como habitualmente, a dos Protótipos. E neste arranque de época há uma evidência difícil de contornar: Hélder Silva. O piloto da Power House, pentacampeão nacional absoluto em título, regressa aos comandos da sua Norma FC20 M20FC como o homem a bater. Não apenas na categoria, mas claramente na luta pela vitória à geral. O domínio que tem exercido nos últimos anos na Montanha portuguesa coloca-o num patamar de favoritismo evidente e Murça pode muito bem ser o primeiro passo de mais uma campanha de defesa de título.

    Mas se o favoritismo é claro, a oposição é tudo menos simbólica, com o duelo a ganhar contornos de verdadeiro confronto entre estruturas. De um lado, a Power House, com Hélder Silva e um cada vez mais competitivo Nuno Caetano, que aos comandos da Osella PA2000 EVO2 tem vindo a mostrar uma evolução muito consistente e assume ambições claras de se intrometer na luta pelos primeiros lugares. Do outro, a JC Group Racing Team, liderada por José Correia, que volta a apostar na Osella PA.30 e que, pela progressão evidenciada, surge como o principal opositor direto ao campeão. A acompanhar, Carlos Gonçalves, em Osella PA21/S, é mais um nome a ter em conta numa categoria onde o pódio promete ser altamente disputado.

    Já entre os Protótipos B, o cenário é de incerteza total. Nuno Guimarães, em SilverCar S2, e Sérgio Nogueira, em SilverCar S3, trazem experiência e consistência, mas terão pela frente o jovem Tomás Pinto, em BRC CM 05 EVO, que em 2025 mostrou capacidade para discutir vitórias em praticamente todas as provas onde marcou presença. Aqui, tudo pode acontecer.

    GT: qualidade, profundidade… e ambição pela geral

    A categoria GT apresenta-se, uma vez mais, como uma das grandes atrações do fim de semana. E não apenas pela qualidade individual dos pilotos, mas também pelo nível das máquinas em presença — que, como já se viu no passado recente, podem perfeitamente intrometer-se na luta pela vitória absoluta.

    André Fernandes eleva a fasquia competitiva ao apresentar-se com um Porsche 991.2 GT3 R, um carro claramente mais evoluído e com argumentos para discutir a geral.

    Mas a oposição é vasta e de enorme qualidade. José Rodrigues, campeão nacional da categoria, surge agora com um Porsche 992 GT3 Cup, numa clara evolução face à época passada. Com o mesmo tipo de máquina estará Carlos Vieira, outro dos nomes a ter em conta nesta luta.

    A lista completa-se com Gabriela Correia, Daniel Vilaça e Fernando Rodrigues — todos em Porsche 911 GT3 Cup e ainda com o espanhol Antonio Gutierrez, também em Porsche GT3 Cup. Beatriz Correia deixa os Turismos e aparece em Murça aos comandos de um Porsche 992 GT3 Cup, acrescentando mais um nome à discussão.

    Turismos: diversidade, equilíbrio e novas dinâmicas

    Nos Turismos, o cenário é de enorme diversidade e equilíbrio. Na divisão Turismo 1, reservada aos carros de tração integral, o confronto coloca frente a frente dois perfis distintos: Luís Silva Jr., em Mitsubishi Lancer EVO, e Parcídio Summavielle, em Ford Fiesta R5, ambos com máquinas capazes de discutir não só a categoria, mas também posições relevantes na classificação geral.

    Na divisão Turismo 2, o equilíbrio é total. Daniel Teixeira, em Hyundai Elantra TCR, joga em casa e conhece bem o traçado. Guilherme Silva, em Audi RS3 LMS, dá continuidade a um projeto competitivo sólido. Paulo Cardoso, em Cupra TCR, surge igualmente como candidato aos lugares da frente.

