O bracarense está a protagonizar a melhor temporada de sempre no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group. Segundo classificado na Categoria GT, Daniel Vilaça destaca a crescente adaptação ao Porsche 997.2 GT3 Cup e o impacto da entrada na Monteiros Competições.
Daniel Vilaça chegou à pausa de verão a viver a sua melhor época no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group. Depois de iniciar a temporada com um quarto lugar, o piloto bracarense respondeu com sucessivos pódios e ocupa atualmente a segunda posição na Categoria GT.
«O balanço desta primeira metade da época é muito positivo. Sinto-me cada vez mais rápido, mais confiante e conheço melhor os traçados e o Porsche 997.2 GT3 Cup», começa por analisar. A evolução ganha ainda maior significado pelas características da máquina que conduz. «É o carro mais antigo da Categoria GT, não tem ABS, controlo de tração nem ajudas eletrónicas. Apesar disso, é um verdadeiro Porsche de competição, totalmente analógico, onde o piloto faz realmente a diferença. Quanto mais o conheço, mais consigo explorar o seu potencial.»
Capital do Móvel foi o ponto alto
O melhor resultado chegou na Rampa Capital do Móvel, onde Daniel Vilaça conquistou pela primeira vez o segundo lugar na Categoria GT: «Foi uma prova muito competitiva e teve um significado especial porque mostrou que o trabalho desenvolvido ao longo da época está a dar resultados. Deu-me ainda mais confiança para o que falta do campeonato.»
O piloto atribui uma parte importante desse crescimento à entrada na Monteiros Competições, que passou a assegurar a componente técnica e logística do projeto: «Pela primeira vez tenho uma estrutura profissional a acompanhar todo o projeto. O carro é preparado ao detalhe, com o melhor setup para cada rampa, e tenho um engenheiro que, depois de cada subida, analisa comigo os tempos, os onboards e cada curva.»
A possibilidade de se concentrar exclusivamente na vertente desportiva também tem feito a diferença: «Hoje consigo focar-me apenas na condução e na preparação desportiva. Vejo isto como um investimento na minha aprendizagem enquanto piloto.»
Com três provas ainda por disputar, Daniel Vilaça não esconde a ambição de conservar a posição que ocupa: «O objetivo é continuar a lutar por pódios. Neste momento estou no segundo lugar do campeonato e gostava muito de terminar a época sendo vice-campeão nacional. Cada ponto conta e vou dar tudo para manter a competitividade que temos demonstrado.»
O piloto deixou ainda agradecimentos ao Grupo Acrescentar e à Nortempresa, parceiros que tornam possível o projeto, à Monteiros Competições e também à família, amigos e todos os que o acompanham ao longo da temporada.
Campeão nacional em título foi a grande referência da primeira parte da temporada, mas Daniel Vilaça e Beatriz Correia mantêm a luta completamente aberta numa categoria que já conheceu vários vencedores.
Prosseguimos a série de editoriais dedicados ao balanço da emocionante e frenética primeira metade da temporada do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group. Depois de analisada a luta pelo título absoluto, é tempo de colocar o foco na Categoria GT, uma das mais espetaculares do campeonato e onde potência, máquinas de sonho e pilotos de enorme qualidade têm proporcionado grandes momentos ao longo das cinco rampas já disputadas.
E, apesar de a temporada ter conhecido diferentes vencedores, existe um nome que se tem elevado acima dos demais: José Rodrigues.
O campeão nacional em título chega à pausa de verão no comando, com 103 pontos, mas a batalha está longe de decidida. Daniel Vilaça ocupa a segunda posição, com 95 pontos, apenas oito atrás do líder, enquanto Beatriz Correia é terceira, com 93, deixando os três primeiros separados por escassos dez pontos. Números que confirmam simultaneamente a autoridade de Rodrigues e a enorme intensidade de uma luta que promete aquecer ainda mais nas três derradeiras jornadas.
José Rodrigues transformou o Porsche numa máquina de ataque
A campanha de José Rodrigues tem sido musculada. O piloto bracarense voltou a fazer do Porsche 992 GT3 Cup com as cores da Repsol, preparado pela RACAR Motorsport, uma verdadeira arma de ataque às rampas, juntando velocidade, eficácia e uma impressionante capacidade para levar um GT muito para além da discussão interna da categoria.
Depois de André Fernandes (Porsche 991 GT-R) ter surpreendido e conquistado a vitória na jornada inaugural, em Murça, José Rodrigues respondeu logo na Rampa da Penha. Num traçado que conhece profundamente e perante forte concorrência, o campeão nacional impôs o Porsche 992 GT3 Cup e conquistou um triunfo importante, começando aí a construir a posição de força que hoje ocupa no campeonato.
A partir daí, Rodrigues tornou-se a grande referência da categoria. A Rampa Serra da Estrela-Covilhã foi uma das demonstrações mais claras dessa autoridade: dominou os GT ao longo de todo o fim de semana e colocou o Porsche num extraordinário sexto lugar absoluto, resultado particularmente expressivo perante a armada de Protótipos que ocupava os lugares da frente.
Mesmo numa temporada em que outros pilotos conseguiram chegar à vitória, Rodrigues respondeu através daquilo que melhor define a sua campanha: velocidade, regularidade e capacidade para somar resultados de enorme qualidade. Na Capital do Móvel, voltou a impor a sua lei. Nem um pequeno despiste junto à meta na derradeira Subida de Prova retirou brilho a um fim de semana em que voltou a vencer a categoria e terminou num excelente sétimo lugar absoluto.
