O Caramulo Racing Team vai colocar na pista da icónica serra, nos dias 25 e 26 de outubro, o Caramulo Sprint, uma prova que assinala um novo e ambicioso passo no percurso do clube.
Nascido da paixão de uma geração que cresceu entre automóveis e corridas, o Caramulo Racing Team – Associação de Desportos Motorizados foi criado oficialmente em setembro de 2015. Ao longo de quase uma década, o grupo de entusiastas tem vindo a trilhar um caminho sustentado e ambicioso, com um propósito claro: afirmar o Caramulo como uma referência no panorama nacional do desporto motorizado.
A participação como equipa de competição no Campeonato de Portugal de Montanha, tendo obtido já três títulos nacionais de Clássicos através de Fernando Salgueiro (2021 e 2022) e Ricardo Loureiro (2019), a colaboração na organização da Rampa do Caramulo desde 2018 e a aceitação como associado efetivo da FPAK em 2023 são etapas marcantes dessa trajetória. Já em 2024, o clube recuperou a histórica Prova de Perícia Automóvel do Campo de Besteiros, que regressou após 26 anos de ausência, conquistando público e participantes, nas duas edições já realizadas.
O Caramulo Sprint surge agora como o passo seguinte desse percurso de afirmação, integrando-se num processo de avaliação federativa que permitirá ao Caramulo Racing Team aspirar à entrada no Campeonato de Portugal de Montanha já em 2026.
“Organizar uma prova que não conta para a classificação de qualquer campeonato, mas que ainda assim tem de cumprir todas as exigências federativas e de segurança do Campeonato de Portugal de Montanha, é um enorme desafio. Conseguimos reunir alguns dos melhores pilotos do país, e estamos certos de que teremos um fim de semana de boa e saudável competição. Esta prova será o teste que demonstrará que o Caramulo Racing Team está preparado para organizar, com sucesso, futuras provas de montanha”, sublinha Nuno Pinto, presidente do Caramulo Racing Team.
A realização do evento conta com o apoio imprescindível do Município de Tondela, que desde o primeiro momento se associou à iniciativa, bem como com a colaboração da Junta de Freguesia do Guardão, Águas do Caramulo, Fuchs, JC Automóveis, Antichama, Animatura e Impressões Rápidas.
“O Município de Tondela associa-se a este evento e ao Caramulo Racing Team para garantir que o Caramulo Sprint decorra da melhor forma possível e que, já no próximo ano, se possa realizar novamente a Rampa do Caramulo. Acreditamos que esta prova será um sucesso e que reforçará o nome do Caramulo como destino de excelência para os desportos motorizados”, refere Carla Antunes Borges, presidente da Câmara Municipal de Tondela.
Com uma extensão de quase três quilómetros e um traçado rápido e técnico, o Caramulo Sprint promete um fim de semana de velocidade, emoção e adrenalina, celebrando a paixão que há décadas faz do Caramulo uma das montanhas mais mágicas do automobilismo português.
O piloto bracarense Telmo Costa, ao volante do seu Citroën Saxo da TE Motorsport, foi o grande vencedor do Campeonato Portugal Legends de Montanha na Rampa da Arrábida, última prova do Campeonato Portugal Montanha JC Group 2025, organizada pelo Clube de Motorismo de Setúbal (CMS).
Logo na primeira subida de warm up, Telmo Costa registou 2m15,606s à média de 92,91 km/h. Na 1.ª subida oficial de treinos, marcou 3m28,432s (média de 60,45 km/h), e melhorou de forma expressiva na 2.ª subida de treinos, com 2m46,644s à média de 75,61 km/h. Na 1.ª subida oficial de prova, o piloto da TE Motorsport enfrentou alguns problemas técnicos que o impediram de concluir o percurso.
Já no domingo, na 3.ª subida oficial de treinos, Telmo Costa e o Citroën Saxo mostraram estar novamente em forma, assinando 2m24,297s à média de 87,31 km/h. Determinante, porém, foi a 2.ª subida oficial de prova, onde o piloto bracarense “passou ao ataque”, registando o melhor tempo entre os Legends: 2m06,548s à média de 99,56 km/h. Na derradeira subida, voltou a impor o ritmo e fixou um novo melhor tempo com 2m06,371s, confirmando assim uma vitória brilhante e merecida entre os Legends.
