Categoria: Montanha

  • Hugo Magalhães aproveita revolução nos 1300 e estreia-se a vencer em Boticas

    Hugo Magalhães aproveita revolução nos 1300 e estreia-se a vencer em Boticas

    Ausência de Armando Freitas abriu o jogo e os problemas de Diogo Marques e José Carlos Magalhães mudaram o rumo da prova. Hugo Magalhães foi eficaz, conquistou a primeira vitória da temporada e saltou para terceiro no campeonato.

    A Rampa Internacional de Boticas confirmou que o Campeonato de Portugal de Montanha 1300 JC Group atravessa uma das fases mais imprevisíveis e interessantes da temporada. A ausência do líder Armando Freitas abriu naturalmente o leque de candidatos ao triunfo e foram vários os pilotos que chegaram ao coração de Trás-os-Montes com legítimas ambições de aproveitar a oportunidade.

    E houve de tudo. Um duelo ao milésimo no sábado, problemas técnicos a afastarem dois dos principais candidatos e, no final, uma exibição de grande eficácia de Hugo Magalhães, que levou o Suzuki Swift GTI à primeira e muito saborosa vitória da temporada. O piloto terminou com 6:15,838, batendo Diogo Marques (Toyota Starlet) e Francisco Macedo (Peugeot 106 XSI), num pódio que espelhou bem as muitas mudanças vividas ao longo dos dois dias de competição.

    A jornada inaugural tinha deixado antever uma batalha extraordinária entre Diogo Marques e José Carlos Magalhães.  Vencedor na Capital do Móvel, o jovem famalicense confirmou imediatamente que atravessa uma excelente fase e terminou a primeira Subida de Prova na frente com 3:06,687. Mas praticamente colado ao Toyota estava o Peugeot 205 Rallye da MNE Sport, com José Carlos Magalhães a registar 3:06,778. Apenas 91 milésimos separavam os dois primeiros depois dos mais de cinco quilómetros de Boticas.

    Tudo apontava para um duelo memorável no domingo, mas a mecânica acabou por interferir decisivamente nas contas. Os dois foram afetados por problemas técnicos. No caso de Diogo Marques, as dificuldades condicionaram a sua prestação, retirando-lhe argumentos para continuar a lutar pela vitória, mas não impediram o piloto da Famaconcret Racing Team de levar o Toyota Starlet até ao final e salvar um excelente segundo lugar.

    Para José Carlos Magalhães, o desfecho foi bem mais cruel. Depois de terminar o sábado a somente 91 milésimos da liderança e perfeitamente lançado na discussão pelo triunfo, os problemas no Peugeot 205 Rallye da MNE Sport ditaram um inglório abandono, deixando o piloto sem classificação final.

    Num fim de semana tão exigente, não bastava ser rápido. Era preciso estar sempre presente, evitar erros e aproveitar todas as oportunidades. E foi exatamente isso que Hugo Magalhães fez. O piloto do Suzuki Swift GTI manteve-se permanentemente na discussão e, quando os problemas atingiram os adversários, respondeu com velocidade e eficácia para conquistar a primeira vitória da temporada.

    Um triunfo que não surgiu do nada. Hugo já tinha demonstrado competitividade com dois pódios anteriores, alcançados na Rampa da Penha e na Rampa do CAR, e em Boticas deu finalmente o passo que faltava para chegar ao lugar mais alto.

    O resultado tem ainda um impacto muito importante no campeonato. Hugo Magalhães saltou para a terceira posição da tabela pontual, aproximando-se de José Carlos Magalhães, que mantém o segundo lugar, enquanto Armando Freitas continua isolado no comando apesar de ter falhado a jornada transmontana.

    Também merecidíssimo foi o terceiro lugar de Francisco Macedo. O piloto do Peugeot 106 XSI esteve muito forte durante os dois dias, mostrando rapidez e consistência num traçado particularmente exigente para as pequenas máquinas dos 1300. Sem se deixar envolver pelos problemas que foram atingindo alguns dos adversários, Francisco Macedo construiu uma prestação muito sólida e terminou a apenas 728 milésimos de Diogo Marques.

    Logo atrás do trio da frente, Luís Ribeiro realizou também uma prova muito eficaz com o Fiat Punto 85 Sport, conseguindo escapar às armadilhas de Boticas e garantindo um meritório quarto lugar. O Top 5 ficou completo com Alexandre Duarte, que levou o Toyota Starlet EFI (EP71).

    Entre os Clássicos 1300, a vitória pertenceu a Gabriel Freitas, que cumpriu o exigente fim de semana transmontano aos comandos do seu carismático Fiat 127, terminando com 8:51,730 e garantindo o triunfo na divisão.

  • Rui Costa avassalador em Boticas relança luta pelo título dos Clássicos

    Rui Costa avassalador em Boticas relança luta pelo título dos Clássicos

    Terceira participação e terceira vitória da temporada para o piloto do Ford Escort RS1600. Ricardo Pereira resiste à forte pressão de Pedro Silva, conquista pontos preciosos e mantém-se na liderança do campeonato.