Aliás, talvez nenhum dado traduza tão bem a dimensão da sua temporada como a classificação geral: José Rodrigues chega ao verão no oitavo lugar absoluto do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, com 44 pontos, misturado entre máquinas teoricamente muito mais vocacionadas para discutir os lugares cimeiros.
Na classificação específica dos GT, os 103 pontos conquistados colocam-no na liderança, oito pontos à frente de Daniel Vilaça e dez sobre Beatriz Correia.
José Rodrigues não está simplesmente a defender a coroa conquistada em 2025. Está a fazê-lo com a autoridade própria de quem continua a ser a grande referência dos GT na Montanha nacional.
Daniel Vilaça fez da regularidade uma arma
Mas os 95 pontos de Daniel Vilaça dizem muito sobre a qualidade da temporada que o piloto está a realizar. Aos comandos do Porsche 997 GT3 Cup preparado pela Monteiros Competições, o bracarense que defende as cores do Grupo Acrescentar e da Yintenzo tem conjugado rapidez e uma assinalável consistência, aparecendo regularmente nos lugares cimeiros e aproveitando praticamente todas as oportunidades para somar pontos importantes.
Na Serra da Estrela terminou no pódio e, na Capital do Móvel, voltou a elevar a fasquia, conquistando um excelente segundo lugar atrás de José Rodrigues.
Essa capacidade para estar constantemente presente transformou-se numa arma poderosa. Chega à pausa de verão em segundo, apenas oito pontos atrás do campeão, e perfeitamente envolvido na discussão do título.
Beatriz Correia está cada vez mais rápida
Se Vilaça tem feito da regularidade uma das suas grandes armas, a sua jovem conterrânea Beatriz Correia protagoniza uma das evoluções mais interessantes da temporada. A jovem piloto da JC Group Racing Team em nada se tem mostrado intimidada por ter dado o salto para os GT e está cada vez mais rápida e confiante com o Porsche 992 GT3 Cup, conseguindo transformar essa crescente competitividade em resultados.
Na Serra da Estrela assinou uma das suas melhores exibições da época, levando o Porsche ao segundo lugar dos GT depois de um fim de semana disputado a ritmo fortíssimo. Os 93 pontos que possui colocam-na apenas dois atrás de Daniel Vilaça e dez de José Rodrigues, números que transformam a jovem piloto numa candidata efetiva à discussão dos lugares mais importantes nas três provas que faltam disputar.
Temporada já com três vencedores diferentes
Mas uma das características mais interessantes destes GT é que o domínio de José Rodrigues não significou exclusividade nas vitórias. Logo na abertura da temporada, André Fernandes mostrou ao que vinha, levando o poderoso Porsche 991 GT-R da AF Motorsport ao triunfo na Rampa Porca de Murça. Foi uma entrada de luxo numa temporada onde, infelizmente, a presença de André Fernandes foi pontual.
Outro dos nomes incontornáveis deste balanço é José Carlos Pouca Sorte. O piloto demonstrou inequivocamente possuir andamento para discutir vitórias e chegou mesmo ao lugar mais alto do pódio na Rampa do CAR. A classificação oficial atribui-lhe 49 pontos, apesar de uma participação fortemente condicionada pelas ausências.
Infelizmente, problemas de saúde afastaram-no de quase todas as jornadas e impediram que pudesse dar continuidade aos resultados alcançados. A vitória que já conquistou diz muito sobre aquilo que poderia ter sido a sua temporada com uma participação regular. Fica, sobretudo, o desejo de que possa regressar em pleno para voltar a engrossar uma luta onde tem claramente argumentos para estar entre os melhores.
Participações de luxo aumentaram a fasquia
E olhar apenas para a classificação seria insuficiente para avaliar a qualidade do plantel GT que passou pelas primeiras cinco jornadas. Além de André Fernandes e José Carlos Pouca Sorte, pilotos como Carlos Vieira, o campeão luxemburguês Michel Fernandes e o espanhol António Gutiérrez Sánchez acrescentaram ainda mais qualidade e poder de fogo nas suas participações pontuais.
São presenças que ajudaram a explicar por que razão os GT se têm afirmado como uma das frentes mais apelativas do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.
Cinco provas depois, José Rodrigues lidera, mas, apenas dez pontos separam os três primeiros classificados quando faltam disputar Boticas, Arrábida e Caramulo.
Agora faltam três rampas para descobrir se o campeão transformará essa autoridade numa nova coroa ou se os perseguidores ainda conseguirão mudar o rumo da batalha.
A primeira metade da temporada de 2026 teve tanto de bem-sucedida como de atribulada para a Power House, uma das estruturas de referência do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.
Ao longo das primeiras provas, a equipa poveira somou vitórias absolutas, conquistou a Taça de Portugal de Montanha, colocou diferentes pilotos nos lugares de pódio e confirmou a competitividade das máquinas que prepara e assiste.
Pelo caminho, enfrentou também problemas técnicos que condicionaram seriamente a defesa do título absoluto protagonizada por Hélder Silva e transformaram por completo as contas do campeonato.
Hélder Silva: do arranque perfeito a uma luta contra a mecânica
A classificação de Hélder Silva talvez seja a melhor demonstração de como esta primeira metade do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group foi imprevisível. O pentacampeão nacional começou exatamente como um campeão. Aos comandos da Norma FC20, venceu de forma autoritária a Rampa Porca de Murça e repetiu o triunfo na Rampa da Penha. Duas provas, duas vitórias e a sensação de que poderia voltar a assumir o controlo do campeonato.