A Power House voltou a ser uma das grandes protagonistas do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, encerrando a temporada em grande estilo na 34.ª Rampa da Arrábida. Naquela que foi uma edição rápida, competitiva e que atraiu milhares de espetadores, a equipa poveira voltou a impor a sua força, transformando a prova de Setúbal numa verdadeira celebração do sucesso e da consistência que marcaram a sua época.
A Power House conseguiu colocar um piloto no top 3 absoluto e os seus três guerreiros entre os cinco primeiros classificados da geral. Uma exibição impressionante de uma formação que voltou a dominar, a seu belo prazer, o Campeonato de Portugal de Montanha JC Group — levando Hélder Silva ao 5.º título absoluto, Nuno Caetano ao pódio final e Afonso Santos ao pódio da Divisão Protótipos B.
Mas vejamos o filme da corrida para os três pilotos da Power House.
No que respeita a Nuno Caetano, foi mais uma grande exibição ao volante da sua Osella PA-21S Evo. O piloto foi sempre muito rápido, melhorando as suas marcas ao longo do fim de semana, extremamente eficaz e terminando num brilhante 2.º lugar da geral — mais um pódio absoluto nesta época de afirmação. Ficou a cerca de três segundos do vencedor, apesar de conduzir um protótipo manifestamente inferior em termos de competitividade. Nuno Caetano confirma-se como um caso sério na luta pelos lugares cimeiros da montanha portuguesa.
Já Hélder Silva, o pentacampeão nacional absoluto, voltou a mostrar todo o seu talento. Um problema técnico na Norma FC-20, carro com que conquistou o título, obrigou-o a competir nas duas últimas provas do campeonato com um Silver Car S3, da Divisão B — a menos competitiva da categoria de Protótipos. Mesmo sem grande habituação ao carro, revelou enorme eficácia: depois de subir ao pódio em Boticas, repetiu o feito na Arrábida, terminando 2.º classificado na Divisão Protótipos B e 4.º à geral. Hélder Silva é um caso ímpar de capacidade e talento, sempre capaz de lutar pela vitória, seja qual for o carro ou a frente de batalha.
Quanto ao jovem Afonso Santos, chegou à Rampa da Arrábida ainda com possibilidades de conquistar o título da Divisão Protótipos B. Contudo, um toque no sábado condicionou bastante o seu fim de semana, comprometendo as suas hipóteses de lutar pelo triunfo. Ficou sem tempo na primeira subida de prova, o que o obrigava a realizar duas boas subidas no domingo para se classificar. Sem ceder à pressão, manteve-se rápido e eficaz, conseguindo chegar ao pódio da Divisão Protótipos B e fechar a época com mais um excelente resultado.
“Sem dúvida, foi uma época que exigiu muito empenho, com um carro novo e objetivos ambiciosos dos nossos pilotos. Como equipa amadora, tivemos de duplicar o esforço e a dedicação para que os nossos pilotos tivessem as suas máquinas na máxima força”, afirmou Torres da Silva, team manager da Power House, que enfatizou ainda “os resultados globais obtidos: Hélder Silva sagrou-se Pentacampeão Nacional Absoluto ao volante da Norma M20FC; Afonso Santos foi Vice-Campeão da categoria Protótipos B ao volante do BRC B49; e Nuno Caetano conquistou o 3.º lugar absoluto com a Osella PA-21 Evo.Obrigado a todos os que, mais uma vez, nos encheram de orgulho e deram valor ao trabalho e às horas sem dormir que tivemos ao longo da época. Obrigado aos pilotos pelo vosso empenho e dedicação, mesmo nos momentos menos positivos. Obrigado aos amigos, à família e a todos os patrocinadores pela vossa colaboração e apoio constante.”
A temporada de 2025 foi, assim, mais uma época em cheio para a Power House, que se afirma cada vez mais como uma das equipas mais fortes — se não mesmo a mais competitiva — do panorama da montanha nacional.
A equipa Megamotors encerrou a temporada 2025 do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group em grande estilo, com uma exibição notável na icónica Rampa da Arrábida, última jornada da época. O destaque foi José Carlos Pouca Sorte, que ao volante do seu Porsche GT3 Cup conquistou um lugar no pódio na competitiva Categoria GT, após um fim de semana de franca evolução e consistência.
