Categoria: Montanha

  • Ricardo Loureiro ficou muito perto do pódio na Penha

    Ricardo Loureiro ficou muito perto do pódio na Penha

    Ao 4º lugar alcançado nas contas dos Clássicos, Ricardo Loureiro juntou ainda a satisfação de ter vivido na 45ª Rampa da Penha um fim-de semana em que a fiabilidade do seu Ford Escort MKII foi, novamente a toda a prova. Está a ser um arranque de temporada muito positivo para o piloto do Caramulo Racing Team, que já ocupa a segunda posição na tabela pontual do campeonato.  

    Durante os dois dias de competição na rampa organizada pelo Demoporto, o piloto-edil de Guardão foi sempre muito eficaz na forma como soube extrair o atual potencial do Ford Escort MKII, tendo estado até à última subida, sempre a rodar muito perto dos tempos que lhe poderiam dar um lugar no pódio.

    Só nessa derradeira vez em que o plantel do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group enfrentou os 2780 metros do traçado da Penha é que Ricardo Loureiro já não conseguiu melhorar mais as suas marcas, sendo visível que estava já a rodar no limite das atuais capacidades do seu carro.

    “Foi um fim-de-semana muito positivo e onde cumprimos os objetivos mínimos. Obviamente, não ficamos integralmente satisfeitos porque, uma vez mais, não conseguimos chegar a um lugar no pódio, ficando claro que a procura de fiabilidade no carro condicionou o nosso nível competitivo face à concorrência”, afirmou no final Ricardo Loureiro que realça “termos noção de que o caminho que tínhamos que percorrer para que deixássemos para trás os problemas que nos afetaram em 2023, era necessário aceitar que poderíamos numa primeira fase algum do potencial do Ford Escort, mas estamos convictos de que iremos melhorar  prova após prova. Este arranque de campeonato está a ser positivo e a dar-me e à equipa muita motivação para continuarmos a melhorar. Lá estaremos em Mura, na próxima prova, com o sentido posto em chegarmos ao pódio!”.

    O campeonato segue agora para o coração de Trás-os-Montes, cabendo ao CAMI Motorsport entrar ao serviço organizativo, erguendo nova edição da Rampa Porca de Murça. A terceira prova do campeonato será disputada nos dias 27 e 28 de abril.

  • Subida final dá vitória na categoria e pódio à geral a Luís Nunes

    Subida final dá vitória na categoria e pódio à geral a Luís Nunes

    A Nunes Sport voltou a estar em destaque no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, com mais um triunfo categórico de Luis Nunes na sua categoria, desta feita na Rampa da Penha. Apesar das dificuldades proporcionadas pela meteorologia, com condições de pista muito complicadas de ler, o piloto de Valpaços superou a concorrência de forma espantosa

    Uma vitória saborosa mais muito suada. A Rampa da Penha foi palco da segunda jornada do CPM, com a meteorologia a pregar partidas aos 70 inscritos. Uma prova onde Luís Nunes voltou a destacar-se.

    As chuvas na manhã de sábado e domingo deram dores de cabeça a pilotos e equipas na escolha dos pneus, com o piso a ir secando ao longo dos dois dias. O desfio estava a ser superado com boa nota por Luís Nunes e a sua Nunes Sport, mas uma opção menos acertada na segunda subida oficial deixou o piloto do Skoda Fabia R5 pressionado. Foi essa pressão que serviu de motivação extra para fazer uma terceira subida oficial espetacular, que permitiu selar o triunfo na categoria Super Challenge A e o terceiro lugar à geral: “Foi um fim de semana muito duro, que terminou da melhor maneira As chuvas do início dos dois dias de prova complicaram a escolha de pneus e afinação do carro. Foi sempre complicado escolher a melhor opção, mas no sábado conseguimos isso, sempre com bons tempos em função do que encontrávamos na pista. Fechamos o sábado com o primeiro lugar na categoria e terceiro na geral. 

