Categoria: Ralicross

  • Campeonato de Portugal de Ralicross/Kartcross arranca em Lousada com grelha reforçada

    Campeonato de Portugal de Ralicross/Kartcross arranca em Lousada com grelha reforçada

    O Campeonato de Portugal de Ralicross/Kartcross arranca já este fim de semana no Circuito Internacional de Lousada, dando início a uma temporada de 2026 que promete ser uma das mais competitivas dos últimos anos.

    A avaliar pelo número de novas máquinas e pelas várias mudanças de pilotos entre equipas e categorias, o campeonato antevê-se “escaldante”, com especial destaque para as divisões SuperCars e Super 1600. Na categoria rainha, o campeão José Oliveira defende o título aos comandos do Peugeot 208 WRX, numa grelha reforçada por nomes como Sérgio Dias, que surge com um Ford Fiesta RX43 ex-Ken Block, Joaquim Machado, agora num Renault Clio SuperCar, e Leonel Sampaio, também num Peugeot 208 WRX.

    Na competitiva divisão Super 1600, o campeão Jorge Machado mantém-se fiel ao Peugeot 208, mas terá forte oposição de pilotos como António Sousa Jr., José Queirós e Mário Barbosa, além de várias estreias e mudanças de monta que prometem agitar a luta pelas posições cimeiras.

    Também nas categorias de duas rodas motrizes se antecipa grande equilíbrio, com os campeões Bruno Lima e André Marinho a manterem as suas máquinas, enfrentando um pelotão competitivo e experiente. Já entre os mais jovens, as divisões de Iniciados continuam a crescer, refletindo a aposta na formação de novos talentos.

    Nos kartcross, o campeão Gustavo Henriques parte com ambição de renovar o título, agora com um novo KinCar, num pelotão onde não faltam candidatos à vitória. Destaque ainda para o regresso do antigo campeão Jorge Gonzaga, numa época que promete espetáculo em todas as frentes.

    Com uma grelha diversificada e altamente competitiva, o arranque em Lousada marca o início de uma temporada que deverá elevar ainda mais o nível do ralicross e kartcross nacional.

  • Tiago Ventura apresenta nova imagem e aponta aos lugares cimeiros no Ralicross

    Tiago Ventura apresenta nova imagem e aponta aos lugares cimeiros no Ralicross

    O piloto albicastrense Tiago Ventura apresentou, este fim de semana, no Fórum Castelo Branco, a nova imagem do Citroën Saxo com que vai disputar a temporada de 2026 do Campeonato de Portugal de Ralicross. A iniciativa permitiu ao público conhecer de perto a viatura e os parceiros que suportam o projeto desportivo do jovem piloto, reforçando a ligação entre o desporto automóvel e os adeptos.

    Para a nova época, o carro foi alvo de uma preparação cuidada por parte da SVRXteam, com evoluções focadas na fiabilidade e na competitividade, permitindo a Tiago Ventura encarar o campeonato com ambição reforçada. O objetivo passa por lutar pelos lugares cimeiros, numa temporada que se antevê exigente e competitiva.

    “Nada disto seria possível sem o apoio dos meus parceiros e das pessoas que acreditam neste projeto. Por isso, este ano o nosso slogan será: Movidos pela paixão, fortes pela união!”, destacou o piloto.

    Aproximar o público do desporto automóvel

    A escolha do Fórum Castelo Branco para a apresentação não foi ao acaso. Mais do que revelar as novas cores, Tiago Ventura quis proporcionar uma experiência diferente ao público.

    “O foco foi dar a conhecer o projeto, mas também criar interação com as pessoas, permitindo que se sentem dentro de um carro de competição”, explicou. A iniciativa revelou-se especialmente marcante para os mais jovens: “Os mais novos adoram estes momentos. Eu próprio delirava com isto quando era criança”, acrescentou.

