A Diatosta ganhou esta temporada um reforço de peso. Atual vice-campeão nacional de Turismo, Gonçalo Inácio abraçou um desafio completamente novo ao trocar os carros de Turismo pelo BRC B49 EVO preparado pela Power House e não demorou a afirmar-se entre os Protótipos B, numa das divisões mais competitivas do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.
O balanço das primeiras quatro participações não podia ser mais consistente: quatro provas, quatro presenças no pódio dos Protótipos B. Gonçalo Inácio conquistou um terceiro lugar e terminou as restantes três jornadas na segunda posição, resultados que o colocam atualmente no 3.º lugar da tabela pontual da divisão e numa excelente 5.ª posição da classificação geral absoluta do campeonato.
Números que confirmam a rápida adaptação do piloto da Diatosta a uma realidade técnica profundamente diferente daquela que marcou as últimas temporadas da sua carreira: “Posso dizer que esta primeira metade da época foi bastante positiva. A adaptação ao carro tem sido boa, mas temos trabalhado muito. Não apenas nos ‘setups’ e na tentativa de ajustar o carro à minha condução, mas sobretudo na mudança de ‘mindset’. Nos últimos anos conduzi sempre carros de tração dianteira e a condução de um tração traseira é completamente diferente.”
Nesse processo, o trabalho não passa apenas por moldar o BRC B49 EVO às preferências do piloto. Gonçalo Inácio reconhece que também ele tem procurado alterar hábitos e compreender melhor as exigências específicas do protótipo: “Tem sido um processo de adaptação nos dois sentidos: ajustar o carro à minha condução, mas, acima de tudo, ajustar-me eu àquilo que o carro exige. A cada prova conheço-o melhor, ganho confiança e consigo aproximar-me mais dos limites.”
Depois da pausa de verão, Gonçalo Inácio regressa à competição na Rampa Internacional de Boticas, sexta jornada do campeonato. O exigente traçado transmontano, conhecido pela sua rapidez e elevado grau de dificuldade, promete nova batalha intensa numa divisão em que as diferenças são reduzidas: “é um traçado muito rápido e desafiante. O campeonato já é matematicamente impossível, mas isso não altera a nossa ambição. Queremos lutar pela vitória nos Protótipos B e, acima de tudo, tentar vencer a prova de Boticas.”
Com a conquista do título já matematicamente afastada, o piloto da Diatosta não esconde que a ambição passa agora por transformar a consistência e a evolução demonstradas numa primeira vitória entre os Protótipos B: “Espero encontrar em Boticas uma prova muito disputada e com um nível competitivo extremamente elevado. Queremos entrar fortes desde a primeira subida, colocar-nos imediatamente entre os mais rápidos e, a partir daí, continuar a trabalhar no carro, no ‘setup’ e também na minha condução.”
O piloto está consciente da dimensão do desafio, mas garante que enfrentará as três últimas jornadas com determinação: “Sabemos que será muito difícil, mas vamos dar tudo nas três provas que faltam e lutar até ao último quilómetro. Queremos continuar a evoluir e aproveitar todas as oportunidades para procurar a vitória.”
Gonçalo Inácio destaca ainda o contributo da Power House, estrutura responsável pela preparação e assistência do BRC B49 EVO: “Quero deixar um agradecimento especial à Power House, que tem sido fundamental na minha evolução. Estão sempre disponíveis para me ouvir, compreender aquilo que sinto no carro e realizar os ajustes que vou solicitando. Esta capacidade de trabalharmos em conjunto tem sido muito importante para continuarmos a evoluir.”
Organizada pelo Demoporto, a Rampa Internacional de Boticas concentra o seu programa competitivo em dois dias. No sábado, a partir das 10h00, realizam-se duas Subidas de Treinos Oficiais, seguindo-se a 1.ª Subida de Prova. No domingo, igualmente a partir das 10h00, disputa-se a terceira Subida de Treinos, antes das decisivas 2.ª e 3.ª Subidas de Prova.
Líder da Categoria GT do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group regressa à ação determinado a vencer e pode sair de Boticas a apenas quatro pontos de assegurar matematicamente o segundo título nacional consecutivo.
O traçado internacional de Boticas recebe, no próximo fim de semana, a sexta jornada do campeonato e pode assumir particular importância nas contas do título. José Rodrigues chega a Trás-os-Montes na liderança da classificação e sabendo que, em caso de vitória, ficará a apenas quatro pontos de assegurar matematicamente o bicampeonato nacional.
Uma posição conquistada através de uma campanha marcada pela rapidez, consistência e eficácia do campeão bracarense, que tem encontrado no Porsche 992 GT3 Cup, no trabalho da RACAR Motorsport e no apoio da Repsol, Rodrigues Tyres, Meltino e McDonalds Braga, os argumentos para se manter na frente da luta pelo título.
Apesar do cenário favorável, José Rodrigues não faz contas antecipadas. Em Boticas, a estratégia passa por continuar a fazer aquilo que o colocou no comando do campeonato: atacar a vitória: “Chegamos a Boticas na liderança. Esta vantagem é o resultado de um campeonato muito consistente, mas sabemos que ainda não há nada conquistado. O objetivo é claro: lutar pela vitória e sair desta prova com a liderança reforçada.”
Boticas promete um desafio de máxima exigência
O regresso à ação acontece num dos palcos mais seletivos da temporada. São 5,11 quilómetros de extensão, uma inclinação média de 9,2% e um desnível total de 727 metros que fazem do traçado de Boticas um verdadeiro teste à rapidez, precisão e eficácia.
Num percurso onde qualquer erro pode custar caro, explorar todo o potencial do Porsche 992 GT3 Cup desde as primeiras passagens será uma das prioridades do campeão nacional: “Queremos ser rápidos, competitivos e aproveitar todo o potencial do Porsche 992 GT3 Cup e do trabalho desenvolvido pela RACAR Motorsport. Estamos a entrar na fase decisiva da temporada e queremos dar em Boticas um passo importante rumo à revalidação do título nacional. Respeitamos os nossos adversários, mas temos plena confiança no nosso trabalho e sabemos exatamente aquilo que queremos alcançar.”
