António Gutierrez assinou um excelente terceiro lugar entre os GT na Rampa da Arrábida, penúltima jornada do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group 2026. O piloto espanhol foi melhorando de subida para subida aos comandos do Porsche 911 GT3 Cup, fechando o fim de semana com o seu melhor registo.
A adaptação de António Gutierrez ao exigente traçado da Arrábida foi evidente desde as primeiras passagens. Na primeira subida de treinos registou 2m17,419s, evoluindo depois para 2m06,611s. Na primeira subida oficial de prova voltou a baixar a marca, desta vez para 2m04,856s, mantendo-se na luta pelos lugares cimeiros da categoria GT.
O domingo confirmou a progressão. Gutierrez assinou 2m03,829s na última subida de treinos e, já nas subidas de prova, melhorou primeiro para 2m01,011s, antes de fechar o fim de semana com um excelente 1m58,762s, suficiente para garantir o terceiro lugar entre os GT.
A vitória ficou nas mãos de José Rodrigues, seguido por Beatriz Correia, com António Gutierrez a completar o pódio, à frente de Daniel Vilaça: “Correu muito bem. Estou cada vez mais adaptado ao comportamento do carro e o balanço é muito positivo”, destacou o piloto espanhol.
Gutierrez dedicou ainda o resultado a todos os que têm acompanhado o projeto: “É um resultado que quero dedicar a toda a minha equipa, ao trabalho do Miguel Costa, da LM Garage, aos meus patrocinadores e à minha família, que me têm apoiado nesta aventura.”
Depois do pódio na Arrábida, António Gutierrez vira agora as atenções para a Rampa do Caramulo, última jornada da temporada.
O Caramulo Racing Team assinou um excelente resultado de conjunto na Rampa da Arrábida, prova pontuável para o Campeonato de Portugal Clássicos de Montanha JC Group, organizada pelo Clube de Motorismo de Setúbal.
Num fim de semana em que a consistência dos andamentos se juntou à fiabilidade total dos dois Ford Escort MKII, Fernando Salgueiro e Ricardo Loureiro defenderam com grande nível as cores da equipa, confirmando a competitividade do projeto no exigente pelotão dos Clássicos.
Fernando Salgueiro assumiu desde o arranque um ritmo forte e eficaz, mantendo-se na luta pelas posições de pódio ao longo de toda a prova. O piloto do Caramulo Racing Team rematou uma jornada de grande qualidade com um excelente 3.º lugar nas contas do Campeonato de Portugal Clássicos de Montanha JC Group, somando mais um resultado de relevo à sua temporada.
Muito bem secundado por Ricardo Loureiro, também ele ao volante de um Ford Escort MKII, o Caramulo Racing Team voltou a colocar dois pilotos entre os lugares cimeiros. Loureiro rubricou uma exibição muito sólida, consistente e eficaz, terminando a Rampa da Arrábida num meritório 4.º lugar final.
Para Nuno Pinto, team manager do Caramulo Racing Team, o balanço da deslocação a Setúbal é claramente positivo: “Saímos da Arrábida muito satisfeitos com o desempenho dos nossos pilotos e com a fiabilidade dos dois Ford Escort MKII. O Fernando fez uma prova muito sólida, sempre em ritmo de pódio, e o Ricardo voltou a mostrar enorme consistência e inteligência competitiva. Sabíamos que a concorrência era forte, mas a equipa respondeu com qualidade e garra”.
O responsável da equipa sublinhou ainda a importância de colocar novamente os dois carros em posições de destaque numa fase importante da época: “Ter o Fernando no pódio e o Ricardo logo a seguir, no Top 4, é um resultado muito importante para o Caramulo Racing Team. Demonstra o valor dos nossos pilotos, o trabalho de preparação feito nos carros e a capacidade da equipa para estar na luta pelos lugares cimeiros num campeonato cada vez mais competitivo”.
Depois do excelente resultado alcançado na Arrábida, o Caramulo Racing Team vira agora todas as atenções para a Rampa do Caramulo, prova que encerrará o Campeonato de Portugal de Montanha JC Group e que terá um significado muito especial por ser organizada pelo próprio clube.
