Categoria: Montanha

  • O “Capitão” voltou a brilhar na Penha!

    Que arranque de temporada este que está a ser construindo por Nuno Guimarães. Duas provas, dois pódios absolutos e duas vitórias nos Protótipos B. Na 43ª Rampa da Penha Paisagem protegida voltou a ostentar uma rapidez e uma eficácia a tocarem as raias da perfeição, levando o Silvercar S2 da NJ Racing a mais uma exibição de sonho!

    Assume-se já como um dos pilotos em destaque nesta fase inicial do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group 2022.

    Nuno Guimarães preparou de forma intensa esta época, seja na sua evolução física e mental, seja no “upgrade” que decidiu executar no Silvercar S2. Essa trilogia de mudança tem vindo a tornar o piloto e o protótipo um binómio muito competitivo e nas duas provas já realizadas foram claramente dos mais rápidos e eficazes.

    Na Penha, o “Capitão da Montanha” fez uma exibição sempre em crescendo, assumindo que o o início teve alguma prudência: “Tive um início cauteloso, porque trazíamos as afinações de Murça, que não estavam nada a resultar na Penha. Então, ao longo do dia de sábado. alteramos as afinações do carro, que foi melhorando subida a subida. E na subida de prova de sábado já me senti mais confortável e já saiu um tempo razoável”, que o colocava já firme na liderança da Divisão Protótipos B e no pódio absoluto provisório.

    O consagrado piloto da NJ Racing guardou para domingo o melhor da sua performance.

    Foi paulatinamente rodando cada vez mais rápido, baixando os tempos, reservando para a subida final a façanha de baixar de minuto e meio para cumprir os quase 2,8 quilómetros do traçado, colocando no cronómetro a marca de 1:29.602 e rematando de vez a questão de ficar no pódio absoluto, sendo assim a segunda vez consecutiva que é 3º numa rampa, face a protótipos de uma divisão mais competitiva. Notável!

    “No domingo o ‘warm-up’ correu bem. Na primeira subida de treinos fiz o tempo da primeira subida de sábado, e por isso senti-me confortável para atacar nas duas subidas de prova. Estava numa luta engraçada com o Vítor Pascoal pela classificação geral. E tive de puxar um bocadinho pelos ‘galões’ dos protótipos. Mas foi saudável, muito divertido. Senti-me muito à vontade e com muita rapidez. Por isso foi um fim-de-semana verdadeiramente positivo. Um pódio à ‘geral’ para o campeonato é ótimo. E por isso vamos para a Arrábida com vontade de repetir este pódio, divertir-nos e ter uma equipa lutadora, num campeonato cada vez mais competitivo. Como o confirmou a vitória do José Correia nesta prova”

    Mesmo feliz pela vitória e pela exibição, Nuno Guimarães não escondia a preocupação que adveio do acidente do seu colega de equipa António Rodrigues: “apenas de lamentar o que aconteceu ao Toni. São infortúnios. Ele este ano está com muito azar. Desta vez com um acidente mais aparatoso. Felizmente sem consequências físicas. Mas cá estarmos para o ajudar no que for preciso. A nossa equipa é assim que funciona!”.

    A terceira prova da temporada decorrerá a Sul. A “Família da Montanha desloca-se para Setúbal, para disputar a edição 2022 da Rampa PÊQUÊPÊ Arrábida, nos dias 23 e 24 de abril.

  • Rute Brás ultrapassou com distinção estreia na Rampa da Penha

    O 6º lugar na Divisão Turismos 3 premiou a forma como a piloto de Peso da Régua encarou a sua primeira participação na Penha. Sólida na abordagem às subidas, Rute Brás foi sempre melhorando as marcas, mas saiu de Guimarães com a ressalva de que poderia ter ido mais além.

    2:04.257. Eis o melhor tempo do fim-de-semana na 43ª Rampa da Penha Paisagem Protegida para Rute Brás. Representa uma melhoria de mais de 8 segundos em relação ao primeiro treino cronometrado do evento, isto, num percurso com um pouco menos de 2,8 quilómetros.

