Categoria: Montanha

  • José Correia: “acaba por ser um resultado positivo”

    José Correia: “acaba por ser um resultado positivo”

    O “patrão” e piloto do JC Group Racing Team esteve sempre muito eficaz na Rampa Porca de Murça e conseguiu o segundo lugar à geral e, por conseguinte, na sua categoria.

    Correia alcançou assim o terceiro pódio na temporada com o seu Norma FC 20, que começou bem o ano, mas que deu dores de cabeça na segunda prova.

    O piloto bracarense apontava à vitória, mas tal acabou por não se concretizar: “Conseguimos um bom segundo lugar. Não era o que pretendíamos, pois, a vitória é sempre o nosso foco principal. Mas quando tal não é possível, temos de amealhar o máximo de pontos possível. Acaba por ser um resultado positivo, mas não ficamos satisfeitos. Queremos mais e vamos trabalhar afincadamente para estarmos na máxima força na Falperra.”

  • Gabriela Correia: “acabou por correr melhor do que estava à espera”

    Gabriela Correia: “acabou por correr melhor do que estava à espera”

    Gabriela Correia acabou por ser um dos destaques do fim de semana. A Princesa da Montanha começou forte e, apesar da concorrência feroz, terminou o primeiro dia de competição na frente, aos comandos do seu Mercedes AMG GT4. No entanto, a valia das máquinas dos adversários fez-se notar e, no final, conseguiu o terceiro lugar na categoria GT.

    Gabriela estava feliz no final da prova, destacando que a sua prioridade são as competições em circuitos, pelo que resolveu não arriscar em demasia: 

    “Ia com expectativas baixas para esta prova, mas acabou por correr melhor do que estava à espera. A primeira subida oficial correu bem e senti que podia lutar por um bom resultado. No entanto, a valia das máquinas dos meus adversários fez-se sentir na segunda subida oficial. Arrisquei, dei tudo, mas não foi o suficiente para manter a liderança, por isso, resolvi não arriscar tanto na terceira subida. A minha prioridade este ano são as competições em circuitos e nem vou fazer o CPM todo. Devido à proximidade de algumas datas terei de faltar a algumas provas”

    “Muito provavelmente não estarei na Falperra”

    A vice-campeão em título da Categoria GT revela ainda que deverá estar ausente da próxima prova, que se realiza em Braga, sua cidade-natal: “tenho pena, pois foi aí que tudo começou, mas não posso arriscar danificar o carro, com provas tão próximas. E é também uma forma de protesto. Não creio que os pilotos do nacional sejam bem tratados na Falperra e, por isso, não participarei este ano. Acredito, inclusive, que se a atitude da organização se mantiver, poderá haver mais pilotos a tomarem a mesma decisão no futuro”.

  • Vítor Pascoal: “A vitória em Murça foi uma das melhores da minha carreira!”

    Vítor Pascoal: “A vitória em Murça foi uma das melhores da minha carreira!”

    Vítor Pascoal viveu na Rampa Porca de Murça uma verdadeira saga, com o piloto de Baião a assumir o papel de herói que tudo suplantou para conquistar a glória. De um despiste no sábado que quase deitava tudo a perder, até impor no domingo a sua lei de forma imperial na competitiva Categoria GT, foi um “filme” digno de sala cheia. O triunfo reforçou a sua liderança do campeonato, ficando assim mais próximo do “tetra”.

    Foi impróprio para cardíacos. E, claramente o que aconteceu com Vítor Pascoal faz jus ao dizer popular que defende que “A Sorte protege os Heróis”.

    Disposto a regressar aos triunfos, depois do 2º lugar obtido entre os GT na Penha, o piloto do Porsche 991.2 GT3 CUP do Baião Rallye Team viu-se perante a oposição de um forte plantel , com a Categoria GT a ter oito pilotos na prova organizada pelo CAMI Motorsport.

