Categoria: Ralis

  • RallySpirit adiado

    Agravamento da situação de saúde pública nacional justifica decisão. A precisamente um mês do arranque, o RallySpirit, prova incontornável no panorama dos Rally Legends internacionais vai ser, infelizmente, adiado. Uma decisão justificada pelo visível agravamento das condições de saúde pública do país, no contexto da pandemia COVID-19.

    De forma ponderada e responsável, entenderam os responsáveis da X Racing (entidade organizadora e promotora da prova), em conjunto com as autarquias de Barcelos, Porto e Vila Nova de Gaia, fortemente empenhadas no projecto, não estarem reunidas as condições mínimas de segurança em matéria de saúde pública para a realização do evento. Para além da actual conjuntura, acresce principalmente o espectro de um possível agravamento do quadro evolutivo da situação, que, a concretizar-se, obrigaria, à última da hora, ao definitivo anulamento da prova, prejudicando, inclusive, a sua viabilidade futura.

    E se é certo que este era um cenário indesejado por equipas, patrocinadores, parceiros, organizador e, sobretudo, pelos muitos fãs que o evento já granjeou, também é da mais clara justiça referir que a possibilidade de adiamento ou anulação ficou, desde sempre, “em cima da mesa”, na eventualidade de uma evolução negativa da situação assim o obrigar, quando, há cerca de três meses, o RallySpirit 2020 foi dado a conhecer.

    Assim que as condições o permitam, a prova, que este ano passou a integrar o “Slowly Sideways Europe” (competição que reúne alguns dos melhores Rally Legends mundiais), voltará, certamente, ainda mais forte e emocionante, confirmando as expectativas de que a sua sexta edição tem tudo para ser uma das melhores de sempre. Inicialmente agendada para 22/24 de outubro deste ano, o evento deverá agora, então, realizar- se durante o primeiro semestre de 2021, mais precisamente entre o final do primeiro trimestre e início do segundo, numa decisão sempre dependente da conjuntura da pandemia.

    Pedro Ortigão, um dos responsáveis da X Racing, sublinha: “É com profunda tristeza que somos forçados a adiar a 6a edição do RallySpirit. Contudo, numa atitude responsável e face ao panorama dos últimos dias e em conformidade com o compromisso desde sempre assumido com todos os intervenientes, esta é a única decisão prudente que podíamos tomar. Mais do que uma prova de componente marcadamente desportiva, o RallySpirit é um evento de envolvência emocional e, infelizmente, essa característica tão peculiar e apreciada, jogou, no actual contexto, contra a prova. O facto de mobilizar milhares de espectadores e promover a sua entusiástica concentração à volta de carros verdadeiramente emblemáticos, aos quais o apelo de proximidade é difícil de resistir, colocaria em perigo a segurança da saúde pública, que tem que assumir sempre estatuto prioritário.”

    Acrescentou ainda que “para nós, organizadores, este adiamento é um golpe muito duro. A grande imprevisibilidade que existe actualmente é o nosso principal inimigo e traz-nos enormes dificuldades na organização de um evento desta natureza”. Contudo, com o adiamento do evento para 2021, Pedro Ortigão também faz questão de referir que “fica aberta a porta das emoções para a realização do RallySpirit – caso a situação de saúde pública evolua no sentido positivo – no primeiro semestre de 2021, naquilo que gostaríamos que fosse interpretado como um claro sinal de agradecimento ao apoio de equipas, pilotos e espectadores, que continuam a acreditar e a incentivar o sucesso do RallySpirit”.

  • Filipe Abrantes suspende época

    A representar as cores da JMR Competição no Citroen C2R2, Filipe Abrantes e Marco Vilas Boas, vão suspender a sua época desportiva e já não irão estar à partida do Constálica Rallye Vouzela.

    “São alguns os factores que nos levam a suspender a nossa época desportiva. Além de questões profissionais, existem ainda outras situações com as quais não nos revemos e, como tal não podemos continuar a compactuar. Nós, pilotos do Campeonato Centro de Ralis não podemos continuar a ser os bobos da corte. Se no passado já nos unimos e conseguimos levar os nossos intentos a bom porto, está novamente na altura de nos voltarmos a unir e conseguirmos os nossos objetivos”, referiu o piloto.

