Categoria: Ralis

  • Desafio Kumho: Fernando Peres dá lição em Vila do Bispo sobre a arte de dominar um rali!

    Passam os anos, mas a arte e o talento continuam lá. O piloto portuense, acompanhado por José Pedro Silva, foi ao rali Vila do Bispo vencer e convencer. 5 especiais, outras tantas vitórias e mais um triunfo, oferecendo assim mais uma vitória absoluta aos pneus Kumho.

    Já em 2019, a dupla da Peres Competições tinha logrado executar uma “faena” idêntica, então no Rali Alitém. Quando em pisos de terra, Fernando Peres eleva o seu nível a um patamar que fica ao alcance de poucos e, desta feita em Vila do Bispo, o portuense voltou a não dar veleidades, ganhando tudo o que havia para ganhar e construindo uma vitória mais do que justa. À vitória no rali, juntou obviamente o domínio na Divisão 1 do Desafio Kumho Portugal 2020, que aqui tinha uma tripla jornada, ao contar para os Desafios terra, Centro e Sul.

    O 2º lugar foi ocupado pela dupla formada por Daniel Ferreira e Rodrigo Pinheiro, num Mitsubishi Carisma GT preparado pela Domingos Sport. Estes foram autores de uma prova muito positiva, sendo sempre segundos nas contas da divisão e assegurando ainda no final um bom 6º posto na geral. Quase que a “papel químico”, Rui Rijo e Gonçalo Assunção rodaram sempre no 3º posto e foi aí que concluíram a prova, tendo ainda conseguido que o seu Mitsubishi Lancer EVO IX os levasse até ao Top 10 absoluto do rali.

    A discussão do 4º lugar deu-se com um interessante duelo entre os dois Subaru Impreza inscritos na Divisão 1 Kumho. E seria a equipa estreante entre a “armada” Kumho a superiorizar-se. Vasco Tintim e a sua filha Filipa Tintim controlaram os acontecimentos, terminando no 4º posto, amealhando no final um avanço de 25 segundos sobre José Batista e Jorge Rita, que, mesmo assim, garantiram um excelente quinto lugar.

    Rui Mendes resistiu e venceu a batalha da Divisão 2

    Com um Toyota Corola 2.0 a funcionar que nem um relógio suíço, Rui Mendes e Bruno Pedrosa foram os grandes vencedores em Vila do Bispo, no que respeita às contas da Divisão 2 Kumho.

    Rápidos, constantes e focados em não cometer erros nem forçar a mecânica, Mendes e Pedrosa foram quatros na especial inaugural, saltaram para o terceiro posto na 2ª PEC e chegaram ao comando na terceira classificativa, de onde mais não foram desalojados. O trinfo dá-lhes assim alento para lutar pelo troféu a Sul. Mas quem dominou no início da prova esta divisão foi a dupla formada por Marco Ferreira e Edgar Gonçalves, imperiais nas duas primeiras especiais, que venceram, mas, no 3º troço, uma ligeira saída de estrada afetou o seu Citroen Saxo VTS, levando-os ao abandono.

    O pódio ficou completo com Viana Martins/Vítor Viegas (Opel Astra GSI) no segundo posto, cabendo a Bonito Ramos/Florival Neto (Peugeot 207) subir ao último degrau do pódio. A virtude competitiva das duas duplas ditou-lhes essas recompensas para as exibições sem mácula que realizaram. Sempre regular e no passo certo, Jaime Falcão voltou a “entregar a carta a Garcia”, registando mais um rali terminado e logo com um bom quarto posto e voltando a amealhar preciosos pontos. A regularidade compensa sempre!