    E tudo ia desmoronando logo no dia inaugural da rampa: “tenho muito que agradecer à minha equipa técnica. No sábado começamos bem nos treinos, mas tivemos uma saída na primeira subida oficial, que aconteceu, não por erro meu, mas, por ter partido uma peça da direção. Os nossos técnicos fizeram um trabalho notável para recuperar o Porsche durante a noite, sendo aqui também importante o facto de nos terem cedido algumas peças, o que agradeço profundamente”, revela o piloto eu lembra que “o toque arruinou o dia de sábado e colocou-nos sobre pressão para domingo, pois fiquei obrigado a registar dois tempos nas duas subidas de prova finais para me classificar”.

    Mas, se alguém estava à espera de que o tricampeão nacional em título se iria retrair e abordar a jornada decisiva à defesa, falhou a previsão redondamente. O dia decisivo desta terceira prova do campeonato viu Vítor Pascoal arribar aos 4200 metros do traçado da denominada “Serpente de Murça” disposto a presentar o publico presente com uma das melhores exibições da sua carreira.

    No dia de sábado, os cinco pilotos mais lestos da Categoria GT rodaram todos muito juntos, fazendo tempos na casa  dos 2:16 a 2:19, com Pascoal a também não conseguir melhor nas duas subidas de treinos que concluiu. No domingo, mesmo em tempo de forcing final, os seus concorrentes pouco melhoraram, almejando rodar em 2:15.

    E o que fez o “Sniper de Baião”?… Na 2ª Subida de Prova cravou no cronómetro a espantosa marca de 2:13.891 e, na 3ª Subida de Prova, mesmo com a parte final da rampa já sob chuva, rodou em 2:14.901, voltando a colocar em sentido todos quantos o queriam suplantar. Foi uma vitória “das antigas”: na raça, no querer e no talento!

    “Abordamos o domingo com o foco em ir em busca do prejuízo e garantir uma boa posição. Como é óbvio, nem nos passava pela cabeça a vitória , mas, também não sou de deitar a toalha ao chão. Na 2ª Subida Oficial dei tudo e noa 3ª ainda tentei lutar pelo 3º lugar do pódio absoluto, mas a parte final da rampa estava molhada e tive de ser cauteloso. Mesmo assim, juntar o triunfo nos GT ao 4º posto final na geral foi magnífico. Continuamos na luta nas duas frentes e tudo faremos para alcançar os nossos objetivos”, salientou Vítor Pascoal.

    Líder reforçado na tabela pontual, o piloto do Baião Rallye Team começa já a preparar a sua dupla participação no tradicional encontro anual com o Europeu de Montanha que, uma vez mais, acontecerá na Rampa Internacional da Falperra. O evento organizado pelo Clube Automóvel do Minho acontece nos dias 17,18 e 19 de Maio.

  • Joaquim Teixeira: ”quis ver se era minimamente competitivo e penso que passei nesse teste!…”

    Joaquim Teixeira: ”quis ver se era minimamente competitivo e penso que passei nesse teste!…”

    Um ano depois, Joaquim Teixeira voltou a sentar-se num carro de competição e fê-lo ao mais alto nível. O “Demolidor de Trás-os-Montes estreou na Rampa Porca de Murça o Hyundai Elantra N TCR adquirido pela JT59 Racing Team e “demoliu” a concorrência na Categoria Turismo e na Divisão Turismo 2, logrando ainda ficar dentro do Top 10 absoluto.

    Inesquecível. Assim será para Joaquim Teixeira, para a sua família, para a sua equipa e para todos os aficionados da Montanha, o regresso protagonizado por um dos mais laureados pilotos da modalidade.

    Um ano de total inatividade não se fez sentir, embora o piloto o referisse, vindo à superfície a mescla quase perfeita de talento e garra que Joaquim Teixeira sempre ostenta em competição. O piloto e “patrão” do JT59 Racing Team estreou na Rampa Porca de Murça o novo Hyundai Elantra N TCR da equipa que fundou e dirige e, ao longo do fim-de-semana dominou a Categoria Turismo, suplantando com autoridade concorrência muito forte, tendo sido capaz de evoluir nos tempos de forma sempre significativa, ostentando uma condução sólida.

