Categoria: Ralis

  • Armindo Araújo lidera no Alto Tâmega

    Nem um “susto” na primeira especial foi obstáculo ao domínio do líder do campeonato. Navegado por Luís Ramalho e aos comandos do Skoda Fabia R5 Evo da “The Racing Factory”, o pentacampeão terminou a primeira etapa no comando da prova.

    E nem começou da melhor forma. Logo no primeiro troço, designado Alto Tâmega e com 15,06 kms, o piloto falhou “a travagem numa chicane, que nos terá feito perder cerca de dez segundos e com isto, hipotecar a hipótese de vencer logo a abrir”, registando, mesmo assim a terceira melhor marca, a 3,1 segundos de Bruno Magalhães e Carlos Magalhães, que colocaram assim o Hyundai i20 R5 oficial no comando inicial do rali.

    Mas os 18,72 kms da 2ª PEC (Chaves) assistiram a uma “faena” do líder do campeonato que pulverizou os melhores tempos, ganhando 5,4 segundos aos anteriores líderes, chegando assim ao fecho da primeira etapa na liderança da prova, com 2,3 segundos de vantagem sobre Bruno Magalhães, que também está a realizar uma excelente prova e continua claramente na luta pela vitória. À chegada ao parque fechado, Armindo Araújo reforçava a ideia de que veio ao Rali Alto Tâmega para “lutar pela vitória da primeira à última classificativa. Estamos confiantes para as restantes classificativas de amanhã, mas nada está ganho. Contudo, é bastante positivo terminar o dia na frente”, afirmou Armindo Araújo.

    José Pedro Fontes e Inês Ponte estão também a realizar um rali de grande nível. A equipa do Citroen C3 R5 não pareceu nada afetada pela saída de estrada que sofreram durante o “Qualifying” matutino. O 2º tempo na PEC 1 e a 3ª marca alcançada na PEC 2 deram, no somatório, um lugar no pódio, ao fim deste primeiro dia, a 11,8 segundos da liderança. Não estão, de todo, fora da batalha pelo triunfo.

    A dupla espanhola Óscar Ortiz/José Bouzas lidera duplamente, na classificação da Peugeot Rally Cup Ibérica e entre os 2R2l. Pedro Antunes e Pedro Alves são os melhores portugueses nas duas competições, ocupando o 2º posto, seguidos logo por Pedro Almeida e Hugo Magalhães, no 3º lugar. As 3 equipas partem para a segunda etapa separadas apenas por 2,4 segundos. Isto promete!

    Este primeiro dia de prova ficou marcado, ainda, pelo aparato do despiste no troço de Chaves do jovem inglês Ruari Bell, cujo Ford Fiesta 1.0L, devido a um problema técnico (falta de travões), como o piloto mais tarde reconheceu, saiu de estrada e embateu em dois veículos de segurança do rali, daí resultando três feridos ligeiros.

    CLASSIFICAÇÃO APÓS A 1ª ETAPA

    1º, Armindo Araújo/Luís Ramalho (Skoda Fabia), 18m17,3s

    2º, Bruno Magalhães/Carlos Magalhães (Hyundai i20), a 2.3s

    3º, José Pedro Fontes/Inês Ponte (Citroen C3), a 11.8

    4º, Daniel Berdomás/David Rivero (Citroen C3), a 16,6

    5º, Pedro Meireles/Mário Castro (VW Polo GTI), a 22.3

    6º, Ricardo Teodósio/José Teixeira (Skoda Fabia), a 27.4

    7º, João Barros/Jorge Henriques (Citroen C3), a 33.1

    8º, Miguel Correia/António Costa (Skoda Fabia), a 36.3

    9º, Manuel Castro/Ricardo Cunha (Skoda Fabia)

    10º, Ricardo Sousa/Luís Marques (Peugeot 208 GTI), a 1m53,4s

    A segunda etapa da prova organizada pelo CAMI terá quatro especiais e um total de 67,26 km disputados ao cronómetro.

