Categoria: Todo Terreno

  • Arūnas Raišys domina Dakar Classic e leva o Defender à vitória

    Arūnas Raišys domina Dakar Classic e leva o Defender à vitória

    Arūnas Raišys foi o grande protagonista da sexta edição do Dakar Classic, impondo-se de forma clara e autoritária numa prova onde raramente deixou margem para dúvidas. Depois de, em 2025, ter colocado no pódio um Land Rover Series III “sem passado competitivo”, naquela que foi a sua primeira participação sem equipa de assistência, o piloto lituano confirmou em 2026 todo o seu valor ao assumir o estatuto de referência absoluta da disciplina.

    Desde o arranque em Yanbu, Raišys manteve-se sempre no pódio da classificação geral, passando dez dias consecutivos na liderança. A sua consistência foi reforçada pelos contratempos sofridos pelos principais adversários: Maxence Gublin, também aos comandos de um Defender, enfrentou problemas mecânicos logo no início da prova; Lorenzo Traglio viu-se impossibilitado de alinhar numa das etapas com o seu Nissan Tecnosport; e o Porsche do antigo vencedor Juan Morera perdeu uma correia, afastando o espanhol da luta numa das jornadas decisivas. Estes episódios acabaram por abrir caminho à afirmação definitiva do lituano como uma das grandes figuras do Dakar Classic.

    O segundo lugar final foi conquistado pelo checo Ondřej Klymčiw, que alcançou em Yanbu o melhor resultado da sua carreira em cinco participações na prova. O pódio ficou completo com o italiano Josef Unterholzner, que garantiu a terceira posição após uma campanha sólida e regular.

    A luta pela vitória colocou frente a frente dois Mitsubishi Pajero e o Defender vencedor, sendo este apenas o segundo automóvel não japonês a triunfar no Dakar Classic desde a estreia da competição, quebrando quatro anos consecutivos de domínio da Toyota. O sucesso do Defender encerra um ciclo e sublinha a diversidade técnica que caracteriza esta categoria dedicada aos veículos históricos.

    Este triunfo fez ainda de Arūnas Raišys o quinto campeão da história do Dakar Classic. A sua primeira campanha em parceria com o francês Christophe Marquès, navegador experiente e reconhecido pelo seu rigor profissional, revelou-se um êxito absoluto, evocando simbolicamente a vitória inaugural de um Range Rover no Dakar de 1979. Um resultado que liga passado e presente, reforçando o espírito histórico e competitivo que define o Dakar Classic.

  • Al Attiyah conquista o Dakar 2026 após uma das edições mais abertas de sempre

    Al Attiyah conquista o Dakar 2026 após uma das edições mais abertas de sempre

    “Nunca a corrida esteve tão em aberto na história do Dakar.” A frase foi repetida em uníssono pelos principais protagonistas da 48.ª edição da prova e ajuda a explicar o peso histórico do título conquistado em 2026. No final de duas semanas intensas de competição, Nasser Al Attiyah acrescentou o sexto Troféu Beduíno ao seu palmarés, num triunfo construído com uma demonstração exemplar de controlo, estratégia e frieza competitiva.

    Numa edição marcada por um equilíbrio inédito entre campeões e máquinas, o piloto do Dacia Sandriders assinou uma prestação próxima da perfeição, sustentada por um plano cuidadosamente delineado em torno de dois dias-chave, onde garantir a posição ideal à partida era determinante. A etapa 6, um verdadeiro mar de dunas com cerca de 300 quilómetros, foi o primeiro grande pilar dessa construção. A partir daí, Al Attiyah iniciou o regresso a Yanbu no comando de um pelotão de elite extremamente compacto, com os cinco primeiros separados por apenas 12 minutos no dia de descanso.

    Depois de superar a exigente segunda etapa maratona, o qatari deu o golpe decisivo no dia seguinte. Segundo classificado na etapa, apenas batido por Mathieu Serradori, Al Attiyah criou a margem necessária para controlar o final da prova. A consagração definitiva chegou com a vitória na penúltima etapa, um triunfo que teve também um forte valor simbólico: a 50.ª vitória em especiais no Dakar, um registo que o coloca ao lado de lendas como Ari Vatanen e Stéphane Peterhansel.