    Já no pódio final, foi enorme a ovação a saudar este regresso que, ao que parece, será apenas pontual. Se assim é ou não, o futuro o dirá. Para os anais da história fica a veia vencedora do “Demolidor de Trás-os-Montes”!

    “Foi um fim-de-semana foi de muitas emoções. Após um ano de ausência, por motivos particulares, voltei, mas a falta de ritmo sente-se muito. Voltei para ver se ainda conseguia ter condições de participar numa prova de automobilismo e ser minimamente competitivo e penso que passei nesse teste!…”, começa por salientar Joaquim Teixeira. O transmontano sente-se satisfeito por “ter conseguido me adaptar a uma nova viatura e, mesmo sem conseguir, como é óbvio extrair todo o sue potencial, foi suficiente para vencer a categoria e a divisão, conseguindo ainda ficar dentro do Top 10 da geral”.

    A escolha de Murça para este regresso foi óbvia: “é uma prova que me diz muito, onde tenho muitos conterrâneos, e amigos que me apoiaram sempre durante este ano e também neste fim de semana com palavras de incentivo. Foi bom regressar ao convívio com todos os meus colegas e amigos do CPM, e pude ver que muitos durante todo o fim de semana me apoiaram e tiveram sempre uma palavra para saber como me estava a aguentar neste regresso”.

    Joaquim Teixeira viveu momentos de grande emoção e desta o carácter especial desta participação por “ter sido na companhia em pista do meu filho Daniel, possível graças à confiança que o André Fernandes da ASF depositou em nós, ao confiar-lhe um dos seus Porsche 997. Quero ainda agradecer ao Nuno e ao Jorge Mourão, que tudo fizeram no Hyundai, para que eu tivesse a viatura sempre nas melhores condições mecânicas. Agradeço também aos meus filhos Sónia Teixeira , Daniel Teixeira, à minha companheira Catarina Correia Teixeira e ao Vitor Teixeira todo o apoio que sempre me deram durante este ultimo ano. Quero ainda salientar que, sem a motivação, apoio e incentivo da minha filha Sónia este ano a JT59 Racing Team não estaria ativa!”.

    O consagrado piloto não deixou de “agradecer aos meus patrocinadores: Município de Murça, Município de Boticas, Bompiso, Intermarché (Alijó e Valpaços), Jacinto Marques Oiveira, Potauco, Officials, Publiserv, Grupo Ópticas Preguiça e Pizzeria Pasta Fina. Bem hajam por tudo!”.

  • Joaquim Rino conquista em Murça a primeira vitória da temporada!

    Joaquim Rino conquista em Murça a primeira vitória da temporada!

    Aos comandos do BRC 49 Evo da Articimentos, Joaquim Rino coroou uma exibição exemplar na Rampa Porca de Murça com uma vitória sólida entre os Protótipos B. O “Senador de Porto de Mós” logrou ainda conquistar o Top 8 da geral na prova organizada pelo CAMI Motorsport.

    Está a ser uma época 2024 autenticamente de luxo para Joaquim Rino. O consagrado piloto da Articimentos apareceu na presente temporada do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group em plena forma, ostentando um ritmo endiabrado e uma eficácia a toda a prova.

    Em Murça, esteve soberbo, assinando um fim-de-semana imaculado, sem erros de monta e sempre a demonstrar um crescendo de rapidez que o levou a devorar os 4200 metros do traçado transmontano sempre entre os melhores. No final, o primeiro triunfo da época entre os Protótipos B e o 8º lugar da geral foram o corolário merecido da exibição de Joaquim Rino.

