O Rali das Camélias, marcado para os dias 19 e 20 de Fevereiro 2021, vai ter a nova data, estando agora marcado para os dias 14 e 15 de Maio, com o acordo de todas as entidades envolvidas na sua organização.
A atual situação pandémica em que continuamos mergulhados, agora mais agravada e
as recentes restrições impostas pelo governo, que deverão ser prolongadas por mais
algum tempo, impõem que sejamos prudentes e não coloquemos em risco a saúde
pública, com a realização de uma prova desportiva federada, que percorre estradas de
três concelhos da Zona Metropolitana de Lisboa.
Indo de encontro, às necessidades atuais das três Câmaras Municipais envolvidas (Mafra,
Sintra e Cascais) dos respetivos responsáveis de saúde local e da FPAK, o Clube de
Motorismo de Setúbal e o Promotor da prova, decidiram marcar nova data para prova,
tendo solicitado a sua inscrição no Calendário FPAK 2021, nos dias 14 e 15 de Maio
solicitação essa já aprovada pela entidade federativa.
Em termos logísticos e desportivos, todas as equipas inscritas na prova, estão
automaticamente inscritos no Rali das Camélias de 2021 e caso não possam participar
por razões de força maior, a sua situação será tratada caso a caso para que ninguém
fique prejudicado.
O Rali das Camélias 2021, terá um formato em tudo idêntico ao que se deveria ter disputado em 2020, sendo no entanto a quilometragem de troços adaptada à candidatura ao Campeonato Sul de Ralis, que para o ano tem a quilometragem de Provas de Classificação reduzida de 70 para 60 Km. De qualquer forma o esquema da prova, será rigorosamente o mesmo, apenas com pequenos acertos na partida e/ou chegada de cada Prova de Classificação.
Sébastien Ogier comemorou sua 50ª vitória no Mundial de Ralis com uma oitava vitória recorde no Rallye Monte-Carlo. Domínio absoluto do piloto francês na derradeira etapa do Rallye de Monte-Carlo, vencendo 3 das 4 especiais e liderando assim mais uma dobradinha da Toyota.
Para os anais da história fica mais uma exibição notável de Sebastien Ogier. o heptacampeão mundial levou o seu Toyota Yaris WRC ao triunfo na abertura do Mundial 2021. Acompanhado, como sempre, por Julien Ingrassia chegou ao último dia com cerca de 17 segundos de vantagem sobre o seu colega Elfyn Evans, concorrente mais direto mas não se limitou a controlar o pecúlio. De todo.
Ogier começou a jornada dominical ao ataque, vencendo a primeira especial e alargando a vantagem para 21 segundos sobre o galês. Evans ainda esboçou uma reação na classificativa seguinte, recuperando 1,3 segundos mas foi sol de pouca dura. As segundas passagens pelos dois troços do dia só conheceram um vencedor: Ogier que regressou a Gap para a cerimónia do pódio com 32,6 segundos de vantagem sobre Elfyn, assegurando a sua oitava vitória no rali, conduzindo para 5 marcas diferentes. O seu domínio na prova também fica bem expresso na estatística: 8 vitórias em 15 classificativas. Notável.
Pelo caminho, a vencer a última especial, arrecadou os 5pontos extra do triunfo na TV Wolf Power-Stage, colocando-se no comando do campeonato, com os 30 pontos máximos possíveis. naquela que diz ser a sua ultima época no campeonato, Ogier deixa assim um aviso sério à concorrência: quer fazer cair o pano sobre a carreira com um oitavo título.
Excelente rali aquele que foi protagonizado por Elfyn Evans. O galês, navegado por Scott Martin, esteve sempre na luta pelo pódio, chegando mesmo a liderar a prova, vencendo duas das especiais e garantindo os ainda os pontos do 3º lugar na Power-Stage. Sempre rápido e consistente, só não conseguiu desfeitear um Ogier ao seu melhor nível mas voltou a dar indicações de que terão de contar com ele na luta pelo título mundial, sendo ainda peça fundamental para o 1-2 da Toyota em Monte-Carlo, contribuindo assim para a pontuação máxima obtida pela marca nipónica na luta pelo título de Construtores.