    Projeto sólido para 2026

    Para a nova temporada, Tiago Ventura volta a contar com o apoio de um conjunto alargado de parceiros, entre os quais Metrocar, GoShop, LIQUI MOLY, Scancar, Crisalbi, SV Auto, Escuderia Castelo Branco e Dobrowolski Motorsport, entre outros, garantindo a continuidade e solidez do projeto.

    Com uma imagem renovada, uma estrutura consolidada e ambição intacta, Tiago Ventura parte para 2026 determinado em afirmar-se entre os protagonistas do Campeonato de Portugal de Ralicross.

  • Sérgio Dias revela novas cores do Ford Fiesta RX43 e aponta alto no arranque do CPRX em Lousada

    Sérgio Dias revela novas cores do Ford Fiesta RX43 e aponta alto no arranque do CPRX em Lousada

    A poucos dias do arranque do Campeonato de Portugal de Ralicross 2026, Sérgio Dias apresentou oficialmente a nova imagem do impressionante Ford Fiesta RX43, com que se vai estrear na categoria Supercar. A revelação marca mais um passo num projeto ambicioso que promete agitar a temporada, logo a começar pela ronda inaugural, agendada para 28 e 29 de março, em Lousada.

    Depois de já ter surpreendido com a aquisição de uma máquina com historial internacional, saída diretamente da M-Sport, o piloto lousadense mostrou agora as cores com que vai enfrentar a nova época, apostando numa identidade visual renovada que acompanha o novo ciclo desportivo.

    “Aqui está a nossa nova imagem para 2026, uma imagem renovada e diferente daquilo a que estamos habituados. Este será um ano de novidades e de um grande desafio para nós. Vamos encarar cada prova como uma oportunidade de aprendizagem e dar sempre o nosso melhor. O objetivo passa por evoluir e lutar por bons resultados nesta nova etapa. Espero que todos gostem desta nova imagem”, afirmou Sérgio Dias.

    Estreia em casa com ambição reforçada

    O arranque do campeonato terá um significado especial para o piloto, que se estreia na categoria rainha precisamente “em casa”, no Circuito Internacional de Lousada, perante o seu público. Um cenário que acrescenta motivação extra a um projeto que combina um piloto experiente com uma das máquinas mais competitivas do panorama internacional.

    Depois de um ano de 2025 dedicado aos ralis, Sérgio Dias regressa assim ao ralicross, modalidade onde construiu o seu nome e onde já conquistou títulos nacionais, agora com ambições reforçadas numa categoria altamente competitiva. Com um carro de topo, uma nova imagem e a motivação de correr perante os seus adeptos, Sérgio Dias apresenta-se como um dos nomes a seguir de perto no arranque do CPRX 2026.

  • ASR Tyres & Motorsport promove Sandero Eco Cup em 2026 e reforça aposta no rallycross em Espanha

    ASR Tyres & Motorsport promove Sandero Eco Cup em 2026 e reforça aposta no rallycross em Espanha

    O Campeonato de Espanha de Rallycross (CERX) prepara-se para uma nova temporada em 2026 com novidades relevantes, destacando-se a continuidade do PromoRX e a introdução da Sandero Eco Cup, uma iniciativa promovida pela ASR Tyres & Motorsport que pretende facilitar o acesso à modalidade com custos controlados.

    A competição contará com um calendário composto por cinco provas, integradas no CERX, com arranque marcado para os dias 21 e 22 de março em Miranda de Ebro. Seguem-se as rondas de Castelo Branco (16 e 17 de maio), Calafat (27 e 28 de junho), Montalegre (19 e 20 de setembro) e MotorLand Aragón (7 e 8 de novembro), compondo uma temporada diversificada e com forte presença ibérica.

    Competir com custos reduzidos e apoio completo

    A Sandero Eco Cup surge como uma solução acessível para pilotos que pretendem competir no rallycross, com um pacote completo disponibilizado pela organização. Por um valor de 1.990 euros + IVA por prova, os participantes terão incluídos serviços essenciais como transporte do veículo, verificações, combustível, pneus, assistência em pista, preparação do carro entre corridas, bem como equipamentos como capacete, HANS e fato de competição. O pacote contempla ainda apoio mediático, com notas de imprensa e divulgação em plataformas digitais.

