Categoria: Montanha

  • Rui Costa volta a impor a sua lei entre os Clássicos na Arrábida

    Rui Costa volta a impor a sua lei entre os Clássicos na Arrábida

    O Piloto do Ford Escort RS1600 dominou a 35.ª Rampa da Arrábida e conquistou mais uma vitória na impressionante recuperação que protagoniza no Campeonato de Portugal de Clássicos de Montanha JC Group. Flávio Sainhas regressou com um excelente segundo lugar e Fernando Salgueiro completou o pódio.

    Há uma certeza cada vez mais difícil de ignorar no Campeonato de Portugal de Clássicos de Montanha JC Group: Rui Costa está lançado.

    O piloto do Ford Escort RS1600 voltou a assinar uma exibição de enorme autoridade na 35.ª Rampa da Arrábida, dominando praticamente a seu belo prazer uma categoria que reuniu em Setúbal um interessante lote de máquinas e pilotos e na qual cada ponto começa a assumir importância decisiva.

    Rui Costa chegava a Setúbal embalado por uma impressionante sequência de três vitórias consecutivas. E rapidamente deixou claro que pretendia acrescentar mais uma.

    Do outro lado estava uma concorrência reforçada, onde sobressaía o regresso pontual do campeão em título Flávio Sainhas, acompanhado por nomes como Fernando Salgueiro, Ricardo Loureiro, Carlos Fava e Abílio Machado. Mas nem o reforço da oposição conseguiu travar o homem do Escort RS1600.

    Sábado deixa Rui Costa isolado na frente

    Rui Costa não demorou a assumir o comando e, quando chegou a primeira Subida Oficial de Prova, colocou imediatamente uma margem importante entre si e os adversários. O cronómetro parou nos 1m59,556s, tornando Rui Costa no único piloto dos Clássicos a baixar a barreira dos dois minutos durante a jornada inaugural.

    Atrás dele, Flávio Sainhas mostrou que o regresso ao campeonato estava longe de ser meramente figurativo. O piloto do Ford Escort MKI respondeu com 2m03,810s, terminando o sábado a 4,254 segundos do líder. A terceira posição ficou nas mãos de Fernando Salgueiro. De regresso ao campeonato com o Ford Escort MKII do Caramulo Racing Team, assinou 2m11,046s e colocou-se desde logo em posição de discutir um lugar no pódio.

    Rui Costa acelera ainda mais no domingo

    Se alguém esperava que Rui Costa se limitasse a gerir a vantagem, a resposta chegou imediatamente no domingo. O piloto voltou ao ataque e continuou a explorar todo o potencial do Ford Escort RS1600, reforçando uma superioridade que já tinha ficado bem patente durante o primeiro dia.

    Mais do que controlar, Rui Costa quis ganhar à campeão. E conseguiu. No final das três Subidas Oficiais, somadas as duas melhores passagens, o piloto confirmou uma vitória clara na 35.ª Rampa da Arrábida e é o maior candidato ao título nacional.

    Flávio Sainhas regressa diretamente ao pódio

    Atrás do vencedor, Flávio Sainhas foi uma das figuras do fim de semana. O campeão em título regressou pontualmente à Montanha e mostrou que continua a saber exatamente como extrair velocidade do seu Ford Escort MKI.

    Sem argumentos para acompanhar o andamento imposto por Rui Costa, Sainhas construiu uma prestação muito sólida e terminou num excelente segundo lugar, coroando da melhor forma o seu regresso à competição.

    Também Fernando Salgueiro teve razões para sair particularmente satisfeito da Serra da Arrábida. O piloto do Caramulo Racing Team regressou à competição e colocou o Ford Escort MKII diretamente no pódio, conquistando o terceiro lugar numa jornada muito positiva.

    Salgueiro esteve desde sábado instalado entre os primeiros e soube manter uma prestação consistente até ao final, garantindo um resultado importante para si e para a equipa precisamente quando a temporada se prepara para rumar à “casa” do Caramulo Racing Team.

    Logo atrás terminou seu colega de equipa Ricardo Loureiro, também aos comandos de um Ford Escort MKII, completando uma prestação de conjunto muito positiva da formação caramulense.

    Carlos Fava, com o Volkswagen 1303, fechou o Top 5, numa prova onde voltou a colocar em evidência uma das grandes riquezas dos Clássicos: a diversidade de máquinas e conceitos que continua a fazer desta categoria uma das mais carismáticas da Montanha nacional.

    A Arrábida confirmou aquilo que as jornadas anteriores já vinham anunciando: Rui Costa transformou-se no homem a bater nos Clássicos. Quatro triunfos consecutivos mudaram por completo o cenário competitivo e mantêm o piloto do Ford Escort RS1600 lançado na perseguição ao grande objetivo da temporada.

    Mas ainda falta a derradeira batalha. Nos dias 24 e 25 de outubro, o Campeonato de Portugal de Clássicos de Montanha JC Group ruma à 35.ª Rampa do Caramulo, oitava e última jornada da temporada, organizada precisamente pelo Caramulo Racing Team. Será ali que serão feitas as contas definitivas.

  • 1300: José Carlos Magalhães imperial na Arrábida e Armando Freitas celebra quarto título nacional

    1300: José Carlos Magalhães imperial na Arrábida e Armando Freitas celebra quarto título nacional

    A 35.ª Rampa da Arrábida proporcionou um fim de semana cheio de histórias no Campeonato de Portugal de Montanha 1300 JC Group. Houve um vencedor que procurava há muito este momento, um pequeno Datsun capaz de intrometer-se entre os mais rápidos e, sobretudo, houve um novo campeão.

    José Carlos Magalhães, Aníbal Rolo e Armando Freitas foram os três grandes protagonistas de uma jornada intensa na Serra, num campeonato que voltou a demonstrar que cilindrada pequena está muito longe de significar espetáculo pequeno.

    E desta vez ninguém conseguiu discutir a supremacia de José Carlos Magalhães. Desde as primeiras subidas, o piloto e líder da MNE Sport deixou muito claras as suas intenções. O piloto do Peugeot 205 Rallye apresentou-se extremamente rápido e determinado, transformando a velocidade tantas vezes demonstrada ao longo da temporada numa exibição sem mácula na Arrábida.

