Categoria: Montanha

  • Arrábida e Setúbal preparam três dias de Montanha, competição festa e paixão

    Arrábida e Setúbal preparam três dias de Montanha, competição festa e paixão

    Está oficialmente lançada a 35.ª Rampa da Arrábida. O emblemático Forte de Albarquel recebeu a apresentação da edição de 2026 de uma das provas mais carismáticas do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, que entre 2 e 4 de outubro levará novamente o campeonato a um dos cenários mais deslumbrantes e icónicos do automobilismo português.

    Organizada pelo Clube de Motorismo de Setúbal, a prova será a penúltima jornada da temporada, chegando num momento em que as principais lutas do campeonato entram na fase das grandes decisões.

    Desde o seu regresso ao principal campeonato nacional de Montanha, a Rampa da Arrábida tem consolidado, ano após ano, uma enorme capacidade de mobilização. São milhares os aficionados que rumam à Serra para assistir a dois dias de competição proporcionados por um dos mais pujantes campeonatos do desporto motorizado nacional.

    Mas a Arrábida quer continuar a ser muito mais do que uma prova disputada contra o cronómetro. E foi precisamente essa dimensão alargada do evento que esteve em evidência durante a apresentação oficial.

    “Perceber de onde viemos e para onde vamos”

    O presidente do Clube de Motorismo de Setúbal, Fernando Matias, sublinhou a vontade de continuar a fazer crescer um evento profundamente ligado à história do clube, à cidade e à própria Serra da Arrábida. A apresentação incluiu um vídeo evocativo desse percurso, numa viagem pela história da prova e pela evolução registada ao longo dos anos: “Estamos um bocadinho a querer reviver isso, perceber de onde viemos, perceber para onde vamos e toda a evolução”, explicou Fernando Matias.

    O responsável máximo do CMS deixou igualmente bem vincado aquele que tem sido um dos traços distintivos da organização setubalense: a competição é o centro do evento, mas não esgota a experiência proporcionada ao público: “A ideia é fazer sempre o melhor que soubermos e termos uma grande parte lúdica. Eu sei que isto é tudo sobre competição, mas o nosso ADN passa exatamente por ter partes lúdicas fortes e partes de convívio fortes.”

    Fernando Matias resumiu de forma simples o objetivo para a 35.ª edição: “Se tivermos bom tempo, queremos dar uma boa festa e que aqueles que vêm fiquem contentes.”

    A lista de inscritos deverá voltar a apresentar números importantes, tendo a organização apontado, durante a apresentação, para cerca de 54 participantes, valor ainda provisório e dependente da publicação da lista oficial.

    “Trazer a festa à Cidade e libertar a Serra”

    É uma das frases que melhor sintetiza o conceito preparado para 2026: “Trazer a festa à Cidade e libertar a Serra.” A estratégia passa por concentrar no centro de Setúbal uma parcela cada vez mais significativa das atividades paralelas, transformando a passagem da Rampa pela cidade numa verdadeira festa popular.

    O Largo Zeca Afonso será o grande centro nevrálgico dessa componente urbana, acolhendo a Fan Zone, restauração, expositores locais, animação, exposição de automóveis e o parque destinado aos concorrentes.

    A sexta-feira assumirá, por isso, um protagonismo muito especial. As verificações administrativas e técnicas e a exposição das máquinas permitirão ao público um contacto próximo com pilotos, equipas e automóveis, antes de a noite culminar com o desfile das viaturas de competição e a partida simbólica, entre as 22h15 e as 23h00.

    Município reafirma importância da Rampa para Setúbal

    A ligação entre a Rampa da Arrábida e o território foi igualmente enfatizada pela vice-presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria do Carmo Tiago, que começou por reconhecer o trabalho desenvolvido pelo clube organizador: “É importante reconhecer o trabalho que o Clube de Motorismo de Setúbal tem feito ao longo dos anos e toda a evolução que tem existido. Basta olharmos para a zona do circuito, para aquilo que era há dez anos, quando começámos, e para aquilo que é hoje. Há muitas melhorias.”

