Miguel Nunes estabeleceu para o Rali Vinho da Madeira “o objetivo de conquistar o melhor resultado possível, com a esperança de poder repetir o triunfo de 2020.
No entanto, existe muita concorrência e forte. São muitas as equipas com potencial para vencer esta prova. No campeonato de ralis da Madeira já se sente que andamos nos limites e os protagonistas dessa competição vão estar presentes. Para além dos pilotos regionais, não nos podemos esquecer que as equipas que nos visitam também vão querer dar o seu melhor. Para este rali não teremos nada de novo, apenas efetuamos pequenos acertos na base que já tínhamos antes. Nesta fase em que estamos é difícil fazer melhor”.
Miguel Nunes tem 40 anos de idade e começou nos ralis em 2005 com um Citroën C2 R2. Em 2007 passou para o volante de um Peugeot 206 S1600 com que foi vice-campeão regional em 2008. Repetiu a classificação em 2009 já com um Peugeot 207 S2000 e com essa viatura obteve o seu primeiro título em 2010. Mudou então para um Mitsubishi Lancer Evo X e voltou a ser campeão em 2012 e 2014.
Esteve então uns anos com pouca atividade desportiva, quase sempre aos comandos de um Ford Fiesta R5. Em 2018 voltou em pleno ao “Regional” com um Citroën DS3 R5 e depois com um Hyundai i20 R5, viatura que manteve para 2019. Em 2020 foi novamente campeão, desta feita com um Skoda Fabia Rally2 Evo. Em 2021 venceu em Machico, foi segundo na prova inaugural e está na segunda posição do campeonato.
O piloto de Leiria e o seu navegador Ricardo Sismeiro conseguiram o que pretendiam na prova do Team Baia, pois readquiriram ritmo e rotinas de competição essenciais depois dos momentos difíceis que viveram no começo do ano.
Fábio Santos tinha dito antes desta
deslocação ao Norte que a sua prioridade não era o resultado na prova ou na Divisão
2 do 4º Desafio Kumho Portugal. Acima de tudo o que pretendia era readquirir
ritmo. E isso ficou bem patente na forma como foi evoluindo ao longo do
fim-de-semana aos comandos do seu Citroën Saxo.
E se na prova que realizara anteriormente
em Castelo Branco não tinha ficado prestação, desta feita em Famalicão o prazer
de condução foi retomado, nas palavras do próprio piloto de Leiria: “Divertimo-nos
bastante. Acho que voltamos a ter gozo em andar, em aprender. E acho que esse
foi o objetivo principal, e saímos deste rali satisfeitos como se tivéssemos
ganho. E o carro esteve impecável. Além de que viemos sozinhos para esta prova,
carregando a mala de ferramentas às costas”.
De facto, a prestação de Fábio Santos e
Ricardo Sismeiro foi em crescendo, pois se no primeiro dia realizaram tempos
entre os 20 melhores, no segundo as marcas melhoraram substancialmente e
foi-lhes possível ascender ao lote dos 17 primeiros, terminar o grupo num bom
lugar e serem sextos na Divisão 2 Kumho. Um resultado que diz bem da evolução e
do estado de espírito da jovem dupla.
“Saímos desta prova com o sentimento de
dever cumprido. E foi um rali muito complicado”, refere o piloto leiriense, lembrando que
no sábado, não fez “um tempo não muito bom na primeira especial. Na
segunda já fomos um pouco mais fortes, fizemos um 12º tempo à geral, estávamos
ali perto de uma concorrência fortíssima, em troços que não conhecíamos. E
terminamos o primeiro dia bastante felizes, tanto com o carro, como com o nosso
desempenho”.
“E voltamos a ter prazer em pilotar, tanto
piloto como navegador”,
frisa Fábio Santos, que depois viu a situação alterar-se devido às condições
climatéricas: “Quando estamos para arrancar começa a chover um pouco mais
forte. Durante esse troço, a meio ainda estava seco, depois passa a molhado e
tivemos dois ou três sustos. E vi a minha vida a andar para trás. E instantaneamente
tirei o pé do acelerador. Tanto nesse troço como no seguinte baixamos o ritmo”.