    Paulo Anselmo e Eduardo Gonçalves quase que não chegaram a aquecer, pois desistiram logo no segundo troço, quando estavam na luta pelo comando da Divisão 2, devido a problemas mecânicos no seu BMW 318i. A lista de desistentes incluiu ainda Filipe Silva e Ricardo Martins. Crónicos candidatos a lutar pelos lugares de topo na Divisão 2, ainda forma terceiros no primeiro troço, mas, a partir daí, o motor do Citroen Saxo VTS decidiu começar a falar até os forçar a desistir.

    O 3º Desafio Kumho Portugal volta às lides já nos próximos dias 30 e 31 de outubro. A norte, o Rali Terras D’Aboboreia acolhe uma jornada a contar para os Desafios Terra e Norte, enquanto a sul, será em Portimão que se disputará mais uma jornada dos Desafios Asfalto e Sul.

  • Miguel Nunes chega ao tetra na Madeira

    texto: Joaquim Amândio Santos * Foto de destaque: João Tiago

    Ao triunfar no Rali Cidade de Santana, o piloto da The Racing Factory selou o título regional madeirense, a uma prova do fecho do campeonato, mercê das quatro vitórias alcançadas em outras tantas provas já disputadas na Pérola do Atlântico.

    E esta vitória acabou por ser muito tranquila. Miguel Nunes, acompanhado pelo navegador João Paulo, impôs o Skoda Fabia R5 EVO em 6 das 7 provas especiais de classificação, não dando veleidades aos adversários presentes. No fecho das contas deste Rali Cidade de Santana, o segundo lugar foi assegurado por Rui Fernandes/Ricardo ventura (Ford Focus WRC9, enquanto Filipe Pires/Vasco mendonça colocavam o seu Mitsubishi Lancer EVO X no último degrau do pódio.

    O piloto sagra-se assim campeão ‘em casa’, pois é natural do Faial, dominando o rali onde venceu Depois dos títulos alcançados em 2010, 2012 e 2014, Miguel Nunes volta assim a sentir o ‘sabor’ do título regional de ralis, festejando na sua terra natal o quarto título regional da carreira, num momento que rotula de “muito emocionante. Seis anos depois é fantástico conseguirmos voltar a ser campeão!”.

    Quando ao desenrolar da prova, Miguel Nunes refere que o rali “foi encarada de uma forma diferente. Os principais adversários decidiram não participar e isso levou-nos a abordar o rali com a cautela necessária para terminarmos a prova e fechar as contas do título. Mesmo assim, na aprte final da prova, testamos soluções no carro e imprimimos um andamento mais forte, mas sempre entro dos limites de segurança. Vencemos e conseguimos o título, tornando a prova perfeita!” .

    No que respeita ao futuro, o piloto está focado no que falta desta época e só tem previsto “fazer a ultima prova para cumprir o campeonato na íntegra, respeitando o acordo com os patrocinadores. Vamos para o ultimo rali para ganhar!”. Quanto a 2021, o piloto quer “continuar este trabalho com a The Racing Factory, que resultou na perfeição e vamos falar com os patrocinadores para tentar no próximo ano chegar ao quinto título madeirense”.

    Neste Rali Cidade de Santana também ficaram fechadas as contas de outros títulos. Filipe Pires garantiu a vitória no Grupo RC2N, o mesmo fazendo Filipe Freitas (Porsche 911 GT3 Cup) entre os R-GT, terminando o rali no 4º lugar da geral. Rui Fernandes (Renault Clio IV RS) sagrou-se vencedor da Taça para os RC3.

  • Rali de Vila do Bispo marca arranque do Campeonato Sul de Ralis

    Irá finalmente para a estrada nos próximos dias 17 e 18 de Outubro o Rali de Vila do Bispo, prova pontuável para o Campeonato Regional de Ralis Sul e para os Desafios Kumho Portugal Terra, Sul e Centro.

    Quase 30 equipas vão estar presentes naquele concelho do litoral atlântico algarvio para enfrentar as características estradas de terra arenosa do rali organizado pelo Clube Automóvel do Sul. A prova arranca no Sábado, com as habituais verificações técnicas e administrativas estando a parte competitiva marcada para o dia de Domingo, com passagens matinais pelos troços Eólicas e Pedralva.