    A chuva acabou por surpreender-nos no domingo, o que alterou todos os planos predefinidos. Fizemos as primeiras subidas do dia com pneus de chuva, com bons tempos, mas na segunda subida oficial, uma má escolha de pneus fez-nos perder tempo para a concorrência. Assumi a escolha de usar pneus de chuva, o que se revelou um erro e deixou-nos pressionados para a subida final, já em segundo da categoria. “A última subida foi feita em modo ataque máximo, colocamos pneus slicks e arrisquei tudo. Acabei por fazer uma subida muito boa, o meu melhor tempo de sempre na Penha e o recorde na categoria. Creio que será mesmo o melhor tempo para um carro fechado na Penha. Graças a essa subida, consegui o triunfo na categoria e o pódio à geral, um excelente resultado. Estou muito satisfeito por atingir os objetivos propostos, pela forma como o consegui e pelo trabalho inexcedível da ARC Sport que me entregou sempre o carro nas melhores condições. A concorrência está cada vez mais forte, mas consegui dar uma boa resposta a mais este desafio. Um fim de semana excelente, mais uma vez com o apoio de todos os familiares, amigos e patrocinadores, que estiveram mais uma vez ao nosso lado.”

    O próximo desafio está agendado para os dias 27 e 28 de abril, na rampa Porca de Murça.

  • José Pedro Gomes conquistou duplo pódio entre os Super Challenge na Penha

    José Pedro Gomes conquistou duplo pódio entre os Super Challenge na Penha

    Foi a estreia do piloto da XMP Racing na época 2024 e José Pedro Gomes esteve ao nível intenso a que nos habituou. Nada condicionado pelos muitos meses de paragem, nem pela necessária adaptação ao Opel Astra Super Car e à Categoria Super Challenge, discutiu sempre os lugares cimeiros e arrebatou um saboroso 3º lugar na geral da categoria e no Grupo SC A.

    A prova organizada pelo Demoporto fez sua à sua fama de ser a “prova das quatro estações”. Ao longo dos dois dias de competição no traçado de 2780 metros desenhado na Serra da Penha, altivo enclave fronteiro à cidade-berço de Guimarães, o pelotão do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group enfrentou condições meteorológicas instáveis, que mantiveram a pista ora mais seca, ora mais molhada, transformando a escolha de afinações e de pneus num autêntico “calvário”, quando não uma verdadeira “lotaria”.

    José Pedro Gomes e a XMP Racing fizeram bem o trabalho de casa e cedo se percebeu – ainda nas sessões inaugurais de treinos – que o consagrado piloto- jurista radicado em Riba de Ave iria ser um “player” a ter em conta na árdua luta de muitos cavalos e tração a condizer que caracterizam os carros dos favoritos ao triunfo na Categoria Super Challenge.

    Nas subidas de prova, José Pedro Gomes esteve sempre muito rápido e, embora condicionado aqui ou ali por pequenos pormenores – tais como o problema com um pneu vazio mesmo antes do arranque para uma das subidas e que o fez ser muito cauteloso durante o percurso -, foi capaz de estar sempre em posição de garantir o duplo pódio, terminando em 3º da categoria e do grupo, objetivo que atingiria com sucesso e mérito pela forma como juntou rapidez e eficácia ao longo de todo o programa competitivo.

    É um excelente arranque de época e piloto e equipa estão convictos de que o Opel Astra Super Car ainda poderá melhorar, aumentando a sua competitividade a tempo do próximo desafio.

  • Rampa da Penha: Hélder Silva dominou prova intensa e com muito público

    Rampa da Penha: Hélder Silva dominou prova intensa e com muito público

    A 45ª Edição da Rampa da Penha voltou a coroar Hélder Silva como o “rei” desta serra idílica, com o piloto da Power House a dominar a geral da prova, na estreia da nova Osella PA 21/S da Power House. Perante milhares de espetadores, o Demoporto rubricou uma excelente organização e as intensas batalhas travadas entregaram à posteridade os triunfos de José Rodrigues nos GT, Daniel Pacheco nos Turismo e Luís Nunes nos Super Challenge.

    Num fim-de-semana em que a inconstância meteorológica provocou muitas dores de cabeça aos pilotos e às equipas, que ficaram a braços com a difícil tarefa de fazer boas opções nas escolhas de pneus, o muito público presente deu por bem empregue o tempo investido nos dois dias de competição. Recorde de participantes (72) e muito espetáculo e emoção ao longo dos 2780 metros do traçado da segunda prova da temporada do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.