Mas a mecânica decidiu baralhar completamente as contas. Na Rampa Serra da Estrela-Covilhã, problemas sucessivos condicionaram praticamente todo o fim de semana. Ainda assim, Hélder Silva conseguiu mostrar a velocidade habitual, assinando o melhor tempo absoluto numa das subidas e salvando um importante terceiro lugar.
Na Rampa CAR, os problemas técnicos agravaram-se de tal forma que o pentacampeão não conseguiu completar qualquer subida. Seguiu-se a ausência na Rampa Capital do Móvel, consumando uma sequência particularmente penalizadora para as suas aspirações.
O resultado é tão inesperado quanto elucidativo: depois de iniciar o campeonato com duas vitórias consecutivas, Hélder Silva chega à pausa de verão no quarto lugar da classificação absoluta, com 72 pontos, a 34 do líder, Tomás Pinto.
Continua a ser Hélder Silva e, por isso, ninguém poderá retirá-lo antecipadamente da discussão do título. No entanto, Boticas, Arrábida e Caramulo transformam-se agora em três provas nas quais o campeão não poderá desperdiçar oportunidades.
Afonso Santos conquistou a Taça de Portugal
A Rampa Internacional da Falperra marcou a única participação de Afonso Santos nesta primeira metade da época, mas o jovem piloto poveiro não precisou de mais do que essa oportunidade para deixar uma marca profunda.
Na estreia aos comandos da Osella PA2000 EVO2 LMR, Afonso Santos protagonizou uma exibição de enorme qualidade e conquistou a vitória absoluta na Taça de Portugal de Montanha 2026.
Num cenário de elevada exigência, perante uma concorrência forte e numa das rampas mais importantes e difíceis do calendário, o jovem piloto confirmou a sua capacidade de adaptação e voltou a evidenciar o enorme potencial que possui.
Nuno Caetano vive a melhor temporada da carreira
Se existe um piloto cuja trajetória ao longo destas cinco provas pode ser descrita como um verdadeiro crescendo, esse piloto é Nuno Caetano. O português radicado em Londres foi extraindo progressivamente todo o potencial da Osella PA2000 EVO2 LMR da Power House, aproximando-se dos lugares da frente até alcançar aquilo que há muito perseguia.
Depois de conquistar um excelente segundo lugar absoluto na Rampa CAR, Nuno Caetano chegou à Rampa Capital do Móvel determinado a atacar a vitória. Na Serra da Agrela, foi o homem a bater, dominou o fim de semana e conquistou o primeiro triunfo absoluto da sua carreira no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group. Foi uma vitória tão histórica quanto merecida, que confirmou a melhor temporada de sempre do “globetrotter” e o colocou definitivamente no centro das contas do campeonato.
Nuno Caetano chega à pausa de verão com 87 pontos, apenas seis atrás de José Correia e a 19 do líder, Tomás Pinto. Mais do que a proximidade pontual, a evolução exibida ao longo das últimas provas permite-lhe encarar a segunda metade da época no melhor momento da sua carreira.
Gonçalo Inácio cresce prova após prova
Gonçalo Inácio foi a aquisição mais recente da Power House. O piloto que defende as cores da Diatosta estreou-se com a equipa na Rampa da Penha, assumindo os comandos do BRC B49 EVO, e rubricou desde então exibições de grande nível.
Nas quatro provas que disputou, Gonçalo Inácio subiu sempre ao pódio dos Protótipos B, aproximando-se progressivamente dos lugares da frente. Esse crescimento teve um dos seus momentos mais marcantes na Rampa CAR, onde alcançou o primeiro pódio absoluto da carreira. Com 62 pontos, ocupa atualmente um excelente quinto lugar na classificação absoluta do campeonato e é terceiro entre os Protótipos B, a apenas cinco pontos do segundo classificado.
A consistência dos resultados, aliada à evolução demonstrada em cada prova, coloca Gonçalo Inácio entre os pilotos que mais se afirmaram durante esta primeira metade da temporada.
Sérgio Nogueira mantém-se na luta nos Protótipos B
A Power House continua igualmente responsável pela preparação e assistência do Silver Car S3 de Sérgio Nogueira. O piloto bracarense ocupa o segundo lugar na classificação dos Protótipos B e já subiu por três vezes ao pódio da divisão nas cinco provas disputadas.
A regularidade apresentada permite-lhe chegar à segunda metade da época totalmente envolvido na luta pelos primeiros lugares, constituindo mais uma frente competitiva de grande importância para a estrutura poveira.
Com as vitórias absolutas de Hélder Silva e Nuno Caetano, a conquista da Taça de Portugal por Afonso Santos, a afirmação de Gonçalo Inácio e a consistência de Sérgio Nogueira, a Power House fecha esta primeira metade da temporada com um balanço claramente positivo.
Os problemas técnicos impediram que todos os objetivos fossem plenamente concretizados, mas não diminuíram a capacidade competitiva demonstrada pela equipa. A segunda metade do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group será, por isso, encarada com ambição renovada, com a Power House envolvida em várias das principais decisões da temporada.
José Carlos Magalhães faz um balanço exigente, mas confiante, da primeira metade da temporada no Campeonato de Portugal de Montanha 1300 JC Group. Aos comandos do Peugeot 205 Rallye, o piloto e líder da MNE Sport tem estado repetidamente muito perto dos lugares de topo, mas viu vários contratempos técnicos impedirem que os resultados traduzissem o potencial demonstrado em prova.