    Uma evolução para a qual têm contribuído sucessivas intervenções no percurso. Desde 2017, foram contabilizados 1.700 metros de rails de proteção e 1.500 metros de asfalto renovado, melhorias que ultrapassam a realização da própria competição e beneficiam as condições de circulação ao longo de todo o ano.

    Mas a responsável autárquica colocou igualmente a tónica no impacto que um evento desta dimensão representa para Setúbal: “É muito importante para Setúbal ter um evento desta dimensão, porque traz gente, traz pessoas à cidade, permite mostrar a nossa gastronomia e aquilo que temos para oferecer.”

    Maria do Carmo Tiago deixou, por isso, clara a intenção da Câmara Municipal de continuar a apoiar a Rampa da Arrábida: “A Autarquia tem todo o gosto em continuar a apoiar esta iniciativa, porque é uma iniciativa importante para Setúbal e é também importante estarmos perante uma prova de um Campeonato de Portugal.”

    Uma prova com impacto muito para além da estrada

    Os números apresentados relativos à edição de 2025 ajudam a explicar a dimensão que a Rampa da Arrábida atingiu. No ano passado foram contabilizadas cerca de 12 mil pessoas durante os dois dias de competição, enquanto o impacto mediático equivalente foi estimado em 1,8 milhões de euros. No universo digital, foram alcançadas cerca de 270 mil pessoas, com mais de 11 mil fotografias e vídeos publicados, tendo a prova contado ainda com a presença de mais de 40 órgãos de comunicação social.

    A edição de 2026 pretende ampliar essa projeção, estando previstas 10 horas de transmissão em direto nas redes sociais, com produção da Motorsport TV, levando a competição, os seus protagonistas e as imagens únicas da Arrábida muito para além das fronteiras de Setúbal.

    3,5 quilómetros onde não há espaço para respirar

    Depois da festa na cidade, chegará o momento de enfrentar o cronómetro. O traçado da Rampa da Arrábida apresenta 3,5 quilómetros de extensão, 6,2% de inclinação média e 185 metros de desnível, com partida no Outão e chegada em plena Arrábida. Rápido, técnico e tremendamente intenso, é um percurso desafiador.

    O programa prevê três Subidas de Treinos Oficiais e três Subidas de Prova. No sábado, 3 de outubro, a competição começa às 10h00, seguindo-se a segunda subida de treinos às 12h30 e a primeira Subida de Prova às 15h00. No domingo, nova entrada em pista às 10h00, antes das decisivas segunda e terceira Subidas de Prova, previstas para as 12h30 e 15h00. A cerimónia de entrega de prémios está agendada para as 17h30, no Parque do Outão.

    O público terá zonas específicas destinadas a assistir à competição em segurança, estando igualmente previsto transporte gratuito entre a Casa da Baía e o Ecoparque, numa estratégia destinada a facilitar o acesso e reduzir a circulação automóvel na Serra.

    A Rampa da Arrábida será a sétima e penúltima jornada do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group 2026, recebendo um campeonato que chega a Setúbal com várias das suas principais decisões ainda em aberto.

  • Miguel Gonçalves: “Os regulamentos de Montanha precisam de uma profunda revisão”

    Miguel Gonçalves: “Os regulamentos de Montanha precisam de uma profunda revisão”

    Miguel Gonçalves terminou em Boticas mais uma jornada do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group fora dos lugares do pódio nos Super Challenge B, resultado que não impediu o piloto de Guimarães de somar pontos importantes para consolidar a segunda posição no campeonato.

     No final, porém, voltou a deixar fortes críticas ao atual enquadramento regulamentar da Categoria em geral e da sua Divisão em particular: “Gostaria que me explicassem como será possível, com o meu carro, bater máquinas como um BMW M4 ou um BMW M3. Na minha opinião, é impossível. Continuo a insistir que os nossos regulamentos não estão corretos. Entendo que os dois BMW deveriam estar na categoria GT e, no caso do M4, essa seria claramente a categoria mais adequada”, defendeu Miguel Gonçalves.

    O piloto de Guimarães considera ainda que esta diferença está a prejudicar uma categoria que, ao longo da temporada, vinha proporcionando disputas equilibradas: “Com este tipo de carros é completamente impossível ter lugar no pódio dos Super Challenge B. São carros que vêm retirar interesse a uma categoria que tem tido lutas engraçadas ao longo desta época. Acho que a entidade federativa tem de fazer uma profunda revisão dos regulamentos, pois assim a verdade desportiva esfuma-se e perde-se interesse.”