Mais do que a última prova da temporada, a Rampa do Caramulo será o grande ponto de encontro da modalidade, uma celebração da paixão pela Montanha, pelos pilotos, pelas equipas, pelos adeptos e por todos aqueles que fazem deste campeonato uma verdadeira família.
O Caramulo Racing Team quer preparar uma grande jornada desportiva e organizativa, à altura da história da prova e da importância deste encerramento de época. Fica, por isso, o convite a toda a Família da Montanha: venham ao Caramulo, tragam as cores, a voz e a paixão, e ajudem a transformar a última rampa do ano numa festa memorável do automobilismo nacional.
A Rampa da Arrábida, prova organizada pelo Clube de Motorismo de Setúbal, ficou marcada por uma grande jornada para a MNE Sport, que saiu da serra sadina com quatro pódios em cinco pilotos, a primeira vitória da época de José Carlos Magalhães no Campeonato de Portugal de Montanha 1300 JC Group e vários sinais claros de evolução coletiva.
Aos comandos do Peugeot 205 Rallye, José Carlos Magalhães dominou de forma imperial a competição reservada aos 1300, conquistando finalmente a vitória que há muito perseguia e dando um passo significativo rumo à conquista do vice-campeonato. Depois de uma época marcada por contratempos técnicos em momentos decisivos, o piloto e líder da MNE Sport conseguiu, na Arrábida, transformar em resultado todo o potencial já demonstrado.
“Foi um fim de semana fantástico para a MNE Sport e para todos nós. Foi muito produtivo e acho que compensou todo este ano de empenho. Estes resultados, com quatro pódios em cinco pilotos, mostram a dinâmica do trabalho feito e, acima de tudo, o empenho de todos no sentido de termos um 2027 ainda mais consistente”, afirmou José Carlos Magalhães.
Para o piloto do Peugeot 205 Rallye, esta vitória teve um sabor especial. Depois de ter estado muito perto do triunfo na Covilhã, de ter ficado pelo caminho em Santa Marta quando também discutia a liderança e de novo em Boticas quando estava na frente, a Arrábida trouxe finalmente o desfecho que há muito parecia anunciado.
“Procurava esta vitória já há algum tempo. Tive essa oportunidade na Covilhã, onde perdi por algumas milésimas, depois em Santa Marta e em Boticas também estava na luta quando surgiram problemas. Finalmente, depois de resolvidos todos estes pequenos problemas, que na verdade eram grandes, consegui este resultado. Fiquei muito, muito feliz”.
O andamento de José Carlos Magalhães foi claro ao longo do fim de semana, com o Peugeot 205 Rallye a mostrar fiabilidade, eficácia e competitividade. O piloto considera mesmo que o tempo alcançado na Arrábida terá sido uma das melhores marcas recentes entre os 1300 naquele traçado.
Também Salvador Coelho voltou a estar em excelente plano. O jovem piloto maiato levou o Toyota Yaris ao Top 3 da Divisão Turismo 1300 e terminou no quarto lugar da geral nas contas do Campeonato de Portugal de Montanha 1300 JC Group. Um resultado que o aproxima do terceiro lugar da tabela pontual do campeonato e que alimenta a possibilidade de a MNE Sport terminar a época com dois pilotos no pódio final.
“O Salvador fez o terceiro lugar na Divisão, com áreas já bastante melhores do que aquilo que vinha tendo. Fizemos ali um upgrade, inclusivamente fiz o Rally de Vizela com o carro para ajudar a melhorá-lo, e isso foi visível. Ele ficou já muito próximo dos tempos do Armando e dos pilotos da frente”, destacou José Carlos Magalhães.
O líder da MNE Sport não esconde a confiança no futuro do jovem piloto: “Com apenas 18 anos, o Salvador é um dos jovens com muito talento que estão na Montanha. Temos procurado apoiá-lo para que possa crescer e tornar-se mais uma certeza no futuro da modalidade”.