    Atrás do Dacia Sandrider n.º 299, a luta pelo pódio transformou-se num verdadeiro jogo de cadeiras musicais nos últimos dias. Henk Lategan, vice-campeão em 2025, foi a última esperança da Toyota Toyota Hilux para discutir a vitória, mas um problema mecânico na etapa 10 — a falha de um rolamento do cubo da roda traseira — comprometeu definitivamente as suas aspirações quando tentava anular uma desvantagem de 12 minutos para Al Attiyah.

    Presença constante nos lugares da frente, os Ford Raptor garantiram sempre pelo menos um carro no top 3 ao longo da prova, somando seis vitórias em especiais. Já instalado em Yanbu, Nani Roma protagonizou um esforço hercúleo para salvar o segundo lugar, depois de danificar a frente do seu carro e receber ajuda de várias equipas para conseguir chegar ao bivouac dentro do tempo limite.

    A luta pelo terceiro lugar foi decidida ao segundo. Mattias Ekström entrou na última especial, de 105 quilómetros, com apenas 29 segundos de vantagem sobre Sébastien Loeb. O sueco não só defendeu com sucesso a posição como venceu a derradeira etapa, repetindo o triunfo com que havia iniciado o rali no prólogo de Yanbu e garantindo mais um pódio, depois do alcançado em 2025. Para Loeb, este Dakar marcou a primeira vez que terminou fora do pódio, a apenas 37 segundos dos três primeiros.

    Mais atrás, mas com diferenças finais historicamente reduzidas, os Toyota ocuparam os últimos três lugares do top 10: Toby Price foi oitavo, a 52 minutos, Seth Quintero terminou nono a 1h15 e Saood Variawa fechou o top 10 a 1h23.

    Mathieu Serradori voltou a assegurar o sexto lugar da geral, repetindo o resultado de 2025, desta vez com uma vitória em etapa como bónus. Entre os antigos concorrentes de duas rodas motrizes, o duelo dos MD Rallye Optimus foi ganho por Simon Vitse, 14.º classificado, à frente de Christian Lavieille, 20.º.

    Na classe Stock, a grande novidade foi a estreia vitoriosa da Defender. O lituano Rokas Baciuška dominou a categoria, chegando a Yanbu com quase quatro horas de vantagem sobre a sua companheira de equipa Sara Price. Os Toyota Land Cruiser mantiveram-se competitivos, com Ronald Basso a terminar no terceiro lugar. Stéphane Peterhansel concluiu o seu 36.º Dakar na quarta posição da classe Stock, numa edição particularmente exigente também para o veterano francês.

    O Dakar 2026 ficará na história como uma das edições mais equilibradas, estratégicas e intensas de sempre, onde a vitória se construiu não apenas com velocidade, mas com inteligência, frieza e uma gestão perfeita do risco até ao último quilómetro.

  • Final épico no Dakar 2026: Benavides bate Brabec por dois segundos e dá a vitória à KTM

    Final épico no Dakar 2026: Benavides bate Brabec por dois segundos e dá a vitória à KTM

    No contexto do Dakar 2026, os dias em que Daniel Sanders parecia competir num patamar próprio, com Tosha Schareina como único adversário credível, parecem agora longínquos. O equilíbrio de forças começou a alterar-se ainda cedo, quando o espanhol foi penalizado em dez minutos por ignorar bandeiras à saída do bivouac-refúgio na etapa 5. A partir daí, a Monster Energy Honda HRC encontrou em Ricky Brabec um líder sólido e consistente, capaz de enfrentar de igual para igual o australiano da KTM.

    O duelo entre Sanders e Brabec prometia tornar-se um clássico, até que o campeão do mundo caiu violentamente a caminho de Bisha, lesionando o ombro esquerdo e vendo ruir a possibilidade de conquistar um segundo Dakar consecutivo, embora sem ser forçado a abandonar. Ainda assim, a Red Bull KTM Factory Racing recusou baixar os braços e encontrou rapidamente um novo trunfo. Luciano Benavides assumiu o protagonismo, conquistando a liderança da geral pela primeira vez ao vencer a etapa 8 — a terceira vitória do ano — abrindo então uma diferença mínima de apenas dez segundos para Sanders.

    Com a queda do australiano, toda a responsabilidade da KTM passou a recair sobre os ombros do argentino, agora frente a frente com Brabec, vencedor do Dakar em 2020 e 2024, que mostrava estar em plena forma. O norte-americano respondeu com inteligência estratégica: no final da etapa 11, optou por perder propositadamente algum tempo, um golpe de mestre que deixou Benavides na liderança por escassos 23 segundos, mas numa posição ingrata para a etapa seguinte, obrigado a abrir pista numa jornada decisiva. O impacto psicológico foi evidente, e o argentino parecia longe da sua habitual confiança nessa noite.