    Foi feito na última subida de prova e coroou a segurança e foco com que tripulou o Peugeot 206 RC da NJ Racing nesta segunda prova da temporada do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.

    Por isso, foi com razão que no fim da prova, Rute Brás assumia que “a Rampa da Penha foi mais uma novidade e mais um desafio superado!”.

    A “Amazona do Douro” não ficou totalmente satisfeita, reconhecendo que “mais do que em todas as rampas que já fiz, notei que a falta de um maior conhecimento e treino da mesma fez muita falta. Embora os resultados fossem melhorando de subida para subida sinto que poderia ter feito melhor”.

    Detalhando, Rute Brás referiu ainda que “as primeiras subidas foram feitas sempre com alguma precaução e a estudar o percurso. Valeu para melhorar algumas “dicas” que me foram dando. É isto que é fantástico na montanha, o companheirismo e a interajuda entre pilotos, mecânicos e todos quantos fazem parte desta família!”. Entre eles, quis destacar “o Fernando Nogueira e o Pedro Miranda sempre no apoio, o Rui Ferreira da FR Power, o Pedro Nogueira e o Parcídio Summavielle”.

    Rematou a sua análise dizendo que “o importante é que nunca desanimei e acima de tudo me diverti imenso tentando para isso fazer sempre melhor. Que venha a próxima!”.

    A terceira prova da temporada decorrerá a Sul. A “Família da Montanha desloca-se para Setúbal, para disputar a edição 2022 da Rampa PÊQUÊPÊ Arrábida, nos dias 23 e 24 de abril.

  • Cláudio Baptista estreou Peugeot 208 R2 na Penha com Top 5 nos Turismos 3

    O jovem piloto da Sucesso Automóvel estreou-se em 2022 com uma exibição muito sólida na 43ª Rampa da Penha Paisagem Protegida. A primeira prova aos comandos de um Peugeot 208 VTI R2 preparado pela PT Racing deixou o piloto feliz pela evolução que conseguiu ao longo do fim-de-semana.

    Num ano em que não fará o Campeonato de Portugal de Montanha JC Group na íntegra, Cláudio Baptista não abordou esta sua primeira saída competitiva do ano com afoito de “lutar pelos ligares cimeiros até ao limite. A Penha é sempre uma prova importante para mim, pois é a mais próxima de Fafe e, como tal, da família, dos amigos e dos patrocinadores. Mas sendo a minha primeira vez ao volante do Peugeot, tinha perfeita noção de que iria rodar sempre longe dos limites, encarando a prova como um treino competitivo”.

    “Foi uma prova que tive que gerir com cabeça, porque é um carro novo, que não conhecia. Nas primeiras subidas fui apalpando terreno, perceber o que é fazia em curva como travava. Depois fomos melhorando subida a subida e começamos a perceber melhor o carro”, afirmou o piloto fafense.

    Os tempos que realizou foram muito homogéneos, mas sempre em melhoria e logrou concluir a prova no 5º lugar da Divisão Turismos 3 e, como Cláudio Baptista destaca, sem “que tivesse cometido grandes erros ou exageros. Foi um fim-de-semana importante. Recolhemos muitos dados, ganhámos experiência com o carro e deu para perceber que seremos competitivos no futuro”.

    2022 será um ano que o piloto da Sucesso Automóvel descreve como “uma temporada mista, dividida entre a montanha e os ralis. A presença na Penha serviu mesmo como um treino para a montanha e para os ralis. Futuramente vamos ver o que pode surgir, mas iremos sempre alternar entre as duas modalidades”. E o foco vira-se agora para os Ralis.

    Cláudio Baptista irá participar no Rali de Gondomar, prova incluída no Campeonato Start Norte de Ralis, que se disputa já no dia 24 de abril.

  • Hélder Silva ficou a sete décimos de segundo do triunfo na Penha

    O atual campeão nacional lutou até ao fim pela vitória, quedando-se a 0,7 segundos do vencedor, no somatório das duas melhores marcas. O 2º lugra final é agridoce e Hélder Silva quer rapidamente voltar aos triunfos.