    Apesar da insatisfação, Miguel Gonçalves retirou aspetos positivos do fim de semana. A própria presença na prova esteve em dúvida até perto do início da competição, mas a equipa conseguiu deixar o BMW E36 pronto a tempo: “Apesar de tudo, o balanço é positivo. Estava a ver que não íamos a tempo de alinhar com o carro, mas tudo correu bem e no sábado de manhã conseguimos estar na linha de partida. De uma maneira geral, a prova correu bem e os pontos alcançados ajudam a cimentar a nossa segunda posição no campeonato.”

    A possibilidade de participar na próxima Rampa da Arrábida permanece ainda por confirmar. Antes disso, Miguel Gonçalves tem já outro compromisso previsto, desta vez num registo diferente: “Ainda não tenho a certeza se estaremos na Rampa da Arrábida, mas antes disso irei participar na Super Especial de Vizela com este BMW, tendo a minha mulher como navegadora.”

  • Nuno Carvalho regressa em grande e fica à porta do pódio em Boticas

    Nuno Carvalho regressa em grande e fica à porta do pódio em Boticas

    Depois do violento acidente sofrido na Rampa da Penha, o piloto de Braga voltou à competição no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group e confirmou, aos comandos de um Honda Civic Type R, que mantém intacta a rapidez e a confiança.

    Nuno Carvalho regressou no passado fim de semana ao Campeonato de Portugal de Montanha JC Group 2026, na Rampa Internacional de Boticas, depois do grave acidente sofrido na linha de chegada da Rampa da Penha.

    Ao volante de um Honda Civic Type R, o piloto bracarense encarou a participação sobretudo como um teste às suas próprias sensações ao volante e ao nível de recuperação alcançado após o acidente.

    A resposta foi claramente positiva. Nuno Carvalho registou tempos de 3m06,143s, 3m05,027s e 3m05,277s, terminando muito próximo do pódio entre os Super Challenge C: “Correu muito bem, diverti-me bastante. É uma rampa muito rápida, dá muito gozo correr aqui, mas também não oferece grande margem para erros”, começou por referir.

    O piloto destacou sobretudo a evolução sentida ao longo do fim de semana: “Senti-me bem, fui melhorando os tempos e, como já tinha dito, esta participação servia para aquilatar o meu estado de condução. Graças a Deus está tudo bem e os tempos também o demonstram. Não cometi excessos nem erros e não fui ao pódio por muito pouco”, acrescentou.

    O balanço de Boticas deixou assim indicações muito positivas para o regresso definitivo de Nuno Carvalho à competição.

    Entretanto, o seu habitual Honda Civic continua em fase de reconstrução, sendo ainda uma incógnita a presença na próxima jornada: “O outro Honda Civic ainda está a acabar de ser reconstruído. Vamos ver se conseguimos estar na linha de partida da Rampa da Arrábida. Para já, o balanço desta participação em Boticas é muito positivo”, concluiu.

  • Alberto Pereira leva duelo com Bruno Carvalho até ao último metro em Boticas

    Alberto Pereira leva duelo com Bruno Carvalho até ao último metro em Boticas

    Piloto de Mesão Frio terminou a Rampa Internacional de Boticas no segundo lugar dos SC-C, depois de uma luta intensa com Bruno Carvalho, mantendo a pressão até final aos comandos do Honda Civic Type R.

    Alberto Pereira voltou a estar em destaque no Campeonato de Portugal de Montanha, protagonizando mais um intenso duelo com Bruno Carvalho na Rampa de Boticas.

    Ao volante do inconfundível Honda Civic Type R amarelo, o piloto de Mesão Frio manteve-se sempre na discussão pela vitória, numa das rampas mais rápidas do calendário.

    Nas três subidas de prova, Alberto Pereira registou os tempos de 2m47,816s, 2m47,420s e 2m48,645s, resultados que lhe permitiram terminar na segunda posição, muito próximo do vencedor: “Foi mais um fim de semana de grande duelo com o Bruno Carvalho. Dei o meu máximo, não tirei o pé nunca e lutei mesmo até ao último metro”, afirmou Alberto Pereira.