    O plano de Brabec parecia perfeito. À partida para a última etapa, tradicionalmente encarada como uma formalidade, o piloto da Honda dispunha de 3m20s de vantagem. O título parecia decidido… até ao quilómetro 98,4. A abrir a pista, Brabec tinha apenas sete quilómetros “de desfile” pela frente quando um erro de navegação o levou demasiado à esquerda, obrigando-o a um desvio de cerca de três quilómetros para regressar ao traçado correto. Enquanto isso, Luciano Benavides cruzava a meta e assistia incrédulo ao momento em que Brabec terminava a especial apenas dois segundos mais tarde. A margem mais curta de sempre na história do Dakar. Um final absolutamente insano, ainda mais apertado do que o triunfo de Kevin Benavides em 2023, quando venceu por 43 segundos frente a Toby Price.

    Esta 21.ª vitória da KTM no Dakar confirmou a supremacia da marca austríaca e deu início a uma verdadeira “maré laranja” no Mar Vermelho. Também na classe Rally2 houve reviravolta a favor da KTM. Preston Campbell, filho do antigo piloto Johnny Campbell — mentor de Brabec — liderou até ao final da etapa 11, mas acabou superado pela recuperação consistente do esloveno Toni Mulec. O piloto da equipa satélite BAS World KTM, na sua quarta participação no Dakar, assumiu o comando e não mais o largou, terminando com 4m37s de vantagem. Campbell, 10.º da geral, conquistou ainda o título de melhor rookie como prémio de consolação.

    Por fim, destaque para Benjamin Melot, que assegurou o triunfo na exigente categoria Original by Motul, destinada a pilotos sem assistência. Depois de o título lhe ter escapado por pouco em 2025, o francês fechou finalmente essa conta em 2026, superando o espanhol Josep Pedró por 14m32s e terminando em 18.º da classificação geral.

    O Dakar 2026 ficará para a história como uma das edições mais imprevisíveis, dramáticas e emocionantes de sempre, decidida ao segundo numa prova onde, normalmente, contam os minutos ou as horas.

  • João Ferreira fecha Dakar 2026 no Top 20 e já aponta ao regresso em 2027

    João Ferreira fecha Dakar 2026 no Top 20 e já aponta ao regresso em 2027

    João Ferreira e Filipe Palmeiro encerraram hoje o Dakar Rally 2026 de forma positiva, ao alcançarem o sétimo lugar na última etapa da prova. A especial final, mais curta e descontraída, permitiu à dupla portuguesa desfrutar da condução após duas semanas de enorme exigência física e mental, encerrando o rali com boas sensações e sem necessidade de assumir riscos desnecessários.

    Com o foco colocado em levar o Toyota Hilux até à meta final, João Ferreira e Filipe Palmeiro confirmaram a consistência e a evolução demonstradas ao longo da prova mais dura do calendário mundial. No final, o piloto português concluiu o Dakar na 18.ª posição da classificação geral, num resultado que consolida a sua afirmação entre a elite do todo-o-terreno internacional.

    No final da prova, João Ferreira destacou o carácter especial da derradeira jornada e já projetou o futuro. “No último dia já deu para desfrutar um pouco mais. Foi uma etapa divertida, sem pressão, e sabe sempre bem terminar o Dakar com um bom resultado. Agora o pensamento já está no Dakar 2027. Quero voltar com os mesmos objetivos deste ano: vencer. É assim que encaro todas as corridas em que participo e será assim em todas até lá. Este Dakar deu-nos muita experiência e confirmou que estamos no caminho certo”, afirmou o piloto oficial da Toyota Gazoo Racing South Africa.

    Com o Dakar concluído, fica também oficialmente aberta a temporada de 2026 do FIA World Rally-Raid Championship. O campeonato prossegue agora com mais quatro rondas distribuídas por quatro continentes, refletindo a sua dimensão global. A próxima prova será o BP Ultimate Rally-Raid Portugal, agendado de 17 a 22 de março, seguindo-se o Desafío Ruta 40, na Argentina, entre 24 e 29 de maio. No outono, a caravana do W2RC ruma ao Rallye du Maroc, de 28 de setembro a 3 de outubro, antes de encerrar a época no Abu Dhabi Desert Challenge, que terá lugar de 22 a 27 de novembro nos Emirados Árabes Unidos, pela primeira vez como prova final do campeonato.

