Categoria: Montanha

  • Rampa da Arrábida abre época 2024 sob o signo da ambição

    Rampa da Arrábida abre época 2024 sob o signo da ambição

    Desde o seu regresso em 2017, sob a batuta do Clube de Motorismo de Setúbal e, principalmente, desde a sua inclusão no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, a Rampa da Arrábida voltou a assumir por pleno direito a sua chancela de prova icónica, merecendo os favores do público e dos pilotos. Edição 2024 com várias novidades.

    “Esta edição de 2024 é dedicada ao tecido empresarial de Setúbal”, revelou Fernando Matias, Presidente do Clube de Motorismo de Setúbal (CMS), logo no arranque da sua intervenção durante a Apresentação Oficial da Rampa da Arrábida, que decorreu no Roof 61, o 6º andar do Fórum Municipal Luisa Todi.

    “Quando pensamos reeditar esta prova, a nossa intenção era devolver todo o fulgor da rampa à cidade e ao concelho. E, desde 2017, que as instituições e as empresas setubalenses têm sido essenciais para que o CMS consiga montar uma prova, respeitando os altos padrões de exigência que colocamos, sobretudo desde que entramos para o Campeonato de Portugal de Montanha (CPM). Obviamente, estendemos a nossa homenagem aos parceiros e a patrocinadores de fora do concelho, que têm tido considerado ter a rampa um impacto mediático nacional tão forte, que vale bem a pena o seu apoio. Tudo faremos para que assim continua a ser!”

    O dirigente máximo do CMS destacou “o trabalho que temos vindo a fazer desde este regresso da prova, assumindo melhorias significativas continuas no traçado da rampa. Foram instalados, até hoje, 1700 metros de novos rails de proteção e foi renovado o asfalto numa extensão de 1500 metros, indo de encontro a uma atenção sempre presente com a segurança, mantendo assim a rampa no mais alto padrão das exigências técnicas colocadas para a prática da modalidade”.

    Por outro lado, o clube organizador tem também tido um especial cuidado “com a formação de novos elementos para a organização. Este ano teremos cerca de três dezenas de comissários em formação que vão auxiliar durante a prova, depois de terem participado num curso de formação”. Fernando Matias realça ainda o facto “de todos os formandos serem de Setúbal”.

    Dois dias de competição com “Casa Cheia”

    E é enorme a expectativa para esta Rampa da Arrábida. A prova tem honras de abertura do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, competição que, nos últimos anos, se tem assumido como uma das mais populares e espetaculares do desporto motorizado português, com uma média de 72 participantes por prova em 2023.

    Quanto ao programa competitivo, a grande novidade prende-se com o regresso da Rampa Regional, este ano denominada Super Subida Meliã. A prova suporte ao CPM JC Group vem assim “satisfazer os inúmeros pedidos que tínhamos de pilotos que desejavam participar na rampa. De tal forma era a vontade que o número de inscritos que disponibilizamos está já preenchido!”.

    A Super Subida Meliã terá as suas duas subidas de treinos logo na manhã de sábado, a partir das 9.30, com as duas subidas de prova a acontecerem durante a tarde, intervalando as três subidas do CPM JC Group aprazadas para este dia inaugural de competição, sendo que duas destas serão de treinos, a que se junta a 1ª Subida de Prova, que fechará a jornada.

    O domingo será integralmente dedicado às lides do CPM JC Group, com uma subida inaugural de aquecimento às 10 da manhã, seguindo-se nova sessão de treinos oficiais. A partir das 13.00 horas decorrerão a 2ª e a 3ª Subidas de Prova, normalmente decididas para o alinhamento classificativo final.

    O Parque de Assistência continuará a estar instalado no parque junto à entrada das instalações industriais da Secil Outão. Já as verificações técnicas e administrativas mudam de local, passando a ser realizadas no Parque do Aterro, junto ao Cais Marítimo da Secil. Na sexta-feira acontecerão as verificações da Super Subida Meliã, podendo também as equipas do CPM JC Group optar por as realizar nesse dia, embora tal seja facultativo, pois o período obrigatório de verificações para o CPM JC Group acontecerá na manhã de sábado. 