    Já nos Turismo 3, há uma clara mudança geracional. Aníbal Pinto, em Renault Clio RS, e Marcos Gonçalves, também em Renault Clio, representam a experiência, mas terão pela frente três jovens extremamente competitivos – Nuno Guimarães, André Brás e Ruben Campos – todos aos comandos dos evoluídos Ginetta G40 GT5, que lhes conferem um claro estatuto de favoritos nesta divisão.

    Super Challenge: potência, espetáculo e lutas abertas

    Na categoria Super Challenge, o espetáculo está garantido. Na SC-A, os “monstros” de tração integral voltam a dominar. O multicampeão Luís Nunes, em Skoda Fabia R5, parte como principal referência da categoria, mas terá forte oposição de José Lameiro, em Skoda Fabia MK3, que terminou 2025 em alta, e ainda de José Pedro Gomes (Opel Astra) e Manuel Rocha e Sousa (Ford Focus).

    Na SC-B, a luta promete ser intensa e equilibrada entre Pedro Cardoso (Seat Leon Cupra), Bruno Gonçalves (Volkswagen Golf GTI), João Monteiro (BMW 323i), José Salgado (Mini Cooper S) e Simplicio Taveira (Peugeot 207 RC). Na SC-C, Bruno Carvalho, em Citroën Saxo, defende o título perante um lote muito competitivo, onde se destacam Luís Fernandes (Peugeot 106), Alberto Pereira (Honda Civic), Gonçalo Macedo (Citroen Saxo), Francisco Vieira Leite (Toyota Corolla), Abílio Aparício (Peugeot 205), Pedro Dias (Toyota Corolla), Leandro Macedo (Citroen Saxo) e Nuno Carvalho (Honda Civic) e na SC-D, o duelo é direto: Bruno Gomes, em Fiat Punto, frente a Tiago Teixeira, em Peugeot 106 XSI.

    Clássicos, Legends e 1300: tradição viva

    Nos Clássicos, Ricardo Pereira, em Ford Escort, é o único representante, mas é nos Legends que se encontra um dos pelotões mais interessantes. O bicampeão António Barros, em BMW E36 M3, inicia a defesa do título perante forte oposição de João Pires (BMW M3), Joaquim Soares (BMW M3), Carlos Alberto Oliveira (Ford Sierra Cosworth) e Filipe Macedo (Citroën Saxo Cup), sem esquecer António Silva (Honda Civic), Carlos Manuel Delgado (Mercedes 190), Miguel Gonçalves (BMW), Mário Barroso (Citroen AX) e José Carlos Magalhães (Mitsubishi Lancer Evo).

    Nos 1300, o tricampeão nacional Armando Freitas, em Toyota Starlet, volta a assumir o papel de referência, mas terá pela frente o piloto “da casa” Tiago Santos (Citroen AX Sport), que joga em casa, bem como Salvador Coelho (Toyota Yaris), Rui Monteiro (FIAT Punto), a estreante Beatriz Brás (Citroen AX), Diogo Marques (Citroen C1) e Domingos Fernandes (Autobianchi A112).

    Na Taça de Portugal de Kartcross, António Alves (AG AG/S) enfrenta Jesus Otero (AG Sport) e Márcio Araújo (Semog), numa lista ainda curta, mas em crescimento face a 2025. Já na FPAK Junior Team, três jovens – Rafael Jorge, António Lopes e Simão Nunes – alinham agora aos comandos dos Peugeot 108, numa nova fase de um projeto essencial para o futuro da modalidade.

    Com um traçado exigente, um pelotão de luxo e múltiplas lutas em aberto, a Rampa Porca de Murça volta a afirmar-se como muito mais do que uma prova de abertura. É o primeiro grande teste e o primeiro capítulo de uma época que promete, desde já, ser memorável.

  • José Lameiro arranca na Rampa Porca de Murça com ambição clara: lutar pelo título nacional

    José Lameiro arranca na Rampa Porca de Murça com ambição clara: lutar pelo título nacional

    José Lameiro dá início à temporada 2026 do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group na Rampa Porca de Murça com um objetivo assumido sem rodeios: lutar pelo título nacional da Categoria Super Challenge.

