Está cumprido o primeiro dia de competição no Rally Fafe Montelongo, terceira prova do FIA ERC (European Rally Championship), que marca a estreia do Demoporto no Campeonato da Europa de Ralis. Numa etapa marcada por condições atmosféricas instáveis, Alexey Lukyanuk e Dmitry Eremeev (Citroën C3 R5) foram claramente os mais fortes nas nove classificativas do dia, disputadas num misto de piso seco e molhado. “Parece que conseguimos construir uma boa vantagem. Não tivemos problemas e terminámos o dia de forma positiva. Obrigado à minha equipa e à Pirelli. As mudanças de tempo tornam esta experiência mais louca, mas positiva”, afirmou o piloto russo, campeão europeu em 2018 e atual líder do ERC.
Lukyanuk
tem neste momento 38,3s de vantagem sobre Iván Ares e David Vázquez (Hyundai
i20 R5), que foram recuperando posições ao longo do dia. O piloto galego,
campeão espanhol de ralis em 2017, aproveitou a desistência do ‘mundialista’
Craig Breen que abandonou na última especial do dia, após um toque no troço
anterior que arrancou a roda traseira esquerda do Hyundai i20 R5. Também Oliver
Solberg, atual segundo classificado do Europeu, está fora da luta pela vitória
em Fafe, depois de problemas no escape do Volkswagen Polo GTi R5 terem feito o
jovem sueco perder mais de seis minutos. Solberg, recorde-se, apenas conseguiu
alinhar este sábado depois de um notável trabalho da sua equipa de mecânicos,
que recuperou o Volkswagen acidentado no Shakedown.
Com tudo isto, os franceses Yoann Bonato e Benjamin Boulloud (Citroën C3 R5) estão no terceiro lugar, a apenas 0,4s de Ares e Vázquez, um duelo que promete continuar nas nove especiais de domingo.
Referência para as equipas portuguesas, onde João Barros e Jorge Henriques (Citroën C3 R5) são nesta altura os melhores classificados na geral, no 13.º lugar, enquanto Pedro Almeida e Hugo Magalhães (Peugeot 208 Rally 4) ocupam o terceiro posto no ERC3. Aloísio Monteiro e Sancho Eiró (Skoda Fabia R5) estão perto do Top 20 absoluto e Mário castro/Ricardo Cunha (Ford Fiesta) rodam num excelente 5º posto no ERC 3.
O jovem piloto assinou uma magnífica exibição na prova do Campeonato Norte de Ralis integrada no Rali Fafe Montelongo e, com mais um triunfo, reforçou a liderança no campeonato.
O programa reservado ao CNR integrava seis especiais de classificação, todas disputadas durante o dia de sábado. A segunda passagem pela especial de Anjos, correspondente à quinta a percorrer, viria a ser neutralizada, ficando o percurso contra o cronómetro reduzido a cerca de 50 quilómetros. As condições meteorológicas, que foram variando ao longo do dia, tornaram-se um fator importante nas lutas pelas posições cimeiras.
Ainda com piso seco, a primeira
classificativa viu a dupla espanhola formada por Óscar Palomo e José Bouzas levar
o seu Peugeot 208 Rallye 4 à liderança, num troço em que foram secundados pelas
equipas que assumiam o maior favoritismo: Lucas Simões e Simplício Gonçalves Mitsubishi
Lancer Evo IX) foram segundos e Fernando Peres/José Pedro Silva (Mitsubishi
Lancer Evo IX) terceiros, respetivamente, a 2,2 e 3,6 segundos.
A liderança da equipa espanhola
seria de pouca dura pois, logo na segunda especial, um toque retirou-lhes todas
as aspirações, caindo para o fundo da tabela.
A chuva fez a sua aparição logo
de seguida e, paralelamente, começou o “recital” de Lucas Simões que viria a
vencer todas as restantes especiais, arribando a Fafe, no fecho da prova, com quase
minuto e meio de vantagem sobre Peres, que também assinou uma boa exibição e
garantiu preciosos pontos na luta pelo campeonato, onde é o piloto da Peres
Competições é segundo.
Augusto Costa vence nas duas rodas e alcança pódio absoluto
O pódio absoluto do Campeonato Norte de Ralis em Fafe ficou completo com a presença de Augusto Costa e Susana Silva. A dupla do Peugeot 208 VTI voltou a rubricar uma exibição muito positiva, chegando a liderança das duas rodas motrizes na penúltima especial e provando que a prova do Demoporto tinha de ser encarada com um misto perfeito de rapidez e cautela, para ultrapassar todas as armadilhas do terreno e das condições meteorológicas.