    “Numa altura em que a FPAK, Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting, até baixou os valores das taxas, as organizações não podem continuar a inflacionar o preço das inscrições. Aumentou-se a quilometragem das provas mas o valor por quilómetro inflacionou bastante. As organizações não podem continuar a fazerem o que querem e bem lhes apetece e esperar que os pilotos continuem a aparecer como se nada se passasse”, afirmou Filipe Abrantes.

    “Não iremos marcar presença no Rali Vidreiro Centro de Portugal porque achamos que a comitiva do Campeonato Centro de Ralis não tem que integrar as provas do Campeonato Portugal de Ralis”, salientou o piloto. Para Filipe Abrantes, “fazermos as provas integrados no CPR faz com que não tenhamos nenhum tipo de visibilidade nem dos nossos parceiros e, encontramos os troços muito sujos e degradados pondo em causa a nossa performance e objectivos nas provas. Estamos cansados e fartos de sermos apenas e só pagantes e não termos benefícios nenhuns. Nos últimos anos temos batalhado nesta questão mas nada tem sido feito e continuamos a ter provas do “Regional” juntamente com as do Nacional. Gostamos de estar nos ralis para nos podermos divertir mas em segurança e também queremos ter e dar visibilidade a quem nos apoia. Espero que todos os pilotos se unam e consigamos fazer com que as nossas reivindicações sejam ouvidas e postas em prática”, concluiu Filipe Abrantes muito desagradado com os acontecimentos surgidos no Campeonato Centro de Ralis.

  • Rui Madeira escolhe Vouzela para regresso à competição

    Depois de ver a ambiciosa época internacional ficar fora de hipótese, devido ao surto pandémico, Rui Madeira vai finalmente “a jogo”, no ano em que comemora 30 anos de carreira. Serão 4 os ralis que contarão com a presença do consagrado piloto arquiteto e todos em território nacional.

    São três décadas de carreira para o arquiteto de Almada que, em Depois de uma longa espera, chegou a hora de ouvir rugir o motor do Mitsubishi Lancer, saído então das oficinas da Ralliart, com que Rui Madeira e Nuno Rodrigues da Silva vão novamente competir, comemorando os 30 anos de carreira do piloto que 1995, deu a Portugal o título da Taça FIA de Grupo N, dando então a Portugal o primeiro grande triunfo no Mundial de Ralis.

    De fora ficam as provas inicialmente previstas, com a exceção do Spirit, pois, como lamenta Rui Madeira, foram “quase todas anuladas devido ao COVID-19, gorando assim os nossos planos internacionais. É uma situação totalmente compreensivel, devido a este momento grave e único que atravessamos e devemos é realçar a coragem dos organizadores, principalmente os nacionais, que estão a conseguir montar provas e, pelo que vem sucedendo, com todas as garantias de segurança e com sucesso competitivo. Estão de parabéns”.

    E será em terras beirãs que a dupla “mundialista” voltará a estar no habitáculo do seu Lancer. O Constálica Rali de Vouzela terá honras de abertura das “hostilidades” por parte da dupla. A prova organizada pelo GAS e que vai para a estrada no dia 27 de setembro, será em asfalto e, em jeito de antecipação, Rui Madeira garante que “estaremos lá para não só andar rápido, mas para dar espetáculo e assim honrar os pergaminhos dos nossos patrocinadores e da nossa carreira. Estamos muito contentes por finalmente poder competir e Vouzela tem tudo para nos agradar, pois, pelo que sabemos, tens excelentes especiais e é um rali que, ano após ano, tem vindo a ganhar prestígio”.

    Seguir-se-ão os ralis Spirit, Luso e Camélias, num calendário que “dentro dos condicionalismos, se revela bem aliciante para nós e para quem nos apoia”.

