Categoria: Montanha

  • Flávio Sainhas: “resiliência foi o nosso “nome do meio” e conseguimos o tão desejado título!”

    Flávio Sainhas: “resiliência foi o nosso “nome do meio” e conseguimos o tão desejado título!”

    Seis vitórias em oito provas selaram de forma musculada o título de Flávio Sainhas no Campeonato de Portugal de Clássicos JC Group 2023. O “Diabo da Covilhã” foi mestre na condução do seu Ford Escort MKI ao longo de toda a temporada passada e, se bem que queria renovar o título em 2024, ainda não tem certezas quanto à possibilidade de fazer a nova época de Montanha a tempo inteiro.

    No início da temporada, o que esperava de 2023?

    Iniciamos a temporada de 2023 determinados a vencer, a verdade é essa. Os objetivos eram claros, apostamos todas as fichas no Ford Escort “novo”, fizemos todas as melhorias que os nossos meios técnicos e financeiros permitiram e reunimos todos os apoios possíveis para a participação a tempo inteiro no Campeonato. Sabia que tínhamos concorrência à altura e que não ia ser fácil, mas isso só aumentava a minha determinação. Depois de várias épocas a ficar a escassos pontos do primeiro lugar, sentia que merecia isso e que a minha equipa e os meus apoiantes mereciam isso também.

    Qual foi o maior desafio da época?

    Comecei a correr na Montanha em 2014 e desde essa altura que tenho o prazer de competir com o meu amigo e grande piloto Dr. José Pedro Gomes. Nessa altura, o “sonho” era um dia conseguir ter um carro com o andamento daquele Ford Escort conduzido pelo ele. Só quem já viu aquele arranque ou a forma como chega às curvas vai perceber o que digo. Confesso que chegava a “desmoralizar” quando o via arrancar à minha frente. Então, considero que o maior desafio da época foi conseguir andar a “disputar” o 1º lugar do pódio com este Senador da Montanha. Ter um carro que embora ainda com algumas melhorias a fazer, já é capaz de aproximar e/ou superar os tempos daquela dupla fantástica, já é um motivo de orgulho para mim. Não que veja o Dr. José Pedro Gomes como “adversário” no verdadeiro sentido da palavra, diria antes que é a minha “referência” nos Clássicos de Montanha. Foram algumas as provas que venci (sempre por milésimos de segundos), outras as que fui vencido e muitas as que só na derradeira subida se faziam as contas finais e esse era o verdadeiro desafio, prova após prova.

    Qual foi o melhor momento e o momento mais desapontante?

    O melhor momento da temporada foi ter vencido em casa, na Rampa da Serra da Estrela. Nas duas épocas anteriores tínhamos tido problemas mecânicos nesta rampa e não tinha conseguido tirar o máximo proveito desta prova que tanto me diz. Este ano com o carro a colaborar a 100% foi a “desforra” dos anos anteriores e em casa, tem sempre um sabor especial.

    Por outro lado, o momento mais desapontante foi na Rampa de Murça, logo na abertura da temporada. A caixa de velocidades do nosso Ford partiu na 2º subida oficial e, contra todas as expetativas, conseguimos substituí-la em menos de 20 minutos. A equipa deu o máximo, lutamos contra o tempo e conseguimos… lá está a tal resiliência que está presente no nosso DNA. No entanto, quando tentamos alinhar para fazer a derradeira subida, uns segundos de atraso impossibilitaram a nossa participação. O carro que arrancava depois de nós tinha acabado de alinhar à partida e, neste caso, os regulamentos falam mais alto e regras são regras. É muito difícil explicar o que toda a equipa sentiu naquele momento. Foram menos de 20 minutos para substituir uma caixa de velocidades, no chão, sem as melhores condições e no final, não tinha adiantado de nada.

    Que balanço faz da temporada?

    O balanço final não podia ser mais positivo. O carro e a equipa de assistência estiveram à altura do desafio, resiliência foi o nosso “nome do meio” em muitas das provas disputadas e conseguimos o tão desejado título. Os objetivos traçados foram atingidos e somos Campeões de Portugal de Clássicos de montanha 2023.

    Já tem os seus planos definidos para 2024?