João Andrade e Sérgio Paiva (Citroen Saxo) terminaram no quarto posto da geral, sendo segundos nas duas rodas motrizes, categoria que veria Miguel Carvalho e António Reis (Peugeot 306) assegurarem o terceiro posto. O Top 5 absoluto ficou fechado pela dupla Nelson Silva/José Janela, muito consistentes na condução do Mitsubishi Lancer Evo VI com que alinharam no rali.
O Campeonato Norte de Ralis vai regressar agora aos pisos de terra. A quinta prova do ano será o Rali Terras D’aboboreira, que será disputado nos dias 30 e 31 de outubro.
Tudo a postos para a estreia do Rally Fafe Montelongo e do Demoporto no FIA ERC (European Rally Championship), naquela que será a terceira prova da temporada no Campeonato da Europa FIA de Ralis. A mítica região minhota, considerada a ‘Catedral’ dos ralis em Portugal, será palco de 18 classificativas de asfalto, divididas entre sábado e domingo.
Hoje
foi dia de Shakedown, realizado no troço de Vila Pouca, com 3,3 quilómetros,
que já teve as condições de chuva/seco que são esperadas para as
classificativas do rali. A grande notícia do dia foi o despiste do jovem Oliver
Solberg (19 anos), durante a segunda passagem pelo Shakedown. O piloto sueco
sofreu uma saída de estrada que deixou o Volkswagen Polo GTi R5 bastante
danificado, com a equipa de mecânicos da equipa de Petter Solberg – onde está o
português Marco Moreiras – a ter agora de avaliar se é possível recuperar o
carro para o arranque da competição, amanhã de manhã. Tanto Oliver Solberg como
o navegador Aaron Johnston, recentes vencedores do Rali da Letónia e atuais
segundos classificados do FIA ERC, saíram ilesos do incidente.
Os finlandeses Emil Lindholm e Mikael Korhonen (Skoda Fabia Rally2 Evo) foram os mais rápidos do Shakedown, registando o tempo de 1m57,250s na sua melhor passagem. Os irlandeses Craig Breen e Paul Nagle conseguiram o segundo melhor tempo (1m57,527s), no Hyundai i20 R5 patrocinado pela marca indiana de pneus MRF Tyres. Os atuais líderes do campeonato, Alexey Lukyanuk e Dmitry Eremeev (Citroën C3 R5), ficaram no terceiro lugar, mas a eventual desistência de Solberg poderá deixar o piloto russo, campeão europeu em 2018, sem um dos seus grandes opositores na luta pela vitória em Fafe.
Referência ainda para João Barros e Jorge Henriques (Citroën C3 R5), a dupla portuguesa mais rápida neste Shakedown, no 14.º lugar. As duplas da equipa “The Racing Factory”, Pedro Almeida/Hugo Magalhães (Peugeot 208 Ralye 4) e Aloísio Monteiro/Sancho Eiró (Skoda Fabia R5), rodaram com o foco na afinação dos carros para as difíceis condições que vão enfrentar no Rali. José Paula e Valter Cardoso tiveram uma saída de estrada com o seu Peugeot 208 T16 R5 mas sem consequências de maior.
Amanhã,
o primeiro dia de competição no asfalto de Fafe arranca às 09h30, com a especial
de Montim. O Eurosport vai transmitir duas classificativas em direto, Anjos
(10h00) e Queimadela / Travassós (14h00), através das páginas oficiais do FIA
ERC no YouTube e Facebook. A grelha de transmissões em direto será a seguinte:
A volante do seu Mitsubishi Lancer Evo, a dupla Nelson Silva e José Janela estão prontos para a participação no Rali Montelongo que vai para a estrada já este fim de semana na zona em redor da cidade de Fafe.
Sobre esta participação o piloto de Viana do Castelo começou logo por nos dizer “já estamos prontos, em termos de objectivos, é terminar o rali isento de problemas, e fazer o melhor resultado possível. Ainda não estive a ver a lista de inscritos de forma atenta, mas sei que vão estar presentes alguns Mitsubishi semelhantes ao meu, por isso pelo nosso lado espero que tudo nos corra bem em termos mecânicos, para depois podermos lutar por uma posição no pódio em termos de categoria, tarefa essa que não se vai afigurar nada fácil, mas vamos para lutar pela melhor posição possível, querendo estar sempre muito concentrado, não cometer erros, ouvir as notas do José Janela e dar o meu máximo, são estes os meus objectivos para a edição 2020 do Rali Montelongo “, conclui Nelson Silva.
