Categoria: Todo Terreno

  • Maria Luís Gameiro supera etapa maratona do Dakar 2026 apesar de avaria e mantém-se em prova

    Maria Luís Gameiro supera etapa maratona do Dakar 2026 apesar de avaria e mantém-se em prova

    Maria Luís Gameiro concluiu esta quarta-feira a 10.ª etapa do Dakar Rally 2026 com o 52.º tempo na categoria Ultimate, num dos dias mais exigentes de toda a prova. A piloto portuguesa enfrentou a segunda metade da segunda etapa maratona com o seu MINI JCW T1+ da X-raid afetado por um diferencial danificado, conseguindo ainda assim levar o carro até ao bivouac de Bisha.

    A especial contou com 420 quilómetros cronometrados, dos quais 300 em dunas puras, tornando esta jornada um verdadeiro teste de resistência mecânica, física e mental. Apesar das limitações, a dupla formada por Maria Luís Gameiro e a navegadora espanhola Rosa Romero manteve-se competitiva e sólida ao longo de todo o percurso.

    O resultado permite à portuguesa consolidar o 42.º lugar da classificação geral dos Ultimate, uma posição que não traduz totalmente o grau de dificuldade enfrentado nesta maratona, considerada uma das mais duras do Dakar 2026. Com a assistência mecânica finalmente disponível em Bisha, a equipa pôde intervir no MINI após dois dias sem apoio externo, fechando a maratona com o carro ainda em prova e a moral elevada para a reta final do rali.

    No final da etapa, Maria Luís Gameiro sublinhou a importância de ter superado mais um grande obstáculo: “Conseguimos! Chegámos ao fim da segunda maratona com o nosso MINI inteiro, apesar de todos os contratempos. O problema na transmissão preocupou-nos constantemente, mas o carro aguentou. Hoje foram 420 quilómetros com um mar de dunas pela frente, começámos cautelosos mas ganhámos confiança ao longo da etapa e conseguimos muitas ultrapassagens.”

    A piloto portuguesa destacou ainda o espírito da dupla para as etapas que faltam: “Faltam três etapas para o fim e a de amanhã vai exigir muito ao nível da navegação, mas a parceria com a Rosa está cada vez melhor. Apesar de cansada, percorrer o deserto saudita renovou a minha motivação para chegar ao fim.”

    O Dakar Rally 2026 entra agora na sua fase decisiva, com três etapas pela frente, incluindo uma jornada de navegação particularmente complexa já esta quinta-feira.

  • Hélder Rodrigues termina 10.ª etapa do Dakar 2026 em 7.º lugar na categoria SSV

    Hélder Rodrigues termina 10.ª etapa do Dakar 2026 em 7.º lugar na categoria SSV

    Hélder Rodrigues concluiu esta quarta-feira a 10.ª etapa do Dakar Rally 2026 na 7.ª posição da categoria SSV, aos comandos do seu Polaris RZR PRO, numa jornada particularmente exigente que correspondeu à segunda parte da etapa maratona da prova. O dia terminou no bivouac instalado em Bisha, após uma especial cronometrada de 371 quilómetros, marcada por um longo e duro setor de dunas.

    Ao longo dos dois dias desta jornada maratona, o piloto português — antigo campeão do mundo de motociclismo todo-o-terreno — foi o 4.º classificado entre os concorrentes inscritos no W2RC (World Rally-Raid Championship), o que lhe permitiu somar quatro pontos para o campeonato.

    Navegado por Gonçalo Reis e inscrito pela Santag Racing, Hélder Rodrigues manteve um ritmo consistente durante toda a etapa, repetindo o sétimo lugar já alcançado no dia anterior.

    No final da especial, o piloto português fez um balanço positivo do desempenho:

    “Terminámos os dias da etapa maratona com dois 7.º lugares e uma melhoria no nosso ritmo de corrida. Ontem partimos da 116.ª posição da geral e, mesmo no pó, conseguimos andar bem. Hoje foi um dia duríssimo, mas tentámos manter um ritmo consistente. Amanhã vamos tentar melhorar a nossa corrida”, afirmou à chegada a Bisha.