    Três grandes pilotos, três máquinas fabulosas e uma luta com muito para decidir nas contas do Campeonato de Portugal de Clássicos de Montanha JC Group. A Rampa Internacional de Boticas reuniu Rui Costa, Ricardo Pereira e Pedro Silva para mais um confronto entre alguns dos grandes protagonistas da temporada, mas, na discussão pela vitória, houve um homem claramente acima dos restantes.

    Aos comandos do espetacular Ford Escort RS1600, o piloto impôs um ritmo que os adversários nunca conseguiram acompanhar e conquistou de forma categórica a terceira vitória da temporada em outras tantas participações. Desde as primeiras passagens pelos exigentes 5,11 quilómetros do traçado transmontano ficou evidente que Rui Costa tinha andamento para assumir o comando. O piloto do Ford Escort RS1600 foi construindo uma vantagem muito expressiva e terminou a prova com 5:25,934, nada menos que 11,598 segundos à frente do segundo classificado.

    Três provas disputadas em 2026. Três vitórias. Um pleno que mantém Rui Costa completamente dentro da batalha pelo campeonato, apesar das duas ausências.

    Se a discussão pelo triunfo teve dono, atrás de Rui Costa houve uma luta bem mais intensa. Ricardo Pereira e Pedro Silva protagonizaram um interessante confronto pelo segundo degrau do pódio, com os dois pilotos obrigados a atacar num traçado onde qualquer pequena hesitação poderia fazer a diferença. Ricardo Pereira acabou por levar a melhor. Aos comandos do seu Ford Escort RS 2000 garantindo o segundo lugar e, sobretudo, um importante conjunto de pontos para as contas do campeonato, que continua a liderar.

    Logo atrás ficou Pedro Silva. O piloto do magnífico Volkswagen Golf 16S respondeu à altura e terminou apenas 4,171 segundos atrás de Pereira, garantindo o terceiro lugar.  Para Pedro Silva, o resultado significou ainda a conquista do segundo pódio da temporada, confirmando uma época de muito bom nível e mantendo perfeitamente possível o objetivo de terminar 2026 entre os três primeiros da classificação final do campeonato.

  • Remontada de luxo leva Joaquim Soares à vitória nos Legends em Boticas

    Remontada de luxo leva Joaquim Soares à vitória nos Legends em Boticas

    Problemas mecânicos deixaram o portuense sem tempo de prova no sábado, mas uma resposta imperial nas duas subidas decisivas de domingo valeu-lhe o segundo triunfo consecutivo. António Barros e Gonçalo Macedo completaram o pódio.

    Que remontada de Joaquim Soares na Rampa Internacional de Boticas!

    A sexta jornada do Campeonato de Portugal de Legends de Montanha JC Group transformou-se numa demonstração de velocidade, sangue-frio e capacidade de reação do piloto portuense. Depois de um sábado muito complicado, Soares chegou ao domingo pressionado pela necessidade de registar obrigatoriamente tempos nas duas Subidas de Prova que restavam. Não só cumpriu essa missão como partiu decididamente ao ataque, venceu ambas e conquistou a segunda vitória consecutiva da temporada, reforçando de forma inequívoca a candidatura ao título.

    A ausência em Boticas de João Pires, líder da classificação pontual, aumentava ainda mais a importância da jornada para as contas do campeonato. Joaquim Soares aproveitou plenamente a oportunidade, mas teve de superar primeiro uma situação bastante delicada.

    Os problemas mecânicos sentidos no BMW E36 M3 condicionaram fortemente a jornada inaugural de Joaquim Soares, chegando mesmo a impedi-lo de disputar a única Subida de Prova realizada no sábado. O cenário para domingo era, por isso, muito claro e nada confortável: Soares tinha obrigatoriamente de completar as duas Subidas de Prova para conseguir classificação final. Qualquer problema, erro ou desistência significaria sair de Boticas sem pontuar.

    Mas a resposta foi de campeão. Em vez de se limitar a gerir e procurar os tempos necessários, o piloto do Porto atacou. Foi o mais rápido nas duas subidas de domingo, virou completamente a classificação e terminou com 5:46,741, conquistando uma extraordinária vitória com 3,477 segundos de vantagem sobre António Barros.

    Depois do triunfo alcançado na Capital do Móvel, Joaquim Soares soma assim a segunda vitória consecutiva, resultado particularmente importante numa jornada em que João Pires esteve ausente e que deixa o portuense ainda mais envolvido na discussão pelo título.

    António Barros voltou a estar ao nível a que habituou a Montanha portuguesa. O bicampeão nacional em título aproveitou os problemas de Soares para terminar o sábado no comando e entrou na jornada decisiva numa posição privilegiada. No domingo, perante o fortíssimo ataque do rival, Barros manteve uma prestação sólida e eficaz com o seu BMW E36 M3, assegurando um excelente segundo lugar final, com 5:50,218.  Não conseguiu travar a recuperação de Soares, mas voltou a demonstrar porque continua a ser uma das grandes referências dos Legends nacionais.

    O terceiro lugar foi um saboroso prémio para Gonçalo Macedo. Aos comandos do Citroën Saxo, realizou uma prova sempre em crescendo, aumentando progressivamente o ritmo e aproveitando da melhor forma as oportunidades que uma exigente Rampa Internacional de Boticas foi proporcionando. Com um tempo final de 5:58,252, Gonçalo Macedo garantiu a terceira posição e uma merecida subida ao pódio, terminando a 11,511 segundos do vencedor.