Paulo Oliveira, ao volante do Peugeot 106 XSi, voltou também a cumprir com consistência, terminando no quinto lugar da geral dos 1300. Num carro ainda em processo de evolução e menos adaptado a determinados tipos de rampa, o piloto continuou a crescer subida após subida, confirmando o caminho positivo que tem vindo a percorrer.
“O Paulo fez o que pôde, evoluiu subida a subida e fomos fazendo algumas alterações para que se sentisse mais confortável. Vai continuar nos 1300 com esta viatura, mas mais evoluída. O crescimento tem de ser feito grau a grau, para que cada piloto perceba o caminho certo e encontre as afinações que melhor se adaptam à sua forma de conduzir”, explicou José Carlos Magalhães.
No Super Challenge, Ivo Machado deu mais um motivo de satisfação à MNE Sport, levando o Fiat Punto 45S à vitória na Divisão SC-D. O resultado representa um prémio justo para a evolução que o piloto tem evidenciado ao longo da temporada e para a forma como abraçou este projeto dentro da equipa.
“O Ivo fez o que pôde e o que não pôde. É uma figura extremamente simpática, bem-disposta e alguém que nos faz crescer como pessoas dentro da equipa. Tem cumprido muito bem este desafio e espero que continue na nossa estrutura”, referiu o responsável da MNE Sport.
A jornada da Arrábida ficou ainda marcada pelo pódio de Fernando Salgueiro nos Clássicos, aos comandos do Ford Escort Mk2. Depois de ter estado ausente em Boticas devido à participação no Caramulo Motorfestival, o piloto do Caramuko Racing Team que tem o apoio técnico da MNE Sport regressou em bom plano, assinando uma exibição consistente e alcançando o terceiro lugar.
“Fez aquilo que normalmente faz. Penso que os tempos que alcançou estão entre os melhores que já conseguiu nesta rampa. Cumpriu, foi terceiro, ficou feliz e nós também ficámos satisfeitos. Foi mais uma boa exibição”, destacou José Carlos Magalhães.
No final, o balanço dificilmente poderia ser mais positivo para a MNE Sport: cinco carros à partida, cinco carros à chegada, sem qualquer anomalia, quatro pódios e uma vitória de enorme significado no Campeonato de Portugal de Montanha 1300 JC Group.
Foi uma jornada de afirmação coletiva, de confirmação do trabalho desenvolvido ao longo da época e de projeção para um futuro que José Carlos Magalhães quer cada vez mais sólido.
“A Arrábida foi perfeita. Todos os carros iniciaram e terminaram sem qualquer problema. Agora esperamos conseguir estar presentes no Caramulo, porque acho que faz sentido estarmos todos lá”, concluiu.
Gonçalo Inácio voltou a assinar uma exibição de grande nível no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group. Na sua prova de eleição, o piloto da Diatosta levou o BRC B49 EVO, preparado pela Power House, ao segundo lugar dos Protótipos B e a um extraordinário 5.º posto da classificação geral absoluta na Rampa da Arrábida.
Perante familiares, amigos, patrocinadores e muitos apoiantes, Gonçalo Inácio apresentou um andamento muito forte e consistente, ficando mais próximo do triunfo do que em qualquer uma das rampas anteriormente disputadas. O resultado permitiu-lhe ainda garantir o vice-campeonato nacional dos Protótipos B, coroando de forma brilhante a sua primeira temporada ao volante de um protótipo no Campeonato de Portugal de Montanha.
“Foi uma prova muito especial. Correr em casa, com tantos amigos, familiares e patrocinadores por perto, torna tudo ainda mais intenso. A vitória era o nosso grande objetivo. Não conseguimos alcançá-la, mas estivemos mais perto do que em qualquer outra rampa”, começou por salientar Gonçalo Inácio.
Depois de várias provas dedicadas à adaptação a uma viatura de características completamente diferentes daquelas a que estava habituado, o piloto sentiu na Arrábida que deu um passo decisivo na afinação do BRC B49 EVO.
“Finalmente consegui levar o carro para uma configuração mais ao meu gosto e mais adaptada à minha condução. Ainda havia algum tempo para retirar, mas senti-me muito mais confortável, confiante e capaz de explorar o potencial do BRC”, explicou.