    No sábado, quando chegou o momento da primeira Subida Oficial de Prova, Magalhães voltou a ser o homem a bater. Parou o cronómetro nos 2m10,697s e terminou o primeiro dia isolado no comando, com 2,701 segundos de vantagem sobre Aníbal Rolo e 4,913 sobre Armando Freitas.

    Mais do que a vantagem, impressionava a autoridade da exibição. Magalhães parecia particularmente à vontade no exigente traçado setubalense e encontrara finalmente a combinação entre velocidade, eficácia e consistência que tantas vezes procurara.

    Mas o domingo ainda haveria de ser melhor. José Carlos Magalhães não se limitou a defender a liderança. Fez precisamente o contrário. Atacou. Na segunda subida baixou o seu registo para 2m09,392s e, quando chegou a derradeira oportunidade, voltou a encontrar mais velocidade, assinando 2m09,235s, o melhor tempo dos 1300 em todo o fim de semana.

    Três Subidas Oficiais. Três melhores tempos. Somadas as duas melhores passagens, o piloto do Peugeot 205 Rallye terminou com 4m18,627s e conquistou finalmente uma vitória que há muito perseguia.

    Foi uma exibição sem discussão e um triunfo que assentou perfeitamente num piloto que, na Arrábida, foi simplesmente o mais rápido sempre que o cronómetro contou.    

    Aníbal Rolo coloca o Datsun 1200 Coupé entre os grandes

    Se José Carlos Magalhães foi incontestável na frente, uma das grandes exibições da jornada pertenceu a Aníbal Rolo. O piloto do Datsun 1200 Coupé não se limitou a dominar entre os Clássicos 1300. Fez muito mais do que isso.

    Rolo intrometeu-se diretamente na discussão dos lugares cimeiros da classificação absoluta dos 1300 e terminou num extraordinário segundo lugar, deixando para trás vários dos mais competitivos carros da divisão Turismo.

    Já no sábado dera o primeiro aviso, ao registar 2m13,398s e instalar-se na segunda posição. No domingo manteve o andamento e fechou a prova com 4m26,569s, a 7,942 segundos do vencedor.

    Um terceiro lugar com sabor a título para Armando Freitas

    Mas havia ainda outra grande história para escrever na Arrábida. Armando Freitas chegou a Setúbal sabendo que estava muito perto de fechar matematicamente as contas do campeonato. O experiente piloto não precisava de correr riscos desnecessários, mas nem por isso deixou de estar na discussão dos lugares do pódio.

    Com o seu conhecido Toyota Starlet, Freitas terminou o sábado na terceira posição, depois de assinar 2m15,610s. No domingo ainda foi mais rápido. Baixou para 2m13,936s e fechou a classificação com 4m29,546s, garantindo o terceiro lugar absoluto.

    E esse resultado valeu muito mais do que um simples pódio: Valeu o título de Campeão de Portugal de Montanha 1300 de 2026.  Aos comandos de uma máquina com a qual construiu grande parte do seu percurso desportivo, Armando Freitas alcançou assim o quarto título nacional da carreira, acrescentando mais uma página a um palmarés que o coloca entre as figuras incontornáveis dos 1300 na Montanha portuguesa.

    Curiosamente, o Toyota Starlet chega mesmo ao seu quinto título nacional, juntando aos quatro conquistados com Armando Freitas o anteriormente alcançado por José Salgado.

    Salvador Coelho e Paulo Oliveira completam Top 5

    Atrás do trio do pódio, Salvador Coelho levou o Toyota Yaris ao quarto lugar. O piloto melhorou de forma consistente ao longo da prova, terminando a apenas 2,104 segundos de Armando Freitas. Paulo Oliveira, no Peugeot 106, completou o Top 5 com 4m43,176s, enquanto José Pedro Figueiredo, em Datsun 1200, terminou sexto e segundo entre os Clássicos 1300.    

    A jornada ficou também marcada pelo abandono de Diogo Marques. O jovem piloto da Famaconcret Racing Team, vencedor das duas provas anteriores, sofreu no sábado um forte acidente com o Toyota Starlet. Felizmente sem consequências físicas, os danos sofridos pelo carro impediram-no de prosseguir a participação no domingo.

    Nos dias 24 e 25 de outubro, a 35.ª Rampa do Caramulo encerra o Campeonato de Portugal de Montanha JC Group 2026 e oferece aos homens dos 1300 uma última oportunidade para terminar o ano em grande.

  • José Correia conquista Arrábida de sonho e bicampeão absoluto

    José Correia conquista Arrábida de sonho e bicampeão absoluto

    Piloto da JC Group Racing Team assinou uma exibição magistral no domingo, estabeleceu novo recorde da Rampa da Arrábida e garantiu o segundo título absoluto da carreira. Nuno Caetano e Carlos Gonçalves completaram o pódio de uma jornada memorável do CPM JC Group, que também coroou novos campeões.

    A 35.ª Rampa da Arrábida entregou tudo aquilo que prometia e ainda acrescentou um final de enorme intensidade. Três dias de festa, muito público, competição ao mais alto nível e várias decisões de títulos transformaram a penúltima jornada do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group 2026 num dos momentos altos da temporada.

    O Clube de Motorismo de Setúbal respondeu igualmente a um fim de semana exigente com um nível organizativo muito elevado. Mesmo perante vários incidentes e interrupções, a estrutura conseguiu responder com rapidez e eficácia e cumprir com nota máxima.

    Depois de um sábado em que os quatro primeiros terminaram separados por menos de um segundo, o domingo pertenceu a José Correia. O piloto da JC Group Racing Team respondeu à pressão com uma exibição de enorme categoria aos comandos do Osella PA30, venceu a prova e, com ela, garantiu o segundo título absoluto da sua carreira.

    E fê-lo com assinatura de campeão. Correia foi baixando os seus registos e guardou o melhor para o fim: 1m40,146s na derradeira subida, estabelecendo um novo recorde da Rampa da Arrábida. Somando as duas melhores subidas, venceu com 3m21,823s, 6,965 segundos à frente de Nuno Caetano, no PA2000 EVO2-PA30, enquanto Carlos Gonçalves completou um excelente resultado da JC Group Racing Team ao levar o Osella PA21/S ao terceiro lugar e conquistar o seu primeiro pódio absoluto.   