    A temporada de 2023 foi muito desgastante tanto fisicamente como monetariamente. Neste momento, ainda não temos planos muito concretos para 2024. Não queremos ficar parados, mas tudo vai depender dos apoios conseguidos e da conciliação entre provas e compromissos profissionais.

  • Bernardo Garcia de Castro: “a Categoria GT é uma das mais competitivas na Montanha”

    Bernardo Garcia de Castro: “a Categoria GT é uma das mais competitivas na Montanha”

    Bernardo Garcia de Castro é hoje , por direito próprio, um dos nomes grandes do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group. Verdadeiro “gentleman driver”, o piloto da Galiza tem granjeado o aplauso dos aficionados e dos seus pares, quer pela sua proverbial rapidez, quer pelo seu tremendo fairplay. Em 2023, levou o seu Porsche 997 GT3 Cup ao pódio final da Categoria GT.

    O Bernardo já é “da casa” na Montanha em Portugal. Quanto partiu para a temporada de 2023, que objetivos tinha?

    Somos uma equipe muito competitiva e quando partimos para buscar um campeonato, vamos em frente. À partida de 2023, o nosso objetivo, mesmo sabendo das nossas limitações, era lutar pela conquista do campeonato na Categoria GT.

    Qual foi o maior desafio?

    Talvez ter de enfrentar muitas corridas seguidas em pouco tempo. Acho que fizemos 6 corridas em apenas 3 meses. Tivemos de fazer um grande esforço para ter tudo pronto para cada corrida e agradeço à equipa pelo magnífico trabalho e por me dar todo esse tempo”.

    Quais o melhor e o pior momento da época transata?

    Cada vez que voltamos para casa com o carro inteiro é um bom momento. Mas momentos bons, tenho sempre muitos. Ver meu filho curtindo cada corrida por toda a assistência é sempre um bom momento. Fazer a minha estreia na Falperra foi especial, não esperava fazer os tempos que fiz pela primeira vez. O pior, não conseguir chegar à vitória. Estive muito perto de consegui-la em quase todas as provas, mas faltou sempre algo. Além disso, quero salientar que a Categoria GT do CPM JC Group é, possivelmente, uma das mais competitivas do campeonato!”.

    Que balanço global faz de 2023?

    “O saldo é muito positivo, tendo em conta que somos uma equipa pequena e com um orçamento muito apertado, temos lutado contra grandes pilotos e máquinas, estando umas vezes à frente e outras vezes muito próximos. Além disso, acho que fizemos que o público gostasse. Valorizo ​​muito o alto nível de todas as organizações, uma grande camaradagem entre todos os pilotos. Eu e a equipa estamos ansiosos para estarmos novamente com a Família da Montanha”.

    E agora, estamos a apenas cerca de dois meses do início de mais uma época de Montanha. Quais os seus planos?

    Em 2024 queremos fazer o campeonato inteiro. Tivemos a possibilidade de mudar de carro, mas finalmente, salvo surpresas, continuaremos com o nosso 997. Gostaria ainda de fazer um rali este ano, quiçá em Portugal”.

  • Eva Laranjeira: “carregar 960Kg com 139 cavalos montanha acima… é uma luta!”

    Eva Laranjeira: “carregar 960Kg com 139 cavalos montanha acima… é uma luta!”

    A época 2023 de Eva Laranjeira ficou marcada à partida pela mudança dos 1300 para os Turismo 3, de um Peugeot 205 Rallye para um Kia Picanto, naquele que era, à partida, um passo que piloto e equipa sabiam ser não só arrojado, mas também obrigando a uma “mudança de chip” que levaria o seu tempo. Mesmo assim, a “Dama de Aço” da MNE Sport esteve sempre na luta pelo pódio final da sua Divisão, terminando num positivo Top 4.

    No início da temporada, o que esperava de 2023?

    “A época de 2023 foi uma época de mudança, de adaptação e de muita resiliência. Saí de uma zona de conforto, com o Peugeot 205 Rallye para um carro completamente diferente. Foi um desafio e um passo mais na minha evolução. A frase “somos animais de hábitos” nunca me tinha feito tanto sentido. Criamos resistências, rotinas e hábitos de condução que apenas se adaptam a uma viatura e, portanto, 2023 foi a prova de que essa não é a chave para conseguirmos evoluir”.

    Qual foi o maior desafio?