A segunda posição na divisão e o Top 5 absoluto confirmaram a evolução constante de Gonçalo Inácio ao longo da temporada, numa das categorias mais rápidas, competitivas e exigentes da Montanha nacional.
“Ser vice-campeão dos Protótipos B é um resultado muito positivo, sobretudo naquele que foi o meu primeiro ano nos protótipos no Campeonato de Portugal de Montanha. Foi uma época de enorme aprendizagem, com muitos desafios, mas também com uma evolução muito grande”, destacou o piloto da Diatosta.
Fundamental neste percurso foi o trabalho desenvolvido pela Power House, responsável pela preparação e acompanhamento técnico do BRC B49 EVO: “Quero deixar um enorme agradecimento à Power House pelo excelente trabalho realizado durante toda a época, pela dedicação, pelo profissionalismo e, acima de tudo, pela paciência que tiveram comigo. Foi um processo de adaptação muito exigente e estiveram sempre disponíveis para me ouvir, perceber aquilo de que precisava e ajudar-me a evoluir”.
Com o vice-campeonato assegurado, Gonçalo Inácio começa já a projetar o futuro, assumindo a vontade de dar continuidade ao projeto entre os protótipos: “Agora é tempo de parar, pensar com cabeça e preparar 2027. Quero muito continuar no ativo e prosseguir este projeto nos protótipos. É um desafio enorme e, sem dúvida, uma das categorias mais exigentes da Montanha, mas é precisamente isso que me motiva a continuar e a querer evoluir ainda mais.”
Gonçalo Inácio encerrou deixando uma palavra de gratidão a todos os que tornaram possível uma temporada de estreia marcada por vários pódios e pelo vice-campeonato nacional: “Obrigado a todos os patrocinadores, parceiros, à equipa Power House, à minha família e aos amigos que estiveram comigo ao longo desta época. Esta aventura só é possível convosco.”
José Lameiro rubricou uma excelente exibição na Rampa da Arrábida, penúltima prova da temporada do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, conquistando um duplo pódio ao terminar no segundo lugar da Categoria Super Challenge e da Divisão SC-A. O piloto da Diatosta colocou ainda o Škoda Fabia MKIII num muito positivo 9.º posto da classificação geral absoluta, confirmando a evolução já demonstrada no seu regresso à competição.
Num fim de semana sem sobressaltos, problemas técnicos ou erros, Lameiro apresentou um andamento seguro, consistente e cada vez mais próximo do nível que pretende atingir. As três subidas oficiais, cumpridas em 1:53.869, 1:53.480 e 1:53.924, evidenciaram essa regularidade, permitindo ao piloto controlar a sua posição e garantir um resultado de grande valor.
O Škoda Fabia MKIII apresentou-se com fiabilidade total e mostrou todo o seu “músculo” no exigente traçado da Serra da Arrábida. O comportamento irrepreensível da viatura permitiu a José Lameiro concentrar-se inteiramente na condução, recuperar confiança e explorar progressivamente o potencial do conjunto.
“Foi um fim de semana muito positivo. Conseguimos dois segundos lugares, na Super Challenge e na SC-A, e ainda terminámos dentro do Top 10 absoluto. O carro esteve irrepreensível, sem qualquer problema, e senti-me cada vez mais confortável e rápido. Ainda não estou no nível que sei poder alcançar, mas estamos muito mais perto”, afirmou José Lameiro.
Depois do regresso concretizado em Boticas, a passagem pela Arrábida representou mais um passo firme na recuperação do ritmo competitivo. Num traçado onde, em 2025, conquistou a primeira vitória da sua carreira na Super Challenge, o piloto voltou a demonstrar rapidez, eficácia e uma confiança crescente.
“Fizemos uma prova limpa, sem erros e com muita consistência. O Škoda mostrou toda a sua força e eu consegui desfrutar verdadeiramente de cada subida. Este resultado demonstra aquilo que já sentíamos: estamos de regresso! Queremos continuar a trabalhar, recuperar os últimos índices e voltar a lutar pelos lugares mais altos”, acrescentou.