    Época internacional poderá acontecer em 2021

    Frustrados os planos iniciais para o ano corrente, Rui Madeira não esconde que “gostaria de fazer transitar para 2021, o ambicioso projeto que tínhamos garantido para este ano. Vamos falar com os nossos patrocinadores e logo veremos se receberemos luz verde para concretizar as presenças em ralis internacionais de grande prestígio, dentro dos que se inserem no espírito Legends”, não rejeitando a hipótese de alinhar “no Rali Fafe Montelongo, se este conseguir entrar, no próximo ano, para o Europeu de Históricos. Gostaríamos muito de lá ir competir com o Lancer, medindo, uma vez mais, forças com os melhores da Europa”.

    PROGRAMA 2020

    Rali de Vouzela, 27 de setembro

    Rali Spirit (Porto, Portugal), 22 a 24 de outubro

    Rally do Luso, 7 e 8 de novembro

    Rali das Camélias, 30 de novembro e 1 de dezembro

  • Motorsport Hoje: Pedro Santos e Bia Pinto

    MOTORSPORT HOJE: 1ª Temporada – Episódio #71

    https://youtu.be/d6NuNrTomlE

    Fomos até Leiria para conhecer melhor uma das duplas que tem estado em destaque no Campeonato Centro de Ralis e no 3º Desafio Kumho Portugal.

    Pedro Santos e Beatriz Pinto formam uma dupla que tem granjeado a admiração de todos pelo andamento e capacidade de lutar pelos lugares cimeiros.

    A entrevista é conduzida pelo jornalista Joaquim Amândio Santos, num trabalho que conta com imagens de Pedro Monserrate, sonoplastia de Paulo Seabra e produção de Armando Leitão.

  • Rally Fafe Montelongo é a próxima prova do ERC

     O novo evento português receberá a terceira prova da época, de 2 a 4 de outubro. As espetaculares classificativas de asfalto de Fafe e Vieira do Minho serão um desafio para as equipas do ERC, contando ainda para o Campeonato de Portugal de Clássicos de Ralis, Campeonato Norte de Ralis e 3º Desafio Kumho Portugal.
     
    O Eurosport Events, promotor do FIA European Raly Championship, anunciou oficialmente a integração do Rally Fafe Montelongo no calendário do campeonato. O evento terá a sua base em Fafe, uma cidade com uma longa herança e tradição nos ralis. O centro nevrálgico da prova vai ser no Pavilhão Multiusos, com o Parque de Assistência no vizinho Parque da Cidade.
     
    Utilizando as classificativas de asfalto dos municípios de Fafe e Vieira do Minho, , o Rally Fafe Montelongo está definido para receber a terceira ronda da época 2020 do ERC, de 2 a 4 de outubro próximo, depois de receber a aprovação da FIA. A prova apresenta no seu traçado um misto de classificativas rápidas que alternam curvas fechadas e suaves com algumas zonas onduladas. A estrutura da prova integrará as “especiais” de Montim, Queimadela/Travassós, Várzea Cova, Monte, Anjos e Guilhofrei, sendo que estas duas últimas também passam no concelho de Vieira do Minho. O total contra o cronómetro rondará os 180 quilómetros.

    Carlos Cruz, presidente do Demoporto e membro da Comissão Organizadora lembra que “o Rali Fafe Montelongo no Campeonato da Europa é o culminar de um desejo antigo que já em 2019 esteve perto de ser concretizado e agora acaba em realidade. É, também, uma mais valia e o reconhecimento às pessoas de Fafe e à sua Câmara, por tudo quanto tem feito em prol dos ralis e da região”.

    Inclusão no calendário recompensa interesse de longa data

    A inclusão do Rally Fafe Montelongo no calendário do ERC 2020 representa o culminar de negociações entre o Eurosport Events e a organização do Rally Fafe Montelongo em torno da possibilidade de incluir a prova no calendário de 2020 como evento adicional e nunca como substituta do Azores Rally, cuja organização acabou, entretanto, por comunicar que a mesma não se realizará este ano.