    “No seguimento da resposta anterior, o maior desafio foi o de passar de uma classe 1300 para os Turismos 3, com tudo o que isso representa. Foi a adaptação a um carro muito mais moderno, muito mais “suave e delicado” que o 205, o Kia Picanto. É uma condução oposta à condução do carro que conduzia até ao início de 2023. O sentimento foi muitas vezes de frustração, de objetivos não alcançados, no entanto no final da época, percebi perfeitamente qual a estratégia que tínhamos adotado e a mais-valia que isso representou”.

    Qual foi o melhor momento e o momento mais despontante?

    “Não saliento nenhum melhor e pior, de facto a temporada foi estável e com um foco evolutivo e sem qualquer pressão de resultados, pois esse não era de todo o objetivo. Obviamente que todos que competimos queremos alcançar os melhores resultados, no entanto tinha plena noção do carro que conduzia, das suas limitações face aos outros da mesma categoria e honestamente “carregar” 960Kg com 139 cavalos montanha acima… é uma luta!”

    Que balanço faz da época?

    “Extremamente positiva. Por todos os motivos referidos anteriormente e por termos levado a bom porto a estratégia delineada”.

    Já tem os seus planos definidos para 2024?

    “Neste momento está tudo em aberto. Tentarei da melhor forma conciliar a condição profissional com a desportiva. Veremos como conseguirei agilizar estas duas realidades”.

  • Pedro Alves: “na Montanha não é fácil de descobrir onde está a linha que separa o limite do desastre!”

    Pedro Alves: “na Montanha não é fácil de descobrir onde está a linha que separa o limite do desastre!”

    Pedro Alves foi uma das grandes “aquisições” para o plantel da Montanha em 2023. O rápido piloto vila-realense chegou, correu e dominou a seu belo prazer as lides do Campeonato de Portugal Legends  de Montanha JC Group, levando o seu bem preparado Citroen Saxo VTS a sete triunfos nas sete provas que fez aos comandos do carro francês. Pelo meio, ainda teve tempo de ir dominar e vencer o C1 Eurocup, conquistando aqui duas vitórias em três corridas.

    No início da temporada, o que esperava de 2023?

    “Esperava uma temporada diferente do habitual. O ano começou com a vontade de fazer uma experiência numa prova de Montanha e terminou com o campeonato a ser disputado na íntegra!… Esperava divertir-me com os amigos que já conhecia na Montanha e conhecer pessoas novas e, de repente, dei por mim a discutir o título!”

    Qual foi o maior desafio da temporada?

    “Adaptar-me às Rampas. Gosto de conduzir no limite e na Montanha não é fácil de descobrir onde está a linha que separa o limite do desastre!”.

    Qual foi o melhor momento e o momento mais despontante?

    “O melhor momento foi, sem dúvida, vencer as 24h de Portimão do C1 Eurocup. Foi indescritível. Na Montanha, o melhor momento foi a Rampa de Santa Marta, não só pela vertente desportiva, mas principalmente pela envolvência. Foi fantástico ter juntado os meus melhores amigos, seus familiares, meus familiares, gente que tanto estimo, numa Rampa que tem o dom do saber receber.

    O momento mais desapontante foi ter tido um problema com a caixa de velocidades do Kia Ceed em Boticas. Penso que a participação foi uma agradável surpresa para muitos, e o resultado acabou por ser bom e saí satisfeito, mas as 2 subidas de sábado em que não participei fizeram a diferença nos tempos”.

    Que balanço faz do título conquistado e da temporada?

    Acima de tudo, fiquei extremamente satisfeito com os tempos que consegui obter no pequeno Saxo quando olhava para a tabela dos tempos globais. Senti que em quase todas as Rampas, todas desconhecidas para mim, extraí 90% do potencial do carro. O título é uma recompensa do bom trabalho efetuado ao longo da época. Juntar ao título de Campeão Nacional Legends na Montanha o título de Vencedor do Troféu C1 Eurocup na Velocidade foi a cereja no topo do bolo. Um ano memorável.

    Já tem os seus planos definidos para 2024?

    Ainda é muito incerto. Se por um lado será difícil, por motivos profissionais, fazer a época inteira, por outro a vontade de competir está sempre presente. Vamos encarar esta época prova a prova, mas certamente que envolverá a Montanha, vertente que tanto gostei de praticar em 2023.