“Na parte da tarde, já com piso bom, já
conseguimos andar ao nosso ritmo, já conseguimos fazer troços a divertir-nos, a
andar bem. Sabíamos onde podíamos melhorar, e já andamos numa boa toada e é
isso que nos deixa felizes. Deixamos um bocado o medo para trás. E trabalhamos
só no facto de reaprender a conduzir novamente”, acrescenta o piloto de Leiria, que elogia
a organização, e admira o facto de “no meio de tantas casas conseguirem
montar ali uma prova daquele tamanho com tantos carros”. Isto para além
“da competitividade que se vive no Norte, que talvez por serem mais,
é tudo mais competitivo. E os troços são muito técnicos”.
Já Ricardo Sismeiro, navegador e team manager do Prototype FS Rallye Team, não escondeu a sua satisfação “por, finalmente, termos afastado a nuvem negra que pairava sobre nós desde o acidente da Bairrada. O rali foi para nós um treino e poderemos dizer que o rescaldo é excelente. Recuperamos o prazer de competir, desbloqueando os limites e votando a ganhar entrosamento e confiança no uso do carro. Foi muito importante para o futuro!”. Ricardo Sismeiro deixou ainda uma palavra de “parabéns ao Team Baia, que assinou uma excelente organização, num rali que me impressionou pelo nível competitivo, pelo público e pela estrutura. Vamos voltar com toda a certeza!”.
O piloto do Mitsubishi Evo VI esteve em plano de evidência nesta terceira prova do Campeonato Norte de Ralis, a primeira em asfalto. Apesar de condicionado por um problema eletrónico, que lhe valeu a sexta posição absoluta, para além de mais um êxito na Divisão do 4º Desafio Kumho Norte e Desafio Kumho Asfalto.
Animados pela exibição no RallySpirit,
verdadeiro teste em asfalto e motivados pelos resultados de relevo alcançados
nas duas primeiras provas “a doer” da época, Nelson Silva e José Janela
encaravam a prova do Team Baia com a clara intenção de subir ao pódio absoluto.
Pois para além do asfalto ser a superfície preferida do piloto vianense, havia
também a clara noção que o andamento conseguido com o Mitsubishi Lancer Evo VI
– que estreou uma nova decoração – permitia ter legítimas aspirações ao
terceiro lugar final.
Só uma avaria no ALS no primeiro dia de
prova comprometeu os objetivos da equipa, na prova em que José Janela competia
em ‘casa’. Isso fez a dupla do Mitsubishi perder segundos precisos, e passar a
procurar mitigar o prejuízo na jornada de domingo. E foi nisso que Nelson Silva
se empenhou, vindo a concluir este Rali de Famalicão no sexto posto absoluto,
juntando a esse pecúlio a vitória na Divisão 1 do Desafio Kumho Norte e Kumho
Asfalto.
“Terminar era o primeiro objetivo. Depois
já não foi como gostaríamos, pois, antes desta prova, tinha apontado para um
top três. Mas foi um rali que fizemos de trás para a frente, em busca de colmatar
o prejuízo que acumulamos muito cedo”, começa por dizer Nelson Silva em jeito de balanço.
O piloto de Viana do Castelo lembra o azar
do primeiro dia de prova, que acabou por lhe condicionar o resultado: “Tivemos
problemas de eletrónica no sábado. Ficamos sem ALS. Perdemos bastantes segundos
nas duas primeiras especiais. Para domingo conseguimos resolver o problema.
Depois foi ir atrás do prejuízo. Consegui atacar um bocado, tentando reduzir as
perdas e chegar aos lugares da frente. O Sexto lugar acaba por ser, no fim de
tudo, um resultado satisfatório e mantem-nos na corrida para um bom lugar no
fecho do campeonato”, explica Nelson Silva que destaca ainda “a
vitória entre os Kumho, que nos leva à liderança na nossa divisão, em duas das
suas competições!”.
À parte do problema no ALS, o Mitsubishi Lancer Evo VI correspondeu ao que o piloto dele esperava, ainda que no segundo dia um toque tenha alterado ligeiramente a estética. Que segundo o próprio se deveu a “um pequeno percalço numa chicane, um excesso de confiança, que valeu um toque nos pneus. Mas nada demais”. E sobretudo nada que tenha influído no resultado alcançado pela dupla que apontam já as atenções “para o Rali de Mesão Frio. É uma prova de que gostamos muito e onde vamos atacar!”, remata um ambicioso Nelson Silva.
O piloto de Regilde venceu categoricamente o Rali de Famalicão, terceira prova do Campeonato Norte de Ralis, também pontuável para o 4º Desafio Kumho Portugal, solidificando no segundo dia a primeira posição conquistada na primeira jornada.