Quanto ao responsável técnico, João Sousa considera que “ depois da positiva participação do Nelson Silva e do José Janela no Rali de Mesão Frio, estamos de regresso à estrada com o Mitsubishi Lancer Evo, na qual o nosso principal objectivo é terminar esta participação no Rali Fafe Montelongo, de preferência sem problemas técnicos, e que toda a nossa equipa consiga ter o carro perfeito, de forma a que a dupla Nelson Silva /José Janela consiga dar o seu máximo, e com isso a obtenção do melhor resultado”.
A estrutura considera que “não vai ser uma prova fácil, pois o Nelson Silva tem adversários forte, que logicamente lhe irão fazer oposição, mas estamos aqui para dar o nosso máximo, quero com isso dizer, colocar o Mitsubishi perfeito,” completou João Sousa, na antevisão à prova que vai estar na estrada este fim de semana.
O piloto do Mitsubishi continua invencível entre os Kumho, voltando a dar aos pneus coreanos um pódio absoluto. Nas contas das duas rodas motrizes, Vouzela aplaudiu o quatro vencedor diferente em outras tantas provas.
6 classificativas, seis triunfos. Numa frase, fica resumido o domínio exercido por Armando Carvalho e Ana Santos na Divisão 1 do 3º Desafio Kumho Portugal durante o Constálica Rally Vouzela 2020. A dupla do Mitsubishi Lancer EVO V realizou mais um rali sem mácula e cimentou de forma que pode ser decisiva a sua liderança no Desafio Kumho Centro, recuperando o lugar mais alto da tabela nas contas do Desafio Kumho Asfalto.
Armando Carvalho e Ana Santos
juntaram ainda ao seu pecúlio mais um pódio absoluto num rali, sendo 3ºs
classificados da geral e almejando garantir a pontuação máxima para o
Campeonato centro de Ralis, competição que lideram cada vez mais isolados e ainda
invictos.
Já o 2º lugar foi reclamado por
Daniel Ferreira e Rodrigo Pinheiro. Aos comandos do seu habitual Mitsubishi
Carisma GT, assinaram uma exibição muito positiva, rodando sempre perto da
dupla líder e arribando ao fecho da prova com mais um resultado de grande nível
que os guindou ao 3º posto da classificação no Desafio Kumho Centro.
O pódio da Divisão 1 ficou completo com o Subaru Impreza GRB de Rui Silva Santos e João Sebastião. Foram sempre muito regulares ao longo da prova e mantêm o 2º posto nas contas do Kumho Centro.
A “fava” nesta Divisão saiu a
Joaquim Luís Rodrigues e Ulisses Martins, forçados a abandonar na quarta
especial, com problemas técnicos no Ford Fiesta R2T.
Pedro Silva aproveitou e ganhou
O duelo na Divisão 2 Kumho foi
protagonizado por duas duplas que, rali após rali, têm demonstrado um andamento
cada vez mais forte e se apresentam agora como principais candidatas a disputar
o Desafio Kumho Centro, estando ainda entre as favoritas no Kumho Asfalto.
Fábio Santos/Ricardo Sismeiro
(Citroen Saxo) e Pedro Silva/Nuno Rodrigues da Silva (Peugeot 206 Gti) foram
assim os cabeças do cartaz competitivo deste filme, em Vouzela.
Nas quatro primeiras especiais,
Santos e Sismeiro ditaram a lei do mais forte, assumindo um ritmo endiabrado
que os levou à vitória nos quatro troços cronometrados, conseguindo construir
uma vantagem de 15,4 segundos sobre a dupla adversária que também rodava forte
e se mantinha por perto.
Depois, um problema no Citroen
Saxo levou os lideres a fazer as duas classificativas derradeiras num ritmo
muito lento que os retirou da liderança, logo na 5ª PEC, conseguindo mesmo
assim atingir o fecho da porva na 2ª posição, a 48,1 segundos dos vencedores e,
com isto, manter a liderança nas tabelas Kumho Centro e Asfalto.
A rapidez da equipa e a
fiabilidade do Peugeot colocou Pedro Silva e Nuno Rodrigues da Silva na hora no
lugar certo e na hora exata, assumindo a liderança depois do que aconteceu aos
adversários e alcançando a primeira vitória da temporada, feito que vem premiar
a evolução que o jovem piloto tem vindo a conseguir.