Entre problemas de caixa, questões elétricas, falhas de fiabilidade e pequenos episódios que fizeram grande diferença, José Carlos Magalhães assume que ficou a sensação de que a vitória já podia ter surgido: “Estive sempre muito perto, mas depois acabámos por perder por coisas pequenas, que infelizmente não deixaram que o resultado fosse aquele que queria. Estou convencido de que já poderíamos ter conseguido algo melhor”, afirma o piloto da MNE Sport.
Ao longo das primeiras provas, o Peugeot 205 Rallye foi revelando competitividade, mas também alguns pontos a resolver. Em Murça, uma questão relacionada com a caixa de velocidades obrigou a trabalho extra da equipa. Na Penha, onde José Carlos Magalhães tinha grande expectativa de lutar pela vitória, um problema no distribuidor impediu uma prova limpa, ainda que a última subida tenha confirmado o andamento do conjunto.
“Na Penha tinha muita esperança de poder ganhar, porque conheço bem a rampa. O problema no distribuidor condicionou-nos bastante, mas na última subida, já limpa, consegui fazer o segundo tempo. Isso mostrou que havia margem para algo muito melhor”, recorda.
Na Rampa Serra da Estrela-Covilhã, José Carlos Magalhães esteve novamente muito perto do triunfo, numa prova decidida por uma margem mínima. Ainda assim, o fim de semana deixou uma marca importante: o recorde dos 1300 na rampa.
“A Serra da Estrela foi, sem dúvida, a prova em que estive mais perto da vitória. Deu muito gozo lutar daquela forma e valeu, pelo menos, pelo recorde dos 1300 da rampa, que foi algo muito bom”, sublinha.
Já na Rampa do CAR, em Santa Marta de Penaguião, nova contrariedade logo no arranque comprometeu o fim de semana. A quebra da embraiagem e, posteriormente, problemas de temperatura no Peugeot 205 Rallye voltaram a impedir uma classificação mais condizente com a ambição do piloto.
Depois desses contratempos, a MNE Sport trabalhou para resolver os problemas detetados e o resultado surgiu na Rampa Capital do Móvel, em Paços de Ferreira, onde José Carlos Magalhães voltou a mostrar andamento de vitória e a confirmar que o projeto está cada vez mais competitivo.
“O Peugeot 205 Rallye está neste momento a um nível muito bom. A única questão que ainda queremos melhorar é a dos travões, que será trabalhada. Pelo carro, estou convencido de que conseguimos chegar lá”, afirma.
Apesar de reconhecer o mérito dos adversários, em especial de Armando Freitas pelo arranque forte de temporada e de Diogo Marques pela competitividade demonstrada em Paços de Ferreira, José Carlos Magalhães considera que a luta no Campeonato de Portugal de Montanha 1300 JC Group está longe de estar encerrada: “Está lançado o campeonato. Sei que é muito difícil chegar ao título, e há que dar mérito ao Armando, que fez quatro primeiras provas muito boas. Mas estou convencido de que as próximas três provas vão ser bastante competitivas. Podemos ganhar alguma delas, ou até as três. Ainda é possível ser campeão. Logo se vê”,
Para a segunda metade da época, o objetivo é assumido sem rodeios: “O objetivo é vencer as provas. Não há outro objetivo. Queremos ganhar as três provas que faltam”.
MNE Sport aposta no presente e no futuro da Montanha
Para além da sua vertente de piloto, José Carlos Magalhães faz também um balanço positivo da evolução da MNE Sport enquanto estrutura. A equipa tem vindo a consolidar a sua presença na Montanha nacional, apostando em projetos competitivos e no acompanhamento de pilotos em diferentes fases das suas carreiras.
Um dos nomes em maior destaque é Salvador Coelho, jovem piloto de apenas 17 anos, que tem dado excelente conta de si aos comandos do Toyota Yaris no Campeonato de Portugal de Montanha 1300 JC Group.
“Temos o Salvador Coelho, que no ano passado fez duas provas com o Uno, ainda com 16 anos, e este ano já está connosco com 17. É um jovem que praticamente só conduz quando vai para as provas, porque ainda não conduz no dia a dia. Fizemos uma preparação bastante boa para ele e acho que tem conseguido cumprir muito bem”, explica José Carlos Magalhães.
O líder da MNE Sport não esconde o entusiasmo com o potencial do jovem piloto: “O Salvador tem tudo para crescer e para ser um miúdo de montanha. A continuar, estou convencido de que será uma das certezas no futuro da modalidade. Agora é importante que consiga criar apoios para continuar, porque talento e vontade existem”, sublinha.
José Carlos Magalhães destaca ainda o momento positivo que a Montanha atravessa ao nível da renovação geracional: “A Montanha tem neste momento vários jovens com muito potencial. Isso deixa-me muito feliz, porque mostra que há futuro e que estamos a conseguir passar esta paixão às novas gerações”, afirma.
Na estrutura da MNE Sport, há também espaço para outros projetos, como Paulo Oliveira, que continua o seu percurso de aprendizagem e consolidação nos 1300, e Ivo Machado, piloto com vasta experiência no automobilismo enquanto navegador de ralis e que tem vindo a descobrir a Montanha com objetivos bem definidos.
“Temos pilotos com perfis diferentes, ambições diferentes e fases diferentes de evolução. O importante é criar condições para que todos possam competir, crescer e desfrutar da modalidade”, refere José Carlos Magalhães.
Com três provas ainda por disputar, a MNE Sport olha para a segunda metade da temporada com ambição reforçada. José Carlos Magalhães quer lutar por vitórias, manter vivo o campeonato e contribuir para afirmar ainda mais o Campeonato de Portugal de Montanha 1300 JC Group como uma das competições mais competitivas e interessantes da Montanha nacional.