Destaque para o 3º lugar final de Thierry Neuville. O belga estreou Martijn Wydaeghe na baquet de navegador e fez uma prova sempre em crescendo. Depois de uma primeira etapa desoladora, onde nunca conseguiu andamento para ombrear com os protagonistas da luta pelo comando, começou a dar sinais de poder melhorar logo no segundo dia, mas foi a partir da 3ª etapa que conseguiu imprimir um andamento mais condizente com aquilo que se espera de um potencial candidato ao título, levando mesmo o Hyundai i20 WRC à vitória numa das especiais e terminando esse dia às portas do pódio.
Na etapa derradeira, continuou a mostrar argumentos, vencendo outra especial e desalojando, finalmente, Kalle Rovanpera do 3º lugar, dando assim um pódio à Hyundai, num rali em que a marca coreana só a espaços se mostrou capaz de medir forças com a Toyota, sobretudo através de Tanak, primeiro líder, mas este veio a ser forçado a desistir, começando a época com o pé esquerdo. Neuville viria ainda a obter pontos extra, com o seu 4º lugar na Power-Stage.
Mesmo tendo perdido o lugar de pódio na ultima etapa, Kalle Rovanpera sai de MonteCarlo com a satisfação de ter voltado a protagonizar uma exibição sem falhas. O jovem piloto da Toyota já deixou de ser uma promessa. é agora, por mérito próprio, um dos mais rápidos e revela uma fibra exclusiva daqueles que estão talhados para chegarem a grandes feitos. Além do 4º lugar final, amealhou ainda os pontos referentes ao 2º tempo na Power-Stage. O futuro deste jovem nórdico é mais do que promissor.
O Top 5 ficou fechado com Dani Sordo. Uma vez mais, o espanhol revelou toda a sua utilidade para a equipa da Hyundai, sendo sólido e cumpridor das ordens para assegurar pontos para a marca, após o abandono de Tanak. Ao longo dos últimos dois dias, Sordo não escondeu que estava a rodar muito abaixo dos limites mas o 5º lugar na geral e na Power-Stage são um prémio justo para um piloto que vale muito mais do que aquilo que muitos dos seus resultados indicam.
A próxima prova d Mundial será o Arctic Rally Finland Powered by CapitalBox, que decorrerá de 26 a 28 de fevereiro.
Sebastien Ogier atacou forte no arranque do terceiro dia de Monte-Carlo e saltou para o comando da prova, mantendo a posição até ao fecho da jornada. Evans é agora segundo e um endiabrado Rovanpera garante o pleno à Toyota neste pódio provisório.
A caravana do Rally de Monte-Carlo madrugou e quando deixou a cidade de Gap para se dirigir aos Altos Alpes, deparou-se com um manto branco de neve que antevia dificuldades acrescidas na 3ª etapa da prova inaugural do WRC 2021, antevendo-se uma luta onde as condições do piso e a escolha de pneus poderiam ser fatores decisivos.
E foram. Mas não foram os únicos pois outro factor entrou em cena: Ogier. Justamente considerado o “Rei de Monte-Carlo”, o campeão do mundo puxou forte pelo seu Toyota Yaris WRC na classificativa inaugural e fez os 18,31 kms um nível acima dos demais candidatos, deixando Elfyn Evans a mais de 17 segundos e o galês foi o segundo mais rápido!
Curiosamente, seria a única vitória de Ogier durante toda a etapa mas almejou realizar marcas que lhe garantiram a liderança no fecho do dia, colocando-se assim como principal favorito ao triunfo, a um dia do fecho da prova. A acontecer, será a confirmação de que este rali é mesmo o seu “quintal”.
Elfyn Evans viu-se incapaz de deter o ataque do seu companheiro de equipa mas o galês ainda não deitou a talha ao chão. Depois de ter sido dominado nas duas primeiras especiais pelo campeão do mundo, puxou pelos galões e venceu a terceira, terminando o dia a 13,0 segundos de Ogier e continuando assim dentro do ringue para os assaltos finais deste combate monegasco.
Quem parece que renasceu das cinzas é Thierry Neuville. Depois de ter estado muito apagado nas duas primeiras etapas, o belga da Hyundai foi hoje um dos protagonistas, sobretudo mercê de um “tempo canhão”, na segunda especial desta 3ª etapa, percorrida com um manto de neve e gelo traiçoeiro, ao longo de quase todos os 20,48 kms. Desta forma, voltou a entrar na discussão pelo pódio, estando agora a apenas 7 segundos de Kalle Rovanpera. O jovem nórdico continua a demonstrar todo o seu talento e segurança, estando no pódio e ousando ser dos poucos a poder registar uma folha e ranco quanto a erros ao longo da prova. Notável.