    Tomás Pinto foi quarto e voltou a dominar os Protótipos B com o BRC CM05 Evo, à frente de Gonçalo Inácio, no BRC B49, e Sérgio Nogueira, no Silver Car S3. Os três ocuparam, respetivamente, o quarto, quinto e sexto lugares absolutos.   

    Rodrigues bicampeão e Pedro Alves manda nos Turismo

    Logo atrás dos protótipos surgiu Luís Nunes, sétimo absoluto com o Škoda Fabia R5 Super Car e novamente dominador do Super Challenge e da divisão SC-A, com José Lameiro em segundo nas duas frentes e Bruno Carvalho a completar o pódio absoluto da categoria, além de vencer os SC-C, aqui na frente do regressado Luís Fernandes (Peugeot 106).

    Césaro Simões (BMW M4) triunfou nos SC-B, sendo secundado por Pedro Cardoso (Cupra TCR) e por Nuno Carvalho (Honda Integra Type R) e Ivo Machado estreou-se a vencer nos SC-D. Uma referência para o estreante Rui Almeida que levou o seu Subaru Impreza até ao último degrau do pódio nos SC-A.

    A oitava posição absoluta teve sabor a título para José Rodrigues. O piloto do Porsche 992 GT3 Cup da RACAR Motorsport venceu claramente entre os GT e confirmou o segundo título nacional consecutivo da categoria.

    Beatriz Correia (Porsche 992 GT3 Cup), voltou a estar muito forte e foi décima absoluta, segunda dos GT, enquanto o espanhol António Gutierrez Sanchez (Porsche 911 GT3 Cup) completou o pódio da categoria, feito que alcança pela primeira vez.

    Nos Turismo, Pedro Alves foi incontestável com o Cupra TCR, terminando ainda num excelente 11.º lugar absoluto. Guilherme Silva, no Audi RS3 LMS, foi segundo, com Daniel Pacheco, em Mitsubishi, a fechar o pódio e a vencer nos Turismo 1.

    Nos Turismo 3, Nuno Guimarães Jr. (Ginetta G40), conquistou com autoridade a vitória e confirmou também o título da divisão. Atrás de si, o pódio da divisão ficou completo com Carlos Ferreira (Honda Civic Type R) e André Brás Jr. (Ginetta G40).    

    Setúbal e a Arrábida estiveram à altura do espetáculo

    Fora da estrada, a 35.ª Rampa da Arrábida confirmou igualmente a dimensão que o evento vem conquistando. Desde a Parada e Fan Zone de sexta-feira, no coração de Setúbal, até às duas jornadas competitivas na Serra, foram três dias de forte envolvimento popular e de grande promoção da modalidade e do território.

    O Clube de Motorismo de Setúbal respondeu igualmente a um fim de semana exigente com um nível organizativo muito elevado. Mesmo perante vários incidentes e interrupções, a estrutura conseguiu responder com rapidez e eficácia e cumprir integralmente o programa de subidas previsto.

    A Montanha despediu-se assim de Setúbal com novos campeões, um novo recorde e várias contas ainda por fechar.

    Agora resta apenas uma batalha. Nos dias 24 e 25 de outubro, o Caramulo Racing Team assume a organização da 35.ª Rampa do Caramulo, oitava e derradeira jornada do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group 2026.

    Na Arrábida coroaram-se campeões. No Caramulo, a Montanha fará as últimas contas de uma temporada memorável.

  • Quatro pilotos separados por menos de um segundo colocaram a Arrábida ao rubro

    Quatro pilotos separados por menos de um segundo colocaram a Arrábida ao rubro

    A 35.ª Rampa da Arrábida entrou a todo o gás. O primeiro dia de competição da prova organizada pelo Clube de Motorismo de Setúbal ofereceu espetáculo, emoção e uma intensidade competitiva extraordinária, perante muito público espalhado pelas zonas destinadas aos espectadores ao longo da Serra.

    Os sinais de que a luta absoluta seria intensa começaram logo durante os treinos. Nuno Caetano, no PA2000 EVO2-PA30 da Power House, e José Correia, com o Osella PA30 da JC Group Racing Team, dividiram entre si os melhores registos das duas subidas.

    Mas nada fazia prever a dimensão do duelo que chegaria quando o cronómetro começou verdadeiramente a contar. Nuno Caetano foi o mais rápido da primeira Subida Oficial, parando o cronómetro em 1m44,980s, à média de 120,02 km/h.

    Só que imediatamente atrás surgiu uma das grandes exibições do dia. Carlos Gonçalves continua a mostrar uma evolução impressionante aos comandos do Osella PA21/S da JC Group Racing Team e ficou a apenas 131 milésimos de Caetano. Mais: o bracarense conseguiu mesmo bater o seu chefe de fila, José Correia.

    Correia foi terceiro, a 867 milésimos do líder e somente 736 milésimos de Gonçalves, enquanto Tomás Pinto, no BRC CM05 Evo da Famaconcret Racing Team, assinou o quarto melhor tempo absoluto e dominou entre os Protótipos B, ficando a 947 milésimos de Caetano.

    A fechar o Top 5 surgiu outro Protótipo B. Gonçalo Inácio, cada vez mais competitivo no BRC B49, terminou a 2,429 segundos da liderança e assumiu o segundo posto da divisão, deixando tudo igualmente em aberto para domingo.

    Luís Nunes mete o Super Challenge entre os Protótipos

    Se os cinco primeiros lugares foram propriedade dos protótipos, o sexto pertenceu a um impressionante Luís Nunes.

    Já campeão nacional da categoria, o piloto do Škoda Fabia R5 voltou a mostrar porque tem dominado o Super Challenge, colocando-se num extraordinário sexto lugar absoluto, naturalmente na liderança dos SC-A e da Categoria Super Challenge.