    “Como tenho dito, gosto imenso da pista de Murça e é sempre um prazer imenso correr aqui. O fim-de-semana foi excelente. A FR Power fez um trabalho incrível no BRC e senti-me sempre seguro para atacar e andar rápido. A vitória deixa-me muto feliz, mas, acima de tudo, destaco a satisfação que sinto por correr num campeonato com tão bom ambiente. Quero parabenizar o jovem Afonso Santos, que fez uma excelente exibição e que mostrar ser um piloto com muto futuro. Senti muito orgulho por o ter comigo no pódio”.

    Com esta vitória, Joaquim Rino saltou para o comando da tabela pontual dos Protótipos B e consolidou claramente a sua posição entre os pilotos que irão discutir o título.

    Agora, o Campeonato de Portugal de Montanha JC Group ruma até Braga. É tempo do tradicional encontro anual com o Europeu de Montanha que, uma vez mais, acontecerá na Rampa Internacional da Falperra. O evento organizado pelo Clube Automóvel do Minho acontece nos dias 17,18 e 19 de Maio.

  • FPAK Júnior Team: Martim Pereira vence em Murça duelo aceso com Guilherme Silva

    FPAK Júnior Team: Martim Pereira vence em Murça duelo aceso com Guilherme Silva

    Foi uma luta emocionante e que prendeu a atenção de todos quantos estiveram em Murça. Os “jovens lobos” do FPAK Júnior Team disputaram taco-a-taco a honra de inscreverem o nome no troféu do vencedor da primeira prova na modalidade deste troféu. Martim Pereira acabou por se superiorizar, após uma luta titânica com Guilherme Silva.

    Murça assinalou o arranque do FPAK Júnior Team, integrado no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group. Este ano a Montanha é a nova modalidade a integrar o programa de desenvolvimento de jovens pilotos desenvolvido sob a égide da FPAK e conta com a participação de três jovens pilotos: João Barroso, Martim Pereira e Guilherme Silva.

    O primeiro aplauso vai para a consistência e capacidade para não cometer erros graves por parte dos três jovens pilotos, sem que tal fosse óbice para uma enorme evolução dos tempos obtidos ao longo das sete subidas do fim-de-semana.

    Foi notória essa capacidade de extrair pouco a puco todo o potencial dos 3 Citroen C1 preparados pela Befast Motorsport, fazendo mesmo com que os três “rookies” fossem capazes de se intrometerem e saírem vencedores na luta dos carros com motores até 1000cc.

    Mas já lá vamos. Primeiro, a luta pelo triunfo no FAPK Júnior Team.

    Aqui, foram dois os protagonistas principais: Martim Pereira e Guilherme Silva. Os dois são “segundas gerações” de clãs ligados à Montanha. Martim é filho de Matine Pereira e Guilherme tem como progenitores Daniela Marques e Paulo Silva. A competição está-lhes no sangue e provaram-no nos 4200 metros da pista de Murça.

    Martim dominou o primeiro dia, embora vendo Guilherme se aproximar paulatinamente. No Domingo, o bracarense da PD Auto logrou ser mais rápido do que Martim Pereira na 2ª Subida de Prova, com os dois a adiarem a decisão da vitória para 3ª Subida que fechava o programa. Aqui, Martim foi notável e baixou em cerca de três segundos o seu melhor tempo, enquanto Guilherme não evitava um pequeno erro que lhe custou algum tempo.

    Os dois pilotos do FPAK Júnior Team lograram ainda conquistar a “dobradinha” na Classe 21, onde estão inscritos os 5 Citroen C1 que competem na Montanha. Estava selado com justiça o triunfo de Martim Pereira, com Guilherme Silva a ver premiada a sua exibição com um excelente 2º lugar.

    João Barroso foi 3ª e, se rodou sempre um pouco atrás dos dois adversários, foi capaz de evoluir mais de cinco segundos entre a primeira e a última subida de Prova, provando que terão de contar com ele nas provas que se seguem.

