O piloto bracarense Nuno Carvalho teve um fim de semana bastante positivo na Rampa Porca de Murça, jornada inaugural do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group 2026, protagonizando uma estreia promissora ao volante do seu Honda Civic.
Logo na primeira subida oficial de treinos, disputada no sábado, Nuno Carvalho mostrou bons indicadores ao registar 2:55.577, melhorando depois de forma clara na segunda sessão de treinos oficiais com um tempo de 2:50.670. Já na primeira subida oficial de prova continuou a evoluir, assinando um expressivo 2:46.544.
No domingo, na derradeira subida de treinos, o piloto de Braga optou por reduzir um pouco o ritmo e marcou 2:57.520. Contudo, nas subidas de prova voltou a demonstrar o seu potencial, registando na segunda subida oficial o melhor tempo do fim de semana: 2:38.557. Na última subida da prova, Nuno Carvalho encerrou a sua participação com 2:39.843, confirmando a consistência exibida ao longo do evento, premiada com o 6º lugar na Divisão SC-C, integrada na Categoria Super Challenge.
No final da prova, já depois de colocar o Honda Civic em parque fechado, o piloto fez um balanço positivo da estreia na competição: “Correu bem. Aos poucos fui-me adaptando ao comportamento do Honda Civic e fruto disso são os tempos que consegui fazer ao longo das subidas durante o fim de semana. Gostei muito de conduzir o carro, que tem ainda muito potencial de desenvolvimento. O balanço desta prova foi muito positivo. Agora vamos para a Rampa da Penha com o objetivo de fazer ainda melhor.”
Depois deste arranque animador na temporada, Nuno Carvalho já aponta agora baterias à próxima jornada do campeonato, a Rampa da Penha, onde pretende continuar a evoluir e explorar o potencial do seu Honda Civic.
O jovem piloto Diogo Marques teve uma estreia bastante encorajadora na Rampa Porca de Murça, prova que marcou o arranque do Campeonato de Portugal de Montanha 1300 JC Group 2026, organizada pelo CAMI Motorsport. Aos comandos do seu Citroën C1, o piloto de Vila Nova de Famalicão mostrou uma evolução constante ao longo do fim de semana, terminando a prova na quarta posição da classificação geral, muito próximo dos lugares do pódio.
Na primeira subida oficial de treinos, Diogo Marques registou o tempo de 3:25.580, melhorando de forma significativa na segunda tentativa com 2:58.549. Já na primeira subida oficial de prova, disputada na tarde de sábado, voltou a baixar o cronómetro para 2:57.781, confirmando a progressão.
No domingo, com condições meteorológicas ideais, o jovem piloto continuou a demonstrar consistência. Na derradeira subida de treinos marcou 2:58.180, reservando o melhor para as subidas de prova, onde assinou o seu melhor registo do fim de semana com 2:56.456, encerrando a participação com 2:57.405.
No final da prova, depois de colocar o carro no parque fechado, o piloto integrado no Famaconcret Racing Team e assistido pela Equipa Miranda fez um balanço muito positivo da sua estreia na modalidade: “Foi uma estreia muito positiva, pois para todos os efeitos nunca tinha competido. No início estava um pouco nervoso, porque tudo isto é novidade para mim, mas as dicas do Luís Silva Júnior foram muito importantes, assim como todo o trabalho da equipa. Fui melhorando os meus tempos em cada subida e fiquei muito satisfeito por saber que consegui o melhor tempo de sempre nesta rampa entre os Citroën C1. É um grande incentivo.”
Diogo Marques fez ainda questão de agradecer a todos os que o apoiaram neste primeiro desafio competitivo. “Quero agradecer a todos os patrocinadores, à minha família, ao meu pai e a todos os que estiveram presentes para me apoiar. Agora é tempo de começar a preparar a próxima prova, na Rampa da Penha.”
Com uma estreia marcada por evolução constante e um resultado muito próximo do pódio, Diogo Marques deixa excelentes indicações para o restante campeonato.