José Lameiro deixou ainda uma palavra de reconhecimento à organização e ao público presente em grande número: “A Rampa da Arrábida voltou a ser uma enorme festa da Montanha. A organização esteve a um excelente nível e foi extraordinário sentir o entusiasmo dos milhares de aficionados espalhados pela serra. É este ambiente que torna esta prova tão especial”.
Daniel Vilaça estreou na Rampa da Arrábida o novo Porsche 992 GT3 Cup adquirido pela Monteiros Competições, numa jornada atribulada que terminou com o quarto lugar entre os GT. Apesar de um resultado abaixo do habitual numa época marcada por presenças regulares no pódio, o piloto bracarense mantém-se na luta pelo vice-campeonato da categoria.
A estreia do novo carro competitivo de Daniel Vilaça, piloto que representa o Grupo Acrescentar e a Nortempresa, aconteceu num dos cenários mais emblemáticos do Campeonato de Portugal de Montanha.
A adaptação ao Porsche 992 GT3 Cup acabou, contudo, por ficar condicionada por um incidente na segunda subida oficial: “Foi uma prova diferente, marcada pelo meu primeiro contacto em competição com o Porsche 992 GT3 Cup. Uma experiência incrível numa das paisagens mais bonitas de Portugal”, começou por destacar.
Na segunda subida oficial, um bloqueio de travagem resultou num toque, ainda que sem consequências que impedissem o piloto de completar a passagem: “Consegui concluir a subida, com precaução, e a Monteiros Competições voltou a fazer um trabalho excecional, colocando o 992 novamente em condições para competir.”
Já na última subida, e com o objetivo inicialmente traçado fora de alcance, Daniel Vilaça optou por uma abordagem mais conservadora: “Na última subida, já sabendo que o objetivo que tínhamos definido para esta prova não era possível, optámos por não assumir riscos desnecessários.”
O quarto lugar entre os GT ficou aquém daquilo que tem sido o padrão do piloto nesta temporada, mas os pontos somados permitem manter viva a luta pelo vice-campeonato da categoria: “Apesar deste resultado menos positivo, mantemos o 2.º lugar no campeonato. Temos feito uma época muito consistente e chegamos à última prova com tudo em aberto para um lugar no pódio. Vamos dar tudo no Caramulo!”
Campeão bracarense renova título da Categoria GT com vitória e domínio absoluto na Rampa da Arrábida.
O piloto bracarense confirmou na Rampa da Arrábida uma temporada de enorme nível, conquistando mais uma vitória entre os GT e assegurando matematicamente, quando ainda falta disputar a derradeira jornada, a renovação do título no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.
José Rodrigues chegou à penúltima prova da temporada necessitando de apenas nove pontos para fechar as contas do campeonato. Mas, tal como prometera na antevisão, não se limitou a fazer contas. Regressou aos comandos do Porsche 992 GT3 Cup preparado pela RACAR Motorsport, atacou a vitória e saiu da Arrábida com aquilo que procurava: triunfo e título nacional.
Liderou mesmo com problemas
O fim de semana não começou, contudo, de forma totalmente tranquila. Alguns problemas sentidos durante o primeiro dia obrigaram José Rodrigues e a RACAR Motorsport a redobrarem atenções, numa prova em que o objetivo prioritário passava por não colocar em risco a conquista do campeonato.
A resposta foi imediata. A equipa identificou rapidamente a origem dos problemas e, mesmo sem dispor ainda do Porsche a 100%, José Rodrigues terminou o primeiro dia já na liderança da Categoria GT.
No domingo, com o 992 GT3 Cup novamente em plena condição, o campeão aumentou o ritmo, melhorou as marcas alcançadas na véspera e confirmou um domínio absoluto entre os GT.
Com o problema ultrapassado, José Rodrigues pôde atacar no segundo dia e colocar em pista todo o potencial do conjunto: “No segundo dia, já com o carro a 100%, conseguimos melhorar as marcas do dia anterior e terminar com mais uma vitória. Garantir o campeonato desta forma sabe ainda melhor.”