  • Gonçalo Inácio: “espero fazer todo o CPM JC Group em 2024”

    Gonçalo Inácio: “espero fazer todo o CPM JC Group em 2024”

    Mesmo numa época reduzida a somente três aparições, Gonçalo Inácio voltou a demonstrar todo o seu talento. O lisboeta venceu a sua Divisão nas duas rampas em que participou aos comandos de um Peugeot 208 VTi R2 preparado pela Befast e ainda foi até à velocidade conquistar um pódio tripulando um Ford Escort MKII.

    No início da temporada, o que esperava de 2023?

    Para a época de 2023 não esperava nada em concreto pois não tinha nada definido para uma época completa. Esperava lutar pela vitória nas provas em que participasse.

    Qual foi o maior desafio da temporada?

    O maior desafio em 2023 foi sem dúvida alguma a participação na Rampa de Boticas, cujo traçado desconhecia por completo.

    Qual foi o melhor momento e o momento mais despontante?

    Foram dois os melhores momentos: vencer na Rampa da Arrábida (prova onde me estreei como piloto em 2001) e também a vitória da Rampa de Boticas que era totalmente desconhecida para mim. O mais desapontante foi, obviamente, não ter realizado uma época completa.

    Que balanço faz da temporada?

    O balanço é bastante positivo, pois consegui vencer a Divisão Turismos 3 nas duas provas realizadas (Arrábida e Boticas) e ainda fazer um 2ª da geral na categoria Turismos em Boticas, intrometendo-me no meio de dois TCR com o pequeno Peugeot 208  VTi R2. Também ter conseguido ser 3º na corrida de Grupo 1 integrada no Racing Sound Fest, partilhando o Ford Escort MKII com o Luís Pedro Liberal, foi excelente”.

    Já tem os seus planos definidos para 2024?

    “Ainda não tenho nada definido, mas a vontade é de realizar a época completa no Campeonato Portugal de Montanha JC Group. Também não sei se será novamente com o Peugeot 208 VTI R2. Certo é que se o fizer será com a Befast”.

  • Gonçalo Janeira: “2023 foi um desafio positivo, aprendi muito, principalmente sobre os limites do carro”

    Gonçalo Janeira: “2023 foi um desafio positivo, aprendi muito, principalmente sobre os limites do carro”

    O piloto-preparador do Fundão esteve presente em seis das oito provas do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group 2023, mas, nem as duas ausências, o impediram de dominar e vencer no Grupo Super Challenge B. Gonçalo Janeira faz um rescaldo positivo da temporada, apesar da alteração regulamentar que o fez ter de enfrentar na categoria adversários com “montadas” muito mais fortes do que o seu bem preparado Citroen AX GTi.

    No início da temporada, o que esperava de 2023?

    Visto estar inscrito nos LEGENDS, com o carro devidamente revisto e com um setup mais do que testado e eficaz para a Montanha, esperava que fosse uma temporada tranquila. Enganei-me ou fui enganado, visto estar o carro exatamente com as mesmas especificações da temporada 2022 e sem que houvesse quaisquer alterações no regulamento específico para o meu grupo “Legends Especial “, fui obrigado a mudar para a Categoria Super Challenge, onde me tornei ‘carne para canhão’, sendo forçado obrigado a competir com carros muito mais potentes.

    Então, esse acabou por ser o maior desafio da época?

    Claramente. Trabalhamos muito para nos conseguirmos adaptar ao andamento da concorrência, sem que a mecânica do Citroen AX  GTi cedesse, me deixasse pelo caminho e não conseguisse cumprir com os compromissos a que me propus com os patrocinadores. Foi um desafio positivo, pois aprendi muito, principalmente sobre os limites do carro e a equipa técnica do J. Janeira Racing Team está de parabéns.

    Qual foi o melhor momento e o momento mais despontante?

    O melhor momento…. foram vários. Discutir tempos com pilotos e carros de referência, melhorar os meus recordes nos traçados das rampas, receber elogios e comentários positivos de grandes ‘Senhores das Corridas’, triunfar na minha divisão, conquistando assim mais um título e ter sempre o apoio da família, amigos e patrocinadores.

