Categoria: Ralis

  • Pedro Antunes e Pedro Alves campeões da Peugeot Rally Cup Ibérica!

    A dupla portuguesa acaba de conquistar os títulos de ‘Campeões 2020’ da Peugeot Rally Cup Ibérica no Rally La Nucía-Mediterráneo 2, prova arduamente disputada ao segundo e que encerrou a Temporada 3 da copa ibérica de ralis, que este ano assistiu à estreia do novo Peugeot 208 Rally 4.

    Pedro Antunes e Pedro Alves são os ‘Campeões‘ da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2020, numa decisão tirada a ferros e após um fecho de uma Temporada 3 que, por diferentes razões, assumiu uma estrutura e contornos no mínimo surpreendentes e inéditos, até na sua decisão final, encontrada no âmbito de um Rally La Nucía-Mediterráneo que, no seu todo, valeu duas pontuações distintas, um lote atribuído ao final da manhã e outro novo durante a tarde, numa espécie de 2 em 1.

    Se no cômputo das 4 especiais da manhã de uma prova desenhada a norte de Benidorm, na região de Alicante, foram Pedro Antunes e Pedro Alves quem conquistou o ouro, agora na secção da tarde e início da noite coube a Alejandre Cachón / Alejandre López sublinharem as suas valências, impondo o seu 208 Rally 4 no final dos 3 tropos cronometrados efetivamente corridos, não contando com a neutralização do derradeiro troço, devido a um acidente com uma viatura de outra categoria. Só que isso não foi suficiente para que a dupla espanhola alcançasse os títulos…!

    De facto, os 27,5 pontos alcançados (25 da vitória e 2,5 referentes a 2 melhores tempos em troços) foram superiores aos 17 pontos do 3º lugar da dupla portuguesa nesta prova, um total que, caso contassem todas as 4 pontuações de outros tantos ralis desta copa de 2020, garantiriam à equipa espanhola ambos os títulos de Pilotos e Navegadores. Só que o Regulamento Desportivo refere que apenas contam os 3 melhores resultados do ano, pelo que foram várias as equipas que tiveram de abrir mão de pontos somados em ralis anteriores.

    Feitas as contas, para o palmarés da Peugeot Rally Cup Ibéricaficarão os nomes de Pedro Antunes / Pedro Alves, com conquista dos títulos de ‘Campeões’ de 2020, os primeiros para Portugal, depois de duas séries vencidas por representantes do outro lado da fronteira, Daniel Berdomás / David Rivero em 2019 e Roberto Blach / José Murado em 2018 (nota: no ano inicial da copa só se atribuiu o título de Pilotos).

    “Estamos, eu e o Pedro Alves, naturalmente muito satisfeitos com os títulos que acabámos de garantir na copa 2020, alcançado com uma margem mínima e conseguido depois de uma temporada completamente atípica, decorrente da atual situação sanitária que vivemos”, referiu no final da prova um visivelmente satisfeito Pedro Antunes, o novo ‘Campeão’. “É sempre bom obter bons resultados em ralis espanhóis, onde estamos, em parte, em desvantagem face aos nossos adversários locais, dado o seu maior conhecimento do terreno, mas provámos que também conseguimos vencer deste lado da fronteira, assegurando o 1º lugar no Rally La Nucía 1 desta manhã, em que somámos preciosos pontos. No La Nucía 2 desta tarde estávamos simultaneamente a atacar e, também, a controlar o ritmo dos nossos adversários, sabendo que poderíamos não ter de vencer para chegar aos títulos. E foi, de facto, assim que aconteceu, pois um 3º lugar bastou-nos para alcançar os nossos objetivos de 2020, num resultado de conjunto que dedicamos a todos os elementos da nossa equipa PT Racing, aos familiares e amigos que, muitas vezes à distância, nos apoiaram ao longo da época, e aos fãs que nos seguem nas redes sociais e nos incentivam nos troços, quando tal é possível”, concluiu.

  • Peugeot Rally Cup Ibérica 2020: Jornada dupla decide campeões

    A Peugeot Rally Cup Ibérica 2020 vai conhecer os seus Campeões já neste fim de semana, numa inédita jornada realizada na região de Alicante em Espanha – o Rally La Nucía-Mediterráneo – e que terá a particularidade de atribuir duas pontuações e, consequentemente, os títulos de 2020.

    São 10 as equipas inscritas na prova organizada pela Automóvil Club AIA, duas portuguesas e 8 espanholas, a grande maioria com os olhos nos títulos de 2020, tendo em conta que estão 60 pontos em jogo, divididos por um único dia. A vantagem atual recai para Alejandro Cachón/Alejandro López, Sergí Francoli/María Salvo e Pedro Antunes/Pedro Alves, os ocupantes provisórios dos lugares do pódio, grupo que se encontra separado por menos de 13 pontos.