Atrás de si, roda no 5º lugar o seu colega Dani Sordo que tem feito um rali muito moderado, tendo como principal missão levar o Hyundai i20 WRC até ao pódio final, para garantir preciosos pontos para a marca coreana, na luta pelo título de construtores.
A “fava” da jornada saiu a Ott Tanak. Dois furos nas duas primeiras especiais do dia, quando só levava uma roda suplente no interior do Hyundai, forçaram o estoniano a perder muito tempo na PEC 9 (segunda do dia) e, mesmo tendo conseguido chegar ao parque de assistência, foi forçado a abandonar, não regressando amanhã.
Camilli e a Sports & You mais perto do 2º lugar entre os WRC2
Na categoria secundária, só um erro grave poderá tirar a vitória a Andreas Mikkelsen e ao seu Skoda Fabia Rally 2 Evo. O norueguês da Skoda Motorsport tem dominado a seu belo prazer as lides entre os WRC2.
Na jornada de hoje, rodou forte nas duas primeiras especiais, tendo nitidamente levantado o pé na ultima, já em modo de gestão da vantagem, que viu aumentar não só devido à sua preponderância na estrada, mas também porque Adrien Fourmoux furou na segunda especial do dia e fez grande parte do traçado sobre a jante frontal direita do Ford Fiesta MKII Rally 2 da M-Sport, cedendo cerca de 1 minuto e 25 e perdendo qualquer veleidade quanto a tentar desfeitear Mikkelsen.
Com tudo isto, Eric Camilli está agora a 17 segundos de Fourmaux e voltou a ganhar força para poder discutir a segunda posição com o seu compatriota. Sempre rápido e consistente ao longo do dia e com a Sports & You a entregar-lhe um Citroen C3 Rally 2 muito fiavel, Camilli tem agora 55 quilómetros pela frente e, e conjunto com a equipa portuguesa, decidir se ataca ou se segura um pódio na prova de abertura do Mundial, juntando ainda a posição de melhor piloto da marca francesa.
A quilometragem referida será percorrida na 4ª e última etapa, com começo amanhã, pelas 7.30 locais, distribuída pelas duplas passagens programadas para os dois troços do programa. A Power Stage final terá uma extensão de 14,31 kms.
A Toyota dominou por inteiro a segunda jornada do Rallye de Monte-Carlo, prova inaugural do WRC. Sebastien Ogier foi o mais forte ao longo do dia mas um furo e dois piões fizeram-no perder tempo suficiente para deixar Elfyn Evans assumir o comando.
A secção matinal desta sexta-feira contemplava 3 especiais e o campeão mundial em titulo simplesmente “limpou” tudo. 3 vitórias que o levaram sucessivamente do5 lugar em que começou o dia até ao comando, logo na 5ª PEC, segunda do dia. Um ritmo avassalador que nem os seus colegas de equipa pareceram capazes de seguir. Só que na 6ª PEC um furo levou o francês a cometer dois erros e a perder 34,7 segundos para Elfyn Evans, vencedor da especial, saltando o galês para a liderança do rali, a uma classificativa do fecho competitivo do dia.
Ogier reagiu e ganhou a 7ª PEC, recuperando 16 segundos a Evans e terminando o dia a 7,4 segundos do líder, parecendo que a discussão da vitória estará entregue aos dois pilotos da Toyota mas, com as condições traiçoeiras em que está a ser disputada a prova monegasca, tudo poderá acontecer nos dois das que ainda falta cumprir.
A braços com alguns problemas de motor no Hyundai i20 WRC, Ott Tanak cedo perdeu a liderança que tinha alcançado do Dia 1. O estoniano foi acumulando perda de tempo, especial após especial e terminou o dia a 25,3 segundos de Ogier, embora ainda haja muito rali pela frente. Tem logo atrás de si Kalle Rovanpera. O jovem prodígio chegou mesmo a comandar a prova, após a especial inaugural do dia, mas também viu os problemas he baterem à porta, na 6ª PEC, tendo mesmo chegado a parar. Está agora a longe dos três primeiros, rodando 27,8 segundos atrás de Tanak, mas assinando uma exibição de grande nível.