    Transmissão em livestreaming com mais de 10 horas de duração

    A organização volta a apostar forte numa “produção cuidada da transmissão em direto de todos os momentos competitivos da rampa. Serão cerca de 10 horas ao longo dos dois dias de competição. O nosso clube, juntamente com os nossos patrocinadores, está a fazer um enorme esforço para reforçar a qualidade do produto final, com a produção a utilizar 9 câmaras e dois drones”, realça Fernando Matias que destaca “o retorno tremendo que obtivemos nas edições anteriores. Basta aquilatar nas mais de meio milhão de visualizações que obtivemos em 2023, marca que tudo faremos para ultrapassar este ano”.

    Para além do livestreaming que será disponibilizado nas redes sociais oficiais do clube organizador e do campeonato, em negociação está um pacote de 4 horas de emissão televisiva em canal aberto.

  • 7ª Gala da Montanha fechou e consagrou a excelente época de 2023

    7ª Gala da Montanha fechou e consagrou a excelente época de 2023

    A Vila do Caramulo recebeu como bem sabe a “Família da Montanha. Quase duas centenas e meia de pessoas lotaram a sala que serviu de palco à 7ª Gala da Montanha, promovida pelo Consórcio promotor do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.

    A cerimónia, organizada pelo Caramulo Racing Team, arrancou com o discurso de boas-vindas de Carla Antunes Borges, Presidente da Câmara Municipal de Tondela. A edil anfitriã “salientou o prazer que sentimos por acolher este evento e o orgulho por termos no Caramulo, ano após ano, uma prova com muito impacto integrada neste importante campeonato, mercê do extraordinário trabalho organizativo assumido pelo Targa Clube, em colaboração com o Caramulo Racing Team”, assumindo o interesse da autarquia na “continuidade da Rampa do Caramulo, pela sua importância regional e nacional”.

    De seguida, o presidente da FPAK, Ni Amorim, salientou a “trajetória de crescimento que a modalidade tem vivido nos últimos anos, fruto do Promotor, das autarquias, dos pilotos e das equipas, com a Montanha a reforçar cada vez mais a sua popularidade. Tem sido feito um excelente trabalho de comunicação e divulgação, sendo um dos principais frutos desta popularidade o crescente número de pilotos em cada prova. Estou convicto que 2024 ainda será melhor, até porque, com a ajuda da FPAK, os meios do divulgação irão ser substancialmente melhorados”.

    Logo a seguir à sua intervenção, Ni Amorim seria alvo de uma homenagem por parte do Caramulo Racing Team, assinalando a sua forte ligação enquanto piloto à Rampa do Caramulo.

    Como sempre, a 7ª Gala da Montanha premiou os pilotos participantes, no Campeonato Portugal de Montanha JC Group e que estivessem presentes na gala.

    Para além dos que lograram ter classificação homologada no fecho da temporada de 2023, também receberam um premio de participação todos os pilotos que participaram em pelo menos três provas do CPM, CPCM, CPLM, e CPM 1300.

    Por seu lado, o JC Group, mecenas principal do Campeonato de Portugal de Montanha, voltou a ser distinguido com o Galardão de Mérito, prémio que também foi entregue aos Municípios de Tondela, Murça, Setúbal, Braga, Covilhã, Santa Marta de Penaguião, Boticas e ainda à Irmandade da Penha.

    O momento de emoção mais intensa deu-se quase no fim da Gala e mesmo antes da consagração final do pódio absoluto do CPM JC Group 2023.

    Foi tempo da entrega da edição 2024 do Prémio Paulo Ramalho, galardão instituído pela APPAM. Criado em 2018, é atribuído todos os anos a entidades, pilotos, clubes, autarquias ou outras individualidades a quem a APPAM reconheça a mérito para receber essa distinção.

    E a escolha de 2024 não poderia ter sido mais consensual. Nuno Guimarães, o consagrado e popular “Capitão da Montanha” foi o laureado, mercê das quase duas décadas de dedicação máxima à modalidade. Enquanto piloto, tem já 107 provas disputadas, vários títulos, sendo ainda de destacar a sua carreira de dirigente da APPAM desde a sua fundação.