    Sérgio Nogueira, com o Silver Car S3, foi sétimo da geral e terceiro entre os Protótipos B, enquanto José Rodrigues colocou o Porsche 992 GT3 Cup da RACAR Motorsport na oitava posição absoluta e assumiu inequivocamente o comando dos GT.

    A apenas nove pontos de renovar o título nacional da categoria, o campeão em título realizou um primeiro dia irrepreensível.

    José Lameiro, no Škoda Fabia MK3, assinou o nono melhor tempo absoluto e o segundo no Super Challenge, enquanto Pedro Alves fechou o Top 10, colocando o SEAT Leon TCR no comando dos Turismo e, naturalmente, dos Turismo 2.

    Legends, Clássicos e 1300 prometem domingo de grandes batalhas

    Se a luta absoluta está ao rubro, os Legends conseguiram responder à altura. Os dois grandes protagonistas da corrida pelo título voltaram a proporcionar um duelo de cortar a respiração. João Pires, no BMW E36 M3, terminou a primeira Subida Oficial na frente, com 2m02,495s, mas Joaquim Soares, igualmente em BMW E36 M3 e embalado por duas vitórias consecutivas, ficou a inacreditáveis 111 milésimos de segundo.

    Filipe Macedo, no Citroën Saxo Cup, ocupa o terceiro lugar, a 6,493 segundos, seguindo-se Marco Silva, Mário Barroso e Virgílio Faleiro.

    Nos Clássicos, Rui Costa voltou a impor a sua lei. O piloto do Ford Escort RS1600 registou 1m59,556s, sendo o único da categoria a baixar dos dois minutos e construindo uma vantagem de 4,254 segundos sobre Flávio Sainhas, no Ford Escort MKI.

    Fernando Salgueiro, com o Ford Escort MKII, terminou terceiro, a 11,490 segundos, imediatamente à frente de Ricardo Loureiro, também em Escort MKII.

    Também entre os 1300 houve um dominador claro ao longo do primeiro dia. José Carlos Magalhães colocou o Peugeot 205 Rallye no topo da classificação, culminando o sábado com um registo de 2m10,697s na primeira Subida Oficial.

    O segundo lugar pertence a Aníbal Rolo, que levou o seu Datsun 1200 aos 2m13,398s, terminando a 2,701 segundos do líder e assumindo simultaneamente o comando entre os Clássicos 1300. Armando Freitas, no Toyota Starlet e cada vez mais próximo de alcançar o quarto título nacional da carreira, ocupa o terceiro lugar, a 4,913 segundos, seguido de Salvador Coelho e Paulo Oliveira.

    Márcio Araújo assume comando nos Kartcross

    Na Taça de Portugal de Kartcross de Montanha, Márcio Araújo confirmou o excelente momento e levou o AG Sport ao melhor registo, com 1m57,333s.

    Nelson Rocha, no LBS Motor Club SX01, terminou segundo, a 2,840 segundos, enquanto o espanhol Jesús Otero não conseguiu concluir a primeira Subida Oficial, devido a problemas no seu AG Super Buggy AG.

    Simão Nunes continua sem dar boleia

    No FPAK Junior Team, nem a conquista antecipada da competição retirou velocidade a Simão Nunes. O jovem piloto foi o mais rápido ao longo do sábado e fechou a primeira Subida Oficial em 2m22,017s, colocando o seu Peugeot 108 na frente dos carros da Befast Motorsport.

    António Lopes ocupa a segunda posição, a 2,744 segundos, enquanto Rafael Jorge completa o trio, a 15,148 segundos do líder.

    A 35.ª Rampa da Arrábida prepara-se para um domingo que tem todos os ingredientes para ser inesquecível. A ação regressa à Serra às 10h00, com a terceira e última Subida Oficial de Treinos. Seguem-se as duas derradeiras e decisivas Subidas de Prova, previstas para as 12h30 e 15h00.

  • ARRÁBIDA RECEBE 56 PROTAGONISTAS PARA UMA BATALHA DE CAMPEÕES

    ARRÁBIDA RECEBE 56 PROTAGONISTAS PARA UMA BATALHA DE CAMPEÕES

    Chegou a hora das grandes decisões. A 35.ª Rampa da Arrábida recebe, entre 2 e 4 de outubro, a sétima e penúltima jornada do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group 2026, levando até um dos mais emblemáticos cenários do automobilismo nacional um pelotão de 56 inscritos e títulos ainda em aberto.

    Organizada pelo Clube de Motorismo de Setúbal, a 35.ª Rampa da Arrábida começa muito antes da primeira luta contra o cronómetro. Amanhã, sexta-feira, 2 de outubro, o Largo Zeca Afonso será um dos grandes centros do evento, acolhendo as verificações administrativas e técnicas e a exposição das viaturas. A noite culminará com o desfile das viaturas de competição e partida simbólica, entre as 22h15 e as 23h00.    

    No sábado, 3 de outubro, os motores começam a falar na Serra da Arrábida às 10h00, com a primeira Subida de Treinos Oficiais, seguindo-se a segunda às 12h30 e a primeira Subida de Prova às 15h00. Domingo, 4 de outubro, o programa recomeça às 10h00 com a terceira subida de treinos, ficando as duas derradeiras Subidas de Prova previstas para as 12h30 e 15h00. A entrega de prémios está marcada para as 17h30, no Parque do Outão.    

    Três candidatos e uma batalha absoluta ao rubro

    O grande foco estará inevitavelmente na luta pelo triunfo absoluto e pelo título maior da Montanha.

    José Correia, aos comandos do Osella PA30, chega particularmente motivado depois da exibição irrepreensível de Boticas, onde venceu todas as seis subidas do programa. Terá novamente pela frente os dois homens que o acompanharam no pódio transmontano: Nuno Caetano, no PA2000 EVO2-PA30, e Tomás Pinto, com o BRC CM05 Evo.

    Aos 18 anos, o jovem duriense chega à Arrábida já com o título dos Protótipos B garantido, podendo agora concentrar todas as atenções na discussão pelo cetro absoluto. Nuno Caetano, por sua vez, continua plenamente integrado numa batalha a três que promete prolongar-se até à última subida da temporada.