    O Dakar Rally 2026 prossegue esta quinta-feira com a 11.ª etapa, que ligará Bisha a Al Henakiyah, numa especial de 347 quilómetros cronometrados. O percurso promete ser particularmente exigente do ponto de vista da navegação, com numerosos cruzamentos e entroncamentos, exigindo máxima concentração e precisão para evitar erros e alcançar o próximo bivouac.

  • Serradori brilha em Bisha enquanto Al Attiyah assume o comando do Dakar

    Serradori brilha em Bisha enquanto Al Attiyah assume o comando do Dakar

    Mathieu Serradori voltou a surpreender no Dakar e fê-lo em grande estilo. O piloto francês, que em 2020 conquistou a sua primeira vitória em etapas quando ainda era considerado um outsider romântico do todo-o-terreno, atingiu agora uma nova dimensão competitiva. Depois de ter alcançado no ano passado o melhor resultado da carreira, com o sexto lugar da geral aos comandos de um T1 de tração integral, Serradori confirmou a sua evolução ao vencer de forma autoritária a especial de 420 quilómetros até Bisha.

    Num dia particularmente exigente, o piloto do CR7 bateu Nasser Al Attiyah por mais de seis minutos e subiu quatro posições na classificação geral, passando a ocupar o quinto lugar, a 33 minutos do líder. Uma prestação que confirma que o francês deixou definitivamente de ser apenas um talento ocasional para se afirmar como um verdadeiro protagonista entre a elite do Dakar.

    Apesar da vitória de Serradori na etapa, o grande vencedor estratégico da jornada foi Nasser Al Attiyah. O piloto do Dacia Sandrider impôs-se nas dunas e regressou ao comando da classificação geral, transformando uma diferença mínima de apenas 1m10s entre os três primeiros, registada na véspera, numa vantagem de 12 minutos sobre o sul-africano Henk Lategan, que sofreu com falta de combustível e um erro de navegação. Nani Roma mantém-se no pódio provisório, agora a 12m50s do líder qatari.

    A luta pelos lugares cimeiros ganhou ainda mais intensidade com a recuperação de Sébastien Loeb. O francês colocou o segundo Dacia Sandrider no quarto lugar da geral, a 23 minutos de Al Attiyah, beneficiando dos problemas enfrentados por Carlos Sainz e Mattias Ekström. Com várias equipas ainda em jogo, a fase final do Dakar promete um duelo de alto risco entre alguns dos maiores nomes do todo-o-terreno mundial.

  • Queda de Daniel Sanders relança a luta pelo Dakar

    Queda de Daniel Sanders relança a luta pelo Dakar

    Daniel Sanders provou hoje que, mesmo no auge do seu domínio, continua a ser humano. O australiano da KTM, que iniciou a temporada de 2025 com a vitória no Dakar e a terminou como campeão do mundo, entrou nesta etapa do Dakar 2026 como líder confortável da classificação geral, com mais de seis minutos de vantagem sobre Ricky Brabec. Tudo apontava para mais uma jornada controlada no percurso circular com partida e chegada em Yanbu, mas o cenário mudou de forma dramática a 138 quilómetros do final da especial.

    Apesar da sua velocidade, resistência física e reconhecida capacidade de navegação, Sanders caiu e magoou o ombro esquerdo, sendo obrigado a seguir até ao final em grandes dificuldades. O australiano ainda conseguiu terminar a especial, mas perdeu cerca de meia hora, comprometendo seriamente a sua tentativa de conquistar um novo Dakar para a Red Bull KTM Factory Racing.

    A formação austríaca, no entanto, continua com aspirações ao título através de Luciano Benavides. O argentino, que partiu para a etapa na nona posição, esteve muito perto de vencer a especial e mantém-se plenamente na luta pela vitória final. A três dias do fim, Benavides está separado por apenas cerca de 20 segundos de Ricky Brabec, da Monster Energy Honda HRC, num duelo que promete ser imprevisível até ao último quilómetro.

    A vitória na etapa sorriu a Adrien Van Beveren. O piloto francês viveu uma prova de altos e baixos desde o arranque em Yanbu, mas conseguiu finalmente conquistar a sua primeira vitória desta edição no caminho para Bisha. O triunfo teve ainda um simbolismo especial, ao coincidir com o dia em que o bivouac homenageou Thierry Sabine, criador do Paris–Dakar e do Enduro du Touquet, prova que projetou Van Beveren, vencedor em três ocasiões entre 2014 e 2016. Este foi o sétimo triunfo do francês em etapas do Dakar e permitiu-lhe subir para o sexto lugar da classificação geral, a cerca de uma hora do líder americano.