    Eis o programa para domingo (30 agosto)

    Partida       (Parque Nadir Afonso) 09h00

    PEC 3 – Chaves/Boticas 1 (19,40 km) 09h48

    PEC 4 – Boticas 1 (14,23km) 11h09

    PEC 5 – Chaves/Boticas 2 13h15

    PEC 6 – Boticas 2 – POWER STAGE 14h36

    Final (Parque Nadir Afonso) 15h39

  • Joaquim Bernardes e Laurinda Alves ambiciosos no Rali Alto Tâmega

    Depois de cinco desistências consecutivas, motivado por pequenos problemas mecânicos, a dupla Joaquim Bernardes / Laurinda Alves, ao volante do Volkswagen Golf, preparou  com todo o cuidado o Rali Alto Tâmega que vai para a estrada já este fim de semana.

    Não será demais referir que Joaquim Bernardes testou o Volkswagen Golf por três vezes, duas vezes  junto ao aeródromo da Maia e o outro no circuito Vasco Sameiro em Braga . Segundo Joaquim Bernardes “ os testes correram cinco estrelas, tudo dentro previsto” conclui o piloto do Team Manaiacar.

    Para a prova deste fim de semana, as expectativas são muitas como nos explicou Joaquim Bernardes “depois de todo o cuidado na preparação do Volkswagen Golf, espero que desta vez corra tudo de feição, e consigamos desde o inicio poder lutar pela vitória entre os clássicos .Já vi a lista de inscritos que é muito boa, são oitenta participantes, por isso estou a prever que vá ser um rali com muita luta, o que será excelente, para nos divertirmos, dar o nosso máximo, esperando que o carro esteja não a 100%, mas sim a 1000%, para que possa responder às solicitações. Quero estar o mais concentrado, para não cometer erros, e assim poder atingir os objectivos pretendidos “, completou assim Joaquim Bernardes.

  • Toyota procura regressar às vitórias no Rali da Estónia

    A equipa do construtor nipónico vai retomar o Campeonato Mundial de Ralis da FIA 2020 com o reinicio marcado para o Rali da Estónia de 4 a 6 de setembro.

    A equipa procura retomar os sucessos do início da época e regressa à competição a liderar a classificação de fabricantes, com 21 pontos de avanço, enquanto Sébastien Ogier lidera o campeonato de pilotos, seguido na classificação pelo seu colega Elfyn Evans (em segundo) e Kalle Rovanperä em quarto.
     
    Antes da época ser interrompida por causa da pandemia global de COVID-19, os três pilotos tiveram um bom arranque de campeonato. Naquela que é a época de estreia dos pilotos ao volante do Toyota Yaris WRC, a equipa alcançou bons resultados, com vitórias de Evans na Suécia e Ogier no México, no início do ano.

    O Rali da Estónia é uma adição recente ao calendário revisto de 2020, que permite que a temporada reinicie de forma segura, com normas rígidas em vigor para proteger todos os envolvidos. Esta será a primeira vez que o Rali Estónia fará parte do calendário WRC, embora todas as equipas tenham colocado carros no evento promocional do ano passado. O Rali terá como palco as estradas rápidas e suaves em gravilha, que caracterizam os países bálticos, com espetáculo garantido graças às muitas lombas e saltos. Desde que foram levantadas as restrições, a Toyota preparou-se para o reinício com testes na Finlândia e na Estónia, incluindo a participação no Rali da Estónia do Sul no último fim de semana.

  • Desafio Kumho com 15 equipas no Rali Alto Tâmega

    A competição organizada pela ASR Tyres tem na prova do CAMI mais uma jornada a contar para dois dos seus Desafios: Asfalto e Norte. É nas duas rodas motrizes que encontrámos a maior parte dos inscritos na competição dos pneus coreanos.