    A luta pela vitória na 43ª Rapa da Penha Paisagem protegida foi acesa e teve em Hélder Silva e na Osella PA2000 EVO2-PA.30 da Power House uma das forças em presença nessa discussão.

    Hélder Silva disputou taco a taco a liderança durante todo o fim-de-semana. No sábado, venceu mesmo a segunda subida de treinos e registou a segunda melhor marca na única subida de prova realizada nesse primeiro dia, ficando a apenas 73 milésimas da liderança!

    Adivinhava-se um duelo aceso na decisiva jornada de domingo e assim foi. Hélder Silva logrou mesmo vencer a segunda subida de prova e na terceira e decisiva fez mesmo o seu melhor tempo de toda a prova, rodando em 1:24.394, mas vendo o seu adversário ser ainda mais rápido.

    “Foram umas milésimas que fizeram a diferença. Acontece. De vez enquanto também se tem de ficar em segundo. Foi de resto um fim-de-semana normal. Experimentamos ‘set-ups’ diferentes no carro. Fizemos alterações diferentes para ver se melhorava. Esta rampa não é do meu agrado. É muito pequena, muito estreita. Mas obviamente que tentei dar o meu melhor. E desta vez não deu para ganhar”, resumiu o campeão nacional, que aproveitou para “felicitar o José Correia pela vitória. Ele esteve muito bem!”.

    A luta faz antever que teremos um campeonato muito competitivo no que respeita à discussão do título absoluto e Hélder Silva assume que vai dar tudo par renovar o cetro conquistado em 2021: “espero bem que sim. Pelo menos espero estar até ao fim sempre a lutar e a tentar ganhar. E sim, para a Arrábida vou com intenção de regressar às vitórias. Aqui na Penha queria ganhar também, por isso vou querer ganhar em todas as provas e renovar o título!”.

    A terceira prova da temporada decorrerá a Sul. A “Família da Montanha desloca-se para Setúbal, para disputar a edição 2022 da Rampa PÊQUÊPÊ Arrábida, nos dias 23 e 24 de abril.

  • Vítor Pascoal continua imparável e conquista segunda vitória do ano na Penha!

    A 43ª edição da Rampa da Penha Paisagem protegida foi palco de mais uma exibição sem mácula de Vítor Pascoal. Dominou completamente a Categoria GT e lutou até ao fim por uma presença no pódio absoluto, terminando num fantástico 4º posto.

    A resenha da exibição de Vítor Pascoal aos comandos do seu Porsche 991 GT3 CUP na segunda prova da temporada 2022 do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group fica bem expressa numa simples palavra: domínio.

    Sete subidas, entre as quatro de treinos e as três de prova, sete vezes o mais rápido nas lides da Categoria GT e, mesmo perante a presença de sete protótipos, Vítor Pascoal ousou registar sempre marcas que o colocavam dentro do Top 5 absoluto.

    E mesmo tendo a situação controlada na categoria, o piloto quis sempre mais, denotando que o seu foco estava mesmo na discussão absoluta. Foi sempre melhorando e acabou por realizar a sua melhor marca do fim-de-semana na ultima subida de prova, estabelecendo a marca de 1:31.622.

    No fecho da jornada, Vítor Pascoal não escondia a “satisfação não apenas pela vitória, mas pela forma como andamos estando sempre na luta à geral. Tenho de dar os parabéns à equipa. Tivemos o carro sempre excelente. Eu estava algo apreensivo, porque não é propriamente uma das minhas rampas favoritas, pois é muito estreita. Mas é verdade que conseguimos imprimir logo um grande andamento. O carro esteve a 100%, por isso tenho que agradecer a toda a minha equipa, porque, sem dúvida, esta vitória também é deles”

    A recuperação do título nacional no GT, que Vítor Pascoal já conquistou em 2020, está bem encaminhada: “nós com duas vitórias já em duas provas estamos de facto bem lançados, muito embora a época sejam oito provas e muito possa ainda acontecer. Temos que levar prova a prova e tentar já na próxima somar mais uma vitória e continuarmos a somar pontos”

    Agora será vez de enfrentar o traçado mítico da Rampa PÊQUEPÊ Arrábida. O pioto baionense assume que “é uma rampa que me agrada. É rápida e variada no tipo de curvas e de relevo, permitindo fazer a diferença na condução”, assumindo que quer dar continuidade a essa senda de invencibilidade. Será a 23 e 24 de abril que Setúbal receberá então a terceira tirada do ano do CPM JC Group.