  • João Ferreira redefine objetivos após etapa maratona no Dakar

    João Ferreira redefine objetivos após etapa maratona no Dakar

    João Ferreira e Filipe Palmeiro viveram uma 10.ª etapa particularmente dura no Dakar, a segunda parte da jornada maratona, que acabou por obrigar a dupla da Repsol Portugal a redefinir os seus objetivos para o que resta da prova. No percurso entre o bivouac refúgio e a cidade de Bisha, a equipa voltou a apresentar um bom ritmo, terminando a etapa na 21.ª posição e subindo ao 20.º lugar da classificação geral.

    Apesar do desempenho sólido, os danos acumulados na etapa anterior impediram uma recuperação mais expressiva, deixando a luta pelos lugares do pódio definitivamente fora de alcance. A partir deste momento, a prioridade da dupla portuguesa passa a ser a vitória numa das três etapas que ainda faltam disputar.

    No final do dia, João Ferreira não escondia a frustração com o desfecho da jornada maratona. “Estamos dececionados com o resultado desta etapa, que nos deixou completamente fora da luta pelos nossos objetivos. Saímos de Al Duwadimi em décimo da geral e bem dentro da luta pelos lugares do pódio e, dois dias depois, ocupamos a 20.ª posição, bem longe dos lugares cimeiros. O Dakar é assim, não perdoa. Agora resta-nos agarrar com determinação a possibilidade de vencer uma das três etapas que faltam, apoiando a equipa em tudo o que seja necessário”, afirmou o piloto português.

    A prova prossegue amanhã com a 11.ª etapa do Dakar 2026, que ligará Bisha a Al Henakiyah, num percurso total de cerca de 882 quilómetros entre ligações e sectores cronometrados, incluindo uma especial de 347 quilómetros. Embora não apresente obstáculos extremos, o traçado promete ser exigente do ponto de vista da navegação, com numerosas interseções, bifurcações e decisões rápidas no roadbook, tornando esta etapa uma verdadeira prova de precisão num momento em que a corrida entra na sua fase decisiva.

  • Maria Luís Gameiro resiste a nova jornada dura na 9.ª etapa do Dakar

    Maria Luís Gameiro resiste a nova jornada dura na 9.ª etapa do Dakar

    A 9.ª etapa do Dakar 2026, que marcou a primeira metade da segunda maratona, voltou a testar ao limite a resistência física e mental de Maria Luís Gameiro. Num dia já de si extremamente exigente ao nível da navegação, com muitos concorrentes a perderem tempo à procura do rumo certo, a piloto portuguesa viu ainda o azar bater-lhe à porta através de um problema sério no diferencial do seu MINI JCW T1+.

    O incidente ocorreu quando Maria Luís e a navegadora Rosa Romero tentavam ultrapassar um concorrente que dificultava a manobra de passagem. A dupla saiu ligeiramente da linha ideal e acabou por embater com o diferencial numa pedra de grandes dimensões, provocando danos imediatos. Obrigadas a parar na zona destinada à troca de pneus, tentaram ali fazer uma intervenção de recurso que lhes permitisse continuar em prova.

    Apesar de conseguirem seguir, o ritmo passou a ser fortemente condicionado. O diferencial ficou a emitir um ruído preocupante, forçando a dupla a adotar uma condução muito mais cautelosa, centrada exclusivamente em chegar ao fim da etapa e ao bivouac “refúgio”. A este problema mecânico juntaram-se ainda as enormes dificuldades de navegação que marcaram o dia, aumentando o atraso acumulado numa jornada particularmente seletiva.

    Ainda assim, Maria Luís Gameiro e Rosa Romero conseguiram alcançar o acampamento maratona com o MINI ainda operacional. Embora o cenário esteja longe de ser ideal, o facto de o carro manter tração integral, mesmo com o diferencial danificado, permite encarar a segunda parte da maratona com alguma esperança e, sobretudo, com o objetivo de continuar a lutar para chegar ao final deste Dakar.