    Corrido em asfalto, o Nucía-Mediterráneo divide-se, assim, em dois ralis, estabelecendo-se uma primeira classificação a meio da jornada, após as 4 Especiais da manhã, altura em que se atribuem as respetivas pontuações, para depois, à tarde, os contadores serem de novo recolocados a zero, reiniciando-se nova luta pela vitória, encontrando-se nova classificação no final das 4 Especiais da tarde. No seu todo, a prova estrutura-se em oito especiais, sendo cerca de 130 os quilómetros cronometrados.

    Esta foi a solução possível que a organização, a cargo da Peugeot Portugal e Peugeot Espanha, com logística da Sports & You, encontrou, na sequência da anulação do Rali Vidreiro, de modo a poderem contabilizar-se 4 pontuações, de acordo com o previsto na versão mais recente do Regulamento Desportivo da copa.

    PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA – Lista de Inscritos

    Nº                Equipa                                    Pilotos                                    Copiloto

    26                Mavisa Sport                       Sergi Francoli                       Maria Salvo

    27                Mavisa Sport                       Oscar Palomo                      Jose Pintor

    28                TRS                                          Roberto Blach                     Alain Peña

    29                Alvemaco Sport                  Alejandro Cachon              Alejandro Lopez

    30                TRS                                          Alejandro Martin               Pedro Dominguez

    32                PT Racing                              Pedro Antunes                    Pedro Alves

    33                The Racing Factory           Pedro Almeida                    Hugo Magalhães

    34                Race Seven                           Álvaro Muñiz                       Javier Martinez

    35                GC Motorsport                   Daniel Berdomas               Brais Miron

    36                –                                                Jose Maria Reyes               Diego SanJuan

  • Desafio Kumho Portugal vai integrar Troféu de Ralis de Asfalto dos Açores em 2021

    Na próxima época, a emoção habitual das lutas acesas pela primazia no Desafio Kumho Portugal também ocorrerá nos Açores, com o nascimento do Desafio Kumho Açores Asfalto (DKAA) que, na sua primeira época, terá as viaturas com duas rodas motrizes como principais protagonistas.

    Mesmo quando ainda estamos na reta final de uma época atribulada e atípica, fruto dos fortes efeitos provocados pela crise pandémica, as atenções viram-se já para a preparação da época 2021 e a 4ª edição do Desafio Kumho Portugal irá apresentar muitas novidades, sendo que uma das principais está já assegurada.

    A competição Kumho parte à conquista dos Açores, mercê de uma parceria já firmada entre a ASR Tyres, que tutela a Kumho Motorsport em Portugal e Espanha e as entidades que, no seu conjunto, formam o promotor do Troféu Ralis de Asfalto dos Açores (TRAA): Terceira Automóvel Clube, Clube Asas do Atlântico, Pico Automóvel Clube e AGROPROME.

    Este avanço na presença da Kumho Motorsport no arquipélago açoriano dá seguimento à presença já efetiva nos ralis da região autónoma, que tem sido assumida pelas duplas Ricardo M. Moura/Fábio Silva (Peugeot 206 RC), Paulo Silva/Duarte Martins (Subaru Imprenza) e Fábio Silva/Gustavo Silva (Citroen Saxo), sendo de prever que muitos mais se juntarão em 2021 à “armada” Kumho insular.

    A 1ª edição do Desafio Kumho Açores Asfalto será composta por 5 provas, sendo que 4 delas integrarão o Campeonato de Ralis dos Açores. A outra prova será realizada na Ilha Graciosa. Para Alfonso Salgueiro, administrador da ASR Tyres, esta é “uma enorme oportunidade para a Kumho Motorsport ganhar importância e protagonismo dos ralis açorianos, sendo também e uma vez mais, a nossa forma de colaborar na promoção dos ralis em Portugal, estabelecendo esta excelente parceria que dotará os ralis açorianos de mais uma competição aguerrida, aliciante nos prémios e nos apoios que damos aos pilotos que participam nas nossas iniciativas e que têm demonstrado grande satisfação com a escolha dos pneus Kumho, pela sua competitividade e pela importância que o nosso apoio tem assumido para a gestão das suas épocas”.

    Já para Paulo Silveira, Presidente do Terceira Automóvel Clube, esta parceria “traz uma nova vida aos ralis açorianos, sendo de realçar que ao colocar os carros de duas rodas motrizes como protagonistas principais, dá uma fantástica oportunidade às equipas que utilizam este tipo de viatura de estarem na luta por um troféu prestigiante e com prémios aliciantes. É justo que assim seja até porque os carros de duas rodas motrizes são a maioria do parque automóvel que compete nos ralis açorianos”.