    Apenas 15 dias após Mesão Frio, o 3º Desafio Kumho Portugal está de volta à competição. O rali Alto Tâmega marcará a 3º prova da época do Desafio Kumho Norte, sendo a quarta tirada do Desafio Kumho Asfalto.

    11 equipas vão estar em luta pela primazia na Divisão 2. E aqui, a luta tem tudo para ser árdua e aberta, com a particularidade das duas duplas que estão nos lugares cimeiros do Norte e das 6 duplas mais pontuadas no Asfalto, terem optado pela ausência. Com tudo isto, o jovem Pedro M. Serôdio, acompanhado por Hugo Marques, pode vir a ser o grande beneficiado. 3º no DK Norte e 7º no DK Asfalto, o piloto do Citroen Saxo pode vir a dar um salto enorme nas duas contendas, se der continuidade ao andamento vitorioso que demonstrou em Mesão Frio.

    A dupla João Silva/Nuno Almeida (Nissan Micra) quer voltar aos bons resultados enquanto Miguel Carvalho e António Reis, num Peugeot 206 GTi se apresentam depois de um bom resultado na prova da Porta do Douro. Já Capela Morais e António Vieira têm tudo para lutar pelos lugares da frente, pois a rapidez tem sido constante aos comandos do seu Skoda Fabia RS TDi.

    O mesmo se pode dizer de Francisco Azevedo e Nuno Ferreira. Esta equipa “espreme” todo o sumo que há para espremer do Peugeot 205 GTi e normalmente dão muito trabalho aos adversários. Filipe Abrantes e Marco Vilas Boas voltam ao norte para tentar brilhar com o Citroen C2, enquanto Manuel Pinto se inscreve com um Seat Leon 2.0 Tdi.

    Mais 3 equipas vão competir na Divisão 2. O Citroen Saxo é escolhido como “arma de eleição” da dupla Vítor Rodrigues/Nuno Alves e do Rui Jorge Cunha, cabendo a Pedro Pereira e Sandro Trindade alinhar num Peugeot 106 SXi

    Luta a quatro na Divisão 1

    Na Divisão 1, são 4 as equipas que se apresentam “ao serviço” no Alto Tâmega. Gaspar Pinto e Bernardo Gusmão têm na prova transmontana uma oportunidade para reforçar a sua liderança na tabela pontual do Desafio Kumho Norte, chegando-se ainda mais à frente no que respeita à geral do Desafio Kumho Asfalto, onde são atualmente terceiros, beneficiando das ausências das duplas que estão nos dois primeiros lugares dois primeiros, Armando Carvalho/Ana Santos e Rui Santos/João Sebastião.

    A equipa do Mitsubishi EVO VIII vai enfrentar a oposição de Nuno Mateus e Roberto Santos, que, tripulando o Mitsubishi EVO IV, estão no rali também com o foco posto na luta pela vitória no Campeonato de Portugal de Clássicos de Ralis, do Subaru Impreza WRX STi do jovem Eduardo Santos, navegado por Tiago Neves e ainda dos algarvios Rui Rijo e Gonçalo Assunção, num Mitsubishi EVO VIII MR, que tão boa conta de si deram no asfalto de Castelo Branco.  Está tudo reunido para que assistamos a uma luta intensa entre os 4 protagonistas.

  • Lucas Simões defende liderança do Campeonato Norte no Rali Alto Tâmega

    Duas vitórias nas duas primeiras provas da temporada colocam Lucas Simões e o navegador Simplício Gonçalves como líderes isolados do Campeonato Norte de Ralis. Dupla do Mitsubishi Lancer Evo IX da OA quer prosseguir bom momento de forma no asfalto do Rali Alto Tâmega, a realizar no próximo fim de semana.

    Lucas Simões disputou o Rali Alto Tâmega em 2018 (com um Renault Mégane RS) e em 2019 (Mitsubishi Lancer Evo VI), mas o jovem piloto de 22 anos sabe que a edição de 2020 terá um percurso bastante diferente, agora que a prova nortenha regressa ao principal escalão dos ralis nacionais.