    Mas antes de começar a preparar o ataque a um terceiro triunfo consecutivo na Montanha, Vítor Pascoal vai fazer um regresso momentâneo à outra sua paixão: os ralis.

    Estará novamente à partida do Rali Terras D’Aboboreira, que se disputa nos dias 15 e 16 de abril e está entusiasmado com nova presença no “seu” rali: “Vai ser uma espécie de teste pois, há muito tempo que não ando em terra. É lógico que vai ser difícil para mim, mas também muito bom. Estou com saudades dos ralis e principalmente dos de terra. É o meu piso de eleição e a jogar em classificativas em casa para mim é bom, até mesmo com o apoio que eu tenho do Município de Baião e das gentes da minha terra”.

    O desafio será para o piloto baionense “um pouco como voltar às origens, aos tempos de quando aprendi a conduzir. Por isso estou motivado. Vamos tentar fazer o nosso melhor, pois não temos o ritmo e a rodagem de andar na terra ultimamente”.

    Vítor Pascoal vai alinhar na prova que contará para o Campeonato de Portugal de Ralis e para o Campeonato Promo de Ralis, navegado por Ricardo faria e aos comandos de um Citroen C3 N5 preparado pela RMC.

  • Armando Freitas assina segunda vitória da temporada nos 1300 na Penha

    Fazendo uso do potencial competitivo do seu Toyota Starlet, Armando Freitas dominou por completo a 2ª prova do novo campeonato reservado aos 1300. A luta pelos restantes lugares do pódio foi aberta e intensa.

    O CPM 1300 apresenta-se como uma das grandes novidades regulamentares da época 2022 do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group e, a avaliar pelas duas primeiras provas da época, é já uma aposta ganha pelo promotor formado pela APPAM e pelos clubes organizadores.

    11 inscritos em Murça e agora 11 na Penha, com uma grande variedade de carros, distribuídos pelas duas divisões, Carros Modernos e Carros Clássicos, números maiores dos que habitualmente eram apresentados nas duas taças anteriores que, através de uma fusão, dera origem a este campeonato.

    E o equilíbrio é a nota dominante entre muitos dos candidatos ao pódio, com a exceção do “estratosférico” Toyota Starlet superiormente guiado por Armando Freitas.

    Na 43ª Rampa da Penha Paisagem Protegida, Freitas repetiu “a dose” de Murça e bastou-lhe as duas primeiras subidas de prova para garantir o segundo triunfo consecutivo da temporada, terminando com uma vantagem de 13,8 segundos(!) sobre o mais direto adversário.

    Muito interessante foi a refrega pelos dois restantes lugares do pódio, com quatro pilotos a digladiarem-se pelas duas vagas. Rui Amorim (Citroen AX Sport) acabou por suplantar a concorrência, garantindo o 2º lugar, com Tiago Santos, também num AX Sport, a chegar na derradeira subida de prova ao 3º posto, saboreando assim o seu segundo pódio da temporada, após o 2º lugar em Murça.

    3 pilotos femininas presentes, com Eva Laranjeira a ser a melhor. A “Dama de Aço” levou o seu Peugeot 205 Rallye ao 6º lugar, enquanto Rita Matos (Fiat Uno 45S) concluía no 9º posto, logo seguida por Daniela Ferreira (Citroen C1) a fecha o top10.

    Na luta dos Clássicos 1300, José Pedro Figueiredo acabou por impor o seu Datsun 1200, não sem uma forte oposição por parte de Domingos Fernandes, no habitual Autobianchi A112.