    Logo atrás do pódio, Armindo Correia confirmou a competitividade do seu Peugeot 306, terminando na quarta posição, enquanto Pedro Brito, aos comandos do Citroën Saxo Cup, completou o Top 5 dos Legends.

    Quem viveu o reverso da medalha foi Filipe Macedo. O bracarense teve um fim de semana para esquecer, marcado por um toque forte e posteriores problemas no Citroën Saxo, acabando por abandonar e ficando impedido de lutar pelos lugares cimeiros para os quais o seu habitual andamento o apontava.

    Boticas acabou, assim, por provocar uma importante mexida na luta pelo Campeonato de Portugal de Legends de Montanha JC Group. Com João Pires ausente e Joaquim Soares a responder com uma segunda vitória consecutiva depois de uma recuperação memorável, a discussão pelo título ganha ainda maior intensidade à entrada das duas jornadas finais da temporada.

  • José Correia imperial em Boticas deixa luta pelo título ao rubro

    José Correia imperial em Boticas deixa luta pelo título ao rubro

    Bracarense venceu as seis subidas do programa e liderou um pódio formado pelos três candidatos ao título absoluto. Excelente organização do Demoporto e muito público marcaram uma Rampa Internacional de Boticas recheada de grandes duelos.

    A Rampa Internacional de Boticas confirmou plenamente o estatuto de uma das grandes provas do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group. A sexta jornada da temporada proporcionou intensa competição num dos traçados mais exigentes do calendário, perante uma excelente moldura humana e com emoção constante nas muitas lutas travadas ao segundo, ao décimo e, não raras vezes, ao milésimo. O Demoporto voltou a apresentar uma máquina organizativa muito bem afinada. Foram muitos os incidentes registados, mas a experiente estrutura respondeu sempre com rapidez e eficácia.

    José Correia assina uma exibição de luxo

    Há fins de semana em que um piloto simplesmente não deixa nada para os adversários. Foi exatamente isso que José Correia fez em Boticas. O piloto e patrão da JC Group Racing Team assinou uma das melhores exibições vistas nos últimos anos no Campeonato de Portugal de Montanha, impondo a poderosa Osella PA30 em todas as ocasiões em que entrou em pista.

    Foram seis subidas e seis melhores tempos: três nas Subidas de Treinos Oficiais e três nas Subidas de Prova. Correia já tinha terminado o sábado com uma vantagem expressiva e no domingo não levantou minimamente o pé. Voltou a ser o mais rápido nas duas subidas decisivas e fechou as contas com 4:35,389, vencendo por expressivos 9,525 segundos. Uma vitória categórica, construída num traçado particularmente exigente e que reforça fortemente a candidatura do bracarense à conquista do título absoluto.

    Se Correia esteve inalcançável, Nuno Caetano voltou a confirmar o excelente momento que atravessa. Depois da histórica primeira vitória absoluta alcançada na Rampa Capital do Móvel, o piloto português radicado em Londres voltou a colocar a Osella PA2000 EVO2-PA30 da Power House no pódio. Caetano terminou a cerca de 9 segundos, num importante segundo lugar, demonstrando novamente que velocidade e consistência não lhe faltam para discutir o campeonato até ao fim.

    E depois há Tomás Pinto. Ou, como começa a ser inevitável chamar-lhe, “Super Tomás”. O jovem piloto da Famaconcret Racing Team viveu um sábado de contrastes. Dominou claramente entre os Protótipos B nos treinos, chegou a ser segundo absoluto, mas foi fortemente prejudicado pela chuva na primeira Subida de Prova.

    No domingo respondeu como os grandes pilotos respondem: atacando. Com 2:23,690 e 2:24,045 nas duas subidas decisivas, levou o BRC CM05 Evo até ao terceiro lugar absoluto, e conquistou mais uma vitória categórica entre os Protótipos B. Aqui, atrás de Tomás Pinto terminaram Gonçalo Inácio (BRC B49) e Sérgio Nogueira (Silver Car S3), com Nuno Guimarães a ficar a escassos 176 milésimos do pódio.

    José López-Fombona, no espetacular Audi RS5 DTM, foi quarto, seguido por Carlos Gonçalves, em Osella PA21/S, e pelo campeão nacional Hélder Silva, na Osella PA21/S Evo. Gonçalo Inácio, Sérgio Nogueira, Nuno Guimarães e Luís Nunes completaram, por esta ordem, o Top 10 absoluto.

    José Rodrigues só precisou de duas subidas para dominar os GT

    Na Categoria GT, a superioridade de José Rodrigues voltou a ser esmagadora. Mesmo recorrendo ao seu “antigo” Porsche 997 GT3 Cup, o campeão nacional em título mostrou-se completamente senhor dos acontecimentos. Tal foi a vantagem construída que Rodrigues apenas necessitou dos tempos das duas primeiras Subidas de Prova para garantir a vitória, terminando com 5:09,650.