    Esta abordagem permite reduzir significativamente os custos associados à competição, criando condições para a entrada de novos pilotos e equipas na modalidade, ao mesmo tempo que assegura igualdade técnica entre os participantes.

    Outro dos grandes atrativos da iniciativa é o prémio final, que permitirá ao vencedor garantir a participação em cinco corridas da Sandero Eco Cup Espanha 2027 ou, em alternativa, em cinco provas do PromoRX 2027, promovendo assim a continuidade desportiva dos pilotos.

    Um campeonato em crescimento

    O CERX 2026 volta a integrar as categorias SuperRX, PromoRX, CrossCar RX e Junior RX, consolidando-se como uma das principais plataformas de rallycross na Península Ibérica. A aposta em fórmulas acessíveis como o PromoRX e a Sandero Eco Cup reforça a estratégia de crescimento sustentado da modalidade, aproximando novos talentos e promovendo maior competitividade nas grelhas.

    Com um calendário equilibrado, custos controlados e um forte apoio organizativo, a temporada de 2026 apresenta-se como uma oportunidade sólida para quem pretende iniciar ou consolidar a sua presença no rallycross.

  • Ralicross: Adão Pinto quer lutar pelo título em 2026

    Ralicross: Adão Pinto quer lutar pelo título em 2026

    Adão Pinto prepara-se para voltar a ser um dos protagonistas da Nacional 2RM do Campeonato de Portugal de Ralicross 2026, assumindo claramente a ambição de regressar à luta pelo título numa das categorias mais competitivas da modalidade.

    O piloto de Penafiel, que conquistou o campeonato nacional em 2021, 2022 e 2023, entra na nova temporada determinado em recuperar o título e alcançar o quarto campeonato da carreira, reforçando o estatuto de referência da categoria.

    Para enfrentar a nova época, Adão Pinto mantém a aposta no fiável Opel Astra G OPC, uma máquina bem conhecida nas pistas de ralicross e que continuará a contar com a assistência técnica da Racing Cast, estrutura que acompanha o projeto há várias temporadas.

    Depois de uma campanha de 2025 marcada por alguns contratempos mecânicos, o piloto terminou o campeonato na quarta posição da classificação geral, sendo segundo classificado na Divisão 2. “Foi um ano muito azarado. Tivemos três problemas com a caixa de velocidades e isso acabou por comprometer as nossas aspirações ao título. São situações que fazem parte da competição, mas que tiveram um peso grande no final”, recorda Adão Pinto.

    Durante o período de defeso, a equipa aproveitou para realizar um trabalho profundo de preparação da viatura, não apenas com uma revisão completa de todos os componentes, mas também com várias melhorias técnicas destinadas a aumentar a competitividade do carro. As principais evoluções incidiram no equilíbrio geral do chassis e na geometria das suspensões, áreas fundamentais para garantir maior eficácia tanto nas zonas de terra como de asfalto, características típicas dos traçados de ralicross. Com uma base técnica sólida e uma equipa experiente, Adão Pinto acredita que reúne as condições necessárias para voltar a discutir os lugares da frente.

    “Sabemos que o campeonato será novamente muito competitivo, com vários pilotos capazes de lutar pelas vitórias. Mas vamos entrar na nova temporada com confiança e ambição. O objetivo passa por estar na discussão do título e lutar até ao fim por mais um campeonato nacional”, afirma o piloto penafidelense.

    Com um palmarés já consolidado e a motivação renovada, Adão Pinto volta assim às pistas com o objetivo claro de voltar ao topo da Nacional 2RM, numa época que promete ser uma das mais disputadas dos últimos anos no ralicross português. O CPRX 2026 arranca já nos dias 28 e 29 de março, na Pista Internacional da Costilha, em Lousada.