O programa competitivo estará concentrado em dois dias de ação intensa. No sábado, a partir das 10h00, realizam-se duas Subidas Oficiais de Treinos, seguindo-se a 1.ª Subida Oficial de Prova. No domingo, igualmente com início marcado para as 10h00, terá lugar a terceira e derradeira Subida Oficial de Treinos, antes das decisivas 2.ª e 3.ª Subidas Oficiais de Prova.
José Rodrigues chega assim a Boticas na condição de campeão e líder, mas sem qualquer intenção de gerir a vantagem conquistada. O objetivo é vencer. E uma vitória poderá deixar o bicampeonato nacional a apenas quatro pontos de distância.
José Correia, Beatriz Correia e Carlos Gonçalves formam a armada com que a JC Group Racing Team vai atacar a Rampa Internacional de Boticas, próxima jornada do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group. Três pilotos, três máquinas de enorme nível e objetivos distintos num dos traçados mais exigentes da temporada.
A JC Group Racing Team prepara-se para rumar a Trás-os-Montes com uma formação de peso para a Rampa Internacional de Boticas, marcada para 5 e 6 de setembro e que volta a colocar à prova pilotos e máquinas num dos mais técnicos e seletivos percursos do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.
Na frente de batalha estará José Correia, que volta aos comandos do espetacular Osella PA30. Um dos nomes de referência da Montanha nacional, o vice-campeão nacional em título parte determinado a discutir a vitória absoluta e a colocar novamente o protótipo italiano entre os grandes protagonistas do fim de semana.
A jornada terá, porém, um significado muito especial para Beatriz Correia. A jovem piloto vai descobrir pela primeira vez o traçado de Boticas e fá-lo com um argumento de respeito: um Porsche 992 GT3. Será mais uma etapa no seu processo de evolução, agora perante as particularidades de uma subida longa, rápida e tecnicamente exigente.
Completa o trio Carlos Gonçalves, que prossegue a sua campanha a tempo inteiro no CPM JC Group com o Osella PA21/S. A experiência acumulada ao longo da temporada e o potencial do protótipo deixam boas perspetivas para nova prestação de destaque.
A presença dos três pilotos reforça a ambição de uma estrutura que tem mantido uma forte ligação ao Campeonato de Portugal de Montanha e que chega a Boticas preparada para atacar em diferentes frentes. O desafio será enorme. Boticas combina mais de cinco quilómetros de subida com um traçado que exige compromisso, precisão e confiança e que já recebeu, em 2021, a elite do Campeonato Europeu de Montanha.
A mítica Rampa Internacional de Boticas abre a sequência decisiva de três provas do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group 2026. Forte presença internacional, todas as grandes batalhas em aberto e vários títulos que podem ficar resolvidos.
Organizada pela Demoporto, com o apoio do Município de Boticas, a prova transmontana volta a colocar pilotos perante um dos desafios mais emblemáticos da época. São 5,11 quilómetros, uma inclinação média de 9,2% e um desnível total de 727 metros, que fazem do traçado de Boticas uma das subidas seletivas e exigentes de toda a temporada.
Boticas já recebeu o Campeonato da Europa de Montanha e continua a ocupar um lugar muito especial no imaginário dos aficionados portugueses, num campeonato que voltou a revelar em 2026 uma enorme capacidade de mobilização popular e um crescente impacto mediático. E os ingredientes estão todos reunidos para mais um grande fim de semana.
José Correia parte com com favoritismo, numa luta muito aberta
A batalha pela classificação absoluta promete ser um dos grandes centros de atenção. Os quatro pilotos ainda matematicamente envolvidos na discussão pelo título nacional absoluto estarão presentes.
Embora não lidere o campeonato, José Correia, aos comandos da Osella PA30 da JC Group Racing Team, surge como um dos grandes candidatos à vitória. A extensão do traçado, o forte desnível e a importância da potência podem favorecer a máquina de três litros, enquanto o atual vice-campeão nacional continua a demonstrar uma adaptação cada vez maior ao protótipo. Uma vitória em Boticas poderá aproximar o piloto bracarense daquela que seria a segunda coroa nacional absoluta da sua carreira.
Mas a oposição será fortíssima. Nuno Caetano, que chega embalado pela primeira vitória absoluta da carreira conquistada na Capital do Móvel, volta a apresentar-se com a Osella PA2000 EVO2-PA30 da Power House, disposto a prolongar a extraordinária fase competitiva que atravessa.
E regressa também Hélder Silva. Sem ter ainda disponível a sua habitual Norma, o atual campeão nacional aposta numa Osella PA21/S Evo da Power House. Pode não ser, teoricamente, a máquina mais evoluída entre os candidatos, mas quando ao volante está Hélder Silva, ninguém poderá retirá-lo da equação da vitória.
Completa o contingente nacional dos Protótipos A o cada vez mais rápido Carlos Gonçalves, aos comandos de uma Osella PA21/S da JC Group Racing Team. E Boticas recebe ainda uma verdadeira bomba internacional. O espanhol José López-Fombona regressa com o impressionante Audi RS5 DTM, máquina que no ano passado o levou ao pódio absoluto em Boticas. Não estando inscrito no campeonato, Fombona não interfere nos pontos, mas poderá interferir e muito, na classificação da prova.
Tomás Pinto chega líder e quer fechar os Protótipos B
Se nos Protótipos A há poder de fogo, nos Protótipos B encontra-se nada menos que o atual líder absoluto do CPM JC Group. Tomás Pinto, no BRC CM05 Evo da Famaconcret Racing Team, chega a Boticas depois de uma primeira metade de época extraordinária. O jovem piloto de Mesão Frio é um dos quatro candidatos matemáticos ao título absoluto e parte igualmente com a possibilidade de colocar um ponto final nas contas dos Protótipos B. O objetivo será duplo: vencer a divisão, selando o título, e continuar a colocar o pequeno protótipo entre as máquinas mais rápidas da classificação geral.
