Mesmo tendo feito uma lógica abordagem conservadora à 43ª Rampa Internacional da Falperra, António Rodrigues foi capaz de demonstrar que a longa paragem não afetou a sua competitividade. Intensificando paulatinamente o ritmo, o piloto da N Racing/Lusimed foi capaz de ombrear com os melhores e conquistar um saboroso 3º lugar na geral do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.
António Rodrigues tem razões para ter saído a sorrir da Falperra. O “Bala do Douro” estava há praticamente um ano sem competir e a paragem aconteceu para que a sua equipa técnica fizesse um trabalho intenso que permitisse ultrapassar os contínuos problemas técnicos que afetaram em 2023 o seu Silver Car EF10.
Pela amostra do que se passou na Falperra, a missão foi cumprida com êxito, já que o protótipo de origem navarra apresentou um bom índice de fiabilidade e se a abordagem foi conservadora, para evitar problemas, nem isso foi óbice a que a velocidade natural do piloto duriense o colocasse entre os mais rápidos, coroando a sua exibição com o 3º lugar e a conquista de mais um pódio absoluto.
“Estou feliz com a exibição e o resultado neste regresso à Montanha. Depois de tanto tempo parado e de tudo quanto sofremos nas provas anteriores, encarei a prova com cautela e com o foco na busca da fiabilidade do Silver Car EF10, sem qualquer pressão quanto a resultados. Felizmente, cedo deu para perceber que o trabalho feito pela equipa técnica da FRPower Racing Page foi excelente e que o carro estava bem, embora ainda num nível de competitividade conservador. Fui ganhando confiança e os tempos foram saindo, sem nunca estar perto do meu recorde pessoal nesta rampa, o que dá bem conta da contenção que sempre esteve presente na abordagem à pista”, realçou António Rodrigues.
O Top 3 à Geral e na Categoria Protótipos deixou o rápido piloto duriense “muito feliz e é um prémio para todo o sacrifício e trabalho da equipa para garantir sucesso neste regresso. Foi um fim-de-semana especial para mim e para a minha equipa, não só porque a NJ Racing esteve em grande, com a vitória do Nuno e o bom resultado da Rute, mas também porque o nosso Sport Clube da Régua foi campeão e subiu de Divisão!”.
A Nunes Sport esteve novamente em evidência, desta vez na 43ª edição da Rampa da Falperra. Luís Nunes voltou a estar insuperável na sua categoria, carimbando mais uma vitória. Este triunfo tem um significado especial para Luís Nunes, dedicado ao seu falecido pai, no dia em que festejaria o seu aniversário.
Luís Nunes e a Nunes Sport voltou a marcar presença na Falperra, a rampa mais difícil para o Skoda Fabia devido as suas caraterísticas, mas mesmo assim foi mais um fim de semana perfeito com a conquista da quarta vitoria consecutiva por parte da estrutura nortenha.
Luís Nunes liderou a categoria Super Challenge ao volante do seu Skoda Fabia R5 durante todo o fim de semana. A cada subida, foi ganhando confiança e os tempos foram refletindo isso. E nem um sábado difícil, com a meteorologia a complicar as contas dos pilotos, impediu mais um triunfo: “Foi mais um fim de semana perfeito. Não foi fácil, pois, especialmente no sábado, as condições que encontramos não eram favoráveis. Com a chuva a aparecer de forma intermitente, a escolha de pneus e de afinação acabou por se revelar muito complicada. Felizmente, a equipa conseguiu tomar sempre as melhores opções e acabamos o sábado na liderança da categoria. No domingo demos continuidade ao bom trabalho feito e conseguimos baixar ainda mais o tempo a cada subida. De tal forma que melhoramos a nossa melhor marca de sempre nesta rampa. Além das vitórias, temos como objetivo melhorar todos os nossos próprios recordes em cada rampa e estamos muito contentes por ter conseguido isso também na Falperra, com o público fantástico que esteve presente. Uma palavra também à ARC Sport que voltou a estar insuperável, dando-me um carro nas melhores condições possíveis”.