    A terceira prova da temporada decorrerá a Sul. A “Família da Montanha desloca-se para Setúbal, para disputar a edição 2022 da Rampa PÊQUÊPÊ Arrábida, nos dias 23 e 24 de abril.

  • Rampa da Penha: Luís Silva domina nos Legends e Fernando Salgueiro faz o mesmo nos Clássicos

    A 43ª Rampa da Penha Paisagem Protegida coroou Luís Silva (BMW M3) como “rei” desta segunda prova do Campeonato de PortugaL Legends de Montanha. O mesmo aconteceu com Fernando Salgueiro (Ford Escort MKII) na discussão do triunfo entre os Clássicos.

    A época de 2022 está a roçar a perfeição para Luís Silva.

    Fazendo jus ao seu cognome de “Canhão de Famalicão”, o piloto do BMW M3 roda a um nível tão acima dos demais contendores que se foca mais em lutar por uma presença no top 10 absoluto da tabela de tempos das provas de Montanha.

    A sua melhor subida de prova foi a segunda, cravando no cronómetro a marca de 1:36.739, com mais nenhum dos muitos contendores dos Legends a lograr baixar do 1:50. Na Penha e no agregado dos tempos das duas melhores subidas, Luís Silva terminou com um avanço de 27,3 segundos sobre João Macedo (BMW 328is), com este a repetir o 2º lugar obtido em Murça.

    Mas nesta batalha pela 2ª posição de salientar o regresso aos bons resultados de Carlos Oliveira. Ainda não foi desta que teve um fim-de-semana isento de problemas no Ford Sierra RS Coworth, mas consegui garantirmos 3º lugar e apenas a 1,2 segundos de Macedo.

    Realce para mais um resultado positivo de Sónia Pereira. A única piloto feminina a participar neste CPLM JC Group juntou ao fantástico 3º lugar de Murça, um bom 7º posto, que a mantém na luta pontual pelo pódio final do campeonato.

    Entre os Clássicos, segunda vitória da temporada para Fernando Salgueiro. O atual campeão de Portugal em título esteve sempre mais forte, extraindo todo o “sumo” do seu Ford Escort MKII.

    Na segunda posição, a 6,7 segundos no somatória das duas melhores subidas, quedou-se Ricardo Loureiro, no segundo Ford Escort MKII do Caramulo Racing Team. Loureiro sentiu vários problemas ao longo do fim-de-semana, que, aliás, o levaram a não alinhar na derradeira subida de prova.

    A terceira prova da temporada decorrerá a Sul. A “Família da Montanha” desloca-se para Setúbal, para disputar a edição 2022 da Rampa PÊQUÊPÊ Arrábida, nos dias 23 e 24 de abril.

  • José Correia foi mais forte no dia 1 da Rampa da Penha

    A jornada inaugural da 43ª Rampa da Penha Paisagem Protegida recebeu os favores do sol e da presença de muito público, que não arredou pé ao longo da tarde, para viver todas as emoções das três subidas do programa. Cinco dezenas de pilotos presentes, atestando a boa a saúde do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.

    E a palavra inicial vai para o ritmo organizativo do Demoporto. A agremiação portuense esteve sempre célere e capaz de esteve sempre num nível muito alto durante toda a jornada.

    73 milésimos de segundo. Eis o autêntico “piscar de olhos” que separa José Correia e Hélder Silva no fecho deste primeiro dia de competição, com ambos a rodarem em 1:25 baixo, à espantosa média horária de 117 km/h.

    O duelo a dois entre o piloto da Norma FC20 e o da Osella PA2000 EVO2-PA.30 durou atarde inteira. Correia impôs-se na subida inaugural de treinos, Hélder Silva ripostou na segunda, mas o “patrão” e piloto do JC Group Racing Team reclamou a liderança, embora pela diferença míngua que ficou registada na tabela de tempos, deixando tudo em aberto para a jornada decisiva de domingo.