    Visivelmente emocionado, Nuno Guimarães afirmou que “fiquei muito honrado pela atribuição do Prémio Paulo Ramalho!… Não só pelo que este prémio representa, mas principalmente pelo nome que tem. Mantém viva a memória de um grande Amigo que tive no início da minha carreira desportiva. Ver este carinho por parte dos meus colegas pilotos, amigos, família e dirigentes do desporto automóvel português, é sem dúvida uma certeza de que tenho percorrido o caminho certo ao longo deste 20 anos de Campeonato de Portugal de Montanha.”

    O cair do pano sobre uma noite que a todos encantou, deu-se com a apresentação do calendário da época 2024, cujo arranque competitivo acontecerá já nos dias 16 e 17 de março, cabendo, desta feita, à Rampa da Arrábida assumir as honras da abertura.

  • Nuno Caetano vai voltar a enfrentar Pikes Peak

    Nuno Caetano vai voltar a enfrentar Pikes Peak

    O piloto português radicado em Londres confirmou ao site oficial da mítica Pikes Peak International Hill Climb que vai tripular um Porsche Cayman GT4 RS. Cateatno foi 2º na categoria em 2023.

    Pilotos de 11 nações foram convidados a competir na 102ª edição da chamada “Corrida às Nuvens”, no dia 23 de junho. Entre os concorrentes europeus que alinharão na edição 2024 da Pikes Peak International Hill Climb está o português Nuno Caetano, de Portugal, que se sentou ao volante pela primeira vez em 2023 num Porsche Cayman GT4, integrando o Porsche Pikes Peak Trophy by Yokohama.

    Numa entrevista à rúbrica “Behind the Wheel” do site oficial da prova, Nuno Caetano afirmou que “não é fácil atravessar o oceano para fazer isso”, observando ainda o quão valioso foi para ele memorizar o percurso de 20,42 milhas de Pikes Peak, subindo e descendo a montanha com um carro alugado.. O piloto lusitano destacou os seus patrocinadores e parceiros por o auxiliarem a enfrentar esta saga. “Se não fosse por Jason Newcombe, Travis Smith da Pinnacle, Branden Peterson e Cory, eu não estaria em Pikes Peak em 2023″.

    Partilhando as expectativas do seu ano de estreia, destacou: “para ser honesto, excedeu largamente as minhas expectativas. Eu simplesmente entrei literalmente para chegar ao topo inteiro. As coisas começaram a se encaixar, o que foi ótimo”, realçando que “ter Jeff Zwart como treinador ajudou imensamente e os tempos começaram a diminuir. Eu estaria mentindo, porém, se dissesse que no dia da corrida eu esperava terminar no pódio!”.

    Agora é tempo de preparar 2024. O piloto português anseia por “acumular experiência. Vou ficar na Pinnacle Motorsports com um Porsche Cayman GT4 RS, o que parece ser a progressão natural para consolidar e desenvolver a experiência do ano passado.”

  • Nuno Guimarães: “vamos ter uma época de Montanha emocionante!”

    Nuno Guimarães: “vamos ter uma época de Montanha emocionante!”

    O piloto, ‘team manager’ da NJRacing e dirigente da APPAM está convicto de que a temporada de 2024 do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group dará continuidade e até melhorará o êxito que tem sido alcançado pela modalidade nos últimos anos, sendo uma das mais impactantes do desporto motorizado lusitano. Quanto aos seus objetivos pessoais, a renovação do título nos Protótipos B e um lugar cimeiro na geral são os alvos.

    Assumiu-se ao longo de uma carreira sólida e farta em títulos como um dos nomes grandes da Montanha em Portugal. Nuno Guimarães, o “capitão da Montanha” é o líder da equipa NJRacing, sedeada em Peso da Régua, estrutura que se preparar para enfrentar com muita ambição mais uma época .

    “Para 2024 os planos são os mesmos das épocas anteriores. Vamos alinhar em todas as provas do COM JC Group e lutar sempre pelos lugares de pódio nas categorias e divisões em que cada piloto da NJRacing está inserido. A nível pessoal estarei presente ao volante do SilverCar S2, que tantas alegrias me tem dado. Neste defeso optamos por fazer uma revisão geral ao protótipo, quer no chassi (que teve problemas na última Rampa de Boticas) quer no motor, que foi enviado para Espanha para fazer uma revisão completa e a minha ambição passa, obviamente, e por lutar por mais um título entre os Protótipos B e chegar o mais acima possível na geral final do campeonato”.