    Jean-Baptiste Ley, coordenador do ERC, disse: “Estamos muito satisfeitos com o interesse e o entusiasmo da equipa organizadora do Rally Fafe Montelongo que resultou na inclusão do evento no FIA European Rally Championship pela primeira vez. A estreita parceria do clube organizador Demoporto com a Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting vai colocar em prática todas as medidas, incluindo um rigoroso protocolo COVID-19, para a realização de um evento que cumpra os requisitos especificados pela Eurosport Events e pela FIA. Estamos ansiosos para trabalhar com um parceiro proativo e empenhado em organizar um bom rali. O contrato é de um ano, mas todas as partes estão interessadas em alargar essa parceria para os próximos anos”.

    Já Ni Amorim, Presidente da FPAK destaca que “depois do anúncio do regresso da Fórmula 1 a Portugal, este é mais um momento que me deixa imensamente feliz e, ao mesmo tempo, orgulhoso do espírito empreendedor que nós, portugueses, colocamos em tudo aquilo que acreditamos. A ida para Fafe do ERC será também o fruto do trabalho desenvolvido desde há ano e meio. Estavam reunidas todas as condições e era uma questão de oportunidade”, sendo acompanhado na satisfação pela chegada a bom porto deste processo por Parcídio Summavielle, vice-presidente da Câmara de Fafe que considera ser “para nós, é um facto extraordinário ter o rali no Europeu. Nunca desistimos de apresentar uma solução para o calendário do ERC. Será muito importante que o público nos ajude, face às circunstâncias que estamos a viver. É indispensável que não haja ajuntamentos e vamos ser muito rigorosos no cumprimento das regras da Direção Geral de Saúde. Eu próprio vou passar nas classificativas antes dos concorrentes e se vir algo mal, não haverá qualquer problema em anulá-las. tudo tem de correr bem pois queremos cá o Europeu por muitos e bons anos!”.

    Regulamentos complementares, formulários de inscrição, mapas e todos os outros detalhes estarão disponíveis em breve no site do Rally Fafe Montelongo: https://rallyfafemontelongo.com.


     

  • CNR: Augusto Costa e Susana Silva com pódio absoluto no Rali Alto Tâmega

    Dividido entre os concelhos de Chaves e Boticas, disputou-se no passado fim-de-semana mais uma jornada do Campeonato Norte de Ralis, onde a equipa TrofaClima Rally Team marcou presença, arrecadando um meritório terceiro lugar da classificação absoluta.

    Denominado de Rali do Alto Tâmega, Augusto Costa e Susana Silva fizeram uma vez mais equipa com o competitivo Peugeot 208 R2, e uma vez mais mostraram-se muito competitivos, liderando a categoria das duas rodas motrizes de princípio ao fim, somando desta forma mais uma vitória, que os deixa ainda mais confortáveis na liderança do Campeonato Norte de Ralis 2 RM.

    “Saímos de mais uma prova com o sentimento do dever cumprido, terceiros da geral, vencedores das 2 rodas motrizes, não podia ser melhor. Ainda tentamos atacar o segundo lugar, mas contra fatos não argumentos, e os carros que ficaram na nossa frente são de 4 rodas motrizes”, confessava Augusto Costa no final da prova.

    O próximo desafio da dupla da TrofaClima Rally Team será o Rali Montelongo que se disputa em Fafe, “iremos encara-lo como fazemos em todos os outros, queremos sempre conquistar o melhor lugar na tabela absoluta, levando como objetivo a vitória dentro da nossa categoria”, adiantou Susana Silva que agradece ainda, “a todos quantos nos apoiam ao longo das classificativas”.

    Após esta prova Augusto Costa e Susana Silva mantém a liderança no competição reservada às 2 rodas motrizes, subindo ainda ao quarto lugar da classificação absoluta.

  • Joaquim Bernardes e Laurinda Alves conquistam pódio no Alto Tâmega

    A dupla Joaquim Bernardes e Laurinda Alves  ao volante do Volkswagen Golf estiveram em grande plano no passado fim de semana no Rali Alto Tâmega, prova a contar para o Campeonato Portugal de Ralis.