    “Só vamos fazer os reconhecimentos do rali na quinta-feira, mas pelo que percebemos os troços deverão ser muito diferentes dos de 2019. São classificativas longas, com 19,4 kms e 14,2 kms, respetivamente, por isso é preciso um ritmo consistente e concentração máxima. Começámos a época de forma bastante positiva, com duas vitórias no Regional Norte. A nossa dinâmica mantém-se: vamos tentar entrar forte nos primeiros troços e depois adaptar a nossa estratégia para o resto do rali. Para a nossa equipa, o grande objetivo no Alto Tâmega é reforçar o comando do campeonato”, referiu Lucas Simões, que é navegado por Simplício Gonçalves, uma dupla que triunfou no Rali Serras de Fafe e Felgueiras (em pisos de terra) e no Rali Município de Mesão Frio (asfalto).

    Terceira prova do Campeonato Norte de Ralis, o Rali Alto Tâmega disputa-se integralmente este domingo para os concorrentes do ‘Regional’, com quatro classificativas no asfalto de Chaves e Boticas, que perfazem 67,26 quilómetros cronometrados.

  • Team Shore Racing vai ao Rali Alto Tâmega para evoluir

    André Cabeças e Bino Santos regressam ao Campeonato de Portugal de Ralis na prova do CAMI. A dupla quer deixar para trás a malapata que os tem perseguido esta época. Fazer quilómetros, evoluir na adaptação ao Citroen DS3 R5 e galgar o palanque de chegada, são os objetivos da dupla.

    A presente época tem sido um duro “caminho das pedras” para André Cabeças e Bino Santos. Se em Castelo Branco, um erro ditou uma saída de estrada e o consequente abandono, ainda o rali ia na fase inicial, já em Mesão Frio seria a bomba de gasolina do DS3 R5 a ceder, logo na 2ª PEC, depois da dupla ter registado o segundo melhor tempo entre os X5 na classificativa noturna inaugural.

    Dessa forma, André Cabeças e Bino Santos não conseguiram testar a evolução que o Citroen tinha sofrido antes do rali disputado nas Portas do Douro. O carro foi alvo de um “upgrade”, tendo sido introduzida a evolução que a marca francesa apresentou em 2017. A mesma seria a última para o DS3.

    André Cabeças lamenta “a falta de sorte que nos impediu de rodar em Mesão Frio e logo num rali que é espetacular, muito técnico e onde poderíamos evoluir muito o carro e a nossa adaptação ao mesmo, até porque é uma prova que conhecemos muito bem e onde somos sempre muito rápidos e muito fortes. A bomba de gasolina cedeu e nada havia a fazer”. Foi um desfecho “frustrante, até porque mal chegamos a casa, foi só trocar a bomba e o carro ficou em pleno”.

    Como tal e embora não estivesse no calendário inicial, o Team Shore Racing decidiu alinhar no Rali Alto Tâmega. A falta de quilómetros em competição faz com que esta decisão tenha toda a logica.

    “Praticamente ainda não conseguimos competir com o carro. Por isso vamos até Trás-os-Montes para participar em mais um rali do CPR. Queremos terminar o rali e acumular quilómetros. Mas não vamos para ser lentos. Tudo faremos para rodar dentro do Top 10, sendo também objetivo encurtar o que nos separa dos mais rápidos em termos de tempo perdido por quilómetro, percebendo assim de que forma é que esta evolução tornou o DS3 R5 mais competitivo e também aquilatar da nossa capacidade para extrair do carro toda a sua potencialidade” destaca o piloto.

    A edição 2020 do Rali Alto Tâmega terá início na tarde de 29 de agosto, sendo disputadas duas especiais, nesse primeiro dia. No domingo, 30 de agosto, serão 6 as classificativas a percorrer. Em termos de calendário 2020, o Team Shore Racing vai ainda marcar presença nos Ralis Vidreiro, Montelongo; Casinos do Algarve e Camélias.

