Sustentabilidade ambiental será uma prioridade ao longo do fim de semana, na edição da rampa mais ecológica de sempre, estando delineado um conjunto alargado de procedimentos para minimizar o impacto associado à prova.
O jovem francês Kevin Petit (Nova Proto NP01 Honda Turbo) afigura-se como o grande rival do italiano Christian Merli (Nova Proto NP01 V8 Cosworth) na discussão da vitória na 44ª edição da Rampa Internacional da Falperra (10/11 maio), terceira prova do Campeonato da Europa de Montanha (CEM) e do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group (CPM). Petit chega a Braga somando dois primeiros lugares, o primeiro em França (Col Saint Pierre) e o segundo este último fim de semana, na Áustria (Rechberg), batendo Merli em ambas as provas, o que parece deixar antever uma “nova era” no CEM, à semelhança do sucedido em 2024, quando o também francês Geoffrey Schatz derrotou o italiano no cômputo geral da época… para se sagrar campeão europeu.
O reinado na Falperra do cinco vezes campeão europeu Christian Merli, que no início desta época trocou o Osella FA30 pelo Nova Proto NP01 com motor V8 Cosworth preparado pelo suíço Heini Mader, onde triunfou por quatro vezes no CEM, a que acresce a vitória no Masters de Montanha FIA (2021), parece seriamente ameaçado por Kevin Petit.
A grande novidade de 2025 surgiu na véspera da prova de abertura do CEM, em França, quando o campeão europeu Geoffrey Schatz, que figurava entre os inscritos, anunciou a sua ausência: “Não terei possibilidade de disputar mais uma época no Campeonato da Europa por uma simples razão: atualmente não disponho de pneus suficientes para participar em boas condições. Caso a situação não se altere, não poderei defender o meu título”, podia ler-se na comunicação do piloto francês. E o certo é que Schatz já não se inscreveu na etapa seguinte, na Áustria, duas semanas depois do Col Saint Pierre.
Nas duas provas disputadas antes da Falperra, Kevin Petit, Christian Merli e o espanhol Iraola Lanzagorta (Nova Proto NP01) monopolizaram o pódio, sempre por aquela ordem, tudo indicando que o despique pelas primeiras posições do CEM na Falperra não seja muito diferente, em termos de protagonistas.
Novo asfalto deixará o traçado mais rápido
Uma das novidades para este ano e que vai ser do agrado dos pilotos é a introdução de mais de seis mil metros quadrados de novo piso de asfalto no traçado de 5.200 metros da rampa. Uma grande parte desse “tapete” foi colocado nas duas esquerdas a seguir À partida e ainda até à Curva do Restaurante, mas também na zona dos SS rápidos e na chegada à Curva da Morte.
Este melhoramento significativo no piso da rampa vai tornar a pista mais rápida e, sem dúvida, mais espetacular.
Maior esforço de sempre na sustentabilidade ambiental
A 44ª edição da Rampa Internacional da Falperra será a mais sustentável de sempre em termos ambientais, na sequência dos procedimentos, em diferentes áreas, que vão ser implementadas pelo Clube Automóvel Minho, em parceria com a Câmara Municipal de Braga, a AGERE – Empresa de Águas, Efluentes e Resíduos de Braga, a BRAVAL – Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos e a TUB – Transportes Urbanos de Braga. Pela primeira vez foi atribuído o cargo de delegado ambiental da prova, assumido pela engenheira Rosário Arantes, da autarquia bracarense, que funcionará como elo entre a organização da prova e a FPAK (Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting).
Toda a informação aos pilotos e respetivas equipas passa a ser feita pela via digital, através da plataforma Sportity (FALPERRA2025]. A AGERE garantirá não apenas a distribuição de água, sempre em copos de papel, tanto na partida, como noutros locais, bem como a limpeza de lixo, enquanto a recolha de resíduos destinados a reciclagem fica a cargo da BRAVAL. A água consumida na Zona VIP será originária da fonte do Sameiro, tendo sido efetuadas análises prévias para salvaguarda da respetiva qualidade sanitária, enquanto a que vai ser distribuída, em garrafas de vidro, aos oficiais de prova tem origem na rede pública de Braga, considerada uma das melhores do país.
Com o objetivo de reduzir a pegada de carbono, a frota de veículos utilizados pela organização da prova é movida a energia elétrica, o mesmo sucedendo em relação aos autocarros da TUB- Transportes Urbanos de Braga que vão assegurar o serviço especial Braga-Falperra-Braga para quem desejar assistir à rampa. Pretende-se evitar que os espetadores levem os seus veículos para a zona da prova. A viagem de ida e volta tem o custo de 1 euro e as informações sobre os pontos de paragem dos autocarros na cidade estão mencionadas no site oficial da prova: https://rampadafalperra.pt/