    Tudo começará e terminará em Eólicas, um troço de 14,98km com as suas retas muito rápidas e curvas fechadas em areia, traçado no Parque Eólico da Costa Vicentina, com direito a tripla passagem, estando assegurada pelo meio a dupla passagem por Pedralva, outro habitué deste rali, feito desta vez em sentido contrário ao costume, começando na aldeia da Pedralva e terminando perto de Budens num total de 10,04km e que garante uma adrenalina enorme devido aos seus grandes estradões pelos topos dos montes em redor destas povoações e que tem como ponto alto o seu espetacular salto no início do troço.

    Vivemos tempos difíceis para todos e com eles estão associadas medidas ainda mais especiais que serão fundamentais serem cumpridas para o correto funcionamento do evento, nomeadamente a limitação no acesso aos troços por parte do público, estando esse acesso apenas garantido aos profissionais credenciados no evento com licença FPAK MEDIA válida e que cumpram todas as medidas de proteção para o COVID-19.

    Mas não serão apenas estas as limitações adjacentes ao Rali de Vila do Bispo. As credenciais para os OCS serão numeradas de maneira a que a sua identificação seja mais fácil e o acesso ao Parque de Assistência será também limitado a apenas seis elementos de OCS, por um período limitado de 30 minutos, e mediante a medição da temperatura corporal à entrada do mesmo e do uso obrigatório de equipamento de proteção individual (EPI). Após o término deste tempo terão de abandonar o espaço e caso não o façam a sua entrada futura será vedada.

    O Pódio funcionará como descrito no Plano de Contingência do Rali de Vila do Bispo, aprovado pela DGS e pelas autoridades locais, sendo que a presença de OCS no mesmos será ainda mais restrita. Para além da obrigatoriedade do uso de EPI, os elementos acreditados terão de estar a uma distância nunca inferior a três metros dos concorrentes, acrescentando ainda que a pretensão de presença no Pódio terá de ser comunicada anteriormente à Organização do Rali, estando esta no direito de aprovar ou recusar o pedido.

  • Armindo Araújo foi o mais rápido no Qualifying do Vidreiro

    O Qualifying Stage, disputado ao início da tarde de hoje, nas estradas da Mata Nacional do Pinhal do Rei, marcou o arranque da quinta prova da temporada do Campeonato de Portugal de Ralis. Armindo Araújo e Luís Ramalho venceram a qualificação do Rali Vidreiro, num duelo onde o equilíbrio foi nota dominante.

    A dupla do Skoda Fabia R5 Evo, preparado pela The Racing Factory, entrou com o pé direito no rali organizado pelo Clube Automóvel da Marinha Grande e quer manter esta toada vitoriosa durante as nove especiais que terá pela frente. “É sempre importante entrar a vencer e foi isso que fizemos hoje no qualifying. Fomos mais fortes que os nossos adversários e sentimos que estamos com o ritmo que pretendemos para lutar pela vitória final. Vamos ser os primeiros a escolher a posição de saída para amanhã e ainda que não seja um fator determinante nos ralis de asfalto, há alguma vantagem em partir na frente. Estamos muito confiantes”, afirmou Armindo Araújo.

    A escolha da ordem de partida foi realizada ao final da tarde, tendo o pentacampeão nacional optado por sair na frente., As provas especiais de classificação estão agendadas para o dia de amanhã, sábado. Tripla passagem por Campos do Lis, Pinhal do Rei e São Pedro de Moel, com a partida no centro da Marinha Grande marcada para as 8h00.

  • 17 PEUGEOT 208 Rally 4 no Rali Vidreiro

    Está de regresso o Campeonato de Portugal de Ralis e com ele a segunda prova da temporada da Peugeot Rally Cup Ibérica 2020. Com 17 carros e algumas caras novas na presente época, o Rali Vidreiro/Centro de Portugal promete ser palco de uma animada luta “entre leões”.