O último degrau do pódio da Divisão
2 Kumho em Vouzela foi ocupado por Viana Martins e Gabriel Cunha, num Renault
Clio 2.0 Cup. A sua prova foi feita sempre num ritmo confortável e isento de
falhas, sendo recompensados por toda a sua capacidade para gerir bem o rali.
Alcançaram a posição após a desistência de Frederico Monteiro/Paulo Santos
(Peugeot 206 Gti), a braços com uma avaria no carro, na 4ª PEC.
No 4º lugar final encontrámos António Almeida e Pedro Henriques, que enriqueceram o espetáculo com a vistosa condução que assumiram no seu BMW 325. Um lugar atrás, no 5º posto, encontrámos Hélder Cordeiro e Bruno Pereira, no Ford Escort MKII, cabendo a Vítor Gomes e Joel Oliveira levar o Peugeot 206 Gti ao 6º lugar final.
Quanto à sempre aziaga presença na
lista de desistências, encontrámos ainda as duplas Pedro Antunes/Duarte Susano
(BMW E30), que abandonaram com problemas mecânicos na 4ª PEC e David
Santiago/Tiago Neves (Peugeot 206 Gti) que viram os seus esforços ingloriamente
deitados por terra na última especial do rali.
O 3º Desafio Kumho Portugal entrou numa fase quase frenética de competição e tem já a sua próxima tirada no fim-de-semana que se avizinha. Será uma dupla jornada a contar para os Desafios Kumho Norte e Asfalto, disputada nos dois dias de competição do Rali Fafe Montelongo.
Um motor pouco colaborante ditou o afastamento da dupla de uma vitória quase “cantada” na Divisão 2 Kumho em Vouzela. Mesmo assim, o resultado alcançado permite-lhes segurar as lideranças Kumho no Centro e no Asfalto, cujos títulos são os principais objetivos da época da equipa.
Desde
o primeiro quilómetro que a dupla do Prototype FS Team rodou ao ataque e, de
forma natural, reclamaram a primazia e a liderança entre a dezena de
concorrentes que se apresentavam na batalha pelo triunfo na Divisão 2 do
Desafio Kumho Portugal, sendo também certo que a equipa queria também reclamar
um lugar ao sol entre os protagonistas da geral na prova
Foram os mais rápidos nas quatro primeiras especiais, mercê de um andamento verdadeiramente espectacular, construindo, nessa secção matinal, um avanço de 15,4 segundos sobre os adversários mais diretos, pecúlio forte e que lhes permitiria alguma gestão nas duas classificativas que restavam até ao fecho do rali. Dessa forma e à entrada da secção final da tarde, a dupla do Citroen Saxo estava consolidada no Top 10 da geral e no pódio das duas rodas motrizes, liderando confortavelmente na Divisão 2 Kumho.
E então, a sorte decidiu migrar para outras paragens. Um problema eléctrico na 5ª PEC forçou a equipa a rodar de forma muito lenta e a perder muito tempo, caindo na geral e na classificação entre os Kumho. Na última especial e depois de terem arrancado com o carro a trabalhar de forma quase normal, o problema voltou a manifestar-se e Fábio Santos e Ricardo Sismeiro tiveram de rodar até à célula fotoeléctrica que regista os tempos em velocidade lenta, conseguindo mesmo assim arribar ao fecho da prova, garantindo o 2º lugar entre os Kumho e um 11º lugar na geral final.
Desilusão
e um certo sentimento de injustiça conviviam na alma de piloto e navegador com
alívio, orgulho e satisfação por terminarem, afirmando Fábio Santos que “temos
de nos sentir, apesar de tudo, muito satisfeitos. Conseguir terminar com um
carro a funcionar em dois cilindros e mesmo assim, pontuar de forma forte e
defender a liderança Kumho, transforma esta prova numa boa operação para o campeonato,
mas não deixa de nos fazer sentir algum amargo de boca pois temos a plena
convicção de que a vitória estava à vista e seria inteiramente merecida!”.
Apesar
dos contratempos, o piloto prefere realçar “o carro magnífico que a equipa
nos colocou nas mãos. Está cada vez melhor e é fantástico conduzir o Saxo
nestas condições. Continuamos muito confiantes para enfrentar o resto da
temporada!”.