    O pior momento, foi sem dúvida o dia em que me mudaram dos Legends para os Super Challenge.

    Que balanço faz da temporada?

    Foi uma temporada de foco e muito trabalho, pois só assim se consegue atingir o sucesso tão desejado. Uma temporada desafiante em todos os aspetos, mas que no fim se mostrou muito gratificante.

    Já tem os seus planos definidos para 2024?

    Vamos voltar a estar no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, com o mesmo carro, que será alvo de um profundo trabalho de preparação e vamos nos desafiar a tentar fazer ainda melhor do que em 2023. Voltar a conquistar o Grupo SC B e fazer melhor do que o Top 12 absoluto que conquistamos em 2023 entre os Super Challenge.

  • José Lameiro: “a minha estreia na Montanha foi muito positiva”

    José Lameiro: “a minha estreia na Montanha foi muito positiva”

    Foi uma das “aquisições” sonantes do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group 2023. José Lameiro, piloto e patrão da Diatosta, transferiu-se das lides do Ralicross para a Montanha e, aos comandos do seu Skoda Fabia Super Car, rubricou uma época muito positiva. O piloto de Aveiro faz agora o balanço da temporada.

    No arranque da temporada de 2023, quais eram as suas expectativas?

    “Em 2023, no início, esperava sobretudo aprender e tentar evoluir, pois estava absolutamente consciente das dificuldades. O desafio era extremamente exigente para mim e contrariava todas as minha aptidões naturais. Nunca competira em asfalto e tenho uma dificuldade nata na memorização do traçado, algo absolutamente fundamental para se ser rápido na Montanha. Tem de se conhecer muito bem para confiar e atacar, pois não existe margem de erro. Erras, bates e, sendo assim, estava muito ansioso e nervoso. O primeiro contacto com a Montanha foi, garanto, assustador, mete muito respeito. Admiro muito esta malta, são endiabrados!”

    Modalidade nova, desafios novos. Se tivesse de escolher “aquele momento” na época, qual seria?

    “O maior desafio foi a Falperra, a mítica Falperra. Fazer aquela rampa dá um arrepio na espinha e foi a que mais adorei. nunca me imaginei algum dia a competir ali, alucinante, garanto! Foi espetacular e estou desejoso de lá voltar, com muito respeito!”

    Quais os momentos menos felizes que enfrentou em 2023?

    “Dos momentos desapontantes, foram problemas sentidos no motor, estamos a resolver, as rampas são muito mais exigentes para os motores e o nosso manifestamente não estava adaptado, agora confiamos que ficará bem. Faz parte da curva de aprendizagem pois também para a equipa tudo foi novo. Optei por continuar na DM Motorsport e com a IGV, em vez de mudar para uma outra equipa e sei que continuaremos a ter sucesso, temos valia para isso”.

    E que balanço retira da temporada?

    “Acabei por me surpreender com a nossa rapidez. Falhamos 3 corridas e ainda assim fizemos 12º à geral e Top 4 na geral dos Super Challenge, tendo ainda alcançado o pódio nos SC1. Ora, se levarmos em conta que fiz muitas das subidas com limitações, o balanço mim é excelente. Não batemos nem estraguei o meu ‘rapaz’. O Skoda é um carro fenomenal e vai melhorar em 2024. Foi bom, este campeonato é duro, excelentes carros, excelentes pilotos, sendo assim estou muito feliz, muito contente por estar na Família da Montanha!”

    A época seguinte está quase a bater à porta. Quais os planos e objetivos para 2024?

    Em 2024, a aprendizagem vai continuar, obviamente. Ter fiabilidade mecânica para somar todos os pontos e ser mais rápido nas rampas em que competi serão os grandes objetivos. A melhoria continua está sempre presente comigo, estou sempre desassossegado, sempre a desafiar a evolução e em 2024 queremos ser mais fortes”.

  • Rampa da Arrábida 2024 com honras de abertura do Campeonato de Portugal

    Rampa da Arrábida 2024 com honras de abertura do Campeonato de Portugal

    Pela segunda vez, desde o seu regresso à competição maior da modalidade, o mítico traçado da Paisagem Protegida da Serra da Arrábida será o palco da prova inaugural de mais uma temporada do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group. O evento organizado pelo Clube de Motorismo de Setúbal promete, uma vez mais, ser um certame com um programa intenso, seja na vertente desportiva, seja na programação  lúdica que o transforma numa das rampas mais acarinhadas pelos pilotos e pelos aficionados.