    No entanto, a comissão organizadora do DKAA estuda a forma de poder acolher e apoiar os 4WD para passarem a integrar a “armada” Kumho açoriana, embora sem pontuarem para o DKAA. Aguardando a publicação oficial por parte da FPAK do calendário regional açoriano de ralis para 2021, a ASR Tyres e os clubes promotores envolvidos nesta parceria remetem para uma futura apresentação oficial do Desafio Kumho Açores Asfalto mais detalhes sobre o regulamento em geral e os prémios em particular.

  • Pedra danifica a mecânica e leva Teotónio e Morgadinho ao abandono na Aboboreira

    O ano de 2020 está a transformar-se num “calvário” de incidentes que têm condicionado as ambições e os resultados da dupla do Macambi Racing Team. Desta feita e quando estavam na luta pelo triunfo entre os RC2N, um toque numa pedra danificou a mecânica do Mitsubishi Lancer EVO X e forçou a equipa a desistir.

    Fernando Teotónio e Luís Morgadinho chegaram ao rali terras D’Aboboreira cientes da importância acrescida que a prova tinha para as aspirações ao título do Macambi Racing Team, sendo certo que só o triunfo entre os RC2N se apresentava como solução para continuar na luta pelo cetro nacional, que a dupla já conquistou em 2018. Sendo também o regresso aos pisos de terra, a dupla estava entusiasmada pois não escondem a sua predileção por este terreno, querendo entrar forte e imprimir um andamento rápido no Mitsubishi Lancer EVO X preparado pela Domingos Sport.

    A tirada inicial, realizada na tarde sexta-feira, contemplava duas passagens na serra da Aboboreira e começou logo com um incidente. Como nos explica Fernando Teotónio, ainda “nos primeiros quilómetros da especial de abertura, quase que batíamos em dois cães que apareceram no meio da estrada. Felizmente conseguimos evitar o acidente, mas perdemos alguns segundos e tivemos que reentrar no ritmo, prejudicando, como é óbvio, o tempo final”. Na segunda passagem pela PEC, Teotónio e Morgadinho aumentaram o ritmo, conseguindo “melhorar substancialmente o tempo e ganhando alguma confiança extra para poder estar na luta, pois deixamos tudo em aberto para a segunda etapa, no que respeita ao triunfo nos RC2N”. No fecho deste primeiro dia estavam na segunda posição, a poucos segundos da liderança.

    Mas a sorte nada quis com a dupla do Macambi Racing Team. Partindo para o segundo dia com vontade de atacar a liderança, assinaram um bom tempo na primeira passagem pelo duro troço percorrido na serra do Marão, mantendo-se na luta pela primazia nos RC2N.

    Só que na especial seguinte e quando rodavam completamente ao ataque, viram os seus esforços irem por água a abaixo quando “batemos numa pedra que atingiu o cárter do motor e este, por sua vez, subiu com a pancada e foi afetar a bomba de óleo. Mesmo com todas as luzes do monitor a dar sinal de alerta e sentindo que o motor estava a falhar, não levantámos o pé e vencemos a especial, reduzindo a diferença para a liderança” explicou Fernando Teotónio. Só que, quando “chegamos à Assistência da Domingos Sport, o veredicto foi cruel: O Mitsubishi Lancer EVO X não estava em condições para continuar e a desistência foi inevitável”. O piloto do Macambi Racing team não esconde que “a desilusão foi enorme porque estávamos dispostos a andar literalmente nos limites nas duas classificativas que faltavam e, a vitória na última PEC que fizemos deu conta de que tínhamos todas as hipóteses de ainda chegar à vitória!”.

    Agora, as atenções da equipa já estão voltadas para o Rali Casinos do Algarve onde, segundo Luís Morgadinho, navegador e Team Manager da equipa, o objetivo passará por “querer fazer esquecer todos os problemas e vicissitudes que temos sofrido, dando o máximo para chegar à vitória e assim terminarmos em grande a época”.

  • José Gomes com regresso triunfal na Aboboreira

    O piloto penafidelense do Placogomes Racing Team já não competia há quase um ano e nem isso o enferrujou. Estreando um Mitsubishi Lancer EVO VII no Rali Terras D’Aboboreira, dominou a seu belo prazer as contas do Desafio Kumho Portugal e assegurou um brilhante 2º lugar na geral da prova respeitante ao Campeonato Norte de Ralis.

    11 meses e uma semana depois de ter, pela última vez, envergado o capacete para competir, então na edição 2019 do rali de Paredes e mais de três anos após a sua última participação num rali em pisos de terra, José Gomes voltou ao ativo, sendo o Rali Terras D’Aboboreira o palco escolhido, integrando o pelotão do Campeonato Norte de Ralis. A seu lado uma estreia: André Gaspar, que veio assim fazer parte de uma das provas mais bem-sucedidas do piloto penafidelense.