  • Autocrip Motorsport estreia-se no Campeonato de Portugal de Ralicross com Rui Silva

    Autocrip Motorsport estreia-se no Campeonato de Portugal de Ralicross com Rui Silva

    A Autocrip Motorsport prepara-se para se estrear no Campeonato de Portugal de Ralicross em 2026, apostando na categoria Nacional 2RM – Divisão 1 com o piloto Rui Silva aos comandos de um Peugeot 106.

    Este será o primeiro projeto da estrutura no principal campeonato nacional da modalidade, representando um passo importante no crescimento da equipa fundada em 2023. A preparação para a nova temporada teve início no passado 1 de março, com uma sessão de testes realizada no Circuito Internacional de Lousada, precisamente o palco que receberá a ronda inaugural do campeonato, marcada para os dias 28 e 29 de março.

    Para Rui Silva, esta participação representa também uma nova etapa no seu percurso no desporto automóvel, passando a competir a tempo inteiro no ralicross nacional. O piloto já teve oportunidade de disputar anteriormente uma prova do campeonato, então aos comandos de um Citroën C1, numa experiência que serviu como primeiro contacto com a competição. O jovem piloto chega igualmente motivado pelos resultados alcançados na última temporada, com destaque para a vitória na Divisão 3 das 6 Horas de Ralicross Paulo Sérgio, uma das mais emblemáticas provas de resistência da modalidade, disputada anualmente em Lousada e que reúne dezenas de pilotos e equipas.

    “Este projeto representa um passo muito importante para mim. O objetivo passa por evoluir ao longo da temporada, ganhar experiência e procurar bons resultados numa categoria que sabemos ser bastante competitiva”, refere Rui Silva.

    Para a Autocrip Motorsport, a época de 2026 surge como um ano de afirmação e crescimento dentro do panorama do ralicross português, com a equipa determinada em consolidar a sua presença na modalidade e evoluir ao longo da temporada.

  • FIA introduz nova categoria RX4 e traz carros de rali de volta ao rallycross internacional

    FIA introduz nova categoria RX4 e traz carros de rali de volta ao rallycross internacional

    Os carros de rali vão regressar à competição internacional de rallycross em corridas roda-a-roda pela primeira vez em mais de três décadas, com a introdução da nova categoria RX4, aprovada pela Federação Internacional do Automóvel (FIA).

    A nova classe integra a evolução da pirâmide Off-Road da FIA e permitirá que carros da especificação Rally4 compitam diretamente em circuitos de rallycross de superfície mista. A medida representa um passo importante para tornar a modalidade mais acessível e financeiramente sustentável, aproximando novamente o rallycross das suas origens e abrindo portas a uma nova geração de pilotos e adeptos.

    Desde o surgimento do rallycross, no início da década de 1970 — antes de se tornar um campeonato regulamentado pela FIA em 1976 — a modalidade evoluiu progressivamente de carros derivados de rali para máquinas cada vez mais especializadas, semelhantes aos atuais supercarros de rallycross. A introdução da categoria RX4 assinala agora o regresso de carros baseados em ralis às grelhas da disciplina, algo que não acontecia desde a era dos espetaculares Grupo B e do início dos anos 1990, considerada por muitos uma das fases mais marcantes da história da modalidade.

    Baseados nas atuais regulamentações Rally4, os carros RX4 exigem apenas modificações mínimas para competir em rallycross. Com cerca de 1080 kg de peso e motores 1.3 turbo, estes carros prometem oferecer níveis de desempenho competitivos, mas com custos significativamente mais baixos. Estima-se que o preço de um RX4 ronde os 70 mil euros, um valor bastante inferior ao das tradicionais máquinas de rallycross, tornando a categoria muito mais acessível para equipas e pilotos.