    Com nove especiais concentradas num dia de prova, este segundo rali do ano para os homens da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2020 arranca com o Shakedown ao final da manhã de dia 9 de outubro (sexta-feira), seguindo-se uma etapa única, no sábado, com nove especiais.

    O Campeonato de Portugal de Rali 2020 volta este fim-de-semana com a discussão de uma das mais carismáticas jornadas de asfalto da temporada, o Rali Vidreiro/Centro de Portugal. A prova organizada pelo Clube Automóvel da Marinha Grande é a segunda pontuável para a PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2020, que conta com nada mais nada menos que 17 carros e uma lista de inscritos recheada de nomes de relevo na competição.

    Destacam-se, naturalmente, os vencedores das duas anteriores edições da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA. Daniel Berdomas (2019) que, depois da impressionante prestação com o Citroën C3 R5 no Rali do Alto Tâmega, regressa agora à competição levada a cabo pelas filiais PEUGEOT de Portugal e Espanha com o 208 Rally 4 da equipa GC Motorsport, e também Roberto Blach (2018), que no Rali do Alto Tâmega se viu forçado a abandonar após despiste.

    Além destes dois “cabeças de cartaz” a prova da região centro vai contar com mais um lote importante de formações que mostraram credenciais há pouco mais de um mês em Trás-os-Montes e neste lote está a dupla Pedro Antunes/Pedro Alves (vencedores entre os Juniores de 2019) e que entraram ao ataque na primeira prova, assumindo a liderança da competição. Logo atrás surgem Oscar Palomo/José Bouzas, segundos classificados em Chaves e líderes da categoria Junior, Sergi Cornellas/Maria Hage, Pedro Almeida/Hugo Magalhães e Alejandro Rodriguez/Alejandro Fernandez, entre outros. Destaque ainda para os estreantes na competição e que escolheram a Marinha Grande para este debute. São eles Rui Lopes/Nuno Alves, Carlos Fernandes/Bruno Abreu e Miquel Socias/Laura Bravo.

    O Rali Vidreiro Centro de Portugal arranca esta sexta-feira com o Shakedown, que terá lugar a partir das 12h00. Para sábado está agendada a única etapa da prova, com três troços cumpridos em sistema de ronda por três vezes, totalizando pouco menos de 100 quilómetros ao cronómetro, são eles Campos do Liz, Pinhal do Rei e São Pedro de Moel.

  • Fábio Santos e Ricardo Sismeiro no Vidreiro para reforçar posições

    Depois dos problemas mecânicos em Vouzela terem tirado à dupla do Prototype FS team uma vitória “cantada” na Divisão 2 Kumho e um lugar bem dentro do top 10 do rali, agora o foco está na manutenção e reforço das lideranças das duas competições dos pneus coreanos que estão entre os objetivos principais de época. O rali Videreiro é uma prova muito especial para a dupla porque é “à porta de casa”.

    A época de 2020 tem sido árdua desafiante e, a espaços, ingrata para Fábio Santos e Ricardo Sismeiro. Problemas mecânicos, normalmente de pequena monta, apresentam-se como um óbice ao que poderia, até ao momento, ser uma época ainda mais bem-sucedida e profícua.

    Mas, mesmo assim, o talento e a competitividade da dupla têm chegado e sobrado para estarem, agora que entrámos na fase decisiva da época, na liderança dos Desafios Kumho Asfalto e Centro, no que concerne às contas da Divisão 2. Estão ainda na discussão dos lugares de pódio nas duas rodas motrizes do Campeonato Centro de Ralis e este trio de objetivos está perfeitamente ao alcance e, como refere Ricardo Sismeiro, navegador e team manager, a equipa “tem trabalhado de forma metódica e eficaz na preparação das provas, garantindo-nos não apenas que o Citroen está capaz de enfrentar a forte concorrência, como nos dão total confiança no trabalho que têm feito no desenvolvimento do seu índice de competitividade”.