“Quero ganhar, obviamente, e vou lutar pelo campeonato. O Campeonato de Portugal de Montanha 1300 JC Group é tão ou mais competitivo como qualquer outro e merece ter a notoriedade que deve ter. E eu acho que merece muita”, conclui.
Tomás Pinto chega ao verão no comando absoluto do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, perseguido por José Correia e Nuno Caetano, numa primeira metade de época marcada por quatro vencedores diferentes e constantes reviravoltas.
Com o Campeonato de Portugal de Montanha JC Group a viver agora a pausa de verão, chegou o momento de dissecar tudo aquilo que tornou a primeira metade da temporada tão intensa, imprevisível e frenética. Este é o primeiro de vários editoriais dedicados ao balanço das diferentes frentes competitivas do campeonato, começando, naturalmente, pela discussão pelo título absoluto, onde cinco provas produziram quatro vencedores diferentes, várias reviravoltas e uma classificação que promete deixar tudo em aberto para as três derradeiras jornadas.
Murça, Penha, Serra da Estrela-Covilhã, Rampa do CAR e Capital do Móvel ergueram histórias muito diferentes, mas desembocaram numa realidade que poucos antecipariam no arranque da época: aos 18 anos, Tomás Pinto chegou às férias na liderança absoluta do campeonato. O jovem duriense soma 106 pontos, dispondo de 13 de vantagem sobre José Correia, segundo com 93. Nuno Caetano está cada vez mais próximo e ocupa o terceiro lugar, com 87, enquanto o pentacampeão nacional em título Hélder Silva caiu para quarto, com 72. Gonçalo Inácio, com 62, completa o Top 5.
Tomás Pinto: de revelação a líder absoluto
Já não faz sentido falar de Tomás Pinto apenas como uma promessa da Montanha portuguesa. A primeira metade da temporada transformou definitivamente o jovem piloto da Famaconcret Racing Team numa das grandes figuras do campeonato. Aos comandos do BRC CM05 Evo, preparado pela FR Power, o talento de Mesão Frio tem conseguido desafiar sistematicamente os mais poderosos Protótipos A, aliando uma velocidade impressionante a uma maturidade pouco habitual para os seus 18 anos.
Pódio em Murça, nova presença entre os primeiros na Penha e um brilhante segundo lugar absoluto na Serra da Estrela foram construindo uma temporada que atingiu outra dimensão na Rampa CAR. Na “Serpente do Douro”, Tomás Pinto assinou uma exibição para a história. Foi o mais rápido nas seis subidas do programa, pulverizou sucessivamente o recorde dos Protótipos B e tornou-se no mais jovem vencedor absoluto de sempre de uma prova do Campeonato de Portugal de Montanha.
Na Capital do Móvel voltou a colocar o BRC no pódio absoluto, em terceiro. Chega às férias com 106 pontos e no lugar mais desejado de todos: a liderança absoluta.
José Correia continua à espreita
Apenas 13 pontos atrás está José Correia. O piloto e patrão da JC Group Racing Team tem encontrado na sua garra e velocidade e na Osella PA30 argumentos fortíssimos para lutar pelas vitórias e começou a época com dois segundos lugares, em Murça e na Penha. A recompensa chegou na terceira jornada.
Na exigente Rampa Serra da Estrela-Covilhã, Correia construiu uma exibição muito sólida e conquistou a primeira vitória absoluta de 2026, assumindo-se definitivamente como candidato ao título.
A Rampa CAR trouxe o grande revés. Uma forte saída na 1ª Subida Oficial deixou a Osella bastante danificada e o piloto sem pontuar. Três semanas depois, porém, José Correia respondeu como candidato: regressou na Capital do Móvel e terminou em segundo. Com 93 pontos, continua perfeitamente colocado para atacar a liderança nas três rampas decisivas e é, claramente, um dos grandes favoritos.
Nuno Caetano encontrou finalmente o caminho para o triunfo
Se existe um piloto cuja trajetória ao longo destas cinco provas pode ser descrita como um crescendo, é Nuno Caetano. O português radicado em Londres foi progressivamente extraindo todo o potencial da Osella PA2000 EVO2 LMR da Power House, aproximando-se dos lugares da frente até alcançar aquilo que há muito perseguia.
Depois de terminar num excelente segundo lugar absoluto na Rampa CAR, Caetano chegou à Capital do Móvel preparado para atacar. E não falhou. Na Serra da Agrela foi o homem a bater, dominando o fim de semana e conquistando finalmente a primeira vitória absoluta da sua carreira no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.
O triunfo colocou-o definitivamente no centro das contas. Soma 87 pontos, apenas seis menos que José Correia e 19 atrás de Tomás Pinto. Nuno Caetano chega, portanto, às férias no melhor momento da temporada.
Hélder Silva: do arranque perfeito a uma sucessão de pesadelos
A classificação de Hélder Silva talvez seja a melhor demonstração de como esta primeira metade do campeonato foi imprevisível. O pentacampeão nacional começou exatamente como um campeão: venceu em Murça e repetiu o triunfo na Penha. Duas provas, duas vitórias e a sensação de que o homem da Norma FC20 poderia novamente assumir o controlo do campeonato.
Mas a mecânica decidiu baralhar completamente as contas. Na Serra da Estrela-Covilhã, problemas sucessivos condicionaram praticamente todo o fim de semana. Ainda assim, Hélder conseguiu mostrar a velocidade habitual, assinando o melhor tempo absoluto numa das subidas, e salvou um importante terceiro lugar.