Mas foi um fim de semana difícil para Luís Nunes. Além dos desafios a cada subida, o piloto de Carrazedo de Montenegro – Valpaços, teve de lidar com um fim de semana com uma carga emocional muito grande: “Esta vitória é dedicada ao meu pai, que infelizmente já não está entre nós. Quando vimos a data da rampa da Falperra e vimos que calhava no seu aniversário, disse-me logo que se a sua saúde lhe permitisse queria estar presente e que festejaríamos o seu aniversário na Falperra, com uma vitória. Ele não estava sempre presente, mas era um dos meus grandes apoios. Foi difícil estar na Falperra este ano, sem ele. Mas fico contente por ter conseguido dar-lhe o presente de aniversário que me pediu. Tenho muita pena que ele não esteja aqui comigo para festejar, mas sei que, onde ele estiver, está feliz e orgulhoso do que tenho conquistado. A festa ficou incompleta, mas fico também feliz por celebrar mais este triunfo com a minha família, que sempre me apoia, com os meus amigos e os meus patrocinadores, que continuam nesta caminhada comigo.”
A próxima prova está agendada para 15 e 16 de junho, na Rampa de Santa Marta de Penaguião.
A exemplo do que tinha acontecido em Murça, na prova de estreia do FPAK Júnior Team de Montanha, o trio de jovens pilotos que tripulam os Citroen C1 preparados pela Befast Motorsport voltaram a proporcionar um grande espetáculo na Falperra, com a incógnita quando ao vencedor a prevalecer até à última subida.
E a segunda vitória consecutiva de Martim Pereira foi tudo menos fácil. Aliás, o jovem piloto viveu um momento de grande apreensão log na 1ª Subida de Prova, disputada no sábado, quando desistiu a meio da subida, ficando aí, desde logo, forçado a marcar tempos nas duas subidas de prova de domingo para poder constar na classificação.
Revelando nervos de aço, atacou no dia final, sendo o mais rápido entre os C1 do FPAK Júnior Team, logrando assim vencer, embora com escassos 209 milésimos sobre João Barroso, segundo classificado.
Quanto a Barroso, tem razões para sair feliz de Braga. Não só demonstrou um andamento muito mais forte do que o que tinha conseguido em Murça, como provou que vai estar na luta pela conquista do troféu. Inglório foi o desfecho do fim-de-semana para Guilherme Silva.
O bracarense da PDAuto não conseguiu alinhar na última subida, numa altura em que estava em condições para lutar pela vitória, sendo assim forçado a contentar-se com um 3º lugar. Fica, no entanto, mais uma exibição a demonstrar todo o seu talento.
Numa rampa que é a “sua casa”, João Silva tornou-se o piloto que desfez a invencibilidade de Armando Freitas na temporada, levando o seu Peugeot 106 Rallye a uma vitória que não esquecerá, Freitas quedou-se no 2º lugar, mas está cada vez mais firme na luta pela renovação do título.
A atestar pelos tempos nas duas primeiras subidas de prova, parecia tudo encaminhado para que Armando Freitas levasse o seu Toyota Starlet amarelo ao quatro triunfo consecutivo da temporada.
O fafense foi mais rápido do que João Silva nas duas ocasiões, embora o jovem piloto do Peugeot nunca rodasse longe sem que na derradeira subida, Armando Freitas ficou pelo caminho, abrindo as portas a João Silva para que ele chegasse à vitória, quedando-se o campeão em título pela segunda posição.
Rui Amorim é sempre presença assídua na Falperra e, quando alinha, torna-se candidato à discutir os lugares cimeiros. Foi o que voltou a fazer na edição 2024 da Falperra. Amorim tripula um Citroen AX Sport muito bem preparado e foi sempre quem mais perto rodou dos dois da frente, sendo assim premiado com o 3º lugar e a subida ao pódio.
Destaque ainda para o triunfo de Diogo Barroso na Divisão Clássicos 1300. O piloto compareceu na Falperra com um elegante e robusto FIAT 124 de 1971, logrando ainda imiscuir-se no Top 10 da geral dos 1300.
Fazendo jus ao favoritismo que lhe era atribuído, Rui Costa impôs com autoridade o seu Ford Escort RS 1600 na peleja dos Clássicos de Montanha JC Group, terminando com substancial avanço sobre todos os opositores.
O domínio de Rui Costa foi exercido de fio a pavio, vencendo entre os Clássicos em todas as subias do programa, concluindo a rampa organizada pelo Clube Automóvel do Minho com uns substanciais 7,2 segundos de vantagem. O seu Ford Escort RS 1600 denota um nível de preparação que o coloca num outro patamar, permitindo ao piloto impor a sua lei de forma clara.