A prova do Team Baia foi ‘palco’ do domínio insolente de Adruzilo Lopes e Paulo Silva, que no Mitsubishi Lancer Evo IX se impôs nas seis especiais que compunham o evento. E se no primeiro dia Fernando Peres e José Pedro Silva ainda lhe deram alguma réplica, terminando a tirada de sábado a sete segundos do líder, a verdade é que no domingo o piloto portuense nada conseguiu fazer para evitar perder ainda mais terreno para o seu adversário, acabando a mais de 52 segundos do vencedor.
Em algumas especiais Fernando Peres ainda fez ‘jogo igual’ com Adruzilo Lopes, mas em especiais como Fradelos a superioridade do piloto minhoto foi por demais evidente. Já o último lugar do pódio acabou por ir para a dupla Filipe Silva/Joana Silva (Lancer EVO VI), que herdou a terceira posição depois de problemas ditarem o abandono de Armando Costa, que teve problemas no seu Mitsubishi Lancer Evo VI na primeira passagem pelo troço de Jesufrei.
Atrás do top três João Andrade também
chegou a comandar as duas rodas motrizes e o Grupo X1. Infelizmente uma avaria
no Citroën Saxo ditaria o abandono, quando protagonizava um interessante duelo
com Tiago Silva e Ricardo Faria, que no Seat Ibiza Cupra D chegariam mesmo ao
quarto posto, sendo o melhor dos tração dianteira, vencendo o Grupo X4. Sendo
que atrás de si Mário Castro e Ricardo Cunha completaram o top cinco, vencendo
o Grupo P2 com o Ford Fiesta 1.0 Ecoboost, mostrando uma vez mais que o
experiente copiloto de Fafe é também bom ao volante.
Nelson Silva e José Janela foram sextos,
depois de ter ficado limitado no seu andamento no primeiro dia pela perda de
ALS. Um toque no segundo dia também não ajudou a causa do piloto do Mitsubishi
Lancer Evo VI. Memso assim, venceram a Divisão 1 no Desafio Kumho Portugal.
Bruno Alves e Bruno Machado foram sétimos e venceram o Grupo X1 no Citroën C2 R2, batendo Miguel Carvalho e António Reis, que no Peugeot 206 GTi foram oitavos da classificação geral absoluta e venceram a Divisão 2 Kumho. Rafael Cunha e Gonçalo Cunha completaram o pódio do grupo e foram nonos, à frente de Rafael Pereira e Alberto Silva, que no Peugeot 208 R2 venceram o Grupo P1.2.
Na Prova Extra, à partida da qual se apresentaram três concorrentes a vitória foi para José Paula e Pedro Alves, que no Citroën C3 R5 bateram Luís Cambão e Vasco Ferreira, num DS3 R5, numa luta da qual cedo deixou de fazer parte Luís Delgado, devido a problemas no Skoda Fabia R5.
Adruzilo Lopes e Paulo Silva assumiram a liderança da prova do Team Baia desde o seu começo, impondo-se nas duas especiais que se disputaram este sábado, levando a melhor sobre a dupla constituída por Fernando Peres e José Pedro Silva.
O começo das hostilidades
deste Rali de Famalicão colocou frente a frente, e como se esperava, os dois
principais protagonistas do Campeonato Norte de Ralis, que chegavam a esta
primeira prova de asfalto do CNR também como líderes ex-aequo. Mas depressa se
percebeu que Adruzilo Lopes estava determinado a ganhar vantagem.
“Apesar de nunca antes ter disputado esta prova, porque não fazia parte dos campeonatos que realizei, gostei muito dos troços, e senti-me logo à vontade. São rápidos como eu gosto”, disse o líder logo após a primeira jornada. Os sete segundos ganhos por Adruzilo Lopes a Fernando Peres, foram fruto de um empenho muito grande por parte do piloto de Regilde, mas estão longe de ser decisivos para o segundo dia, sendo que nenhum dos dois sentiu quaisquer problemas com os seus Mitsubishi Lancer Evo IX.