Na Rampa CAR, os problemas técnicos agravaram-se de tal forma que não conseguiu completar qualquer subida. Seguiu-se a ausência na Capital do Móvel. Resultado: depois de começar o campeonato com duas vitórias consecutivas, o campeão chega ao verão no quarto lugar, com 72 pontos, já a 34 de Tomás Pinto.
Continua a ser Hélder Silva e, por isso, ninguém pode retirá-lo das contas. Mas Boticas, Arrábida e Caramulo transformam-se agora em três provas onde não poderá desperdiçar oportunidades.
Gonçalo Inácio lidera um segundo pelotão fortíssimo
Logo atrás dos quatro primeiros encontramos outra das grandes afirmações da época. Gonçalo Inácio, aos comandos do BRC B49, tem vindo a crescer prova após prova. O piloto que defende as cores da Diatosta, com preparação da Power House, aproximou-se progressivamente da frente e alcançou na Rampa CAR o primeiro pódio absoluto da carreira. Com 62 pontos, ocupa um excelente quinto lugar absoluto.
E imediatamente atrás a luta é apertadíssima. Sérgio Nogueira, com o Silver Car S3, soma 52 pontos, enquanto Nuno Guimarães, no Silver Car S2, tem 50. Apenas dois pontos separam sexto e sétimo classificados, dois pilotos que têm mostrado velocidade suficiente para aparecer regularmente entre os lugares cimeiros da geral.
O oitavo lugar absoluto pertence a José Rodrigues, com 44 pontos, resultado particularmente significativo por ser alcançado aos comandos de um Porsche 992 GT3 Cup. O campeão nacional da Categoria GT tem sido praticamente incontestável na sua frente competitiva, mas a eficácia do piloto bracarense e a competitividade do Porsche preparado pela RACAR Motorsport têm permitido algo mais: intrometer-se regularmente entre os Protótipos na classificação absoluta.
A fechar o Top 10 aparecem Luís Nunes, nono com 33 pontos, e Carlos Gonçalves, décimo com 29. No caso de Luís Nunes, a posição absoluta resulta de uma primeira metade de época fortíssima com o Škoda Fabia Super Car, embora a análise do seu domínio nos Super Challenge mereça igualmente um balanço autónomo.
Três rampas para decidir tudo
O Campeonato de Portugal de Montanha JC Group está agora no intervalo de verão. Depois será tempo das três derradeiras e decisivas batalhas: Boticas, Arrábida e Caramulo.
Tomás Pinto tem juventude, talento, velocidade e uma vantagem preciosa. José Correia está apenas a 13 pontos e já mostrou que tem armas para vencer. Nuno Caetano atravessa o melhor momento da temporada. E Hélder Silva terá de lançar uma recuperação à campeão para voltar a colocar-se onde se habituou a estar.
Cinco provas produziram quatro vencedores absolutos diferentes e colocaram um jovem de apenas 18 anos no comando do campeonato. Faltam três. E, depois de tudo aquilo a que já assistimos em 2026, ninguém se atreverá a garantir como terminará esta história.
Tricampeão europeu apresentou o novo protótipo equipado com motor EMAP, vestido com as cores da Macedónia do Norte, para enfrentar a elite absoluta do Campeonato da Europa de Montanha.
Igor Stefanovski prepara-se para protagonizar uma das maiores mudanças da sua carreira. O piloto da Macedónia do Norte apresentou a NOVA NP01 Turbo EMAP com que dará o salto para a Categoria 2 do Campeonato da Europa de Montanha. A decoração, inspirada nas cores nacionais, reforça a forte ligação de Stefanovski ao seu país e confere uma identidade marcante ao protótipo com que passará a medir forças entre os automóveis mais rápidos da modalidade.
Mais do que uma mudança de viatura, o novo projeto representa a concretização de uma ambição com mais de uma década. Quando conquistou o primeiro título europeu, em 2014, Stefanovski já assumia como grande sonho competir na Categoria 2 com um protótipo. Nesse ano, tornou-se no primeiro piloto macedónio campeão europeu de Montanha da FIA, depois de vencer oito das 12 provas disputadas com o Mitsubishi Lancer Evo X de Grupo N. O piloto renovou o título da Categoria 1 em 2015, antes de experimentar também as corridas de circuito, nomeadamente a Taça Europeia de Carros de Turismo, em 2016, com um SEAT da Lema Racing.
Stefanovski regressou ao topo continental em 2023, conquistando o terceiro título da Categoria 1 aos comandos de um Hyundai i30 N TCR, numa temporada em que somou 193 pontos e bateu Nicolas Werver por sete.
Na presente época, vinha competindo com um Ferrari 488 Challenge Evo na Categoria 1, ocupando o quarto lugar do Grupo 1 após as primeiras jornadas em que participou. A chegada da NOVA NP01 Turbo abre agora um capítulo completamente diferente.
Mais leve, radical e concebido para lutar pelos melhores tempos absolutos, o protótipo exigirá um processo natural de adaptação, mas coloca um dos pilotos mais experientes e titulados da Categoria 1 perante o desafio que há muito desejava enfrentar. Doze anos depois de revelar o sonho, Igor Stefanovski está finalmente pronto para atacar a Categoria 2.
Piloto de Mesão Frio manteve uma evolução constante ao longo da Rampa Capital do Móvel e levou o Honda Civic Type R ao segundo lugar da categoria.
Alberto Pereira voltou a imprimir um andamento muito competitivo no Campeonato de Portugal de Montanha, conquistando o segundo lugar dos Super Challenge C na Rampa Capital do Móvel – Paços de Ferreira. Ao volante do inconfundível Honda Civic Type R amarelo, o piloto de Mesão Frio foi melhorando progressivamente os seus tempos ao longo de um fim de semana marcado pela rapidez e exigência dos 4,2 quilómetros do traçado.