    Nuno Guimarães enfatiza o facto de “tudo indica que, este ano, iremos ter novos adversários nos protótipos. É uma excelente notícia, porque adoro ter mais adversários em pista, pois as lutas assim trazem mais competitividade ao campeonato!”

    Numa visão geral sobre o que fará a sua equipa, o “Capitão” confirma que “da parte da NJRacing, iremos estar presentes no Campeonato com os nossos 4 pilotos habituais, juntando-se a mim e ao meu SilverCar S2, a Rute Brás, no Peugeot 206 RC, o Nuno Pinto, na ADR Sport II e o António Rodrigues, no SiverCar EF10, ainda que estes dois ainda não tenham as máquinas completamente preparadas nesta fase”.

    O Campeonato de Portugal de Montanha JC Group tem vivido uma fase de enorme sucesso, batendo recordes, ano após ano, de número médio de participantes por prova, almejando ainda adicionar aos muitos milhares de espetadores que coleciona nas provas, um impacto mediático que tem permanecido ao nível das melhores modalidades do desporto automóvel.

    A sua estabilidade regulamentar tem sido uma das razões do sucesso, mesmo existindo, ano após ano, algumas alterações no sentido de tornar a Montanha cada vez mais atrativa.

    Nuno Guimarães é, para além de um dos mais consagrados e estimados pilotos da modalidade, membro da Direção da APPAM – Associação dos Pilotos Portugueses de Automóveis de Montanha. O “Capitão” defende a gestão feita e a forma como têm sido introduzidas as mudanças:

    “Para a época de 2024, o regulamento técnico sofreu algumas alterações, necessárias, mas que preservam a estabilidade regulamentar no campeonato, que pretendemos que tenha sempre um mínimo de 3 anos. No regulamento desportivo, tivemos o cuidado que alterar o calendário, para que este possa estar mais alargado ao longo do ano e dessa forma a prova tenha um intervalo de 1 mês entre elas. Implementamos também um sistema de rotatividade para a última prova do Campeonato, e ao mesmo tempo “protegemos” essa última prova, independentemente do Clube que a organiza, ao criarmos a regra de que essa última prova ter de contar obrigatoriamente para as contas do campeonato. Entendemos que desta forma não corremos o risco dessa última prova ter um número reduzido de participantes, embora, felizmente, mesmo antes desta alteração, tenhamos vindo a assistir a excelentes listas de participantes na prova final de cada época”.

    Como tal, Nuno Guimarães considera que “no seguimento do que tem acontecido nos últimos anos, penso que este ano o CPM JC Group, irá ser mais uma vez um sucesso, com uma aposta forte do promotor em levar as provas a todo o publico e a uma audiência alargada, assegurada com a transmissão livestreaming de todas as provas, tendo havido nesta área um esforço muito grande dos clubes organizadores e das autarquias que recebem as provas do nosso campeonato. Vamos ter uma época de Montanha emocionante!”.

  • Nuno Pinto: “estamos a trabalhar para debelar os problemas sentidos em 2023 na barchetta”

    Nuno Pinto: “estamos a trabalhar para debelar os problemas sentidos em 2023 na barchetta”

    2023 marcou o regresso de Nuno Pinto à competição. O piloto duriense da NJ Racing apostou numa barchetta ADR Sport II, que foi em tempos do malogrado Paulo Ramalho, para dar o salto para os protótipos. Apesar dos muitos problemas técnicos que enfrentou, logrou conquistar um lugar no pódio final dos Protótipos B no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.

    No início da temporada, o que esperava de 2023?

    Esperava adaptar-me bem ao carro, conseguir ser rápido e tentar evoluir neste meu regresso após três anos de paragem e logo com o salto para os Protótipos B, mas alguns problemas ao longo do campeonato impediram-me de conseguir fazer mais quilómetros com a barchetta e me adaptar.

    Qual foi o maior desafio?