O Top 5 fica completo com um apagado Thierry Neuville que, desde o arranque da prova, tem sentido muitas dificuldades para acompanhar o ritmo do da frente, estando já a 59,1 segundos do líder.
Andreas Mikkelsen continuou a afirmar o domínio na principal categoria de suporte do WRC ao ganhar 4 das 5 especiais entre os concorrentes do WRC2. Depois de estabelecer uma pequena vantagem inicial no primeiro dia, o norueguês impôs um forte ritmo logo na sessão matinal, discutindo mesmo posições com o Hyundai i20 World Rally Car de Pierre Louis Loubet. Mikkelsen voltou à área de serviço da Gap na tarde desta sexta-feira com 47,1 segundos de vantagem sobre Adrien Fourmaux, nas contas do WRC2, e um impressionante sétimo lugar na geral.
O desempenho da Fourmaux também foi impressionante. Apesar de ser incapaz de derrubar Mikkelsen no topo da tabela, a estrela do M-Sport Ford Fiesta Rally2 mostrou maturidade, com uma abordagem limpa em todos os troços..
O francês venceu mesmo uma das especiais e está em nono na classificação geral durante a noite, sendo mesmo o melhor representante da M-Sport. O piloto do Citroën C3 Rally2 da equipa portuguesa Sports & You, Eric Camilli, está no 3º posto da categoria, a 2 minutos e 11,6 segundos do líder, tendo esta presença no pódio consolidada., o que, a acontecer, será um prémio justo para esta estreia da equipa portuguesa no Mundial.
A jornada não foi, no entanto, isenta de sustos. Camilli teve uma saída de estrada na PEC 6, perdendo aí quase um minuto, afastando-se definitivamente do duo que luta pela vitória mas, a posição que ocupa, faz dele o melhor piloto oficial da Citroen Racing nesta prova de arranque do campeonato.
A terceira etapa do Monte-Carlo decorrerá amanhã, a partir das 5.30 horas locais. O programa incluiu 3 especiais de classificação, com um total de 58 quilómetros ao cronómetro.
Ott Tanak dominou a seu belo prazer a tirada inicial do Rallye de Monte-Carlo, prova inaugural do WRC 2021. Aos comandos do hyundai i20 WRC, o estoniano venceu as duas especiais do programa.
Os pneus foram o principal assunto do dia, com a Pirelli substituindo a Michelin como o novo fornecedor oficial do WRC. Uma escassez de testes pré-evento na atribulada pré-epoca, fez com que as equipas fossem conservadoras nas suas escolhas de pneus, até porque a habitual sessão de Shakedown não foi permitida, no estrito cumprimento das medidas para prevenir a disseminação de COVID-19. Sabe-se que a borracha italiana tem menos aderência em condições de chuva e neve, mas isso aumenta consideravelmente sempre que a estrada seca.
As estradas molhadas, orladas de neve, estavam longe de ser as melhores, mas Tanak é um homem com a missão de reivindicar o título e quer tirar proveito de qualquer hesitação entre seus rivais. No início de sua segunda temporada no i20 WRC da Hyundai, Tanak imprimiu um ritmo muiito forte e terminou a etapa inaugural com duas vitórias nas especiais e um avanço de 3,3 segundos sobre a jovem estrela finlandesa da Toyota, Kalle Rovanpera, que ganhou cinco segundos ao seu companheiro de equipe britânico Elfyn Evans, terceiro no final da jornada.
O campeão em título, Sebastien Ogier, sofreu um grave acidente nos testes pré-evento, o que limitou sua experiência com a nova borracha e o seu desempenho foi ainda mais prejudicado por um problema de travões. Ogier terminou a etapa no 5º lugar, a 16,9 segundos de Tanak e apenas 9 décimos atrás do Hyundai de Thierry Neuville, a ser navegado pela primeiora vez por Martin Wydaeghe.
Quem não optou por uma abordagem cautelosa foi Teemu Suninen. O piloto da M-Sport, cujo Ford Fiesta WRC estava no mesmo ritmo de Tanak nos dois primeiros setores da especial de abertura, despistou-se e caiu numa ravina, maltratando fortemente o Fiesta WRC. Pelo menos, o jovem francês Adrien Fourmaux deu uma alegria à equipa de Malcom Wilson, ao colocar o seu Ford Fiesta Rallye 2 na segunda posição das contas do WRC2, logo atrás de Andreas Mikkelsen, líder aos comandos de um Skoda Fabia Rallye 2 Evo.