Logo desde a “warm up”, o piloto da Megamotors mostrou andamento, abrindo com um tempo de 1:58.815 (média de 106,04 km/h). A partir daí, a progressão foi constante: 1:56.879 na 1.ª subida oficial de treinos e 1:54.240 na segunda, subindo à 7.ª posição da geral com uma média de 110,29 km/h. Na 1.ª subida oficial de prova, no final da tarde de sábado, voltou a surpreender, registando 1:52.360 (média de 112,14 km/h).
No domingo, já mais confiante e com o Porsche em pleno rendimento, Pouca Sorte confirmou o excelente momento. Depois de um registo de 1:55.237 na derradeira subida de treinos, terminou em força com um “crono canhão” de 1:53.133, o melhor do fim de semana, à média de 113,07 km/h, assegurando assim o 3.º lugar na Divisão GT — o seusegundo pódio entre os GT na montanha portuguesa.
“Foi um fim de semana incrível. A Rampa da Arrábida é uma prova exigente, mas conseguimos evoluir em cada subida. Este pódio é o resultado de muito trabalho e dedicação de toda a equipa Megamotors”, destacou José Carlos Pouca Sorte no final.
VERA SEQUEIRA LUTOU ATÉ AO FIM PELO PÓDIO NA DIVISÃO SC-B
Também em excelente plano esteve Vera Sequeira, que levou o seu Seat León TDI ao limite na Divisão SC-B. A piloto Megamotors demonstrou regularidade e progressão, começando com 2:26.419 na “warm up” e descendo para 2:21.642 na 2.ª subida oficial de treinos (média de 88,95 km/h). Na 1.ª subida oficial de prova, no sábado, marcou 2:22.361, antes de melhorar no domingo com 2:19.473 na última sessão de treinos.
Determinada a terminar a época em alta, Vera assinou um excelente 2:15.262 na penúltima subida oficial (média de 93,15 km/h) e fechou a prova com 2:16.133, garantindo um sólido 4.º lugar na Divisão SC-B, a escassos segundos do pódio.
“Senti-me muito bem com o carro e com o ritmo que conseguimos impor. Ficámos muito perto do pódio, mas saio com a sensação de dever cumprido e orgulho no trabalho da Megamotors”, afirmou Vera Sequeira.
Com a Arrábida a marcar o encerramento do Campeonato, a Megamotors confirma uma época de crescimento, marcada por evolução técnica, consistência e resultados sólidos, consolidando a sua posição entre as equipas mais competitivas da Montanha nacional.
A 34.ª Rampa da Arrábida, disputada entre 3 e 5 de outubro, encerrou de forma entusiasmante a temporada do Campeonato de Portugal Legends de Montanha JC Group, e o piloto do Fundão Gonçalo Janeira voltou a estar em excelente plano ao volante do seu Citroën AX GTI da J. Janeira Sport.
Apesar de alguns contratempos mecânicos no domingo, Janeira somou mais uma vitória no Grupo Legends Especial e garantiu um sólido Top 4 na geral dos Legends, depois de ter alcançado o 3.º lugar absoluto na primeira subida de prova, realizada no sábado. O resultado global foi um dos melhores da sua temporada. O piloto beirão começou o fim de semana em excelente forma, mostrando competitividade logo desde as subidas de treinos e confirmando o bom andamento na primeira subida oficial, onde foi terceiro entre os Legends.
“A Arrábida começou muito bem para nós. No sábado fizemos o 3º tempo à geral entre os Legends e queríamos muito manter essa posição no domingo. Mas, na segunda subida oficial, no arranque partiu uma transmissão e isso impediu-nos de fazer a subida e depois, na terceira, já não dava para arriscar, sob pena de nem sequer pontuarmos”, explicou Gonçalo Janeira no final da prova.
Mesmo limitado pelo problema mecânico, o piloto da J. Janeira Sport manteve a concentração e conseguiu terminar a mítica rampa sadina com uma prestação sólida: “Só fizemos a primeira e a terceira subidas de prova, o que nos limitou, mas pronto, conseguimos igualar o nosso melhor tempo do ano passado. Conseguimos ainda chegar com o carro ao fim sem problemas de maior. Foi a última prova, correu dentro dos possíveis, mas provamos que somos competitivos. Agora é tempo de pensar no próximo campeonato.”