    Quem está já fora da luta é novamente António Rodrigues. O piloto da NJ Racing está numa “série negra”. Na subida oficial de prova e quando vinha a realizar um “tempo canhão”, sofreu um despiste forte na penúltima (!) curva do traçado e está arredado da prova.

    créditos: António Matos e Manuel Rocha

    Novamente “on fire” esteve Nuno Guimarães. Sem rivais na Divisão Protótipos B, o “Capitão da Montanha” rodou com o seu Silvercar num ritmo fabuloso e vai para o descanso na 3ª posição da geral, tendo tudo para repetir o pódio absoluto de Murça amanhã.

    créditos: António Matos e Manuel Rocha

    Entre os GT, Vítor Pascoal não deu veleidades e é já líder isolado, colocando o seu Porsche 991 GT3 Cup num excelente 4º posto da geral. Pedro Silva (Porsche 997 GT3), seu colega de equipa, acabou o dia no 2º posto da categoria, a 3,9 segundos de Pascoal, com o regressado Daniel Vilaça a assegurar o pódio provisório, na estreia do seu belo Nissan Nismo 370 Z.

    Nas contas dos Turismos, Luís Nunes foi o mais forte neste primeiro dia. Colocou o seu Skoda Fabia R5 no 5º posto absoluto, liderando Categoria e Divisão T1.

    Logo atrás e perto, está Joaquim Teixeira. Atacando com o seu Cupra TCR do JT50 Racing Team, fez o 6º tempo da Geral, 2º entre os Turismos e dominou a tabela na Divisão T2. Já José Pedro Gomes (Opel Astra OPC) rubricou uma excelente exibição e é o 3º da categoria, sendo ainda 7º da geral. Quem também não deu veleidades à concorrência foi Parcídio Summavielle (Renault Clio RS R3) na Divisão T3.

    Entre os Clássicos, Fernando Salgueiro (Ford Escort MKII) venceu neste dia 1 o duelo particular com o seu colega de equipa Ricardo Loureiro (Ford Escort MKII), estando na liderança.

    Já nos Legends, esta jornada de arranque da 43ª Rampa da Penha Paisagem Protegida, proporcionou mais um recital de condução de Luís Silva.

    O “Canhão de Famalicão” impôs o seu BMW M3, sendo secundado à distância pelos BMW de João Macedo e Miguel Gonçalves, com estes a terminarem o dia separados por menos de 4 décimas de segundo, com vantagem para Macedo.

    No que concerne ao Campeonato de Portugal de Montanha 1300 JC Group, competição nova nesta época, destaque para a presença de 11 pilotos na Penha.

    Armando Freitas (Toyota Starlet) rodou “noutra galáxia” e terminou o 1º dia com 6,6 segundos de vantagem sobre Paulo Pereira (Suzuki Swift), cabendo ao regressado João Diogo Santos (Fiat Punto 85 Sport) assegurar o 3º posto provisório, a apenas 0,5 segundos de Pereira.

    Neste CPM 1300, o melhor na única subida de prova de sábado foi o Datsun 1200 de José Pedro Figueiredo.

    Às dez da manhã de domingo terá início o segundo e decisivo dia de competição com o treino Livre (warm up). Às 11.00 arrancará a 3ª Subida de treinos oficiais.

    As duas subidas oficiais de prova (2ª e 3ª do fim-de-semana) que encerrarão a competição e serão decisivas para as classificações finais, têm horários previstos para as 11.30 e as 13.00 horas respetivamente.

  • Penha será palco da estreia do Nissan Nismo 370Z de Daniel Vilaça

    O piloto bracarense que defende as cores da Acrescentar/Nortempresa dá o “salto” dos Clássicos para os GT e aposta num original modelo do departamento de competição da marca nipónica, sendo grande a expectativa sobre a performance que vai conseguir ostentar o Nissan Nismo 370Z, perante adversários “musculados”

    Num ano de grandes e fartas novidades quanto a “montadas” competitivas que “aterraram” no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, a 43ª Rampa da Penha Paisagem Protegida será palco de mais uma. Desta feita, os milhares de aficionados que costumam acorrer à prova do Demoporto vão poder deliciar-se com o novo Nissan Nismo 370Z do bracarense Daniel Vilaça.