Atrás de si, Flávio Sainhas cedo viu que não poderia ombrear com o futuro vencedor. O campeão em título e líder da tabela pontual do campeonato, focou-se na obtenção do 2º lugar, sabendo que tal alvo lhe iria permitir não só amealhar muitos pontos, mas ainda reforçar a liderança, colocando-o ainda mais perto da revalidação do título nacional.
Conseguiu o que queria e sem que os seus adversários que com ele lutam pelo cetro de campeão pudessem sequer lhe mover qualquer oposição.
O terceiro posto foi alcançado por Ricardo Pereira.
O piloto do Ford Escort MKII repetiu o feito que já tinha alcançado na Rampa da Arrábida, única prova da temporada em que já tinha alinhado, mercê de uma condução extremamente eficaz, sendo ainda de destacar a excelente preparação que o seu carro ostenta.
A exemplo do que sucedeu em 2023, Luís Barros confirmou todo o favoritismo que lhe era atribuído nas contas do Campeonato de Portugal Legends de Montanha JC Group, impondo na Falperra o seu “musculado” Ford Sierra RS500.
Tal como acontece com os factos, também contra cavalos de potência, quando bem guiados, não existem argumentos. Numa frase, o resumo da vitoria tranquila de Luís Barros na liça dos Legends de Montanha. O patrão e piloto do VLB Group tem no Ford Sierra RS500 uma arma letal, com o carro americano a demonstrar um poderio difícil de sequer ser aproximado pelas “montadas” dos adversários. A isso junta-se a forma eficaz como Barros domina o potencial do Sierra.
Na prova do Clube Automóvel do Minho, Luís Barros não só foi registando sempre os melhores tempos, subida a subida, mas também paulatinamente aumentando a diferença de tempo para os mais diretos opositores, construindo uma vitória incontestável.
Vindo de dois triunfos (Penha e Murça) que o colocaram na linha da frente da discussão do título, António Barros voltou a rubricar uma exibição de fino recorte com o seu BMW E36 M3. Sabedor de que seria impossível ombrear com Luís Barros, focou-se na obtenção do 2º lugar, objetivo que cumpriu de forma tranquila, realizando assim mais uma excelente operação pontual. António Barros é claramente o grande candidato ao título.
O pódio dos Legends de Montanha ficou fechado com a presença no 3º lugar de Simplício Taveira.
Não temos dúvidas que o piloto de Vila Real realizou na Falperra uma das melhores exibições da sua carreira, apresentando-se no traçado bracarense com uma velocidade incrível e uma eficácia a condizer, sendo ainda de realçar a fiabilidade e nível de competitividade do Peugeot 106 S16 que utiliza e é preparado pela MNE Sport. Taveira tem tudo para terminar o campeonato no pódio.
A 43ª edição da Rampa Internacional da Falperra consagrou este domingo Christian Merli (Osella FA30 Judd LRM) como vencedor da terceira prova do Europeu de Montanha (CER).
A nível absoluto (categoria 2) as expetativas não foram defraudadas, em termos competitivos, confirmando-se o anunciado duelo entre o campeão Christian Merli e o pretende ao título Geoffrey Schatz que teve em Braga o seu terceiro capítulo da época, desta vez favorável ao campeão italiano, podendo-se dizer-se que Merli continua a ser o “rei da Falperra”.
Schatz chegou a estar na frente, por 0.214s, após as duas primeiras subidas de prova, mas na terceira, a do tudo ou nada, deu um “toque”, enquanto o seu rival, com uma subida perfeita, chegou ao segundo 49. Merli garantiu, deste modo, a sua primeira vitória da época ao fim de três provas, algo que o deixou bastante satisfeito: “A temperatura estava baixa e arranquei tudo na última subida. Correu bem, mas não foi de todo fácil…”.
O último lugar do pódio seria conquistado pelo belga Corentin Starck (Nova NP 01). Ainda no Europeu, mas na categoria 1 o checo Reto Meisel (Mercedes Benz SLK 340) dominou claramente (4s de diferença) face ao francês Nicolas Werver (Porsche 997 GT3R), sendo terceiro o macedónio Igor Stefanovski (Ferrari 488 Challenge Evo).
A 43ª Rampa Internacional da Falperra acolheu no seu programa a 4ª prova do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, assinalando assim o dobrar da primeira metade da temporada. No Olimpo da prova organizada pelo Clube Automóvel do Minho ficarão as vitórias de Hélder Silva na geral e entre os Protótipos, secundado pelos regressados Hugo Araújo e António Rodrigues. Vítor Pascoal, Parcídio Summavielle e Luís Nunes triunfaram respetivamente nas Categorias GT, Turismo e Super Challenge.