Com mais uma vitória no Grupo Legends Especial, Gonçalo Janeira encerra uma época marcada pela evolução constante e pela competitividade em cada presença. “Foi uma temporada de aprendizagem e progressão, em que conseguimos andar sempre perto dos lugares cimeiros. Terminar a época na Arrábida, com tanto público e uma organização de excelência, foi especial”, destacou.
O piloto do Fundão demonstrou, ao longo do ano, regularidade, rapidez e resiliência, confirmando-se como um dos valores seguros entre os Legends.
Já campeão nacional absoluto da Categoria GT, José Rodrigues assinou uma exibição de gala na 34.ª Rampa da Arrábida, protagonizando um duelo intenso e espetacular com Bernardo Garcia de Castro, sendo 2º da categoria apenas a 0,1 segundos. Foi um fecho em grande para a temporada de sonho do agora campeão nacional.
A rampa marcou, no passado fim de semana, o encerramento em grande estilo do Campeonato de Portugal de Montanha 2025, com muito público, uma organização exemplar e um ambiente digno da tradição da prova sadina. Para o piloto bracarense, que se estreou no traçado da Arrábida ao volante do seu Porsche 997.2 GT3 Cup, preparado pela Monteiros Competições, esta participação teve um significado especial — de consagração e de homenagem à época perfeita que protagonizou em 2025.
“Foi uma estreia fantástica. Vim para cá já campeão nacional e quisemos estar presentes porque o campeonato merecia que estivéssemos aqui. Foi uma rampa de consagração do título nacional e também uma oportunidade para conhecer a Arrábida. É um traçado difícil, com pouca aderência, mas muito interessante”, começou por destacar José Rodrigues.
O piloto explicou ainda que o fim de semana foi de progressão constante, apesar de um pequeno contratempo na primeira subida oficial: “No sábado, dia inaugural, tivemos uma jornada em ascendente, mas um toque na primeira subida oficial limitou-nos e impediu uma subida que estava a ser muito boa. No domingo, o chip foi outro: conseguimos melhorar, embora tenhamos feito toda a prova com pneus usados, o que limitou um bocadinho a performance do 997. Mesmo assim, conseguimos vencer a última subida e terminar a apenas uma décima do primeiro lugar.”
No balanço final, José Rodrigues sublinhou a perfeição da época: “Acho que é de salientar uma coisa muito gira: fechamos o campeonato com 189 pontos em 189 possíveis, ou seja, fizemos o pleno. Foi fantástico acabar com 100% de eficácia, somos campeões nacionais com todo o mérito, sem dúvida alguma e sem um ponto perdido!” A Rampa da Arrábida fechou assim um ano desportivo memorável para José Rodrigues — campeão nacional da Categoria GT, sempre competitivo, exemplar na atitude e constante na performance, encerrando a época com o mesmo brilho com que a começou.
No termo do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group (CPM), cuja jornada de encerramento teve como palco a Rampa da Arrábida, dois jovens pilotos do FPAK Júnior Team festejaram, de forma efusiva, a conquista dos respetivos títulos: Nuno Guimarães (16 anos) e Martim Pereira (17 anos).
Curiosamente, ambos têm um denominador comum e que se revelou decisivo para o êxito alcançado. Além de serem filhos de pilotos consagrados da Montanha, como Nuno Guimarães e Martine Pereira, juntaram ao seu ADN um grande empenho, profissionalismo e preparação minuciosa de cada prova.
“O Peugeot 208 R2 revelou-se o carro ideal para quem vinha de guiar um Citroen C1, por ser tração à frente com motor atmosférico sem demasiada potência e ter um ótimo chassis. Não é o carro mais competitivo da sua categoria, mas proporcionou-me uma época de sonho, em termos de aprendizagem, evolução e desempenho. Dificilmente a época poderia ter corrido melhor”, destaca Martim Pereira, o vencedor do FPAK Júnior Team de Montanha em 2024 e que esta época trocou o Citroen C1 pelo Peugeot 208 R2 para se sagrar campeão da classe Turismos 3 do CPM. Recorda que a maior dificuldade, pelo menos no início, foi adaptar-se ao carro e conhecer o seu limite em cada momento, face às caraterísticas dos diferentes traçados das rampas.