    O piloto da Diatosta volta a apresentar-se aos comandos do seu habitual Skoda Fabia MKIII Supercar, preparado pela DM Motorsport, um carro que tem vindo a evoluir de forma consistente e que surge agora ainda mais afinado para enfrentar uma época que se antevê altamente competitiva. Depois de uma temporada de 2025 em crescendo, coroada com o estatuto de vice-campeão nacional, Lameiro chega a Murça motivado e confiante. A primeira vitória na categoria, conquistada na derradeira prova do campeonato, na Rampa da Arrábida, marcou um momento decisivo no seu percurso na Montanha.

    “Foi uma vitória muito importante para mim, porque confirmou que estávamos no caminho certo. Chegar ao fim da época a ganhar deu-nos uma motivação enorme para preparar 2026”, começa por referir.

    Agora, com mais experiência, maior entrosamento com a equipa e um carro mais competitivo, o piloto não esconde a ambição: “Quero lutar pelo título nacional. Sei que não vai ser fácil, mas sinto que este ano reunimos melhores condições para discutir o campeonato até ao fim.” A concorrência, essa, é assumida com realismo: “Há pilotos muito fortes na categoria, e naturalmente o Luís Nunes, como atual campeão, é uma grande referência. Vai ser, sem dúvida, o principal adversário, mas há mais nomes que podem estar na luta.”

    Ainda assim, Lameiro acredita no seu crescimento competitivo, fruto da transição bem-sucedida do Ralicross, onde foi por duas vezes campeão nacional, para a Montanha: “A adaptação à Montanha foi exigente, mas sinto que evoluí muito nas últimas épocas. Hoje estou mais confortável, mais consistente e mais preparado para este tipo de desafios.”

    Também o Skoda Fabia MKIII Supercar tem acompanhado essa evolução: “O carro tem sido alvo de um trabalho contínuo de desenvolvimento. Temos vindo a melhorar vários aspetos e isso dá-nos outra confiança. Sabemos que temos um pacote competitivo.”

    Para a Rampa Porca de Murça, o foco está bem definido: “O objetivo é começar bem a época, andar nos lugares da frente e, se possível, lutar pela vitória. É importante somar bons pontos desde início.”

    A prova organizada pelo CAMI Motorsport marca o arranque oficial da temporada e será disputada ao longo de dois dias, com um total de seis subidas – três de treinos e três de prova – num traçado exigente que tradicionalmente começa a definir as primeiras hierarquias do campeonato.

  • José Pedro Gomes regressa em força ao Campeonato de Portugal de Montanha

    José Pedro Gomes regressa em força ao Campeonato de Portugal de Montanha

    José Pedro Gomes está de regresso ao CPM, assumindo-se como uma das presenças de destaque para a época de 2026. Piloto encara Rampa Porca de Murça como primeiro grande teste da época.

    O experiente piloto, atualmente radicado em Riba de Ave e com raízes em Montalegre, prepara-se para enfrentar uma temporada exigente, integrando o competitivo pelotão da Divisão SCA da Categoria Super Challenge, onde alinham algumas das mais potentes máquinas da montanha nacional.

    De regresso está também o seu imponente Opel Astra OPC Supercar, alvo de um importante trabalho de evolução durante o defeso entre temporadas. As melhorias introduzidas no carro germânico reforçam a confiança do piloto, que encara esta nova época com ambição renovada, apontando à luta pelos lugares cimeiros, quer na divisão, quer na classificação da categoria Super Challenge.

    O arranque da temporada acontece já no próximo fim de semana, na Rampa Porca de Murça, prova organizada pelo Cami Motorsport, que José Pedro Gomes encara como um verdadeiro teste ao momento competitivo do conjunto piloto/máquina. Com expectativa elevada, o piloto pretende posicionar-se entre os mais rápidos da categoria e não esconde a ambição de discutir um lugar no pódio no final da prova transmontana.