Um bicampeonato construído a vencer
Mais do que a conquista matemática do segundo título nacional consecutivo, os números ajudam a traduzir a dimensão da temporada protagonizada por José Rodrigues.
Nas provas em que participou, o piloto bracarense venceu 90% de todas as Subidas Oficiais de Prova disputadas.
Um registo que espelha a superioridade demonstrada ao longo da época e dá ainda maior expressão a um título construído com velocidade, consistência e capacidade para responder às adversidades: “Garantir o campeonato com uma vitória e vencer 90% de todas as subidas oficiais do campeonato em que participámos diz muito da justiça desta conquista. Foi uma temporada em que estivemos sempre muito fortes e conseguimos cumprir aquilo a que nos propusemos.”
A conquista na Arrábida coroa também o trabalho desenvolvido pela RACAR Motorsport ao longo de uma temporada em que José Rodrigues competiu maioritariamente com o Porsche 992 GT3 Cup, contando com o importante apoio da Repsol, Rodrigues Tyres e de todos os parceiros que acreditaram no projeto.
E é precisamente para todos eles que segue a primeira dedicatória do bicampeão: “Acima de tudo, quero agradecer a todos os que acreditam em mim e neste projeto. À RACAR Motorsport, aos nossos patrocinadores e parceiros, à família, aos amigos e a todos os que estiveram connosco ao longo desta caminhada. Este título também é de todos eles.”
Objetivo traçado. Objetivo cumprido. José Rodrigues acrescenta o título nacional de 2026 ao conquistado em 2025 e confirma-se bicampeão nacional da Categoria GT do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.
A época ainda não terminou, mas o grande objetivo está alcançado: “Objetivo cumprido. Venha 2027, para mais e melhor.”
Poucas estatísticas conseguem traduzir de forma tão clara o domínio de um piloto ao longo de uma temporada. Simão Nunes encerrou na 35.ª Rampa da Arrábida uma campanha simplesmente perfeita no FPAK Junior Team de Montanha 2026, colocando um ponto final num ano em que venceu absolutamente tudo o que havia para vencer.
O jovem piloto de Valpaços chegou a Setúbal já com o grande objetivo praticamente transformado numa formalidade, mas nem por isso levantou o pé. Pelo contrário. Na última prova do FPAK Junior Team desta temporada, Simão voltou a fazer aquilo que repetiu jornada após jornada: foi o mais rápido, venceu e não deixou margem para qualquer discussão sobre quem foi o grande dominador da edição de 2026.
A história começou a repetir-se logo durante o primeiro dia de competição na Serra da Arrábida. Aos comandos do Peugeot 108 da Befast Motorsport, Simão Nunes assumiu imediatamente a referência entre os três jovens pilotos e, quando chegou a primeira Subida Oficial, estabeleceu o melhor tempo em 2m22,017s.
António Lopes, também em Peugeot 108, respondeu com 2m24,761s, ficando a 2,744 segundos, enquanto Rafael Ângelo completava a classificação com 2m37,165s.
A vantagem estava construída, mas Simão não parecia minimamente interessado em gerir. Havia ainda duas subidas para disputar. E havia uma época perfeita para terminar da mesma forma como tinha começado.
No domingo, Simão Nunes voltou a mostrar porque foi a grande referência do FPAK Junior Team ao longo de toda a temporada. Na segunda Subida Oficial melhorou para 2m21,898s. Na terceira voltou a baixar o registo, assinando 2m21,765s.
Ou seja, não só foi o mais rápido nas três passagens como conseguiu ser sucessivamente mais rápido em cada uma delas. Uma demonstração de concentração e competitividade particularmente significativa numa altura em que o título já estava ao seu alcance e em que seria perfeitamente compreensível uma abordagem de simples gestão.
Com a soma das duas melhores subidas, fechou a Rampa da Arrábida com 4m43,663s, garantindo a sétima vitória da temporada. E completando uma estatística perfeita: sete participações, sete triunfos.