  • Alto Tâmega 1990: O adeus da Diabolique

    O Rali Alto Tâmega, que entre 1983 e 1992 fez parte, ininterruptamente, do Campeonato de Portugal, foi palco de um marco histórico: a última prova da equipa Diabolique, antes do fecho de portas. Estávamos em Setembro de 1990 e a equipa portuense estreava o novíssimo Ford Sierra Cosworth 4X4 no rali transmontano. A Guerra do Golfo eclodira no mês anterior, criando alguma instabilidade a nível mundial, e acabou por contribuir para o final da equipa mais vitoriosa de sempre dos ralis portugueses.

    Fonte: Santos Rally Channel

    A dupla Joaquim Santos/Miguel Oliveira trocava o “velho” Sierra RS Cosworth de duas rodas motrizes pelo novíssimo Sierra 4×4, a última arma da Ford no Mundial, para a penúltima prova da temporada, na tentativa de contrariar o domínio de Carlos Bica e do Lancia Delta Integrale 16V. A Diabolique entra nesse Rali Alto Tâmega com o pé direito, já que Santos foi o mais rápido no primeiro troço, mas logo a seguir uma saída de estrada coloca-o fora da luta pela vitória, ao perder quase um minuto. De resto, a competitividade do Sierra 4X4 face ao Lancia também não impressionara em demasia o patrão da equipa.

    Joaquim Santos concluiu o rali na quarta posição, a 1m27s do vencedor Carlos Bica, que festejou em Vidago a conquista do “tri”, ao bater António Coutinho (Toyota Celica GT-4) por 41 segundos. “Ainda antes do Rali Alto Tâmega, o Udo Kruse, administrador da Ford Lusitana, a propósito da Guerra do Golfo, confidenciou ao Miguel Oliveira que, face aos efeitos da instabilidade económica resultante daquele conflito, não tinha a certeza se tanto a Ford [norte-americana] como a Castrol [inglesa], duas empresas oriundas de países bastante comprometidos com aquela situação de guerra no Médio Oriente, continuariam a apoiar a Diabolique no ano seguinte. Com o campeonato decidido no fim do rali transmontano, o doutor decidiu que já não iríamos à última prova, no Algarve, e pouco depois entendeu avançar para a extinção da equipa”, recorda Joaquim Santos, ainda hoje o piloto com maior número de vitórias em ralis do campeonato principal: 39.

    Embora preferisse os pisos de terra, Joaquim Santos confessa que se sentiu sempre como peixe na água nas classificativas de asfalto do Rali Alto Tâmega. “Basta ver que sou o piloto com maior número de vitórias, para se entender que sempre gostei do rali transmontano. Lembro-me, até, de um ano ter vencido por uma diferença muito pequena, 1 ou 2 segundos. O último troço era o de Boticas e eu tinha apenas um 1 segundo de vantagem para o adversário com quem discutia a vitória, julgo que um dos pilotos da Renault, Inverno Amaral ou Manuel Mello Breyner. Chovia copiosamente e eu lá me ia ‘segurando’ nas bermas, sempre na expetativa de que algo pudesse correr mal. Mas valeu a pena arriscar daquela maneira, pois vencei o rali”, contou-nos o piloto de Penafiel, sobre o momento “quente” e decisivo ocorrido na edição de 1987, quando bateu Manuel Mello Breyner, então no Renault 11 Turbo da equipa Renault Galp, por… 2 segundos.

    No próximo fim de semana, ao fim de 28 anos, o Rali do Alto Tâmega regressa, pela mão do CAMI Motorsport, ao Campeonato de Portugal, sendo ainda pontuável no Campeonato de Portugal GT de Ralis, Campeonato de Portugal de Clássicos de Ralis, Campeonato Norte de Ralis, Peugeot Rally Cup Ibérica, Challenge R2&YOU e 3º Desafio Kumho Portugal.