A oposição será encabeçada por Gonçalo Inácio, aos comandos do BRC B49 da Diatosta, preparado pela Power House, mas há experiência e qualidade de sobra no restante pelotão. Sérgio Nogueira, com o Silver Car S3, e Nuno Guimarães, no Silver Car S2, são pilotos demasiado experientes para serem ignorados, particularmente Guimarães, que já conhece o sabor da vitória em Boticas. Martim Magalhães, ao volante do PRM Fun Boost GT, completa o quinteto e prossegue a evolução na sua primeira temporada entre os protótipos.
José Rodrigues pode sair de Boticas campeão dos GT
Outro dos títulos que poderá ficar resolvido já neste fim de semana é o da Categoria GT. O campeão nacional em título José Rodrigues, aos comandos do Porsche 992 GT3 Cup da RACAR Motorsport/Repsol, chega a Boticas na liderança e com a possibilidade de confirmar antecipadamente a renovação da coroa. Uma vitória poderá ser suficiente para fechar matematicamente a discussão.
Só que ninguém lhe oferecerá nada. Beatriz Correia, cada vez mais rápida com o Porsche 911 GT3 Cup da JC Group Racing Team, continua a realizar uma temporada de enorme qualidade, enquanto o também bracarense Daniel Vilaça, com outro Porsche 911 GT3 Cup, permanece igualmente na luta pelos lugares cimeiros e pela posição de vice-campeão.
Ausência de Pedro Alves abre completamente a batalha nos Turismos
A grande notícia na Categoria Turismo é uma ausência. O líder e campeão nacional em título Pedro Alves não estará em Boticas. Depois de já ter falhado Murça, fica assim com uma segunda jornada sem pontuar num campeonato de oito provas em que contam os seis melhores resultados.
E com o patrão fora da loja, abre-se uma enorme janela de oportunidade. Nos Turismo 1, apresentam-se Daniel Pacheco, no Mitsubishi Lancer Evo X; Parcídio Summavielle, no Škoda Fabia R5; Paulo Silva, no Ford Fiesta R5; e Luís Silva Jr., no Mitsubishi Lancer Evo IX.
Nos Turismo 2, o duelo promete ser de altíssimo nível. O jovem bracarense Guilherme Silva, cada vez mais rápido com o Audi RS3 LMS TCR, poderá ter em Boticas uma das melhores oportunidades para conquistar a vitória na categoria. Mas terá pela frente Luís Delgado, piloto de Chaves que regressa com o Kia Cee’d da LOB Motorsport e que, sempre que aparece, tem andamento para discutir vitórias.
Nos Turismo 3, encontramos uma das divisões mais densas de todo o fim de semana. Os jovens André Brás Jr. e Nuno Guimarães Jr., ambos aos comandos de Ginetta G40 da Befast Motorsport, apresentam-se como fortes candidatos, mas o companheiro de equipa Ruben Campos, também em Ginetta G40, promete juntar-se à discussão.
Aníbal Pinto, no Renault Clio RS, Carlos Ferreira, cada vez mais rápido com o Honda Civic Type R EP3, e Carlos Silva, num bem preparado Renault Clio RS, têm igualmente argumentos para aparecer nos lugares da frente. A lista completa-se com Pedro Botelho, no Ford Fiesta ST-Line, e com Diana Martins, que volta a apostar no Peugeot 208 VTi R2.
Luís Nunes com o oitavo título praticamente na mão
Nos Super Challenge, todas as atenções estarão inicialmente concentradas em Luís Nunes. O piloto de Valpaços e líder da Nunes Sport venceu tudo o que havia para vencer até aqui, mantendo-se invicto aos comandos do Škoda Fabia R5.
Boticas deverá ser o palco da confirmação do oitavo título nacional de categoria da carreira do piloto de Carrazeda de Montenegro. A matemática ainda terá de ser cumprida, mas a realidade competitiva fala por si.
Nos SC-A, há também um regresso muito aguardado: José Lameiro volta à competição com o Škoda Fabia MK3 da Diatosta. As contas do campeonato deixaram de ser o grande objetivo depois de uma primeira metade de época atribulada. Também estarão presentes Manuel Rocha e Sousa, no Ford Focus; Daniela Marques, no Subaru Impreza WRX STI; José Pires, no imponente Nissan GT-R R35; e o espanhol Francisco Javier Sanz, aos comandos de um Ford Fiesta, reforçando a dimensão internacional da jornada.
Nos SC-B, casa cheia. O jovem Pedro Cardoso, natural de Vila Pouca de Aguiar, chega praticamente em casa e muito perto de resolver definitivamente a discussão da divisão com o seu SEAT Leon Cupra. Mas Boticas proporciona-lhe adversários muito fortes. Bruno Ponteira, no Volkswagen Golf GTI R35, Miguel Gonçalves, no BMW E36 Coupé, e o regressado Luís Silva, com o espetacular BMW E30 M3 da Famaconcret Racing Team, prometem acrescentar muita velocidade. Também Césaro Simões, no vistoso BMW F82 M4, e Simplício Taveira, no Peugeot 207 RC 1.6 THP, estarão na disputa.
Nos SC-C, o estatuto de favorito pertence a Bruno Carvalho, que tem formado com o Citroën Saxo S1600 uma das combinações mais eficazes da temporada. Terá, porém, forte oposição de Alberto Pereira, no Honda Civic Type R, e de Nuno Carvalho, no Honda Civic Type R EP3. Completam um excelente pelotão Abílio Aparício, no Peugeot 205; Francisco Vieira Leite, no Toyota Corolla T-Sport; Afonso Macedo, no Toyota Corolla E11; e o espanhol Luis Antonio Penido Lopez, no Renault Clio RS.