     Foi sem dúvida alguma adaptar-me a este sport-protótipo ADR Sport II, pois o carro é totalmente diferente do carro que eu conduzia primeiro e voltar de novo ao ritmo competitivo, após 3 anos parado não foi fácil, mas acho que consegui superar bem as minhas expectativas iniciais e o pódio final entre os Protótipos B foi um resultado muito positivo.

    Qual foi o melhor momento e o momento mais despontante?

    O melhor momento da temporada foi no C1 Eurocup, quando partilhei pela primeira vez um carro de corrida com o meu filho Tomás. Confesso que ao início estava com bastante receio, pois era um leque de participantes muito grande, com muito bons pilotos, mas o Tomás conseguiu mostrar a sua rapidez e conseguiu fazer os tempos dos pilotos da frente, o que me deixa bastante orgulhoso. O pior momento da temporada foi na Rampa do Caramulo, onde estava com um ritmo bastante forte e tive um pequeno acidente que me impediu de concluir a prova.

    Que balanço faz da temporada?

    Para mim foi uma temporada muito positiva, apesar dos problemas mecânicos que tive ao longo do campeonato em bastantes provas, acho que a minha adaptação ao carro foi boa e consegui fazer bons tempos para um primeiro ano nesta nova divisão.

    Já tem os seus planos definidos para 2024?

    Para 2024 os meus planos ainda não estão definidos pois ainda não tenho o carro em condições ideias. Estamos a trabalhar para debelar todos os problemas que tivemos em 2023 e tentar estar à partida da temporada 2024 da Montanha com condições para andar rápido e ser competitivo. Irei dar uma especial atenção ao acompanhamento do meu filho Tomás, que vai ter um ano muito desafiante, com novas exigências e objetivos.

  • Catarina Silva:” para mim o maior desafio foi dar o primeiro passo”

    Catarina Silva:” para mim o maior desafio foi dar o primeiro passo”

    A famalicense Ana Catarina Silva foi uma das “rookies” em destaque na temporada de Montanha de 2023. A Filha de Luís Silva, o consagrado “Canhão de Famalicão”, revelou dotes vincados e uma grande garra, levando o pequeno C1 do Famaconcret Racing Team ao Top 4 final do Campeonato de Portugal de Montanha 1300 JC Group, sendo a primeira classificada entre os que tripularam carros com cilindrada até 1000cc.

    No início da temporada, o que esperava de 2023?

    “O ano de 2023 foi o meu ano de estreia no desporto automóvel. A participação nas várias provas foi um desafio proposto pelo meu pai, Luís Silva, que surgiu de forma inesperada. As expectativas eram poucas. Tinha como objetivo divertir-me ao máximo e evoluir ao longo das provas, sem pressão de resultados.”

    Qual foi o maior desafio?

    “Para mim o maior desafio foi mesmo dar o primeiro passo, alinhando na Rampa da Penha Paisagem Protegida. Não conhecia o carro minimamente, não consegui memorizar o traçado, o piso estava molhado… Não correu nada bem!… No entanto, todas as peripécias dessa prova motivaram-me bastante e foram importantes na preparação das provas que se seguiram”.

    Qual foi o melhor momento e o momento mais despontante da temporada?

    “Adorei toda a época de Montanha, mas o momento mais marcante foi, sem dúvida, a participação nas 3h+3h Estoril da C1 Eurocup. A experiência do circuito e da competição em equipa foi ímpar e permitiu explorar o carro de uma forma que até então não tinha sido possível na Montanha. Foi um momento charneira na minha evolução, que permitiu realizar as provas seguintes com mais confiança no carro (e em mim). As 24h C1 Eurocup foram outro momento alto da temporada. Para nós a prova terminou mais cedo – tivemos o azar de partir dois motores -, contudo a camaradagem da equipa tornou a experiência memorável”.

    Que balanço faz?

    “O balanço é bastante positivo. Diverti-me imenso ao volante do C1 da Famaconcret Racing Team, enquanto ia evoluindo a cada prova. Quero agradecer profundamente ao meu pai, aos restantes elementos do Famaconcret Racing Team e à A.Miranda Competições pelo apoio”.