    E chega o momento de enfrentar uma das provas que mais diz a Fábio Santos e Ricardo Sismeiro. O Rali Vidreiro é sempre muito especial para a dupla de Leiria porque é “claramente o nosso rali, onde temos famílias e amigos a puxar por nós e, como tal, queremos sempre assinar uma exibição bem conseguida”,afirma Fábio Santos.

    O piloto assume que “este é um rali muito importante para as contas finais das competições que queremos vencer. Vamos encarar esta prova desafiante com muita concentração. Não podemos esquecer que, mesmo estando nós e com todo o mérito, na discussão de títulos, esta é também uma época de aprendizagem e evolução, não apenas do carro, mas também nossa, enquanto piloto e navegador. Eu e o Ricardo estamos cientes de que ainda temos muito que evoluir, mas também não deixamos de nos sentir orgulhosos da carreira que já construímos”. Assume ainda que “estaremos no Vidreiro para alcançar um resultado forte, sobretudo nas contas da Divisão 2 Kumho. Uma presença no pódio e, se tudo correr sem problemas, a vitória estará na nossa mira”.

    O programa competitivo deste Rali Vidreiro 2020, para todas as competições envolvidas, será totalmente concentrado no dia de sábado, 10 de outubro.

  • Rally Resende Douro Verde é novidade absoluta no calendário do Centro

    O Targa Clube volta às lides organizativas da modalidade e leva para a estrada este novo rali, nos dias 28 e 29 de novembro, o Rally Resende Douro Verde: A prova fará do Campeonato Centro de Ralis, contando ainda para o 3º Desafio Kumho Asfalto, Centro e Norte.

    Será o primeiro evento que a agremiação portuense realizará em 2020, depois do cancelamento de várias provas que estavam previstas para este ano devido à pandemia de Covid-19.

    “Já tínhamos Resende em mente há muito tempo. E de facto aqui há condições magníficas para realizar uma prova desta natureza, e quando as pessoas têm força de vontade tudo se concretiza. Viemos encontrar uma grande recetividade junto do município e na pessoa do seu presidente, Garcês Trindade”, começou por salientar Fernando Batista, o histórico dirigente do Targa Clube, que destacou ainda o facto de ser “a primeira prova que, esperamos nós, vamos organizar este ano, já que as anteriores foram todas canceladas”. Além disso também sublinhou a colaboração desde logo disponibilizada pelo Clube de Automóveis de Caldas de Aregos na pessoa do seu presidente Casimiro Peralta, pois “toda a ajuda é bem-vinda. São várias as centenas de pessoas, que cada um no seu posto, desempenham um papel imprescindível para que o rali se realize. Destacando a importância do apoio municipal, das forças de segurança e sanitárias, “sem as quais é impossível realizar um evento desta natureza”, Fernando Batista apontou também a importância que o automobilismo pode desempenhar para a promoção de uma região como a do Douro intermédio, onde se insere Resende.

    O dirigente do Targa também chamou a atenção para o protocolo sanitário em que o automobilismo nacional se está a destacar, enviando uma palavra de apreço à Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting, que se fez representar na apresentação do avento. “Imagino a dificuldade que estará a ser dirigir este desporto numa altura de pandemia como esta”.

    Ni Amorim confirmou essa mesma dificuldade ao fazer lembrar que é com imenso esforço que vai ser possível realizar este ano menos de um terço das provas realizadas no ano passado. “Não passará de uma centena, devido às enormes limitações que tivemos. Mas também posso dizer que tenho testemunhado um grande rigor nas medidas de segurança sanitária, pois para além de ver pessoas de máscara nas classificativas de ralis até agora os casos de Covi-19 neste desporto têm sido zero”. Para o líder federativo, isso mostra “o rigor que temos tido ao nível da segurança”, reiterando que a modalidade “não se pode dar ao luxo de um novo confinamento. Não resistiremos, como aliás a economia do país também não”.