Também nos SC-D poderá haver festa. O lousadense Bruno Gomes, aos comandos do Fiat Punto 85 Sport, tem sido o grande dominador da temporada e chega a Boticas em condições de assegurar definitivamente mais uma vitória no campeonato, renovando o título conquistado em 2025. Pela frente terá Vera Cardoso, no Toyota Aygo; Ivo Machado, no Fiat Uno 45S; Tiago Teixeira, no Peugeot 106 Rallye; e Beatriz Brás, no Citroën AX Sport, com a jovem piloto de Murça a regressar à competição.
Três vencedores procuram mandar entre os Clássicos e ausência de João Pires deixa os Legends completamente abertos
No Campeonato de Portugal de Clássicos de Montanha JC Group, três pilotos entram diretamente na luta pela vitória. Rui Costa, no Ford Escort RS1600, apresenta-se como um dos principais candidatos, mas terá pela frente Ricardo Pereira, também aos comandos de um Ford Escort, e Pedro Silva, no Volkswagen Golf 16S.
Nos Legends, a ausência do líder João Pires muda substancialmente o desenho da prova. Sem o piloto de Montalegre, os BMW E36 M3 de Joaquim Soares e António Barros, este último bicampeão nacional em título, assumem uma natural condição de candidatos. Mas Filipe Macedo, com o rápido Citroën Saxo, terá certamente uma palavra a dizer.
A lista integra ainda Carlos Delgado, no Mercedes 190 2.3 16V; Pedro Brito, no Citroën Saxo Cup; Mário Barroso, no Citroën AX GTI; Gonçalo Macedo, no Citroën Saxo; Miguel Ângelo, no Peugeot 106; Armindo Correia, no Peugeot 306; e Bárbara Barros, no Fiat Bravo TD 100 GT.
Sem Armando Freitas, os 1300 tornam-se ainda mais imprevisíveis
Também o Campeonato de Portugal de Montanha 1300 JC Group chega a Boticas com uma ausência capaz de mexer profundamente nas contas. O líder Armando Freitas não estará presente. Abre-se assim uma oportunidade importante para José Carlos Magalhães, no Peugeot 205 Rallye, assumir protagonismo numa fase decisiva da época. Só que a oposição é numerosa e muito forte. Hugo Magalhães, no Suzuki Swift GTI, volta a ser candidato, assim como Miguel Ângelo Oliveira e Francisco Macedo, ambos em Peugeot 106 XSI, e Paulo Oliveira, no Peugeot 106.
Mas há outro nome obrigatoriamente colocado entre os favoritos: Diogo Marques. Depois da primeira vitória da carreira alcançada na Capital do Móvel, o jovem piloto da Famaconcret Racing Team volta a apresentar o seu Toyota Starlet com argumentos para discutir o triunfo.
Salvador Coelho, no Toyota Yaris, tem vindo igualmente a realizar prestações muito interessantes. E haverá ainda Luís Ribeiro e Jorge Vilela, ambos em Fiat Punto 85 Sport; Alexandre Duarte, no Toyota Starlet EFI EP71; e Gabriel Freitas, no Fiat 127.
No FPAK Júnior Team Montanha, Simão Nunes chega a Boticas invicto e muito próximo de transformar uma temporada perfeita na conquista da competição. Terá novamente a oposição de António Lopes e Rafael Jorge, no habitual trio de Peugeot 108.
Na Taça de Portugal de Kartcross de Montanha JC Group, volta a reunir-se o trio habitual. O líder Márcio Araújo, no AG Sport, apresenta-se como grande candidato, mas terá pela frente Jesús Otero, no AG Super Buggy, e António Alves, no AG AG/S.
A lista internacional fica ainda mais rica com a presença de Gabriel Gutiérrez Siegrist. O espanhol estará sozinho na Taça de Portugal de Monolugares de Montanha JC Group, aos comandos de um Tatuus FR2.0, acrescentando uma tipologia completamente diferente de máquina ao já extraordinariamente diversificado plantel de Boticas.
O programa competitivo está concentrado em dois dias de ação intensa. No sábado, a partir das 10h00, realizam-se duas Subidas de Treinos Oficiais, seguindo-se a 1.ª Subida de Prova. No domingo, igualmente com início marcado para as 10h00, haverá a terceira e derradeira Subida de Treinos, antes das decisivas 2.ª e 3.ª Subidas de Prova.
Três pódios, uma vitória na Rampa da Penha, segundo lugar nos Super Challenge C a apenas 18 pontos do líder e um fantástico Top 3 absoluto na Categoria Super Challenge. Luís Fernandes e o Peugeot 106 XSi foram um dos binómios em maior evidência na primeira metade do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, mas a falta dos apoios esperados obrigou o piloto a deixar o coração de lado e travar o investimento.
Luís Fernandes foi, até à pausa de verão, quem mais conseguiu incomodar o habitual dominador dos Super Challenge C, Bruno Carvalho. Ao volante do Peugeot 106 XSi, o piloto conquistou três pódios e venceu na Rampa da Penha, chegando ao segundo lugar da divisão, a 18 pontos do líder.
Um registo ainda mais significativo porque Fernandes esteve ausente da Rampa Capital do Móvel, quinta prova da temporada. A ausência teve uma razão muito concreta: orçamento.
«Depois de uma época de 2025 em que vivi o sonho de disputar o Campeonato Nacional com cerca de 90% dos custos suportados por mim, 2026 foi planeado com base em algumas promessas de apoio. Quando chegou a hora da verdade, infelizmente esses apoios não avançaram e acabaram mesmo por ser inferiores aos do ano passado.»
Luís Fernandes admite que poderia reduzir custos para continuar presente em todas as provas, mas isso iria contra a forma como encara a competição: «Não tenho perfil para ir participar sem sentir que tenho condições para dar o meu máximo e andar no meu limite. Dentro do carro, a minha mentalidade é ir ao máximo e sem desculpas. Naturalmente, isso também aumenta bastante os custos por corrida.»