    Desta feita o Volkswagen Golf esteve perfeito, e logo no sábado de tarde, na primeira classificativa – Alto Tâmega com uma extensão de 15,06 km, tendo percorrido toda  a sua extensão em 9.35,8, para na classificativa seguinte – Chaves com 18,72 km/h ter percorrido toda a classificativa em 12.56,0. Sem qualquer tipo de problemas, na chegada a Chaves, Joaquim Bernardes dizia-nos que “ está tudo a correr muito bem, sem problemas, é só fazer as habituais verificações, meter combustível, e andar. O carro está impecável, com um excelente andamento, mas é impossível chegar aos que estão à nossa frente, de resto tudo perfeito, temo-nos divertido, vamos lá ver como irá correr as classificativas de amanha “, concluiu Joaquim Bernardes.

    Depois duma noite de descanso, no domingo de manhã, ânimo e boa disposição era o que não faltava no seio da equipa do Team Manaia, e assim na primeira passagem pelo troço de Chaves – Boticas 1, com uma extensão de 19, 40 km,  acabou por fazer um excelente crono com 13.26.3.Na classificativa seguinte, Boticas 1, com 14,23 km de extensão, acabariam por ser feitos em 9.19.2.

    Nova ronde e passagem pelo troço de Chaves – Boticas 2, onde a dupla Joaquim Bernardes e Laurinda Alves percorreram os 19, 40 km em 13.13.7, melhorando um pouco em relação à passagem anterior.  Para a última classificativa desta edição do rali Alto Tâmega,  acabaria por fazer um tempo de 9.22.5 numa classificativa com 14,23 km, acabando por não conseguir melhorar o tempo em relação á passagem anterior.  Graças a este conjunto de resultados, Joaquim Bernardes e Laurinda Alves reclamaram o 3º lugar entre os Clássicos, onde foram os melhores duas rodas motrizes.

    Depois de subir ao pódio, onde a simpática equipa recebeu os troféus  Joaquim Bernardes e Laurinda Alves estavam muito satisfeitos, onde o piloto nos começou por dizer “ custou mas conseguimos, chegamos ao fim.  Desta vez correu muito bem, sem problemas alguns, foi ter um andamento certo, sem exageros, sempre muito concentrado para não cometer erros, mas consegui nas classificativas hoje disputadas melhorar os meus tempos, em suma correu tudo bem, estou muito feliz, já não era sem tempo fazermos este bom resultado final”.

    A seu lado Laurinda Alves, já com o troféu, na mão acrescentava “  a prova correu muito bem, sem problemas com o carro, aliás tivemos muito cuidado na preparação do carro, trabalhamos muito, e os frutos estão aqui com esta vitória na categoria, por isso estou muito contente, e agora há que começar a preparara a próxima prova “, conclui Laurinda Alves.

  • Rali Alto Tâmega: 2º lugar entre os RC2N soube a pouco a Teotónio e Morgadinho

    Fernando Teotónio e Luís Morgadinho levaram o Mitsubishi EVO X do Macambi Racing Team ao 2º lugar final no Rali Alto Tâmega, entre os concorrentes da Categoria RC2N. A quarta prova do Campeonato de Portugal de Ralis acabou por valer mais pelos pontos amealhados do que pela posição alcançada.

    À partida para a quarta prova do Campeonato de Portugal de Ralis, Fernando Teotónio e Luís Morgadinho estavam seguros quer dos objetivos, quer dos obstáculos a ultrapassar. O resultado negativo da Madeira, quer em termos pontuais, quer pelos estragos causados pela saída de estrada, forçava a dupla a encarar a prova transmontana com as cautelas devidas, quer pela necessidade plena de pontuar forte, para não perder o comboio do título, quer para voltar a ganhar níveis de confiança que lhes permitisse colocar na estrada todo o seu talento e rapidez.

    Com vidas profissionais muito preenchidas, piloto e navegador não conseguiram agendar qualquer teste no período que mediou as duas provas, tornando ainda mais importante, como nos disse Luís Morgadinho, navegador e Team Manager, pouco antes da partida, utilizar “o primeiro dia de competição para nos situar quanto ao andamento e à confiança. Esta tem sido uma época agridoce, alternando bons resultados com desistências e chegamos a esta prova com a noção de que a sua importância ganhou novos índices. Terminar é obrigatório e ganhar algo importante”.