O jovem piloto bracarense Guilherme Silva iniciou da melhor forma a temporada de 2026 do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, ao alcançar um duplo segundo lugar na Categoria Turismo e na Divisão Turismo 2 na Rampa Porca de Murça, prova de abertura da época.
Depois de se ter estreado na modalidade através do FPAK Júnior Team de Montanha em 2024, Guilherme Silva deu este ano um passo importante na sua carreira ao trocar o Peugeot 208 Rally4 pelo potente Audi RS3 LMS, viatura que até à temporada passada foi pilotada pelo seu pai, o experiente Paulo Silva. Apesar do reduzido conhecimento do carro, o piloto que defende as cores do Grupo PDAuto mostrou rapidamente competitividade, conseguindo um resultado de grande destaque numa grelha particularmente forte.
Além do duplo segundo lugar nas respetivas categorias, Guilherme Silva terminou ainda a prova na 13.ª posição da classificação geral, um resultado muito positivo tendo em conta o nível competitivo do pelotão.
No final da prova, o jovem piloto não escondia a satisfação pelo resultado alcançado na estreia com o novo carro. “A minha estreia correu super bem, melhor do que estava à espera. Tivemos uma preparação para a época com a Befast Motorsport que nos ajudou a estar mais confortáveis no carro e mais confiantes. Para mim foi perfeito ter alcançado o segundo lugar do pódio e um 13.º lugar à geral numa grelha muito competitiva e com pilotos de grande qualidade”, afirmou.
O piloto destacou ainda a importância deste resultado para reforçar a confiança no arranque da temporada. “Este pódio foi muito importante para mim e para ganhar confiança para as próximas provas. Passámos por um ano doloroso sem pódios e isso por vezes tira-nos confiança, mas começo agora a perceber que a época passada no Rally4 foi muito importante. Andar no limite deu-nos ferramentas para preparar esta época de outra forma”, concluiu.
Com este arranque prometedor, Guilherme Silva demonstra estar preparado para assumir um papel de destaque na categoria Turismo ao longo da temporada, numa época em que continuará a evoluir na adaptação ao competitivo Audi RS3 LMS nas rampas do campeonato nacional.
José Pedro Gomes teve um arranque de época bastante positivo no Campeonato de Portugal de Montanha JC Grupo, ao conquistar o 3.º lugar na Divisão SC-A e um lugar no Top 4 da Categoria Super Challenge na Rampa Porca de Murça, prova que marcou o início da temporada de 2026.
Ao longo do fim de semana transmontano, o piloto foi sempre melhorando os seus registos, subida após subida, demonstrando uma evolução consistente ao volante do Opel Astra OPC Supercar. O único contratempo digno de registo surgiu logo na jornada inicial de sábado, quando um problema técnico impediu a realização de uma das subidas de treinos.
Esse percalço esteve relacionado com uma anomalia no sistema de turbo do Astra, situação que acabou por limitar a performance do carro ao longo de toda a prova. Ainda assim, José Pedro Gomes conseguiu manter-se competitivo num pelotão particularmente forte na categoria Super Challenge, alcançando um resultado que deixa boas indicações para o restante campeonato.
A equipa sabe já como resolver o problema técnico identificado e o piloto saiu de Murça convicto de que o conjunto tem potencial para discutir posições ainda mais cimeiras nas próximas jornadas da temporada.
O Campeonato de Portugal de Montanha regressa no último fim de semana de abril com a Rampa da Penha Paisagem Protegida, em Guimarães, uma prova especial para José Pedro Gomes, que corre praticamente em casa, uma vez que reside em Riba d’Ave.
Tomás Pinto foi uma das grandes figuras da Rampa Porca de Murça, prova que marcou o arranque da temporada 2026 do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group. O jovem piloto do Famaconcret Racing Team voltou a confirmar o estatuto de uma das maiores revelações da modalidade ao conquistar um brilhante 3.º lugar da classificação geral.
Aos comandos do BRC CM05 EVO preparado pela FR Power, o piloto duriense demonstrou uma vez mais toda a sua rapidez e consistência numa prova particularmente exigente. O resultado ganha ainda maior destaque pelo facto de competir com um protótipo da Divisão B, teoricamente menos competitivo face aos carros da divisão principal. Além do pódio absoluto, Tomás Pinto dominou de forma clara a sua divisão, superando dois pilotos muito experientes da Montanha portuguesa e confirmando o seu forte arranque de temporada.