    Atrás do vencedor, aplauso para Daniel Vilaça, segundo com 5:21,501, e para Beatriz Correia, terceira com 5:28,398. Ambos continuam a realizar excelentes temporadas e saem de Boticas separados por uma margem muito curta nas contas do campeonato, mantendo um interessante taco-a-taco pela condição de vice-campeão nacional de GT.

    Luís Delgado venceu grande batalha dos Turismos

    A ausência de Pedro Alves abriu completamente a discussão pela vitória na Categoria Turismo, e quem melhor aproveitou foi Luís Delgado. O piloto flaviense regressou em grande nível e levou o Kia Cee’d ao triunfo com 5:10,966, numa prestação que o colocou inclusivamente muito perto dos dez primeiros absolutos.

    Delgado teve, porém, de contar com a forte oposição de Guilherme Silva. O piloto do Audi RS3 LMS foi particularmente competitivo, assegurando o segundo lugar da geral dos Turismo e dos Turismo 2. Apenas 9,924 segundos separaram os dois no somatório das duas melhores Subidas de Prova.

    A batalha pelo último lugar do pódio absoluto da categoria foi ainda mais apertada e terminou favoravelmente para Daniel Pacheco. O piloto do Mitsubishi Lancer Evo X venceu os Turismo 1 e fechou a prova com 5:21,562, apenas 0,303 segundos à frente de Parcídio Summavielle, que levou o Škoda Fabia R5 aos 5:21,865. Uma diferença mínima, bem ilustrativa do nível de competitividade vivido em Boticas.

    Nos Turismo 1, portanto, Pacheco impôs-se a Summavielle, enquanto Paulo Silva, com o Ford Fiesta R5, completou o pódio da divisão. A vitória nos Turismo 2 ficou nas mãos de Luís Delgado, secundado por Guilherme Silva.

    Muito animada esteve igualmente a luta nos Turismo 3, onde Nuno Guimarães levou de forma brilhante a melhor com o Ginetta G40. Logo atrás, Carlos Silva colocou o Renault Clio RS na segunda posição, a 3,2 segundos, enquanto Aníbal Pinto, também em Renault Clio RS, terminou em terceiro, somente 728 milésimos atrás de Carlos Silva. Uma luta cerradíssima que se prolongou até à derradeira subida e mostrou como cada milésimo contou.

    Oito vezes Luís Nunes!

    Se houve um título nacional que ficou resolvido em Boticas foi o da Categoria Super Challenge. E o protagonista só poderia ser Luís Nunes. O piloto de Valpaços voltou a realizar uma exibição de enorme nível com o Škoda Fabia R5, vencendo a categoria e os SC-A, num andamento que lhe permitiu terminar num impressionante 10.º lugar da classificação absoluta do CPM. Mais importante ainda, confirmou matematicamente o oitavo título nacional de categoria da carreira, distribuídos entre Turismo e Super Challenge, reforçando um palmarés que o coloca indiscutivelmente entre as grandes figuras da história da Montanha portuguesa.

    A superioridade de Nunes não retirou brilho à excelente prestação de José Pires. O imponente Nissan GT-R R35 mostrou-se particularmente eficaz nos 5,11 quilómetros de Boticas e levou o seu piloto ao segundo lugar dos SC-A e da categoria. E foi igualmente muito positivo o regresso de José Lameiro: depois da paragem, o piloto da Diatosta rapidamente reencontrou o ritmo competitivo e colocou o Škoda Fabia MK3 no terceiro degrau do pódio.

    A grande surpresa nos SC-B veio de Césaro Simões. O espetacular BMW F82 M4 esteve em excelente plano e o piloto soube explorar todo o potencial para conquistar uma categórica vitória. Também muito forte esteve Luís Silva, que no regresso do poderoso BMW E30 M3 da Famaconcret Racing Team ficou a 5,698 segundos do vencedor e garantiu o segundo lugar. O piloto de Boticas Bruno Gonçalves, aos comandos do Volkswagen Golf GTI R35, completou o pódio da divisão, numa prestação muito consistente.

    Já entre os SC-C, Bruno Carvalho voltou a mostrar por que razão tem sido a grande referência da divisão ao longo da temporada. O lisboeta impôs o rapidíssimo Citroën Saxo S1600 em 5:26,058, mas encontrou em Alberto Pereira um adversário de grande nível. O piloto do Honda Civic Type R terminou segundo, a 9 segundos, enquanto Francisco Vieira Leite, sempre eficaz com o Toyota Corolla T-Sport, assegurou o terceiro posto.

    Nos SC-D, Bruno Gomes prolongou a extraordinária campanha que tem realizado. O piloto de Lousada voltou a colocar o Fiat Punto 85 Sport no lugar mais alto do pódio. A segunda posição pertenceu a Tiago Teixeira, com o Peugeot 106 Rallye, enquanto Miguel Ângelo Oliveira, aos comandos do Peugeot 106 XSI, completou o trio da frente.

  • José Correia imperial comanda grande primeiro dia em Boticas

    José Correia imperial comanda grande primeiro dia em Boticas

    A Rampa Internacional de Boticas proporcionou um fantástico primeiro dia de competição, confirmando todas as expectativas em torno da sexta jornada do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group. Com 80 pilotos presentes, muita competição, vários incidentes e até a ameaça de chuva e trovoada na fase final do programa, a jornada inaugural foi intensa do primeiro ao último momento.