Do
rali resulta ainda o crescendo de motivação e segurança quando à capacidade competitiva
da dupla pois, como destaca Ricardo Sismeiro, co-piloto e team manager, o
Constálica Rally Vouzela demonstrou que “estamos a subir de forma quanto à
nossa rapidez e à nossa capacidade estratégica, sendo cada vez mais capazes de
assumir a liderança das lides na nossa Divisão Kumho, sendo também certo que o
Citroen Saxo esta a ficar mais competitivo, mercê de todos os pequenos melhoramentos
introduzidos e do excelente trabalho da nossa equipa entre provas. O problema técnico
que nos sucedeu em Vouzela em nada mancha o trabalho. Foi circunstancial e é fácil
de resolver”, acrescentando que “temos cada vez mais convicção de
que poderemos lutar pelos títulos Kumho e vamos fazer tudo para o conseguir!”.
A dupla está já focada na próxima prova do CCR. Será o Rali Vidreiro, evento com especial importância por ser o que mais perto de casa fica, motivando ainda mais todos os elementos do Prototype FS Team.
Acompanhado por Paulo Fiúza, Rui Madeira levou o Mitsubishi Lancer EVO II ao 6º lugar da geral do Constálica Rally Vouzela 2020, assinando uma grande exibição, onde juntou a uma condução espetacular a sua já tradicional rapidez. O piloto foi ainda alvo de uma homenagem por parte da organização da prova, que assinalou os 30 anos de carreira do craque de Almada.
E finalmente foi quebrado o “jejum”. A
longa espera e a necessidade de fortes alterações no calendário internacional
que Rui Madeira tinha preparado para a época em que comemora 30 anos de
carreira, deixaram de ser o assunto principal porque, finalmente, foi possível
a todos os aficionados puderem usufruir do cantar do motor do EVO III.
Vouzela foi o palco escolhido para este arranque tardio de época. Na baquet do lado direito sentou-se Paulo Fiúza e Rui Madeira apresentava-se ao serviço, imbuído de um espírito de “alegria por finalmente poder iniciar esta época. Infelizmente não vamos poder comemorar o 20º aniversário de carreira da forma que tínhamos planeado, mas tudo faremos para estar presentes em algumas provas e assim levar as cores dos nossos patrocinadores até todos os fãs que nunca nos regatearam apoio. Vouzela não estava no plano inicial, mas felizmente decidimos vir e está a ser incrível todo o carinho e apoio que tenho recebido”.
Mas, para lá da enorme emoção nascida
da interação com os seus admiradores, Rui Madeira encarou a prova como sempre
faz: dar tudo, imprimir um andamento forte e assumir uma condução onde o espetáculo
também tem sempre lugar cativo!
Ao longo das seis especiais, Madeira e Fiúza nunca se sentiram limitados por estarem a lutar com adversários fortes e “montados” em “armas” bem mais recentes e teoricamente mais competitivas. Nas seis especiais de classificação, assinaram sempre tempos dentro dos mais rápidos, logrando ser mesmo segundos da geral na PEC nº 5, a uns ténues 4 décimos do vencedor. Notável!
No final, o 6º lugar alcançado foi
alvo de um forte aplauso geral e deixou o piloto “muito contente. Andamos
rápido, sempre em crescendo e, perante um plantel tão forte, sinto-me muito
feliz por ter colocado o Lancer EVO III sempre entre os da frente. Quero
agradecer ao Paulo Fiúza que esteve excelente a navegar e à minha equipa por
ter colocado o Mitsubishi no ponto”. Rui Madeira gostou muito “do
rali. Muito organizado, com excelentes troços, tendo sido uma excelente jornada”.
Quanto a planos para o que falta do
ano, Rui Madeira sente a “angústia de não haver certezas. Vamos fazer
tudo para estar nas Camélias e estamos a envidar esforços para correr no Rali Terras
D’Aboboreira com um R5. Poderemos estudar pelo menos mais uma prova”,
que será em território nacional, ficando, segundo o piloto, a ambiciosa época
fora de portas “em princípio para 2021”.
Uma referência ao excelente gesto do promotor e da organização do Constálica Rally Vouzela que, na cerimónia de entrega de prémios, honraram Rui Madeira comum troféu especial, assinalando a sua presença na prova e os 30 anos de carreira do piloto.
Num regresso esporádico às lides do Campeonato Centro de Ralis, o campeão de 2019 esteve “intratável” aos comandos do Mitsubishi Lancer EVO IX que partilhou com Luís Morgadinho. A vitória da geral da edição 2020 do Constálica Rallye Vouzela dá-lhes motivação extra para a próxima refrega do CPR, já dentro de quinze dias, na Marinha Grande.