Martim não tem dúvidas que o êxito de um piloto, seja em que área automobilística for, não depende apenas do talento… “Considero-me um bom piloto, mas não deixo de treinar imenso no simulador, o que é resultado da minha paixão, desde longa data, pelo automobilismo, e julgo que no cômputo geral, esse trabalho e dedicação também ajudam a fazer a diferença”, sublinha. Em relação ao futuro, Martim Pereira, que completará 18 anos em março de 2026, ainda não tem planos: “Não sou eu que decido e ainda nem falámos, a nível familiar, na próxima época, mas claro eu gostaria de continuar…”
Nuno Guimarães, filho do piloto duriense que compete no CPM com um Silvercar S2, estreou-se esta época (completará 17 anos em novembro próximo) nas provas de montanha e venceu de forma categórica o FPAK Júnior Team (FJT), sucedendo a Martim Pereira. Ganhou 6 das 7 provas.
“Não foi propriamente fácil. Impus sempre um ritmo bastante forte em todas as provas e a maior parte das vezes os nossos colegas de equipa não conseguiram acompanhar-me. De qualquer modo, houve bastante disputa por parte da concorrência”, começa por recordar o novo campeão do FJT de Montanha. Nuno adianta que nunca viveu momentos complicados, excetuando quando deu um “toque” nos rails na Rampa da Falperra, o único e verdadeiro percalço. “O meu foco incidiu sempre em tentar ser rápido, adaptar-me às condições da pista e acumular aprendizagem, para depois, no final do fim de semana, concluir a prova em primeiro”, acrescentou, não esquecendo também alguns sustos apanhados em Murça, na abertura da temporada: “Era a minha estreia e a prova decorreu praticamente toda à chuva, o que aumentou as dificuldades, mas também a aprendizagem. Em resumo, direi que a época foi muito ‘limpa’ a nível de incidentes”, refere Nuno Guimarães.
E não esconde que o seu trabalho antes de cada prova pode ter feito a diferença para os adversários: “Uma semana antes de cada rampa dedicava-me a ela a 100 por cento, memorizando tudo o que era possível, em termos de pontos de referência, para depois tirar partido desse conhecimento no fim de semana. Talvez tenha sido aí que me destaquei dos adversários”. Já com planos definidos para 2026 (“em princípio está tudo acertado para continuarmos no CPM”), Nuno fez questão de deixar elogios à equipa Befast, responsável pela logística do FPAK Júnior Team de Montanha: “Fizeram um excelente trabalho, nunca nos faltando com nada. Devo um agradecimento especial ao engenheiro Miguel Cunha e também ao Filipe Barbosa, patrão da Befast”.
Nuno Madeira protagonizou um dos momentos altos da edição de 2025 da Rampa da Arrábida, prova integrada no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, ao vencer de forma convincente a Divisão 3 da Categoria Turismo e alcançar ainda o 3.º lugar absoluto entre os Turismos.
Ao volante de um Caterham, o piloto — mais habituado aos circuitos de Velocidade — fez uma aparição pontual na Montanha, mas deixou a sua marca, superando alguns dos habituais candidatos ao triunfo.
“Esta rampa foi um regresso às origens, inserido numa estrutura tão clássica como a do Luís Moutinho e da Moutinho Motorsport, que já recebeu lendas como o Mário Silva e o próprio Luís Moutinho. Voltar aqui, com um carro com 12 anos, e conseguir vencer é algo muito especial”, afirmou Nuno Madeira no final da prova.
A ligação do piloto à Arrábida é antiga e carregada de simbolismo:
“Com duas semanas de vida, vi o meu pai subir aqui na Arrábida, e por coincidência do destino fiz também aqui a minha primeira rampa. E pela primeira vez consegui vencê-la na Divisão Turismos 3. É incrível, com material emprestado — isso mostra o bom ambiente e a camaradagem que existe no Motorsport”, acrescentou.
Com o seu estilo rápido e determinado, Nuno Madeira confirmou o seu talento fora do seu habitual território competitivo, demonstrando a polivalência e a paixão que sempre marcaram a sua carreira.
“A Arrábida é sempre espetacular. Terminar com uma vista sobre Troia é impagável. Para o ano espero poder voltar — se não for no meu carro, que seja num carro um bocadinho mais potente. Sempre a crescer… mas é sempre espetacular!”, concluiu o piloto.
A Rampa da Arrábida voltou a oferecer um cenário de sonho e competição intensa, e a prestação de Nuno Madeira foi uma das notas mais marcantes desta edição.