    Estreante era também a “arma” que a dupla utilizou. Pela primeira vez, José Gomes assumiu o volante do Mitsubishi Lancer EVO VII, arma que o colocava entre os possíveis protagonistas d aluta pela geral do rali e pela vitória na Divisão 1 Kumho. Pela frente, a dupla tinha para enfrentar 4 especiais, com um total de cerca de 68 quilómetros contra o cronómetro, distribuídos pelas serras do Marão e da Aboboreira e que anteviam enormes dificuldades para o pelotão, sobretudo nos mais de 23 quilómetros no marão, percorridos por duas vezes.

    José Gomes esteve simplesmente brilhante. Em termos de CNR rubricou o segundo melhor tempo nos três primeiros troços cronometrados, coroando a sua exibição com a vitória na última especial e selando um magnífico 2º lugar no fecho da prova. A tudo isto juntou o domínio absoluto entre os elementos da “armada” Kumho, sendo sempre o mais rápido e conquistando a vitória na Divisão 1 da competição organizada pela ASR Tyres, importador dos pneus coreanos.

    Foi um regresso em cheio que deixa o penafidelense “muito feliz por termos alcançado este fantástico resultado. Foi um regresso que me deixou encantado com o prazer que retirei de todos os quilómetros em competição. Troços duros, mas incríveis, com o do Marão a ter zonas verdadeiramente demolidoras, que exigiram muito de nós, mas que também nos permitiram andar forte e estar sempre entre os melhores. Ao longo da prova, fomos melhorando a nossa adaptação ao carro e fomos introduzindo alterações na afinação da suspensão que resultaram em pleno”. A vitória entre os Kumho representa “uma enorme felicidade. Gostamos muitos dos pneus e da relação que temos com os responsáveis da marca e ficamos muito felizes por ter dado aos Kumho mais um pódio à geral”, destacou ainda José Gomes.

    A pandemia que estamos a enfrentar alterou completamente os planos do piloto e da equipa para 2020. No início do ano, o calendário previsto seria iniciado “no Rali de Vieira do Minho, que serviria de estreia e teste do Mitsubishi, para depois poder estar presente no Rali dos Açores, rali que adoro e onde queria muito voltar. Com a anulação das provas e o confinamento que sofremos, a época ficou praticamente arruinada e cheguei a pensar em não competir este ano até porque, logo depois, inscrevemo-nos para Vila do Bispo e a prova foi adiada para uma data que se revelou impossível para mim, por motivos profissionais”. Assim, esta presença vitoriosa na Aboboreira pode mesmo vir a ser “a única participação do ano” para o volante do Placogomes Racing Team.

    Quanto a 2021, José Gomes assume que gostaria de “disputar com condições para lutar pelo título ou no Campeonato de Portugal de Clássicos ou no Campeonato Norte de Ralis. Vamos aguardar o que se vai passar com esta pandemia, falar com os patrocinadores e decidir com calma, sendo certo que só assumiremos uma época inteira se for para disputar um título!”.

  • João Vinha ganhou ritmo na Aboboreira em jornada positiva para a Quatro Quartos Motorsport

    João Vinha e Cristiano Queiroga assinaram uma exibição de bom nível no Rali Terras D’Aboboreira. Apenas um incidente que ditou uma penalização no fecho os impediu de colocar o Mitsubishi Lancer EVO VI no Top 4 da prova dedicada ao Campeonato Norte de Ralis.

    A dupla de Penafiel apresentou-se à partida da segunda prova em pisos de terra da temporada do Campeonato Norte de Ralis motivada para tentar medir forças com os principais interessados na luta pelos lugares de topo e, mesmo sendo a primeira tirada de João Vinha e Cristiano Queiroga neste tipo de piso, aos comandos do Mitsubishi Lancer EVO VI, cedo se percebeu que a equipa da Quatro Quartos Motorsport não entrou na parte competitiva com qualquer laivo de receio e imprimiram um ritmo que os colocou na ribalta.

    Assinaram o 4º tempo absoluto na 1ª PEC, posição que repetiriam na segunda passagem pelo mesmo traçado na serra do marão, na terceira especial. Já na PEC 2 foram quintos mas na quarta e ultima classificativa do programa lograram aumentar o ritmo e realizar o segundo tempo da geral, sendo de salientar que a longo de toda a prova, os tempos realizados consolidaram um 4º lugar na classificação geral, resultado que viria a ser prejudicado por uma penalização de estrada que os atirou para um 10º lugar final, nada consentâneo com a exibição assumida.