    O objetivo passava claramente pela vitória, mas o piloto reconheceu o mérito do adversário: “Queria ganhar, não consegui desta vez, fica para a próxima. O carro esteve bem, o piloto também, mas não deu”, acrescentou.

    Com Boticas concluído, Alberto Pereira vira agora as atenções para a próxima jornada, mantendo intacta a ambição de regressar ao lugar mais alto do pódio.

  • TOMÁS PINTO SELA TÍTULO DOS PROTÓTIPOS B EM BOTICAS!

    TOMÁS PINTO SELA TÍTULO DOS PROTÓTIPOS B EM BOTICAS!

    Tomás Pinto voltou a assinar uma exibição de gala no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group. Na Rampa Internacional de Boticas, o jovem piloto da Famaconcret Racing Team conquistou mais uma vitória entre os Protótipos B, estabeleceu um novo recorde de traçado e, acima de tudo, fechou matematicamente as contas do título da divisão.

    Aos comandos do BRC CM05 Evo preparado pela FR Power, o talento duriense confirmou em Trás-os-Montes uma temporada absolutamente excecional, coroando com o título um percurso marcado pela velocidade, consistência e domínio competitivo.

    E não ficou por aí. Tomás Pinto deixa Boticas também na liderança da classificação absoluta do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, mantendo viva uma luta que, no início da temporada, parecia quase improvável para um piloto equipado com um Protótipo B. A prestação de Tomás Pinto teve dois momentos distintos. Na primeira Subida Oficial, disputada no sábado, o piloto registou 2:53.038, numa passagem deliberadamente cautelosa: “Optámos por fazer uma subida mais tranquila, em verdadeiro ‘modo passeio’, devido a uma informação transmitida por um comissário de pista momentos antes da partida”, explicou.

    No domingo, porém, mudou completamente o cenário. Tomás Pinto entrou determinado a atacar e mostrou de imediato todo o potencial do BRC CM05 Evo. Na segunda Subida Oficial, assinou 2:23.690, estabelecendo um novo recorde de traçado para os Protótipos B. Na derradeira subida voltou a rodar num ritmo fortíssimo, com 2:24.045, completando uma jornada em que venceu todas as subidas de domingo e confirmou, sem margem para dúvidas, a superioridade na divisão.

    “Foi um fim de semana fantástico. No domingo foi dia de atacar. Entrámos determinados a mostrar que estamos prontos para a luta, vencemos todas as subidas e ainda conseguimos estabelecer um novo recorde de traçado”, afirmou Tomás Pinto.

    Título conquistado. Agora, a luta absoluta

    A vitória em Boticas permitiu ao jovem piloto da Famaconcret Racing Team colocar o ponto final numa campanha praticamente irrepreensível nos Protótipos B, transformando em título uma superioridade construída prova após prova. Mais uma vitória. Mais um recorde. E agora, o título.

    Mas a temporada está longe de terminada. Com a Divisão Protótipos B já conquistada, Tomás Pinto parte agora para a Rampa da Arrábida com a liderança absoluta do campeonato e a possibilidade real de continuar a discutir o título máximo da Montanha portuguesa: “Saímos daqui ainda mais fortes e seguimos agora para a Rampa da Arrábida na liderança e na luta pelo Título Absoluto. Nada está decidido e vamos lutar até ao fim!”, garante o jovem piloto.

    Apesar da ambição renovada, Tomás Pinto não esquece quem o tem acompanhado nesta caminhada: “Obrigado a todos pelo apoio incondicional, à minha equipa, à minha família, aos patrocinadores e a todos os que estão sempre desse lado. Este título é também de todos eles.”

    Campeão nos Protótipos B e líder absoluto do CPM JC Group, o “Super Tomás” sai de Boticas com mais um capítulo brilhante escrito numa temporada que continua a superar expectativas e com a certeza de que ainda há muito por disputar até à última subida.