    No plano organizativo, o Demoporto voltou a demonstrar toda a experiência da sua máquina organizativa. Apesar das várias interrupções provocadas sobretudo por problemas mecânicos, todas as situações foram resolvidas com eficácia, permitindo levar a bom porto as duas Subidas de Treinos Oficiais e a primeira e única Subida de Prova do dia.

    José Correia foi o senhor absoluto de sábado

    Desportivamente, houve um nome acima de todos os outros: José Correia. O piloto bracarense da JC Group Racing Team foi imperial de fio a pavio, dominando claramente as três subidas disputadas e confirmando, na estrada, o favoritismo que lhe era atribuído à partida para Boticas. Na única Subida de Prova, José Correia voltou a extrair todo o potencial da poderosa Osella PA30, assinando 2:18,011 e terminando nada menos que 6,147 segundos à frente de Nuno Caetano. Uma vantagem significativa que coloca o piloto e patrão da JC Group Racing Team, com todo o mérito, na posição de grande candidato à vitória neste domingo.

    Nuno Caetano voltou a estar muito forte com a Osella PA2000 EVO2-PA30 da Power House, mas nunca conseguiu verdadeiramente aproximar-se do ritmo imposto por Correia. O português radicado em Londres terminou o sábado na segunda posição, enquanto o espanhol José López-Fombona colocou o espetacular Audi RS5 DTM no terceiro posto, a 7,008 segundos da liderança.

    Muito positiva está igualmente a ser a prestação de Hélder Silva. No regresso à competição e utilizando uma Osella PA21/S Evo cujo potencial é inferior ao das máquinas mais poderosas presentes, o campeão nacional em título terminou a primeira Subida de Prova no quarto lugar, a 8,666 segundos de Correia. E a fechar um surpreendente Top 5 apareceu Luís Nunes, extraordinário com o Škoda Fabia R5, a 11,946 segundos do líder.

    Chuva tramou Tomás Pinto e relança os Protótipos B

    A grande vítima das condições meteorológicas foi Tomás Pinto. O jovem piloto da Famaconcret Racing Team tinha realizado uma exibição de enorme nível nas duas Subidas de Treinos Oficiais, sendo claramente o mais rápido entre os Protótipos B e chegando mesmo a ocupar o segundo lugar absoluto. Mas, quando os Protótipos B e A se preparavam para enfrentar a derradeira subida do dia, a chuva e a trovoada ameaçaram Boticas. Tomás Pinto acabou por sofrer com as condições encontradas, caindo para o quinto posto entre os Protótipos B na única subida que efetivamente conta para a classificação.

    Quem aproveitou foi um muito forte Gonçalo Inácio, que colocou o seu BRC B49 EVO na liderança dos Protótipos B e num excelente sétimo lugar absoluto, imediatamente seguido por Nuno Guimarães (Silver Car S2), enquanto Sérgio Nogueira (Silver Car S3) terminou em terceiro na divisão.

    Luís Nunes brilha nos Super Challenge, Rodrigues manda nos GT e Delgado ordena nos Turismos

    O extraordinário quinto lugar absoluto de Luís Nunes traduz igualmente o domínio do transmontano nos Super Challenge. Com 2:29,957, colocou o Škoda Fabia R5 na frente da categoria, com José Pires, no imponente Nissan GT-R R35, a 3,438 segundos, e o regressado José Lameiro, em Škoda Fabia MK3, a completar o Top 3.

    Nos GT, José Rodrigues voltou a impor a sua lei. O campeão nacional colocou o Porsche 9997 GT3 Cup que está a utilizar em Boticas no 11.º lugar absoluto e assumiu uma liderança confortável perante Daniel Vilaça – com este a assumir um papel relevante nas duas subidas de treino, onde se superiorizou ao campeão nacional – enquanto Beatriz Correia não registou tempo neste sábado, devido a um atraso no voo que a trouxe de regresso a Portugal, mas amanhã já alinhará no Porsche 992 GT3 Cup da JC Group Racing Team.

    Nos Turismos, Luís Delgado regressou em grande estilo e colocou o Kia Cee’d no comando da categoria e da Divisão Turismo 2, seguido por Daniel Pacheco, no Mitsubishi Lancer Evo X, e Guilherme Silva, com o Audi RS3 LMS. Apenas 72 milésimos separam, por sua vez, Guilherme Silva de Parcídio Summavielle, quarto da categoria. CarlosSIlva (Renault Clio RS) está a dominar os Turismo 3.

    António Barros e Rui Costa comandam Legends e Clássicos

    Nos Legends, o bicampeão nacional em título António Barros assumiu uma liderança clara com o BMW E36 M3, terminando o sábado com 7,763 segundos de vantagem sobre Armindo Correia (Peugeot 306), enquanto Miguel Ângelo (Peugeot 106) ocupa a terceira posição. Joaquim Soares (BMW M3), grande favorito, não arrancou para a subida oficial e Filipe Macedo, outro dos candidatos ao pódio, não a concluiu, com um problema técnico no Citroen Saxo Cup.