    A Rampa Porca de Murça será disputada ao longo de dois dias, com um total de seis subidas, distribuídas entre treinos e subidas oficiais. No sábado, dia 28 de março, realizam-se três subidas, com duas sessões de treinos oficiais durante a manhã e início da tarde, seguidas da primeira subida oficial. No domingo, dia 29 de março, a competição prossegue com a derradeira subida de treinos oficiais durante a manhã, antes das duas subidas decisivas que irão definir as classificações finais.

    Motivado, determinado e com um programa desportivo a tempo inteiro confirmado para 2026, José Pedro Gomes regressa assim à montanha portuguesa com argumentos reforçados, num campeonato cada vez mais competitivo, onde pretende voltar a afirmar-se como um dos protagonistas.

  • José Rodrigues ataca 2026: campeão nacional quer repetir título e conquistar tudo na Montanha

    José Rodrigues ataca 2026: campeão nacional quer repetir título e conquistar tudo na Montanha

    Após uma época de domínio absoluto, o piloto bracarense arranca em Murça a defesa do título da Categoria GT no Campeonato de Portugal de Montanha com novo Porsche, nova estrutura e ambição máxima: vencer o campeonato e a Taça de Portugal.

    Depois de um ano de consagração em 2025, onde foi claramente o piloto mais forte da Categoria GT no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, José Rodrigues inicia no próximo fim-de-semana, na Rampa Porca de Murça, a defesa do título nacional com um objetivo assumido sem reservas: voltar a ser campeão.

    Num projeto reforçado para 2026, o piloto dá um passo decisivo na sua carreira ao assumir os comandos do novo Porsche 992 GT3 Cup, agora com o suporte técnico da RACAR Motorsport: “Entramos em 2026 com foco total e uma ambição muito clara: continuar a vencer. Sabemos que o desafio é ainda maior, com um carro novo e uma nova equipa, mas é exatamente isso que nos motiva. Vamos lutar por cada vitória, desde a primeira subida.”

    A época arranca em Murça, num fim de semana com seis subidas distribuídas entre treinos e competição, que marcará o primeiro verdadeiro teste ao novo pacote técnico. Ainda em fase de adaptação, o campeão bracarense não esconde, no entanto, a exigência interna que o acompanha desde sempre.

    “Temos consciência de que a evolução será determinante. Não estaremos em Murça para gerir, mas para começar de imediato a discutir o campeonato e a Taça de Portugal!”

    José Rodrigues reforça ligação à Repsol e assume estatuto de piloto oficial

    À entrada para a nova temporada, José Rodrigues vê reforçada a sua ligação à Repsol, que assume em 2026 o papel de main sponsor do piloto bracarense, passando este a representar oficialmente a marca líder ibérica no setor. Esta parceria ganha agora uma nova dimensão, incluindo também a vertente técnica, com a utilização de combustíveis e lubrificantes Repsol ao longo de toda a temporada.

    “É um enorme orgulho reforçar esta ligação com a Repsol e passar a representá-la oficialmente. A confiança que continuam a depositar em mim e a qualidade dos seus produtos dão-nos ainda mais motivação para uma época muito exigente”, afirma o campeão nacional.

    Do lado da marca, Marcos Madeira, Diretor de Mobilidade da Repsol Portugal, sublinha: “O José Rodrigues é o campeão nacional em título e isso reforça a nossa aposta. Queremos estar próximos de uma competição com grande base de seguidores e demonstrar a qualidade dos nossos produtos num contexto de elevada exigência. O carro irá competir com a nossa gasolina FITEC 98, disponível nas nossas estações de serviço, bem como com os nossos lubrificantes. Estão reunidas todas as condições para uma grande época, e desejamos ao José os maiores sucessos e a revalidação do título nacional.”

    Para além da forte ligação à Repsol, José Rodrigues continua a contar com uma base sólida de parceiros: “Quero também deixar uma palavra de agradecimento à Meltino, McDonald’s Braga, Gullwing Racing Insurance, JC Serralharia, Starmaxx Tyres, Foco Criativo, Mebra, Rodrigues Tyres e à RACAR Motorsport por também acreditarem neste projeto e caminharem connosco. Este é um esforço coletivo e é com enorme orgulho que represento cada um deles em pista.”