Quando a razão venceu o coração
A paragem chegou, na verdade, mais tarde do que inicialmente previsto: «Já era para ter parado na Serra da Estrela, mas sou descendente daquela região e a paixão falou mais alto. Depois veio Santa Marta, um traçado e um ambiente de que gosto muito, e voltei a deixar o coração decidir. Infelizmente, os problemas no carro não me permitiram aproveitar esse esforço e, na viagem de regresso, assumi comigo mesmo que não iria continuar a inflacionar o orçamento.»
A intenção passa agora por regressar na Rampa da Arrábida, praticamente à porta de casa, reutilizando pneus das provas anteriores e completando assim as cinco participações necessárias para fechar a temporada. Luís Fernandes sabe que essa opção poderá custar posições na classificação, mas prefere manter o projeto financeiramente sustentável.
«O público faz-me sentir especial»
Se existe algo que o piloto leva desta primeira metade da época é a resposta dos adeptos: «O mais positivo tem sido o feedback do público. Pessoas que vêm ter comigo para dar os parabéns pela forma como veem o carro passar, mensagens que recebo e até quando me pedem uma fotografia. Isso faz-me sentir especial.»
E é precisamente aí que surge também a maior frustração: «O mais desagradável é perceber que tudo aquilo que conseguimos transmitir ao público não chegou às pessoas certas para conseguirmos os apoios necessários.»
Para 2027, Luís Fernandes quer voltar a procurar parceiros que lhe permitam transformar a velocidade já demonstrada numa presença mais consistente: «Vou procurar novamente esse apoio para 2027, de forma a conseguir mais do que uma participação esporádica no campeonato.»
O piloto deixa ainda agradecimentos à esposa, à Speed Motorsport, X Power, André Cerol, David dos Pneus, Rapid Sport Viseu e, de forma muito especial, a Vítor Hilário, da Egipower, que o acompanha em todas as provas.
Do autocross e do ralicross para uma paixão definitiva pela Montanha. Abílio Aparício, uma das figuras mais acarinhadas do paddock, continua a levar o já icónico Peugeot 205 aos lugares de destaque nos Super Challenge C e não esconde o grande sonho: ser campeão e levar o nome de Penafiel ao lugar mais alto.
A história de Abílio Aparício no automobilismo começou no ano 2000, aos comandos de um Toyota Celica 2000. Seguiram-se experiências no autocross, modalidade pela qual continua a guardar um carinho muito especial, e depois várias temporadas no ralicross. «Ainda hoje digo que os pisos de terra são a minha praia», admite o piloto penafidelense, que depois de uma pausa acabaria por preparar o Peugeot 205 que ainda hoje é a sua imagem de marca.
Em 2018, Abílio e a mulher, Gracinda Aparício, participaram no Racing Fest de Penafiel. Seguiram-se as Super Especiais e, há cerca de cinco anos, surgiu a experiência que acabaria por mudar o rumo da carreira, a Montanha: «Viemos experimentar e nunca mais soube como sair daqui. Uma família como esta não há», resume, numa frase que diz muito sobre a ligação criada ao Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.
Depois de duas temporadas nos Legends, Abílio Aparício abraçou em 2023 os Super Challenge C e terminou o campeonato no segundo lugar, confirmando rapidamente a competitividade do Peugeot 205. A temporada de 2026 trouxe alterações importantes à viatura e obrigou também o piloto a adaptar a condução: «Fizemos algumas mudanças no carro e ainda estamos a corrigir algumas pequenas coisas. Fui obrigado a mudar a forma de conduzir e isso sentiu-se logo na primeira prova, em Murça. Depois tivemos problemas em Santa Marta, mas na Rampa Capital do Móvel já estivemos melhor.»
Agora, as atenções estão voltadas para Boticas, onde o objetivo passa por continuar a recuperar terreno na classificação: «Vamos tentar subir o mais possível no campeonato. Para o ano, aí sim, queremos lutar por outros objetivos. É uma classe muito difícil, porque tem grandes pilotos e grandes máquinas.»
A regularidade tem sido uma das principais marcas de Abílio Aparício, mantendo-se constantemente entre os pilotos mais regulares dos Super Challenge C. Para o piloto, não existe qualquer fórmula secreta: «O segredo para estar no Top 5 é muito esforço. E tenho de agradecer aos patrocinadores e à minha família, que estão sempre presentes a puxar por mim.»
Mas existe algo que, para Abílio, vale tanto como os resultados: «Sou muito acarinhado e isso deixa-me de coração cheio. Fui muito bem recebido por esta linda família da Montanha.» E apesar da postura descontraída que o tornou numa das figuras mais simpáticas do campeonato, a ambição competitiva continua bem viva: «Quero muito vencer a classe no final do campeonato e levar o nome da nossa cidade, Penafiel, como tenho procurado fazer sempre, ao lugar mais alto.»
Aos comandos de um Peugeot 205 que já faz parte da paisagem do campeonato, Abílio Aparício continua assim a escrever uma história feita de paixão, persistência e amizade. Veio da terra, experimentou a Montanha e acabou por encontrar nela uma segunda família.
O piloto deixa ainda um agradecimento a Mocacar, Piquenique dos Leitões, Taberna Pingas, Triunfo à Espera, Talho da Ponte Nova, Lourenço Car, Socalcos Itinerantes, Oh Faz Remoções, LVS Artes Gráficas, Vítor Silva Tattoo, Catibel, Tiago Brito Pavimentos, Irivo no Coração, Junta de Freguesia de Duas Igrejas e McDonald’s Penafiel, bem como a todos os amigos que continuam a ajudar a tornar possível o projeto.