    A ausência de Hélder Silva, campeão absoluto em título e pentacampeão nacional, retira à lista um dos grandes nomes da Montanha portuguesa. Entre os Protótipos A, Carlos Gonçalves, no Osella PA21/S, procurará aproveitar a clara evolução demonstrada nas últimas jornadas para se imiscuir na luta pelos lugares cimeiros.

    Nos Protótipos B, atrás de Tomás Pinto, há razões de sobra para esperar emoção. Gonçalo Inácio, com o BRC B49, persegue a primeira vitória da temporada na divisão, encontrando novamente Sérgio Nogueira, no Silver Car S3, e Martim Magalhães, com o PRM Fun Boost GT.   

    José Rodrigues a nove pontos do título nos GT

    Os GT chegam à Arrábida com possibilidade de uma decisão importante. Depois de quatro vitórias ao longo da temporada, José Rodrigues necessita de apenas nove pontos para renovar matematicamente o título nacional da categoria. O bracarense regressa aos comandos do Porsche 992 GT3 Cup da RACAR Motorsport, depois de ter utilizado o 997 GT3 Cup em Boticas.    

    A oposição promete, contudo, ser forte. Daniel Vilaça e Beatriz Correia, ambos em Porsche 911 GT3 Cup, continuam envolvidos numa intensa disputa pelos lugares cimeiros do campeonato, mas a Arrábida acrescenta ainda um interessante ingrediente internacional: o espanhol António Gutierrez Sanchez, igualmente num Porsche 911 GT3 Cup.

    Equilíbrio promete marcar os Turismo

    A competitividade deverá igualmente ser palavra de ordem entre os Turismo. Nos Turismo 1, Parcídio Summavielle apresenta o Škoda Fabia R5, enquanto Daniel Pacheco coloca em pista o Mitsubishi Lancer Evo X.  

    Os Turismo 2 marcam o regresso de Pedro Alves, com o SEAT Leon TCR, que terá pela frente Guilherme Silva e o competitivo Audi RS3 LMS. Alves é claramente candidato a vencer quer na divisão, quer na categoria, mas terá muita oposição.

    Ainda mais preenchida surge a divisão Turismo 3. Carlos Ferreira, em Honda Civic Type R, encontrará os Ginetta G40 de Nuno Guimarães e André Brás, aos quais se junta Manuel Teixeira com um Caterham 420 R, máquina particularmente competitiva e que acrescenta mais um polo de interesse à discussão da divisão. 

    Luís Nunes chega à Arrábida já campeão

    Se várias contas continuam por fechar, uma delas ficou definitivamente resolvida em Boticas. Luís Nunes (Skoda Fabia) chega a Setúbal já na posse do seu oitavo título nacional de categoria. O piloto de Valpaços mantém-se fiel à sua postura, procurando prolongar uma temporada marcada pela supremacia nos Super Challenge.

    Nos SC-A, terá pela frente José Lameiro, também num Škoda Fabia, precisamente no cenário onde, em 2025, conquistou a sua primeira vitória na categoria. Rui Almeida, com um Subaru Impreza, completa o trio Os SC-B colocam frente a frente Pedro Cardoso, em SEAT Leon Cupra, e Césaro Simões, com o poderoso BMW F82 M4.

    Nos SC-C, Bruno Carvalho (Citroën Saxo) é favorito, enfrentando Luís Fernandes (Peugeot 106 XSI), Jorge Gouveia (Ford Escort), Alberto Pereira (Honda Civic Type R) e Nuno Carvalho (Honda Civic). Já nos SC-D, caberá a Ivo Machado, com o Fiat Uno 45 S, representar a divisão.

    Clássicos prometem uma das grandes batalhas do fim de semana

    Poucas categorias apresentam uma grelha tão apetecível como os Clássicos. Depois de uma demonstração de força em Boticas, Rui Costa volta a colocar em estrada o Ford Escort RS1600 e terá como um dos principais adversários Ricardo Pereira, líder do campeonato com o seu Ford Escort. Flávio Sainhas (Ford Escort MKI) é também um nome a ter em conta.

    Mas a batalha está longe de se resumir aos dois candidatos. Fernando Salgueiro e Ricardo Loureiro, ambos em Ford Escort MKII, acrescentam velocidade e argumentos a uma divisão onde qualquer dos principais protagonistas poderá interferir diretamente na discussão pela vitória. A lista completa-se com Abílio Machado (BMW 1602) e Carlos Fava (Volkswagen 1303), compondo um plantel de sete máquinas que promete proporcionar um dos espetáculos mais interessantes do fim de semana.

    Legends: João Pires regressa para enfrentar a remontada de Joaquim Soares

    Também nos Legends a Arrábida poderá assumir enorme importância nas contas do campeonato. Depois de ter estado ausente em Boticas, João Pires regressa com o BMW E36 M3 e encontra um Joaquim Soares, igualmente em BMW E36 M3, embalado por duas vitórias consecutivas. Os dois chegam à fase decisiva da época separados por uma luta apertadíssima pelo título nacional.

    A eles juntam-se Filipe Macedo (Citroën Saxo Cup), Virgílio Faleiro (BMW 325 IX), Marco Silva (Honda Civic) e Mário Barroso (Citroën AX GTI). O regresso do líder perante um adversário em plena remontada deixa tudo preparado para mais um capítulo decisivo.

    Armando Freitas pode selar o quarto título nos 1300

    Há igualmente contas importantes para fazer no Campeonato de Portugal de Montanha 1300. Ausente em Boticas, Armando Freitas regressa à competição com o Toyota Starlet e poderá deixar a Arrábida com o seu quarto título nacional da categoria assegurado.

    Mas terá oposição de peso. José Carlos Magalhães, no Peugeot 205 Rallye, procura reagir ao abandono sofrido em Boticas, enquanto o jovem famalicense Diogo Marques, no Toyota Starlet, chega com duas vitórias conquistadas durante a temporada e argumentos para voltar a discutir o primeiro lugar.

    Salvador Coelho (Toyota Yaris) e Paulo Oliveira (Peugeot 106) acrescentam argumentos à categoria, enquanto José Pedro Figueiredo e Aníbal Rolo, ambos em Datsun 1200, prometem uma interessante discussão na divisão reservada aos Clássicos 1300.    