    Nas duas especiais do primeiro dia, Teotónio e Morgadinho rodaram abaixo dos limites e terminaram a jornada no 2º lugar entre os RC2N. Para o piloto, foi “um arranque muito abaixo do que queremos e sabemos fazer. Entramos no rali sem “feeling” e demoramos a encontrar um bom ritmo. Nada a dizer do Mitsubishi Lancer EVO X que a Domingos Sport nos entregou: como sempre, está impecável”.

    No segundo e último dia de prova, que contemplava mais quatro especiais, a equipa viu-se na necessidade de optar entre aumentar o ritmo e tentar chega à vitória ou assegurar a 2ª posição e pontuar forte. A segunda escolha acabou por imperar e, como diz Fernando Teotónio, sabiam que “seria difícil recuperar a diferença para os líderes. Então optamos por uma toada segura, garantindo o 2º lugar e os pontos. Como já temos dois resultados em branco, tínhamos obrigatoriamente de pontuar se queríamos manter as possibilidades de lutar pelo título.

    O balanço acaba por ser positivo pois amealhamos pontos. O 2º posto não era o que desejávamos e queríamos obter, mas um dia inicial abaixo do que podemos e sabemos fazer condicionou completamente o resultado”. Já Luís Morgadinho lembrou que “chegamos aqui ainda condicionados psicologicamente pelo que nos aconteceu na Madeira. Este foi o resultado possível e agora é olhar em frente. Há mais ralis e mais campeonato!”

  • Desafio Kumho: Gaspar Pinto repete triunfo e Miguel Carvalho estreia-se a ganhar

    Gaspar Pinto deu ainda aos pneus KUMHO mais um pódio absoluto, numa jornada que contou com 14 equipas integradas no DKP. A quase dezena e meia de equipas que alinhar no rali do Alto Tâmega integradas no Desafio Kumho Portugal, tinham pela frente a tarefa de enfrentarem quatro especiais, com um total de cerca de 76 quilómetros. 4 estavam na Divisão 1 e a restante dezena media forças na Divisão 2.

    Uma equipa esteve em grande destaque, no que concerne aos membros da “armada” Kumho que utilizaram “armas” com quatro rodas motrizes. Gaspar Pinto e Bernardo Gusmão foram sempre muito fortes em todas as especiais, colocando o Mitsubishi Lancer EVO VIII na liderança Kumho e estando, de início a fim, na discussão do pódio absoluto do Campeonato Norte de Ralis, nesta prova organizada pelo CAMI.

    Poderiam até ter estado mais na luta pelo triunfo no rali, se não tivessem sido afetados por fortes problemas de travões. O 2º lugar final no CNR não lhes fugiria e estão também na luta pelo campeonato. A vitória trouxe-lhes ainda uma dupla recompensa extra: São agora líderes ainda mais isolados da divisão no Desafio Kumho Norte, sendo claro que dificilmente perderão este título e reforçaram tremendamente a sua candidatura a vencer o Desafio Kumho Asfalto.

    O 2º Posto na Divisão foi assegurado por Nuno Mateus e Roberto Santos. A dupla estava também em duas frentes, tais como os vencedores, já que se apresentavam à partida do rali como uma das equipas candidatas a vencer na refrega reservada ao Campeonato de Portugal de Clássicos de Ralis. E se no que concerne à luta pelas contas na Divisão 1 Kumho, rodaram sempre atrás de Gaspar Pinto e Bernardo Gusmão, já entre os Clássicos chegaram a liderar, mercê de um andamento eficaz até que o Mitsubishi EVO VI começou a dar problemas, forçando-os a viver um “calvário” até ao fecho do rali. Mesmo assim, asseguram um duplo 2º lugar, entre os Kumho e entre os Clássicos.

    As duas outras duplas que competiram nesta Divisão 1 não foram bafejadas pela sorte.

    Rui Rijo e Gonçalo Assunção vieram desde terras algarvias para tentarem dar seguimento à sua excelente exibição de Castelo Branco, mas uma rutura num diferencial do Mitsubishi Lancer EVO VIII MR ditou o seu abando logo na especial de abertura da prova. Para a dupla Eduardo Santos/Tiago Neves, em Subaru, quando tentavam recuperar após um furo, a quebra da embraiagem no penúltimo troço, ditou a desistência.