A diferença entre os dois é curta, cifrando-se em 8,9 segundos. O piloto russo Nikolay Gryazin está em terceiro lugar nesta categoria, ao volante do seu VW Polo. No WRC3, a Citroen terminou o dia com um podio completo. Os seus pilotos Yohan Rossel, Nicolas Ciamin e Yoann Bonato estão a dominar nesta categoria.
A etapa de amanhã terá 5 especiais de classificação, com um total de cerca de 105 quilómetros contra o cronómetro.
A Citroën Racing regressa ao palco do Campeonato do Mundo de Ralis da FIA com uma frota de sete C3 Rally2, que irão alinhar na prova de abertura da época de 2021, o conceituado Rally Monte-Carlo.
Esta 89ª edição da
prova monegasca permitirá acompanhar a dupla vencedora da edição passada, os
franceses Eric Camilli / François-Xavier Buresi, da equipa portuguesa Sports
& You, na primeira ronda rumo à tentativa de renovação do título no WRC2.
O consagrado piloto francês da equipa portuguesa está “ansioso por dar início ao meu programa de competição para 2021 no Rallye Monte-Carlo e com o C3 Rally2. Estou focado na vitória e orgulhoso por vestir as cores da Citroën Racing. Com o seu suporte, bem como o do treinador do Olympique de Marseille, André Villas-Boas, conseguiremos transformar esta participação no prestigiado Rallye Monte-Carlo numa causa humanitária, consciencializando o público para a importância de fundações como a Ace Africa. No seguimento do teste efetuado no início do mês, conseguimos afinar o ‘setup’ do carro, preparando-o para as já habituais condições variáveis das classificativas. Estou desejoso de as enfrentar, bem como as duas outras provas do Campeonato do Mundo de Ralis em que irei participar com a Citroën Racing e a Sports & You.”
PHOTO : AURELIEN VIALATTE
De igual modo, Yohan
Rossel, piloto francês que conta com o apoio da secção de Ralis da Federação
Francesa de Automobilismo (FFSA Rally) é, também, membro do #C3Rally2Family, tendo
previsto a sua participação em três outras provas depois do Rallye Monte-Carlo,
pela equipa Santéloc. A acompanhá-lo nesta prova inaugural do WRC 2021 estará o
colega de equipa Sean Johnston, e o seu copiloto Alexander Kihurani, piloto que
participou em diversas provas do Mundial do ano passado. Já o jovem Nicolas
Ciamin, de 23 anos, da equipa DG Sport, irá fazer o seu terceiro Rallye
Monte-Carlo, tendo como objetivo a conquista dos títulos do WRC3 e do
Campeonato da Bélgica de Ralis.
O atual Campeão francês de ralis, Yoann Bonato, e o seu copiloto de longa data, Benjamin Boulloud, vão, também, dar início à sua época competitiva com uma presença no Rally Monte-Carlo, antes da sua participação nas 10 provas que compõem o Campeonato de França de Ralis, representando a equipa CHL Sport Auto. Após uma ausência de nove anos da prova monegasca, o piloto italiano Giacomo Ogliari está de regresso com o seu copiloto, Lorenzo Granai. Já a dupla belga Davy Vanneste / Kris D’alleine deu um salto em termos de carreira e irá fazer a sua estreia no WRC na mítica prova do Principado do Mónaco, antecipando a sua participação na ronda belga do calendário, o Rallye de Ypres, em agosto.
Na sessão de testes organizada pela Citroën Racing, no início de janeiro, Yohan Bonato, Nicolas Ciamin e Eric Camili conduziram o novo C3 Rally2 pela primeira vez na zona dos Altos-Alpes. As equipas puderam aproveitar-as condições da estrada para se prepararem para este início de época de 2021, bem como para o desenvolvimento de um setup versátil para os clientes da Citroën Racing que irão participar em diversos ralis, a nível mundial, ao longo da presente época.
O piloto do Alpine F1 Team Esteban Ocon fará, ao volante do Alpine A110S, uma série de passagens nas especiais do Rali de Monte-Carlo 2021, nesta quinta-feira, dia 21 de janeiro.