Paulo Oliveira está a transformar a primeira temporada completa no Campeonato de Portugal de Montanha 1300 JC Group numa afirmação consistente. Aos comandos do Peugeot 106 XSi preparado pela MNE Sport, as boas prestações na Penha, Serra da Estrela, CAR e Capital do Móvel colocaram-no no Top 5 de uma das categorias mais competitivas da Montanha portuguesa.
Há pouco mais de um ano, Paulo Oliveira concretizava um sonho antigo ao alinhar pela primeira vez na Rampa da Falperra. Em 2026, já disputa uma temporada completa no CPM 1300 JC Group e os resultados começam a traduzir a evolução realizada ao lado da MNE Sport.
Depois de prestações de bom nível nas rampas da Penha, Serra da Estrela, CAR e Capital do Móvel, o piloto levou o Peugeot 106 XSi até ao Top 5 da classificação do campeonato, contribuindo também para uma excelente temporada da formação nortenha, que conta atualmente com três pilotos entre os cinco primeiros da tabela.
A abordagem de Paulo Oliveira tem sido, desde o início, baseada na aprendizagem e na progressão sustentada: «Em competição automóvel, os exageros ou os erros saem caros. Vamos ganhando confiança e experiência a cada prova, andando a um ritmo em que me sinta confortável. O objetivo é conhecer cada vez melhor as rampas e ganhar bases para entrarmos em 2027 já com outro ritmo.»
Um sonho que começou nas bancadas da Falperra
A paixão pela Montanha nasceu muito antes da estreia: «Desde muito novo que o meu pai me levava todos os anos à mítica Rampa da Falperra. O Barroco, a Curva do Restaurante, o “S”, a Curva da Morte ou a Curva do Papa eram locais que sonhava um dia fazer ao volante de um carro de competição.»
Em 2019, Paulo teve uma primeira aproximação às corridas ao participar no Kia Racing Opportunity, no Estoril. Não conseguiu ultrapassar a primeira fase, mas a vontade de competir permaneceu.
A ligação à MNE Sport surgiu mais tarde, depois de acompanhar uma iniciativa promovida pela equipa na Rampa de Santa Marta. Em 2025, já perto dos 40 anos, decidiu transformar finalmente o sonho em realidade. Com o apoio de José Carlos Magalhães, responsável da MNE Sport, reuniu as condições para se estrear na Rampa da Falperra, aos comandos de um Kia Picanto GT. Seguiram-se ainda participações em Santa Marta e na Arrábida.
Para 2026 chegou o passo seguinte: uma temporada completa com o Peugeot 106 XSi no CPM 1300 JC Group. A evolução de Paulo Oliveira acompanha também a excelente prestação coletiva da MNE Sport numa categoria marcada por grelhas numerosas, máquinas muito diferentes e diferenças reduzidas entre os principais protagonistas: «O José Carlos Magalhães tem sido fundamental desde o início. A equipa dá-me todas as condições, ajuda-me a perceber onde posso melhorar e tem tido uma dedicação enorme comigo. Grande parte desta evolução deve-se ao trabalho que fazemos em conjunto.»
Com três provas ainda por disputar, Paulo Oliveira quer manter a progressão e tentar aproximar-se ainda mais dos lugares de pódio: «Estamos num campeonato extremamente competitivo, mas acredito que podemos continuar a crescer. Quero fazer prova a prova, evitar erros e aproveitar todas as oportunidades. Naturalmente, se surgir a possibilidade de lutar por um pódio, vamos tentar aproveitá-la.»
Para 2027, o projeto ainda não está fechado, mas a intenção passa por continuar no CPM 1300, idealmente com uma evolução do Peugeot 106 XSi e objetivos mais ambiciosos. De espectador apaixonado da Falperra a piloto instalado no Top 5 do CPM 1300 JC Group, Paulo Oliveira está a construir o seu percurso passo a passo, exatamente como sempre pretendeu.
Tem apenas 18 anos, ainda nem sequer tem carta de condução, mas já ocupa o terceiro lugar do Campeonato de Portugal de Montanha 1300 JC Group. Salvador Coelho, o irreverente «Furão de Águas Santas», está a transformar a sua primeira temporada completa na Montanha numa sucessão de prestações de destaque aos comandos do Toyota Yaris da MNE Sport.
Natural de Águas Santas, Maia, Salvador Coelho é uma das jovens revelações da Montanha portuguesa em 2026. Depois das primeiras cinco provas da temporada, soma já dois pódios, conquistados nas rampas Porca de Murça e Serra da Estrela, e ocupa a terceira posição da classificação do CPM 1300 JC Group.
O percurso começou bem mais cedo. Aos sete anos entrou no karting, influenciado pelo avô, que competia em ralis. A pandemia interrompeu a competição, mas não a paixão, alimentada entretanto através dos simuladores. O regresso aconteceu em 2025, quando conheceu José Carlos Magalhães e a MNE Sport. Duas participações, em Santa Marta e na Arrábida, foram suficientes para lançar as bases do projeto desta temporada: «Até agora, estou extremamente orgulhoso do trabalho que temos feito. Conseguimos dois pódios e estamos provisoriamente na terceira posição do CPM 1300, que considero ser uma das categorias mais competitivas deste ano.»
Mais do que os resultados, Salvador destaca a evolução conseguida prova após prova: «Sinto que, em todas as rampas, tenho saído com um sentimento de missão cumprida. Dou sempre tudo de mim dentro da pista e tento aproveitar cada prova para evoluir. Sinto que tenho sido um piloto cada vez mais completo e consistente.»
«A MNE Sport não é apenas uma equipa, é uma família»
Com apenas 18 anos, Salvador não esconde que ainda está no início da aprendizagem. E atribui uma parte importante da sua evolução ao trabalho desenvolvido pela MNE Sport: «Tenho apenas 18 anos e ainda nem tenho carta de condução, por isso sei perfeitamente que estou numa fase muito inicial do meu percurso. A MNE Sport tem tido um papel fundamental. Para mim, não é apenas uma equipa, é uma família.»