    Nelson Rocha entra no duelo dos Kartcross

    Boticas deixou um excelente aperitivo e a Arrábida promete a continuação. Márcio Araújo, no AG Sport, e o espanhol Jesús Otero, com o AG Super Buggy, voltam a encontrar-se depois do intenso confronto travado na jornada transmontana. Desta vez, porém, há um terceiro protagonista capaz de baralhar completamente as contas.

    O consagrado Nelson Rocha regressa numa das suas aparições pontuais, aos comandos do LBS Motor Club SX01, e a experiência mostra que costuma ser particularmente competitivo na Arrábida.    

    Simão Nunes a um passo da conquista do FPAK Junior Team

    A Arrábida será também palco da derradeira ronda do FPAK Junior Team, com os três Peugeot 108 da Befast Motorsport inscritos para Rafael Jorge, António Lopes e Simão Nunes.      Invicto ao longo da temporada, Simão Nunes chega a Setúbal numa posição privilegiada: necessita apenas de alinhar na prova para confirmar matematicamente a conquista do troféu.

    António Lopes procurará fechar da melhor forma uma época de constante evolução, enquanto Rafael Jorge terá oportunidade de regressar à competição depois do fim de semana infeliz de Boticas.

  • CARAMULO RACING TEAM REGRESSA À AÇÃO NA RAMPA DA ARRÁBIDA

    CARAMULO RACING TEAM REGRESSA À AÇÃO NA RAMPA DA ARRÁBIDA

    O Caramulo Racing Team está de regresso ao Campeonato de Portugal Clássicos de Montanha JC Group, com Ricardo Loureiro e Fernando Salgueiro a voltarem à competição no próximo fim de semana, na Rampa da Arrábida, em Setúbal.

    Ao volante dos respetivos Ford Escort MKII, os dois pilotos regressam à atividade depois de uma longa paragem competitiva, uma vez que ambos não competem desde a Rampa do CAR. O objetivo passa agora por colocar fim a esse “jejum” competitivo e voltar a assumir protagonismo entre os Clássicos.

    O Caramulo Racing Team chega à Arrábida motivado, mas consciente da exigência da prova e da forte concorrência que irá encontrar. A lista de inscritos promete uma luta intensa, com pilotos experientes e viaturas muito competitivas, obrigando Ricardo Loureiro e Fernando Salgueiro a uma abordagem focada, consistente e eficaz.

    Para Nuno Pinto, team manager do Caramulo Racing Team, o desafio é grande, mas a confiança na dupla mantém-se intacta: “Quer o Ricardo, quer o Fernando têm consciência de que vão enfrentar grandes pilotos e carros mais competitivos, mas o seu talento e a sua garra permitem-nos ter a convicção de que conseguirão alcançar um bom resultado em Setúbal”.

    Ricardo Loureiro chega à Rampa da Arrábida determinado em voltar a registar um resultado positivo, depois de uma fase inicial marcada pela regularidade. Já Fernando Salgueiro pretende dar continuidade às boas indicações deixadas nas suas anteriores participações, onde demonstrou rapidez, experiência e capacidade para discutir os lugares cimeiros.

    Com dois pilotos consagrados, dois Ford Escort MKII e uma motivação reforçada pelo regresso à competição, o Caramulo Racing Team parte para a Rampa da Arrábida com ambição, realismo e vontade de voltar a marcar presença entre os protagonistas do Campeonato de Portugal Clássicos de Montanha JC Group.

    A edição de 2026 da Rampa da Arrábida realiza-se entre 2 e 4 de outubro, com verificações, exposição das viaturas e desfile já amanhã, sexta-feira, seguindo-se três Subidas de Treinos Oficiais e três Subidas de Prova ao longo de sábado e domingo.  No sábado, a competição arranca às 10h00, com a segunda subida de treinos marcada para as 12h30 e a primeira Subida de Prova para as 15h00. No domingo, a ação recomeça às 10h00, antes das duas derradeiras Subidas de Prova, previstas para as 12h30 e 15h00.

  • CARAMULO PREPARA-SE PARA RECEBER O GRANDE FINAL DA MONTANHA 2026

    CARAMULO PREPARA-SE PARA RECEBER O GRANDE FINAL DA MONTANHA 2026

    Há lugares onde uma temporada merece terminar. O Caramulo é seguramente um deles. Nos próximos 24 e 25 de outubro, os motores do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group voltarão a ecoar na Serra do Caramulo para a disputa da 35.ª Rampa do Caramulo, oitava e derradeira jornada de uma intensa temporada de 2026.

    Organizada pelo Caramulo Racing Team, a prova terá a responsabilidade e o privilégio de colocar o ponto final num campeonato que voltou a percorrer algumas das mais emblemáticas estradas de montanha do país.

    Será, por isso, muito mais do que simplesmente a última prova do calendário. O Caramulo prepara-se para receber pilotos e equipas para a derradeira batalha de 2026 e também os aficionados que de uma das disciplinas mais vibrantes do automobilismo nacional.

    Regresso a uma montanha com história

    Falar de automobilismo no Caramulo é falar de uma ligação construída ao longo de várias décadas.

    Disputada pela primeira vez em 1979, a Rampa do Caramulo escreveu importantes páginas da sua história até 1993, antes de ser recuperada em 2006. Em 2026 chega à sua 35.ª edição, reafirmando uma longevidade que a coloca entre as provas de referência do panorama automobilístico português.

    A própria Serra, as suas estradas e a vila do Caramulo fazem parte dessa identidade. Ao longo de sucessivas gerações, pilotos, máquinas e aficionados ajudaram a construir uma relação muito particular entre a região e o desporto motorizado.

    É essa herança que o Caramulo Racing Team pretende preservar e projetar para o futuro, assumindo a organização de uma edição que recoloca a competição no centro de uma região onde o automóvel faz parte da própria cultura.

    Mais do que uma corrida, uma festa da Montanha

    Depois de sete jornadas, todas as estradas conduzirão finalmente ao Caramulo. A oitava ronda fechará definitivamente as contas do CPM JC Group 2026, transformando cada subida num último desafio e cada centésimo numa oportunidade que já não poderá ser recuperada numa prova seguinte. Para todos será a derradeira ocasião de atacar a Montanha em 2026.