Armando Costa também esteve rápido aos comandos do seu Mitsubishi Lancer Evo VI, e concluiu o dia no terceiro posto, embora já a 14 segundos do líder. Ainda assim sentiu menos problemas do que Nelson Silva, que no seu Mitsubishi Lancer Evo VI ficou sem ALS, e a perda de tempo foi inevitável. O piloto de Viana do Castelo perdeu mais de 34 segundos para o primeiro e com isso ‘caiu’ para o nono lugar da classificação geral, mas lidera a Divisão 1 do 4º Desafio Kumho Portugal que tem aqui uma jornada dupla, pois o Rali de Famalicão conta para os Desafios Kumho Norte e Asfalto: “Espero que possamos resolver o problema na assistência, para amanhã voltarmos à carga”, disse Nelson Silva após a tirada.
Já João Andrade esteve muito seguro aos comandos do seu Citroën Saxo, apossando-se do primeiro lugar entre os duas rodas motrizes, ainda que dissesse que esta etapa não lhe era muito favorável. “Estas classificativas de hoje, para além de muito rápidas, eram largar, como convém aos RC2N. Para nós serão melhor as especiais de amanhã, mais sinuosas e a subir”, fez saber o piloto, que conclui este primeiro dia no quarto posto absoluto.
Mas Andrade não pode
‘dormir à sombra’ da sua vantagem para o seu mais direto adversário, já que
Tiago Silva está apenas a três segundos. Uma diferença compreensível dada a
pouca quilometragem dos troços disputados. Mas que promete uma grande luta para
domingo, entre o piloto do Citroën Saxo e o do Seat Ibiza Cupra D.
Mais atrás, Filipe Silva ocupa o sexto posto e é segundo do Grupo X3 no seu Mitsubishi Lancer Evo VI, acumulando já um prejuízo de meio minuto para os primeiros, antecedendo na classificação um brilhante Mário Castro. O conhecido navegador, no seu papel de piloto, andou muito bem aos comandos do Ford Fiesta 1.0 Ecoboost, liderando o Grupo P1. Na 8ª posição aparece a dupla Rafael Cunha/Gonçalo Cunha (Peugeot 206 GTi) que comanda as lides da Divisão 2 Kumho.
A etapa de domingo incluiu quatro especiais de classificação a percorrer, correspondentes a duas rondas por dois troços diferentes: Fradelos / Vilarinho das Cambas / Calendário (11,66 kms) e Arnoso Sta. Maria e Sta. Eulália / Nine / Lemenhe / Jesufrei, tendo este uma distância de 8,7 kms.
São quase nove dezenas os inscritos neste regresso da prova organizada pelo Team Baia e que, pela primeira vez na sua história, vai integrar o Campeonato Norte de Ralis, contando ainda para o 4º Desafio Kumho Portugal.
É já neste fim-de-semana que está de volta o rali de Famalicão, após um “jejum” superior a um ano, devido a não se ter realizado a edição 2020, então devido às fortes restrições provocadas pela pandemia que atravessamos. E o surto pandémico continua presente, fazendo com que a edição 2021 se vá disputar sob fortes medidas de contenção e segurança, incluindo um plano de contingência que restringe fortemente os acessos às zonas oficiais da prova, tais como o parque de assistência, zoas de partida e chegada das especiais, zona da entrega de prémios, secretariado e outros espaços relacionados com o rali. Aliás, todos os credenciados terão que realizar teste Covid ou apresentar o certificado digital de vacinação para poderem integrar a prova.
Toda esta exigência elevou a fasquia e o esforço do Team Baia, com a organização a “trabalhar arduamente para podermos realizar o rali. Temos tudo preparado e tudo faremos para cumprir as exigentes normas que estão contidas no plano de contingência. Espero que seja, uma vez mais, um excelente rali e estamos muito felizes pela magnífica lista de inscritos!”, refere Sérgio Aguiar, presidente da agremiação que sente “estar tudo bem preparado para levarmos o rali para a estrada. Quero agradecer aos elementos do Team Baia, ao Município, à DGS, às forças de segurança, aos patrocinadores, aos clubes que nos ajudam e a todos quantos confiaram em nós e que nos deram forças para levarmos a prova avante!”.
Já Paulo Cunha, Presidente
da Câmara Municipal de Famalicão, destaca o regresso da prova como “uma
boa notícia. Estamos perante um dos eventos desportivos mais aguardados por
todos os amantes do automobilismo, num concelho onde a paixão pelos automóveis
e pelo desporto motorizado está enraizada”. O Edil salienta que
contando o rali “com o apoio do Município, no entanto, a sua realização
só é possível graças ao trabalho desenvolvido pela Associação Team Baia”,
formulando votos para que “a prova seja um sucesso, apelando a todos os
adeptos do Rali que adotem um comportamento seguro, respeitando as regras da
competição”.