    Já tem os seus planos definidos para 2024?

    “A C1 Eurocup faz parte dos planos da equipa e estou muito entusiasmada com a possibilidade de participar num campeonato tão competitivo. Quanto ao restante ainda está tudo em aberto, inclusive continuar a fazer provas na Montanha”.

  • João Diogo Santos: “disputamos o campeonato até ao fim”

    João Diogo Santos: “disputamos o campeonato até ao fim”

    Rubricando mais uma época de fino recorte, João Diogo Santos sagrou-se vice-campeão no Campeonato de Portugal de Montanha 1300 JC Group. O jovem engenheiro amarantino foi capaz de “espremer todo o sumo” do seu Fiat Punto 85 Sport e, mesmo sabendo que não tripulava o carro mais competitivo, esteve sempre entre os protagonistas das lutas pelas vitórias nas rampas, saboreando o triunfo na mítica Rampa Internacional da Falperra.

    No início da temporada, o que esperava de 2023?

    Acabou por ser uma época semelhante, de alguma forma, à de 2019, na medida em foi iniciada sem grandes pretensões no Campeonato de Montanha 1300, tendo mesmo o Fiat Punto sido terminado nas vésperas da Rampa de Murça. Ao verificar que poderíamos discutir o título, optamos por realizar um número de provas superior, destacando o apoio de todos os que o tornaram possível, agradecendo a toda a família, patrocinadores, amigos e preparador.

    Qual foi o maior desafio que enfrentou?

    Globalmente, o grande desafio foi o de tentar superar, a título pessoal, todas as marcas que havia obtido anteriormente. Nunca esquecendo as limitações técnicas do Fiat Punto 85 Sport, procuramos explorar ainda mais o potencial existente, o que conseguimos. Destaco, igualmente, as excelentes lutas travadas ao longo do Campeonato com diversos adversários, que obrigaram a impor um ritmo muito ofensivo, e que estou em crer terem contribuído para um interesse adicional nesta competição.

    Qual foi o melhor momento e o mais despontante?

    Devo destacar muito positivamente o facto de termos disputado o campeonato até final, enfatizando a vitória na Rampa da Falperra. Numa prova em que um pouco de tudo aconteceu, fui mentalmente muito focado e imprimi um ritmo bastante forte no derradeiro momento, considerando este um triunfo justo. A Rampa Porca de Murça foi igualmente uma das provas que mais prazer me proporcionou, realizando tempos na primeira metade da classificação geral, de entre quase 60 participantes. Refiro, igualmente, a participação na Rampa de Santa Marta, cuja organização é um exemplo de como bem receber quem visita terras durienses. Em suma, desfrutei de todas as Rampas realizadas em 2023, saudando todas as organizações e entidades que as levaram a cabo.

    Da mesma forma, devo relevar como muito positiva a participação nos 500 km do Estoril, ao volante de um Honda Civic Type-R. Senti-me muito confortável e rápido, e uma classificação final entre os 5 primeiros teria sido possível, não fosse um problema de travões inviabilizar a sua conclusão. Ainda assim, retirei as ilações que pretendia, na medida em que ao volante de um novo carro e numa pista que desconhecia em absoluto, consegui ser bastante competitivo.

    Penso que não houve momentos desapontantes na temporada, uma vez que conseguimos ser competitivos em todas as provas e os resultados alcançados falarão por si, referindo que só me divirto sendo competitivo ao volante de um carro de corridas.

    Que balanço faz da temporada?

    O balanço final acaba por ser francamente positivo. Tornou-se evidente que a partir da Rampa da Falperra, essencialmente, o diferencial técnico entre viaturas foi demasiado grande e gostaria de ter lutado pelo título com argumentos mais fortes. Tal não foi possível e só poderei estar satisfeito com o vice-campeonato na categoria 1300. Como referi, a participação nos 500 km do Estoril foi um evento marcante e no qual me diverti muito, só possível graças à confiança e amizade do Pedro Cerqueira e do Nuno Figueiredo, a quem agradeço o convite endereçado. Surgiu também a possibilidade de realização de outro tipo de provas, que considerarei futuramente.

    Já tem os teus planos definidos para 2024?