Esteban irá pilotar, pela primeira vez, o Alpine A110S, enquanto
piloto do Alpine F1 Team, nesta sua primeira participação num rali e irá
percorrer duas especiais no dia de abertura do 89º Rali de
Monte-Carlo, ao volante do automóvel VIP.
Esteban Ocon considera que“esta é uma oportunidade
fantástica e estou impaciente para esta minha estreia no Rali de Monte-Carlo,
ao volante do magnífico Alpine A110S. Pude descobrir o Alpine A110 em
outubro último, fazendo três voltas no Nordschleife. Este automóvel nasceu para
este tipo de desafios, com curvas fechadas em terrenho montanhoso. Os ralis
fizeram sempre parte dos meus sonhos e, portanto, pilotar o Alpine A110S no
rali de Monte-Carlo é uma forma perfeita de começar o ano”.
Depois do shakedown a primeira especial será a ES1 (às
13h10), num percurso de 20,58 km entre Saint-Disdier e Corps, seguida da ES2
que liga Saint-Maurice a Saint-Bonnet. O Alpine A110S, na tradicional cor azul,
vai ostentar o nº 31.
Esta semana, a Alpine terá cinco equipas na categoria R-GT do Rali de Monte-Carlo, com Cédric Robert, Emmanuel Guigou, Philippe Baffoun, Pierre Ragues e Raphaël Astier, ao volante dos Alpine A110 Rally.
André Villas-Boas treinador do Olympique de Marseille fará uma parceria com o vencedor do WRC2 Monte-Carlo de 2020 e membro do C3 Rally2 Family Eric Camilli, para a edição de 2021 do Rally Monte-Carlo com o objetivo de aumentar a consciencialização a favor de causas humanitárias.
Com o apoio da Citroën Racing, a
equipa “Race For Good” de André Villas-Boas correrá na categoria WRC2 com o
Citroën C3 Rally 2.
O rali de Monte-Carlo é um dos eventos do WRC de maior prestígio e a sua visibilidade mundial cria o cenário perfeito para melhor promover a Ace Africa. A Ace Africa é uma ONG premiada que trabalha no Quénia desde 2003 e na Tanzânia desde 2007 trabalhando dentro das comunidades locais em parceria com o governo de modo a facilitar o acesso à saúde, educação e desenvolvimento económico. A Ace Africa é uma pequena instituição de caracter social que ajuda as pessoas a assumir o controle do seu próprio futuro e desde a sua fundação já mudou a vida de 1,8 milhões de crianças e das suas famílias.
A equipa “Race For Good” será alimentada pelo brilho e experiência de Eric Camilli, um dos mais talentosos pilotos de rally da franceses e com a qualidade e dedicação da equipa Sports&You. A Citroën Racing apoiará e acompanhará este compromisso com a sua capacidade técnica.
Esta colaboração tem o objetivo de unir forcas no sentido de promover as causas da Ace Africa e continuar a fornecer ajuda diária a milhares de pessoas em África. O prestígio do Rally de Monte-Carlo pode ser um catalisador para mais apoio à instituição, cujo trabalho pode ser conhecido através do seu site oficial: http://www.ace-africa.org/
O nosso programa foi até Vila Real, às instalações da JC Motorsport, conversar com José Nelson Silva. O piloto vianense conseguiu estar em três frentes ao longo de 2020: ralis, velocidade e ralicross, rubricando sempre grandes exibições, com resultados condizentes, incluindo um título nacional. O jornalista Joaquim Amândio Santos conduziu esta emissão, numa conversa que incluiu ainda o consagrado navegador José Janela. As imagens foram asseguradas por José Bernardo Coelho e a edição esteve a cargo de Armando Leitão.
Nuno Mateus fala da sua temporada ‘coroada’ com o título nacional de Clássicos de Ralis 2020 aos comandos do Mitsubishi Evo VI e também com o seu habitual navegador Roberto Santos, ‘obreiro’ de grande parte da temporada, numa época encurtada pelas restrições sanitárias mas servida pelos pneus da KUMHO.
A dupla campeã nacional está agora em destaque em mais um episódio do nosso programa especial, conduzido desta feita pelo jornalista Nuno Barreto Costa, com edição de imagem de Armando Leitão. Abordadas as provas, a época e a carreira do piloto aveirense, que tem já uma carreira interessante, iniciada com carros de duas rodas motrizes.