    Ao utilizar plataformas de rali derivadas de modelos de produção, a nova classe cria também uma ponte natural entre os ralis e o rallycross. Assim, pilotos que já competem em ralis poderão entrar mais facilmente na disciplina, ao mesmo tempo que se incentiva a chegada de novos participantes.

    Sem limite de inscrições previsto para a temporada de 2026, espera-se que a introdução da categoria RX4 contribua para um crescimento significativo da participação nos campeonatos de rallycross nos próximos anos.

  • Clube Automóvel de Lousada distinguido com prémio “Best Organiser” da FIA

    Clube Automóvel de Lousada distinguido com prémio “Best Organiser” da FIA

    O Clube Automóvel de Lousada foi distinguido com o prestigiado prémio “Best Organiser” atribuído pela FIA, durante a gala FIA Off-Road Awards Porto 2025, reconhecimento que reforça o estatuto da estrutura lousadense como uma das principais referências da organização de provas de desporto automóvel a nível internacional.

    Esta distinção representa o reconhecimento do trabalho desenvolvido ao longo de todo o ano no Circuito Internacional de Lousada, destacando o empenho coletivo de todos os que tornam possível a realização das competições. Desde os membros do clube, staff técnico e comissários de pista, até ao apoio institucional da Câmara Municipal de Lousada e restantes parceiros, o prémio reflete a dedicação, o rigor organizativo e a paixão pelo automobilismo que têm marcado o crescimento do circuito.

    A temporada de 2025 ficou igualmente assinalada pelo regresso do Mundial e do Europeu de Rallycross ao traçado da Costilha, após vários anos de ausência. Um regresso que foi possível graças a um amplo processo de renovação da infraestrutura, que incluiu profundas intervenções na pista e nas instalações de apoio, modernizando o complexo e elevando-o a um nível considerado entre os melhores do mundo para a prática da modalidade.

    Com esta distinção internacional, o Clube Automóvel de Lousada reforça a projeção de Portugal no panorama do desporto motorizado mundial e confirma o Circuito Internacional da Costilha como um palco de excelência para grandes eventos internacionais.

  • Luís Pedro Ferreira sobe à divisão S1600 em 2026: “É um momento muito importante na minha carreira”

    Luís Pedro Ferreira sobe à divisão S1600 em 2026: “É um momento muito importante na minha carreira”

    A Ribas Motorsport confirmou oficialmente que o piloto Luís Pedro Ferreira vai competir na divisão S1600 do Campeonato Nacional de Rallycross em 2026, depois de duas temporadas na divisão 2RM, onde conquistou a Taça de Portugal em 2024. A nova etapa será cumprida ao volante de um competitivo Audi A1, assinalando um passo importante na evolução desportiva do piloto e no crescimento da estrutura lousadense.

    Reconhecida como uma das categorias mais exigentes do rallycross nacional, a divisão S1600 distingue-se pelo elevado nível competitivo, pela intensidade das corridas e pela forte preparação técnica das equipas. A entrada de Luís Pedro Ferreira neste pelotão representa uma aposta ambiciosa, sustentada pela experiência acumulada nas últimas épocas e pela vontade de dar o salto para um patamar superior.

    O Audi A1 agora integrado na Ribas Motorsport foi adquirido estrategicamente para enfrentar este novo desafio, permitindo à equipa competir com maiores garantias de performance e competitividade numa categoria onde os detalhes técnicos e a consistência assumem especial importância.

    O piloto encara esta nova fase com ambição, mas também com uma visão realista do trabalho que terá pela frente: “A subida à divisão S1600 é um momento muito importante na minha carreira. Trata-se de uma divisão extremamente competitiva e bastante diferente da divisão 2RM. O principal objetivo para a nova época é realizar uma boa adaptação ao carro e à categoria, compreender as dinâmicas e limites e evoluir prova após prova. Naturalmente, queremos lutar pelos melhores resultados possíveis em todas as provas, mas sabemos que a consistência e o trabalho principalmente neste início de época serão determinantes.”