O fim de semana não começou, no entanto, da forma ideal para o jovem piloto, que enfrentou um problema técnico logo na primeira subida: “Foi um fim de semana muito positivo para nós. Tivemos um problema logo na primeira subida, com a patilha do lado esquerdo, que nos impediu de fazer a subida à velocidade que queríamos porque ficou presa em sexta velocidade.”
Graças ao trabalho da equipa, a situação foi rapidamente resolvida, permitindo ao piloto mostrar todo o seu potencial nas restantes subidas. “Graças à minha fantástica equipa conseguimos resolver o problema e depois correu tudo muito bem. Conseguimos ganhar todas as subidas, tanto de treinos como de prova.”
Para além da vitória na sua divisão, Tomás Pinto deixou também a sua marca em termos cronológicos, ao estabelecer um novo recorde na divisão: “Conseguimos bater o recorde de sempre da nossa divisão, com uma diferença de cerca de 3,1 segundos. Foi mesmo um fim de semana muito positivo.”
Com esta prestação em Murça, “Super Tomás” reforça o estatuto de um dos nomes mais promissores da nova geração da Montanha portuguesa, iniciando a temporada com um resultado que deixa antever mais momentos de destaque ao longo do campeonato.
Um dos nomes mais marcantes do Campeonato de Portugal de Montanha nas últimas décadas, Joaquim Teixeira anunciou o fim da sua carreira como piloto. O transmontano escolheu simbolicamente a Rampa Porca de Murça 2026 para marcar o momento de “arrumar definitivamente as luvas e o capacete”.
Figura de referência da modalidade, Joaquim Teixeira deixa uma carreira construída ao longo de cerca de três décadas de competição, iniciada numa prova de perícia há trinta anos e que se prolongou por vários campeonatos e troféus, sobretudo na Velocidade e na Montanha. Ao longo desse percurso, o piloto acumulou vitórias e títulos, construindo também um nome respeitado no panorama do desporto automóvel nacional.
Presidente da APPAM – Associação Portuguesa dos Pilotos de Automóveis de Montanha, função que continuará a desempenhar, Teixeira tem igualmente desempenhado um papel muito relevante fora das pistas, sendo um dos responsáveis pela crescente visibilidade mediática e pela aproximação do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group ao público.
Nas redes sociais, o piloto explicou as razões da decisão, sublinhando que encara esta fase com serenidade e satisfação pelo caminho percorrido: “Todos passamos etapas até chegar ao momento em que sentimos que já não temos a mesma capacidade de reflexos ou a mesma adrenalina. Para mim não é um momento de tristeza, mas sim de felicidade, porque posso passar o legado.”
Esse legado continuará na família, com o filho Daniel Teixeira a assumir o papel de piloto e a dar continuidade ao nome da família na modalidade. O antigo piloto destacou ainda o papel da filha, Sónia Teixeira, que tem contribuído para manter ativa a estrutura da equipa JT59 Racing Team.
Na mensagem de despedida, Joaquim Teixeira deixou também um agradecimento a todos os que fizeram parte do seu percurso, em especial aos mecânicos que o acompanharam ao longo dos anos, destacando Jorge Mourão e Filipe Borges.
Com o anúncio da retirada, encerra-se um ciclo importante no Campeonato de Portugal de Montanha, marcado pela dedicação, competitividade e pelo contributo de Joaquim Teixeira para o desenvolvimento da modalidade em Portugal.
No Campeonato de Portugal de Montanha 1300 JC Group, o regressado tricampeão nacional Armando Freitas voltou a demonstrar toda a sua competitividade ao vencer com autoridade aos comandos do seu Toyota Starlet 1.3.
O piloto fafense venceu todas as subidas de prova e terminou com uma expressiva vantagem de 14,1 segundos sobre José Carlos Magalhães, em Peugeot 205 Rallye. O piloto e líder da MNE Sport voltou a competir e mostrou, uma vez mais, toda a sua rapidez e a eficácia do pequeno bólide francês.