Na prova principal, são
mais de 80 os inscritos, o que augura um rali emocionante e que vai saciar a “fome”
de competição que os aficionados famalicenses já sentiam.
É a primeira tirada em
asfalto da época do Campeonato Norte de Ralis e tem tudo para se transformar no
3º episódio de um duelo épico entre dois campeões nacionais: Adruzilo Lopes e
Fernando Peres.
Ambos aos comandos de
Mitsubishi Lancer EVO IX e navegados respetivamente por Paulo Silva e José
Pedro Silva, os dois craques estão empatados no comando do campeonato. Adruzilo
venceu em Vieira do Minho com Peres em segundo, com as posições a inverter no
Rali Terras D’Aboboreira. O asfalto de Famalicão é o cenário que se segue nesta
“guerra”, onde também se querem imiscuir outras duplas, como Nelson Silva e o
famalicense José Janela, num Mitsubishi Lancer EVO VI, sendo ainda de esperar,
dentro dos carros com quatro rodas motrizes, uma prova ambiciosa por parte de
Tiago Almeida/Bruno Azevedo (Mitsubishi Mirage), entre outros.
Mas, em asfalto, são muitas
e boas as equipas tripulando viaturas com duas rodas motrizes que querem ter
uma palavra a dizer, tais como Luís Morais e António Pereira, num Peugeot 208
VTi, João Andrade e Sérgio Paiva, aos comandos de um Citroen Saxo ou ainda João
Silva e José Azevedo, num Citroen C2, isto para só referir os que, dentro dos
inscritos no rali, estão mais acima na tabela pontual do campeonato, após as
duas primeiras provas do CNR.
Intensa vai ser a “batalha”
entre os 15 inscritos no 4º Desafio Kumho Portugal. A competição organizada pela
ASR Tyres tem em Famalicão mais uma jornada dupla, a contar para os Desafios
Kumho Asfalto e Norte.
Na Prova Extra estão
inscritas 5 equipas e todas aos comandos de viaturas R5, o que augura um duelo
aceso.
Ricardo Costa e Daniel
Vilaça, num Citroen DS3 R5, “jogam em casa” e assumem algum favoritismo, mas
terão de levar de vencida a oposição do rapidíssimo Luís Delgado, navegado por
Jorge Henriques, que estreia um Skoda Fabia, bem como de mais 3 Citroen, a
saber, os DS3 de José Paulo/Pedro Alves e de Luís Cambão/Vasco Ferreira e ainda
o C3 de Paulo Caldeira/Ana Gonçalves.
Quanto à sua estrutura
competitiva, a edição 2021 do Rali de Famalicão 2021 fará os concorrentes integrantes
da competição reservada ao Campeonato Norte de Ralis percorrer 6 especiais de
classificação, com as equipas inscritas na Prova Extra a fazer menos uma, no
caso, a 2ª PEC do programa do rali.
Na jornada vespertina de amanhã, sábado, cumprir-se-á então para o CNR uma dupla passagem pela classificativa de Ribeirão / Vilarinho das Cambas / Outiz, com uma extensão de 5,9 kms, enquanto os restantes apenas farão a primeira passagem. No Domingo, será percurso igual para todos: Quatro as especiais a percorrer, correspondentes a duas rondas por dois troços diferentes: Fradelos / Vilarinho das Cambas / Calendário (11,66 kms) e Arnoso Sta. Maria e Sta. Eulália / Nine / Lemenhe / Jesufrei, tendo este uma distância de 8,7 kms.
O piloto de Leiria e o seu navegador Ricardo Simeiro deslocam-se à prova do Team Baia com o objetivo de ultrapassar os momentos difíceis que viveram após o grande acidente sofrido no Rali da Bairrada e regressar aos resuktados de topo
A temporada de Fábio Santos e Ricardo Simeiro – que estava focada na conquista da Divisão 2 do 4º Desafio Kumho Asfalto e Kumho Centro, ficou indelevelmente marcada pelo terrível e assustador acidente no Rali da Bairrada, prova de arranque do calendário competitivo 2021 da dupla do Prototype FS Rally Team e que, por pouco, não lhes comprometeu toda a época. Mas a dupla de Leiria soube ‘dar a volta por cima’ e corajosamente regressar à competição no Rali de Castelo Branco. Uma prova onde alinhou para perceber se estava psicologicamente em condições e se o Citroën Saxo também estava competitivo. O resultado não foi o melhor, mas essa também não era a sua prioridade na capital da Beira Baixa.