    Com ambição renovada, estrutura reforçada e estatuto de campeão, José Rodrigues entra em 2026 sem margem para dúvidas: é um dos principais candidatos ao título e quer prová-lo desde já.

  • Gonçalo Inácio falha arranque do campeonato, mas aponta à reação na Penha

    Gonçalo Inácio falha arranque do campeonato, mas aponta à reação na Penha

    O vice-campeão nacional da categoria Turismo em 2025, Gonçalo Inácio, não estará presente na Rampa Porca de Murça, prova inaugural do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group 2026, conforme anunciou nas suas redes sociais.

    A ausência deve-se a constrangimentos logísticos e profissionais, nomeadamente pelo facto de a viatura não se encontrar em Portugal a tempo de realizar os testes necessários antes do arranque da temporada. Uma situação que impede o piloto da LOB Motorsport de alinhar já na primeira prova do ano.

    “Não é a notícia que queria dar, mas faz parte do caminho”, assumiu Gonçalo Inácio nas suas redes sociais, mantendo, ainda assim, o foco na restante época.

    Apesar deste contratempo inicial, o piloto garante que o projeto desportivo se mantém ativo, com negociações em curso para assegurar presença no maior número possível de provas. A primeira meta está já definida: “Na Rampa da Penha vamos estar presentes, focados, preparados e ainda com mais vontade de atacar.”

    Com ambição intacta após uma temporada de grande nível em 2025, Gonçalo Inácio aponta agora à recuperação no campeonato, começando pela mítica prova da Penha, onde pretende entrar na luta pelos lugares cimeiros.

  • FPAK Júnior Team de Montanha cresce em 2026 com novos carros e jovens talentos ambiciosos

    FPAK Júnior Team de Montanha cresce em 2026 com novos carros e jovens talentos ambiciosos

    A terceira edição do FPAK Júnior Team de Montanha (FJTM) apresenta-se reforçada para a temporada de 2026, que arranca já na Rampa Porca de Murça (28 e 29 de março), integrada no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group. O projeto da FPAK, operacionalizado pela Befast Motorsport, dá continuidade à aposta na formação de jovens pilotos, agora com uma evolução significativa ao nível técnico.

    Para esta época, os anteriores Citroën C1 dão lugar aos mais potentes Peugeot 108 (95 cv), enquanto o campeão em título, Nuno Guimarães Jr., é premiado com a subida ao volante de um Ginetta G40, num passo importante na sua progressão desportiva. Ao seu lado estarão três novos talentos: Simão Nunes (16 anos), Rafael Ângelo (18 anos) e António Lopes (18 anos).

    Projeto em crescimento e com ambição reforçada

    Na apresentação oficial, realizada no Circuito Internacional de Lousada, o presidente da FPAK, Ni Amorim, destacou a evolução do projeto: “Estamos a entrar no quarto ano do FPAK Júnior Team e temos vindo a aprender e a estruturar cada vez melhor este projeto. Em 2026 iremos apoiar cerca de 17 pilotos, num programa ambicioso que visa renovar e fortalecer o desporto automóvel nacional, nomeadamente na montanha.”

    A aposta na juventude surge numa modalidade em claro crescimento, com grelhas numerosas e grande adesão do público, reforçando a importância de criar uma nova geração de pilotos.

    Jovens com ambição e objetivos claros

    Entre os estreantes, Simão Nunes, filho do multicampeão Luís Nunes, prepara-se para dar os primeiros passos na competição: “Cresci a acompanhar as corridas do meu pai e aguardava há muito esta oportunidade. Quero aprender e evoluir ao máximo, mas também lutar pelo título.” Já Rafael Ângelo, que teve uma primeira experiência em 2025, regressa com ambição reforçada: “Este ano quero lutar pelas vitórias. O meu grande objetivo é chegar ao WRC.” Também António Lopes, vindo do karting, encara a temporada como um ano de aprendizagem, sem esconder a vontade de discutir bons resultados: “O plano é evoluir e ganhar experiência, mas claro que penso nas vitórias.”