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Magalhães teve ainda motivos acrescidos para celebrar ao ver o seu jovem colega de equipa Salvador Coelho subir também ao pódio. O piloto levou o seu Toyota Yaris ao terceiro lugar final, fruto de uma prova muito consistente, marcada pela eficácia e pela ausência de erros, terminando a apenas oito segundos de Magalhães.
Na divisão Clássicos 1300, a vitória foi para o veterano piloto de Armamar, Domingos Fernandes, que voltou a demonstrar toda a sua experiência aos comandos do seu Autobianchi A112.
Nota ainda para a presença em Murça de Ricardo Pereira, que participou e venceu isolado entre os concorrentes do Campeonato de Portugal de Clássicos de Montanha JC Group, ao volante do seu Ford Escort RS.
Competindo sem oposição direta, o piloto-preparador brindou ainda assim o público com uma exibição muito rápida, registando tempos de grande nível ao longo das subidas disputadas no traçado transmontano.
José Rodrigues iniciou a defesa do título nacional da Categoria GT no Campeonato de Portugal de Montanha com um sólido segundo lugar na Rampa Porca de Murça, resultado que representa o melhor desempenho entre os pilotos aos comandos de Porsche 911 GT3 Cup e o melhor entre os candidatos diretos ao título.
Num fim de semana marcado por grande competitividade, o piloto bracarense apoiado pela Repsol evidenciou uma notável capacidade de adaptação ao seu novo Porsche 992 GT3 Cup, conseguindo melhorar progressivamente o desempenho do carro ao longo da prova e mantendo uma consistência assinalável nas três subidas oficiais.
Logo na primeira subida oficial, realizada na tarde de sábado, dia inaugural da prova, José Rodrigues assumiu a liderança da Categoria GT ao estabelecer o melhor tempo entre os concorrentes, demonstrando desde cedo o potencial do novo pacote técnico.
A vitória acabou por sorrir a André Fernandes, aos comandos de um Porsche 991.2 GT3 R – um carro com uma competitividade muito superior face aos GT3 Cup – num duelo intenso que marcou a prova. Apesar dessa diferença técnica, José Rodrigues manteve-se sempre na luta, registando tempos muito semelhantes nas três subidas de prova, sinal claro da eficácia e consistência da sua prestação, coroada com o 2º lugar final, resultado que o colocou na frente de todos os pilotos que assumidamente farão toda a época e têm reais possibilidades de lutar pelo título.
Este resultado traduz-se num arranque de época extremamente positivo para o campeão em título, que sai de Murça na liderança entre os candidatos ao campeonato e com sinais claros de competitividade para a temporada.
No final da prova, o piloto não escondia a satisfação com o desempenho alcançado: “Foi um fim de semana extremamente positivo, fruto de um excelente trabalho de toda a equipa. Conseguimos evoluir o carro ao longo das subidas oficiais e transformar esse progresso em resultados concretos. Vivemos uma prova de grande competitividade, com uma luta intensa a três, sempre no limite”.
José Rodrigues realça a importância do resultado: “Com cabeça fria e coração quente, garantimos um segundo lugar que teve sabor a vitória. Sabíamos que o vencedor dispunha de um carro claramente superior e levamos a melhor na ‘nossa’ luta. Saímos de Murça motivados e confiantes de que estamos no caminho certo.”
Também Gonçalo Antunes, CEO da RACAR Motorsport, destacou o trabalho realizado pela equipa ao longo do fim de semana: “Foi uma excelente prestação de toda a estrutura. O José esteve sempre na luta pelos lugares do pódio da categoria GT e conseguimos extrair um desempenho muito sólido num contexto competitivo muito exigente. Sabíamos que seria difícil fazer melhor face à diferença técnica para o carro vencedor, mas este resultado dá-nos confiança.”
O responsável da estrutura de Odivelas sublinha ainda que existe margem de progressão para as próximas etapas: “Estamos ainda numa fase natural de adaptação entre piloto, equipa e carro, mas a base é muito positiva. Acredito que temos condições para evoluir e lutar por resultados ainda mais fortes nas próximas provas.”