  • 1300: Armando Freitas conquistou em Murça a terceira vitória da temporada

    1300: Armando Freitas conquistou em Murça a terceira vitória da temporada

    O piloto de Fafe continua invicto nesta época 2024, mas os seus mais diretos adversários estão mais perto. Em Murça, foi o jovem local Tiago Santos a forçar o bicampeão em título a dar tudo em pista para sair vitorioso. Destaque ainda para os 13 pilotos presentes em Murça

    O segundo e meio que, no somatório das duas melhores subidas de prova, separou Armando Freitas e Tiago Santos no final da prova são elucidativos da capacidade que o jovem murcense teve em “morder os calcanhares” ao líder do campeonato.

    Obviamente, Armando Freitas guardou, como aliás sempre faz, a máxima intensidade para as subidas a contar para a classificação, com o Toyota Starlet a funcionar em pleno e o piloto de Fafe a guiar nos limites, aproveitando todo o poderio competitivo do carro nipónico.

    Mesmo assim e para atestar a excelente exibição de Tiago Santos, Freitas derrotou o murcense nas três subidas de prova sempre por margens curtas )2,1 segundos, 9 décimos de segundo e 6 décimos de segundo, respetivamente).

    Abram alas para o “sangue novo” que começa não só a povoar, mas também a brilhar na Montanha!

    Tomás Pinto pode ser um “rookie”, mas o jovem de Peso da Régua, filho do piloto Nuno Pinto é um piloto com um tremendo potencial. Mesmo tendo de enfrentar pilotos com carros mais competitivos, consegue extrair todo o potencial do Toyota Starlet da Famaconcret e, ao longo dos dois dias, deixou claro que o 3º lugar e a conquista em Murça do segundo pódio da sua carreira era algo incontornável. Quedou-se a 9,4 segundos de Armando Freitas e a 6 de Tiago Santos, deixando o quarto colocado a 5,9 segundos. Notável!

    Uma palavra para Martim Pereira (Citroen C1) que, na sua estreia competitiva, não só venceu o FPAK Júnior Team, mas também se impôs na Classe 21, reservada aos carros com 1000cc.

    Quanto aos Clássicos 1300, vitória de Domingos Fernandes. No entanto, o “Senador de Armamar” não saiu de Murça sem um pequeno susto, quando na última subida de treinos cronometrados teve uma rara saída de pista, felizmente sem danos no seu Autobianchi A112 Abarth.

  • Legends: António Barros conquistou segundo triunfo consecutivo em Murça

    Legends: António Barros conquistou segundo triunfo consecutivo em Murça

    Foi uma vitória construída com autoridade, a exemplo do que António Barros já tinha feito na Penha. O seu BMW M3 (E36) é uma arma letal e o piloto nortenho usa-a de forma extremamente eficaz.

    No entanto, refira-se, a autoridade aplicada por António Barros nesta sua segunda presença no Campeonato de Portugal Legends de Montanha JC Group foi exercida com pressão por parte principalmente do regressado José Coimbra (Opel Astra), com o vila-realense a mover forte oposição a Barros, sendo mais rápido numa das subidas de treinos-

    No Domingo, não só António Barros intensificou o ritmo, mas José Coimbra também enfrentou na segunda subida de prova alguns problemas de caixa de velocidades e a distância entre os dois cresceu ainda mais. Barros concluiu a jornada com 9,2 segundos de vantagem sobre Coimbra e, com esta segunda robusta vitoria em duas provas efetuadas no CPLM JC Group, o piloto do M3 assume-se como o grande candidato ao título, caso mude de ideias e venha a disputar o campeonato a tempo inteiro.

    Quanto a José Coimbra, voltou a provar porque foi vice-campeão nacional Legends de Montanha em 2023. Era bom para o campeonato que o piloto desse continuidade a esta presença em Murça.

    Logo atrás, num sólido terceiro posto entre os Legends, encontrámos o talentoso Gonçalo Macedo, capaz de ostentar sempre um alto nível exibicional aos comandos do seu bem preparado Citroen Saxo. Lutou com José Coimbra pelo segundo posto mesmo até final, ficando apenas a 2,8 segundos do piloto do Astra.