    E quando se esperava um duelo sem tréguas entre José Correia, líder do campeonato e Hélder Silva, o campeão e título, tal acabaria por não suceder. Se na única subida de sábado, com os dois pilotos a rodarem em condições normais, o campeão impôs a “barchetta” da Power House por 2,5 segundos, no domingo o seu domínio foi ainda mais evidente, mesmo sendo percetível que  rodava longe dos seus limites, mercê dos problemas técnicos que o “patrão” e piloto do JC Group Racing Team enfrentou na sua Norma FC20 e que limitaram o seu andamento, terminando os dois com uma diferença de 8,1 segundos no somatório das suas duas melhores marcas.

    Hélder Silva conquistou assim com naturalidade a sua primeira vitória da temporada, liderando agora a geral pontual do campeonato por um ponto face a José Correia, sendo de esperar que em Murça, próxima prova, os dois andem taco-a-taco.

    Hélder e Correia fiaram, obviamente nos dois primeiros lugares da Divisão Protótipos A, com Nuno Caetano, na Osella PA 21 S Evo da equipa do vencedor, a assegurar com solidez o 3º lugar. Nos Protótipos B, mais do mesmo. Nuno Guimarães continua a impor com naturalidade o Silvercar S2 da NJ Racing.

    No fecho desta prova, o “Capitão da Montanha” tinha uma vantagem de 5,3 segundos sobre Joaquim Rino, novamente muito eficaz com o BRC B49 Evo da Articimentos. Em crescendo de forma está o bracarense Sérgio Nogueira que, na Penha, levou o seu BRC CM05 Evo do NSF Racing Team a um positivo 3º lugar da divisão.

    O Campeonato de Portugal de Montanha JC Group segue agora para o coração de Trás-os-Montes, cabendo ao CAMI Motorsport entrar ao serviço organizativo, erguendo nova edição da Rampa Porca de Murça. A terceira prova do campeonato será disputada nos dias 27 e 28 de abril.

  • GT: José Rodrigues surpreendeu favoritos na Penha

    GT: José Rodrigues surpreendeu favoritos na Penha

    Se já habitualmente, a Categoria GT encanta o público que acorre às rampas, a “batalha” travada por três protagonistas ao longo das três subidas de prova, levou ao rubro o vasto rol de espetadores espalhados pelo percurso.

    José Rodrigues, no Porsche Carrera 997.2 GT3 CUP da Monteiros Competições sairia vitorioso do duelo travado com Gabriela Correia (Mercedes AMG GT4) e Vítor Pascoal (Porsche 991,2 GT3 CUP. E fê-lo com autoridade, começando logo por ser claramente o mais rápido na subida de prova realizada na tarde de sábado, ganhando dois segundos a Gabriela Correia e 3,2 a Vítor Pascoal, vantagem que se revelaria fundamental para o resultado.

    No domingo, o tricampeão em título e a vice-campeã tentaram reagir, com Pascoal a impor o Porsche do Baião Rallye Team na segunda subida de prova, na frente de Gabriela, enquanto Rodrigues era apenas o terceiro mais rápido.

    Ficava tudo em aberto para a terceira e derradeira vez em que enfrentariam o traçado da rampa. Aí, José Rodrigues voltou a “abrir o livro” e estabeleceu mesmo a melhor marca de todo o fim-de-semana, rodando em 1:33.311 e reclamando uma vitória justa, mostrando que em nada o afetou estar já há algum tempo sem competir.

    Por seu lado, Gabriela Correia não conseguiu ser mais rápida do que Vítor Pascoal, acabando por se quedar no 3º posto, a dois décimos de segundo do seu adversário.

    O piloto de Baião fez uma boa gestão de danos, garantindo a segunda posição, depois de um fim-de-semana em que nunca acertou as afinações do carro. O resultado, no entanto, permite-lhe manter o comando do campeonato.

  • Turismo: Daniel Pacheco vence pela primeira vez na Montanha

    Turismo: Daniel Pacheco vence pela primeira vez na Montanha

    O pódio final da Categoria Turismo foi preenchido com os respetivos vencedores de cada Divisão.

    E quando olhámos para a classificação e vemos Daniel Pacheco e o seu Mitsubishi Lancer EVO X no lugar cimeiro da geral dos Turismo e da Divisão Turismo 1, tal só poderá ser uma surpresa para quem não esteve na Penha. O paredense foi sempre o mais forte, sendo inclusivamente o único a rodar nas três subidas de prova sempre abaixo de 1:40, conquistando com todo o mérito a sua primeira vitória na, sendo claro que o trabalho de evolução que a sua equipa está a fazer no carro nipónico começa a dar dividendos.