    Por força de um desafio profissional que já havia priorizado em 2023, e também devido a uma atualização académica que está em curso, uma parte da temporada de 2024 não deverá contemplar participações desportivas. Contudo, estou esperançado que um projeto de algumas provas venha a ser concretizado, podendo a aposta recair no Peugeot 207 RC e/ou no Honda Civic Type-R. Este projeto dependerá, igualmente, dos apoios entretanto angariados.

  • MOTORSPORT HOJE: DANIELA MARQUES

    MOTORSPORT HOJE: DANIELA MARQUES

    MOTORSPORT HOJE (Temporada 3 | Episódio 3) : DANIELA MARQUES

    Tripulando o imponente Subaru Impreza WRX da equipa da PDauto, Daniela Marques é hoje uma das figuras mais populares da Montanha, sendo uma das referências da forte armada feminina do rico plantel de pilotos do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.

    Daniela Marques recebeu o jornalista Joaquim Amândio Santos no espaço da sua equipa durante a edição 2023 do Salão Mobilidade de Braga, para uma conversa em que abordaram a rica carreira da já internacional bracarense.

    As imagens são de Cristiano Oliveira, António Alves e IAL Movie Racing (Arquivo) e a edição assinada por Armando Leitão e Cristiano Oliveira.

  • Alberto Pereira: “evoluímos o Honda e iremos fazer 4 provas de Montanha em 2024”

    Alberto Pereira: “evoluímos o Honda e iremos fazer 4 provas de Montanha em 2024”

    O consagrado piloto de Mesão Frio viveu em 2023 uma temporada agridoce: por um lado, foi sempre muito competitivo, quando a mecânica do seu Honda Civic Type R colaborava, mas, por outro, as debilidades no motor do carro nipónico restringiram a sua temporada de Montanha a três provas. Em 2024,  Alberto Pereira irá testar um novo motor e uma nova caixa sequencial no carro, tendo prevista a participação em 4 provas do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.

    Com a passagem do seu carro para a Categoria Super Challenge, integrado no Grupo SC-C, com que expectativas abordou 2023?

    “Esperava principalmente divertir-me ao máximo e realizar no máximo 4 provas. Estive à beira de o conseguir, mas o Honda resolveu calar-se na terceira prova, na Rampa de Santa Marta.

    Que desafios esperava encontrar ao longo da época?

    Quanto ao maior desafio da temporada, era mesmo ver até que ponto o novo motor me proporcionava melhor rendimento e fruto disso, andar mais próximo dos primeiros lugares. Felizmente as sensações nas duas primeiras provas, na rampa da Penha e na rampa da Falperra foram muito boas e alcancei dois segundos lugares. Depois, os problemas ditaram um fim de época precoce.

    Que melhor momento escolheria e, já agora, qual o pior que viveu?

    “Quanto ao melhor momento é pior momento da temporada 2023, posso juntá-los numa única prova, a Rampa de Santa Marta. Pois, no primeiro dia de prova, consegui um andamento completamente endiabrado, conseguindo acabar no primeiro lugar do meu Grupo, mas, no domingo, quando me preparava para defender o lugar com unhas e dentes, o motor resolveu calar-se na primeira subida desse dia decisivo. Fiquei de tal maneira aborrecido que decidi não correr mais até ao fim do ano!”.

    Que balanço faz?

    “Apesar de tudo o que sucedeu, principalmente em Santa Marta, posso dizer que correu muito bem e de encontro às minhas expectativas. Provei continuar a ser muito competitivo”.

    Está aí 2024. Quais os planos para esta nova época de Montanha?

    “Para a próxima época, vou começar com um novo motor e pela primeira vez vou usar caixa sequencial no Honda Civic. Portanto, vai ser uma época de alguma adaptação e pretendo fazer no máximo 4 provas”.                     