    O Caramulo Racing Team está a preparar um fim de semana pensado não apenas para quem estará dentro dos automóveis, mas também para todos aqueles que vivem a competição do lado de fora da estrada, contando com o importante apoio da Câmara Municipal de Tondela, Junta de Freguesia do Guardão, Águas do Caramulo, Fuchs, JC Automóveis e Antichama, parceiros fundamentais na concretização de um evento que volta a colocar o Caramulo no centro das atenções da Montanha nacional.

    Pilotos, equipas, adeptos e comunidade local voltarão a encontrar-se em torno de uma paixão comum, numa edição que pretende conjugar a intensidade própria da última jornada do campeonato com o ambiente que historicamente acompanha os grandes eventos automobilísticos realizados no Caramulo.

    A organização trabalha já na preparação das condições de acolhimento das equipas e do público e irá revelar progressivamente mais informações sobre o programa, horários e restantes componentes da 35.ª Rampa do Caramulo.

    Por agora, há duas datas que importa guardar: 24 e 25 de outubro de 2026. Será então que a Serra voltará a ouvir os motores. Será então que a temporada chegará à sua última subida. E será no Caramulo que o Campeonato de Portugal de Montanha JC Group 2026 escreverá o seu capítulo final.

     

  • GONÇALO INÁCIO REALIZA NA ARRÁBIDA O SONHO DE COMPETIR EM CASA COM UM PROTÓTIPO

    GONÇALO INÁCIO REALIZA NA ARRÁBIDA O SONHO DE COMPETIR EM CASA COM UM PROTÓTIPO

    O mais recente reforço da Diatosta prepara-se para disputar a sua prova de eleição aos comandos do BRC B49 EVO preparado pela Power House, concretizando um sonho alimentado desde o início da sua carreira: enfrentar o emblemático traçado da Serra da Arrábida ao volante de um protótipo.

    É neste palco que Gonçalo Inácio guarda algumas das memórias mais importantes do seu percurso desportivo, incluindo a estreia em competição. Agora, regressa com outra experiência, novas ambições e uma das máquinas mais competitivas dos Protótipos B.

    “Para mim, é provavelmente a prova mais esperada da época. A Arrábida é uma rampa muito especial, porque foi aqui que me estreei e sempre tive o sonho de um dia a disputar ao volante de um protótipo. Vou disputar a minha rampa de eleição aos comandos de um Protótipo B. É algo que sempre desejei e que torna este fim de semana ainda mais especial.”

    A adaptação ao BRC B49 EVO tem sido marcada por uma evolução rápida e uma impressionante consistência. Nas cinco provas já disputadas, o piloto subiu sempre ao pódio dos Protótipos B, somando quatro segundos lugares e uma terceira posição.

    Apesar da forte componente emocional, Gonçalo Inácio mantém os objetivos competitivos bem definidos. O piloto da Diatosta quer aproveitar o conhecimento do traçado e o apoio do público para voltar a discutir os lugares cimeiros da divisão.

    “Vou focado, como sempre, com o objetivo de lutar pela melhor posição possível e, naturalmente, pela vitória na minha categoria. Sabemos que a concorrência é muito forte, mas queremos entrar determinados e discutir o resultado desde a primeira subida.”

    Família, amigos e patrocinadores por perto

    A Rampa da Arrábida representa igualmente a oportunidade de competir diante da família, dos amigos e de muitas das pessoas que acompanham diariamente o projeto desportivo de Gonçalo Inácio.

    Esse apoio transforma a jornada numa verdadeira prova de casa e acrescenta uma motivação muito particular à presença do piloto no sétimo e penúltimo confronto da temporada do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.

    “Ter a família, os amigos e tantas pessoas que me apoiam por perto torna esta prova ainda mais especial. Sentir esse carinho e poder partilhar este momento com todos eles dá-nos uma força enorme.”

    Gonçalo Inácio aproveita também o regresso à Arrábida para agradecer publicamente aos patrocinadores e parceiros que tornaram possível o salto para os Protótipos B e têm acompanhado a sua evolução ao longo da temporada.

    “Quero deixar um agradecimento muito especial a todos os meus patrocinadores e parceiros. Estão ao meu lado, acreditam em mim e continuam a confiar neste projeto e no meu percurso desportivo. Sem eles, nada disto seria possível.”

    O sonho absoluto fica guardado para o futuro

    A ambição de Gonçalo Inácio não termina nos Protótipos B. O piloto admite que gostaria, no futuro, de chegar à sua prova de eleição com condições para discutir a vitória absoluta.

    Por agora, porém, não existem dúvidas ou dispersões quanto à prioridade competitiva para a edição de 2026.

    “Um dia espero poder lutar também pela vitória à geral nesta que é a minha rampa de eleição. É um sonho que guardo e para o qual quero continuar a trabalhar. Mas este ano o foco é muito claro: os Protótipos B.”

    A 35.ª Rampa da Arrábida apresenta um percurso de 3,5 quilómetros, com uma inclinação média de 6,2% e um desnível de 185 metros. O programa inclui três Subidas de Treinos Oficiais e três Subidas de Prova, distribuídas por sábado e domingo. Antes da competição, as viaturas estarão expostas na sexta-feira no Largo José Afonso, em Setúbal, seguindo depois no desfile noturno em direção ao parque de assistência instalado no Outão.

  • JOSÉ LAMEIRO REGRESSA À ARRÁBIDA, O PALCO ONDE FEZ HISTÓRIA

    JOSÉ LAMEIRO REGRESSA À ARRÁBIDA, O PALCO ONDE FEZ HISTÓRIA

    A Rampa da Arrábida ocupa um lugar muito especial na carreira de José Lameiro. Foi naquele cenário único, no fecho da temporada de 2025, que o piloto da Diatosta protagonizou uma exibição colossal e levou o Škoda Fabia MKIII à primeira vitória da sua carreira na Categoria Super Challenge.