António Lopes termina a época com novo segundo lugar
Atrás do dominador da temporada, António Lopes voltou a apresentar um andamento muito positivo.
O jovem piloto felgueirense também melhorou progressivamente os seus tempos durante o fim de semana. Depois dos 2m24,761s de sábado, baixou para 2m23,883s e terminou com a sua melhor passagem, em 2m23,575s.
O acumulado de 4m47,458s valeu-lhe o segundo lugar, apenas 3,795 segundos atrás de Simão Nunes, fechando com uma prestação sólida a sua participação na última jornada do FPAK Junior Team.
Rafael Ângelo completou o pódio. O terceiro Peugeot 108 da Befast Motorsport terminou com 5m11,181s, garantindo ao piloto de Aveiro a terceira posição na derradeira jornada do ano.
O Campeonato de Portugal Legends de Montanha JC Group proporcionou na 35.ª Rampa da Arrábida um dos duelos mais intensos de todo o fim de semana. João Pires e Joaquim Soares, os dois grandes protagonistas da luta pelo título nacional, chegaram a Setúbal separados por uma batalha apertadíssima no campeonato e transportaram essa rivalidade diretamente para o asfalto da Serra.
Dois pilotos, dois BMW E36 M3 e uma luta contra o cronómetro que, durante o primeiro dia, quase não podia ter sido mais equilibrada. João Pires regressava à competição depois da ausência em Boticas, enquanto Joaquim Soares chegava embalado por duas vitórias consecutivas, apostado em prolongar uma impressionante remontada nas contas do campeonato.
Estavam reunidos todos os ingredientes para um confronto de enorme intensidade. E foi exatamente isso que aconteceu. Desde as primeiras passagens ficou evidente que nenhum dos dois estava disposto a ceder. Mas foi na primeira Subida Oficial que a batalha atingiu uma dimensão verdadeiramente extraordinária.
João Pires atacou e colocou o BMW E36 M3 no topo com 2m02,495s. Joaquim Soares respondeu praticamente na mesma moeda: 2m02,606s. A diferença? Apenas 111 milésimos de segundo!
Um piscar de olhos separava os dois candidatos ao título no final de sábado e deixava tudo completamente em aberto para as duas decisivas subidas de domingo.
Pires aumenta a parada no domingo
Depois dos 111 milésimos de sábado, esperava-se um domingo ao ataque. E João Pires não deixou os seus créditos por mãos alheias. Na segunda Subida Oficial baixou imediatamente para 2m00,528s. Joaquim Soares respondeu com 2m01,217s, mas Pires tinha conseguido criar uma pequena almofada.
Na derradeira subida, Pires quebrou finalmente a barreira dos dois minutos, assinando 1m59,470s, o seu melhor registo de todo o fim de semana. Soares também melhorou, chegando aos 2m00,856s, mas já não conseguiu inverter o rumo da batalha.
Contabilizadas as duas melhores subidas, João Pires venceu a Arrábida com 3m59,998s, contra os 4m02,073s de Joaquim Soares. Depois de começarem o duelo separados por 111 milésimos, terminaram-no com 2,075 segundos entre ambos.
Foi uma vitória construída ao ataque e de enorme importância numa altura em que o Campeonato de Portugal Legends de Montanha JC Group entra na sua derradeira fase.
Filipe Macedo extrai tudo do Saxo e sobe ao pódio
Sem argumentos mecânicos para entrar diretamente na discussão dos dois BMW M3, Filipe Macedo voltou a fazer aquilo que lhe competia: andar muito depressa com o Citroën Saxo Cup. O bracarense melhorou sucessivamente ao longo do fim de semana, garantindo com inteira justiça o terceiro lugar.
O agregado de 4m14,250s deixou-o a 14,252 segundos do vencedor, uma diferença que deve também ser enquadrada na disparidade de potencial entre o pequeno Saxo e os dois BMW E36 M3 que monopolizaram a luta pela vitória.