2020 nem está a ser um ano muito
positivo para Fernando Teotónio e Luís Morgadinho. Tendo decidido nesta época
levar as cores do Macambi Racing Team de volta às lides do Campeonato de Portugal
de Ralis, apontando à reconquista do título entre os RC2N, a dupla tem enfrentado
várias vicissitudes, que vão desde problemas mecânicos em Fafe, a um toque na
Madeira e um rali menos bem conseguido no Alto Tâmega, cabendo ao Rali de
Castelo Branco honras de exemplo único de sucesso total, correspondendo à única
vitória que possuíam esta época, à chegada a Vouzela.
Nas garagens da Domingos Sport ficava
o EVO X que tem sido utilizado no CPR, com a escolha a recair no EVO IX que
tantas alegria deu na caminhada triunfal de 2019, cumprida por Teotónio e
Morgadinho a caminhos dos títulos no Centro e nos Desafios Kumho Asfalto, Terra
e Centro.
A dupla que, na antevisão da prova, assumiu que encarava o Constálica Rallye de Vouzela como um teste de algumas soluções novas para o rali Vidreiro, não se limitou a cumprir o “trabalho de casa”. Depois de um arranque tímido, alcançando apenas o 5º melhor tempo na especial de arranque, decidiram “abrir o livro”: na PEC 2 não se limitaram a vencer, rodando a um nível completamente inacessível para os restantes candidatos à supremacia, chegando ao fecho dos 13,5 quilómetros de Penoita 1 com 15,1 segundos de vantagem sobre a dupla que mais perto conseguiu rodar. Mais de um segundo por quilómetro(!), que lhes permitiu saltar diretamente para a liderança, que reforçaram de forma definitiva nas PEC 3 e 4, que fechavam a parte da manhã, preparando-se para defender na ronda final uma farta vantagem, já então superior a 2º segundos.
Cederam 1,8 segundos na 5ª
especial, mas decidiram fechar o rali com “chave de ouro”, voltando a voar
baixinho na derradeira classificativa, onde assinaram a quarta vitória em classificativas,
selando assim uma vitória tão justa quanto imperial.
“Esta vitória aparece no
momento certo. Estávamos mesmo a precisar de um triunfo para reforçar o nosso
moral, numa época que não nos está a correr de feição”, confessava no
final o piloto. Já sobre a forma como correu o rali, Fernando Teotónio assumiu “um
início mais cauteloso, não tendo ficado satisfeito com o tempo na 1ª PEC.
Depois, atacamos a fundo e a vantagem que obtivemos na segunda especial,
praticamente decidiu o rali, pois saltamos para o comando e já com uma vantagem
forte. Continuamos num ritmo intenso e chegamos a uma vitória que é totalmente
justa. Que seja um bom prenúncio para o Vidreiro!”.
Com a dupla vencedora numa caminhada
que cedo se tornou solitária, a caminho da glória, o duelo mais vincado
aconteceu pelo segundo lugar.
Mas mesmo aqui, a dupla formada por Luís Mota e Alexandre Ramos dominou os acontecimentos. Colocaram mesmo o seu Mitsubishi Lancer EVO IX no comando do rali, ao vencerem a especial de arranque, caindo para o segundo lugar logo na classificativa seguinte e cedo percebendo que não teriam andamento para ombrear com os futuros vencedores, seus habituais adversários no CPR. Atingiram o final a 27,1 segundos dos vencedores e com uma vantagem de 5,1 segundos sobre Armando Carvalho e Ana Santos, terceiros da geral no fecho do rali, depois de mais uma prova exemplar na condução do Mitsubishi EVO V.
Para a dupla líder do campeonato,
este foi um rali muito importante para consolidar as já firmes lideranças das
competições em que estão incluídos, já que o 3º lugar na geral correspondeu à
recolha do máximo pecúlio pontual, já que nem Teotónio nem Mota estão inscritos
no CCR.
A dupla triunfou ainda nas contas
da Divisão 1 do 3º Desafio Kumho Portugal, que tinha em Vouzela uma jornada a
contar para os Desafios Asfalto e Centro. Nestas contas particulares da
excelente competição organizada pela ASR Tyres, representante ibérica dos pneus
coreanos, a equipa Pedro Silva/Nuno Rodrigues da Silva (Peugeot 206 GTi) venceram
na Divisão 2 Kumho.