    Por sua vez, Nuno Guimarães Jr. encara com entusiasmo o salto para o Ginetta: “É um carro mais exigente, mas acredito que me vou adaptar bem. Quero continuar a evoluir e melhorar ao longo da época.”

    O FJTM 2026 será composto por oito provas, passando por alguns dos palcos mais emblemáticos da montanha nacional, como Penha, Serra da Estrela, Boticas ou Caramulo, encerrando precisamente nesta última. Com novos carros, jovens promessas e um projeto cada vez mais estruturado, o FPAK Júnior de Montanha afirma-se como uma das principais plataformas de formação do automobilismo português.

  • Rampa do Caramulo confirmada no Campeonato de Portugal de Montanha em 2026

    Rampa do Caramulo confirmada no Campeonato de Portugal de Montanha em 2026

    A Rampa do Caramulo vai integrar o Campeonato de Portugal de Montanha JC Group em 2026, na sequência de uma atualização efetuada pela Direção da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK).

    A decisão foi tomada após uma análise à estrutura competitiva inicialmente prevista para a temporada e depois de auscultada a APPAM – Associação Portuguesa de Pilotos de Automóveis de Montanha, cujo parecer foi favorável.

    O calendário inicialmente divulgado contemplava sete provas, um número inferior ao registado na época de 2025 e em temporadas anteriores. Face à trajetória de crescimento e afirmação que o Campeonato de Portugal de Montanha JC Group tem vindo a consolidar nos últimos anos, a FPAK entendeu promover ao escalão principal a Rampa do Caramulo, a única prova candidata a integrar o campeonato.

    Para salvaguardar o planeamento já realizado pelos clubes organizadores e garantir estabilidade na organização da época, foi igualmente decidido que a prova se realizará no encerramento da temporada, nos dias 24 e 25 de outubro de 2026.

    Com esta atualização, o campeonato passa a contar com oito provas, mantendo-se a obrigatoriedade de participação em seis para efeitos de classificação final. A alteração introduz também uma mudança no sistema de pontuação, passando os pilotos a dispor de dois resultados descartáveis, em vez de apenas um, como inicialmente previsto.

    A inclusão da nova prova levou ainda à suspensão da majoração de pontuação que estava prevista para a última ronda do campeonato, garantindo assim equilíbrio competitivo até ao final da temporada e evitando penalizar o planeamento previamente estruturado por equipas e pilotos.

    Segundo a FPAK, esta decisão enquadra-se numa estratégia de consolidação e valorização das competições nacionais, reforçando a qualidade, visibilidade e competitividade do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, atualmente uma das principais referências da disciplina no panorama automobilístico nacional.

  • Liqui Moly Racing reforça ambição para 2026 com quatro pilotos de topo no Europeu de Montanha

    Liqui Moly Racing reforça ambição para 2026 com quatro pilotos de topo no Europeu de Montanha

    A equipa checa Liqui Moly Racing prepara-se para uma temporada de 2026 marcada por profundas mudanças e um forte reforço competitivo no Campeonato da Europa de Montanha, mantendo o foco numa campanha sólida tanto a nível internacional como em provas selecionadas do campeonato nacional checo. A estrutura continuará a contar com o experiente Marek Rybníček, mas alarga agora o seu projeto a vários pilotos de referência da modalidade.

    Marek Rybníček, que já no final da época passada trocou o Škoda Fabia R5 pelo mais recente RS Rally2, inicia a temporada com ambição reforçada, apontando a uma maior competitividade na Categoria 3 do Europeu. O piloto checo acredita que o novo modelo lhe permitirá discutir os lugares da frente, depois das boas indicações deixadas nos primeiros testes realizados na Croácia.