Com este arranque de temporada, José Rodrigues deixou claro que tem tudo para perseguir o seu objetivo maior para 2026: lutar pela renovação do título.
O arranque do Campeonato de Portugal Legends de Montanha JC Group na Rampa Porca de Murça proporcionou uma das lutas mais interessantes de todo o fim de semana, deixando desde já antever uma temporada extremamente disputada.
Aliás, a amostra deixada nesta primeira prova aponta claramente para um campeonato muito competitivo, fruto da chegada de novos pilotos e de novas máquinas que já confirmaram um programa completo na temporada de 2026. E a verdade é que essa renovação acabou por baralhar por completo a hierarquia de forças logo na ronda inaugural. Dois pilotos que se estrearam no campeonato assumiram imediatamente o protagonismo da prova: João Pires e Joaquim Soares.
O triunfo acabou por sorrir a João Pires, piloto de Montalegre que tem desenvolvido grande parte da sua carreira nas provas de montanha disputadas na Galiza, mas que já tinha marcado presença pontualmente em algumas provas do campeonato português nas últimas temporadas.
Aos comandos de um BMW E36 M3, Pires levou a melhor depois de um duelo intenso com Joaquim Soares, piloto do Porto e nome bem conhecido do automobilismo nacional e internacional, sobretudo no universo das corridas de Legends e Clássicos de competição.
No final da prova, a diferença entre ambos foi mínima: apenas 1,7 segundos no somatório das duas melhores subidas oficiais. Curiosamente, o equilíbrio foi uma constante ao longo de todo o fim de semana. Joaquim Soares revelou-se mais rápido nas sessões de treinos, enquanto João Pires conseguiu superiorizar-se por pequenas margens nas subidas oficiais, aquelas que verdadeiramente contam para a classificação final.
O pódio ficou completo com o bicampeão nacional António Barros, também ele aos comandos de um BMW E36 M3. O experiente piloto nortenho terminou na terceira posição, referindo no final da prova que o seu carro apresenta atualmente um défice de potência face aos dos dois principais adversários.
A verdade é que o pódio da prova foi integralmente ocupado pelos potentes BMW E36 M3, deixando claro que o restante plantel terá pela frente uma tarefa exigente para contrariar o potencial das máquinas bávaras.
Ainda assim, houve outros nomes em evidência. Gonçalo Macedo, em Citroën Saxo, terminou na quarta posição, ficando a apenas 3,2 segundos do pódio, enquanto Filipe Macedo, em Citroën Saxo Cup, completou o Top 5, a apenas dois segundos do quarto classificado.
Com este arranque competitivo e a chegada de novos protagonistas ao campeonato, o Campeonato de Portugal Legends de Montanha JC Group promete proporcionar ao longo da temporada uma luta intensa pelas posições cimeiras.
Durante dois dias, o exigente traçado transmontano voltou a atrair milhares de espectadores que acompanharam uma prova marcada por grande emoção competitiva, muitas lutas intensas e um altíssimo nível organizativo.
A prova, organizada pelo CAMI Motorsport com o apoio institucional do Município de Murça, voltou a afirmar-se como um arranque de época à altura da dimensão que o campeonato tem vindo a assumir. Ao longo das seis subidas disputadas, três de treinos e três oficiais, não faltaram batalhas renhidas, muitas vezes decididas por diferenças de apenas décimas de segundo, confirmando uma vez mais a excelente saúde competitiva do Campeonato de Portugal de Montanha.
Hélder Silva dominou e começou a defesa do título com autoridade
Na luta pela vitória absoluta, o fim de semana acabou por confirmar o favoritismo de Hélder Silva. O pentacampeão nacional absoluto em título, aos comandos do seu Norma FC20 M20FC, impôs um ritmo simplesmente avassalador nas duas subidas oficiais disputadas no domingo, afastando qualquer dúvida quanto ao vencedor.