O jovem destaca particularmente o papel de José Carlos Magalhães, team manager da equipa: «Foi fundamental para me dar esta oportunidade e colocar-me no caminho certo. A experiência dele ajuda-me imenso a interpretar cada situação e a tomar melhores decisões. Todo este sonho só é possível ao lado dele.»
Família, patrocinadores e o ambiente encontrado no campeonato completam uma estrutura que Salvador considera decisiva, destacando o apoio da Câmara Municipal da Maia, Feira dos Sofás, Junta de Freguesia, Dr. Eduardo Coelho, Jorge Fisioterapeuta e Santa Rita Automóveis.
Para as jornadas que restam, o objetivo passa por manter a consistência e voltar a discutir os lugares do pódio: «Sei que será difícil porque estamos numa categoria extremamente competitiva, disputada até à última subida. Mas é precisamente esse desafio que me motiva.»
E Salvador Coelho já olha para 2027: «Gostava muito de continuar nesta família da Montanha e dar mais um passo na minha evolução, idealmente com um carro mais competitivo. O objetivo passa por lutar regularmente pelos pódios e começar a pensar em metas ainda mais ambiciosas.»
O automobilismo também já influencia o futuro fora das pistas. Salvador entrou no ISEP, em Engenharia Mecânica Automóvel, procurando juntar a formação académica à experiência adquirida em competição. Aos 18 anos, o caminho está apenas a começar. Mas entre resultados, evolução e uma personalidade que já lhe valeu a alcunha de «Furão de Águas Santas», Salvador Coelho começa a deixar a sua marca na Montanha portuguesa.
Continuamos a dissecar a frenética primeira metade da temporada do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group e, desta vez, colocamos a lupa sobre a Categoria Super Challenge. Uma frente competitiva que partiu para 2026 rodeada de enormes expectativas, com vários pilotos e máquinas capazes de discutir os lugares cimeiros, mas que encontrou pela frente um Luís Nunes em estado de graça.
Cinco rampas depois, aquilo que se perspetivava como uma longa batalha pelo título transformou-se numa demonstração de força do piloto da Nunes Sport.
Luís Nunes: cinco rampas, cinco golpes de autoridade
Se havia dúvidas sobre a competitividade de Luís Nunes em 2026, desapareceram rapidamente. O piloto de Valpaços apresentou-se com o Škoda Fabia num nível extraordinariamente elevado e construiu uma campanha sem mácula: Murça, Penha, Serra da Estrela-Covilhã, Rampa CAR e Capital do Móvel traduziram-se em cinco vitórias absolutas na Categoria Super Challenge. Não foram triunfos arrancados à custa da irregularidade dos adversários. Nunes tem sido rápido, eficaz e tremendamente consistente, impondo sistematicamente o andamento do Škoda e levando-o inclusivamente a posições de topo na geral das provas.
Na Serra da Estrela foi nono, enquanto na Rampa CAR colocou o Škoda no sexto lugar absoluto, sendo o primeiro não Protótipo. Na Capital do Móvel voltou a dominar os Super Challenge, apesar de um toque durante os treinos ter introduzido algum drama no seu fim de semana. O resultado desta sequência é esmagador: 134 pontos e a vitória na Divisão SC-A já assegurada, quando ainda faltam Boticas, Arrábida e Caramulo. Agora, a grande questão assou a ser quando Luís Nunes conseguirá voltar a sagrar-se campeão da categoria. E Boticas poderá já fornecer a resposta.
O acidente de Lameiro mudou o campeonato
À entrada da temporada havia, contudo, um nome que surgia como o mais provável adversário de Luís Nunes: José Lameiro. O piloto da Diatosta tinha encerrado 2025 com uma categórica vitória na Arrábida e chegava à nova temporada motivado e munido de um Škoda Fabia capaz de discutir os lugares da frente.
Tudo mudou praticamente antes de o campeonato começar verdadeiramente. Um aparatoso despiste na Rampa Porca de Murça representou um golpe muito duro nas ambições do piloto aveirense. Lameiro regressou e mostrou que a velocidade continuava presente, conseguindo importantes segundos lugares na Penha e na Serra da Estrela-Covilhã, mas nunca voltou a encontrar completamente o momento competitivo com que tinha terminado a época anterior.
A opção acabou por passar por interromper temporariamente a temporada, numa tentativa de recuperar o foco e preparar convenientemente o regresso. Com apenas 44 pontos, Lameiro chega à pausa de verão no oitavo lugar absoluto dos Super Challenge, muito longe da posição que o seu potencial faria antever. A boa notícia é que o regresso está anunciado para Boticas, onde poderá iniciar uma nova fase da sua temporada.
Bruno Carvalho e Luís Fernandes aproveitaram para subir ao pódio absoluto
A conjugação do domínio de Nunes com os problemas enfrentados por Lameiro abriu espaço para outros protagonistas. E poucos aproveitaram tão bem essa oportunidade como Bruno Carvalho. O lisboeta tem formado com o Citroën Saxo S1600 um conjunto tremendamente competitivo. Apesar de ter falhado a Rampa da Penha, conquistou quatro vitórias nas quatro provas em que participou, acumulando 108 pontos e exercendo um domínio quase total na sua divisão.
A dimensão dessa campanha é ainda mais evidente quando olhamos para a classificação conjunta da Categoria Super Challenge: Bruno Carvalho chega ao verão no segundo lugar absoluto, com 79 pontos contabilizados para essa classificação.
Logo atrás aparece outro dos grandes protagonistas desta primeira metade da época. Luís Fernandes (Peugeot 106) ocupa a terceira posição absoluta da categoria, com 62 pontos, consequência de uma campanha marcada por rapidez e presença constante na discussão dos lugares cimeiros.
As 4 Divisões da Categoria têm as contas praticamente fechadas
A Divisão SC-A é o reflexo perfeito da superioridade exercida por Luís Nunes. Com 134 pontos, o piloto do Škoda Fabia R5 já garantiu a vitória final na divisão, deixando Manuel Rocha e Sousa e José Lameiro empatados na segunda posição, ambos com 44 pontos.