    Para a Ribas Motorsport, esta mudança representa mais um marco no percurso de crescimento da equipa no desporto automóvel nacional, reforçando a ambição de competir ao mais alto nível. Nos próximos dias deverão ser reveladas novas informações sobre o calendário competitivo, parceiros da temporada e a apresentação oficial da nova imagem do Audi A1 que marcará esta nova fase.

    A temporada de 2026 promete, assim, um novo capítulo de afirmação para a equipa lousadense, que além do rallycross prepara igualmente presença noutras modalidades do desporto motorizado, a anunciar em breve.

  • WRX 2025: Kristoffersson voltou a reinar no Mundial de Rallycross após época disputada até ao fim

    WRX 2025: Kristoffersson voltou a reinar no Mundial de Rallycross após época disputada até ao fim

    Johan Kristoffersson voltou a confirmar o seu domínio no FIA World Rallycross Championship ao conquistar, em 2025, o oitavo título mundial em nove temporadas. Apesar do resultado final voltar a colocar o sueco no topo da modalidade, a época esteve longe de ser tranquila, com a luta pelo campeonato a manter-se em aberto até ao derradeiro fim de semana da temporada.

    O arranque do campeonato deixou logo sinais de que a campanha seria mais exigente do que o habitual. Na ronda inaugural, disputada em Lousada, em Portugal, Kristoffersson terminou apenas na quinta posição depois de uma prova complicada com o Volkswagen Polo KMS 601 RX movido a combustível sustentável. Perante as dificuldades, a equipa Kristoffersson Motorsport optou rapidamente por regressar aos bem-sucedidos Volkswagen Polo RX1e elétricos, decisão que se revelaria determinante para o resto do ano.

    Foi Niclas Grönholm quem saiu de Portugal na liderança do campeonato, depois de conquistar a vitória diante de um público numeroso e entusiástico, mantendo o comando da classificação até à prova húngara de Nyirád. Aí, um incidente na final acabou por relegar o finlandês para sexto, permitindo a Kristoffersson assumir a liderança e iniciar uma fase de grande consistência. A partir desse momento, o múltiplo campeão do mundo não terminou qualquer ronda abaixo do segundo lugar, consolidando gradualmente a vantagem na luta pelo título.

    Ainda assim, o campeonato manteve-se equilibrado até ao final. Grönholm chegou a colocar pressão na derradeira jornada em Istambul, dominando as sessões de qualificação e mantendo viva a esperança de recuperação. Contudo, uma nova vitória de Kristoffersson acabou por fechar matematicamente o campeonato antes mesmo das corridas decisivas, garantindo o título ao piloto sueco. Grönholm terminou a temporada com o melhor resultado da sua carreira, assegurando o vice-campeonato por apenas um ponto de diferença para Ole Christian Veiby, que protagonizou uma forte segunda metade do ano com vitórias na Finlândia e na Turquia.

    A temporada ficou igualmente marcada por boas prestações de outros protagonistas do paddock. Klara Andersson, companheira de equipa de Grönholm, concluiu o ano na quarta posição, somando mais um pódio ao seu percurso no mundial. Já os irmãos Timmy e Kevin Hansen viram a sua época terminar prematuramente devido a problemas de patrocínio, embora Timmy tenha sido um dos pilotos mais consistentes nas rondas iniciais, alcançando o pódio nas três primeiras provas do calendário.

    Num campeonato dominado maioritariamente por máquinas elétricas, também houve espaço para o destaque dos carros com motor de combustão. Juha Rytkönen e Patrick O’Donovan protagonizaram desempenhos sólidos, conseguindo discutir posições de relevo e demonstrando que ainda existe competitividade fora do universo elétrico, mesmo perante a evolução tecnológica da modalidade.

    No final, a combinação entre consistência, capacidade de adaptação e experiência voltou a fazer a diferença a favor de Johan Kristoffersson, que reforça o seu estatuto como a grande referência do rallycross moderno e encerra mais uma temporada histórica no topo do desporto.