Na primeira subida oficial de treinos, Alberto Pereira registou 2m25,255s, à média de 101,61 km/h, ocupando a terceira posição da categoria. Na passagem seguinte, melhorou para 2m24,743s, elevando a média para 101,97 km/h. O primeiro grande salto surgiu na subida inaugural de prova. Alberto Pereira assinou um registo de 2m20,456s, à média de 105,08 km/h, confirmando que estava determinado a entrar na discussão pelos lugares cimeiros.
No domingo, o piloto começou por completar a última subida de treinos em 2m21,823s. Na segunda passagem de prova voltou a baixar o tempo, estabelecendo a sua melhor marca do fim de semana em 2m19,527s, à média de 105,78 km/h. Na derradeira subida, Alberto Pereira manteve o forte andamento e confirmou o segundo lugar final nos Super Challenge C, assegurando mais uma presença no pódio.
“Foi uma boa prova. Estava decidido a lutar pela vitória e esse foi o único objetivo que não conseguimos alcançar. De resto, fomos melhorando os nossos tempos e o carro está cada vez mais rápido”, afirmou.
O piloto valorizou também o ambiente vivido em Paços de Ferreira e o comportamento do Honda Civic Type R. “Diverti-me e passei um excelente fim de semana. Agora é começar a pensar na próxima jornada, que terá lugar em setembro”, concluiu Alberto Pereira.
O “gentleman driver” bracarense voltou a brilhar na 7ª Rampa Capital do Móvel, conquistou o quarto pódio consecutivo da temporada e reforçou a melhor campanha desde que apostou na Categoria GT.
A temporada de 2026 está a ser a mais forte e consistente de Daniel Vilaça desde que decidiu abraçar o desafio da Categoria GT no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group. Mais rápido, mais competitivo e revelando um foco poucas vezes visto, o piloto bracarense voltou a estar em plano de evidência na Rampa Capital do Móvel, onde conquistou o segundo lugar da categoria e ascendeu à vice-liderança do campeonato.
A três provas do final da época, Daniel Vilaça assume-se agora como o principal candidato ao vice-campeonato nacional dos GT. Um estatuto conquistado através da regularidade e da velocidade, apesar de competir com o único Porsche 997.2 GT3 Cup presente num pelotão onde predominam viaturas de gerações mais recentes.
Quarto pódio consecutivo confirma época de alto nível
Na exigente passagem pela Serra da Agrela, em Paços de Ferreira, Daniel Vilaça voltou a responder com uma exibição sólida. As temperaturas elevadas e a rapidez do traçado aumentaram o grau de dificuldade, mas o piloto foi evoluindo ao longo das diferentes subidas e melhorando sucessivamente os seus registos.
Sem cometer erros e encontrando progressivamente uma afinação mais eficaz para o Porsche, o piloto do Grupo Acrescentar, Nortempresa e Yntenzo consolidou-se entre os mais rápidos da categoria. A presença de concorrentes internacionais e o elevado nível competitivo da prova valorizaram ainda mais o segundo lugar alcançado, que representou o quarto pódio consecutivo de Daniel Vilaça na temporada.
“Foi um fim de semana muito positivo. Conseguimos melhorar a cada subida e encontrar um bom compromisso no carro, o que nos permitiu terminar no segundo lugar da Categoria GT”, destacou. “É um resultado muito importante para as contas do campeonato e que recompensa todo o trabalho realizado pela equipa”, acrescentou Daniel Vilaça.
A subida ao segundo lugar do campeonato representa mais do que um simples resultado pontual. Confirma a evolução de um piloto que, ao longo de 2026, tem conjugado a experiência de um verdadeiro gentleman driver com uma competitividade cada vez mais musculada.
Daniel Vilaça não parece preocupado com a diferença de gerações entre o seu Porsche e as restantes máquinas do pelotão. Pelo contrário, tem utilizado a consistência, o conhecimento do carro e a crescente rapidez para construir uma candidatura sólida aos lugares de maior destaque: “Estamos a fazer uma época muito consistente. Este foi o nosso quarto pódio consecutivo e queremos continuar nesta trajetória.Ainda há muito campeonato pela frente e saímos de Paços de Ferreira mais fortes e motivados para aquilo que aí vem”, garantiu o piloto bracarense.
Daniel Vilaça deixou ainda uma palavra de reconhecimento a todos os que sustentam o projeto: “Quero agradecer à equipa, aos patrocinadores, à minha família e a todos os que nos acompanham de perto. Este projeto só é possível graças ao apoio e à confiança de todos eles.”
Tomás Pinto voltou a protagonizar uma exibição de enorme nível no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group. Na 7.ª Rampa Capital do Móvel, o jovem piloto da Famaconcret Racing Team conquistou a quinta vitória consecutiva na Divisão Protótipos B e deixou praticamente resolvida a luta pelo título.
Aos comandos do BRC CM05 Evo preparado pela FR Power, o talento duriense voltou a “voar baixinho” nos 4.100 metros do exigente traçado de Paços de Ferreira, confirmando o domínio que tem exercido desde o arranque da época. Cinco provas, cinco triunfos e cinco recordes de traçado constituem um percurso absolutamente irrepreensível para o piloto de apenas 18 anos, que continua a assumir-se como uma das grandes figuras do Campeonato.