    Outra grande aposta da equipa é o suíço Ronnie Bratschi, que chega com estatuto reforçado depois de bater vários recordes em 2025 ao volante do Mitsubishi Lancer Evo VII RS e de conquistar uma vitória memorável na prova de Saint-Ursanne. Triplo vencedor da FIA International Hill Climb Cup, Bratschi é apontado como um dos favoritos na Categoria 1.

    Na Categoria II, o regresso de Petr Trnka promete elevar ainda mais o nível da equipa. O vice-campeão europeu de 2022 volta à competição após um ano de pausa, agora com a nova especificação do Nova NP01, integrando uma parceria entre a Trnka Racing e a Liqui Moly Racing Team.

    Também em destaque estará David Dědek, vencedor europeu da categoria P4 na temporada passada, que inicia uma nova fase da carreira com o inovador Nova Proto NP03, equipado com motor Ducati. O piloto encara a mudança como um desafio técnico importante, procurando afirmar-se na competitiva categoria P2 ao longo de toda a época.

    Além destes nomes, a equipa contará ainda com participações pontuais de Martin Jerman, em Lamborghini Huracán, e de Zdeněk Kmínek, com Lamborghini Gallardo, reforçando a presença da estrutura em provas estratégicas do calendário europeu.

    Falperra volta a integrar o Europeu

    Entre as etapas confirmadas do Campeonato da Europa de Montanha volta a destacar-se a Rampa Internacional da Falperra, em Portugal, que integra novamente o calendário oficial como a terceira prova da temporada. A icónica competição minhota decorrerá entre 17 e 19 de maio, mantendo o seu estatuto de referência no panorama europeu e sendo uma das rondas mais aguardadas do ano por pilotos e equipas.

    A estreia competitiva da Liqui Moly Racing em 2026 acontecerá no arranque do campeonato nacional checo, a 11 e 12 de abril, no Masaryk Circuit, em Brno, enquanto a primeira ronda do Europeu será disputada no final de abril, na tradicional subida de Rechbergrennen, na Áustria.

  • Cartaz da 45.ª Rampa Internacional da Falperra nasce de concurso na Universidade do Minho

    Cartaz da 45.ª Rampa Internacional da Falperra nasce de concurso na Universidade do Minho

    O cartaz oficial da 45.ª Rampa Internacional da Falperra foi concebido no âmbito de um concurso promovido pelo Clube Automóvel do Minho (CAM), em parceria com o Núcleo de Estudantes de Fórmula Student da Universidade do Minho (FSUMinho), envolvendo a comunidade académica minhota na imagem de uma das mais emblemáticas provas do calendário automobilístico nacional e europeu.

    Depois da colaboração estabelecida no âmbito do projeto Fórmula Student, o CAM decidiu alargar a parceria à restante comunidade estudantil, desafiando os alunos da Universidade do Minho a colocarem a sua criatividade ao serviço de um evento de referência no panorama do desporto motorizado português e europeu.

    O concurso contou com a participação de cerca de duas dezenas de estudantes, tendo sido atribuídos prémios monetários aos três primeiros classificados. O primeiro lugar foi conquistado por Diogo Fernandes da Silva, de 23 anos, natural de Barcelos, atualmente a frequentar o Mestrado em Marketing e Estratégia na Escola de Economia, Gestão e Ciência Política da Universidade do Minho.

    O segundo prémio foi atribuído a Alexandra Serra Campos Ferreira, enquanto Helena Sofia da Silva Cerqueira garantiu a terceira posição.

    A organização destacou a elevada qualidade das propostas apresentadas e sublinhou a importância de aproximar o meio académico do desporto automóvel, promovendo o talento jovem e incentivando a participação ativa dos estudantes em iniciativas com projeção nacional e internacional.

    O cartaz vencedor será divulgado brevemente pelo Clube Automóvel do Minho, marcando mais um passo na preparação da 45.ª edição da Rampa Internacional da Falperra.