    O fim de semana de 15 a 17 de Março de 2024 verá Setúbal se transformar no epicentro do arranque do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, com a cidade setubalense e a icónica Serra da Arrábida a receberem os favores dos milhares de pilotos, quipás e apaixonados pela modalidade.

    Será a segunda vez que, nesta nova fase de vida da prova e naquela que será a sua 33ª edição, a Rampa da Arrábida será o cenário de arranque do prestigiado campeonato, hoje um dos quatro mais mediáticos entre todos os que são organizadas sob a alçada da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting.

    Em termos desportivos e como tem sido habitual, a sexta-feira será reservada para o arranque das verificações técnicas e administrativas, que se prolongam ao longo d amanhã de sábado, dia em que, ao início da tarde arrancará o cardápio competitivo da prova setubalense.

    Portanto, sábado e domingo transformar-se-ão, como sempre, nos dias em que a “Família da Montanha” enfrenta os desafiantes 3500 metros de um traçado que adiciona ao seu alto grau de dificuldade técnica, uma paisagem inigualável, construída pela serra, a cidade de Setúbal, o Sado e o Atlântico.

    Mas, a Rampa da Arrábida tem tido no seu ‘DNA’ uma forte componente de animação e a edição do próximo ano não escapará a essa regra, com Fernando Matias, líder do Clube de Motorismo de Setúbal a afirmar que “é nosso foco organizar mais uma edição que tem Setúbal, os setubalenses e o tecido económico da cidade, principalmente o comercial, como mote para a forma como construímos o nosso evento. Queremos aproveitar ao máximo todos quantos nos visitarão para animar Setúbal  e transformar o evento num enorme êxito para a cidade e o concelho em termos comerciais e de promoção”.

    A equipa do Clube de Motorismo de Setúbal tem apostado de forma vincada na comunicação do evento e sido justamente recompensado com um impacto mediático notável, a que tem adicionado a presença de milhares de espetadores em cada uma das edições.

    Para Fernando Matias, esse tem sido “o segredo da confiança que o clube tem merecido por parte da autarquia de Setúbal e dos fortes patrocinadores que têm sido vitais para nós transformarmos cada edição da Rampa da Arrábida numa festa, que além de ser um forte motor de promoção do concelho e da reunião, é uma experiência intensa para todos quantos nos visitam, sendo prova disso as listas de participantes que aumentam, ano após ano, o número crescente de espetadores presentes e o impacto mediático cujos números revelam também um aumento consolidado. Destacaria, nesta área, as centenas de milhar de espetadores da transmissão integral em livestreaming da prova. Tudo isto nos dá alente e força para continuar a trabalhar e a melhorar a prova, pois queremos que ela continue a ser considerada um evento de referência”.

    Quanto a novidades, o responsável pelo certame promete que “iremos surpreender com o programa que anunciaremos brevemente. As surpresas serão muitas e nos locais mais inesperados. Em termos desportivos, destacamos o regresso da rampa regional, sendo certo que estamos já a trabalhar arduamente para melhorar ainda mais as condições técnicas da rampa, continuando a fazer tudo para que a prova mereça o estatuto histórico que tem”.

    Fernando Matias salienta “o apoio fundamental que nos é dado pelo Município de Setúbal, parceiro indispensável do clube. Também de nos sentimos orgulhosos pelo apoio que sentimos por parte da sociedade e das empresas. Sentimos que a sua confiança é o reconhecimento do trabalho do clube e da autarquia para transformar a Rampa da Arrábida num evento de referência”.

    Para a edição 2024 da Rampa da Arrábida, o Clube de Motorismo de Setúbal conta já com os apoios confirmados do Hotel Meliã, Secil, Grossorent, Mac Donald´s, Hotel Ibis, Mente Criativa, Extinsetúbal, 4×4 Multitrabalhos, Doublet, Restaurante O Miguel, Reboques Prosado, Restaurante Carnes do Convento, AFSS, Overstep, Mudanças Carlos Silva, SPM Construção e Poder do Traço.