  • Luís Silva: “foi um ano ótimo: venci todas as provas na Montanha e lançamos novos pilotos”

    Luís Silva: “foi um ano ótimo: venci todas as provas na Montanha e lançamos novos pilotos”

    O piloto famalicense Luís Silva estava convicto de que 2023 seria uma época sabática. Mas, o “bichinho” das corridas prevaleceu e o “Canhão de Famalicão” levou o BMW M3 do Famaconcret Racing Team ao triunfo nas contas dos Super Challenge D no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, vencendo nestas lides todas as provas em que participou. Juntou a essas duas façanhas o 2º lugar final na Categoria Super Challenge. Para 2024 “ameaça” voltar a pouco fazer, mas com o “vício das corridas” que lhe corre nas veias, nunca se sabe…

    O início da temporada, o que esperava de 2023?

    Não esperava rigorosamente nada, porque não tinha em mente competir. Tinha e ainda tenho o BMW M3 a necessitar de uma revisão ao motor, não está com as melhores performances e estava previsto ter pelo menos o ano de 2023 para descansar. Seria um ano sabático, mas, de repente, aquilo que começou por ser uma ida pontual à Rampa da Penha, transformou-se num Campeonato quase completo, desta feita nos Super Challenge D. Fiz sete provas e venci por sete vezes, apesar de lidar com concorrência muito forte. Acabou por ser mais um título saboroso, ainda para mais num ano em que iria estar parado. Depois, ter conseguido ser vice-campeão nacional da Categoria Super Challenge foi mais uma proeza de que não estava à espera, pois, apesar do meu BMW ser um carro espetacular, enfrentamos carros muito mais potentes e de quatro rodas motrizes. Mesmo assim, o Top 2 foi nosso!””.

    Qual foi o maior desafio que enfrentou?

    O melhor desafio não teve nada a ver com as minhas participações nas provas. Foi sim lançar a minha filha Ana Catarina nas provas de Montanha, com o Citroen C1 do Famaconcret Racing Team. A Ana Catrina deixou-nos muito orgulhosos, pois mostrou ser rápida e destemida. Estou muito feliz por isso e o sucesso dela deu asas a outras aventuras, como a estreia do meu filho Luís Silva Jr., do Hélder Marques, da minha sobrinha Joana Silva e do Tomás Pinto, na estreia nos circuitos, quando das 24h C1 Eurocup. Foi sem dúvida um desafio superado. apesar dos azares que tivemos, mas a alegria da equipa acho que marcou muito e definiu muito do que poderá vir no futuro”.

    Qual foi o melhor momento e o momento mais despontante?

    O melhor momento foi sem dúvida a participação nas 24h C1 Eurocup. Foi bom ver a alegria dos pilotos que participaram, a união da equipa, o apoio incondicional uns aos outros e o carinho de todos para com o nosso convidado de honra, um menino que merece toda a sorte do mundo por aquilo que trabalha, o Tomás Pinto. O Tomás estava prestes a fazer 16 anos quando o convidei, com o apoio total dos meus filhos, a quem pedi opinião e o convite foi o nosso presente de aniversário. Ele merecia que alguém lhe desse a primeira oportunidade. Foi dada e foi um sucesso.

    De desapontante não houve nada de especial ao longo do ano, mas tendo de escolher um momento, talvez não ter terminado as 24h C1 Eurocup por termos partido dois motores, mas mesmo assim, foi um momento de aprendizagem e que nos vai ajudar no futuro.

    Que balanço faz da temporada?

    “Um balanço muito positivo. Não é o facto de ter ganho todas as provas de montanha que participei que torna o ano positivo, nem a vitória no Grupo SC D, mas o lançamento de novos pilotos pela primeira vez que realço como o melhor e mais importante que me aconteceu e ao Famaconcret Racing Team em 2023”.

    Já tem os seus planos definidos para 2024?

    A promessa que ficou do ano anterior da prova de 24 Horas com o Citroen C1, foi voltar. E voltaremos, desta feita com dois carros, para os mesmos pilotos. Iremos arranjar uma fórmula para dividir a equipa pelos dois carros e lá estaremos mais uma vez para nos divertir. Faremos ainda o campeonato todo dos C1. Isto está definido. Pessoalmente, poderei participar numa ou outra prova no BMW M3, mas mesmo pontualmente e nada para competir ou estragar campeonatos a outros participantes. Haverá provavelmente participações também de alguns dos nossos pilotos na Montanha com os C1 e o Starlet da equipa, se eles quiserem. Depois… bem, depois… poderá haver surpresas…”