Casa cheia e a abarrotar de participantes que enfrentaram dois dias exigentes, num programa extenso e onde a meteorologia desempenhou um papel importante, mormente no sábado, dia em que a chuva acabou por afetar o programa previsto.
Incontestável foi a terceira vitória consecutiva de Hélder Silva. O tricampeão nacional em título foi sempre o mais forte, subida após subida, cenário que, salvo escassas exceções, tem sido o “pão nosso” desde que estreou a nova Osella PA21S LRM da Power House na Penha. São já três vitórias consecutivas e está aberta uma “autoestrada” para que o “Míssil da Póvoa” chegue ao seu quarto título nacional.
Atrás de si, os lugares de honra tiveram novidades. A Falperra marcou o regresso de Hugo Araújo e António Rodrigues, dois pilotos que se transformariam em protagonistas da prova bracarense, assumindo o papel de “delfins” de Hélder Silva na luta pelo pódio absoluto, acabando por assegurar os dois lugares disponíveis, logo atrás do craque poveiro.
No caso de Hugo Araújo, o que o denominado “Ninja de Braga” fez é verdadeiramente notável. Sem competir em Montanha regularmente desde 2020, tendo registado apenas uma participação pontual na Falperra em 2022, Hugo Araújo não se sentiu nada limitado por se estar a estrear aos comandos de um Silver Car EF10 e foi paulatinamente evoluindo os seus tempos de forma significativa, colocando no final o protótipo navarro na 2ª posição da geral, alcançando assim o primeiro pódio absoluto da sua carreira na modalidade.
Já António Rodrigues tem razões para ter saído a sorrir da Falperra. O “Bala do Douro” da NJ Racing/Lusimed estava há praticamente um ano sem competir e a sua equipa técnica fez um trabalho intenso para ultrapassar os contínuos problemas de motor no seu Silver Car EF10. Missão cumprido e se a abordagem foi conservadora, para evitar problemas, nem assim isso foi óbice a que a velocidade natural do piloto duriense o colocasse entre os mais rápidos, coroando a sua exibição com o 3º lugar e a conquista de mais um pódio absoluto.
Foi uma jornada muito positiva para a NJ Racing, pois Nuno Guimarães, o colega de equipa de António Rodrigues, levou o Silver Car S2 a mais uma vitória tranquila na slides dos Protótipos B, sendo aqui secundado pelo jovem Afonso Santos, 2º no BRC B49 Evo da Power House, com bracarense Sérgio Nogueira (BRC CM 05 EVO) e fechar o pódio.
GT: líder do campeonato queria pontuar e acabou por vencer!
Numa prova em que o plantel da Categoria GT foi verdadeiramente de luxo, a luta pela supremacia foi intensa e muito aberta. Basta dizer que no fecho da prova, os dois primeiros ficaram separados por 72 milésimos e os três primeiros couberam dentro de uma míngua margem de pouco mais de meio segundo!
Carlos Vieira, fez na Falperra a sua habitual aparição pontual e voltou a provar toda a sua rapidez. Inscrito com um Porsche 992 GT3 CUP, quer no CPM JC Group, quer no Europeu, imprimiu sempre um andamento forte e só o toque que deu na 2ª Subida de Prova o impediu de voos mais altos, ainda cima do já excelente Top 4 na geral da Categoria 1 do Europeu e do 2º lugar no Grupo 2, posição idêntica à que registaria entre os GT na refrega nacional.
Nesta luta particular, acabaria por ser o “suspeito do costume” a triunfar. Vítor Pascoal assumia antes da prova que iria à Falperra em busca de pontos para consolidar a liderança do campeonato, sem obsessão pelo triunfo. Ao longo dos dois dias, foi de uma eficácia tremenda e, quando percebeu que a vitória estava ao alcance, atacou e conquistou um precioso terceiro triunfo na época que o isola ainda mais na busca do seu quarto título nacional.
O pódio dos GT ficou completo com Gabriela Correia. A “Princesa da Montanha” jogava em casa e cedo se percebeu que estava intensa e capaz de rodar muito forte, perto dos seus adversários diretos, assegurando um positivo 3º lugar. A exemplo do que fez Vieira, a talentosa piloto do JC Group Racing Team inscreveu o seu Mercedes AMG GT4 na competição nacional e na europeia. Aqui logrou ser 9 da geral da Categoria 1, ficando no 4º posto do Grupo 1. Fim-de-semana de grande nível por parte da atual vice-campeão da categoria.