    Entre os Clássicos, Rui Costa colocou o Ford Escort RS1600 no comando, sendo 7,309 segundos mais rápido que Ricardo Pereira (Ford Escort RS2000), enquanto Pedro Silva, no Volkswagen Golf 16S, ocupa o terceiro lugar.

    Noventa e um milésimos! 1300 ao rubro em Boticas

    Se há campeonato onde ninguém poderá arriscar prognósticos para domingo é o Campeonato de Portugal de Montanha 1300 JC Group. A primeira Subida de Prova deixou Diogo Marques e José Carlos Magalhães separados por inacreditáveis 91 milésimos de segundo!

    Diogo Marques colocou o Toyota Starlet na frente com 3:06,687, mas José Carlos Magalhães respondeu com 3:06,778 no Peugeot 205 Rallye da MNE Sport. Praticamente nada os separa após mais de cinco quilómetros de subida. Aliás, Magalhães foi mais forte nas duas subidas de treino do dia.

    Hugo Magalhães, no Suzuki Swift GTI, ocupa o terceiro lugar, a 5,072 segundos do líder. Tudo em aberto para o duplo confronto decisivo de domingo.

    E nos Kartcross são apenas 215 milésimos!

    Não muito diferente é o cenário na Taça de Portugal de Kartcross de Montanha JC Group. Márcio Araújo lidera com o AG Sport, mas o galego Jesús Otero terminou a escassíssimos 215 milésimos! Márcio assinou 2:43,068 contra os 2:43,283 de Otero, prometendo um duelo de altíssima intensidade para domingo. António Alves ocupa a terceira posição, a 8,192 segundos.

    No FPAK Junior Team de Montanha, o líder da temporada Simão Nunes voltou a assumir o comando, deixando António Lopes a 3,586 segundos e Rafael Jorge no terceiro posto. Já na Taça de Portugal de Monolugares de Montanha, o espanhol Gabriel Gutiérrez Siegrist lidera naturalmente, sendo o único participante, mas impressionou ao levar o Tatuus FR2.0 aos 2:27,610, um tempo entre os melhores em termos absolutos.

    Domingo promete Montanha ao ataque

    Depois de um sábado recheado de competição, incidentes, mudanças meteorológicas e duelos ao milésimo, Boticas tem tudo preparado para uma jornada final de grande nível, que incluirá uma subida de treinos oficials, marcada para as dez da manhã, seguindo-se as derradeiras e sempre decisivas segunda e terceira subidas de prova.

    José Correia parte com uma vantagem importante e como homem a bater na classificação absoluta, mas atrás de si há muito por decidir. E se na luta absoluta ninguém poderá facilitar, Protótipos B, 1300 e Kartcross prometem alguns dos grandes duelos do domingo, numa Rampa Internacional de Boticas que está a cumprir tudo aquilo que dela se esperava.

  • Joaquim Soares quer repetir vitória na Rampa de Boticas

    Joaquim Soares quer repetir vitória na Rampa de Boticas

    Depois do triunfo alcançado na Rampa Capital do Móvel – Paços de Ferreira, o piloto da Maia chega à sexta jornada do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group determinado a voltar a lutar pela vitória nos Legends.

    Joaquim Soares está pronto para mais um desafio ao volante do inconfundível BMW M3 “laranjinha”, desta vez na Rampa de Boticas, prova organizada pelo Demoporto e sexta jornada da temporada.

    Num traçado particularmente rápido, com cerca de 5,1 quilómetros, o piloto da Maia acredita que as características do BMW M3 poderão ser favoráveis, embora antecipe uma luta muito apertada pela vitória no Campeonato de Portugal Legends: “É um facto que esta rampa é de feição para os BMW M3, onde poderão exercer o seu domínio. Pela minha parte, estou motivado pela vitória alcançada na jornada anterior, na Rampa Capital do Móvel – Paços de Ferreira”, afirma Joaquim Soares.

    O piloto está, contudo, consciente da forte oposição que encontrará em Boticas: “Sei que a vitória vai ser muito disputada, porque todos os adversários estarão presentes. Espero que esteja tudo perfeito com o carro no capítulo técnico e que consigamos encontrar rapidamente as afinações corretas para tirar partido das suas qualidades e alcançar os nossos objetivos.”

    Joaquim Soares e o BMW M3 cumprem as verificações técnicas e documentais na sexta-feira ao final da tarde, estando a primeira subida oficial de treinos marcada para as 10h00 de sábado.

  • Nuno Carvalho regressa à Montanha em Boticas após acidente na Penha

    Nuno Carvalho regressa à Montanha em Boticas após acidente na Penha

    Piloto bracarense volta à competição no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, desta vez ao volante de um Honda Civic Type R e sem objetivos classificativos.

    Nuno Carvalho está de regresso ao Campeonato de Portugal de Montanha JC Group 2026, depois do aparatoso acidente sofrido na Rampa da Penha, aos comandos do seu Honda Civic. Com essa viatura ainda em fase de recuperação, o piloto de Braga regressa já este fim de semana na Rampa de Boticas, prova organizada pelo Demoporto, utilizando um Honda Civic Type R.