  • GONÇALO INÁCIO BRILHA EM BOTICAS COM PÓDIO NOS PROTÓTIPOS B E TOP 7 ABSOLUTO

    GONÇALO INÁCIO BRILHA EM BOTICAS COM PÓDIO NOS PROTÓTIPOS B E TOP 7 ABSOLUTO

    Gonçalo Inácio assinou mais uma exibição de elevado nível no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, terminando a exigente Rampa Internacional de Boticas no 2.º lugar dos Protótipos B e numa excelente 7.ª posição da classificação geral absoluta.

    Aos comandos do BRC B49 EVO preparado pela Power House, o piloto da Diatosta confirmou uma vez mais a rápida evolução demonstrada na sua primeira temporada ao volante de um protótipo. Num traçado particularmente veloz, técnico e exigente, Gonçalo Inácio apresentou um andamento forte e consistente, mantendo-se ao longo da jornada entre os principais protagonistas de uma das divisões mais competitivas do campeonato.

    O resultado alcançado em Boticas prolonga uma impressionante sequência de regularidade: cinco provas disputadas e cinco pódios conquistados nos Protótipos B, com quatro segundos lugares e uma terceira posição.

    Números muito positivos para quem, no início da temporada, enfrentou o enorme desafio de trocar os carros de tração dianteira por um protótipo de tração traseira, profundamente diferente em termos de comportamento, exigência e condução: “Termino a Rampa de Boticas no segundo lugar dos Protótipos B e na sétima posição da classificação geral. É um resultado positivo e mais um pódio numa época em que temos sido muito consistentes, mas o nosso objetivo era, naturalmente, vencer.”

    Exibição rápida numa batalha de alto nível

    A divisão dos Protótipos B voltou a proporcionar uma luta intensa, confirmando o elevado nível competitivo que tem caracterizado toda a temporada. Apesar do andamento demonstrado e do trabalho desenvolvido pela Power House na preparação e afinação do BRC B49 EVO, o desejado primeiro triunfo acabou por voltar a escapar: “Tivemos um andamento rápido e houve, mais uma vez, um enorme trabalho e dedicação por parte da Power House. A equipa deu-me todas as condições para lutar, mas a vitória não foi alcançada.”

    Longe de se acomodar perante mais um resultado de grande qualidade, Gonçalo Inácio assume uma postura exigente e coloca sobre si próprio a responsabilidade de encontrar os detalhes que lhe permitam transformar os sucessivos pódios numa vitória: “Fica a certeza de que existiram dedicação e foco, mas também a sensação de que é necessário algo mais da minha parte. Tenho de continuar a trabalhar, perceber onde posso melhorar e encontrar os índices que nos permitam dar o próximo passo.”

    Concluída a jornada transmontana, todas as atenções se voltam agora para a Rampa da Arrábida. A próxima prova assume um significado muito especial para Gonçalo Inácio, não apenas por ser a sua jornada de casa, mas também pela possibilidade de fechar as contas do vice-campeonato nacional dos Protótipos B. O piloto da Diatosta promete uma preparação cuidada e a mesma ambição que tem marcado toda a temporada: “Agora é tempo de olhar para a Rampa da Arrábida, a nossa prova de casa, onde vamos entrar determinados a fechar o vice-campeonato. Queremos preparar tudo ao máximo e chegar em condições de voltar a discutir os primeiros lugares.”

    Apesar de a consolidação do segundo lugar no campeonato representar o principal objetivo classificativo, Gonçalo Inácio deixa claro que não abdicará de procurar a vitória: “Vamos trabalhar, preparar todos os detalhes e, como sempre, entrar em prova para lutar pela vitória. Queremos muito alcançar esse triunfo e nada faria mais sentido do que consegui-lo na nossa prova de casa, diante do nosso público.”

  • José Rodrigues vence “sem espinhas” em Boticas e fica à porta do bicampeonato

    José Rodrigues vence “sem espinhas” em Boticas e fica à porta do bicampeonato

    Mesmo de regresso ao Porsche 997 GT3 Cup, o campeão nacional dominou a Categoria GT na Rampa Internacional de Boticas e deixou a renovação do título muito perto de ficar matematicamente assegurada.