    Nos Turismo 1, Pacheco foi secundado por Carlos Gonçalves, muito regular com o Mitsubishi Lancer EVO X do JC Group Racing Team, sendo de saudar o regresso a esta divisão de Daniela Marques, com a internacional do Grupo PDAuto a colocar o seu Subaru Impreza WRX STI no 3º posto.

    Voltando à geral da categoria, assinalamos a segunda vez consecutiva que Gonçalo Inácio brilha e coloca o Peugeot 208 VTI R2 da Befast Motosport no 2º lugar, fazendo-o com a  habitual maestria, que lhe permitiu colocar a sua concorrência nos Turismo 3 a larga distância. José Cardoso (Citroen Saxo CUP) foi 2º nos T2, com o pódio a incluir ainda no degrau mais alto o regressado Cláudio Baptista, com o Peugeot 208 R2 da Sucesso Automóvel.

    Vencedor da categoria na Arrábida, Parcídio Summavielle nunca conseguiu ostentar o andamento a que sempre nos habituou, sendo claro que não viveu um fim-de-semana na Penha que o deixe completamente satisfeito com o comportamento do Cupra TCR.

    Mesmo assim foi 3º da geral dos Turismo, continuando a liderar a tabela pontual e dominou nos Turismo 2, continuando aqui invicto.

    Nesta divisão, saliência para o excelente 2º lugar de Paulo Silva, no Audi RS3 LMS do Grupo PDAuto. Foi a sua primeira prova do ano e esteve sempre muito sólido, conseguindo suplantar José Carlos Magalhães, que terminaria com o Seat Leon MKII da MNE Sport num positivo 3º lugar.

  • Legends: António Barros selou regresso à Montanha com um triunfo expressivo

    Legends: António Barros selou regresso à Montanha com um triunfo expressivo

    Após 8 anos de ausência, O piloto nortenho veio até à Rampa da Penha para matar saudades da modalidade e fê-lo com autoridade, formando um binómio com o seu BMW 320 IS (E36) que se revelou inalcançável para os habituais contendores principais do Campeonato de Portugal Legends de Montanha JC Group que, longe de Barros, lutaram arduamente pelas restantes posições do pódio.

    O domínio de Barros fica bem vincado pelos números: o seu pior tempo numa subida de prova foi melhor do que o melhor tempo de todos os seus adversários, sendo impressionante ver o ritmo que ostentou ao longo dos dois dias de competição, construindo uma vitória sem oposição e dedicando-se a premiar o muito público presente com uma condução exuberante, bem reveladora do seu talento como piloto e do domínio que tem do seu carro alemão.

    Já a reserva dos dois restantes lugares do pódio foi palco de uma batalha intensa entre quatro pilotos : Miguel Gonçalves (BMW E36 Coupé), Simplício Taveira (Peugeot 106 S16), Gonçalo Janeira (Citroen AX GTi) e Celso Fonseca (Citroen Saxo).

    Se na subida inaugural de prova, disputada ao final da tarde de sábado, Fonseca impôs o Saxo da Megamotors, com Janeira a levar o AX da J. Janeira Sport ao segundo tempo, na frente do BMW de Gonçalves e do Peugeot de Taveira, com os quatro a quedarem-se num intervalo de apenas 2,3 segundos, o cenário mudou radicalmente na tarde de domingo, palco das duas outra subidas de prova do programa.

    Miguel Gonçalves “tirou bilhete” dos demais, baixou muito os seus tempos e consolidou com segurança o 2º lugar, concluindo o piloto da Auto Ricardo a prova com 3,6 segundos (no somatório das duas melhores subidas) sobre um endiabrado Simplício Taveira que, na última subida de prova, literalmente “sacou um coelho da cartola”, realizando um excelente tempo e levando o 106 S16 da MNE Sport ao 3º posto final, na frente de Gonçalo Janeira e de Celso Fonseca, respetivamente, quarto e quinto colocados.

    Uma palavra para Bárbara Barros, filha de António, que voltou a uma prova de Montanha. Foi sempre melhorando os seus tempos e concluiu a prova no 7º lugar.