Turismo: Parcídio Summavielle soma e segue
Mesmo com alguns regressos, participações pontuais, incluindo de pilotos estrangeiros e “montadas” novas, os três lugares do pódio da Categoria Turismo e os triunfos nas três divisões acabaram por ser assegurados por pilotos que já ostentavam grande dose de favoritismo.
Dando continuidade a uma época de sonho, Parcídio Summavielle levou o Cupra TCR da Befast Motorsport à vitoria na categoria e na Divisão 2, com o “Bisturi de Fafe” a rubrica ruma exibição de excelência, colocando os adversários nas duas frentes a farta distância.
Na geral da categoria, foi secundado por Daniel Pacheco. O paredense esteve novamente muito forte e juntou ao Top 2 na categoria, uma vitória tranquila na Divisão Turismo 1, sendo cada vez mais claro que está muito adaptado ao seu novo Mitsubishi Lancer EVO X.
Fim-de-semana em grande foi o que rubricou o bracarense Paulo Silva. Muito afoito na abordagem à “sua” rampa, o piloto do Audi RS3 LMS da PDAuto andou sempre nos limites e, apesar de não ter evitado um toque, foi capaz de reclamar o 3º lugar da categoria, sendo ainda 2º colocado na T2. Aqui, o pódio ficou também preenchido com a presença do espanhol Javier Alvarez, terceiro aos comandos de um competitivo VW Golf TCR.
Já na T1, Daniel Pacheco foi secundado por Carlos Gonçalves (Mitsubishi Lancer EVO X) e pela bracarense Daniela Marques, num Subaru Impreza STI WRX.
Quando à Divisão Turismo 3, o flaviense Luís Delgado impôs o seu favoritismo, na estreia da nova aquisição da equipa VLB Group, um valioso BMW 320 SI WTCC ex-fábrica. Delgado ainda deu um toque logo na primeira subida de treinos de sábado e enfrentou alguns problemas técnicos menores no carro alemão, mas nada impediu de vencer, na frente de Roberto Meira (Renault Clio) e de Estevão Oliveira (Honda Civic Type R).
Luís Nunes manteve a invencibilidade entre os Super Challenge
Com mais de três dezenas de participantes, a Categoria Super Challenge foi palco de duelos intensos, exibições a condizer e muito espetáculo e luta pelas posições cimeiras. Todas não, pois Luís Nunes continua a provar, rampa após rampa, porque tem cinco títulos nacionais no seu bornal e porque merece o cognome de “Foguetão de Valpaços”.
Seja em que traçado for, o trasmontano é sempre capaz de extrair todo o potencial do seu bem preparado Skoda Fabia R5. Na Falperra, foi sempre o mais rápido e concluiu a prova saboreando o quarto duplo triunfo consecutivo, marcando presença no degrau mais alto do pódio da Categoria e ainda do Grupo SC-A.
Logo atrás, foi também o habitual “delfim” de 2024 a brilhar. José Lameiro tem melhorado as suas performances e está cada vez mais perto de Nunes, sendo claro que o seu Skoda Fabia Super Car está também cada vez mais competitivo. O duplo 2º posto na Categoria e entre os SC-A são prémios merecidos para o aveirense da Diatosta.
Grande exibição foi a que protagonizou o bracarense do grupo TDS, Manuel Rocha e Sousa. Mais habituado ao “musculado” Ford Focus Super Car, Rocha e Sousa garantiu o 3º degrau dos mesmos dois pódios onde estiveram Nunes e Lameiro, sendo claro que tem tudo para ainda melhorar durante a temporada.
Imponente foi o triunfo de João Silva no Grupo SC-B, palco onde colocou o seu Toyota Starlet a rodar “a milhas” da concorrência. Muito mais curta foi a diferença entre Diogo Azevedo, 2º classificado no Fiat Uno 45 S da MNE Sport e Catarina Silva, que se estreou neste grupo, levando o Citroen C1 da Famaconcret ao 3º lugar.