Único Protótipo B abaixo dos dois minutos
Tomás Pinto estabeleceu um novo recorde da tipologia de Protótipos B na Rampa Capital do Móvel, fixando a nova referência em 1:57.221. O piloto da Famaconcret Racing Team foi mesmo o único concorrente dos Protótipos B a conseguir baixar da barreira dos dois minutos, “devorando” os 4.100 metros de asfalto do traçado pacense com uma rapidez e eficácia que deixaram a concorrência sem argumentos.
Depois da histórica vitória absoluta alcançada na ronda anterior, na Rampa do CAR, em Santa Marta de Penaguião, Tomás Pinto voltou a demonstrar toda a sua velocidade, maturidade e consistência competitiva. O triunfo em Paços de Ferreira reforçou de forma decisiva a sua robusta liderança na classificação pontual dos Protótipos B. A conquista do título ainda não está matematicamente confirmada, mas tudo indica que a questão poderá ficar definitivamente resolvida na próxima jornada do campeonato, em Boticas.
“Foi um fim de semana muito positivo. Conseguimos praticamente resolver a questão do título nos Protótipos B. São cinco corridas, cinco vitórias e cinco recordes de traçado, por isso estou muito feliz com o meu desempenho”, começou por destacar Tomás Pinto.
O jovem piloto fez questão de repartir os méritos de mais um resultado de excelência com toda a estrutura que o acompanha: “Este desempenho é fruto do meu trabalho, mas, principalmente, do trabalho de toda a equipa e de todas as pessoas que a envolvem. O título, quando acontecer, será também deles”.
Apesar da campanha praticamente perfeita e da proximidade da conquista do título nos Protótipos B, Tomás Pinto garante que não haverá qualquer abrandamento nas três provas que ainda faltam disputar: “A época ainda não terminou. Faltam três corridas e vamos encará-las com a mesma ambição, concentração e vontade de vencer que nos trouxeram até aqui. Vamos continuar a lutar”, assegurou.
Tomás Pinto permanece também na liderança da classificação absoluta do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, posição extraordinária para um piloto que compete com um Protótipo B perante adversários equipados com os mais potentes Protótipos A. Embora reconheça que não parte como favorito para a conquista do título máximo da Montanha portuguesa, o “Super Tomás” não esconde que estará preparado para aproveitar qualquer oportunidade: “Título nacional absoluto? Bem… não somos favoritos, mas lideramos. Caso a oportunidade surja, tudo faremos para o alcançar!”, concluiu.
Com cinco vitórias e cinco recordes em outras tantas provas, Tomás Pinto deixa Paços de Ferreira cada vez mais perto do título dos Protótipos B e mantém vivo um sonho que, no início da temporada, parecia teoricamente quase impossível: lutar pela conquista absoluta do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.
Campeão nacional em título venceu todas as subidas da Categoria GT, terminou no Top 10 absoluto e aumenta vantagem na liderança do campeonato.
José Rodrigues regressou ao Campeonato de Portugal de Montanha JC Group da melhor forma possível. Depois da ausência na Rampa do CAR, o campeão nacional em título da Categoria GT protagonizou uma exibição de enorme nível na 7.ª Rampa Capital do Móvel, conquistando uma vitória inequívoca entre os GT e reforçando a liderança do campeonato.
Na estreia absoluta no exigente traçado de Paços de Ferreira, o piloto bracarense voltou a demonstrar toda a sua rapidez e capacidade de adaptação, impondo-se em todas as subidas do fim de semana ao volante do Porsche 992 GT3 Cup apoiado pela Repsol e preparado pela RACAR Motorsport.
Num fim de semana marcado por um nível competitivo particularmente elevado, com um verdadeiro duelo entre vários Porsche e a presença de pilotos estrangeiros de grande qualidade, entre os quais o campeão do Luxemburgo, José Rodrigues foi sempre a principal referência da Categoria GT, assinando ainda um lugar bem dentro do Top 10 da classificação absoluta.
A melhor marca do fim de semana, fixada em 2:04.418, confirmou a competitividade do conjunto piloto, carro e equipa numa prova onde cada subida exigiu máxima concentração e eficácia. Com esta vitória, José Rodrigues consolida a liderança da Categoria GT e dá mais um passo firme na caminhada rumo ao segundo título nacional consecutivo.
No final da prova, o piloto fazia um balanço extremamente positivo do fim de semana: “Mais uma prova superada a 100%. Felizmente vencemos todas as subidas graças a mais um excelente trabalho da RACAR Motorsport. Num traçado novo e muito desafiante, procurámos entrar fortes desde o início para afastar a concorrência e não dar margem para qualquer deslize. Foi um enorme prazer competir perante tanto público e quero também deixar uma palavra de reconhecimento à organização, que realizou um excelente trabalho ao longo de todo o fim de semana”.
O resultado alcançado em Paços de Ferreira reforça o excelente momento de forma do campeão nacional, que continua a demonstrar uma rápida adaptação ao Porsche 992 GT3 Cup. O trabalho desenvolvido pela RACAR Motorsport, aliado à performance proporcionada pelos combustíveis e lubrificantes Repsol, voltou a revelar-se determinante para um fim de semana praticamente perfeito.
Demos mais um passo importante na conquista do bicampeonato nacional. Agora é tempo de fazer uma pausa, recuperar energias e regressar ainda mais fortes na Rampa de Boticas”, acrescentou.
Com cinco provas disputadas e uma vantagem reforçada na liderança do campeonato, José Rodrigues entra agora na pausa de verão em posição privilegiada para atacar a fase decisiva da temporada, mantendo intacto o objetivo de renovar o título nacional da Categoria GT.