  • Super Challenge: Luís Nunes vence na Penha duelo com José Lameiro

    Super Challenge: Luís Nunes vence na Penha duelo com José Lameiro

    Este é um reino cada vez mais dominado pela “cavalaria” e pela tração dos “monstros” que povoam o Grupo SC-A. Na Penha, três dos protagonistas dessa estirpe competitiva reservaram os lugares do pódio da categoria, fazendo valer toda a razão da potência e da capacidade para colocar a mesma no asfalto.

    E se no final, o campeão em título e habitual dominador acabou por vencer, tal não aconteceu sem que Luís Nunes enfrentasse oposição musculada, sendo de assinalar que pela primeira vez o piloto da Nunes Sport se viu suplantado numa das subidas de prova, no caso a segunda, sendo depois obrigado a “puxar pelos galões” no derradeiro confronto contra o cronómetro, para suplantar um endiabrado José Lameiro.

    Nunes venceu a subida inaugural, colocando o seu Skoda Fabia da Nunes Sport a rodar mais rápido dois segundos do que o Skoda Fabia MKIII Super Car do piloto da Diatosta. Mas este apareceu no domingo com uma alma renovada e foi 2,2 segundos mais rápido do que o “Foguetão de Valpaços” na segunda subida, indo para a derradeira no comando da categoria. Estávamos perante uma novidade!

    Mas Nunes ainda tinha um “coelho na cartola” e na última subida fez, de longe, o seu tempo mais rápido, suplantando aí Lameiro por 3,8 segundos, mantendo assim a sua invencibilidade. No fecho, ambos se quedaram separados por uns enganadores 5,7 segundos. O duelo foi mais intenso do que essa diferença faz parecer.

    Realce para a façanha de Luís Nunes, que juntou ao seu palmarés mais uma presença num pódio absoluto, sendo 3º da geral nesta Rampa da Penha.

    A fechar o pódio da categoria e do grupo, encontrámos José Pedro Gomes. Nesta sua primeira aparição da temporada, o piloto da XMP Racing ostentou um forte andamento com o seu revigorado Opel Astra Super Car e será um protagonista a ter em conta nas próximas provas.

    Tremenda foi também a luta que decidiu os destinos do Grupo SC-C. O plantel viu-se reforçado com dois pilotos de referência vindos do Ralicross, a saber, Mário Barbosa e Bruno Campos, bem alicerçados nos seus potentes Citroen Saxo S1600, ficando desde logo claro que Bruno Carvalho iria ter muito trabalho para impor o seu Citroen Saxo.

    Carvalho ainda levou o carro francês da LX Sport à vitória na subida de prova inicial, embora por escassos cinco décimos de segundo em relação a Barbosa, enquanto Campos era terceiro a apenas 1,6 segundos.

    No domingo, Mário Barbosa foi claramente melhor, atacando e colocando o seu Saxo KIT CAR na frente das duas subidas, terminando com uma vantagem de 1,6 segundos em relação a Bruno Carvalho, sendo de registar que este enfrentou alguns problemas mecânicos no seu carro. Registe-se que Mário Barbosa foi ainda 5º da geral da categoria e isto apesar de nunca ter utilizado os chamados pneus “slick”. Quanto a Bruno Campos fechou o pódio os SC-C a 5,7 segundos do vencedor.

    Nos SC-D, a Penha assistiu ao regresso de Luís Silva e do seu icónico BMW M3 da Famaconcret. O rápido piloto fez jus ao seu cognome “Canhão de Famalicão” e foi sempre o mais rápido, com a exceção da segunda subida de prova, devido a um pião na chamada “curva do penedo”.

    Luís Silva terminou com uma vantagem de 2,6 segundos sobre Pedro Alves e destaque-se ainda que, para além deste triunfo nos SC-D, o famalicense foi 4º da geral na categoria. Já Pedro Alves continua a ser um piloto muito lesto e está a fazer um excelente trabalho de desenvolvimento no seu KIA Ceed, sendo de esperar que cedo esteja na luta pelo triunfo. O pódio fechou com a BMW 320 SW do jovem Carlos Pouca Sorte. O jovem piloto de Resende está muito eficaz com a carrinha alemã da Megamotors e este foi o seu segundo pódio consecutivo.