    Volte face dramático, dita resultados na Divisão 2

    A luta pela primazia nesta Divisão, foi um autêntico “duelo ao sol” entre dois “pistoleiros”.

    Pedro Miguel Serôdio, navegado por Hugo Marques e Miguel Carvalho, acompanhado por António Reis, foram os protagonistas principais do “filme” e, tal como em qualquer “western” que se preze, o enredo incluiu um volte-face que o público não esperava.

    Mercê de um tempo canhão na primeira especial, Pedro M. Serôdio colocou o Citroen Saxo no comando, que manteve na especial seguinte, mesmo tendo aqui sido mais lento do que o Peugeot 206 de Miguel Carvalho. Os pilotos iriam enfrentar a segunda ronda de especiais separados por 20,8 segundos.

    E então deu-se o drama. Logo após sair da assistência e reabastecer, o Citroen Saxo de Serôdio recusou-se a trabalhar e a equipa viveu momentos de puro drama até ver finalmente o motor “roncar” de novo. O tempo para a ligação era curto e penalizaram fortemente no controlo horário de chegada à especial seguinte. Um minuto de penalização foi a machada final nas pretensões de Serôdio e Marques, vindo a ver a sua diferença para Carvalho e Reis aumentar nessa 3ª PEC, onde perderam mais 5,7 segundos, chegando ao troço final a 56,6 segundos de diferença da frente da corrida, tornando praticamente impossível a “remontada”.

    E assim foi. Miguel Carvalho limitou-se a gerir, perdendo apenas 4,9 segundos nos 14,23 kms finais e chegando ao pódio com uma doce vitoria na Divisão 2 Kumho, tendo Pedro Miguel Serôdio que se contentar com o 2º lugar final.

    O pódio desta Divisão ficou completo com o Nissan Micra 1.3 de João Silva e Nuno Almeida. E nem a baixa cilindrada e a hipotética competitividade relativa do carro, impediram esta dupla de brilhar ao mais alto nível, colocando-se no 3º posto logo na 1ª PEC e defendendo a posição, com unhas e dentes, até ao fecho da prova. Aplauso máximo para João Silva que, ao pódio, somou anda a liderança entre os 1400cc Kumho.

    Logo atrás, o 4º lugar final foi obtido por Rafael e Gonçalo Cunha, num dos Peugeot 106 da Copa. Ainda esboçaram uma aproximação ao pódio, mas a escolha de pneus já usados viria a ser decisiva para os limitar no andamento. A 5ª posição foi o pecúlio alcançado pela equipa Pedro Pereira/Sandro Trindade (Peugeot 106 XSi) que, mesmo com graves problemas de motor, lograram concluir o rali e somar preciosos pontos.

    Sem possibilidades de picar o ponto no controle de chegada final, estiveram mais seis equipas.

    O sempre rápido Francisco Azevedo foi o azarado do dia. Acompanhado, como sempre, por Nuno Ferreira, foi vítima de uma forte saída de estrada na 3ª PEC, que maltratou muito o Peugeot 205 GTi e os levou à desistência. Rui Jorge Cunha foi também vítima de um despiste, mas num teste privado, realizado na sexta feira anterior ao rali, não tendo conseguiu reparar a tempo os danos no Citroen Saxo.

    Já no tocante a desistências por avaria mecânica, Capela Morais/António Vieira viram o motor do Skoda perder todo óleo e entregar a “alma ao Criador”, enquanto o Citroen C2 de Filipe Abrantes/Marco Vilas Boas partia uma transmissão no penúltimo troço. A mesma avaria levou o Citroen Saxo de Vítor Rodrigues/Nuno Alves a ceder, logo no troço inaugural.

    O Seat Leon Tdi de Manuel Pinto não compareceu à partida.

    O 3º Desafio Kumho Portugal volta à competição nos dias 12 e 13 de setembro. Será no rali de Vila do Bispo, prova que contará para os Desafios Kumho Terra, Sul e Centro.