credits: Kike Salgueiro
“Eu principalmente, estou bastante
inseguro. A saída de estrada acabou por me afetar mais do que estava à espera”, explica o piloto de Leiria, para quem
esta deslocação ao Norte não estava na ‘agenda’ da dupla do Citroen Saxo. Mas a
verdade é que o importante para si é regressar “ao que era antes”,
e “desbloquear” e voltando ao andamento que evidenciava antes do
acidente “E isso para mim será a minha maior vitória, porque enquanto não
voltar a como estava, sinto que não faz grande sentido continuar a competir”,
enfatiza.
Claro que se Fábio Santos lograr um bom resultado em Famalicão isso lhe permitirá arrecadar pontos para a Divisão 2 do Desafio Kumho Asfalto, para o qual o Rali de Famalicão pontua, apesar de colocar a tónica de que para a prova do próximo fim-de-semana a dupla não vai “focada em obter pontos. A recuperação está a ser lenta. Não está a ser como pretendia. Os níveis de confiança ainda estão muito baixos e a nossa ida ao norte acaba por ser um pouco o forçar o voltar a entrar no ritmo. Sabemos que não vai ser fácil”, remata o piloto leiriense.
Com quatro ralis disputados na sua ainda curta carreira como piloto, João Pedro Sousa apresenta-se à partida do Rali de Famalicão em circunstâncias especiais. Não só o famalicense terá ao seu lado um novo co-piloto, Tiago Silva, como também disputará a prova da casa com o Renault Clio RS que tem vindo a construir ao longo dos últimos anos.
A paixão pelos ralis é o mote do projeto RallyMania,do qual João Pedro Sousa é fundador, sendo ele próprio o responsável pelas centenas de vídeos que habitualmente levam as emoções dos ralis aos ecrãs dos amantes do desporto motorizado. A paixão do piloto de Nine é tão antiga quanto o sonho de entrar na modalidade, o que concretizou em 2014, quando se estreou enquanto piloto.
A paixão sobe agora de tom, com João Pedro Sousa a estrear o Renault Clio RS que, com muito esforço e dedicação, tem vindo a ser preparado para abraçar um projecto desportivo mais sólido. Para 2021, a aposta passa pela disputa de provas selecionadas no Campeonato de Ralis Norte, a começar no Rali de Famalicão.
Novidade é também a estreia de Tiago Silva enquanto navegador, uma estreia que é absoluta para o ocupante da baquet do lado direito, também ele um amante dos ralis que agora entra na modalidade, mas que reforça o compromisso deste projecto com o sonho e a paixão.
Para João Pedro Sousa, o objectivo para o Rali de Famalicão é claramente terminar a prova: “é especial correr em casa e quero sempre andar rápido, mas este ano estreio um novo navegador e um novo carro, o que exigirá uma abordagem diferente. Estou sinceramente surpreendido com a navegação do Tiago, depois dos testes realizados, mas é sempre necessária adaptação para estarmos em perfeita harmonia. Quanto ao carro, a expectativa é grande mas sabemos que há naturais problemas de juventude que irão surgir e que esperamos resolver facilmente.”
A azáfama é grande em Nine, mas Sousa não se esquece do apoio de família, amigos e patrocinadores: “sem eles não conseguiria isto. É um sonho meu e de todos os que me têm vindo a ajudar. Obrigado.”
Para esta prova, João Pedro Sousa e Tiago Silva irão contar com o apoio de: Auto Vilar D’Este; Imobiliária Compra Certa; Gold Invest; SM Motors – Stand Automóvel; R28 Bar Lounge; Germano Macedo Construções; Escola de Condução Guiante; Mikado – Restaurante Asiatico; Extremo – Pastelaria e Padaria; D.Pedro Café; Optical+; BDF Serralheria; Alpha London – Home Textile; GraniLaser, Lda; PneuTrofa e Junta de Freguesia de Nine.
O Rali de Famalicão vai para a estrada no próximo sábado e domingo, 24/25 de julho e disputa-se ao longo de seis classificativas.
O piloto vianense do Mitsubishi Evo VI chega ao primeiro rali de asfalto da temporada com a confiança em alta. Os bons resultados na fase de terra e a sua preferência pelo asfalto, levam-no a querer brilhar na terceira prova do Campeonato Norte de Ralis que este fim-de-semana o Team Baia leva a efeito em Famalicão, terra natal do seu navegador José Janela.