Por falar em duas rodas motrizes,
a vitória nesta competição particular foi parar às mãos de mais uma equipa que
utilizou o Constálica Rally Vouzela para ganhar ritmo para o Vidreiro.
Vindos da Marinha Grande, Ernesto
Cunha e André Couceiro, realizaram uma prova de grande nível, nesta segunda saída
do piloto com o novo Peugeot 208 RALLY 4. A já reconhecida rapidez do piloto está
a ganhar consistência. Em Vouzela forma sempre os mais fortes, tendo mesmo alcançado
tempos entre os três primeiros da geral, em três das seis classificativas.
Não estando inscritos no campeonato,
deixaram o caminho aberto para José M. Gomes e Pedro Vaz, em Ford Fiesta,
voltarem a vencer neste particular das contas do CCR, sendo segundos no rali,
entre os 2R2L.
A fechar este pódio virtual, uma
dupla endiabrada reclamou o 3º posto. Vindos de Norte, Jacinto Oliveira e Sérgio
Aguiar voltaram a ser muito fortes e constantes, levando ainda o Renault Megane
ao Top 10 absoluto.
Carlos Matos triunfou entre os X5
Paralelamente à prova do CCR, o
Constálica Rally Vouzela contou, como é apanágio das provas dos campeonatos
zonais, com uma competição para carros não admitidos na regulamentação dos
mesmos.
A dupla formada por Carlos Matos e Ricardo Faria dominou os acontecimentos, aos comandos de um belo Peugeot 208 T16 R5, repetindo assim o feito de 2019. Mais rápidos nas duas primeiras especiais, viram os outros 3 candidatos, que se apresentavam no rali com viaturas R5, a deitarem a toalha ao chão, entre a 2ª e a 4ª PEC.
Num ano simplesmente catastrófico,
André Cabeças e Bino Santos voltaram a desistir na fase inicial de uma prova, devido
a um despiste na 2ª PEC, que colocou o Citroen DS3 fora de combate. Tinham sido
os terceiros mais rápidos na especial de abertura.
A 4ª PEC ditaria a desistência de
Luís Rocha e de Alfredo Barros.
O primeiro, acompanhado pelo
navegador Rui Raimundo, começou forte, sendo 2º nas PEC’s 1, 2 e 3, mas saído de
cena logo a seguir, com problemas no Ford Fiesta R5 MKII.
Já Barros, com Pedro Alves a
ditar as notas, deu um toque na mesma especial, danificando uma suspensão do
Citroen C3 R5 com as cores da Cacio e optou pelo abandono. De destacar que o
simpático piloto paredense logrou vencer a terceira especial e revelou um
andamento muito interessante na prova.
Com tudo isto, seriam os dois
Renault Clio inscritos a reclamar os restantes lugares no pódio de honra.
A equipa formada por João Marcelino
e Nuno Ribeiro foram mais rápidos na estrada, mas uma penalização de 10 minutos
atirou-os para o 3º posto, cedendo assim o 2º lugar à dupla Rui Custódio/André
Bastos.
Uma palavra final para a organização do GAS – Gondomar Automóvel Sport, que se revelou competente e montou um rali com uma boa estrutura e um programa bem delineado, com especiais interessantes e competitivas e um horário muito bem estruturado.
Depois da estreia a norte não ter sido bem-sucedida, a dupla leiriense do Prototype FS Racing Team está de volta aos seus terrenos de batalha. Encaram o Constálica Rallye de Vouzela com muita ambição e querem regressar aos resultados positivos, num rali onde tudo farão para aumentar a vantagem pontual na Divisão 2 Kumho, que lideram em duas das competições dos pneus coreanos.
A equipa
está ciente de que a prova disputada na Beira Alta se apresenta como fundamental
para as suas legítimas aspirações a triunfar nesta presente época. Fábio Santos
e Ricardo Sismeiro lideram atualmente a geral da Divisão 2 dos desafios Kumho Centro
e Kumho Asfalto, sendo ainda quintos da geral no Campeonato Centro de Ralis e
ostentando o 2º posto entre as duas rodas motrizes.
Perante tal cenário, a palavra de ordem é, segundo Fábio Santos, recolher em Vouzela “uma forte pontuação que nos permita defender as lideranças Kumho e continuar na luta pelos lugares de destaque no Campeonato Centro. Vai ser um rali duro, onde, como sempre, sabemos que vamos enfrentar uma forte concorrência, mas temos as nossas armas e, mercê do excelente trabalho que a nossa equipa, como sempre, fez a preparar o Citroen Saxo, vamos seguros de que temos condições para lutar pelos nossos objetivos. Felizmente é um rali que nos agrada muito e onde, como em 2019, temos conseguido ser muito competitivos”.