    Em jeito de rescaldo, João Vinha salientava a importância que o rali teve “para continuarmos a ganhar ritmo competitivo, neste que foi apenas a segunda prova que disputamos em 2020 e a primeira em terra, sendo ainda de salientar que viemos para este rali com algumas alterações no nível competitivo do Mitsubishi e seria em competição que iríamos testar essas opções”.

    O piloto penafidelense considera que “temos de estar muito satisfeitos. Não só o carro se mostrou muito bem preparado, estando a minha equipa de parabéns pelo excelente trabalho que fez antes da prova, como também conseguimos demonstrar toda a nossa competitividade, estando sempre entre os mais rápidos nestas especiais muito duras e desafiantes, o que nos deixa muito confiantes para o futuro. Sem a penalização que resultou de um incidente que não devemos relevar, seríamos quartos da geral, em luta direta com grandes pilotos, com carros muito competitivos e como muita mais experiência do que nós”.

    Em jeito de alerta pessoal, João Vinha confessou divertido que terminou o rali “muito cansado, o que indica que claramente tenho de ir para o ginásio e ficar em muito melhor forma, tendo em vista o ano de 2021”, onde o piloto e líder da Quatro Quartos Motorsport quer “tentar montar uma época completa, possivelmente no Campeonato Norte de Ralis e com condições para poder lutar regularmente pelo pódio”.

  • Desafio Kumho. José Gomes estreia-se a vencer

    O piloto de Penafiel comandou o pelotão dos pneus coreanos e foi um dos protagonistas do duplo pódio Kumho no Rali Terras D’Aboboreira 2020. No regresso dos pisos de terra, os pneus Kumho voltaram a estar ao mais alto nível e com resultados de relevo. As duplas José Gomes/André Gaspar e Tiago Almeida/Bruno Azevedo garantiram o 2º e o 3º lugar, respetivamente, na prova do Campeonato Norte de Ralis.

    E o feito em causa foi assumido por equipas a protagonizarem estreias. No caso de José Gomes, veio a combate com um novo Mitsubishi EVO VII e também tinha a seu lado pela primeira vez, o navegador André Gaspar.

    A sua exibição nas serras do Marão e da Aboboreira foi simplesmente notável. Nada limitado nem pelo imenso hiato de tempo desde a sua ultima participação, datada já de 2019, nem pela estreia do carro, José Gomes assumiu um andamento muito forte, registando três segundos lugares nas três primeiras PEC, nas contas do CNR, vencendo mesmo a 4ª e ultima especial, sendo sempre o mais forte em todas elas no que respeita à luta pela supremacia na Divisão 1 do Desafio Kumho Portugal que, neste rali, tinha uma jornada dupla a contar para os Desafios Kumho Terra e Kumho Norte. O piloto de Penafiel saiu assim do rali com a pontuação máxima possível nas contas Kumho.

    Logo atrás, Tiago Almeida era o piloto de serviço na estreia absoluta do Mitsubishi Mirage em ralis nacionais. O piloto enfrentou as duras especiais da prova logo após ter sofrido um acidente pessoal que o deixou com uma mão magoada e que o afetou com dores ao longo de toda a prova. Mesmo assim, não baixou os braços e foi sempre rápido, terminando a 37,3 segundos de José Gomes, juntando ao excelente 3º lugar na geral do rali, o 2º posto nas contas Kumho desta divisão.

    Regularidade leva João Silva à vitória na Divisão 2

    As contas da Divisão 2 do Desafio Kumho Portugal passaram por apurar quais seriam as equipas que conseguiriam apresentar nos quatro duros troços de terra a melhor relação entre rapidez e fiabilidade.

    Os longos 23,67 quilómetros da PEC inicial, na serra do Marão, apresentaram os argumentos de força de Tiago Caetano e Luís Boiça que venceram o troço com larga vantagem sobre os demais. A dupla viria a registar um mau tempo na 2ª PEC, mantendo, no entanto, o comando, mas antevendo que algo se passaria no Citroen Saxo.

    E assim era. Na terceira classificativa, uma avaria colocou-os fora do rali, saltando para a liderança João Silva e José Azevedo, mais rápidos nesse troço. Sempre muito eficazes aos comandos do Nissan Micra, foram para a última especial com a liderança controlada e chegaram a um justo triunfo, construído com a capacidade que têm vindo a demonstrar de assinarem exibições onde as falhas são raras. Esta vitória reforça a candidatura da dupla ao título Kumho a norte.

    O 2º lugar final na Divisão 2 foi o prémio para a garra e a entrega dos estreantes João ferreira e Ana Ferreira. Para além do excelente resultado, levam ainda para casa a satisfação complementar de terem sido os mais rápidos na última especial, coroando um rali onde foram sendo cada vez mais rápidos.