A época 2021 da dupla Nelson Silva/José Janela está a ser construída com método, seguindo uma estratégia de evolução e adaptação, que tem dado dividendos. Mesmo sem muita experiência em terra, o piloto de Viana logrou dois bons resultados em Vieira do Minho e no Terras D’Aboboreira, quer no que respeita à geral do CNR, quer nas contas da Divisão 1 do 4º Desafio Kumho Portugal.
Após as duas provas iniciais, houve tempo para desfrutar da excelente exibição no RallySpirit, onde o intuito de Nelson Silva e José Janela era desfrutar ao máximo a condução do Mitsubishi, e dar espetáculo para o público, aproveitando para “ganhar mão” ao renovado Mitsubishi em Asfalto, preparando assim esta participação no Rali de Famalicão. Porque agora, volta a ser “a doer”. A dupla quer andar forte e brilhar na prova do Team Baia, dando mais arrojo à abordagem quando comparada com a que foi assumida nas duas primeiras provas em terra.
Estar na disputa das posições cimeiras é a
clara intenção do piloto do Mitsubishi em Famalicão: “Para o fim de
semana o objetivo é lutar pelo melhor resultado possível tentando garantir um
top 3”. Nelson Silva considera também que o tipo de superfície em que
se disputa esta prova também é aquele onde se sente melhor, pois o “regresso
do asfalto é uma mais-valia para nós, uma vez que é o tipo de piso qual estou
mais à vontade, tenho mais experiência e consigo tirar muito mais partido da
capacidade do Mitsubishi”.
Quanto a novidades, Nelson Silva revela que
“vamos com um outro Evo VI um pouco mais evoluído a nível de caixa de
velocidades e de suspensão. Também destacamos uma nova decoração, mais radical
e arrojada”, adianta o piloto que em Vila Real tratou de ultimar os
pormenores e os preparativos da sua máquina para este Rali de Famalicão, prova
de significado maior para José Janela, o seu navegador. Este consagrado
copiloto não esconde a “alegria imensa que sinto sempre que corro e casa,
perante a família e os amigos. Estou confiante de que vamos fazer um excelente
rali e onde o Nelson vai colocar em prova todo o seu talento e mostrar a enorme
evolução que está a ter como piloto”.
O Rali de Famalicão 2021 tem 6 especiais de classificação. Na jornada vespertina de sábado, cumpre-se uma dupla passagem pela classificativa de Ribeirão / Vilarinho das Cambas / Outiz, com uma extensão de 5,9 kms. No Domingo, são quatro as especiais a percorrer, correspondentes a duas rondas por dois troços diferentes: Fradelos / Vilarinho das Cambas / Calendário (11,66 kms) e Arnoso Sta. Maria e Sta. Eulália / Nine / Lemenhe / Jesufrei, tendo este uma distância de 8,7 kms.
A próxima edição do Rali Vinho da Madeira irá contar com 50 inscritos, dos quais 31 são madeirenses e 19 de fora do arquipélago.
Desses, o maior contingente provém de Portugal continental, dois são estrangeiros e um é açoriano. O rol de inscritos inclui dois campeões mundiais de escalão, um vice-campeão europeu e vários campeões nacionais e regionais, juntando nomes como os do espanhol Jan Solans, dos continentais Adruzilo Lopes, Armindo Araújo, Bernardo Sousa, Bruno Magalhães, José Pedro Fontes, Pedro Meireles e Ricardo Teodósio, do açoriano Luis Miguel Rego e dos madeirenses Alexandre Camacho, Filipe Freitas, José Camacho ou Miguel Nunes.
A lista de inscritos, a ser revelada no dia 28 de julho, incluirá ainda nomes, como os de Miguel Correia, Paulo Mendes e Pedro Paixão, de pilotos que costumam disputar as primeiras posições nos campeonatos em que militam num painel de viaturas composto, entre outros, por 16 viaturas Rally2, 1 WRC, 3 RGT, 4 Rally3 e 7 Rally4. O Rali Vinho da Madeira será palco da estreia nacional, pelas mãos de João Silva, do Renault Clio Rally4 e ainda da estreia na ilha de modelos como o Ford Fiesta R5 MkII, Subaru Impreza WRC S14, Ford Fiesta Rally3 e Renault Clio Rally5.