  • Vítor Pascoal quer reforçar liderança no Rali Alto Tâmega

    Vítor Pascoal regressa no próximo fim de semana a uma prova que venceu à geral em 2019, o Rali Alto Tâmega. Piloto do Baião Rally Team, navegado por Ricardo Faria, vai desta vez focar-se em levar o Porsche 991 GT3 Cup a novo triunfo no Campeonato de Portugal de Ralis GT.

    O bicampeão nacional abriu a temporada com uma vitória no CPRGT em Castelo Branco e agora quer repetir esse feito no asfalto do Rali Alto Tâmega, uma prova que venceu à geral em 2019. Vítor Pascoal, que este ano também já ganhou entre os GT na Rampa Porca de Murça, sabe que os veículos R5 deverão agora ocupar os primeiros lugares da geral no Alto Tâmega, concentrando-se por isso em lutar pela pontuação máxima no CPRGT.

    “É um facto que ganhámos o Rali Alto Tâmega em 2019, mas este ano a prova tem um percurso bastante diferente e só mantém uma secção que é bastante penalizadora para os Porsche”, referiu Vítor Pascoal. “Em condições normais, os R5 serão carros imbatíveis à geral, por isso o nosso grande objetivo é tentar ganhar entre os GT e dar mais um passo seguro na luta pelo título. Tem sido uma fase exigente para todos e a nossa equipa não é exceção. Vamos tentar retribuir o esforço e dar mais uma vitória aos nossos patrocinadores”, afirmou o piloto do Baião Rally Team.

    A edição de 2020 do Rali Alto Tâmega terá um total de seis classificativas de asfalto (duas no sábado e quatro no domingo), divididas entre os concelhos de Chaves e Boticas, num percurso de 101,04 quilómetros cronometrados.

  • Rali do Alto Tâmega: casa cheia no regresso ao CPR

    O Rali do Alto Tâmega, quarta prova do Campeonato de Portugal de Ralis, que o CAMI Motorsport organizará este próximo fim de semana, vai ter lotação esgotada em termos de inscritos, já que foram recebidos 81 pedidos. A lista de inscritos oficial será divulgada esta terça-feira e incuirá a “nata” das equipas que disputam as 7 competições que estarão em ação na prova.

    Com a “morte” anunciada do Rali dos Açores, elevou-se ainda mais a já farta importância que estava assumida pela quarta tirada do CPR 2020.

    A região do Alto Tâmega torna-se assim o ringue privilegiado de mais um “mata mata” entre os principais candidatos ao cetro nacional absoluto e aos restantes títulos em discussão. Mais de meia centena (51) dos pilotos inscritos são do Campeonato de Portugal de Ralis, incluindo GT e Clássicos, sendo importante assinalar que nesta sua prova de estreia a Peugeot Rally Cup Ibérica terá nada menos que 16 equipas participantes com os novos 208 R4, entre equipas portuguesas e espanholas.

    “Só podemos estar satisfeitos e orgulhosos com esta lista de inscritos e direi mesmo que melhor seria quase impossível, atendendo à nova realidade que estamos a viver. O CAMI sente-se recompensado pelo trabalho e empenho, em parceria com os municípios de Chaves, de Boticas e os nossos restantes parceiros, para colocar a região do Alto Tâmega no lugar que merece através de um evento desportivo de referência. Estamos conscientes da responsabilidade acrescida que temos sob os ombros e apenas prometemos dar o nosso melhor para que o rali, no próximo fim de semana, alcance o êxito que todos desejamos”, disse Nuno Loureiro, presidente do CAMI Motorsport.

    Para além do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR), o rali é pontuável ainda no Campeonato de Portugal GT de Ralis, Campeonato de Portugal de Clássicos de Ralis, Campeonato Norte de Ralis, Peugeot Rally Cup Ibérica, Challenge R2&YOU e para o 3º Desafio Kumho Portugal, nas suas vertentes Asfalto e Norte.