  • Megamotors concluiu época de Montanha com 3 pódios

    Megamotors concluiu época de Montanha com 3 pódios

    A Rampa de Boticas foi para a Megamotors o espelho da sua época: a estrutura penafidelense demonstrou garra e sabedoria para ultrapassar problemas e desafios, rematando na prova transmontana a presença dos pódios finais de época dos seus pilotos José Carlos Pouca Sorte, João Macedo e Celso Fonseca.

    No caso do “patrão” e piloto da equipa, José Carlos Pouca Sorte voltou a ter uma jornada onde o seu Mitsubishi Lancer EVO VI deu trabalho. E mesmo com os problemas que retiraram competitividade ao carro nipónico, foi capaz de pontuar no grupo e na geral.

    O rápido piloto de Resende termina mais uma época com sucesso. Mesmo numa época dedicada ao desenvolvimento do seu novo carro, José Carlos Pouca Sorte conseguiu terminar no 2º posto do grupo SC A. no Top 4 da geral da Categoria Super Challenge, deixando bem claro que, em 2024, será um nome a ter em conta na luta pelos títulos.

    Numa prova em que cedo começou a enfrentar problemas de transmissão no seu BMW 328is, que o deixaram de fora da única subida de prova disputada no sábado, João Macedo não virou a cara à luta e, na jornada final de domingo, já com o carro bávaro a funcionar de forma satisfatória, conseguiu registar dois tempos que lhe granjearam o 5º lugar no Grupo SC D.

    E num ano em que nem tudo correu como esperado, João Macedo assegurou, mesmo assim, mais um pódio para a sua carreira, ao terminar no 3º lugar do grupo.

    Quanto a Celso Fonseca, o mesãofriense chegou a Boticas com a missão bem definida: garantir o pódio final na Divisão Turismos 3.

    Realizando uma exibição segura, focada na obtenção dos pontos que lhe garantissem o objetivo maior, o piloto do Citroen Saxo da Megamotors garantiu o 5º lugar na prova e, com isso, o 2º lugar final no campeonato. Época notável de Celso Fonseca.

    Agora, a equipa de Penafiel entra em fase de balanço de época, sem enjeitar poder ainda estar em algumas provas, falando-se da possibilidade de vir a alinhar na Taça de Portugal de Ralicross.

  • Vítor Pascoal “fizemos uma época muito boa na Montanha e merecemos ser campeões!”

    Vítor Pascoal “fizemos uma época muito boa na Montanha e merecemos ser campeões!”

    O passado fim-de-semana assistiu ao cair do pano competitivo sobre a temporada 2023 do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group. A Rampa de Boticas foi o palco e Vítor Pascoal comemorou o seu terceiro títulos nos GT, alcançando mais um pódio.

    A questão do título nacional já estava arrumada desde o Caramulo e, como tal, Vítor Pascoal encarou a prova do Demoporto como “uma celebração. Fomos a Boticas sem qualquer pressão e mais focados em fazer parte da festa da Montanha. Nem pneus novos levamos e, ao longo dos dois dias, fomos misturando os melhores que tínhamos de rampas anteriores, procurando andar rápido, dar espetáculo para o muito publico presente e desfrutar do momento”.

    Mas, nem assim, Vítor Pascoal deixou de ser competitivo. O baionense foi sempre melhorando as suas marcas e, mesmo que não tenha chegado perto do seu recorde pessoal na pista internacional de Boticas, conseguiu terminar no 2º lugar da Categoria GT, chegando assim ao final da época com quatro vitórias e outras tantas presenças no pódio.

    No final, Pascoal deu “os parabéns à Gabriela pelo triunfo e ao Bernardo por mais uma excelente exibição. Quero ainda agradecer ao Gonçalo, ao Luís e ao Rui. foram incansáveis na assistência e sem eles não tinha podido estar em Boticas”.

    Fechada a época de Montanha, o piloto agora tricampeão nacional sente-se “muito orgulhoso. fizemos uma época muito boa na Montanha e merecemos ser campeões nacionais!”. Vítor Pascoal e o Baião Rallye Team preparam já a sua presença, no próximo fim-de-semana, no Leiria Sobre Rodas, evento internacional que decorrerá no coração da capital do Liz e onde são esperados mais de cem mil espetadores.