  • Maria Luís Gameiro chega ao fim do Dakar 2026 e conquista a Taça das Senhoras

    Maria Luís Gameiro chega ao fim do Dakar 2026 e conquista a Taça das Senhoras

    Maria Luís Gameiro chegou ao fim do Dakar Rally 2026, cumprindo um dos maiores objetivos da sua carreira desportiva. Após cerca de 8.000 quilómetros percorridos em condições de extrema exigência, a piloto portuguesa alcançou a meta final em Yanbu, encerrando a prova na 42.ª posição da classificação geral da categoria Ultimate e conquistando a Taça das Senhoras, reservada a tripulações 100% femininas.

    A derradeira Etapa 13, disputada num loop em torno de Yanbu, contou com pouco mais de 100 quilómetros cronometrados, mas nem por isso deixou de ser exigente. Com pistas cavadas e muito pó, Maria Luís optou por uma abordagem prudente e consistente, concluindo a especial com o 48.º tempo entre os Ultimate. Mais importante do que o resultado da etapa foi, contudo, o desfecho global de uma participação marcada pela superação constante.

    Em dupla com a navegadora Rosa Romero, a piloto portuguesa enfrentou uma segunda semana particularmente difícil, marcada por problemas mecânicos na caixa de velocidades e no diferencial, furos, navegação complexa e duríssimas etapas maratona. Ainda assim, a equipa conseguiu levar o MINI JCW T1+ preparado pela X-raid até à meta final, consolidando Maria Luís Gameiro como uma das referências femininas do todo-o-terreno internacional. Em duas participações no Dakar, a portuguesa soma duas chegadas à meta — um feito de enorme significado numa prova onde terminar é, por si só, uma vitória.

    No final, visivelmente emocionada, Maria Luís Gameiro celebrou o resultado alcançado. A piloto destacou “o trabalho realizado ao longo de todo o ano, a resiliência demonstrada na segunda semana da prova e a importância da Taça das Senhoras, dedicada a todas as mulheres que enfrentam desafios sem receio dos obstáculos”. Sublinhou ainda o espírito de entreajuda vivido na última etapa, onde chegou a parar para auxiliar um colega de equipa, antes de cortar a meta e integrar a festa dos finalistas em Yanbu.

    Com o Dakar 2026 concluído, Maria Luís Gameiro fecha um capítulo marcante da sua carreira desportiva. Duas participações, duas chegadas à meta e uma vitória na Taça das Senhoras confirmam um percurso assente na consistência, na resiliência e numa paixão genuína pelo todo-o-terreno. A meta de Yanbu representa o fim de mais uma grande aventura, mas também o ponto de partida para novos sonhos, agora com a certeza de que Maria Luís Gameiro já provou saber chegar ao fim e fazê-lo com mérito e classe.

  • Estreia de sonho para Martim Ventura no Dakar com pódio nas categorias Rookie e Rally2

    Estreia de sonho para Martim Ventura no Dakar com pódio nas categorias Rookie e Rally2

    A estreia de Martim Ventura no Dakar Rally ficou marcada por um desempenho de elevado nível, com o jovem piloto do bp Ultimate Adventure Team a subir ao pódio final da maior competição motorizada do mundo. Após a conclusão da 13.ª e última etapa, disputada em torno de Yanbu, Ventura garantiu o 2.º lugar entre os Rookies e o 3.º posto na categoria Rally2, encerrando a prova com um resultado que confirma o seu enorme potencial.

    A derradeira etapa contou com um setor seletivo de 105 quilómetros cronometrados, atravessando zonas de pistas montanhosas, num traçado curto mas exigente. No final, Martim Ventura sublinhou as dificuldades típicas de uma última especial curta: “Uma última etapa com apenas uma centena de quilómetros é bastante traiçoeira. Estamos relaxados e pode correr alguma coisa mal. Felizmente, da minha parte correu tudo de forma tranquila e cheguei ao fim sem percalços”, explicou o piloto português.

    O jovem piloto oficial da HRC Honda fez ainda um balanço muito positivo da sua participação no Dakar Rally. “Foi um rally bom, com um saldo bastante positivo. Podia ter feito um Top 10 absoluto, mas tive um problema mecânico que demorou muito tempo a resolver e atrasei-me bastante nesse dia. Ainda assim, estou muito contente. A equipa trabalhou muito bem e é uma alegria enorme estar neste projeto e ter conseguido estes resultados. Foi espetacular”, afirmou.