Não poderia ter havido melhor palco para encerrar uma temporada verdadeiramente notável do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group 2025. A 34.ª Rampa da Arrábida, organizada exemplarmente pelo Clube de Motorismo de Setúbal, foi uma autêntica romaria popular durante todo o fim de semana, juntando milhares de adeptos que encheram as encostas da serra e as ruas da cidade.
A tradicional parada de sexta-feira à noite, nas avenidas Luísa Todi e José Mourinho, voltou a ser um dos momentos altos do evento, proporcionando o contacto direto entre o público e os protagonistas da montanha. Um ambiente de festa que reforçou o enorme impacto mediático e popular desta prova. O sucesso organizativo foi total, com a equipa do CMS a responder com profissionalismo e eficácia aos pequenos incidentes naturais de uma competição deste nível.
A edição 2025 da Rampa da Arrábida encerrou uma época marcada por emoção e competitividade. Ainda havia títulos por atribuir — incluindo o cetro nacional da Categoria Turismo e a vitória na Divisão de Protótipos B, garantindo luta intensa até à última subida.
Domínio de José Correia
Na luta pela vitória absoluta na Arrábida, José Correia, piloto e líder da JC Group Racing Team, foi o mais forte e consistente ao longo de todo o fim de semana. Mesmo um susto na única subida de treinos de domingo — com a quebra de uma transmissão no seu Osella PA30 — não o impediu de impor o seu ritmo e confirmar a vitória absoluta. Assim, José Correia sagrou-se “Rei da Arrábida 2025”, encerrando a temporada com chave de ouro.
O bracarense travou um duelo direto com Nuno Caetano, da Power House, em Osella PA21S EVO, com ambos a mostrarem um nível competitivo elevadíssimo. Caetano terminou apenas 3,5 segundos atrás, confirmando a sua enorme evolução e ambição dentro da modalidade.
O pódio absoluto ficou completo com o jovem Tomás Pinto, piloto de Peso da Régua, que voltou a brilhar ao volante do seu BRC CM05 EVO da Famaconcret.
O piloto dominou a Divisão Protótipos B, intrometendo-se na luta pelos lugares da frente e assinando um notável 3.º lugar da geral. Tomás Pinto confirma assim o estatuto de uma das grandes revelações do automobilismo nacional e perfila-se como futuro candidato ao título absoluto do Campeonato de Portugal de Montanha.
Protótipos B: Nuno Guimarães mantém o trono
Na Divisão Protótipos B, o título ainda estava em aberto e a luta foi intensa. Logo atrás de Tomás Pinto, Hélder Silva, pentacampeão nacional absoluto voltou a competir com um SilverCar S3, terminando em 4.º da geral e 2.º da divisão.
Afonso Santos, também da Power House, foi 5.º absoluto e 3.º da divisão, ao volante do seu BRC B49. Contudo, o destaque final pertenceu a Nuno Guimarães (SilverCar S2), que terminou em 7.º da geral e 4º entre os Protótipos B, resultado suficiente para confirmar a renovação do título na divisão.
Super Challenge: José Lameiro quebra a invencibilidade de Luís Nunes
Depois de várias épocas de domínio, Luís Nunes (Skoda Fabia R5 SC) foi finalmente suplantado. O piloto aveirense José Lameiro, ao volante do seu Skoda Fabia MKIII preparado pela DM Motorsport e representando a Diatosta, realizou um fim de semana perfeito e conquistou uma vitória histórica, a primeira desde que trocou o Rallycross pela Montanha.
Depois de se aproximar de Nunes na primeira subida de prova, Lameiro foi imbatível nas duas subidas de domingo, vencendo a categoria Super Challenge e a Divisão SC-A. Nunes foi 2.º, enquanto João Pires (BMW E36 M3) brilhou ao alcançar o 3.º lugar da geral e a vitória na Divisão SC-B.
Na SC-C, Bruno Carvalho (Citroën Saxo) impôs-se após duelo emocionante com Luís Fernandes (Peugeot 106), e na SC-D, Bruno Gomes (Fiat Punto 85 Sport) voltou a vencer, selando também o título da divisão.
GT: Bernardo García de Castro imbatível na reta final da temporada
Na Categoria GT, o galego Bernardo García de Castro (Porsche 991.2 GT3 Cup) confirmou a sua superioridade nesta reta final da época e conquistou a terceira vitória consecutiva — depois das rampas do Caramulo e de Boticas. O piloto espanhol repetiu a estratégia que lhe tem dado sucesso: discreto nos treinos e explosivo nas subidas de prova.