O piloto leiriense ressalva, no entanto, a necessidade de “estarmos em Vouzela com um ritmo forte, mas controlado, pois, apenas quinze dias após esta prova, teremos novo embate e logo no Rali Vidreiro, evento que, para além da sua dureza desafiante, tem para nós um grande significado por ser disputado muito perto de casa. Também por essa razão, temos de estar em Vouzela com o foco na segurança para não termos qualquer percalço ou erro que provoque danos no carro e comprometa a nossa presença no Vidreiro com capacidade para lutar, uma vez mais, pelo sucesso”.
Esta
posição é corroborada por Ricardo Sismeiro, navegador da dupla e team
manager da equipa: “apesar de todos os condicionalismos que a
pandemia provocou no campeonato, este continua a ter, felizmente, um bom número
de provas. E será a regularidade que, como sempre, ditará o sucesso. Só
pontuando nos lugares cimeiros, prova após prova, é que conseguiremos triunfar
no final”, salientando ainda que “temos sido capazes de manter a
cabeça sempre fria, cumprindo, prova após prova, o nosso plano estratégico,
sendo bem visível a evolução que temos vindo a ostentar como equipa, o que nos
tem tornado cada vez mais competitivos. Vamos estar fortes em Vouzela!”.
Sob a égide do GAS (Gondomar Automóvel Sport), a prova terá todo o seu programa competitivo cumprido domingo, 27 de setembro. Serão 58,65 kms contra o cronómetro, distribuídos por 3 passagens pelas especiais de Sra. Castelo/Constálica (6,05km) e de Penoita/SIN Profile (13,50km).
Fernando Teotónio e Luís Morgadinho alinham no Constálica Rallye Vouzela já com os olhos postos na prova seguinte. O Rali Vidreiro é decisivo para as aspirações ao título nacional de RC2N. Como tal, este regresso ao CCR serve fundamentalmente de teste em competição, sem a dupla enjeitar a luta pelo triunfo na prova do GAS.
E não é que a meio desta temporada, Fernando
Teotónio e Luís Morgadinho, vão poder matar saudades não só das lides a Centro,
que os levaram à vitoriosa época de 2019, mas também do Mitsubishi Lancer EVO
IX que lhes serviu de arma nos títulos então alcançados?!
A dupla do Macambi Racing Team assume assim
um regresso extemporâneo ao calendário do Campeonato Centro de Ralis, onde
medirá forças com um naipe de fortes adversários ao longo da edição 2020 do Constálica
Rallye Vouzela.
Quanto a objetivos, são muito claros: “perante a hipótese de estarmos presentes em Vouzela e tendo em conta os problemas que sentimos nos ralis anteriores e a proximidade do Rali Vidreiro, decidimos aproveitar a oportunidade para rodar no sentido de readquirimos confiança e ritmo e também de fazer alguns testes de pneus”, revele Fernando Teotónio. Para o piloto, este rali é “importante perante a responsabilidade que temos de estar no Vidreiro preparados para lutar ela vitória nos RC2N, único resultado que nos permitirá continuar a lutar pelo título. Esta não está a ser uma época fácil, mas sempre pautamos a nossa carreira pela entrega e pela garra e daremos tudo nas provas que faltam!”.
Mas mesmo tendo em conta os objetivos maiores que transforma a presença em Vouzela num longo teste em competição, nem por isso a dupla enjeita lutar por aquilo que, em 2019, foi a receita habitual: vencer. “Mesmo sem ser esse o nosso objetivo principal e sabendo que estamos já um pouco desabituados do EVO IX, nunca entramos num rali apenas para andar e terminar. Não está nos nossos genes”, assume Luís Morgadinho. O team manager e navegador assume que “se o carro corresponder e se o nosso ritmo assim o permitir, queremos estar na luta pelos lugares de pódio, sem colocar de lado juntar mais uma vitória ao nosso palmarés”,
Sob a égide do GAS (Gondomar Automóvel Sport), a prova terá todo o seu programa competitivo cumprido domingo, 27 de setembro. Serão 58,65 kms contra o cronómetro, distribuídos por 3 passagens pelas especiais de Sra. Castelo/Constálica (6,05km) e de Penoita/SIN Profile (13,50km).