Se Nunes tem sido imperial nos SC-A, Pedro Cardoso respondeu com uma campanha igualmente impressionante nos SC-B. O jovem piloto de Vila Pouca de Aguiar venceu com o SEAT Leon Cupra nas cinco jornadas disputadas, somando igualmente 134 pontos.
Atrás dele, Miguel Gonçalves (BMW E36 Coupé) tem realizado também uma excelente temporada. O vimaranense soma 109 pontos e ocupa confortavelmente o segundo lugar. Simplício Taveira (Peugeot 207 RC) completa o trio da frente, com 73 pontos, numa divisão onde a superioridade de Cardoso não impede luta pelas posições seguintes.
Talvez seja nos SC-C que encontramos uma das histórias mais interessantes da primeira metade da temporada. Bruno Carvalho (Citroën Saxo S1600) tem sido o grande dominador. Quatro participações produziram quatro vitórias e 108 pontos, deixando-o numa posição fortíssima para atacar a segunda metade da época.
Mas existe uma pequena e importante mancha nessa aparente invencibilidade: Bruno não participou na Penha. E quem aproveitou foi Luís Fernandes. O piloto do Peugeot 106 assinou precisamente na Rampa da Penha o momento alto da sua temporada, conquistando a vitória. Sempre muito rápido e repetidamente envolvido nas batalhas pelo pódio, soma 90 pontos, apesar de também ter falhado a Capital do Móvel.
Atrás dos dois está Francisco Vieira Leite (Toyota Corolla T-Sport), cuja regularidade tem sido exemplar. Soma 88 pontos, apenas dois menos que Luís Fernandes, deixando completamente aberta a discussão pelo segundo lugar.
Nos SC-D, a principal decisão já está tomada. Bruno Gomes conseguiu mesmo resolver as contas antes da pausa de verão, renovando a conquista alcançada em 2025. O piloto de Lousada voltou a fazer do FIAT Punto 85 Sport uma máquina extremamente eficaz e, em cinco jornadas, conquistou quatro vitórias, resultados suficientes para fechar matematicamente a discussão da divisão.
Atrás do bicampeão, Tiago Teixeira (Peugeot 106 Rallye) ocupa uma tranquila segunda posição, com 85 pontos. Tiago Santos (Citroën AX) é terceiro, com 27, tendo como grande momento da temporada a vitória alcançada logo na abertura do campeonato, em Murça.
A Rampa Internacional de Boticas prepara-se para escrever um novo capítulo na sua história. A edição de 2026, marcada para os dias 5 e 6 de setembro, além de assumir enorme importância nas contas do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, surge oficialmente como prova candidata ao FIA Historic Hill Climb Championship.
A candidatura representa um passo importante para o regresso de Boticas aos grandes palcos internacionais da Montanha e poderá abrir caminho a uma futura integração da prova no calendário FIA reservado aos automóveis históricos.
Não seria, contudo, uma estreia de Boticas perante a Federação Internacional do Automóvel. O traçado transmontano já recebeu, em 2021, o FIA European Hill Climb Championship, naquela que foi a primeira prova internacional de automobilismo realizada no concelho.
A internacionalização estava inicialmente prevista para 2020, quando Boticas foi incluída pela primeira vez no calendário europeu, mas a pandemia obrigou ao adiamento. Um ano depois, o objetivo concretizou-se e ganhou mesmo uma dimensão inesperada: com os cancelamentos das rondas de França e Áustria, Boticas acabou por abrir a temporada de 2021 do Campeonato Europeu de Montanha, devolvendo a competição à ação depois de mais de 21 meses de interrupção.
Um duelo para a história e um recorde ainda como referência
A passagem da elite europeia por Boticas dificilmente poderia ter proporcionado maior espetáculo. Dois dos maiores especialistas mundiais da Montanha, Simone Faggioli e Christian Merli, protagonizaram um duelo decidido por uma margem mínima. Faggioli, aos comandos do Norma M20 FC Zytek, levou a melhor sobre o Osella FA30 de Merli por apenas 0,032 segundos.
Foi também nessa jornada que o italiano estabeleceu o recorde do traçado, com 1m57,455s, numa configuração que se mantém na atualidade. A própria FIA destacou então a prestação de Faggioli e confirmou que a derradeira subida do italiano estabeleceu um novo recorde da pista.
A estreia europeia deixou igualmente uma excelente impressão entre pilotos e responsáveis internacionais. A FIA destacou a qualidade do piso, a variedade e exigência do percurso e o investimento realizado ao nível da segurança, dedicando posteriormente um balanço particularmente positivo à passagem do campeonato por Boticas.
Cinco anos depois, uma nova porta para a FIA
Agora, cinco anos após aquele momento histórico, Boticas procura recuperar uma presença regular no panorama internacional através do FIA Historic Hill Climb Championship, competição que reúne algumas das máquinas mais emblemáticas de diferentes gerações da Montanha europeia.
A condição de prova candidata significa que a edição de 2026 assumirá uma dimensão que vai muito além dos resultados desportivos do fim de semana. Organização, segurança, percurso e capacidade global do evento estarão inevitavelmente no centro das atenções num momento decisivo para as ambições internacionais da rampa.
A experiência adquirida com o Europeu de 2021 constitui um argumento importante. Boticas já demonstrou capacidade para receber uma competição FIA e fê-lo num contexto particularmente exigente, marcado ainda pelas limitações resultantes da pandemia.
Nos dias 5 e 6 de setembro, os protagonistas do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group voltarão a atacar a subida em direção ao Miradouro de Seirrãos, no mesmo palco onde Faggioli e Merli protagonizaram um duelo memorável. Mas desta vez haverá algo mais em jogo. Boticas volta a correr por um lugar na Europa.