    Inglória foi a presença do Peugeot 206 GTi de David Santiago e Tiago Neves, forçados a desistir logo no primeiro troço, devido a um problema mecânico.

    O 3º Desafio Kumho Portugal ruma agora novamente a sul. Terá dupla jornada, cumpridas nos dois dias de competição do Rali Casinos do Algarve. As mesmas, com pontuações distintas, contarão para os Desafios Kumho Asfalto e Sul.

  • Lucas Simões vence na Aboboreira e sagra-se Campeão Norte!

    O jovem piloto alcançou a quarta vitória da temporada em cinco possíveis e transformou o domínio exercido na conquista do título do Campeonato Norte de Ralis.

    Com a ausência de Fernando Peres e Gaspar Pinto, respetivamente segundo e terceiro nas contas do campeonato a norte, o favoritismo de Lucas Simões no Rali Terras D’Aboboreira subiu em flecha. Em defesa da verdade, registe-se que esse favoritismo nasce do mérito e dos resultados. O piloto, que tem alternado um Mitsubishi EVO IX e outro EVO VI, consoante sejam pisos de asfalto ou de terra e que conta com os doutos serviços de Simplício Gonçalves a navegar, tem dominado quase por completo as provas a norte, tendo sido derrotado por Peres apenas uma vez, nos três confrontos em que estiveram envolvidos.

    No rali do Clube Automóvel de Amarante, a dupla esteve imparável, vencendo de enfiada os primeiros três troços dos quatro que havia para enfrentar, colocando-se me posição de abordar a especial final com o pé menos pesado no acelerador, carimbando assim um triunfo que se transformou no título tão ambicionado. Para o piloto, esta foi uma prova “simplesmente fantástica. Iniciamos com algumas cautelas pois já não competíamos em pisos de terra há quase nove meses e quisemos tomar pulso ao carro e ao ritmo. Mesmo assim, andamos sempre rápido e, felizmente, cedo nos vimos longe dos adversários e conquistamos uma vitória que considero justa”. Para o jovem piloto, o título é “motivo de uma felicidade imensa. Era o objetivo a que nos propusemos no início da época e conseguimos alcançá-lo de uma maneira que não deixa dúvidas. Quero agradecer aos meus patrocinadores, à minha equipa e à minha família pois, sem o seu apoio, não teria sido possível!”.

    A luta pelos restantes lugares do pódio ficou reservado aos dois principais protagonistas do Desafio Kumho Portugal.

    De Penafiel, veio José Gomes que estreou um Mitsubishi Lancer EVO VII e que, tendo como copiloto André Gaspar, foi sempre quem mais perto rodou de Lucas Simões, amealhando 3 segundos lugares em outras tantas classificativas e chegando mesmo ao triunfo na quarta e última tirada contra o cronometro, terminando a 56,7 segundos dos vencedores. Assinou uma exibição notável. Logo atrás de si, a dupla formada por Tiago Almeida e Bruno Azevedo apresentou ao universo motorizado português um raro Mitsubishi Mirage que revelou um excelente nível competitivo e que os levou a um excelente 3º lugar final, 37,3 segundos atrás de Gomes.

    Augusto Costa volta a dominar nas duas rodas motrizes

    No 4º posto da geral terminaram os “intratáveis” Augusto Costa e Susana Silva que, no ano que estamos a viver, têm sido simplesmente intransponíveis na luta pela predominância nas duas rodas motrizes. Exemplares, como sempre, na forma como conseguem casar rapidez e segurança aos comandos do Peugeot 208 VTI R2, assinaram uma prova de grande nível e voltaram a dominar a sua categoria.

    O Top 5 final ficou completo com a presença no 5º lugar de António Oliveira e Marco Vilas Boas. Como sempre, extraíram tudo do “velho” Peugeot 205 GTi e voltaram a alcançar um resultado de grande relevo.

    Terminaram o Rali Terras D’Aboboreira 2020 11 equipas do Campeonato Norte de Ralis que tem ainda prevista mais uma prova, a saber, o Rali de Paredes, no quarto fim-de-semana de novembro.

  • Armindo Araújo vence Rali Terras D’Aboboreira e regressa ao comando do CPR

    O piloto do Skoda Fabia R5 Evo da The Racing Factory assinou uma exibição a rondar a perfeição na prova do Clube Automóvel de Amarante. Sempre na frente da luta nacional, chegou ao triunfo absoluto mercê do erro cometido pelo francês Adrien Fourmaux, mais rápido nos troços no Ford Fiesta R5 MK II da M-Sport.