Atrás do trio do pódio, Marco Silva levou o Honda Civic ao quarto lugar. Com 2m10,803s e 2m09,890s nas duas subidas que contabilizaram para o resultado, terminou com 4m20,693s, a 20,695 segundos de Pires. O quinto posto ficou para Virgílio Faleiro, no BMW 325 IX, com 4m48,299s, numa luta muito apertada com Mário Barroso. O piloto do Citroën AX GTI terminou sexto, apenas 121 milésimos atrás de Faleiro, fechando mais um interessante duelo dentro da categoria.
A Arrábida terminou, mas a grande batalha dos Legends está longe de encerrada. João Pires regressou e respondeu da melhor maneira possível à sequência vitoriosa de Joaquim Soares. Soares, por seu lado, voltou a demonstrar que está num momento competitivo fortíssimo e nunca permitiu ao adversário respirar tranquilamente durante todo o fim de semana.
O Piloto do AG Sport voltou a dominar na penúltima jornada da Montanha e transformou mais uma vitória na conquista matemática da Taça de Portugal de Kartcross de Montanha 2026. Nelson Rocha foi segundo numa estreia muito positiva com o LBS SX01, enquanto uma saída de pista no sábado afastou Jesús Otero prematuramente da batalha.
Márcio Araújo chegou à 35.ª Rampa da Arrábida muito perto de alcançar o grande objetivo da temporada. Saiu de Setúbal com a missão cumprida. O piloto do AG Sport voltou a ser a referência entre os Kartcross, dominou a competição ao longo do fim de semana e conquistou uma vitória que lhe permitiu selar matematicamente a conquista da Taça de Portugal de Kartcross de Montanha 2026.
Araújo assume imediatamente o comando
O primeiro dia deixou desde logo bem claras as intenções de Márcio Araújo. Na primeira Subida Oficial, o piloto colocou o AG Sport no topo da classificação com 1m57,333s, construindo uma vantagem de 2,840 segundos sobre Nelson Rocha, que assinou 2m00,173s na estreia aos comandos do LBS Motor Club SX01.
A terceira peça de uma batalha que prometia ser particularmente interessante era o galego Jesús Otero, mas o espanhol acabaria por ser uma das vítimas da exigente jornada de sábado. Uma saída de pista com o seu AG Super Buggy AG impediu-o de concluir a primeira Subida Oficial e os danos sofridos pela máquina foram suficientemente importantes para impossibilitar o seu regresso à competição no domingo.
Domingo sem levantar o pé
Com Otero fora de prova e uma vantagem importante sobre Nelson Rocha, Márcio Araújo poderia ter optado por uma abordagem mais conservadora no domingo.
Não o fez. O futuro vencedor da Taça voltou a atacar e baixou significativamente o seu tempo na segunda Subida Oficial, assinando 1m55,096s, o melhor registo de todo o fim de semana entre os Kartcross. Na última passagem voltou a andar muito perto desse tempo, com 1m55,609s, confirmando uma prestação marcada sobretudo pela consistência: Márcio Araújo foi o mais rápido em todas as três Subidas Oficiais que disputou.
Somadas as duas melhores passagens, terminou com 3m50,705s e conquistou a vitória com 7,321 segundos de vantagem. Mais do que os números, porém, interessava aquilo que esse resultado significava. A Taça estava conquistada.
Também Nelson Rocha deixou excelentes indicações na Serra da Arrábida. Numa participação pontual e naquela que constituiu a estreia competitiva do LBS Motor Club SX01, Rocha mostrou desde cedo uma interessante adaptação à nova máquina. Depois dos 2m00,173s de sábado, melhorou para 1m58,740s na segunda subida e voltou a ficar abaixo dos dois minutos na derradeira passagem, com 1m59,286s.
O resultado foi um meritório segundo lugar, com um acumulado de 3m58,026s, fechando de forma muito positiva a primeira aparição do novo conjunto.
Resta agora a derradeira jornada da temporada, nos dias 24 e 25 de outubro, na 35.ª Rampa do Caramulo. Mas Márcio Araújo já poderá chegar à prova do Caramulo Racing Team sem precisar de olhar para a calculadora. Na Arrábida venceu a prova. E, com ela, conquistou a Taça.