    Depois de vários meses afastado da competição, Nuno Carvalho assume uma abordagem muito prudente a este regresso: “Vamos com muita calma, pois ainda não acabei de ‘digerir’ o violento acidente na Rampa da Penha. Dou muitas graças a Deus por ter sofrido apenas algumas maleitas e por ter conseguido recuperar ao longo destes meses”, começou por explicar.

    “Agora que estou praticamente recuperado, vamos abordar esta participação na Rampa de Boticas sem grandes objetivos desportivos. Quero apenas divertir-me o mais possível, estar com os amigos e com a família e passar um excelente fim de semana por terras transmontanas”, acrescentou.

    Nuno Carvalho e o Honda Civic Type R cumprem as verificações técnicas e desportivas na sexta-feira ao final da tarde. A competição arranca no sábado, às 10h00, com duas subidas de treinos e uma subida de prova. No domingo realizam-se mais três subidas, uma de treinos e duas de prova.

  • Afonso Santos no Caramulo Motorfestival aos comandos do Peugeot 208 Rally4

    Afonso Santos no Caramulo Motorfestival aos comandos do Peugeot 208 Rally4

    Afonso Santos prepara-se para viver um fim de semana diferente no Caramulo Motorfestival. O jovem piloto da Póvoa de Varzim está de regresso a um dos grandes palcos nacionais do motorsport, voltando a integrar a competição Speedmasters da Rampa Histórica Castrol, desta feita aos comandos do Peugeot 208 Rally4 preparado pela PT Racing.

    O regresso ao Caramulo tem um significado especial para o “Pocket Rocket”. Em 2025, Afonso Santos foi um dos grandes protagonistas do evento, vencendo a categoria Speedmasters ao volante de um BRC B49 e assinando mesmo a subida mais rápida dessa edição, com o tempo de 1:24.377. Um triunfo marcante num palco que ocupa um lugar importante no percurso competitivo do jovem poveiro.

    Este ano, porém, o contexto será bem diferente. Ao contrário do que aconteceu no ano transato, Afonso Santos sabe que não estará naturalmente na luta por mais um triunfo absoluto, uma vez que se apresentará ao volante do habitual Peugeot 208 Rally4.

    A presença no Caramulo Motorfestival assume particular importância. Para Afonso Santos, será uma oportunidade para desfrutar de um dos melhores eventos nacionais dedicados ao automóvel, voltar a sentir o ambiente único da Serra do Caramulo e, ao mesmo tempo, continuar a acumular quilómetros competitivos com o Peugeot 208 Rally4.

    Integrado novamente na Speedmasters, Afonso Santos terá pela frente os cerca de 2,8 quilómetros da Rampa Histórica do Caramulo, mas com uma abordagem diferente: “não vou poder, obviamente, voltar a lutar pelo triunfo absoluto e, como tal, vou desfrutar do prazer de conduzir, aproveitando mais um fim-de-semana de competição para evoluir e me adaptar ao Peugeot 208 Rally4“.

    A presença no evento poderá também ter leitura estratégica para o futuro próximo. A Rampa do Caramulo será, mais tarde, a prova de encerramento do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, numa organização do Caramulo Racing Team, e Afonso Santos e a sua entourage estão a ponderar a possibilidade de marcar presença nessa ronda final da temporada.

    A Rampa Histórica Castrol arrancará na sexta-feira, 4 de setembro, com o warm-up previsto entre as 09h30 e as 17h30. No sábado, a categoria Speedmasters terá subidas de reconhecimento às 10h45 e 13h45, seguindo-se a primeira subida de prova às 16h45. No domingo, estão previstas nova subida de reconhecimento às 09h15 e as duas derradeiras subidas de prova às 12h15 e 15h15, encerrando um fim de semana totalmente dedicado à competição, ao espetáculo e à celebração da cultura automóvel na Serra do Caramulo.

  • MNE Sport entre Boticas e Caramulo com ambição de vencer

    MNE Sport entre Boticas e Caramulo com ambição de vencer

    A MNE Sport prepara-se para um fim de semana particularmente intenso, com presença em duas frentes de enorme destaque no panorama automobilístico nacional. Além de assistir tecnicamente Fernando Salgueiro que marcará presença no Caramulo Motorfestival, aos comandos do Ford Escort Mk2, a estrutura liderada por José Carlos Magalhães estará também fortemente representada na Rampa Internacional de Boticas, sexta jornada do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.

    A caminho do Caramulo, onde foi deixar a viatura de Fernando Salgueiro para a participação no Motorfestival, José Carlos Magalhães destacou precisamente esta capacidade da equipa em se desdobrar entre diferentes desafios competitivos:

    “Estou a caminho do Caramulo para deixar o Ford Mk2 do Fernando Salgueiro, que vai participar no Motorfestival, na rampa. A MNE Sport vai estar dividida, com o Fernando Salgueiro na Rampa do Caramulo e com quatro pilotos em Boticas, todos com ganas de fazer o melhor possível”, afirmou José Carlos Magalhães.