O piloto da Powerhouse rodou por duas vezes abaixo da marca de 2m02s, estabelecendo tempos de 2:01.977 e 2:01.910, registos que ficaram muito próximos do recorde da rampa. Na melhor das suas subidas, Hélder Silva ficou a apenas 1,4 segundos desse recorde, deixando a sensação de que, com maior oposição direta, a marca poderia mesmo ter sido ameaçada.
A segunda posição da classificação geral ficou nas mãos de José Correia. O piloto e patrão da JC Group Racing Team levou o seu Osella PA30 até ao segundo lugar final, terminando a prova a 9,9 segundos do vencedor. Correia esteve particularmente competitivo nas sessões de treinos e na primeira subida de prova realizada no sábado, demonstrando que à medida que se adapta ao potencial do Osella poderá aproximar-se ainda mais de Hélder Silva ao longo da temporada.
A fechar o pódio absoluto esteve novamente um dos grandes destaques emergentes da Montanha portuguesa: Tomás Pinto. O jovem piloto, aos comandos do BRC CM 05 EVO, realizou uma exibição notável ao garantir o 3º lugar da geral, dominando por completo a divisão Protótipos B. Nesta refrega, Tomás Pinto impôs-se perante dois pilotos muito experientes, Nuno Guimarães (SilverCar S2) e Sérgio Nogueira (SilverCar S3), que terminaram respetivamente nas posições seguintes da categoria e ainda dentro do top 10 da classificação geral.
André Fernandes impôs a sua lei nos GT
A categoria GT confirmou plenamente as expectativas de competitividade no arranque da temporada do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, disputado na Rampa Porca de Murça.
O favoritismo inicial recaía naturalmente sobre André Fernandes, que tripulava o único Porsche 991.2 GT3 R presente em prova, o modelo mais competitivo entre os Porsche habitualmente utilizados nesta categoria.
Se durante o dia de sábado José Rodrigues, na estreia do seu Porsche 992 GT3 Cup preparado pela RACAR Motorsport, conseguiu surpreender ao registar tempos mais rápidos que o GT3 R, no domingo André Fernandes respondeu de forma categórica. O piloto da AF Motorsport venceu ambas as subidas oficiais disputadas no segundo dia de prova, garantindo assim a vitória entre os GT e um excelente quarto lugar da classificação geral.
Atrás de si terminou precisamente José Rodrigues, atual campeão nacional da categoria, que começou a defesa do título com um resultado extremamente positivo e a pontuação máxima para o campeonato, até porque, ao que tudo indica, André Fernandes não deverá cumprir a totalidade da temporada. Rodrigues demonstrou ainda uma grande consistência ao longo das subidas, registando tempos muito equilibrados que confirmam que será novamente um dos principais candidatos ao título nacional.
O terceiro lugar da categoria GT foi conquistado por Carlos Vieira (Porsche 992 GT3 Cup), que deixou excelentes indicações neste arranque de época e poderá tornar-se um dos protagonistas na luta pelo campeonato ao longo da temporada.
Super Challenge: Luís Nunes regressa às vitórias
O piloto de Valpaços, aos comandos do Skoda Fabia R5 da Nunes Sport, preparado pela ARC Sport, dominou claramente a divisão SC-A e voltou aos triunfos depois de ter visto a sua longa invencibilidade interrompida na última prova da temporada passada. Desta vez, Nunes não deu qualquer hipótese à concorrência e somou um duplo triunfo na categoria Super Challenge e na divisão SC-A. Além da vitória, o piloto confirmou ainda a competitividade do conjunto que forma com o Skoda Fabia ao terminar dentro do top-10 absoluto da prova.
Na segunda posição da categoria e também entre os SC-A terminou Manuel Rocha e Sousa, aos comandos de um Ford Focus Supercar, enquanto José Pedro Gomes iniciou a temporada com uma prestação muito positiva ao levar o seu Opel Astra OPC Supercar ao terceiro lugar da divisão e ao último degrau do pódio da categoria.
A fechar o pódio dos Super Challenge ficou Bruno Carvalho, vencedor da divisão SC-C com o seu rápido Citroën Saxo. O piloto da LX Sport voltou a demonstrar todo o seu talento e a competitividade do carro francês, sendo acompanhado no pódio da divisão por Luís Fernandes, em Peugeot 106 XSI, e Alberto Pereira, em Honda Civic Type R.