    Nem as contrariedades, nem a mudança de carro, nem um sábado particularmente exigente impediram José Rodrigues de cumprir a missão em Boticas. O campeão nacional em título voltou a impor a sua lei na Categoria GT do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, vencendo sem contestação e dando um passo decisivo rumo ao bicampeonato.

    Depois de uma temporada desenvolvida aos comandos do Porsche 992 GT3 Cup, José Rodrigues apresentou-se no traçado internacional de Boticas com o seu “antigo” Porsche 997 GT3 Cup, viatura com a qual já não competia desde 2025. A mudança obrigou a um importante trabalho de readaptação e tornou particularmente exigente a jornada de sábado, durante a qual piloto e equipa procuraram encontrar o setup adequado para responder às características dos 5,11 quilómetros da exigente subida transmontana.

    Encontrada a direção certa, a resposta em competição foi inequívoca. A superioridade de José Rodrigues voltou a ser esmagadora. O piloto bracarense mostrou-se completamente senhor dos acontecimentos e construiu uma vantagem suficientemente expressiva para nem sequer necessitar do resultado da terceira Subida de Prova para assegurar o triunfo. A soma dos tempos das duas primeiras subidas oficiais, 5:09,650, foi suficiente para garantir mais uma vitória na Categoria GT e acrescentar um resultado de enorme importância às contas do campeonato.

    Mais do que a margem alcançada, Boticas voltou a demonstrar a capacidade de José Rodrigues para responder quando as circunstâncias não são perfeitas: carro diferente, necessidade de reencontrar referências e afinações e um fim de semana que começou longe do cenário ideal: “Foi um fim de semana de muitas contrariedades, antes e durante a prova. Tivemos um sábado complicado no acerto do setup do 997, um carro com o qual já não competíamos desde 2025. Mas, mais uma vez, conseguimos superar todas as adversidades e encontrar um ritmo suficiente para alcançarmos os nossos objetivos”.

    A vitória em Boticas deixa assim José Rodrigues muito próximo de concretizar o grande objetivo definido para esta temporada: renovar o título conquistado em 2025 e sagrar-se bicampeão nacional da Categoria GT: “Vencemos e ficámos muito perto de fechar as contas do campeonato. Queremos muito brindar os nossos patrocinadores e toda a equipa com o título nacional a que nos propusemos no início da época. Vamos tentar fechar as contas de 2026 já na Arrábida, para depois começarmos a preparar 2027”, afirmou.

    Depois de mais uma demonstração de eficácia, o piloto apoiado pela Repsol e Rodrigues Tyres vira agora todas as atenções para a Rampa da Arrábida. Será aí que José Rodrigues pretende colocar o ponto final nas contas do campeonato e transformar uma temporada de enorme consistência no segundo título nacional consecutivo.

  • JOSÉ LAMEIRO REGRESSA COM DUPLO PÓDIO E A PAIXÃO PELA MONTANHA INTACTA

    JOSÉ LAMEIRO REGRESSA COM DUPLO PÓDIO E A PAIXÃO PELA MONTANHA INTACTA

    O regresso de José Lameiro ao Campeonato de Portugal de Montanha JC Group traduziu-se num fim de semana muito positivo. Depois de uma longa pausa competitiva, o piloto da Diatosta alcançou um duplo pódio na Rampa Internacional de Boticas, terminando no Top 3 da Categoria Super Challenge e da Divisão SC-A.

    Mais importante do que os resultados alcançados foi a forma segura e consistente como José Lameiro completou a exigente jornada organizada pelo Demoporto. O Škoda Fabia MKIII, preparado pela DM Motorsport, não apresentou qualquer problema ao longo do fim de semana, permitindo ao piloto cumprir integralmente o programa competitivo e recuperar progressivamente ritmo e confiança.

    Depois das ausências na Rampa do CAR e na Rampa Capital do Móvel, José Lameiro chegou a Boticas sem pressões classificativas. O objetivo passava por perceber o seu momento, reencontrar sensações ao volante e voltar a desfrutar plenamente da competição, depois de uma primeira metade de temporada particularmente atribulada.