    Este, chega à Penha muito “entusiasmado. decidi comprar este Nissan Nismo 370z na Nissan Academy em Inglaterra e o carro chega às minhas mãos com um vasto currículo de provas internacionais, disputadas em Silverstone, Imola, Dubai, entre outras pistas de sonho!”, sendo, por isso, grande a “ânsia de começar o campeonato para ver o que vale este “mostro nipónico”, embora ache muito injusto haver apenas uma categoria de GTs pois o meu carro não é comparável com os Porsches nem com os Mercedes da Gabriela. Mas o meu objetivo é a diversão e a comunicação das marcas que me acompanham e tudo farei para honrar a sua imagem”.

    O Nissan Nismo 370Z é um GT com tração traseira e cerca de 370 cavalos extraídos do seu motor 3,7 litros V6, com Daniel Vilaça a assumir que 2021 será “um ano para me adaptar ao carro e aprender a extrair dele todo o seu potencial. Estou muito entusiasmado e agora é tempo de desfrutar e coloca ro carro em pista!”.

    O ainda jovem piloto bracarense iniciou a sua carreira desportiva em 2018: “depois de muitos anos a ferver do lado de fora, sempre a dizer para mim mesmo, para o próximo ano vou fazer a Falperra, em 2018 decidi fazer mesmo, ao volante de um Fiat Punto 1.8 HGT”.

    O “vício” foi fatal. Daniel Vilaça assume que “tal como me disseram no primeiro teste que fiz no circuito Vasco Sameiro, a primeira vez que conduzires um carro de competição, vai ser como uma droga e confirmo. Fiquei completamente viciado!“.

    No desporto, como na vida, o piloto da Cidade dos Arcebispos gosta de se empenhar e de programar e executar com foco. Em 2019, Daniel Vilaça decidiu “construir o meu próprio carro, um clássico. O BMW 1602 que ainda continua na minha garagem. Fiz a estreia na Falperra de 2019, nesse mesmo ano fiz também o campeonato de Super Especiais, alcançando alguns pódios dos quais destaco a Super Especial de Cabeceiras de Basto com P1 na categoria e P3 à Geral”.

    Finalizou essa época com uma ida “ao Circuito do Estoril fazer as 500 milhas de Kia Picanto com a CRM Motorsport para ter uma experiência com uma equipa profissional. Foi fantástico!”, tendo em 2020 “feito apenas Rampa de Murça e eventos no circuito Vasco Sameiro, entre os quais trackdays e o Braga Carshow”.

    O piloto tinha intenções de regressar de forma mais plena ao Campeonato de Portugal de Clássicos de Montanha JC Group em 2021. Foi 3º no arranque em Boticas mas, na Rampa da Penha viu o motor do BMW 1602 partir e interrompeu a atividade desportiva até agora, momento em que trás para a Montanha mais um “monstro nipónico”.



  • Eva Laranjeira quer continuar na Penha a lutar pelos lugares da frente no CPM 1300

    A piloto do Peugeot 205 Rallye da MNE Sport quer dar continuidade à excelente exibição e resultado a condizer que obteve em Murça. Pontuar forte e estar entre os 3 primeiros dos inscritos no campeonato são os objetivos que traçou.

    A prova do Demoporto, que se disputa este fim-de-semana, será para Eva Laranjeira “mais um enorme desafio. Continuo a viver semanas de grande intensidade profissional e o cansaço tem-se acumulado. Pelo menos, ir competir dar-me-á uma folga nas responsabilidades profissionais e tentarei, como sempre, dar o meu melhor”.

    O traçado da Penha “técnico e de grande concentração”, agrada à piloto setubalense da MNE Sport que promete “o melhor de mim para alcançar a melhor classificação possível, quem sabe até perto ou no pódio, isto numa prova que registo com agrado mais de uma dezena de participantes entre os 1300. É sinal de que esta nova aposta está ganha, pois, a competitividade está forte!”.

    Eva Laranjeira formulou votos de que “o público acorra, como sempre, e grande número, pois a prova promete vir a ser um grande espetáculo!”.