    A questão da vitória absoluta no rali terras D’Aboboreira, penúltima prova do Campeonato de Portugal de Ralis 2020 ficou resolvida num controle de partida, antes mesmo dos principais protagonistas rumarem às quatro especiais contidas no programa do segundo e último dia de competição. A dupla oficial da M-Sport formada por Adrien Fourmaux e Jamoul Renauld penalizou dois minutos por avanço e, mesmo vencendo os 4 troços do dia, caíram para o 5º lugar final, depois de terem demonstrado que seriam naturalmente favoritos a saírem de Portugal com uma vitória no bornal.

    Mas verdade seja dita que, Armindo Araújo e Luís Ramalho fizeram sempre jogo de igual para igual com os franceses. Terminaram o primeiro dia no 2º posto da geral, a três décimas de segundo dos homens da M-Sport e venceram uma das duas especiais disputadas. Durante a jornada de sábado, demonstraram sempre um andamento “mundialista”, perdendo escassos segundos na estrada e controlando sempre as lides da luta entre os principais protagonistas do CPR, chegando assim a um saboroso duplo triunfo: vitória no rali e nas contas do campeonato, mercê dos importante spontos extra que recolheram das vitórias entre os portugueses em 4 dos seis troços e da segunda posição na “Power Stage” de fecho.

    “Fomos muito fortes ao longo de todo o rali. Atacámos onde achámos que o devíamos fazer e gerimos o ritmo conforme nos era mais útil. Desde a entrada no parque de assistência da manhã do ultimo dia de prova que sabíamos do erro do Adrien Fourmaux que lhe iria valer uma penalização e, por isso, não estávamos preocupados com o ritmo dele. Claro que vencer à geral é um duplo sabor, mas o nosso grande objetivo era a vitória entre os concorrentes do CPR”, disse no final Armindo Araújo. Com 8,88 pontos de vantagem sobre o seu direto e único adversário na luta pelo título, as contas finais serão feitas no Rali Casinos do Algarve dentro de quinze dias. “Toda a equipa fez um excelente trabalho, o carro estava perfeito e estamos muito motivados para a última prova. É claramente melhor partimos em vantagem, mas sabemos que ainda nada está ganho. O nosso foco é sermos campeões”, reconheceu o piloto que persegue o que será o seu sexto título.

    O 2º lugar alcançado por Ricardo Teodósio e José Teixeira teve um sabor agridoce para a dupla algarvia do Skoda Fabia R5 EVO com as cores do Team Vito Skoda. Sendo um resultado de relevo, a que juntaram duas vitórias em especiais, incluindo na “Power Stage”, representou o adeus à possível renovação do título alcançado em 2019, pois só a vitória ainda lhes daria esperança de continuarem na luta. Memso assim, mais uma boa exibição de Teodósio.

    Ao mais alto nível esteve o jovem Miguel Correia. Navegado pelo experiente António Costa, o piloto nortenho está a realizar uma época de 2020 de fino recorte, mostrando-se cada vez mais afoito e capaz de rodar rápido de forma consistente, com resultados que, até à data, já eram muito positivos.

    Mas nas Terras D’Aboboreira, Miguel Correia elevou as cores da equipa Socicorreia a um nível acima e, do primeiro ao último quilómetro, esteve sempre na luta pelo pódio, lugar onde colocou o seu Skoda Fabia R5 com o mérito que só nasce do talento, algo que tem vindo a demonstrar possuir. A continuar assim, a sua carreira será longa e bem-sucedida.

    No quarto lugar terminaram Bruno Magalhães e Carlos Magalhães, que chegaram ao rali no comando do campeonato. Nunca revelaram argumentos para colocarem o Hyundai i20 R5 na refrega pela vitória, ou mesmo pelo pódio, mas, pelo menos, angariaram os pontos suficientes para irem para a última prova do ano com legítimas aspirações ao título nacional, embora agora já dependentes do que farão Araújo e Ramalho.

    Daniel Nunes conquista triunfo suado nos 2R2L

    Quando ao campeonato reservado aos carros com duas rodas motrizes e motores até dois litros (2R2L), a prova ofereceu-nos um duelo verdadeiramente espetacular entre a dupla açoriana Ruben Rodrigues/Estevão Rodrigues e a equipa formada por Daniel Nunes e Nuno Mota Ribeiro. Sendo o Peugeot 208 VTI R2 o argumento competitivo utilizado pelas duas duplas, assistiu-se a uma luta sem quartel, de fio a pavio da prova.

    Ruben Rodrigues comandou as lides até à última especial, mas com Daniel Nunes a, paulatinamente, recuperar tempo, sobretudo durante o sábado e, num forcing final, a conseguir desalojar o açoriano do comando já na última especial do rali, chegando a uma vitória que coloca Nunes praticamente às portas do título.