    Consciente da longa paragem e das exigências do traçado transmontano, adotou um ritmo deliberadamente conservador, mas suficientemente eficaz para se manter entre os principais protagonistas da Super Challenge: “Foi um regresso muito positivo. O Škoda Fabia esteve impecável durante todo o fim de semana e não tivemos qualquer problema, o que nos permitiu cumprir todas as subidas e recuperar gradualmente o ritmo. Adotámos uma condução conservadora, sempre dentro de alguma margem, mas acabámos por alcançar um duplo pódio na Categoria Super Challenge e na Divisão SC-A.”

    O resultado confirma também que a pausa cumpriu o seu propósito. José Lameiro regressou mais tranquilo, recuperou índices de confiança importantes e reencontrou o prazer de conduzir uma das máquinas mais espetaculares do pelotão do CPM JC Group: “Depois de tudo o que aconteceu e do tempo que estivemos afastados, precisava de voltar a sentir o carro e perceber como reagiria em competição. A confiança foi aumentando de subida para subida e termino o fim de semana com sensações claramente melhores do que aquelas com que comecei.”

    “A paixão pela Montanha está cá inteira”

    A Rampa Internacional de Boticas dissipou igualmente quaisquer dúvidas quanto à motivação do consagrado piloto aveirense. O “bichinho” que o levou a regressar revelou-se mais forte do que nunca e José Lameiro assume que a paixão pela Montanha continua inteira e recomenda-se: “A principal conclusão que retiro deste fim de semana é muito simples: a paixão pela Montanha está cá inteira e recomenda-se! Voltei a desfrutar da competição, do ambiente e da condução. Foi muito bom estar novamente junto da equipa, dos outros pilotos e de todo este público fantástico.”

    Apesar do duplo pódio, José Lameiro reconhece que o andamento apresentado em Boticas ainda esteve longe do verdadeiro potencial do conjunto formado pelo piloto, pelo Škoda Fabia MKIII e pela DM Motorsport: “Sabemos que podemos fazer muito melhor e ser bastante mais rápidos. Ainda estamos a recuperar os meus índices competitivos e também os do carro, mas Boticas representou um passo muito importante. Saímos daqui mais confiantes e com uma base sólida para continuar a trabalhar.”

    A próxima oportunidade surgirá na Rampa da Arrábida, um traçado particularmente especial para José Lameiro e onde o piloto da Diatosta pretende subir mais um patamar no processo de recuperação.

  • Simão Nunes mantém pleno vitorioso e fica a um passo da conquista do FPAK Junior Team

    Simão Nunes mantém pleno vitorioso e fica a um passo da conquista do FPAK Junior Team

    Jovem de Valpaços voltou a dominar em Boticas e só precisa de alinhar na derradeira ronda, na Arrábida, para confirmar a vitória final. António Lopes assegura o segundo lugar no troféu, enquanto Rafael Ângelo foi travado por problemas no Peugeot 108.

    A Rampa Internacional de Boticas confirmou aquilo que tem sido uma das grandes evidências da temporada no FPAK Junior Team de Montanha: Simão Nunes continua absolutamente intratável. Praticamente a jogar em casa, o jovem piloto de Valpaços voltou a impor a sua lei aos comandos do Peugeot 108, vencendo todas as subidas disputadas e mantendo uma invencibilidade que se prolonga desde o início da época.

    Simão Nunes foi o mais rápido de fio a pavio no exigente traçado transmontano e terminou a prova com o tempo final de 6:47,905, construindo uma confortável vantagem de 12,016 segundos sobre António Lopes. Mais do que acrescentar outra vitória a uma temporada irrepreensível, o resultado deixou Simão numa situação privilegiada nas contas do troféu. Para garantir matematicamente a conquista do FPAK Junior Team de Montanha 2026, bastará ao jovem de Valpaços alinhar na derradeira ronda, a Rampa da Arrábida.

    Uma formalidade matemática que falta cumprir numa campanha em que Simão Nunes tem aliado velocidade, regularidade e uma maturidade competitiva crescente.

    Também muito positiva foi a prestação de António Lopes. O jovem felgueirense realizou um fim de semana sem erros e foi evoluindo ao longo das sucessivas passagens pelos difíceis 5,11 quilómetros da Rampa Internacional de Boticas. Sem argumentos para contrariar o domínio de Simão Nunes, António Lopes concentrou-se em realizar a sua prova e levou o Peugeot 108 ao segundo lugar.