  • Fernando Peres domina CNR no Rali Alto Tâmega

    Aos comandos do Mitsubushi EVO IX da Peres Competições e navegado por José Pedro Silva, o consagrado piloto do Porto dominou por completo a refrega competitiva, vencendo as quatro especiais disputadas pelo pelotão do Campeonato Norte de Ralis. A prova do CAMI Motorsport foi a terceira da temporada Norte.

    Foi um regresso perfeito ao “local do crime”. O campeão portuense tinha conquistado a primeira vitória absoluta da sua carreira no então Nacional de Ralis, na edição de 92 do Rali Alto Tâmega e logo na estreia com um Grupo A (Ford Sierra Cosworth 4X4), pela margem de 1 segundo(!) face a Jorge Bica (Lancia Delta Integrale 16V).

    Afastado agora das lutas do CPR, nem por isso Fernando Peres deixa de dar continuidade à sua longa e farta carreira, continuando a demonstrar uma competitividade notável. Nesta edição, assinou uma exibição a roçar a perfeição e impôs o Mitsubishi nos quatro troços cronometrados do percurso, chegando ao pódio final com uma vantagem de quase minuto e meio sobre toda a concorrência.

    Já com o troféu no bornal, Fernando Peres dava conta “da enorme satisfação que senti em voltar a esta prova. O rali correu-nos bem e a vitória é um prémio fantástico, que quero dedicar ao nosso chefe de equipa Luís Dias, que não pode estar presente!”. Quanto a planos para a discussão do CNR, sendo de destacar que a dupla saltou para a segunda posição do campeonato, muito perto dos líderes, o piloto da Peres Competições não tem “nada definido em termos de calendário. Possivelmente iremos a Vila do Bispo, pois estamos com saudades de um rali de terra. Mais para a frente, veremos o que ainda iremos fazer a Norte”.

    O 2º lugar absoluto foi conquistado com toda a justiça pela dupla Gaspar Pinto/Bernardo Gusmão. Este excelente resultado, que também é uma grande operação pontual na luta pelo título absoluto do CNR, é ainda somado à vitória da equipa na Divisão 1 do Desafio Kumho Portugal.

    E o feito deu-se apesar de esta ter sido mais uma prova com problemas nos travões do Mitsubishi EVO VIII, que condicionou, uma vez mais, a possibilidade de rodarem num rimo mais forte que está perfeitamente ao seu alcance.

    Augusto Costa foi o mais forte nas duas rodas motrizes

    O último degrau do pódio seria reclamado pela dupla que mais brilhou entre as que se inseriam na luta particular das duas rodas motrizes. Sempre rápidos e eficazes aos comandos do Peugeot 208 VTi R2, Augusto Costa e Susana Silva conquistaram o seu segundo pódio consecutivo à geral e estão a assinar uma época notáve nas exibições e nos resultados.

    Quem não teve qualquer sorte do seu lado foi o líder do campeonato. Lucas Simões chegava ao Alto Tâmega invicto e era, com toda a lógica, apontado como grande favorito. O jovem piloto de 22 anos, navegado por Simplício Gonçalves, entrou bem no rali e estava a impor um andamento forte no troço inaugural, quando, cerca de 10 quilómetros depois da partida, o Mitsubishi Lancer Evo IX se desligou inesperadamente. Apesar de várias tentativas, a dupla de pilotos só conseguiu colocar o carro em funcionamento vários minutos depois, mas nos troços seguintes viria a passar pelo mesmo problema, com o Mitsubishi a desligar-se várias vezes. Sem baixar os braços, Lucas Simões e Simplício Gonçalves concentraram-se em chegar ao final do rali e, assim, manterem o comando do campeonato.

    Pedro Serôdio e Fernando Sousa levaram o seu Peugeot 206 ao 4º lugar, apostando num andamento rápido e sem falhas. Logo atrás, o 5º posto foi assegurado pela dupla Miguel Carvalho/António Reis (Peugeot 206, que reclamaram ainda o triunfo na Divisão 2 Kumho.

    Chegaram ao fim da prova 16 das 25 equipas que alinharam integradas no CNR.