    No final da etapa, Maria Luís não escondia a dureza do dia, mas mantinha intacta a sua determinação: “Foi um dia complicado, sem dúvida. A etapa já era difícil pela navegação, mas conseguimos ainda torná-la mais dura. Estávamos a tentar ultrapassar um concorrente que não nos deixava passar, saímos um pouco fora de pista e acabámos por bater com o diferencial numa daquelas pedras grandes. A partir daí ficámos logo com o coração nas mãos. Parámos para ver o que era possível fazer e conseguimos compor minimamente a situação, mas o diferencial ficou a fazer um barulho medonho e o objetivo passou a ser apenas chegar ao fim. Fomos muito devagar, sempre a ouvir o carro e a tentar perceber se ia aguentar até ao bivouac. Ainda por cima, a navegação hoje estava muito difícil e também perdemos tempo aí. O mais importante é que chegámos. Enquanto o Dakar nos deixar andar, eu vou andando. Posso ir mais devagar, mas o objetivo é continuar em prova e chegar ao fim.”

  • João Ferreira fora da luta pela geral após incidente na 9.ª etapa do Dakar

    João Ferreira fora da luta pela geral após incidente na 9.ª etapa do Dakar

    João Ferreira e Filipe Palmeiro ficaram hoje fora da luta pelas suas principais ambições no Dakar, depois de uma etapa marcada por contratempos que acabaram por comprometer de forma definitiva as suas hipóteses na classificação geral. Após um início difícil, em que praticamente todos os candidatos perderam algum tempo, o piloto português vinha a recuperar de forma muito consistente e já ocupava a nona posição da geral virtual quando tudo se complicou.

    A cerca de 100 quilómetros do final, a Toyota Hilux da dupla embateu numa pedra numa zona de velocidade limitada, em condições de visibilidade muito reduzida devido ao pó de outro concorrente. O impacto arrancou uma das rodas da frente, obrigando Ferreira e Palmeiro a uma longa paragem para reparar a viatura, o que lhes custou mais de duas horas e meia face ao vencedor da etapa. O contratempo é ainda mais penalizador tendo em conta que a equipa não contará com o apoio direto da SVR e da Toyota Gazoo Racing South Africa no bivouac refúgio onde irá pernoitar, estando limitada a meios próprios para uma eventual reparação mais profunda.

    João Ferreira explicou no final um dia particularmente duro. “Não há muito a dizer. Logo na primeira parte da etapa, uma fuga de óleo da caixa de direção deixou-nos sem direção assistida durante cerca de 50 quilómetros. No Pit Stop a equipa ajudou-nos a resolver o problema e conseguimos prosseguir a bom ritmo. Depois, já a 100 quilómetros do final, numa zona limitada a 30 km/h e no pó de outro concorrente, bati numa pedra e arranquei uma das rodas da frente. Consegui reparar e acabar a etapa e o carro parece estar ok. O nosso único objetivo daqui para a frente será lutar pelo triunfo em etapas”, afirmou o piloto português.

    A prova prossegue amanhã com a 10.ª etapa do Dakar 2026, que marca a segunda parte da jornada maratona. O percurso será um traçado circular com partida e chegada em Bisha, incluindo uma especial cronometrada de cerca de 371 quilómetros dominada por areia e extensos campos de dunas. A diversidade e complexidade do terreno, com dunas de diferentes formas e consistências, promete voltar a exigir o máximo de técnica, navegação e gestão de risco por parte dos concorrentes, num dos dias potencialmente mais seletivos desta edição do Dakar.

  • Hélder Rodrigues sétimo nos SSV na 9.ª etapa do Dakar

    Hélder Rodrigues sétimo nos SSV na 9.ª etapa do Dakar

    Hélder Rodrigues concluiu hoje a 9.ª etapa do Dakar ao colocar o seu Polaris na sétima posição da categoria SSV, numa jornada particularmente exigente que marcou o início da segunda etapa maratona da prova rainha do todo-o-terreno mundial. O dia foi composto por uma especial cronometrada de 410 quilómetros, disputada maioritariamente em setores rochosos, antes de terminar numa difícil e seletiva travessia de dunas.

    Aos comandos de um Polaris RZR PRO preparado pela Santag Racing e navegado por Gonçalo Reis, o piloto português manteve um ritmo sólido e consistente ao longo de toda a especial, gerindo com inteligência uma etapa em que a fiabilidade e a navegação tiveram um peso decisivo. Hélder Rodrigues continua focado em concluir com sucesso aquela que é já a sua 13.ª participação no Dakar, a segunda aos comandos de um SSV, na mais dura e exigente prova do todo-oterreno mundial.