    Um ano depois dessa jornada inesquecível, José Lameiro regressa ao traçado setubalense para disputar a 35.ª Rampa da Arrábida, sétima e penúltima prova do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group 2026.

    A memória do triunfo alcançado na última edição estará inevitavelmente presente. Contudo, o piloto aveirense recusa transformar esse passado glorioso numa fonte de pressão ou estabelecer comparações entre dois momentos competitivos muito diferentes.

    Depois de uma época atribulada e de uma longa pausa, José Lameiro regressou à competição na Rampa Internacional de Boticas, onde alcançou um duplo pódio na Categoria Super Challenge e na Divisão SC-A.

    Um regresso sem a pressão de repetir 2025

    Apesar da ligação emocional à prova e das boas recordações que conserva do traçado, José Lameiro assume que o principal objetivo para esta edição passa por dar continuidade ao processo de recuperação iniciado em Boticas: “Não chegamos à Arrábida com a obrigação de repetir o resultado do ano passado. Estamos num momento diferente e o nosso grande objetivo continua a ser recuperar ritmo, confiança e forma competitiva. Boticas foi um passo muito importante e agora queremos continuar essa evolução.”

    A estratégia será novamente marcada por uma aproximação progressiva, procurando aumentar o ritmo ao longo das diferentes subidas sem ultrapassar a margem de segurança que José Lameiro considera ainda necessária nesta fase: “Sabemos que podemos andar bastante mais depressa, mas não queremos saltar etapas. A intenção é começar com tranquilidade, voltar a encontrar as melhores referências e crescer ao longo do fim de semana. Se conseguirmos aproximar-nos mais do nosso verdadeiro andamento, teremos cumprido uma parte muito importante da missão.”

    Uma prova que representa muito mais do que o cronómetro

    Para José Lameiro, a Rampa da Arrábida não se resume à competição ou à recordação da vitória alcançada em 2025. O enquadramento natural, a proximidade de Setúbal e o entusiasmo dos milhares de aficionados transformam a jornada numa das mais marcantes de toda a temporada:

    “É sempre um fim de semana fantástico. Temos um traçado incrível, uma serra imponente, uma cidade que nos acolhe como poucas e milhares de aficionados que nos fazem vibrar. Há uma energia muito especial na Arrábida e queremos desfrutar plenamente de tudo isso.”

    A edição de 2026 realiza-se entre 2 e 4 de outubro, com verificações, exposição das viaturas e desfile na sexta-feira, seguindo-se três Subidas de Treinos Oficiais e três Subidas de Prova ao longo de sábado e domingo.  No sábado, a competição arranca às 10h00, com a segunda subida de treinos marcada para as 12h30 e a primeira Subida de Prova para as 15h00. No domingo, a ação recomeça às 10h00, antes das duas derradeiras Subidas de Prova, previstas para as 12h30 e 15h00.

  • JOSÉ RODRIGUES ATACA A ARRÁBIDA COM O BICAMPEONATO À VISTA

    JOSÉ RODRIGUES ATACA A ARRÁBIDA COM O BICAMPEONATO À VISTA

    Apenas nove pontos separam o líder da Categoria GT da renovação matemática do título, mas o campeão regressa ao Porsche 992 GT3 Cup preparado pela Racar Motorsport determinado a lutar pela quinta vitória da temporada.

    Chegou o fim de semana que pode consagrar José Rodrigues como bicampeão nacional da Categoria GT. A Rampa da Arrábida, penúltima jornada do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, pode colocar já um ponto final nas contas de uma temporada em que o piloto bracarense chega a Setúbal com uma vantagem que lhe permite depender exclusivamente de si próprio para assegurar a renovação do título.

    Com 54 pontos ainda em disputa nas duas últimas provas da temporada, José Rodrigues necessita de apenas nove para se sagrar matematicamente campeão nacional pelo segundo ano consecutivo.

    Mas fazer contas não faz parte do plano. O piloto apoiado pela Repsol e Rodrigues Tyres chega à prova organizada pelo Clube de Motorismo de Setúbal determinado a manter a filosofia que o colocou nesta posição:

    “Chegamos à Arrábida muito confiantes e numa posição muito positiva para alcançar o grande objetivo da época. Foi um campeonato longo, em que entrámos muito fortes desde o início e conseguimos construir uma vantagem importante graças ao trabalho e à consistência de toda a equipa. Temos 54 pontos em jogo e precisamos apenas de nove para garantir matematicamente o título, mas não queremos entrar neste fim de semana a fazer contas. A nossa mentalidade é a mesma de sempre: atacar, lutar pela vitória e procurar fechar o campeonato”.

    O cenário coloca inevitavelmente maior pressão sobre a penúltima jornada, mas o campeão nacional em título quer ser protagonista num fim-de-semana de competição intensa “A Rampa da Arrábida é uma prova especial e queremos proporcionar uma grande exibição ao público. Sabemos o que está em jogo, estamos focados e preparados para dar tudo desde a primeira subida.”

    Mais do que um objetivo individual, José Rodrigues encara a possibilidade de conquistar o bicampeonato como o reconhecimento do trabalho desenvolvido por toda a estrutura que o acompanha: “Poder conquistar aqui o bicampeonato nacional seria uma enorme satisfação e a recompensa por todo o trabalho realizado ao longo da época. Queremos muito conseguir esse objetivo e poder celebrá-lo com a RACAR Motorsport, com os nossos parceiros, família e todos aqueles que nos têm acompanhado.”

    Primeiro atacar. Depois fazer as contas.

    Apesar de ter o título ao alcance da mão, a mensagem do campeão antes da Arrábida é inequívoca. Não haverá uma abordagem exclusivamente destinada a conquistar os nove pontos necessários. Há uma corrida para disputar. E há uma vitória para tentar conquistar: “Estamos muito perto, mas ainda falta concretizar. Primeiro queremos fazer o nosso trabalho dentro de pista. Se conseguirmos juntar uma vitória ao título, será a forma perfeita de terminar este campeonato.”

    José Rodrigues chega assim à penúltima batalha do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group com o Porsche 992 GT3 Cup novamente pronto para o ataque, nove pontos a separá-lo matematicamente do bicampeonato e a quinta vitória da temporada como objetivo.