Nas restantes divisões da categoria também não faltou emoção. Na SC-B, o jovem piloto de Vila Pouca de Aguiar Pedro Cardoso venceu na estreia do seu novo SEAT Leon Cupra da Autocardoso, impondo-se com cerca de nove segundos de vantagem sobre Miguel Gonçalves, em BMW E36 Coupé. Gonçalves, que este ano transitou do Campeonato de Legends para o Super Challenge, iniciou assim a temporada com um excelente resultado. Bruno Gonçalves, em Volkswagen Golf GTI R35, terminou na terceira posição, a apenas 63 milésimos de segundo do segundo classificado.
Já na divisão SC-D, o triunfo ficou em casa. O piloto de Murça Tiago Santos venceu aos comandos do Citroën AX Sport da LBR, depois de um duelo muito intenso com Bruno Gomes, em Fiat Punto 85 Sport, que terminou a apenas meio segundo do vencedor. Tiago Teixeira, em Peugeot 106 XSi, completou o pódio da divisão.
Nota ainda para a estreia da jovem piloto murcense Beatriz Brás, que aos comandos de um Citroën AX Sport revelou grande segurança ao longo do fim de semana, concluindo a prova num interessante quarto lugar da divisão.
Murça: Daniel Teixeira dominou entre os Turismos
Entre os concorrentes da categoria Turismos, o grande protagonista do fim de semana na Rampa Porca de Murça foi Daniel Teixeira. O piloto transmontano, com raízes em Murça, regressou à Montanha aos comandos do Hyundai Elantra TCR da JT59 Racing Team e voltou a demonstrar porque é uma referência na velocidade ibérica e nas competições internacionais reservadas aos carros da categoria TCR. Apesar de já não competir há largos meses, Daniel Teixeira realizou uma exibição extremamente sólida e dominou de forma clara tanto a categoria Turismos como a divisão Turismo 2, terminando ainda numa meritória 11.ª posição da classificação geral.
Aliás, a divisão Turismo 2 ocupou todos os lugares do pódio da categoria. Guilherme Silva estreou-se com sucesso aos comandos do Audi RS3 LMS do Grupo PDAuto, garantindo o segundo lugar, enquanto o piloto de Vila Pouca de Aguiar Paulo Cardoso, em Cupra TCR, completou o pódio da categoria. A luta pelo segundo lugar foi bastante equilibrada, com Cardoso a terminar a apenas 1,9 segundos de Guilherme Silva.
Na divisão Turismo 1, marcada pelo regresso dos carros de tração integral, Parcídio Summavielle impôs o seu Ford Fiesta R5, preparado pela Befast Motorsport, levando a melhor sobre o jovem Luís Silva Jr., que continua em fase de adaptação ao seu novo Mitsubishi Lancer EVO da Famaconcret Racing Team.
Já na divisão Turismo 3, o espetáculo ficou marcado por um duelo empolgante entre dois jovens talentos da nova geração da Montanha portuguesa. André Brás Jr. e Nuno Guimarães Jr., ambos provenientes da FPAK Júnior Team de Montanha 2024, revelaram uma impressionante maturidade competitiva e uma adaptação praticamente imediata aos exigentes Ginetta G40 GT5, superando inclusive alguns dos pilotos mais experientes da divisão.
A batalha entre os dois foi intensa até ao final, com André Brás Jr. a conquistar a vitória por uma margem mínima de 711 milésimos de segundo sobre Nuno Guimarães Jr. O terceiro lugar da divisão foi ocupado pelo experiente piloto bracarense Aníbal Pinto, em Renault Clio RS, que terminou a 6,8 segundos do vencedor.
Depois do espetáculo proporcionado pela Rampa Porca de Murça, o Campeonato de Portugal de Montanha JC Group prossegue agora com a segunda prova da temporada. A competição regressa já nos dias 25 e 26 de abril, com a disputa da Rampa da Penha Paisagem Protegida, prova organizada pelo Demoporto.