    O resultado permite-lhe igualmente deixar praticamente definida a sua posição na competição, estando já assegurado que terminará a temporada no segundo lugar da classificação final do FPAK Junior Team de Montanha.

    Quem não teve a sorte pelo seu lado foi Rafael Ângelo. O jovem piloto aveirense viu a sua participação ficar limitada à jornada inaugural de sábado, depois de problemas terem deixado o seu Peugeot 108 sem condições para regressar à competição no domingo.

  • Márcio Araújo resiste à pressão galega e vence grande duelo dos Kartcross em Boticas

    Márcio Araújo resiste à pressão galega e vence grande duelo dos Kartcross em Boticas

    Jesús Alberto Otero assinou uma das melhores exibições da temporada e obrigou o líder da Taça a atacar forte no domingo. António Alves completou o pódio e venceu entre os 600cc, enquanto Gabriel Gutiérrez Siegrist impressionou com o Tatuus FR2.0 nos Monolugares.

    A Rampa Internacional de Boticas proporcionou um dos melhores confrontos da temporada na Taça de Portugal de Kartcross de Montanha JC Group. Márcio Araújo e Jesús Alberto Otero protagonizaram um duelo de enorme intensidade, particularmente durante a jornada de sábado, antes de o líder da competição responder com um forcing decisivo no domingo para conquistar mais uma importante vitória.

    A batalha dos Kartcross começou desde cedo a assumir contornos de grande espetáculo. Márcio Araújo, no AG Sport, encontrou pela frente um Jesús Alberto Otero particularmente inspirado, com o piloto galego a realizar, possivelmente, a sua melhor exibição da temporada. No final da única Subida de Prova de sábado, os dois estavam separados por uns incríveis 215 milésimos de segundo. Márcio Araújo registara 2:43,068, contra os 2:43,283 de Otero, deixando tudo completamente em aberto para as duas decisivas subidas de domingo.

    Consciente de que não tinha margem para qualquer erro, Márcio Araújo entrou ao ataque na jornada decisiva. O líder da Taça aumentou decisivamente o ritmo, conseguiu finalmente sacudir a fortíssima pressão exercida pelo adversário galego e transformou a batalha ao milésimo de sábado numa vitória clara.

    Com o AG Sport, Márcio fechou a prova com 5:19,083, conquistando o triunfo com 6,275 segundos de vantagem sobre Jesús Alberto Otero.  O resultado não retira qualquer brilho à prestação do galego. Aos comandos do AG Super Buggy, Otero mostrou em Boticas velocidade para discutir diretamente o triunfo, assinando uma atuação que ficará entre os seus melhores momentos da época.

    O terceiro lugar pertenceu a António Alves, novamente muito competitivo com o AG AG/S. O piloto enfrentou uma desvantagem técnica evidente, já que compete com um motor de 600cc, perante os 1000cc das máquinas utilizadas pelos seus dois adversários. Num traçado longo e com o acentuado desnível de Boticas, essa diferença de potência assumia ainda maior importância. António Alves assegurou simultaneamente a vitória na divisão reservada aos Kartcross de 600cc.

    Gutiérrez Siegrist aprende depressa e voa com o Tatuus

    A Taça de Portugal de Monolugares de Montanha JC Group contou em Boticas com apenas um participante, mas a prestação de Gabriel Gutiérrez Siegrist justificou plenamente as atenções. O piloto espanhol chegou a Trás-os-Montes sem conhecer o exigente traçado de Boticas, tendo pela frente um processo de aprendizagem particularmente exigente ao volante do rápido Tatuus FR2.0.

    A evolução ao longo do fim de semana foi, porém, notável. Gutiérrez Siegrist foi progressivamente descobrindo os segredos da rampa e explorando o potencial do monolugar, terminando com um tempo final de 4:47,085.

    Mais elucidativo ainda foi o registo conseguido na derradeira Subida de Prova: 2:22,472, o seu melhor tempo de todo o fim de semana. Uma marca que, mesmo tratando-se de uma competição com classificação autónoma, demonstra bem o ritmo alcançado pelo espanhol e o colocou entre os pilotos mais rápidos presentes em Boticas.