    Já o autarca de Resende, Garcez Trindade, destacou a forma como o Targa Clube se empenhou na prova e na tradição que a região tem no desporto motorizado: “Basta ver que as perícias que temos tido no concelho. E a ideia é que a tradição se mantenha, pois é um polo dinamizador do turismo e da economia local. Faço minhas as palavras do Fernando Batista ao dizer que espero que a prova se venha a realizar na data prevista, e que não haja imponderáveis de natureza sanitária que nos impeçam de a fazer”.

    O Rally Resende Douro Verde vai para a estrada a 28 e 29 de novembro e consta de sete classificativas em pisos de asfalto; duas passagens pelos troços de Resende/Enxertado, Miomães/S. Romão e Canizes/S. Cristóvão e uma por S. Martinho de Mouros/Paus. Terá cerca de 60 quilómetros contra o cronómetro, incluídos num percurso total a rondar a centena e meia.

  • Rali Vidreiro: Teotónio e Morgadinho com motivação máxima e ambição igual

    Fernando Teotónio e Luís Morgadinho têm um alvo na sua mira: vencer na Marinha Grande. Aos comandos do Mitsubishi Lancer EVO X do Macambi Racing Team, a dupla sabe que só esse resultado serve para as suas aspirações e quer dar seguimento ao sucesso obtido em Vouzela.

    Longe vão as nuvens que, a espaços, ensombraram a temporada 2020 de Fernando Teotónio e Luís Morgadinho. A consagrada dupla do Macambi Racing Team tem as energias em alta, completamente renovadas após a magnífica exibição que assinaram no Constálica Rally Vouzela, prova que dominaram a seu belo prazer e onde regressaram às vitórias absolutas.

    Agora, é sem qualquer temos nem hesitação no foco, na ambição e nas palavras com que o piloto assume ter um único objetivo. Fernando Teotónio diz de forma bem clara que “vamos à Marinha Grande para atacar com tudo e desde o primeiro quilómetro!”. Assume saberem que “só a vitória nos interessa para podermos continuar a lutar pelo título. Vai ser um rali duro, com troços muito técnicos e desafiantes e onde enfrentaremos adversários de grande nível. Estamos preparados e sabemos o nosso valor. O Rali tem tudo para ser emocionante e esperamos chegar ao fim com um triunfo, continuando na senda que reiniciamos em Vouzela”.

    Logo após esse rali, Fernando Teotónio e Luís Morgadinho realizaram uma sessão de testes que, segundo o navegador e team manager, decorreu “de forma fantástica. Em conjunto com os técnicos da Domingos Sport testamos algumas alterações no carro e vamos confiantes de que conseguimos melhorar a sua competitividade, de forma a estarmos capazes de ser ainda mais rápidos. Queremos ganhar no Vidreiro e sentimos que temos as condições técnicas para o fazer. Agora, há que atacar na estrada!”.

    Este Rali Vidreiro ostenta no programa com nove especiais. Três traçados, com tripla passagem por Campos de Liz (11.16 Km), Pinhal do Rei (8,5 Km) e São Pedro de Moel (13,3 Km), que serão cumpridos ao logo do dia de sábado, com cada ronda separada por reagrupamento e visita de 30 minutos ao Parque de Assistência, situado na Marinha Grande.

  • Pedro Santos e Beatriz Pinto no Vidreiro para evoluir

    A dupla do RTS Rallye Team, apoiada pela Óptica Central e LPM Grupo NOV, sente-se muito motivada para dar seguimento ao resultado alcançado na última prova disputada, deitando definitivamente para trás os momentos menos positivos do arranque da época.