    Macedo levou de vencida com autoridade um naipe de pilotos muito competitivos, que habitualmente lutam pelas posições de pódio entre os Legends, entre os quais Miguel Gonçalves (BMW E36 Coupé), Celso Fonseca (Citroen Saxo) e Simplício Taveira (Peugeot 106 S16), que foram, respetivamente, quarto, quinto e sexto classificados.

  • Clássicos: domínio total de Flávio Sainhas em Murça

    Clássicos: domínio total de Flávio Sainhas em Murça

    O campeão nacional voltou a não dar veleidades à oposição. Flávio Sainhas continua a colocar o seu Ford Escort MKI a rodar num patamar inalcançável para a concorrência e assim foi ao longo de todo o programa competitivo da Rampa Porca de Murça.

    No fecho da jornada transmontana, Flávio Sainhas recolheu um pecúlio de 15,1 segundos de vantagem sobre o mais direto perseguidor, realizando as três melhores marcas nas três subidas de prova ene todos os concorrentes inscritos no CPCM JC Group, chegando assim à terceira vitória da temporada. Está aberta uma autêntica “autoestrada” para o “Diabo da Covilhã” renovar o título nacional!

    Aplauso para Pedro Silva. O piloto da Sanguinho apresentou-se esta época com um bem preparado VW Golf S16 que começou por levar ao 3º lugar na Rampa da Penha e logrou agora conquistar de forma firme um magnífico 2º lugar em Murça, saltando para a terceira posição na tabela pontual do campeonato.

    Quanto a Ricardo Loureiro, o piloto-edil de Guardão tem todas as razões para ter saído satisfeito da prova organizada pelo CAMI Motorsport. Não só viu o seu Ford Escort a rodar sem qualquer problema de fiabilidade, objetivo principal traçado por Loureiro e pela sua equipa técnica para a época presente, como ainda foi capaz de rodar de forma rápida, conseguindo garantir a presença no último degrau do pódio.

    Este 3º lugar era perseguido pelo piloto do Caramulo Racing Team desde o início da época e dá-lhe alento para tentar fazer ainda melhor nas próximas provas.

  • Hélder Silva foi letal e dominou na “Serpente” de Murça!

    Hélder Silva foi letal e dominou na “Serpente” de Murça!

    O traçado serpenteante e exigente da Rampa Porca de Murça serviu ao muito público presente um espetáculo de alta intensidade ao longo dos dois dias da prova muito bem organizada pelo CAMI Motorsport. Duelos sem tréguas em várias frentes, numa jornada em que 72 participantes bateram o recorde de afluência. Hélder Silva foi “rei” absoluto, com o tricampeão nacional em título a rubricar mais uma exibição fenomenal. Luís Nunes, nos Super Challenge, Vítor Pascoal nos GT, Joaquim Teixeira nos Turismo, impuseram-se entre pares, vencendo as suas Categorias, com Nunes ainda a ser 3º da geral, atrás de Hélder Silva e José Correia.

    O CAMI Motorsport pode estar orgulhoso da sua prestação. A agremiação nortenha fez jus aos seus pergaminhos e foi sempre muito competente a resolver os muitos incidentes próprios de uma prova com alto nível competitivo, permitindo que cumprisse os dois dias do programa fossem cumpridos a bom ritmo. Destaque ainda para o muito publico presente, principalmente na jornada de domingo.

    Hélder Silva, o “Míssil da Póvoa”!

    Começam a escassear encómios para descrever o que faz Hélder Silva. O piloto líder da Power House está ainda a conhecer todos os segredos da sua nova Osella PA21S EVO, mas isso não se transforma num óbice a que o piloto prove à saciedade porque tem dominado a luta pelo título absoluto nos últimos anos. Em Murça, cedo se percebeu que em circunstâncias normais, Hélder Silva conquistaria a segunda vitoria consecutiva do ano, rodando sempre um patamar acima.