    Campeão nacional em 2024, Martim Ventura venceu duas etapas na classificação Rally2 e terminou o Dakar na 11.ª posição da classificação geral. Um resultado notável na sua primeira participação, que confirma o talento do jovem piloto português e o coloca desde já entre as figuras a acompanhar no futuro do todo-o-terreno mundial.

  • Challenge Can-Am distribui mais de 200 mil euros no CNTT 2026

    Challenge Can-Am distribui mais de 200 mil euros no CNTT 2026

    O Challenge Can-Am será um dos grandes destaques da temporada de 2026 do Campeonato Nacional de Todo-o-Terreno (CNTT), ao apresentar um programa de prémios sem precedentes que ultrapassa os 200 mil euros. A iniciativa está aberta a todas as equipas que alinhem no CNTT com modelos Can-Am Maverick X3 ou Maverick R, desde que importados pela Milfa, e marcará presença em todas as sete provas do calendário sob a égide da Federação de Motociclismo de Portugal.

    No total, o Challenge Can-Am irá distribuir cerca de 205.000 euros em prémios, repartidos entre classificações por prova e prémios finais, num pacote que se assume como um dos mais atrativos alguma vez apresentados no todo-o-terreno nacional. A Milfa, em conjunto com os parceiros South Racing, Qucaan, Rotake e EXT Racing Shox, lança assim um forte incentivo a todas as equipas e pilotos que pretendem competir no CNTT em 2026.

    Para reforçar ainda mais esta aposta, os modelos Maverick X3 e Maverick R poderão ser adquiridos com um “preço-competição” específico, definido pela Milfa e disponível através dos concessionários oficiais Milfa Norte, Benimoto e Overland X. As informações detalhadas sobre o regulamento do Challenge Can-Am e o processo de inscrição podem ser obtidas junto destes concessionários ou através do endereço de correio eletrónico challengecanam@gmail.com.

    A pouco mais de um mês do arranque do CNTT 2026, o Challenge Can-Am promete marcar a época de Norte a Sul do país de forma inédita, reforçando a posição de liderança da marca no todo-o-terreno nacional. Os múltiplos títulos conquistados ao longo dos últimos anos sustentam a reputação de fiabilidade, competitividade e desempenho dos modelos Maverick, que continuam a ser uma referência incontornável no panorama português.

    Calendário do CNTT 2026

    • 26 de fevereiro a 1 de março – Baja Montes Alentejanos
    • 10 a 12 de abril – Baja TT Castelo Branco
    • 1 a 3 de maio – Baja TT Norte de Portugal
    • 22 a 24 de maio – Raid Ferraria
    • 18 a 20 de setembro – Baja TT Reguengos Mourão
    • 15 a 17 de outubro – Baja Portalegre 500
    • 27 a 29 de novembro – Baja de Lagos
  • Furos travam João Ferreira e Filipe Palmeiro na 12.ª etapa do Dakar 2026

    Furos travam João Ferreira e Filipe Palmeiro na 12.ª etapa do Dakar 2026

    João Ferreira e Filipe Palmeiro enfrentaram esta sexta-feira mais um dia particularmente exigente no Dakar Rally 2026, durante a 12.ª etapa, disputada entre Al Henakiyah e Yanbu. Logo na fase inicial da especial, a dupla portuguesa sofreu dois furos, contrariedade que condicionou de forma decisiva o ritmo e a estratégia de corrida, impedindo-os de repetir a forte prestação alcançada na etapa anterior.

    Apesar das dificuldades, o piloto de Leiria voltou a demonstrar resiliência, levando o Toyota Hilux até ao final de mais uma longa e dura tirada — a penúltima — da edição de 2026 do rali mais exigente do mundo.

    No final da etapa, João Ferreira, piloto oficial da Toyota Gazoo Racing South Africa, explicou o impacto dos incidentes logo no início do dia: “No Dakar, tudo pode mudar em poucos quilómetros e hoje voltámos a sentir isso bem cedo. Dois furos no início da etapa tiraram-nos qualquer hipótese de lutar por um resultado semelhante ao de ontem, mas a prioridade foi manter a cabeça fria e cumprir a missão de acabar esta maratona.”

    O piloto sublinhou ainda o foco da equipa para o desfecho da prova: “Não foi a etapa que queríamos, mas continuamos focados, a aprender e a ganhar experiência ao mais alto nível. O objetivo agora é terminar o Dakar da melhor forma possível.”