    E já são muitas as ganas de ver o controle de partida da primeira especial do Rali Vidreiro pois Pedro Santos e Beatriz Pinto já não competem desde o Rali de Mesão Frio, disputado em agosto passado. A dupla vai utilizar o já habitual Peugeot 206 RC que foi alvo de uma profunda revisão e está pronto para a prova “caseira” de Pedro Santos.

    O piloto leiriense e a navegadora nortenha querem, nesta edição da prova organizada pelo Clube Automóvel da Marinha Grande, assinar uma exibição forte e lutar pelos lugares cimeiros nas contas do Campeonato Centro de Ralis e, sobretudo, do 3º Desafio Kumho Portugal, onde são claramente das equipas favoritas a lutar pelo triunfo na Divisão 2.

    Pero Santos afirma que “vamos para o Vidreiro com o objetivo de evoluir e acrescentar preciosos quilómetros ao carro. Com os resultados menos positivos do início do ano e a indecisão de todo o campeonato devido à pandemia, sabemos que os resultados não são o principal objetivo, mas sim perceber tudo aquilo que é possível melhorar e aprender a retirar do Peugeot toda a competitividade que sabemos ter”.

    Mas, mesmo com essas cautelas, o piloto não enjeita “estar na luta pela primazia entre os Kumho e tentar um lugar entre o Top 10 do CCR. Partimos para esta prova exigente, com o foco em fazer mais e melhor, com algumas alterações e a cautela necessária para conseguir tirar o melhor proveito”.

    O programa deste Rali Vidreiro 2020 será totalmente concentrado no dia de sábado.

  • José Pedro Fontes em busca do quinto triunfo na Marinha Grande

    Após cerca de cinco semanas de interregno, o Campeonato de Portugal de Ralis está de regresso à estrada para a quinta prova da temporada, o Rali Vidreiro/Centro de Portugal 2020. Este regresso é aguardado com expectativa pelo Citroën Vodafone Team que sente ter, este fim-de-semana, mais uma oportunidade para mostrar trunfos, numa prova que é muito do agrado da dupla José Pedro Fontes/Inês Ponte e que se adequa às características do Citroën C3 R5.

    Vencedor na Marinha Grande em 2016 e 2019 (já com o C3 R5), José Pedro Fontes está apostado em regressar aos triunfos e é com esse objetivo bem presente que pretende enfrentar cada uma das noves especiais da prova, seguramente uma das mais rápidas do calendário, mas, paralelamente, muito exigente em termos de preparação e também de concentração.

    O piloto esclarece que “este é um rali de que gosto bastante e no qual acho que temos condições para rubricar uma boa exibição. Trata-se de uma prova com especiais muito rápidas e que não deixam qualquer margem para erros. Por isso, é importante o trabalho que fizemos na preparação deste rali, mas também a forma como o encaramos”.

    O piloto da Sports & You defende que “temos que estar totalmente concentrados no sentido de imprimir um ritmo forte, mas, ao mesmo tempo, saber onde estão as armadilhas. Este formato de rali “sprint”, com pouco mais de 30 quilómetros por secção, exige cuidados adicionais, mas sinto que temos tudo a postos para lutar pela vitória. Quero muito repetir o sucesso que já aqui alcancei por quatro vezes!”

    Numa temporada fora do comum a vários níveis, mas também pelo facto de até agora se ter realizado apenas um rali de terra, este quarto evento consecutivo em alcatrão vai contar com nove especiais, que representam apenas três especiais com tripla passagem. Campos de Liz (11.16 Km), Pinhal do Rei (8,5 Km) e São Pedro de Moel (13,3 Km) serão cumpridos ao logo do dia de sábado, com cada ronda de três especiais separada por reagrupamento e visita de 30 minutos ao Parque de Assistência, situado na Marinha Grande. A saída do primeiro carro do Parque Fechado está marcada para as 8h00 e o final da prova paras 17h00, num programa concentrado, que tem agendado para Sexta-feira às 12h00 o Shakedown.