Já entre os SC-C, foi incrível duelo entre Alberto Pereira (Honda Civic Type R) e Bruno Rodrigues (Citroen Saxo). Pereira venceu pela escassa margem de 394 milésimos, com ambos a alternarem o melhor tempo nas subidas e o piloto lisboeta do Saxo a sofrer ainda um acidente no sábado, por falta de travões. A luta entre os dois promete novos capítulos. O 3º lugar entre os SC-C foi em Braga, mercê da exibição segura de Carlos Silva (Renault Clio RS).
Também míngua foi a margem que ditou o vencedor no Grupo SC-D: 329 milésimos. Daniel Correia (Renault Clio) acabaria por prevalecer face a João Diogo Santos (Peugeot 207 RC 1.6 THP), com os dois a provarem ao longo da prova que o triunfo poderia ter pendido para qualquer dos lados. Donato Jácome (BMW 316i) fechou as contas do pódio neste grupo, assegurando o 3º lugar.
TPMM: Miguel Matos foi soberano
A luta entre dois os monolugares presentes na prova do Clube Automóvel do Minho a ser a primeira foi claramente favorável ao jovem vimaranense Miguel Matos.
O piloto da RG Competições é exímio a “espremer” o enorme potencial do seu GRIIIP G1-17 e foi natural e vincada a capacidade para colocar o bracarense Ricardo Gomes (Signatech F4) sempre a uma distância confortável, com Miguel matos a ousar ainda fazer tempos que, subida após subida o colocavam sempre entre os cinco mais rápidos de todo o pelotão nacional.
Piloto bracarense celebra 10 anos desde a estreia na “sua prova” recorrendo a um protótipo da marca navarra.
Hugo Araújo vai celebrar de forma especial os 10 anos desde que pela primeira vez participou na Rampa da Falperra – em 2014: “tenho memória de assistir pela primeira vez à Rampa da Falperra em 1985 – então com 4 anos – e nunca mais me esqueci do andamento do protótipo do Mauro Nesti, do espetáculo sonoro do Audi Quattro do Claude Jeanneret ou do Volvo 240 Turbo e BMW 635 CSi dos portugueses António Rodrigues e José Peres. Foi a partir daquele momento que passei a sonhar em ser piloto” refere Araújo.
O piloto que defenderás as cores da TERMOFILM / RECIFE / SAFENOR / NM3D IBERICA / ADOPTHOUSE / SPORTCAR / QUIMIGUIMA / MR.PIZZA / ANDREIA S.A. não esconde a alegria de poder concretizar este projeto alavancado pelo vontade dos seus patrocinadores de que esta seja uma Rampa da Falperra memorável.
Atualmente afastado dos campeonatos nacionais – foi tetra-campeão em 4 campeonatos consecutivos e distintos de 2016 a 2019 e vice-campeão Turismos de Montanha 2019 – o bracarense está atualmente com um projeto desportivo internacional, correndo no mítico Inferno Verde – Nürburgring Nordschleife. No entanto a data marcante aliada à inesperada oportunidade de pilotar um protótipo fizeram o resto.
“Tenho planos para regressar ao CPM em 2025 e esta será uma oportunidade de ouro para perceber a minha adaptação ao SILVERCAR, para os meus patrocinadores avaliarem o retorno do investimento, para celebrar os 10 anos desde a primeira e tão sonhada participação, enfim, espero que seja um fim de semana memorável”.
Hugo Araújo é competitivo por natureza. Habituado a lutar pelas vitórias em todas as categorias em que se insere, desde a velocidade aos ralis, não será de estranhar que possa imiscuir-se no pódio dos Protótipos B apesar do piloto revelar alguma cautela quanto a objetivos desportivos.
“Estou e vou certamente acusar alguma falta de ritmo de Montanha. Correndo no Nordschleife ajuda óbvio, mas tirando a volta de qualificação, as corridas são longas e estamos sempre num ritmo de gestão diferente, inclusive de poupança de material, bem diferente do ritmo que se imprime na Montanha. Fará 2 anos que fiz a Falperra pela última vez, porém sei que quando coloco o capacete as coisas podem mudar. Sou competitivo e quero mostrar que tenho lugar neste CPM ao mais alto nível, mas não posso hipotecar um futuro projeto por um resultado esporádico pelo que terei de ter isso em consideração, até porque, vou guiar o SILVERCAR pela primeira vez na primeira subida de Sábado!”.
O piloto que defenderá as cores de parceiros portugueses, não esconde a satisfação por poder estar presente neste evento desportivo de referência da cidade que o viu nascer.