    Recorde-se, entretanto, o horário da prova:

    SÁBADO (29 agosto)

    Partida (Parque Nadir Afonso)          15h30

    PEC 1 – Alto Tâmega (15,06 Km)      16h10

    PEC 2 – Chaves (18,72 km)                16h53

    Final: Parque Nadir Afonso                18h35

    DOMINGO (30 agosto)

    Partida (Parque Nadir Afonso)          09h00

    PEC 3 – Chaves/Boticas 1(19,40 km) 09h48

    PEC 4 – Boticas 1 (14,23km)              11h09

    PEC 5 – Chaves/Boticas 2                  13h15

    PEC 6 – Boticas 2 – POWER STAGE   14h36

    Final (Parque Nadir Afonso)              15h39

  • Fernando Teotónio e Luís Morgadinho vão ao Rali Alto Tâmega com uma missão: vencer!

    Num 2020 agridoce, que tem submetido o macambi Racing Team a uma montanha russa de emoções, alternando a vitória com os incidentes e resultados menos bons, o Rali Alto Tâmega assume-se como uma operação fundamental para as aspirações da dupla ao título nos RC2N.

    O próximo fim-de-semana, para o regresso a Portugal Continental do Campeonato de Portugal de Ralis. A quarta prova da temporada decorrerá no coração do nordeste transmontano, com o regresso, 28 anos depois, do Rali Alto Tâmega ao calendário do campeonato maior.

    A prova organizada pelo CAMI assume uma importância extrema para a dupla, no que concerne às aspirações do título entre os RC2N. Depois do resultado negativo no Vinho Madeira, Fernando Teotónio afirma que é imperativo “vencer os RC2N no Alto Tâmega para voltarmos à rota do título. Este tem sido um ano de altos e baixos no que respeita aos resultados, embora estejamos muito satisfeitos por ter estado sempre na luta pela vitória em todas as provas já realizadas”. O piloto do Macambi Racing Team antevê uma prova “muito difícil. Primeiro, porque será a nossa estreia absoluta naquelas estradas, ao contrário de alguns adversários que já as conhecem. Depois, a nossa concorrência é cada vez mais forte e de certeza que vamos ter muita luta pelo triunfo, ao longo de toda a prova”.

    Para atenuar o desconhecimento das especiais, Teotónio tem “investido algum tempo a ver os vídeos que a organização disponibilizou. Parecem-me ser troços muito desafiantes e que exigem muita concentração, mas é desse tipo de especiais que gostamos e onde nos sentimos melhor. Depois, a extensão já significativa que cada um apresenta, também é um fator que nos agrada, pois, usualmente, conseguimos ser sempre competitivos, sem perder nem o foco, nem a concentração, nos troços mais longos”.

    Este trabalho de casa foi secundado pelo navegador e team manager Luís Morgadinho que assume a importância do rali e realça o alto nível de motivação da equipa. Para ele, este rali “tem tudo para ser o nosso regresso aos bons resultados e aqui, leia-se às vitórias. Embora seja, uma vez mais, um rali em território desconhecido e só vamos treinar um dia, estamos confiantes no nosso valor e no valor da nossa equipa”.

    Se na noite que mediou a 1ª da 2ª etapa do Rali Vinho Madeira, a equipa técnica da Domingos Sport assinou um verdadeiro milagre ao colocar o Mitsubishi Lancer EVO X nas mínimas condições para conseguir concluir a estreia madeirense da dupla, no regresso à oficina deu para, segundo Luís Morgadinho, perceber que “os estragos tinham sido muito grandes. Felizmente, a Domingos Sport conseguiu recuperar totalmente o carro, em mais um trabalho técnico notável e vamos para o Alto Tâmega com a confiança no máximo. Queremos vencer, até para lhes dedicar esse triunfo, como forma de lhes agradecer todo o trabalho que têm desenvolvido”.