    A sua exibição foi coroada com um dos momentos do fim-de-semana. Na segunda Subida de Prova, o “Míssil da Póvoa” devorou os 4200 metros do traçado da “Serpente de Murça” nuns espantosos 2:01.541, batendo o seu recorde da rampa em cerca de três segundos (!)  e só o piso molhado na parte final do traçado terá impedido o piloto de ainda melhorar na derradeira subida.

    Mas, que ninguém pense que este domínio aconteceu porque o seu principal opositor não esteve bem. Muito pelo contrário. José Correia ultrapassou alguns problemas que voltaram a afetar, sobretudo nos treinos, a sua Norma FC20 do JC Group Racing Team e foi paulatinamente melhorando as suas marcas, rodando sempre muito rápido e perto de Hélder Silva, sendo um justo 2º classificado, a 5,1 segundos do vencedor. Os dois foram. Logicamente, 1º e 2º colocados nas contas da Divisão Protótipos A, cujo pódio contou ainda com a presença de Victor Bessa (Fiat X1/9) no 3º posto.

    Nos Protótipos B, primeiro a vitória da época para Joaquim Rino, mais forte no duelo que travou com o jovem Afonso Santos (BRC B49 EVO). Rino colocou ainda o BRC B49 EVO da Articimentos no 8º lugar da geral.

    Luís Nunes assinou uma exibição de gala

    A viagem de regresso de Murça a Valpaços foi certamente feita por Luís Nunes e pelos membros da Nunes Sport com um merecido sorriso rasgado. Ao longo de todo o fim-de-semana, o “Foguetão de Valpaços” justificou a sua alcunha e transformou o Skoda Fabia R5 preparado pela ARC Sport num instrumento para “voar baixinho” rampa acima, assinando marcas colossais. No final, foi premiado com mais uma presença no pódio da geral de uma prova do CPM JC Group, terminando em 3º, a 17,1 segundos de Hélder Silva.

    Luís Nunes adicionou a esse pódio, mais uma vitória incontestada na Categoria Super Challenge e no Grupo SC-A, sendo aqui secundando nestas duas frentes por um cada vez mais competitivo José Lameiro, rápido e eficaz com o Skoda Fabia MKIII Super Car da Diatosta. O pódio do Grupo SC-A ficou completo com o Subaru Impresa STI WRX do bracarense Pedro Marques.

    Nova rampa, nova “faena” total de Luís Silva no BMW M3 da Famaconcret. O “Canhão de Famalicão” colocou o carro germânico no 3º lugar do pódio da categoria e venceu de forma tranquila nas lides do Grupo SD-D, sendo aqui secundado por Pedro Alves (KIA Ceed) e João Macedo (BMW 328is). Bruno Carvalho (Citroen Saxo) impôs a sua lei nos SC-C, face a Leandro Macedo (Citroen Saxo) e Pedro Cardoso (VW Golf). Já no Grupo SC-B, Horácio Morais, em Fiat Uno 45S, suplantou a oposição do Peugeot 107 de Joaquim Barreiros.

    Categoria GT ao rubro!

    Foi um “combate” colossal e de tirar a respiração. Que duelo foi protagonizado por vários pilotos ao longo das sete subidas de Murça. A “cadeira” da liderança mudou de dono a uma velocidade estonteante, com o guião desta luta a incluir alguns momentos dramáticos!

    No Sábado, 400 milésimos de segundo (!) deram a liderança provisória da categoria a Gabriela Correia (Mercedes AMG GT4) face a José Rodrigues (Porsche 997.2 GT3 CUP). Entretanto, Vítor Pascoal sofreu na Subida de Prova, logo na terceira curva, devido a ter-se partido um tirante da direção do Porsche 991.2 GT3 CUP e viu-se perante a obrigação de fazer tempos nas duas subidas de domingo, sob pena de nem sequer se classificar na prova do CAMI Motorsport. O pódio provisório da categoria ficou entregue então a Bernardo Garcia de Castro (Porsche 997 GT3 CUP).