Venceu o já campeão nacional José Rodrigues (Porsche 997.2 GT3 Cup) por apenas 0,1 segundos, num duelo intenso e espetacular. O regressado José Carlos Pouca Sorte (Porsche 991.2 GT3 Cup) completou o pódio. O rápido piloto da Megamotors assinou o seu melhor resultado da época.
Turismos: um título decidido por 107 milésimos!
A Categoria Turismos proporcionou um dos finais mais emocionantes dos últimos anos. Empatados em pontos, Pedro Alves (Cupra Leon TCR) e Gonçalo Inácio (Kia Ceed TCR) sabiam que o vencedor da Arrábida seria também o novo campeão nacional.
O duelo foi épico e decidido à décima: na última subida de prova, Pedro Alves conseguiu impor-se por apenas 107 milésimos de segundo, sagrando-se Campeão Nacional de Turismos e vencedor da Divisão Turismo 2.
Gonçalo Inácio foi 2.º, confirmando o vice-campeonato, enquanto Nuno Madeira (Caterham Seven 420 R) foi o melhor da Turismo 3, à frente de Filipe Ferreira (Honda Civic Type R) e Carlos Silva (Renault Clio RS). O 3.º lugar da Divisão Turismo 2 coube a Parcídio Summavielle (Peugeot 208 Rally4), muito eficaz ao longo da prova.
Clássicos e Legends: espetáculo e surpresas
Nos Clássicos, Ricardo Pereira (Ford Escort RS 2000) dominou do princípio ao fim, batendo o já campeão Flávio Sainhas (Ford Escort MKI) por 3,9 segundos, com Luís Moutinho (Ford Escort) a fechar o pódio, longe do duo da frente. José Carlos Magalhães (Toyota Starlet) regressou, lutou por um lugar nos Top3, quedando-se num positivo 4º posto, bem perto do degrau mais baixo do pódio. O Top 5 fechou com Abílio Machado, O piloto do BMW 1602 comemorou 20 anos de participações na Arrábida, premiando a sua dedicação à rampa setubalense.
Nos Legends, o desfecho foi mais imprevisível. Depois de dominar o sábado, Filipe Macedo (Citroën Saxo Cup) cometeu um erro na 2ª subida de prova e foi forçado a ser mais cauteloso na derradeira, vendo escapar a vitória. Telmo Costa (Citroën Saxo), que recuperou de problemas de caixa, aproveitou e conquistou com muito mérito o primeiro triunfo da carreira, garantindo também o vice-campeonato. Macedo foi 2.º, seguido de Miguel Gonçalves (BMW E36 Coupé), Gonçalo Janeira (Citroën AX GTI) e Carlos Delgado (Mercedes 190 2.3 16V).
1300 e FPAK Júnior Team: tradição e juventude
Nas lides dos 1300, viveu-se um belo duelo familiar entre pai e filho: Daniel Rolo (Datsun 1200 Coupé) levou a melhor sobre o seu progenitor Aníbal Rolo (Datsun 1200) por 2,6 segundos. José Pedro Figueiredo (Datsun 1200) completou o pódio, enquanto Eva Laranjeira (Peugeot 205 Rallye), a correr em casa, foi penalizada por problemas mecânicos que a impediram de terminar.
No FPAK Júnior Team, o jovem Nuno Guimarães (Citroën C1) encerrou a época em grande estilo, somando a sexta vitória em sete provas e conquistando o troféu com autoridade. André Brás (Citroën C1) foi 2.º e Carolina Martins (Citroën C1) completou o pódio.
Festa, público e futuro promissor
A Rampa da Arrábida 2025 foi um sucesso total, em organização, espetáculo e adesão popular. Milhares de pessoas assistiram às subidas e viveram três dias de grande festa do automobilismo, desde a parada de sexta-feira até às decisões de domingo. Num cenário ímpar, o Campeonato de Portugal de Montanha JC Group encerrou uma temporada “de ouro”, consolidando o estatuto da Montanha como uma das disciplinas mais apaixonantes e competitivas do desporto motorizado português.
Com novas equipas, jovens talentos e o público cada vez mais presente, 2026 promete ainda mais espetáculo e emoção nas rampas lusitanas!