“Esta Rampa traz muito à cidade e espero poder maximizar o sucesso da mesma com a imagem dos meus patrocinadores. O meu profundo agradecimento a todos os que me ajudam a tentar o regresso. Depois de pandemia não tem sido fácil, mas tenho tido um incrível apoio de todos, quer por parte de equipas que manifestam interesse, quer pelos amigos e família, quer pelos patrocinadores – recentes e menos recentes – e também dos muitos fans que se têm pronunciado e dado o seu apoio.”
O piloto bracarense e o SILVERCAR EF10 estão presentes esta tarde na exposição inaugural do evento no centro da cidade de Braga antes de se darem à parte competitiva da rampa. O traçado da 43ª Rampa Internacional da Falperra tem uma extensão de 5200 metros, com uma inclinação média de 5,0% e uma inclinação máxima de 9,00%. Na jornada de sábado, os pilotos do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group enfrentam duas subidas de treinos e uma de prova, com a jornada a ter início aprazado para as 11:05 da manhã. No domingo, a refrega começará cedo, logo às 9:25, com a última subida de treinos do fim-de-semana. Seguem-se as restantes duas subidas de prova, estando a cerimónia de entrega de prémios marcada para as 16:00 horas.
A Power House está pronta para atacar este fim-de-semana a 43ª Rampa Internacional da Falperra com todo o seu plantel. Hélder Silva volta a ter a companhia de Nuno Caetano e Afonso Santos e enquanto o tricampeão nacional visa a vitória absoluta nas contas do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, os seus colegas de equipa têm os olhos postos nos lugares de pódio das suas respetivas divisões.
À chegada à Falperra, a relação entre Hélder Silva e a sua nova Osella PA21/S equipada com um motor LRM 2000 toca as raias da perfeição: duas provas, Penha e Murça, dois triunfos imperiais.
Agora, o “Míssil da Póvoa” enfrenta o duplo desafio de dar continuidade ao seu domínio caseiro, enquanto mede forças com a brava “armada” do Europeu de Montanha.
“A Falperra é sempre um grande desafio. Estaremos em duas frentes, tentando no Europeu conseguir um triunfo no nosso Grupo e uma classificação digna à geral, mesmo sabendo que nada podemos fazer contra os protótipos com motores de maior cilindrada e muito mais potência e, na luta do nossos campeonato, obviamente que queremos ganhar pela terceira vez consecutiva. Vai ser duro, são muitos e bons os adversários, mas estamos confiantes de que seremos competitivos!”, realça Hélder Silva.
Nuno Caetano está pronto e motivadíssimo para entrar no habitáculo da sua “barchetta” Osella PA21S EVO. A Falperra será a segunda prova que faz este ano na Montanha e, a exemplo do que conseguiu na Penha, o piloto português radicado em Londres quer “andar rápido, desfrutar deste ambiente incrível que a Falperra proporciona e lutar pelos lugar do pódio da Divisão Protótipos A. É um objetivo ambicioso, pois são muitos e bons os pilotos que estarão na discussão, mas vamos dar tudo para sair de Braga com um bom resultado”.
Por seu lado, o “rookie” Afonso Santos assume o entusiasmo “por poder correr na Falperra. Ainda para mais numa edição em que o meu pai também vai correr. Obviamente, que vou me concentrar e me focar em aproveitar mais uma rampa que desconheço para aprender e evoluir a minha condução e a minha adaptação ao BRC B49 EVO e, claro, tudo fazer para ficar no pódio dos Protótipos B”.
Torres da Silva, diretor desportivo da Power House sente-se “muito satisfeito e orgulhoso do que a equipa tem feito esta época, a exemplo do que temos alcançado nos anos anteriores. Lutar pelas vitórias e pelos títulos está no nosso DNA e assim queremos que continue. Estamos muito confiantes de que o Hélder, o Nuno e o Afonso vão ser muito competitivos em Braga e que sairemos da Falperra com mais um naipe de resultados de topo!”.
O traçado da 43ª Rampa Internacional da Falperra tem uma extensão de 5200 metros, com uma inclinação média de 5,0% e uma inclinação máxima de 9,00%. Na jornada de sábado, os pilotos do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group enfrentam duas subidas de treinos e uma de prova, com a jornada a ter início aprazado para as 11:05 da manhã. No domingo, a refrega começará cedo, logo às 9:25, com a última subida de treinos do fim-de-semana. Seguem-se as restantes duas subidas de prova, estando a cerimónia de entrega de prémios marcada para as 16:00 horas.