  • Rampa da Penha: em 2024 só deu Flávio Sainhas nos Clássicos!

    Rampa da Penha: em 2024 só deu Flávio Sainhas nos Clássicos!

    A fiar pelas duas primeiras provas da temporada, Flávio Sainhas tem tudo para transformar a sua defesa do título nacional conquistado em 2023 no Campeonato de Portugal Clássicos de Montanha JC Group num passeio triunfal rumo ao cetro de campeão em 2024. O “Diabo da Covilhã” dominou na Rampa da Penha com o mesmo índice avassalador que tinha ostentado na Arrábida.

    Nove segundos, novecentos e vinte e sete milésimos em 2870 metros é uma diferença colossal e dá bem conta do domínio exercido por Flávio Sainhas entre os Clássicos neste edição2024 da Rampa da Penha.

    Quando se fala do nível de competitividade de Aníbal Rolo, a expressão que melhor se aplica será : muda de carro, toca sempre a mesma música competitiva!

    É notável o que este consagrado e veterano piloto de Cascais consegue fazer com qualquer dos exemplares preciosos que tem na sua coleção Na Penha, correu com um belo Datsun 24oZ com as especificações do antigo Grupo 4 e venceu o duelo sem tréguas e emocionante que travou pelo 2º lugar com Pedro Silva, um recém chegado à Montanha.

    Silva merece aplausos fartos, pois conquistou o 3º lugar do pódio mercê da rapidez que imprimiu a um muito bem preparado VW Golf 16 S. Os dois terminaram separados por apenas 130 milésimos de segundo!

    Apesar de não ter terminado no pódio, Ricardo Loureiro tem razões para ter saído satisfeito de Guimarães com 0 4º lugar alcançado. O piloto-edil de Guardão voltou a não ter problemas técnicos no Ford Escort MKII, provando que a intervenção técnica no carro do Caramulo Racing Team está a dar resultados. A fiabilidade já lá está e agora Loureiro irá em busca de uma maior competitividade.

    O Top 5 dos Clássicos fechou na Penha com Fernando Francisco (Ford Escort MKI). O colega de equipa de Ricardo Loureiro foi melhorando os seus tempos ao longo dos dois dias de competição e foi recompensado com mais uma boa recolha de pontos.

  • Rampa da Penha: Armando Freitas soma mais uma vitória e segue mais líder nos 1300

    Rampa da Penha: Armando Freitas soma mais uma vitória e segue mais líder nos 1300

    O piloto de Fafe continua “intratável” exercendo com o seu Toyota Starlet um domínio absoluto, prova após prova, no Campeonato de Portugal de Montanha 1300 JC Group. Construiu na Penha o segundo triunfo da temporada e está já lançado para aquele que poderá ser o seu terceiro título nacional consecutivo.

    O desempenho da Armando Freitas na Penha seguiu a papel químico exibições anteriores. Permitindo, de quando em vez, que os opositores se aproximem, nas subidas de treinos, intensifica de tal forma o seu ritmo nas subidas de prova que, logo após a segunda das três a disputar, rematou já as contas do triunfo. Na Penha, ainda se deu ao luxo de, já com a vitória no bolso, rodar ainda mais rápido na derradeira subida, estabelecendo o seu melhor tempo do fim-de-semana.

    Freitas concluiu a prova com 13,2 segundos de vantagem sobre Hugo Magalhães (Fiat Punto) que se impôs ao estreante João Sousa (Toyota Starlet) após um intenso duelo. Uma palavra especial para o jovem fafense que, aos 19 anos de idade, transformou a sua estreia absoluto no desporto motorizado numa exibição de grande nível, coroada com o 3º lugar almejando assim subir logo ao pódio na sua primeira corrida.

    Na luta dos 1000cc, a famalicense Catarina Silva (Citroen C1) levou a melhor. A piloto da Famaconcret foi ainda capaz de ser 6º da geral.

    Senhor de uma condução muito segura, Davide Marques não teve dificuldades em impor o seu Datsun 1200 na contenda da Divisão Clássicos 1300, sendo ainda 8º absoluto nas contas do CPM1300 JC Group. Terminou com farta vantagem sobre o sempre regular Domingos Fernandes, que fez na Penha a sua primeira aparição da época ao volante do seu habitual Autobianchi A112 Abarth.