    No domingo, Pascoal apareceu no asfalto da “Serpente” completamente endiabrado. A equipa trabalhou a noite anterior para recuperar o Porsche e o tricampeão nacional em título partiu a ataque, pulverizando as marcas dos GT na segunda e na terceira subida de prova e não apenas apagou o desaire de sábado, como o fez com autoridade e conquistou uma saborosa segunda vitória na temporada, reforçando a liderança do campeonato. Pascoal foi ainda quarto da geral, a escassos 2,4 segundos do pódio.

    Mas a revolução no pódio dos GT não se ficou pela proeza do “Sniper de Baião”. Um protagonista novo imiscui-se de forma contundente na luta. André Fernandes, apenas quarto após a jornada de Sábado, subiu imenso o nível da sua performance e o piloto nacional radicado em Nova Iorque levou o Porsche 997 GT3 CUP da ASF Motorsport a um excelente 2º lugar da geral dos GT, chegando a esse degrau intermédio do pódio na última subida, ultrapassando Gabriela Correia por escassos 5 décimos de segundo no agregado das duas melhores subidas. Intenso!

    Realce para a presença de 5 carros da categoria GT no Top 10 da geral. Pascoal, Fernandes e Gabriela foram 4º, 5º e 6ª, respetivamente, sendo acompanhados por José Rodrigues em 7º e Daniel Teixeira (Porsche 997 GT3 CUP) no 9º lugar.

    Joaquim Teixeira regressou e “demoliu” a oposição em Murça

    Depois de praticamente um ano ausente da competição, Joaquim Teixeira alinhou na “sua” Rampa de Murça , estreando o novo Hyundai Elantra N TCR da JT59 Racing Team.

    Perante uma oposição muito forte, voltou a provar porque é denominado de “Demolidor de Trás-os-Montes”. Nada limitado pela paragem e consequente possível falta de ritmo, nem pelo desconhecimento do carro coreano, Joaquim Teixeira foi sempre o mais forte entre os Turismo e construiu uma saborosa vitória que premeia toda a sua garra e talento. O piloto transmontano junto ao triunfo na categoria, um excelente 10º lugar da geral e a vitória na Divisão Turismo 2.

    Parcídio Summavielle (Cupra TCR) foi quem mais perto rodou de Teixeira. O piloto-edil de Fafe conquistou a 2ª posição na categoria e na T2, com Paulo Silva Audi RS3 LMS a ser terceiro nesta Divisão.

    O pódio da Categoria Turismo ficaria completo com Daniel Pacheco. O paredense continua a ser muito rápido aos comandos do seu Mitsubishi Lancer EVO X e reforçou a sua presença nos lugares cimeiros da tabela pontual dos Turismo é segundo atrás de Summavielle), voltando a dominar a Divisão Turismo 1, na frente de Carlos Gonçalves (Mitsubishi Lancer EVO X) e de Daniela Marques (Subaru Impresa STI WRX).

    Já na Divisão 3, assistimos a novo “passeio” de supremacia por parte de Gonçalo Inácio (Peugeot 208 VTI R2). O piloto da Befast Motosport continua invicto nesta lides, Em Murça foi acompanhado no pódio por Paulo Cardoso (Renault Clio RS) e por Carlos Ferreira (Citroen Saxo).

    Tiago Pinto (La Base RXo1) competiu em solitário na Taça de Portugal Kartcross de Montanha JC Group. Depois de um jornada atribulada na Penha, o piloto pode desfrutar de um fim-de-semana e que o seu kartcross correspondeu por inteiro, permitindo-lhe rodar rápido e dar espetáculo ao muito publico presente.

    Agora, o Campeonato de Portugal de Montanha JC Group ruma até Braga. É tempo do tradicional encontro anual com o Europeu de Montanha que, uma vez mais, acontecerá na Rampa Internacional da Falperra. O evento organizado pelo Clube Automóvel do Minho acontece nos dias 17,18 e 19 de Maio.