O primeiro dia de competição da 34.ª Rampa da Arrábida, prova que encerra o Campeonato de Portugal de Montanha JC Group 2025, ficou marcado por um ambiente de verdadeira festa.
Sob um sol ameno, o público acorreu em grande número às encostas da serra para assistir ao dia inaugural da rampa, sendo e realçar que, tanto em termos de espetáculo como de organização, a cargo do Clube de Motorismo de Setúbal, o nível foi alto, contribuindo assim para reforçar o estatuto de uma das provas mais emblemáticas do calendário nacional.
José Correia e Nuno Caetano separados por 1,2 segundos
Com três subidas de treinos — uma livre e duas oficiais — a antecederem a primeira subida de prova, o dia serviu de aquecimento para o grande duelo deste domingo, onde se disputarão as duas derradeiras subidas oficiais.
No fecho da jornada inaugural, a diferença entre os dois primeiros classificados da geral é mínima: José Correia (Osella PA30) terminou o dia na frente, com o tempo de 1m45.132s, batendo por apenas 1,2 segundos o seu principal adversário, Nuno Caetano (Osella PA21S EVO), que continua a mostrar uma notável evolução e consistência ao longo da temporada.
O grande destaque do dia foi, no entanto, o jovem Tomás Pinto, que ao volante do BRC CM05 EVO brilhou entre os Protótipos B e assinou o terceiro melhor tempo absoluto, confirmando o apelido de “Super Tomás” com mais uma exibição de grande nível. Logo atrás, Hélder Silva (SilverCar S3) e Nuno Guimarães (SilverCar S2) fecharam o top 5 provisório, mantendo acesa a luta na divisão e dentro do Top 5 à geral.
Na categoria Super Challenge, o campeão em título Luís Nunes (Skoda Fabia R5 SC) voltou a ser o mais rápido, terminando o dia na sexta posição da geral. Nas contas da categoria está frente de José Lameiro (Skoda Fabia MKIII) e de Luís Silva (BMW E30 M3), confirmando o domínio habitual.
Entre os GT, Bernardo Garcia de Castro (Porsche 991.2 GT3 Cup) mostrou novamente a sua rapidez, escondendo o jogo nas subidas de treino para depois atacar na subida de prova, onde foi o mais forte, superando o regressado José Carlos Pouca Sorte (Porsche 991.2 GT3 Cup). O já campeão nacional José Rodrigues (Porsche 997.2 GT3 Cup) concluiu o dia na terceira posição.
Nos Turismos, a luta pelo título nacional continua ao rubro. Gonçalo Inácio (Kia Ceed TCR), a correr praticamente em casa, foi o mais rápido e assumiu vantagem sobre Pedro Alves (Cupra Leon TCR), numa disputa direta em que quem vencer será campeão. Guilherme Silva (Peugeot 208 Rally4) completou o top 3 provisório da categoria.
O Campeonato de Portugal Legends de Montanha JC Group teve domínio absoluto de Filipe Macedo (Citroën Saxo Cup), que parece caminhar para a segunda vitória consecutiva da temporada, enquanto Miguel Gonçalves (BMW E36 Coupé) e Gonçalo Janeira (Citroën AX GTI) ocupam as posições seguintes.
Nos Clássicos, Ricardo Pereira (Ford Escort RS2000) lidera confortavelmente, apesar da pressão do campeão já coroado Flávio Sainhas (Ford Escort MKI), que conseguiu reduzir ligeiramente a diferença na subida de prova. Luís Moutinho (Ford Escort) é terceiro.
O Campeonato de Portugal de Montanha 1300 JC Group viveu um duelo familiar emocionante: Daniel Rolo (Datsun 1200 Coupé) superou o pai, Aníbal Rolo (Datsun 1200), por 2,6 segundos, com José Pedro Figueiredo (Datsun 1200) a fechar o pódio.
Na Taça de Portugal de Kartcross de Montanha JC Group, Nelson Rocha (Semog Bravo Sport) foi o único piloto em prova, garantindo assim presença assegurada na consagração final. Já no FPAK Júnior Team, Nuno Guimarães confirmou a sua superioridade, terminando o dia com 3,9 segundos de vantagem sobre André Brás, com Carolina Martins em terceiro.
A decisão final fica reservada para este domingo, 5 de outubro, com arranque marcado para as 10h00, com a última subida de treinos, seguida das duas restantes subidas de prova normalmente decisivas.