    A caravana do Dakar enfrenta amanhã a 10.ª etapa, correspondente à segunda parte da jornada maratona, que levará os concorrentes do acampamento onde pernoitam até Bisha, num percurso cronometrado de 371 quilómetros. O traçado promete voltar a ser implacável, com um longo e exigente setor de dunas que deverá testar ao limite pilotos, máquinas e estratégias.

  • Martim Ventura sobe ao 4.º lugar da Rally2 na Etapa 9 do Dakar

    Martim Ventura sobe ao 4.º lugar da Rally2 na Etapa 9 do Dakar

    Depois do dia difícil vivido ontem pelo bp Ultimate Adventure Team, marcado pelo abandono de Gonçalo Guerreiro após fraturar um braço, a nona etapa do Dakar 2026 trouxe uma resposta positiva através de Martim Ventura. O jovem piloto português concluiu a exigente jornada maratona entre Wadi Ad-Dawasir e o acampamento de Bisha e subiu ao 4.º lugar da categoria Rally2.

    A etapa, que marcou o arranque da segunda maratona do rali, contou com 410 quilómetros cronometrados, disputados maioritariamente em terrenos rochosos, antes de uma longa e exigente travessia de dunas.

    Martim Ventura, piloto oficial HRC Honda, teve um começo de dia particularmente difícil. No primeiro ponto de controlo, ao quilómetro 41, acumulava já uma perda de 21 minutos, ocupando a 79.ª posição. No entanto, a partir desse momento, protagonizou uma recuperação notável, impondo um dos ritmos mais rápidos da etapa até ao final, apenas superado pelo vencedor do dia. O desempenho permitiu-lhe terminar em 14.º na Rally2 na etapa, resultado suficiente para subir ao 4.º lugar da classificação geral da categoria, ficando agora a cerca de cinco minutos do pódio. Na classificação absoluta, mantém o 14.º lugar, a 34 minutos do Top-10.

    A caravana do Dakar enfrenta agora a Etapa 10, segunda parte da jornada maratona, que levará os concorrentes até Bisha, com 371 quilómetros cronometrados. O traçado será dominado por um longo setor de dunas, num dia em que a gestão da mecânica e da fadiga será decisiva para quem quer manter-se na luta nesta fase crucial do Dakar 2026.

  • Martim Ventura brilha na Etapa 8, mas Dakar fica marcado pelo abandono de Gonçalo Guerreiro

    Martim Ventura brilha na Etapa 8, mas Dakar fica marcado pelo abandono de Gonçalo Guerreiro

    A oitava etapa do Dakar 2026, disputada em torno de Wadi ad-Dawasir, foi um dia de emoções fortes para o bp Ultimate Adventure Team, com um excelente resultado de Martim Ventura contrastando com o infortúnio de Gonçalo Guerreiro. A jornada contou com 236 quilómetros de ligação e uma especial de 481 quilómetros, a mais longa desta edição do rali.

    Na categoria Rally2, Martim Ventura, piloto oficial HRC Honda, voltou a mostrar o seu talento ao terminar a etapa no segundo lugar, a apenas 15 segundos do vencedor da classe, sendo ainda 10.º da geral. O resultado permite-lhe subir ao 5.º lugar da Rally2 e ao 14.º posto da classificação absoluta, confirmando a sua progressão constante na prova.

    No final da etapa, o jovem piloto português destacou a dureza do dia“Hoje foi duro. Fizemos a especial mais longa de todo o Dakar, com 481 km. Tentei manter um andamento forte ao longo de todo o percurso. No início perdi algum tempo para entrar no ritmo, mas no final puxei mais. Perdi cerca de 15 segundos para o líder da categoria, mas estou feliz com o meu desempenho. Amanhã é dia de etapa maratona e temos de ter cuidados redobrados.”

    O lado negativo do dia surgiu na categoria SSV, com o abandono de Gonçalo Guerreiro, piloto oficial Polaris, navegado por Maykel Justo. O português sofreu um acidente ao quilómetro 50, quando seguia em segundo lugar da categoria, sendo transportado de helicóptero para o acampamento após sofrer uma fratura num braço.