    O pódio nesta categoria foi alcançado por Ricardo Sousa e Luís Marques que, também aos comandos de um 208 VTI R2, rubricaram uma atuação sólida e sem falhas. Já Adruzilo Lopes e José Janela levaram o Mitsubishi Lancer IX equipado com pneus Kumho ao triunfo no Grupo RC2N.

    Uma palavra para o Clube Automóvel de Amarante que assinou uma organização com um nível alto e sem falhas visíveis. O Rali Casinos do Algarve, derradeira prova do CPR 2020 está agendado para os dias 13/14/15 de novembro.

  • Rali Terras D’Aboboreira: Adrien Fourmaux lidera após etapa inaugural

    O francês da M-Sport vai para a jornada decisiva de sábado com apenas três décimas de segundo(!) de vantagem sobre Armindo Araújo, que venceu uma das duas especiais. Ricardo Teodósio é terceiro a apenas 1,8 segundos da frente da prova. A prova do Clube Automóvel de Amarante promete emoção até ao fecho.

    Não poderia ter arranca melhor o regresso do Campeonato de Portugal de Ralis aos pisos de terra. Após 32 quilómetros contro o cronómetro, correspondentes às duas passagens pela especial de Aboboreira, o rali foi para o descanso com o Top 5 preso por apenas 13,9 segundos, dois vencedores diferentes nas PEC e lutas bem acesas também pelos lugares mais atrás na geral.

    Os campeões nacionais Ricardo Teodósio e José Teixeira, no Skoda Fabia R5 EVO do Team Vito Skoda, deram o mote com o triunfo na qualifying stage, escolhendo sair numa ordem de partida que os colocou na estrada a seguir a todos os principais rivais, para assim beneficiar de pisos mais limpos.

    Mas, quando a prova arrancou, foram Armindo Araújo e Luís Ramalho a imporem as cores do Skoda Fabia R5 da The Racing Factory, sendo os mais rápidos na 1ª especial da prova, com um avanço de 3.6 segundos sobre a surpresa destes primeiros quilómetros: Miguel Correia que, acompanhado por António Costae aos comandos do Skoda Fabia R5 da Socicorreia, foi o segundo mais forte, a 3,6 segundos do pentacampeão nacional, com os franceses Adrien Fourmaux e Janoul Renaud a colocarem o Ford Fiesta R5 MK II oficial na 3º posição da tabela, a 4,5 segundos da melhor marca.

    Só que na segunda passagem pelo troço, a dupla da M-Sport puxou pelos galões tirou 8,4 segundos ao tempo da passagem inaugural, venceu o troço e saltou para o comando da prova, chegando assim ao parque fechado na liderança após o primeiro dia de competição.

    Armindo Araújo não melhorou a sua marca, fez apenas o 3º tempo e, ao perder 4,8 segundos para Fourmaux, caiu para segundo na tabela, a apenas 0,3 segundos dos novos líderes, continuando, no entanto, na frente do pelotão que está a lutar pelo campeonato. “Entrámos muito bem no rali e conseguimos impor um ritmo muito forte logo à partida. Na segunda passagem não apliquei a energia necessária e não fomos tão rápidos como esperávamos. Ainda assim, estamos na liderança da prova entre os concorrentes do CPR e a apenas três décimas do líder (Adrien Fourmaux). Ainda falta muito rali e vamos lutar pela vitória até ao final”, afirmou Armindo Araújo.

    Já Ricardo Teodósio foi o segundo mais lesto nesta classificativa e subiu para a 3ª posição da geral, 1,8 segundos atrás de Araújo. Autor de mais uma excelente passagem, Miguel Correia está a fazer a melhor exibição de uma temporada que tem sido muito positiva e é 4º classificado, a 8,1 segundos, tendo logo atrás de si Bruno Magalhães. O líder do campeonato, como sempre acompanhado no habitáculo do Hyundai i20 R5 oficial por Carlos Magalhães, teve um início de prova menos forte mas está a apenas 13,9 segundos da frente da prova e tem ainda uma palavra a dizer.

    Na luta dos 2R2L, liderança após o dia inicial para os açorianos Ruben Rodrigues/Estevão Rodrigues (Peugeot 208 R2), numa batalha exclusiva deste modelo da marca francesa, já que Daniel Nunes/Nuno M. Ribeiro e Ricardo Sousa/Luís Marques, são segundos e terceiros, respetivamente, com as 3 duplas a irem para a etapa final separadas por 8,7 segundos.

    Neste sábado (31 outubro) corre-se a 2ª Etapa que se inicia às 8h45, integrando as especiais de Amarante (23,67 km) e Baião (10,52 km), troços igualmente cumpridos por 2 vezes. O pódio final do Rali Terras d’Aboboreira está agendado para as 16h00 em Marco de Canaveses, centro nevrálgico da prova.