    O Dakar 2026 termina este sábado com a realização da 13.ª e última etapa, disputada em formato circular na região de Yanbu. O percurso terá cerca de 141 quilómetros, dos quais 105 km serão cronometrados, encerrando oficialmente mais de duas semanas de competição intensa.

    A especial final será dividida em duas secções distintas. A primeira decorre em terreno mais montanhoso e acidentado, com pistas de gravilha onde a precisão de condução e a gestão da tração serão fundamentais. Após um deslocamento até à zona costeira, os concorrentes enfrentarão o último troço cronometrado do rali, antes da chegada final ao bivouac junto ao mar Vermelho, palco da consagração dos vencedores da edição 2026.

  • Martim Ventura é segundo da Rally2 na 12.ª etapa e fica a um passo do pódio final do Dakar 2026

    Martim Ventura é segundo da Rally2 na 12.ª etapa e fica a um passo do pódio final do Dakar 2026

    Martim Ventura, piloto do bp Ultimate Adventure Team e representante oficial da HRC Honda, alcançou esta sexta-feira o 2.º lugar da categoria Rally2 na 12.ª etapa do Dakar Rally 2026, terminando a apenas 1m40s do vencedor do dia. A jornada ligou Al Henakiyah a Yanbu e voltou a colocar à prova a resistência física, a navegação e a gestão do ritmo de corrida.

    A especial contou com 310 quilómetros cronometrados, disputados num percurso de grande diversidade técnica, com pistas rápidas, troços sinuosos e estreitos, passagens por leitos de rios e uma secção de dunas particularmente exigente.

    O jovem piloto português terminou a etapa com o sexto melhor tempo absoluto, resultado que lhe permitiu subir à 11.ª posição da classificação geral. Quando falta apenas uma etapa para o final do rali, Martim Ventura mantém-se como o 2.º melhor Rookie e conserva o 3.º lugar da categoria Rally2, duas posições que, a confirmarem-se, lhe permitirão subir ao pódio final do Dakar 2026.

    A prova termina este sábado com a 13.ª e última etapa, disputada em torno de Yanbu. A especial final terá 105 quilómetros cronometrados, divididos em duas secções distintas: uma primeira parte por trilhos de terra batida em zona montanhosa e, após um transfer, o derradeiro troço cronometrado que antecede a consagração final no pódio.

    À semelhança do que aconteceu na 11.ª etapa, Martim Ventura voltou a debater-se com problemas no tablet de navegação, situação que levou a organização do rali a proceder a uma retificação das classificações. Apesar disso, o piloto português mantém-se firme na luta pelos lugares cimeiros, numa estreia no Dakar marcada pela consistência e maturidade competitiva.

  • Martim Ventura sobe ao pódio da Rally2 no Dakar 2026 após a 10.ª etapa

    Martim Ventura sobe ao pódio da Rally2 no Dakar 2026 após a 10.ª etapa

    Martim Ventura, piloto do bp Ultimate Adventure Team e representante oficial da HRC Honda, ascendeu esta quarta-feira ao pódio da categoria Rally2 do Dakar Rally 2026, depois de concluir com sucesso a 10.ª etapa, correspondente à segunda parte da exigente jornada maratona.

    A especial, com 371 quilómetros cronometrados, foi disputada num traçado particularmente duro, marcado por um longo setor de dunas, onde a navegação, a resistência física e a gestão da corrida foram determinantes para o desempenho dos pilotos.

    O jovem português alcançou o 4.º lugar da Rally2 na etapa e foi 11.º classificado da geral absoluta, um resultado que lhe permitiu subir ao 12.º lugar da classificação geral. Ventura mantém-se igualmente como o segundo melhor Rookie do rali, confirmando a consistência e maturidade que tem demonstrado nesta sua estreia no Dakar. Com uma abordagem sólida e um ritmo competitivo controlado, Martim Ventura tem conseguido consolidar posições ao longo da prova, afirmando-se como uma das grandes revelações da edição de 2026.

    O Dakar Rally 2026 prossegue esta quinta-feira com a 11.ª etapa, que ligará Bisha a Al Henakiyah, numa especial de 347 quilómetros cronometrados. O percurso promete ser particularmente exigente do ponto de vista da navegação, com numerosos cruzamentos e bifurcações, exigindo máxima concentração para evitar erros e alcançar o próximo bivouac.