    Em Boticas, o próprio José Carlos Magalhães volta a alinhar aos comandos do Peugeot 205 Rallye no Campeonato de Portugal de Montanha 1300 JC Group, onde chega com ambição máxima. Depois de uma época marcada por andamento competitivo, mas também por alguns contratempos que impediram melhores resultados, o piloto da MNE Sport assume sem rodeios que o objetivo passa por lutar pelo lugar mais alto do pódio: “Relativamente a mim, vou dar continuidade ao máximo que tenho conseguido fazer. A ideia é tentar vencer. Não é lutar pelo pódio, é lutar pela vitória”, sublinhou.

    A MNE Sport terá também em ação Salvador Coelho (Toyota Yaris) e Paulo Oliveira (Peugeot106), ambos também integrados nos 1300, onde a luta promete voltar a ser intensa. José Carlos Magalhães acredita que Boticas poderá representar mais um passo importante na evolução dos seus pilotos: “O Salvador e o Paulo vão ter aqui alguma evolução nesta rampa. Acho que se vai notar um pouco mais e que vão ficar mais juntos dos outros”, referiu o líder da equipa.

    Com 11 pilotos inscritos no Campeonato de Portugal de Montanha 1300 JC Group, a prova transmontana apresenta-se como uma das mais interessantes da temporada nesta categoria, mantendo em aberto uma luta que tem sido marcada por equilíbrio, juventude, experiência e margens muito reduzidas: “Vai ser bastante giro de acompanhar. São 11 pilotos num campeonato de 1300 e acho que está ainda tudo por decidir. Estaremos lá com toda a vontade de vencer”, acrescentou José Carlos Magalhães.

    Para além dos representantes nos 1300, a MNE Sport contará ainda com Ivo Machado no Super Challenge D, aos comandos do Fiat Uno. O piloto chega a Boticas com o objetivo de discutir os lugares da frente: “Está também no Super Challenge o Ivo Machado, com o Fiat Uno, que vai lutar pelo pódio absoluto da Divisão”, destacou José Carlos Magalhães.

    Entre o ambiente histórico e festivo do Caramulo Motorfestival e a exigência competitiva da Rampa Internacional de Boticas, a MNE Sport enfrenta mais um fim de semana de grande intensidade. Em duas frentes distintas, a ambição é a mesma: representar a equipa ao mais alto nível, lutar por resultados de destaque e confirmar o crescimento de uma estrutura cada vez mais presente na Montanha nacional.

  • TOMÁS PINTO VAI A BOTICAS SELAR AS CONTAS DO TÍTULO NOS PROTÓTIPOS B

    TOMÁS PINTO VAI A BOTICAS SELAR AS CONTAS DO TÍTULO NOS PROTÓTIPOS B

    Chegou a hora da Rampa Internacional de Boticas e Tomás Pinto parte para a prova organizada pelo Demoporto com um objetivo muito claro: fechar definitivamente as contas do título dos Protótipos B no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group 2026.

    O jovem talento duriense da Famaconcret Racing Team volta a colocar-se aos comandos do BRC CM05 Evo preparado pela FR Power, depois de uma primeira parte de temporada verdadeiramente extraordinária. Cinco provas, cinco vitórias e cinco recordes de traçado entre os Protótipos B colocaram Tomás Pinto numa posição privilegiada para assegurar já em Boticas a conquista matemática do título da divisão.

    Depois do triunfo alcançado na 7.ª Rampa Capital do Móvel, onde voltou a ser o único piloto dos Protótipos B a baixar da barreira dos dois minutos e estabeleceu uma nova referência para a categoria, Tomás Pinto chega agora a Trás-os-Montes com confiança máxima, mas sem alterar uma abordagem que tem sido uma das chaves do seu sucesso.

    O foco permanece totalmente colocado no campeonato que definiu como prioridade desde o início da época: “Acabaram as férias e estamos prontos para atacar de novo o campeonato. Vamos continuar com o mesmo foco, garra e ambição de vencer nos Protótipos B”, afirma Tomás Pinto.

    Apesar de continuar igualmente envolvido na luta pelos lugares cimeiros da classificação absoluta do CPM JC Group, o piloto da Famaconcret Racing Team recusa deixar que essa circunstância altere os seus objetivos ou acrescente pressão desnecessária: “A geral é um extra que não nos preocupa. Se correr bem, ficamos contentes; se não correr tão bem, não ficamos tristes, porque o nosso campeonato é o dos Protótipos B e é por isso que vamos lutar”, reforça.

    Uma época quase perfeita

    A temporada de 2026 tem sido marcada por um percurso absolutamente impressionante do jovem piloto de apenas 18 anos. Além do domínio completo entre os Protótipos B, Tomás Pinto entrou também para a história do campeonato ao conquistar, na Rampa do CAR, em Santa Marta de Penaguião, uma vitória absoluta aos comandos de um Protótipo B, tornando-se no mais jovem vencedor à geral de sempre no Campeonato de Portugal de Montanha.

    Esse resultado permitiu-lhe ascender à liderança absoluta do campeonato, um feito de enorme significado perante a superioridade teórica dos Protótipos A. Mas é precisamente essa capacidade de separar objetivos e manter os pés assentes no chão que continua a marcar o discurso de Tomás Pinto.

    Em Boticas, não haverá cálculos excessivos nem mudança de estratégia: atacar, procurar a sexta vitória consecutiva nos Protótipos B e, se possível, transformar uma vantagem já muito robusta na conquista definitiva do título.